08-11-2018 | 09:41
Construir fica mais caro em MT
Grupo de Trabalho do Sinduscon-MT, coordenado pelo empresário Leonardo Guimarães, vai coletar e monitorar preços do Sinapi

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT

Custo da construção civil em Mato Grosso subiu acima da média brasileira e regional nos últimos 12 meses. O valor médio de R$ 1,114 mil por metro quadrado construído acumula alta de 5,06% em 12 meses. Na região Centro-Oeste ficou em R$ 1,119 mil, após alta acumulada de 4,43%. Já a média nacional alcançou R$ 1,108 mil, com reajuste de 4,61%.

As variações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (7) por meio do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e consideram a desoneração da folha de pagamento às empresas. O valor inclui gasto com material e mão de obra. De janeiro a outubro, construir ficou 3,3% mais caro em Mato Grosso.

A majoração do custo da construção civil no Centro-Oeste chega a 3,35% no mesmo período e alcança 3,93% no país. Já a variação mensal (setembro para outubro) ficou em 1,86% em Mato Grosso, acima da média do Centro-Oeste (1,01%) e superior à média nacional (0,43%).

Em Mato Grosso, o Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon/MT) vai coletar e monitorar os preços de insumos da construção civil que possuem valores de referência que constam no Sinapi. A ideia é saber se os valores de referência estão dentro da realidade do mercado estadual para as licitações públicas.

A intenção é ter orçamentos corretos que reflitam preços justos dentro da realidade regional de mercado, compatíveis com os custos levantados para execução de obras públicas.

“O mercado precisa ter preços dentro do patamar da razoabilidade para as licitações públicas. A gente sabe que o Sinapi não é tabela, é um sistema que permite ter acesso a referências de preço. O orçamento precisa refletir os custos da obra e não ter simplesmente a menor referência de preço, sob pena de a empresa não ter condições de conseguir concluir a obra”, adverte o coordenador do Grupo de Trabalho, Leonardo Guimarães Rodrigues. 

Silvana Bazani, A Gazeta