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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
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13-08-2014 | 09:29
Secopa começa a definir estudos sobre operação do VLT
Relatório foi entregue pela Secopa à Agência Metropolitana

O estudo de operação e planilha de custos do Veículo Leve sobre trilhos (VLT) aponta economia de até 1 hora e 22 minutos no trajeto de ida e volta a ser feito pelo modal no eixo 1 – entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o CPA, em Cuiabá. A empresa responsável pela elaboração do relatório, Oficina – Engenheiros Consultores Associados Ltda., entregou o projeto à Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) que, por sua vez, repassou o documento à Agência Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, com o acompanhamento do Ministério Público Estadual (MPE). A agência, criada pelo Governo do Estado em 2013, será responsável por fixar o valor da tarifa, a forma como ela será aplicada – se será um valor para os ônibus e outro para o VLT ou um valor unificado entre os sistemas –, e como o novo modal será operado na região. Denominado “Estudo de Planejamento da Rede de Transporte Coletivo, Modelo de Integração Operacional e Custos para a Operação do Sistema VLT Cuiabá – Várzea Grande”, o relatório tem informações sobre a estimativa do valor da operação global da rede integrada (ônibus e VLT), linhas “alimentadoras” do VLT e a avaliação do custo de operação do modal. Segundo o coordenador do estudo e engenheiro de tráfego da Secopa-MT, Rafael Detoni, o modal dará confiança à população, que terá a certeza do tempo despendido em cada viagem e do momento de passagem do VLT por cada ponto. “Ter a certeza do horário que o trem passa e quanto tempo ele demora de um destino para outro, representa um enorme ganho para o usuário do transporte coletivo, que conseguirá programar a sua viagem”, disse. Passagem do VLT A tarifa do modal, bem como os custos para operacionalização, já constam no projeto, mas não foram divulgados, segundo se apurou, para não atrapalhar as próximas etapas de definição de operação e acordo da tarifa junto às empresas interessadas. No entanto, no caso da passagem do VLT, informações são de que a passagem não deve ser muito além do que é cobrado hoje no transporte público da Capital (R$ 2,80). Em entrevista ao MidiaNews, quando da contratação da empresa, Detoni afirmou que, como o Governo do Estado é responsável pela construção de toda a infraestrutura para implantação do VLT e forneceu todo o material rodante, não há por que o operador embutir, na tarifa, o investimento feito para a implantação do sistema, apenas para custos da folha de pagamento de pessoal e manutenção do sistema. A empresa foi contratada em agosto do ano passado por R$ 143,2 mil, por meio de processo licitatório no modelo carta-convite. Rede integrada O relatório destaca que 75% das linhas da rede de ônibus estão integradas diretamente com as linhas do VLT. Do total de embarques na hora pico da manhã nas linhas do modal, uma parcela também correspondente a 75% dos embarques, provém da integração com os serviços de ônibus. Os resultados ressaltam a necessidade de se considerar as linhas do VLT como parte de um sistema único, avaliação reforçada pelo balanço de custos e receitas do sistema. “Na medida em que, visto de forma isolada, seria necessário um aporte de recursos públicos ou mediante receita tarifária superior ao que seria necessário com um sistema unificado”, diz trecho do relatório. Nessas circunstâncias, Detoni reafirmou que a operacionalização do VLT obrigatoriamente deve ser tratada como uma operação em conjunto com a rede integrada e não pode ser vista como uma operação separada. “As linhas do transporte coletivo foram ajustadas para o VLT, mas isso não significa que o usuário não vai ter a opção de sair do bairro e ir até o Centro de ônibus, por exemplo, pagando tarifa de integração a um valor aproximado ao praticado atualmente”, afirmou o coordenador. O VLT Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o VLT será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa. Serão três terminais de integração e 33 estações ao longo dos 22,2 quilômetros de trajeto do VLT, que terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro. Ao longo dos dois eixos, serão edificados cinco viadutos, quatro trincheiras e três pontes. A capacidade máxima de passageiros será de 400 pessoas por veículo e o tempo de espera para o embarque será de até quatro minutos. Segundo a Secopa, todos 40 carros - formados por sete vagões cada um - já foram entregues em Várzea Grande e encontram-se no Centro de Manutenção e Operação do VLT. Orçado em 1,477 bilhões, o VLT é executado pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande (formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.) e já teve a conclusão adiada por duas vezes, sendo esperado para 2015 – contrato que deve ser novamente aditado pelo Governo do Estado. (Lislaine dos Anjos, Midia News)
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