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Sábado, 16 de Dezembro de 2017
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30-10-2017 | 08:52
Projeto pretende tratar 100% do esgoto coletado de Cuiabá até seu aniversário de 300 anos
Atualmente apenas 36% é tratado

Reprodução

O projeto da Águas Cuiabá, da Iguá Saneamento S.A, para os 300 anos da capital, pretende tratar 100% do esgoto coletado. Atualmente apenas 36% do esgoto coletado das 94 mil unidades é tratado. Chegando recentemente em Cuiabá, a empresa pretende melhorar diversos serviços.

O Plano Cuiabá 300 terá verba de R$ 203 milhões para fazer as obras. Até 2022 ainda será investido R$ 1,2 bilhão para a melhoria do serviço de saneamento básico. De acordo com Luiz Fabriani, diretor do empreendimento na capital, as obras para a coleta de esgoto deverão possibilitar o tratamento de 100% do esgoto coletado, o que não acontece hoje.

“É um projeto com sete anos de abrangência, iniciou em agosto, e isso tudo foi costurado de uma forma bem coerente com a necessidade primordial, que é a água. iremos regularizar o fornecimento de água 24h por dia, o que ainda não acontece em 100% da cidade, e regularizar a questão do esgoto também, porque hoje se coleta 50% de esgoto, mas não é todo tratado, estamos tratando por volta de 36%, então nos final dos 18 meses, para os 300 anos, é igualar o que é coletado a o que é tratado”, afirmou.

Os dois sistemas que serão reformados e ampliados são do Tijucal e Dom Aquino. Serão instalados cerca de 130 km de interligação de redes de esgoto.

“Obra de saneamento é meio ingrata né, porque muitas vezes você não consegue enxergar, diferente da construção de um estádio, a construção de um VLT, por exemplo. Mas na parte de esgoto, existem dois sistemas muito importantes, que é o do Tijucal, na parte de cima do Rio Coxipó, e o do Dom Aquino, na parte de cima do Rio Cuiabá. Estes sistemas já estão ultrapassados, então tem que haver uma reforma, uma melhoria no sistema como um todo, e daí então vai ser feito, o que eu acho que á a parte mais desafiadora, que são cerca de 130 km de interligação de rede de esgoto, e vai dar uma capacidade muito grande de coleta para tratar”.

No sistema do Dom Aquino será aumentada a capacidade de coleta em 350 litros por segundo, serão instaladas quatro novas estações elevatórias, 3,6 km de novos emissários e 54km de novas redes coletoras. No do Tijucal será aumentada a capacidade de coleta em 165 l/s, com também quatro novas estações elevatórias, 84 km de novas redes coletoras e 7,3 km de novos emissários. O diretor avalia que o maior desafio está na instalação das novas redes coletoras.

“A gente vai organizar um sistema que carecia de um empurrão importante. Nosso maior desafio são as redes coletoras de esgoto, vamos levar a coleta para mais pessoas, que não tem hoje. No sistema Tijucal a gente vai instalar 84 km e no sistema Dom Aquino vamos instalar 54 km. Então a gente vai mexer nestas regiões, e são obras que as pessoas não vêm, mas vai melhorar a vida delas”, disse.

A empresa assumiu recentemente o serviço de saneamento básico na capital. Uma pesquisa de 2015 do Instituto Trata Brasil, de Saneamento é Saúde, havia colocado Cuiabá na 67ª posição, com uma nota de 5,3 (nota máxima 10), entre as 100 maiores cidades do Brasil. Fabriani afirma que buscam melhorar a posição na lista.

“Somos uma empresa que estamos chegando agora, pegando a companhia e fazendo as obras. A pesquisa da Trata foi de 2015, teve uma em 2010, então ela é periódica. E no momento em que foi feita a última pesquisa a empresa que atuava estava passando por problemas. Mas para a próxima pesquisa a situação estará melhor”, afirmou.

Ele contou que assumir o saneamento básico de Cuiabá é um desafio, mas que estão trabalhando para melhorar o serviço prestado à população.

“Cheguei a Cuiabá com um grande desafio, encontrei uma companhia pós-intervenção. Mas tenho muita tranquilidade, porque a Iguá é uma empresa muito séria. Eu acho que passada esta fase, que foi a intervenção, nós agora estamos em um momento de mudanças, sempre para melhor, e está todo mundo motivado. Estamos fazendo um trabalho para fornecer à população um bom serviço, e agora eles estão bem assistidos, não temos impedimento nenhum. Não está sendo fácil, a gente tem trabalhado bastante para encontrar o ideal”, afirmou o diretor.

Vinicius Mendes, Olhar Direto
Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT)
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