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Sábado, 16 de Dezembro de 2017
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11-09-2008 | 12:06
Para empresários, aumento de juros não faz inflação cair
A redução da inflação brasileira nas últimos semanas não ocorreu devido ao aumento da taxa Selic promovido pelo Banco Central nas últimas três reuniões. Essa análise é de vários empresários do país que participaram hoje de um encontro na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Para eles, os preços das commodities internacionais foram os responsáveis pela variação na inflação.

 

Ao mesmo tempo em que não creditam ao BC o mérito pela redução da inflação, os empresários afirmam que não existe a necessidade de aumentar novamente a taxa de juros. No início da noite de hoje, o Copom (Comitê de Política Monetária) irá divulgar a nova taxa Selic e a maioria dos analistas do mercado aguarda uma elevação de 0,75 ponto percentual, chegando a 13,75% ao ano.

 

"Está claro que o aumento de juros da última vez foi um erro. Não há razão nenhuma para aumento de juros hoje. Se eles aumentarem é por pura vaidade, querer mostrar que não erraram na vez anterior", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

 

Segundo Skaf, a inflação subiu devido ao aumento dos preços agrícolas no mundo, e também diminuiu pela redução dos mesmos produtos. "Não foi por causa do aumento de juros no Brasil que baixou os preços dos alimentos no mundo", afirmou.

 

Para o presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, existem dois tipos de inflação: a local e a mundial. "A inflação caiu [no Brasil], mas não foi por influência do BC. Nós sofremos com a pressão da inflação mundial", disse o industrial, que não acredita que o aumento nos juros vá diminuir os preços das commodities internacionais.

 

"O Banco Central vai ter que encontrar modos de ajustar as influências da inflação internacional. Porque querer corrigir com juros internamente [a inflação mundial] vai dificultar a estrutura do crescimento", disse Gerdau.

 

O presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, considera que o mais importante é controlar a inflação, mesmo que reduza o ritmo de crescimento do país. Para ele, o BC tem acertado nas medidas para controlar o aumento de preços.

 

"Acho que é importante também o governo não precisar só desse recurso [aumento de juros], mas também é preciso controlar os gastos públicos", observou Belini.

Fonte: O documento

 



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