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Quinta-feira, 27 de Abril de 2017
NOTÍCIAS
    29-10-2008 | 11:10
    O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, afirmou que as medidas do governo para dar liquidez ao mercado estão "ajudando a dar sangue ao vampiro". Ao chegar para o 3º Encontro Nacional da Indústria (Enai), ele fez críticas à posição dos bancos no Brasil que estão, segundo ele, ajudando a piorar a situação econômica.

     

    Aubert Neto disse que, além de segurar os recursos que estão sendo liberados pelo Banco Central, os bancos estão aumentando absurdamente as suas taxas de juros. Ele deu como exemplo o desconto de uma duplicata que tinha uma taxa de 1,7% ao mês e agora está em 3,5% ao mês.

     

    O empresário disse que o governo tem como controlar essa situação de contenção da liquidez pelos bancos. Mas criticou dizendo que está faltando uma ação mais dura do governo. Segundo ele, este é o momento de o Brasil fazer as reformas estruturais, do contrário, o país não vai aproveitar a oportunidade que tem com a crise de mudar.

     

    O dirigente defendeu a redução da taxa de juros Selic e disse que, até mesmo a sua manutenção, seria "uma insanidade". Segundo ele, o setor neste ano deve crescer de 20% a 23%, mas o grande problema está no ano que vem. Antes da crise internacional, o setor esperava crescer, em 2009, também na casa de dois dígitos, mas, agora, fazer qualquer previsão seria um "chute".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    29-10-2008 | 11:10
    O poder de fogo dos bancos centrais dos países desenvolvidos na utilização da política de afrouxamento monetário para lidar com a crise global está acabando, segundo avaliação do diretor executivo da Concórdia Corretora, Ricardo Amorim. Por isso, o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) deve cortar os juros na reunião de hoje de 1,5% para 1%, segundo ele, e deve ser o último corte.

     

    O comunicado deve mostrar o Fed atento aos problemas do mercado financeiro e pronto a ajudar a reativar a distribuição de crédito, acredita Amorim. "Há espaço para mais cortes, mas os impactos passam a ser cada vez menores a medida que a taxa de aproxima de zero. Do ponto de vista de política monetária está acabando a quantidade de bala nos revólveres dos países desenvolvidos, que é uma situação completamente diferente do caso brasileiro", explicou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo.

     

    No caso do Brasil, afirmou o diretor, a decisão a ser anunciada amanhã deve ser de manutenção da Selic em 13,75% ao ano diante da desaceleração econômica global. Segundo ele, "não faz mais sentido" o BC continuar com o foco na inflação.

     

    Amorim disse ainda que do lado da política fiscal a ação dos governos também começa a ficar mais limitada por causa das contínuas medidas adotadas até agora para devolver liquidez aos mercados. "Diria que os governos estão começando a ficar numa situação que quantidade de instrumentos para lidar com a crise está diminuindo." Uma alternativa adicional, avalia Amorim, seria redução de compulsório. "Mas à medida que isso é feito, se transfere risco do setor financeiro para bancos centrais."

     

    Fonte: Gazeta Digital
    29-10-2008 | 11:10
    Se os economistas do mercado financeiro não mostram um posicionamento homogêneo para o encontro desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, as estimativas para a última reunião da diretoria do BC em 2008 são ainda menos convergentes. Na opinião dos poucos especialistas consultados pela Agência Estado que arriscaram dar algum palpite sobre a reunião de dezembro, tudo dependerá da postura tomada hoje, quando os membros da autoridade monetária decidirão a taxa básica de juros, e do comportamento do cenário econômico-financeiro global até o último mês deste ano.

    Conforme levantamento divulgado na sexta-feira passada, a maioria nada esmagadora do mercado projeta a manutenção da Selic em 13,75% ao ano em outubro, o que representaria a interrupção no processo de altas nos juros iniciado pelo Banco Central em abril. De acordo com a pesquisa que contou com a participação de 63 instituições, 39 casas esperam uma "parada técnica", 21 contam com um ajuste de 0,50 ponto porcentual e três previram uma elevação de 0,25 ponto porcentual.

    As previsões coletadas para outubro levam em conta o recrudescimento da crise financeira internacional originada nos Estados Unidos e seus desdobramentos.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    29-10-2008 | 11:10
    Doriana Mendes (soprano) e Marco Lima (violão) estão, atualmente, com as atenções voltadas para a Música Contemporânea

    Hoje é a quinta noite da III Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso. É a vez do som e a voz do Duo Laguna. Composto pela soprano, atriz e bailarina, Doriana Mendes e o violonista Marco Lima, a dupla completou este ano 11 de carreira.

    É sempre destaque no panorama camerístico do Rio de Janeiro, apresentando-se nas principais salas de concerto e séries de música erudita da cidade e de outras importantes capitais culturais brasileiras, agora vem abrilhantar a noite cuiabana.

    O duo costuma receber em seus concertos vários segmentos da população, quer seja em grandes capitais, cidades do interior ou subúrbios de centros urbanos. E de todas as idades.

    Doriana Mendes é bacharel em Canto pela UniRio (RJ), estudou com Eliane Sampaio e ingressou em 2008 no Mestrado em Música da UniRio. Fez sua estréia internacional em 2000 na ópera “As Malibrans” de Jocy de Oliveira no Teatro da Ópera de Darmstadt (Alemanha), reencenada em Buenos Aires (2002). Como solista convidada participou de quatro edições da Bienal de Música Brasileira Contemporânea/RJ. Sua discografia, com mais de 11 CDs publicados, conta com repertório desde o colonial brasileiro à ópera contemporânea.

    Já Marco Lima, é bacharel em violão pela UNIRIO, onde estudou com Maria Haro, e leciona como professor substituto na UFRJ. Foi um dos fundadores do Quinteto Violão Real e atualmente é membro do Quarteto Carioca de Violões, dirigido por Nicolas Barros. Realizou a integral de Villa-Lobos para violão solo, no 44° Festival Villa-Lobos e foi solista do “Concierto de Aranjuez” de Joaquin Rodrigo, no Teatro Castro Alves (BA), com a Orquestra Sinfônica da Bahia, sob a regência de Osvaldo Colarusso.

    Fundador do Estúdio da Glória, ali lecionou música eletroacústica e produziu obras para concerto e para aplicações diversas como dança, vídeo, cinema e teatro. É pesquisador do CNPq e atualmente compõe em seu estúdio pessoal.



    Palestras – Antes do concerto do Duo Laguna há palestras de Rodolfo Caesar e Silvio Ferraz. O primeiro apresenta suas experiências com música eletroacústica em “O mundo em loop” e o segundo fala de "Alguns aspectos da idéia de ciclos na escritura de Dona Letícia (Ritornelo II)”.



    Caesar iniciou seus trabalhos eletroacústicos quando essa atividade ainda era incipiente no Brasil. Seus trabalhos se constituem como uma das obras mais expressivas realizadas para esse meio. Suas peças misturam sons pré-gravados com sons sintetizados e primam pela sutileza com que as sonoridades são trabalhadas e combinadas.



    Ferraz é professor e pesquisador do departamento de música do Instituto de Artes da UNICAMP, coordenou o Centro de Linguagem Musical desenvolvendo junto com Fernando Iazzetta (ECA-USP), e mais recentemente o instituto virtual MusArtS (musica articulata sciencia) interface para projetos que façam aproximação entre criação musical, ciência e tecnologia enfocando áreas como acústica de salas, composição e análise musical com auxílio de computador, interatividade e estudos de cognição musical.



    SERVIÇO

    O QUE: III Bienal de Música Brasileira Contemporânea de MT

    QUANDO:Hoje, mas vai até dia 31 de outubro

    ONDE: Concertos, 20h, auditório do CCBS da UFMT e Palestras das 13h30 às 17h30 no auditório do Instituto de Linguagens da UFMT

    QUANTO: Entrada gratuita

    INFORMAÇÕES: www.bienalmt.com.br

    Fonte: Diário de Cuiabá
    29-10-2008 | 11:10
    A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do País pesquisadas pela Fundação Seade, em convênio com o Dieese, caiu para 14,1% em setembro, ante a taxa de 14,5% em agosto. A pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal. O total de desempregados foi estimado em 2,839 milhões de pessoas. O nível de ocupação subiu 0,8% em setembro em relação a agosto e aumentou 5,6% em comparação a setembro de 2007.

    O rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões metropolitanas registrou um incremento de 1% em agosto ante julho e passou a R$ 1.171,00. Em comparação a agosto de 2007, ocorreu uma elevação de 4,8%. A massa do rendimento dos ocupados apresentou aumento de 1,6% em agosto ante julho e subiu 10% em comparação a agosto de 2007.


    São Paulo


    A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo recuou para 13,5% em setembro, ante a taxa de 14% apurada em agosto, segundo a pesquisa de emprego e desemprego (PED) realizada pela Fundação Seade em convênio com o Dieese. O total de desempregados no mês passado foi de 1,425 milhão de pessoas nessa região, ante 1,476 milhão em agosto.


    De acordo com a PED, o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados em São Paulo subiu 1,6% em agosto ante julho deste ano, de R$ 1.197,00 para R$ 1.216,00. Ao comparar o resultado com o rendimento de R$ 1.183,00 em agosto do ano passado, houve aumento de 2,7%.


    A massa de rendimento dos ocupados, que é o resultado da multiplicação do valor dos rendimentos e nível de ocupação, aumentou 1,6% em agosto em relação a julho. Em comparação a agosto de 2007, a massa de rendimento dos ocupados subiu 6,7%.


    O nível de ocupação registrou elevação de 0,7% em setembro em comparação a agosto. Em relação a setembro do ano passado, o nível de ocupação aumentou 5,45%.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    O número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderá diminuir nos próximos anos, se houver dificuldades na concessão de crédito para o setor de infra-estrutura. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. Segundo ele, o governo terá que avaliar as conseqüências da crise econômica e priorizar obras mais importantes.

    “O país vai ter que fazer uma priorização dos projetos de infra-estrutura, escolher o que é mais urgente, inadiável e o que terá conseqüências econômicas mais imediatas para melhorar a competitividade da economia brasileira”, disse.

    Godoy participou hoje (29) do 3º Encontro Nacional da Indústria (Enai).

    Para Godoy, o restabelecimento do crédito para investimentos a longo prazo é o principal desafio do setor. Segundo ele, o Brasil tem atualmente R$ 100 bilhões em contratos de infra-estrutura em andamento.

    Durante o evento, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o governo não tem nenhuma informação sobre problemas de financiamento em obras do PAC, porque todas estão sendo financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    “Uma porção de obras do PAC está ainda em processo de financiamento e nenhuma empresa nos informou que está tendo problema”, disse. Ela garantiu que o programa não terá nenhuma interrupção por causa da crise financeira.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    Trinta e três trabalhadores da construtora Gerencial, em Cuiabá, serão atendidos pelo programa de alfabetização de jovens e adultos do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT). A iniciativa faz parte do projeto ‘Sesi Construção Saudável’, criado para beneficiar as indústrias associadas ao Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon-MT), com serviços integrados de educação, saúde e lazer. As aulas, que tiveram início ontem (27), serão ministradas no canteiro de obras da construtora, no bairro Poção.

    Durante cinco meses, os trabalhadores freqüentarão aulas de segunda a sexta-feira, após o término do expediente, e serão alfabetizados por meio dos temas: Linguagem e Comunicação, Identidade, Qualidade de Vida, Planejamento Familiar Financeiro, Saúde e Segurança no Trabalho, Cultura, Ecossustentabilidade e Empreendedorismo. Durante a aula inaugural, que contou com representantes do Sesi, do Sinduscon-MT e empresários da Gerencial, os alunos receberam um kit didático, composto por camiseta, caderno, lápis, borracha e apontador.

    O sócio proprietário da construtora Gerencial, Paulo Bresser, ressalta a importância da qualificação da mão-de-obra, principalmente no setor da construção civil. “Quando se investe na qualificação de seus funcionários, a empresa também sai ganhando. Sabemos que muitos trabalhadores deste ramo não tiveram oportunidades na vida, portanto é nosso papel social facilitar o acesso à educação”, avaliou o empresário. Esta é a primeira turma que a empresa fecha com o Sesi e, segundo Bresser, a intenção é estender esta oportunidade a todos os trabalhadores da Gerencial.

    Para o empresário, o que determinou a escolha do Sesi foi o direcionamento das aulas, adequado ao ramo de atividade do trabalhador. “Este é o diferencial do programa, pois faz o funcionário se interessar mais pelas aulas e melhorar o seu aprendizado”, afirmou. Trabalhando na empresa há seis anos, Wilson Santos Andrade, 40 anos, viu nas aulas do Sesi uma oportunidade para retomar os estudos. “Cursei até a 8ª série, mas parei de estudar há tanto tempo que já esqueci muita coisa. Por isso resolvi voltar à sala de aula e começar tudo de novo”, disse.

    A diretora do Sesiescola Várzea Grande, Márcia Benevides, parabenizou a Gerencial pela iniciativa de qualificar seus funcionários. ”O ideal seria que todas as empresas se preocupassem em elevar a escolaridade de sua mão-de-obra, com certeza todos sairiam ganhando. Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho e espero encontrar todos os alunos no dia da formatura novamente, daqui a cinco meses”, pontuou.

    PROJETO CONSTRUÇÃO SAUDÁVEL – Formatado pelo Sesi-MT para atender as indústrias da construção civil filiadas ao Sinduscon-MT, o projeto oferece os serviços Ginástica na Empresa, Educação do Trabalhador, o programa de saúde Indústria Saudável e permite o acesso aos clubes do Sesi a um baixo custo. As empresas interessadas em se beneficiar com o projeto ‘Sesi Construção Saudável’ devem procurar o Sesi-MT pelo telefone (65) 3611-1672.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    Os representantes do setor industrial de Mato Grosso que participam da 3ª edição do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília, avaliaram o primeiro dia de evento como excelente. O ENAI teve início nesta manhã (28), com debate sobre o ‘Cenário Econômico e Político do Brasil’. “A reforma tributária, a economia mundial, entre outros assuntos de grande relevância para a indústria foram abordados com extrema riqueza e reflexão pelos participantes do debate”, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso (Sigemt), Lídio Moreira.

    O empresário afirma ainda que “é de extrema importância conhecer a dimensão da crise financeira atual, que afeta todos os segmentos”. Para o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Rondonópolis (Sindimer), Edson Ari Hack, o primeiro debate foi, até o momento, o ponto alto do encontro. “O conhecimento aprofundado dos ‘protagonistas’ sobre o assunto, além do excelente nível do debate tornaram a informação ainda mais acessível.”. Hack ressalta que, caso as soluções apontadas amenizem o impacto da crise nas micro e pequenas empresas, será o momento de estimular a oportunidade de crescimento.

    De acordo com o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), Jaldes Langer, o debate gerou grande expectativa sobre o futuro das indústrias brasileiras diante dos entraves discutidos. “É muito importante esta participação de Mato Grosso no encontro, visto que o Estado tem representação significativa no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Além disso, é responsabilidade de todos que aqui estão multiplicar as informações captadas”.

    Langer frisou também a relevância da participação dos empresários nas ‘Sessões Temáticas Paralelas’, iniciadas logo após o primeiro debate. “Vamos expor a visão de Mato Grosso sobre os temas discutidos”. O presidente do Cipem participará da sessão com foco no meio ambiente. “Devemos repensar questões como energia limpa, produção de alimentos e bicombustíveis, que considero os três pilares para o desenvolvimento sustentável”.

    ENAI - Pelo terceiro ano consecutivo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza o Encontro Nacional da Indústria, nos dias 28 e 29 de outubro de 2008. O evento vem se consolidando como a convenção anual do setor industrial, reunindo lideranças de entidades de representação da indústria, abrangendo seus diversos setores e todos os Estados brasileiros.

    O primeiro debate, intitulado ‘Cenário Econômico e Político do Brasil’, teve como participantes: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, do presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), o ex-presidente do Banco Central, Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas, e o empresário Jorge Gerdau Johanpetter, do Grupo Gerdau.

    O encontro prossegue com as ‘Sessões Temáticas Paralelas’, nas quais cerca de 900 empresários reúnem-se com lideranças políticas para discutir temas específicos como infra-estrutura, tributação, inovação e competitividade da indústria, sistema trabalhista, meio ambiente e inserção internacional da economia brasileira. O primeiro dia do ENAI será finalizado com a entrega do Prêmio CNI 2008, iniciativa que destaca as melhores práticas empresariais para viabilizar e reconhecer a competitividade na indústria.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau, considerou como oportuna a redução da taxa Selic, hoje fixada em 13,75% ao ano. Segundo ele, a elevação da taxa vinha sendo usada como instrumento para combater a inflação, mas com a expectativa de redução de demanda, a queda da Selic pode beneficiar o mercado interno nesse momento de crise financeira internacional.

    Gerdau disse que o nível elevado dos juros retrai os investimentos, enquanto os juros mais baixos estimulam o consumo.

    O empresário disse que não há como definir se a crise financeira internacional está chegando ao fim, apesar dos Bancos Centrais dos países europeus e dos Estados Unidos estarem atuando fortemente com esse objetivo.

    Gerdau prevê que os investimentos internacionais no Brasil deverão continuar, porque os investidores estão buscando liquidez e podem encontrar isso em empresas brasileiras, que estão em um "mercado sadio".

    O empresário participou hoje (28) do 3º Encontro Nacional da Indústria (Enai), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    O programa de capital de giro para o setor da construção civil que deverá ser anunciado amanhã (29) pelo governo prevê um montante de R$ 3 bilhões de uma linha especial da Caixa Econômica Federal.

    O valor foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, hoje (28), aos participantes do 3º Encontro Nacional da Indústria, promovido em Brasília pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O ministro da Fazenda não quis antecipar detalhes sobre o programa, mas justificou sua necessidade diante da escassez de recursos. "O capital de giro, de uma maneira geral, ficou muito caro e escasso e essa é uma forma para que ele possa ser recomposto", afirmou.

    Segundo Mantega, o setor precisa ter a garantia de continuidade de seus projetos. Ele disse que os financiamentos terão condições mais favoráveis para os tomadores e serão inferiores aos praticados pelo mercado. “Vou anunciar uma linha de crédito a custos bem mais reduzidos do que os praticados no mercado”.

    O ministro também indicou a possibilidade de disponibilizar recursos, para o capital de giro, para a indústria em geral, mas, nesse caso, ele não falou nada sobre prazos, nem sobre o montante.

     

    Fonte: Olhar Direto
    29-10-2008 | 11:10
    A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje (28) que o desempenho dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é considerado satisfatório pelo governo federal.

    Segundo ela, o 5º balanço do PAC que será apresentado na próxima quinta-feira (6) irá mostrar um ritmo mais acelerado em relação a 2007. “Agora chegamos a um ritmo de cruzeiro”, afirmou Dilma.

    A ministra destacou avanços nas obras do setor ferroviário como a Ferrovia Transnordestina, a Ferrovia Norte Sul e o trem de alta velocidade. Ela lembrou ainda que, há anos, o Brasil não investia nesse setor.

    A ministra ressaltou ainda que o PAC pode ser uma solução para a crise financeira pois é capaz de sustentar os investimentos na área de infra-estrutura.

    “O governo não pretende reduzir o desempenho do PAC ou minimizar as ações previstas. Estamos cada vez mais empenhados em assegurar um ritmo acelerado das obras”, garantiu.

    A ministra participa do 3º Encontro Nacional da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

     

    Fonte: Mídia News
    29-10-2008 | 11:10
         O primeiro dia de discussões do 4º Fórum Empresarial Ibero-Americano - evento paralelo à Cúpula Ibero-Americana_ resultou ontem (28) em dois consensos no que diz repeito à crise financeira internacional: primeiro, o sistema financeiro latino-americano vai se recuperar rápido da turbulência nos mercados; segundo, o setor produtivo nem tanto.
         
         A informação foi dada pelo diretor-geral da Federação Brasileira de Bancos, Wilson Levorato. Em entrevista, depois de participar dos três painéis promovidos pelo fórum, Levorato afirmou que as condições do sistema financeiro de países como o Brasil são melhores do que as de outras nações desenvolvidas. Porém, a possível recessão dos países ricos pode atrapalhar o crescimento dos países em desenvolvimento.
         
         “Quanto ao sistema financeiro, todos estão otimistas. Estamos longe do olho do furacão”, resumiu Levorato. “Porém, o setor produtivo está com um pé atrás. A recessão pode reduzir o consumo no mundo e também as exportações dos países latino-americanos.”
         
         Segundo ele, não houve abuso na concessão de crédito por instituições financeiras do bloco latino. A relação crédito/Produto Interno Bruto (PIB) de um país como a Colômbia, por exemplo, não passava de 50% em 2006. Já nos Estados Unidos - centro da turbulência - chegou a 200%.
         
         A Colômbia, porém, é um parceiro comercial histórico dos EUA. Se a economia norte-americana encolher mesmo, com certeza o crescimento será prejudicado. De acordo com Levorato, o próprio Brasil terá crescimento menor em 2009 devido à crise.
         
         O Fórum Empresarial termina hoje. Energia elétrica e inclusão de jovens no mercado empreendedor serão os temas do dia.
         
         No encontro, também será redigida uma ata para o próximo fórum, que será realizado em Lisboa em 2009.

     

    Fonte: 24 Horas News
    28-10-2008 | 19:10
    Para beneficiar aos associados ao Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon-MT), o Sesi criou o projeto ‘Sesi Construção Saudável’, onde trinta e três trabalhadores da construtora Gerencial, em Cuiabá, serão atendidos pelo programa de alfabetização de jovens e adultos do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT) com serviços integrados de educação, saúde e lazer. 

    Durante a aula inaugural, que contou com representantes do Sesi, Sinduscon-MT e empresários da Gerencial, os alunos receberam um kit didático, composto por camiseta, caderno, lápis, borracha e apontador. As aulas irão de segunda à sexta-feira, depois do expediente dos trabalhadores e terá duração de cinco meses, no canteiro de obras da Construtora Gerencial, no bairro Poção. 

    PROJETO CONSTRUÇÃO SAUDÁVEL – Formatado pelo Sesi-MT para atender as indústrias da construção civil associadas ao Sinduscon-MT, o projeto oferece os serviços Ginástica na Empresa, Educação do Trabalhador, o programa de saúde Indústria Saudável e permite o acesso aos clubes do Sesi a um baixo custo. As empresas interessadas em se beneficiar com o projeto ‘Sesi Construção Saudável’ devem procurar o Sesi-MT ou o SINDUSCON-MT.

     

    28-10-2008 | 11:10

    Representantes da construção civil em Mato Grosso e de órgãos estaduais e federais se reuniram ontem (27), na sede do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), para discutir temas em comum. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes, pautou as reivindicações da categoria frente ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura (Dnit), às Secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz), Infra-Estrutura (Sinfra) e Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).

     

    Além de Richter Fernandez, participaram da reunido vários outro empresarios que atuam no setor, alguns com assento na direção do Sinduscon-MT. Entre os itens pontuados, os reajustes dos preços do setor frente às licitações no Estado, a celeridade na emissão de documentos e a questão tributária foram os mais salientados.

    Presentes à reunião, também, o diretor geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot e os secretários de Estado Éder Moraes (Fazenda) e Pedro Nadaf (Turismo). A assessoria técnica do Sefaz detalhou os aspectos técnicos da pauta.

     

     “Não queremos medidas provisórias que nos beneficiem. Queremos apenas que se cumpram as leis”, disse. O presidente do sindicato citou algumas dificuldades do setor referentes às pautas reivindicadas e contou com o apoio do presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Pesada do Estado de Mato Grosso (Sincop), José Alexandre Schutze, que reiterou o fato de as dificuldades também atingirem a área de construção pesada.

     

    O diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, julgou justas algumas solicitações, como o realinhamento de preços, afirmando que o governo federal é favorável ao fortalecimento do setor, mas alertou que os empreiteiros precisam reavaliar os métodos de trabalho, investindo em reciclagem de equipamentos e profissionais. “Todos devem estar integrados no processo de desenvolvimento do Estado”, disse. O secretário de Fazenda, Éder Moraes, ressaltou a iniciativa do Sinduscon em promover a aproximação entre o setor e o órgão. “Já havíamos recebido o pleito do sindicato e boa parte dos itens já foram atendidos”, confirmou.

     

     Juntamente com o secretário, o assessor da Sefaz, José Lombardi, esclareceu a questão da cobrança do Fundo Partilhado de Investimento Social (Fupis). Segundo ele, “o problema foi sanado”. A Secretaria deve suspender a cobrança da referida contribuição no caso de mercadorias obtidas com a alíquota cheia do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em operações interestaduais.

     

     O presidente do Sinduscon avaliou de maneira positiva a ação da Sefaz, no intuito de regularizar a cobrança do Fupis, e destacou ainda a abertura ao diálogo por parte das Secretarias. Já no se refere à irregularidade no segmento - mencionada pelo secretário de Fazenda -, Richter ressaltou o apoio à fiscalização por parte dos órgãos responsáveis. “O setor não compactua com atividades irregulares. Estamos à disposição da Sefaz para promover o apoio necessário no fomento à legalidade”, afirmou.  

     

    Os representantes do sindicato, entretanto, querem mais, apesar de avaliar como proveitosa reunião.  “Essa discussão tem que ser levada em nível nacional, com instituições públicas e privadas que representem outros estados”, defende Neigmar Ferreira Diniz, do Conselho Fiscal do Sinduscon. Ele entende a necessidade de que as questões tributárias que envolvam relações comerciais entre os estados brasileiros sejam normatizadas. Precisamos ter reuniões mais amplas com a participação de sindicatos, secretarias e outras instituições representativas dos estados brasileiros.  “Foi uma reunião produtiva e houve bom senso de ambas as partes” , disse Luiz Carlos Alves de Melo, 2º vice-presidente do Sinduscon. Melo destacou a boa vontade do secretário Éder Moraes: “Abriu-se um diálogo importante e o secretário se posicionou de forma diferente. Não veio para anunciar nenhuma medida, mas sim para negociar”, registrou.  

     

    Da Assessoria
    28-10-2008 | 11:10
    O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Mauro Mendes, que foi derrotado na disputa pela Prefeitura de Cuiabá, e o vice-presidente daquela instituição, Jandir Milan, recomendaram "cautela" aos empresários do setor industrial por conta da crise financeira global que assola especialmente os Estados Unidos e os países europeus.

    "O momento é de cautela e de cautela", recomendaram, em unísssono, ambos os líderes da Fiemt, segundo os quais os "reflexos da crise serão inevitáveis em todos os setores da economia brasileira". "Não temos como evitar os reflexos, porque a crise é generalizada", pondera Milan, que entregou hoje o cargo "de volta" para Mendes.

    Em dois outros pontos ambos também concordam: a restrição do crédito será inevitável e medir a extensão da crise mundial em Mato Grosso ainda é muito difícil. "Temos que esperar um pouco mais para dimensionar os reflexos, porque a safra agrícola já foi contratada e só em 2009 poderemos ver se a quebra do setor financeiro vai atingir nossa produção", pondera Milan.

    Já Mendes adverte que o país e o mundo "estão em meio a um terremoto cujas vítimas ainda estão sendo contabilizadas". "E ainda estamos sentindos os tremores e as turbulências", salientam os líderes empresariais, em entrevista para o Olhar Direto.

    Apesar das recomendações de cautela, tanto Mendes quanto Milan avaliam que os reflexos da crise poderão ser "bastante minimizados" se o governo federal "assegurar a liquidez do crédito". 

    "O socorro anunciado pelos governos dos países mais atingidos pela crise e pelo próprio Brasil evitaram um colapso mundial, mas dependerá de quanto o governo brasileiro poderá suportar em termos de financiamento de crédito, especialmente para os setores vitais, para a gente poder dimensionar o quanto teremos que nos adequar", avalia Mendes.

     

    Fonte: Olhar Direto
    28-10-2008 | 11:10
    O impacto da crise econômica sobre o mercado de trabalho no Brasil será expressivo no ano que vem e pode prosseguir em 2010, com elevação na taxa de desemprego e desaceleração no aumento da renda real e da massa de salários, segundo avaliam economistas. O argumento é que haverá maior desconfiança dos investidores, com abertura de menos vagas. Além disso, o menor crescimento da demanda, por causa do pessimismo dos consumidores, afetará os índices de emprego.

     

    A Tendências Consultorias revisou para baixo, diante da crise, todos os indicadores de mercado de trabalho para 2009 e espera um aumento da ocupação de apenas 1,5% no ano que vem, menos da metade da expansão de 3,7% prevista para 2008, segundo adiantou a analista Marcela Prada. A renda real deverá passar de um crescimento de 2,5% este ano para 1,8% no ano que vem e a desaceleração só não será maior por causa da perspectiva de recuo da inflação para 4,8%, ante 6,5% em 2008, segundo projeção da empresa.

     

    Na MB Associados, de acordo com o economista-chefe Sérgio Vale, a expectativa é de expansão do rendimento real de 0,9% em 2009, também menos da metade da elevação de 2,1% prevista para este ano. No que diz respeito ao número de ocupados, a expectativa é de um aumento de 2,7% no ano que vem, ante 3,3% em 2008. Por fim, a massa de rendimento real, que rebate diretamente sobre o consumo, também vai desacelerar o crescimento, de acordo com a projeção das consultorias.

     

    Para a Tendências, a massa vai passar de uma expansão de 6,3% em 2008 para 3,3% no ano que vem. Para a MB, cai de 5,4% para 3,6%. Em 2008, o bom desempenho que vem sendo registrado no emprego e na renda nos últimos dois anos deve prosseguir até dezembro, já que, segundo Vale e Marcela, há uma defasagem natural no impacto de crises econômicas sobre o mercado de trabalho.

     

    Os dois analistas ressaltam, entretanto, que o cenário para o ano que vem não é dramaticamente ruim, mas significa apenas uma desaceleração.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    28-10-2008 | 11:10
    Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira de manhã entre o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou-se à conclusão de que as últimas medidas anunciadas pelos governos norte-americanos e europeus para conter os efeitos da crise financeira mundial não estão surtindo o efeito desejado. Em entrevista coletiva, Mantega disse que continua a haver retenção de crédito pelos bancos ao setor produtivo e que o clima de desconfiança sobre as instituições que teriam ativos podres nos EUA permanece. "Não há uma melhoria substantiva do quadro, embora os governos tenham tomado várias medidas. Elas ainda não se traduziram em irrigação de crédito para o setor produtivo, continua a haver retenção de crédito", disse.

     

    O ministro disse que as ações anunciadas pelos governos demoram para surtir efeito. Ele disse, no entanto, que é normal que essas medidas levem tempo para dar resultado. "Os bancos que têm dinheiro não querem emprestar para outros porque ainda há desconfiança sobre quem tem ativos podres nos EUA", acrescentou.

     

    Mantega ressaltou ainda que essa retenção do crédito gera uma redução no valor dos imóveis nos EUA e Europa, o que diminui o poder aquisitivo da população. "Com isso, é quase certo que haverá retração na atividade econômica ou até mesmo uma recessão. Agora, o que está causando uma certa perturbação nos mercados é a certeza de que a retração econômica será forte. Algumas economias poderão dar sinais de recessão", explicou. Ele citou como exemplo o Reino Unido, que já registra crescimento negativo e poderá ser seguido por outros países.

     

    Mantega disse que a causa da desvalorização do real e de moedas dos países emergentes é a desalavancagem dos fundos de hedge, que estão procurando investimentos mais seguros por meio do dólar e do iene.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    28-10-2008 | 11:10
         O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, afirmou hoje (28) que o governo precisará continuar tomando medidas com o objetivo de manter o crédito, “que já se revela escasso para o consumidor e para os segmentos produtivos”.
         
         Monteiro Neto calcula que, apesar do quadro atual de crise, o Banco Central poderá ter condições de promover a redução na taxa de juros, a médio prazo.
         
         Segundo Monteiro Neto, num momento como este, há perigo de que os produtos chineses invadam todos os mercados internacionais. Para o industrial, isso seria danoso, porque eles poderiam entrar com preço muito baixo, prejudicando todos os países exportadores. Ele disse, porém que não seria adequado cada país criar medidas protecionistas, pois isso causa ria desestabilização comercial mundial.
         
         Monteiro Neto participa do 3º Encontro Nacional da Indústria, que discute a situação do setor ante a necessidade da inovação empresarial.
          Fonte: 24 Horas News
    28-10-2008 | 11:10
    Tema foi pauta principal da primeira reunião da COMAT-CBIC no primeiro dia do 80º ENIC O amadurecimento das cooperativas de construção (Coopercons) no país foi o principal tema discutido nesta quarta-feira (22) na reunião da Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (COMAT-CBIC), durante o 80º Encontro Nacional da Indústria da Construção (80º ENIC), que acaba de começar no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luis, no Maranhão. O evento, considerado o maior do setor na América Latina, termina na sexta-feira, dia 24, e pretende reunir cerca de 1.200 empresários.

     

    Na ocasião, representantes das Coopercons do Ceará, Goiás e Rio Grande do Sul apresentaram suas experiências isoladas e conjuntas na aquisição de materiais de construção, como elevadores, portas, fios e serviços - como transporte e alimentação de trabalhadores do setor -, com economias que vão de 20% a 40% em seus custos.

     

    Também foram pauta do encontro os bons resultados obtidos por meio dos pacotes conjuntos de compras de insumo; dos serviços oferecidos através das cooperativas, como financiamentos, transporte, alimentação, banco de locações de equipamentos, corte e dobra de aço e centrais de concreto, além da participação das Coopercons e demais entidades em fábricas de cimento regionais e a importação do aço, que já venceu todas as barreiras e aguarda apenas o momento oportuno para se iniciar.

    Experiências

     

    O exemplo mais antigo e exitoso de cooperativa da construção é o do estado do Ceará, que está em funcionamento há cerca de 10 anos e que nos dois últimos anos conseguiu dobrar os seus resultados. Somente neste ano, a entidade deverá receber mais de R$ 1 milhão com a negociação de corte e dobra de aço. Como o objetivo das cooperativas não é auferir lucros, a Coopercon-CE vem destinando 40% dos seus resultados para a realização de treinamentos e cursos de atualização para engenheiros e profissionais do setor, além de produzir publicações técnicas. O restante é destinado para a manutenção da entidade, distribuído entre os cooperados e em ações que os beneficiam diretamente, como a associação que a cooperativa está desenvolvendo com uma fábrica de cimento local.

     

    A cooperativa de Goiás, ligada ao Sinduscon-GO, vem conseguindo realizar compras isoladas e, principalmente, com a parceria de outras, como a do Rio Grande do Sul. Neste caso, a negociação foi para a aquisição de elevadores.

     

    A entidade está negociando também a sua participação em uma fábrica de cimento regional e já é realidade um convênio firmado com uma empresa que fornece alimentação para trabalhadores. Até o final do ano, a parceria permitirá a entrega de quatro mil refeições a R$ 3,09/unidade e a cooperativa ficará com R$ 0,09 (nove centavos) por refeição.

     

    No Rio Grande do Sul, a Coopercon possui 27 cooperados e distribui os resultados entre eles na proporção de suas respectivas contribuições. Lá, a negociação começa a partir da tomada de preços dos materiais por parte das grandes empresas, que as repassam para a cooperativa e esta negocia com os fornecedores, conseguindo chegar a preços bastante competitivos. No estado, o Banrisul tem oferecido financiamento para a produção imobiliária para a cooperativa com taxa máxima de juros de 8,75%.

     

    A orientação das cooperativas que apresentam resultados positivos é de que as diretorias das entidades sejam formadas principalmente por representantes de empresas de grande porte, que têm maior poder de negociação com os fornecedores. Para isso, foi ressaltada também a importância da troca honesta de informações entre os compradores das empresas. E ainda, que as compras sejam feitas em grande escala para conseguir preços compensadores.

     

    Esta orientação vale também para as pequenas empresas, que devem se organizar e planejar seus empreendimentos de modo a aumentar o volume de compra, pois os valores conseguidos via cooperativas são, de fato, competitivos.

     

    Atualmente, segundo a COMAT/CBIC, existem no país 16 cooperativas, sendo que a maioria ainda está iniciando suas atividades, e outras duas estão sendo criadas.

     

     

    Fonte: CBIC
    28-10-2008 | 11:10
    A conscientização ambiental atingiu um dos setores que geram maior impacto ao meio ambiente, a construção civil. Durante encontro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), que aconteceu no Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) na última sexta-feira (24/10), empresários e estudantes debateram sobre a importância do uso de materiais sustentáveis para garantir qualidade e preço na produção, com o menor prejuízo à natureza. A principal solução: a busca de materiais sustentáveis.

    Dar preferência para madeira certificada, eletrodomésticos com baixo consumo de energia, tintas sem produtos tóxicos, computadores e aparelhos celulares com projetos de utilização de seus componentes pós-consumo, papel reciclado. "O primeiro passo para a sustentabilidade das construções é a escolha de materiais e fornecedores que também sigam a linha sustentável", destacou Lílian Sarrouf, Diretora Executiva do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

    De acordo com a diretora, não existe sustentabilidade sem formalidade, legalidade e qualidade. Ela explicou que a informalidade tem muitas facetas: sonegação de impostos; desrespeito a legislação ambiental; desrespeito a legislação trabalhista.

     

    Para ajudar, o Comitê de Materiais desenvolveu uma ferramenta para auxiliar os projetistas, empreendedores e usuários na seleção dos fornecedores e dos materiais que serão utilizados nas obras. "Esse sistema não esgota o assunto, mas é uma estratégia viável para abordar práticas acessíveis a todos os compradores e especificadores de materiais e fornecedores", explicou Sarrouf. "Queremos separar e dar destaque para as empresas que fazem bem o dever de casa", explicou Sarrouf.

    O fornecedor ideal deve seguir seis passos destacados pelo Conselho: formalidade, licenciamento ambiental, o respeito às normas técnicas, o perfil de responsabilidade social da empresa, a existência da tendência ecológica e a análise da durabilidade do produto. "A idéia da sustentabilidade nesses casos parte do engajamento dos participantes da cadeia produtiva, num processo de negociação permanente, que assegura ao consumidor final o atendimento de certos critérios básicos, que tendem a se tornar cada vez mais rigorosos", destacou a diretora.
    Dados do Conselho mostram que somente com a adoção de práticas sustentáveis de conservação e uso racional no setor da construção civil é possível reduzir entre 30% e 40% o consumo de energia e de água.

     

    Fonte: CBIC
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