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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018
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17-09-2013 | 17:07
Demolição sustentável: construtora reduz custos com destinação e compra de agregado novo

Os resíduos evitaram a compra de material para aterro e nivelamento de 2.053 m² de área, o que teria custado, com uso de saibro, aproximadamente R$ 78 mil



Desmontar estruturas e beneficiar concreto e resíduos classe A reduziram o custo de demolir 3.794 m² de um parque gráfico no Rio de Janeiro, resultando em 8.243 m³ de agregados em granulometrias diversas beneficiados em canteiro. Parte dos resíduos foi vendida e parte usada para aterro e nivelamento, conforme explica Renato Salgado, consultor de obras sustentáveis do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE).

O equipamento usado para beneficiar os resíduos ficou durante seis meses no canteiro, a um custo médio mensal (considerando aluguel, combustível, manutenção e dois funcionários para operação) de aproximadamente R$ 90 mil.

Receitas calculadas - Considerando produtividade de 40 m³/ hora e preço de R$ 35/m³ de agregado, sua comercialização, sem considerar os resíduos metálicos, gerou receita de aproximadamente R$ 280 mil - R$ 190 mil se descontado o aluguel do equipamento. Caso os resíduos tivessem ido a aterros, o custo estimado seria de cerca de R$ 500 mil.

Os resíduos evitaram a compra de material para aterro e nivelamento de 2.053 m² de área, o que teria custado, com uso de saibro, aproximadamente R$ 78 mil, de acordo com Salgado. Os resíduos foram beneficiados em britador móvel de médio porte e em equipamentos menores, acoplados às escavadeiras.

Operação controlada - Por questões ambientais, e para evitar contaminação do material Classe A, resíduos perigosos, como combustíveis, tintas, lubrificantes industriais, solventes e baterias, foram inventariados, coletados e depositados em tambores vedados.

Alguns resultados alcançados

  • Britador com bandeja magnetizada fazia a segregação de materiais com aço
  • Aspersão de água na esteira diminuiu a geração de partículas em suspensão
  • O britador gerou 8.243 m³ de agregados em diferentes granulometrias
  • Depois de desmontadas, as tubulações de tinta foram limpas e separadas antes de serem comercializadas como resíduo metálico
  • A triagem das lâmpadas indicou quais se encontravam em condições de uso, que foram doadas. As queimadas foram acondicionadas em caixote com filtro de carvão ativado, aguardando destinatários licenciados ao recebimento
  • Combustíveis e produtos químicos classe D foram colocados sobre bandejas metálicas com arestas de contenção
  • Durante a desmontagem dos dutos de refrigeração, foi feita a segregação da lã de vidro e do alumínio
  • A água usada para lavar rodas era captada, encaminhada a caixas decantadoras, bombeada e retornava para nova lavagem. Semanalmente, os resíduos depositados no fundo das caixas eram retirados
  • Para acondicionamento de resíduos foram utilizados recipientes como baias confeccionadas em divisórias de madeira, grades metálicas (reaproveitadas da própria demolição), caçambas estacionárias, contêineres, big bags, bombonas e coletores de plástico
  • Apoio técnico: Renato Salgado, consultor de obras sustentáveis do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE); Olívia Marques, coordenadora de obras sustentáveis do CTE; e Flávia Duarte, engenheira civil e gestora Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) da empresa Engineering, gerenciadora do empreendimento.

Reportagem de Maryana Giribola, da PiniWeb.

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