19-05-2017 | 09:14
SindusCon-SP e CBIC se posicionam sobre atual crise política
Em nota, entidades da construção civil pedem que calendário das reformas previdenciária e trabalhista seja mantido

Guilherme Kardel/CBIC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) divulgaram notas oficiais se posicionando sobre a crise política atual, após denúncias do empresário Joesley Batista, da JBS, anunciada na última quarta-feira (17). A seguir estão na íntegra as notas divulgadas à imprensa:

CBIC

Dirigentes e empresários da construção civil demonstram preocupação com a potencial paralisia do Congresso Nacional e defendem esforço para que seja garantida a tramitação e aprovação das reformas, especialmente a da Previdência. 

"É preciso dar uma demonstração de que as instituições brasileiras são sólidas e estão funcionando", afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). "A aprovação das reformas é essencial para a recuperação da economia e não pode parar". Para ele, é cedo para avaliar a extensão da crise política desencadeada pelas novas denúncias, mas o calendário das reformas deve ser preservado tendo como objetivo estancar a crise econômica e criar condições para a retomada do investimento. A expectativa do setor, diz Martins, é que o relator da reforma da Previdência leia seu parecer na próxima semana, como previsto.

SindusCon-SP

O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo) manifesta profunda preocupação em que a crise política aberta com a delação do empresário Joesley Batista volte a agravar a situação econômica do país. No momento em que a economia sinalizava o início de uma recuperação e o nível de desemprego parecia haver estancado, a crise política recrudesceu, atingindo o mais alto escalão da República.

É dever das instituições e das lideranças políticas responsáveis não permitir que o país retroceda no acertado rumo tomado pela política econômica. Conquistas como a redução da inflação, a legislação que limita os gastos públicos e o equacionamento das dívidas dos Estados premiam o correto esforço feito até o momento pelo reequilíbrio das contas públicas, fundamental para a recuperação da confiança dos investidores e do emprego.

Será necessário perseverar com determinação e serenidade nesta trajetória, com a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista, em mais uma etapa essencial à saída da recessão econômica.

Sabemos que esta tarefa enfrentará enorme dificuldade diante da crise política, mas temos confiança em que as instituições e as lideranças políticas responsáveis saberão encontrar o caminho para lidar institucionalmente com a situação sem prejuízo das reformas essenciais para a retomada do desenvolvimento econômico.

A indústria da construção civil já foi forçada a demitir mais de 1 milhão de trabalhadores e em abril viu seu nível de emprego cair pelo 31º mês consecutivo. Foi o único setor econômico que continuou registrando mais demissões do que contratações no mês passado. Será injusto e revoltante que a crise política retraia ainda mais a volta dos investimentos necessários à geração massiva de empregos proporcionada por este e outros segmentos da atividade econômica.

Confiamos em que as instituições e as lideranças políticas se unam e encontrem uma solução constitucional e rápida para a crise, mantendo o calendário das reformas previdenciária e trabalhista. Confiamos em que a equipe econômica manterá as ações necessárias à manutenção da estabilidade e à recuperação da economia.

A nação já enfrentou dificuldades desta envergadura, e saberá superar a nova crise sem perder o foco da recuperação da economia e do emprego.

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb