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Terça-feira, 13 de Novembro de 2018
NOTÍCIAS
01-11-2018 | 13:20
Sinduscon-MT cria grupo de trabalho em busca contribuições regionais para o aperfeiçoamento do Sinapi
Ação começa com coleta e monitoramento de preços de insumos avaliados pelo Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção (Sinapi)

Assessoria de Comunicação/Fiemt

O Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT) vai coletar e monitorar os preços de insumos da construção civil de itens que possuem valores de referência que constam no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção (Sinapi), produzido pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A ideia é saber se os valores de referência estão dentro da realidade do mercado estadual para as licitações públicas.

A ideia principal é ter orçamentos corretos que reflitam preços justos dentro da realidade regional de mercado, compatíveis com os custos levantados para execução de obras públicas. Essa é primeira tarefa de um Grupo de Trabalho (GT) formado por construtores mato-grossenses que visa mobilizar o segmento no estado para contribuir com ideias e sugestões, bem como fiscalizar as exigências de processos licitatórios que utilizem valores de referência do Sinapi

A reunião do GT ocorreu esta semana na sede Sinduscon-MT. O grupo é coordenado pelo engenheiro civil Leonardo Guimarães Rodrigues e teve as presenças do empresário Neigmar Diniz e do engenheiro orçamentista Edvaldo Siqueira Paixão, além da engenheira civil Sheila Marcon, assessora técnica do Sinduscon-MT. O GT quer a adesão de mais empresas nas discussões do tema e na coleta de informações que contribuam com o aperfeiçoamento do sistema.

“O mercado precisa ter preços dentro do patamar da razoabilidade para as licitações públicas. A gente sabe que o Sinapi não é tabela, é um sistema que permite ter acesso a referências de preço. O orçamento precisa refletir os custos da obra e não ter simplesmente a menor referência de preço, sem uma composição, sob pena de a empresa não ter condições de conseguir concluir a obra. Apresentar o menor preço para vencer a licitação e ignorar os custos é ruim para as empresas, para o contratante e para a sociedade, adverte o coordenador.

Rodrigues explica que o GT quer ser o porta-voz da construção civil no estado para as questões relacionadas ao Sinapi. Para isso, espera que as construtoras associadas levem para o Sinduscon-MT editais que não contemplem a realidade do mercado que as empresas atuam.  Por causa das dimensões continentais, o estado foi dividido em cinco regiões para a cotação dos insumos. O objetivo é retratar a realidade dos preços por região.

“ A gente conhece realidades do Sinapi em outros estados, em que um índice ou outro foi enquadrado dentro da realidade daquele mercado depois que os construtores conseguiram provar a discrepância de valores. Vamos conversar com todos os envolvidos e, em último caso, entraremos com pedido de impugnação do edital por não contemplar patamares mínimos na execução da obra, mas o caminho antes vai ser o diálogo e esclarecer pontos conflitantes”, alerta Leonardo Rodrigues.

O presidente do Sinduscon-MT, Julio Flávio Campos de Miranda, lamentou o fato de que, por desconhecimento, a sociedade responsabilize sempre o construtor pelo ônus de uma obra avaliada como sem qualidade ou que não foi concluída. “Precisamos de orçamentos equilibrados com os custos dentro da realidade, nem subestimados, nem superestimados. Uma empresa que joga o preço lá pra baixo para vencer o certame está colocando em risco a própria saúde financeira como o próprio mercado que atua. Os órgãos públicos precisam ter ciência que a conta precisa fechar em relação aos custos que uma obra representa dentro da realidade de preços dos insumos daquele mercado”, destaca.

Leonardo Guimarães Rodrigues defendeu que o Sinapi já trouxe melhoras para o setor, após sua revisão. No entanto, a não-regionalização dos preços ainda é um obstáculo a ser vencido já que os órgãos públicos se utilizam de preços de referência colhidos somente na Capital e não no interior do estado. “A gente precisa levar o problema não só para os órgãos da administração pública estadual, mas para a administração pública municipal. Se for o caso,  vamos conversar com os organismos de controle externo para que os parâmetros vislumbrem os custos reais das obras e não simplesmente escolher o vencedor que apresenta o menor orçamento”, completa.

A próxima reunião do grupo está marcada para novembro em data a ser definida.

Seminário Técnico

O Grupo de Trabalho do Sinduscon/MT é consequência da realização em Cuiabá do Seminário Técnico de Divulgação da Revisão do Sinapi, promovido em setembro pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Caixa Econômica Federal, Senai Nacional e Sinduscon-MT. O GT foi uma sugestão do público para tratar da agenda de Mato Grosso em relação ao sistema, na intenção de buscar os ajustes necessários para orçamentos mais enquadrados na realidade regional das construtoras no estado que participam de licitações públicas.

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT
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