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Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
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10-09-2008 | 12:21
Berger faz promessas à construção civil

Líder na última pesquisa de intenção de voto feita pelo Ibope em Florianópolis, com 27%, o candidato Dário Berger (PMDB) demonstrou ontem confiança na sua reeleição.

 

 

"Tenho quase certeza que vou ser prefeito de novo", disse ele a uma platéia de 37 pessoas, em sua grande maioria empresários, que participavam do encontro promovido pelo Conselho Metropolitano Pró-desenvolvimento (Comdes), entidade ligada ao Sindicato da Construção (Sinduscon-SC), para discussão de sugestões para a gestão da cidade de 2009 a 2012.

 

 

         Apenas cinco pontos percentuais à frente do segundo colocado, Esperidião Amin (PP), que apareceu com 22% na última pesquisa, Berger aproveitou o evento para fazer uma avaliação de Florianópolis, para criticar a forma como a própria prefeitura está estruturada e apresentar propostas em linha com as sugestões do setor.

 

 

 

         "Se depender das reivindicações de vocês, estão liberados para me apoiar integralmente, porque praticamente tudo que está aqui ou já foi feito ou está em andamento", disse ele, referindo-se a uma lista entregue pelo Comdes, que incluía incentivos fiscais municipais, esforço em liberação de marinas, revitalização do centro histórico e política habitacional para desfavelização.

 

 

 

         Sobre incentivos fiscais municipais, Berger arrancou aplausos da platéia ao dizer que "é possível discutir caso a caso, à medida que for do interesse da municipalidade, desde que se preservem os empresários ´prata da casa´ para que a gente não dê incentivo para quem vem de fora concorrer com nossos empresários que estão aí há anos".

 

 

         Berger afirmou que pretende ser eleito para estabelecer um novo plano de crescimento da cidade e aproveitou para reclamar das dificuldades hoje em implementar alterações relativas à ocupação do solo.

 

 

"Florianópolis está passando por um período de transição.

 

 

Por ter beleza natural incomparável, a paixão muitas vezes excede a razão, e quando se coloca a paixão em primeiro lugar, as pessoas ficam fora de foco.

 

 

Temos uma paixão proibida pela cidade.

 

 

A sociedade em Florianópolis, antes de ver qualquer projeto, é contra.

 

 

Não viu, mas é contra", criticou.

 

 

         O evento - que ao longo desta semana ouvirá outros candidatos - também foi usado para alfinetar adversários, como Amin e Angela Albino (PCdoB), jogando parte dos problemas de hoje às atuações que eles tiveram, Amin como prefeito e Angela como vereadora.

 

 

 

         "Um dos meus adversários (Amin) diz que vai construir um hospital no norte da ilha com o dinheiro que eu iria construir a sede da prefeitura.

 

 

 

 

 Ele devia ter feito isso há muito tempo e devia ter construído a sede porque hoje a prefeitura está em 22 pontos diferentes da cidade e é por isso que vocês são mal atendidos".

 

 

 

         Berger disse que Florianópolis é a única capital do Brasil que não tem um centro administrativo.

 

 

 

"É uma vergonha.

 

 

 

 É preciso um centro administrativo para concentrar as atividades essenciais.

 

 

 

Até porque hoje você não consegue resolver mais nada por telefone.

 

 

 

 Mesmo que seja lícito, você não pode resolver por telefone.

 

 

 

 Está todo mundo neurótico com essa problemática toda (grampos).

 

 

 

 

 Vocês têm dúvida de que meu telefone esteja grampeado? Nenhuma", ele mesmo respondeu.

 

 

 

         Berger chegou a aparecer em escutas telefônicas da Polícia Federal na operação Moeda Verde, que prendeu diversos empresários em 2007 em Florianópolis, acusados de negociar compra de licenças ambientais com órgãos públicos para empreendimentos.

 

 

 

 

         O candidato justificou a não construção de um centro administrativo porque teve "alguns problemas de organização".

 

 

 

 "Vocês acreditam que não consegui um terreno no centro da cidade para fazer a prefeitura?".

 

 

 

         Fez também certa mea-culpa em relação a uma obra de infra-estrutura, a beira-mar continental, que não foi concluída, segundo ele, porque houve vereadores que votaram contra desapropriação de área por perseguição política já de olho na eleição, como foi o caso da candidata Angela.

 

 

 

"Isso foi para trazer prejuízo político para mim. Imagina se eu tivesse inaugurado a beira-mar continental? (...) Eleição na terra é tempo de guerra", disse.

 

Fonte: CBIC


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