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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018
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15-05-2014 | 14:20
Imóveis novos: vendas crescem, mas bem menos que em 2013

 Mercado tem alta de 77% ante fevereiro, mas cai 57% na comparação com 2013, em retração que era esperada



Bolha imobiliária, imóveis supervalorizados e excesso de oferta. Dessas três opções, apenas a primeira não explica a queda de mais de 50% na venda de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo em março. No terceiro mês do ano, foram vendidas 1.744 unidades, um incremento de 77,8% em relação a fevereiro, mas muito abaixo das 4.087 unidades comercializadas em março de 2013.

Na opinião do analista de investimentos da SLW Corretora.Pedro Galdi, houve uma corrida em busca de financiamento imobiliário nos últimos cinco anos, com o governo incentivando os bancos públicos e privados a ampliaram a oferta de crédito. Com isso, as incorporadoras investiram esperando um boom que se concretizou num primeiro momento. "A questão é que o cenário econômico piorou, a confiança se deteriorou, o nível de endividamento subiu. No meio de tantas incertezas, quem se programava para adquirir um novo imóvel está repensando antes de entrar em um endividamento de longo prazo", afirma Galdi.

Apesar disso, diz ele, trata-se de uma situação momentânea. A mudança de perspectiva econômica para 2015, após a eleição, deverá trazer um novo ânimo ao mercado, com a retomada da demanda.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, lembra que 2013 foi um ano muito bom para o mercado imobiliário paulista, com expansão de 24% nas vendas de imóveis residenciais e que, em março, as vendas foram excepcionais. "Portanto, estamos comparando com um período de expansão bastante expressivo. Era de se esperar que as vendas desacelerassem", afirma.

Opinião semelhante tem o diretor de Negócios Imobiliários do Portal de Documentos, Marcos Caielli, que faz a intermediação de documentos entre bancos e cartórios: "Acredito que haverá uma acomodação dessa expansão para patamares mais modestos do que foi nos últimos cinco anos". Para ele, a queda de577,, nos lançamentos em relação a março do ano passado assusta, mas não é surpresa. "Quem acompanha o mercado já sabia que haveria uma queda nas vendas, já que o estoque ainda é muito alto", diz Caielli.

O analista da Coinvalores, Felipe Martins Silveira concorda que o estoque ainda está bem elevado e lembra que é natural que ocorra uma queda nos lançamentos nos primeiros meses do ano por questões sazonais. "Houve um ajuste nos lançamentos que era esperado, mas não é nada sintomático de queda ou reflexo de bolha imobiliária. Tanto que os preços continuam se sustentando, embora tenham deixado de subir na velocidade que vinham subindo.

O analista diz ainda que as recorrentes invasões na capital paulista comprovam a necessidade de lançamentos adequados ao perfil da população. "Esse déficit é um importante sinalizador da demanda futura", acredita Silveira.

Outra boa notícia, segundo ele, é que na comparação com janeiro e fevereiro deste ano, os lançamentos de março dão sinais de recuperação: "A análise do trimestre aponta que o pico de queda ficou realmente no segundo mês do ano, o que sinaliza melhora nos próximos trimestres".

A exemplo do mercado imobiliário, as vendas da indústria de materiais de construção também caíram em março: 3,9% na comparação com igual mês do ano passado, mas subiram 3,2% ante fevereiro. Ainda assim, o presidente da Abramat se mantém otimista com a evolução do setor.

"Existe um pessimismo exagerado que contamina o consumidor e o empresário, que deixa de investir, embora o trabalho continue crescendo, ainda que em ritmo menor do que no ano anterior, e o mesmo ocorre com os salários. Mesmo a inflação, que ronda o teto, continua dentro da meta. Analisando friamente, não há motivos para tanto pessimismo e, quando os setores perceberem isso, a situação pode melhorar", afirma. (Murillo Constantino e Patrícia Büll, Brasil Econômico)

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