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Domingo, 27 de Maio de 2018
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06-02-2018 | 11:36
Mercado imobiliário de Cuiabá encerrou 2017 com crescimento de 15,36% em imóveis financiados
Os dados são do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais, Comerciais e Condomínios de Cuiabá e Várzea Grande (Secovi), também conhecido como sindicato da habitação.

Anderson Pinho, Assessoria de Imprensa do Sinduscon-MT

O mercado imobiliário de Cuiabá encerrou 2017 com crescimento de 15,36% em imóveis financiados se comparado a 2016. O aumento representa cerca de R$ 394 milhões comercializados em 2017 contra R$ 333 milhões de 2016.

Os dados são do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais, Comerciais e Condomínios de Cuiabá e Várzea Grande (Secovi), também conhecido como sindicato da habitação.

Segundo o presidente do Secovi, Marco Pessoz, em 2017 foram financiados 2045 imóveis na Grande Cuiabá. Em 2016, 1886 unidades. Para ele, o crescimento das operações representa a retomada da confiança do consumidor. “O sonho do brasileiro de ter a casa própria sempre existiu e sempre vai existir, mas teve um momento entre o segundo semestre de 2016 e começo de 2017 que a taxa de juros estava tão alta que inviabilizou a concretização desse desejo. Muitas pessoas acabaram adiando a compra do imóvel”, analisa.

“Este é um momento único para o comprador. Há um volume de estoque considerado no mercado, as construtoras estão fazendo promoções, ofertas, dando condições especiais para atrair os clientes e ao mesmo tempo os bancos apresentam opções de financiamentos com taxas de juros que voltaram aos patamares de 2014 e 2015”, considera Pessoz. 

A economista e membro do Conselho Regional de Economia de Mato Grosso (Corecon), Gabriela Cavlac, aponta que a queda da taxa básica de juros (Selic) e a recuperação da economia são os responsáveis pela melhora no setor. Segundo ela, a taxa Selic é um dos termômetros do mercado imobiliário, diretamente para o financiamento imobiliário de imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), e indiretamente para os enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), os financiados com recursos da poupança.

“Esta é a taxa que baliza todo o mercado, e com o setor imobiliário não seria diferente. Com a crise os bancos dificultaram a liberação do crédito e o financiamento ficou uma alternativa cara. Agora o mercado volta a normalidade”, aponta Gabriela.

HORA DE COMPRAR - O presidente do sindicato da habitação, Marco Pessoz alerta o cenário positivo para o comprador não irá durar muito tempo. “Quando os estoques diluírem, os preços vão subir e as condições especiais vão diminuindo porque começa a ter escassez de produto no mercado e com a economia crescente, a tendência é os preços dos imóveis voltem para normalidade e até mesmo sejam realistados, fator que não ocorre há 2 ou 3 anos”.

De acordo com o Secovi, a escassez será maior entre imóveis de médio e alto padrão. Pois, os empreendimentos populares, que usam linhas de crédito do programa Minha Casa Minha Vida, financiados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), não sofreram alterações e o movimento se manteve. Entretanto, os financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) foram impactados. “A diferença entre as duas linhas era muito alta, os imóveis subsidiados continuaram com juros de 6 a 7%, mesmo com a crise, já os financiados com recursos da poupança tiveram juros aumentados de 8,5% para 11 a 12%”, compara.

Antes da crise, entre os anos de 2012 a 2015, a média histórica de imóveis lançados na Grande Cuiabá era de 3 mil unidades, em 2015 e 2016 a média caiu para 900 e 1100 unidades. “E a maioria dos empreendimentos eram voltados para classe baixa. De lá para cá não tivemos produtos lançados de médio e alto padrão. Os imóveis em estoque estão terminando e vai faltar produto para este público. Para 2018 a previsão é que 10 empreendimentos sejam lançados, com a perspectiva de entrega só em 2021 e 2022, teremos então os anos de 2019 a  2021 com pouco ou sem produto novo no mercado”.

 

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