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Sábado, 24 de Junho de 2017
NOTÍCIAS
    12-11-2008 | 12:11
    As vendas no varejo devem sofrer desaceleração em 2009 devido às restrições e aos custos mais altos do crédito, afirmou hoje (11) o economista Alexandre Andrade, no 2º Seminário Perspectivas do Crédito no Brasil, realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

    Segundo ele, isso deve ocorrer porque os setores que impulsionam as vendas no varejo estão associados ao crédito. Entre os itens, estão incluídos eletrodomésticos, automóveis e eletroeletrônicos.

    "Nós prevemos não uma queda forte, mas uma redução do crescimento. Anteriormente, trabalhávamos com uma expansão de 6,5% de aumento das vendas no varejo e, atualmente, trabalhamos com uma perspectiva de expansão de 5,2%”, disse Andrade.

    O economista destacou que as vendas de alimentos nos supermercados devem registrar ligeira queda, porque, embora dependam menos de crédito, estão relacionadas com a renda das pessoas.

    Ele lembra que pode haver menos consumo, em função de possíveis aumentos com as prováveis altas do dólar. O setor, no entanto, não pára, já que alimento é produto essencial.

    “O setor de alimentos tende a sofrer menos os efeitos do canal de crédito. Mas há o fator do câmbio que além de encarecer um pouco os preços e as matérias primas de bens duráveis também encarece um pouco os alimentos”.

    Andrade estima que o dólar pare de subir, mas se acomode em um patamar mais alto do que o anterior, ficando em R$ 1,95 este ano e em R$ 1,90 em 2009.

    Com relação ao crédito imobiliário, a economista Amaryllis Romano, avaliou que, em 2009, o Brasil manterá o cenário de crescimento do financiamento, porém com índices menores do que os registrados nos últimos quatro anos. “O setor teve piora nas expectativas de crescimento, mas ainda é um setor promissor a médio e longo prazos, devido ao déficit habitacional do país.” 

    Segundo Amaryllis, a restrição ao crédito pode comprometer o lançamento de novos empreendimentos e até mesmo os empreendimentos já lançados. Como conseqüência, isso poderá gerar desconfiança e incerteza para pretensos mutuários, que terão receio de se comprometer com uma dívida, já que temem o risco de queda da renda ou do nível de emprego. “A pessoa que se lança na compra de um imóvel está adquirindo um compromisso de 18 a 20 anos. Ela tem que olhar para frente e analisar as expectativas de renda e emprego para os próximos anos”, lembrou a economista.

    Para o economista Nathan Blanche, a crise financeira é resultado da globalização e o crescimento da economia deve ser menor no ano que vem, com restrição de oferta de crédito mundial. “Não espere para 2009 o que aconteceu em 2007 e em 2008. E, com certeza, o preço do dinheiro vai ser mais alto.”

    Ele destacou que o Brasil vive um ajuste do momento de crise global e que a falta de capital de externo e da geração de crédito, internamente, depende do nível de confiança na atividade do país. “O momento é muito difícil de ser analisado, mas quando analisamos com cabeça fria vemos que nosso cenário não é tão pessimista."

    O economista considerou positiva a fusão entre Unibanco e Itaú e disse que a operação mostra a solidez do mercado financeiro brasileiro. Nos Estados Unidos, lembrou, as fusões e aquisições ocorrem quando os bancos estão em más condições e com problemas sérios de liquidez.

     

    Fonte: Olhar Direto
    12-11-2008 | 12:11
    Balanço parcial da campanha nacional de vacinação para a eliminação da rubéola mostra que mais de 1,3 milhão de pessoas já estão imunizadas contra a doença em Mato Grosso. Este número representa 90,77% da população alvo que deve tomar a vacina. Ainda faltam vacinar 180 mil, sendo que deste total, 48,1 mil em Cuiabá e 22,5 mil em Várzea Grande.

    A cobertura preconizada é de 95%, o que possibilitará ao país solicitar à Organização Mundial de Saúde (OMS) o certificado de erradicação da doença. “Mato Grosso é um dos estados que nos preocupada, porque, especialmente a Capital não conseguiu alcançar a meta”, disse a coordenadora nacional da campanha, Marlene Tavares, que esteve ontem em Cuiabá.

    Na Capital, Marlene Tavares se reuniu com gestores do Estado e do município. A informação que recebeu é que a administração municipal está estabelecendo estratégias diferenciadas, como vacinação em locais de grande concentração de pessoas, para atingir a cobertura vacinal, que até ontem era de 83,05%, o que corresponde a 235,7 mil pessoas. A meta na cidade é 280 mil.

    “Tem que ser feito um esforço para alcançar a meta e evitar a circulação do vírus da rubéola”, reforçou Marlene Tavares lembrando que a doença, em gestantes, pode resultar em aborto, parto prematuro e a síndrome da rubéola congênita.

    Só neste ano, o Estado já registrou 81 casos de rubéola, sendo 56 em homens e 25 em mulheres. Do total de casos, 21 ocorreram em Cuiabá, 11 em Lucas do Rio Verde e oito em Várzea Grande. “Se não atingimos coberturas elevadas e homogêneas de vacinação, o vírus continua circulando”, alertou.

    Daí, conforme Marlene Tavares, o esforço para vacinar os que ainda faltam, pois pode ser o suficiente para se ter um surto de rubéola ou síndrome congênita da doença, o que pode causar malformação no feto, cegueira, surdez, retardo mental ou problemas cardíacos no bebê.

    Ainda ontem foi realizada uma reunião, na Secretaria de Estado de Saúde (SES), com os sete municípios que precisam avançar na cobertura vacinal, sendo eles Rondonópolis, Cáceres, Sinop, Primavera do Leste e Tangará da Serra, além da Capital e Várzea Grande.

    Em contrapartida, é em Mato Grosso que está localizado a primeira cidade da região Centro-Oeste certificada por alcançar a cobertura de 95%, que é Guarantã do Norte.

    No Brasil, a meta da campanha é atingir 66,8 milhões de pessoas. No Estado, são 1,4 milhão, sendo que 679,8 mil mulheres (93,05%) já se protegeram e 659,5 mil (88,50%) homens estão imunizados. A campanha teve início no dia 9 de agosto e foi prorrogada para até 15 de dezembro.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    12-11-2008 | 12:11
    Mato Grosso registrou neste dez meses de 2008 mais de R$ 1 bilhão de novos investimentos, superando o ano de 2007, quando foram investidos R$ 234 milhões. Os números foram apresentados ontem, pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Pedro Nadaf, durante visita do governador Blairo Maggi à Secretaria. Nadaf destacou ainda que a aceleração do processo de liberação do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Fundeic) trouxe garantias e maior fluxo para novos investimentos ao Estado.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    12-11-2008 | 12:11
    A ampliação do limite de empréstimos da Caixa Econômica Federal (CEF) direcionados para o financiamento de construção e reforma de imóveis - de R$ 7 mil para 25 mil - entrou em vigor na última segunda-feira. Somente ontem, porém, a novidade foi divulgada pela assessoria de imprensa da CEF, em Brasília.

    A nova regra para a linha de crédito, conhecida como Construcard/FGTS, utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com a assessoria de imprensa, o aumento do teto foi a única mudança na linha, que, por envolver recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é destinada prioritariamente às famílias de menor renda, limitada a R$ 1,9 mil por mês. As taxas de juros que podem ser cobradas nesses empréstimos variam de 6% a 8,16% ao ano.

    Quem possui renda acima de R$ 1,9 mil conta, de acordo com a Assessoria da Caixa, com a opção da linha de crédito Construcard/Caixa/SBPE, que usa recursos próprios do banco público e das cadernetas de poupança. O valor mínimo de empréstimo é R$ 1 mil, e o valor máximo é calculado conforme a capacidade de pagamento do tomador do empréstimo.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    12-11-2008 | 12:11
    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, que, apesar de o Brasil registrar a partir de agora um crescimento menor do que apurava antes da piora da crise financeira internacional, não há necessidade de interrupção do crescimento, como deve ocorrer em outros países.

     

    De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os Estados Unidos, a zona do euro e o Japão devem exibir taxas negativas de expansão em 2009 em função da queda do nível de atividade provocada pelo credit crunch. "Para que possamos garantir a continuidade (do crescimento sustentável), é preciso que os governos (federal e estaduais) tomem iniciativas no sentido de atender os vários setores que estão apresentando um estrangulamento momentâneo das linhas de crédito", afirmou.

     

    O ministro fez os comentários no evento no qual o governador José Serra (PSDB) anunciou a liberação de R$ 4 bilhões pela Nossa Caixa às financeiras de montadoras para que essas instituições repassem o crédito aos consumidores.

     

    Mantega frisou que há harmonia entre as medidas que os governos federal e de São Paulo adotam para estimular o nível de atividade e diminuir ao máximo os efeitos da crise sobre a economia brasileira. Ele ressaltou que, na semana passada, o Banco do Brasil (BB) adotou uma ação semelhante com a liberação de R$ 4 bi para a indústria automobilística através dos bancos das montadoras de veículos.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    A Caixa Econômica Federal informou que foram aplicados pela instituição R$ 8,03 bilhões em financiamentos habitacionais de janeiro a outubro deste ano, com recursos da caderneta de poupança, o que representa um crescimento de 69,3% sobre o mesmo período de 2007 (R$ 4,74 bilhões) e novo recorde histórico.

     

      Segundo a instituição, essa é a maior contratação habitacional desta década com recursos da poupança. Pelas regras, 65% dos recursos captados pelos bancos via caderneta de poupança (SBPE) devem ser destinados a empréstimos imobiliários.  "Destaque-se ainda que o valor aplicado até o final de outubro de 2008 já é, inclusive, superior em 36,8% ao valor aplicado durante todo o exercício de 2007, que foi de R$ 5,87 bilhões", acrescentou a Caixa Econômica Federal.

     

     Esse desempenho, segundo informou a instituição financeira, representa 148.111 moradias, ou mais de 601 mil pessoas contempladas, além de 766 mil empregos gerados. Significa também que já foram aplicados 87% dos recursos disponíveis para esse tipo de financiamento em 2008.

     No estado de São Paulo, até 31 de outubro deste ano, a Caixa informou que foram investidos R$ 2,2 bilhões com recursos da poupança, valor 76% maior do que o realizado no mesmo período de 2007 (R$ 1,3 bilhão) e também superior em 43% ao total aplicado em 2007, que foi de R$ 1,6 bilhão.

     

     

     Regras

     

     Para aproveitar os 13% de recursos SBPE ainda disponíveis para contratações em 2008, a Caixa informou que o futuro comprador pode financiar 80% do valor de avaliação, parcelado em até 240 meses.  Para quem deseja pagar em 360 meses, a entrada deve ser de pelo menos 30% do valor de avaliação do imóvel. Para imóveis com valor de avaliação de até R$ 350 mil, em que o interessado possua saldo no FGTS e não tenha outro imóvel na região metropolitana, o dinheiro do Fundo poderá ser utilizado na entrada e, posteriormente, para abater do saldo devedor ou das prestações - desde que obedecidas as demais condições estabelecidas pelo Conselho Curador do FGTS.

      

     

     FGTS

     

     Somente com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a Caixa Econômica Federal informou ter aplicado nacionalmente R$ 9,33 bilhões em 2008, até o fim de outubro, contra R$ 5,76 bilhões no mesmo período do ano passado.

    Foram financiadas 228.833 unidades. Os recursos do FGTS investidos até o momento representam 18% a mais do que o valor investido em todo o ano de 2007, que foi de R$ 2,37 bilhões.

     

    Fonte: CBIC
    11-11-2008 | 11:11
    A desaceleração na atividade econômica nacional - em decorrência da crise financeira internacional - não deve refletir no orçamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para 2009. A afirmação é do secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO), Totó Parente. Na avaliação dele, mesmo que haja uma retração na economia brasileira, o governo federal já sinalizou que não haverá impacto nos fundos constitucionais e que caso seja necessário, haverá suplementação por meio de alocação de recursos de outros programas.

     

    O secretário explica que o FCO, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) são constituídos com recursos repassados pelo Tesouro Nacional decorrentes da arrecadação do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Do total arrecadado em todo o país, são repassados 3% tanto do IRPF quanto do IPI. Deste percentual, o Centro-Oeste fica com 0,6%, o Norte com 0,6% e o Nordeste com 1,8%.

     

    "A crise internacional pode afetar, mas se diminuir a arrecadação dos impostos, o governo lançará mão de outras fontes para a composição do fundo", diz Totó Parente ao acrescentar que o orçamento para 2009 será aprovado no dia 10 de dezembro em Brasília durante reunião entre ministérios (Fazenda, Planejamento, Integração Nacional, Indústria e Comércio, Desenvolvimento Agrário entre outros) e representantes dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal.

     

    Apesar da crise, o secretário considera que as perspectivas são positivas e que caso haja algum prejuízo ao orçamento em função da redução na arrecadação dos tributos, o governo poderá fazer como ocorreu em 2004, na crise no agronegócio, quando utilizou os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no valor de R$ 1 bilhão, para ajudar o FCO. "Naquela época, Mato Grosso ficou com R$ 260 milhões, o equivalente a 26% do bolo, percentual de participação do Estado no fundo".

     

    O consultor econômico da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Carlos Vitor Timo, afirma que o setor poderá passar por dificuldades por causa da crise internacional e que com a redução na atividade das empresas, consequentemente há um reflexo na arrecadação de impostos, o que poderia refletir no orçamento do FCO. "O governo já declarou que se a expectativa é um crescimento de 5% este ano, o percentual não será negativo, mas inferior ao previsto anteriormente, podendo chegar a 3%", informa Timo ao dizer que, redução na atividade industrial haverá, no entanto, não é possível saber em qual proporção.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    O orçamento do FCO para Mato Grosso este ano é de R$ 846,208 milhões. Deste total 65,6% já foram liberados, o que corresponde a R$ 555,592 milhões. Estratificando os dados, 50% do bolo orçamentário, o equivalente a R$ 423,104 milhões são destinados ao FCO Empresarial e o restante (também R$ 423,104 milhões) são para financiamentos do setor rural. O percentual já atinge a estimativa traçada em setembro, e gera boas perspectivas para o balanço de liberações realizadas em 2008.

     

    Segundo balanço do Banco do Brasil, no Estado foram liberados, até setembro, R$ 256,938 milhões para FCO Empresarial, o que corresponde a 60,7% do total. Para o setor de comércio e serviços foram financiados R$ 147,420 milhões, para o setor industrial foram R$ 68,741 milhões, para o turismo os financiamentos totalizaram R$ 32,777 milhões e para projetos de infra-estrutural as liberações somaram R$ 8 milhões. Na comparação com os 12 meses de 2007, quando as contratações somaram R$ 170,316 milhões, os números dos nove primeiros meses deste ano são 50,8% maiores.

     

    Para o FCO Rural foram emprestados R$ 298,654 milhões, sendo R$ 102,875 para projetos de custeio e R$ 195,779 milhões para investimento. O secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO), Totó Parente diz que com o cumprimento da meta definida anteriormente, a expectativa é ultrapassar a aplicação dos recursos, porém ele não arrisca números. "Temos pelo menos dois grandes projetos que juntos somam mais de R$ 150 milhões e que acrescentarão uma cifra considerável no total geral".

     

    FCO- O fundo tem a finalidade de contribuir para o desenvolvimento econômico e social da região Centro-Oeste, com financiamentos direcionados às atividades produtivas, dos segmentos industrial, agroindustrial, agropecuário, mineral, turístico, comercial e de serviços. O FCO é administrado pelo Ministério da Integração Nacional, pelo Banco do Brasil - como agente financeiro - e pelo Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (Condel/FCO).(FR)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    A crise de liquidez de crédito provocou, nas últimas semanas, uma liquidação quase generalizada em vários setores da economia. Do tradicional comércio de eletroeletrônicos, de materiais de construção e de veículos, a onda de promoções chegou até às construtoras e aos cruzeiros marítimos. A ordem do departamento comercial das empresas é dar desconto, esticar prazos de pagamento e fixar valor de dólar abaixo da cotação real do mercado para manter o ritmo de vendas.

     

    Embora as companhias não admitam que o objetivo das liquidações seja transformar os estoques de produtos e serviços em dinheiro e ganhar fôlego para enfrentar os tempos bicudos de capital de giro caro e escasso nos bancos, as evidências desse movimento não são poucas. Além disso, o dinheiro em caixa acaba sendo uma moeda de troca valiosa na mão do comércio para frear os aumentos de preços da indústria, que já começaram a se desenhar por causa da disparada do câmbio.

     

    "Diante da desaceleração nas vendas e do crédito limitado, as empresas precisam se mexer, colocar o estoque para fora, especialmente de produtos de maior valor, como eletrodomésticos, veículos e imóveis", afirma o professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), Nelson Barrizzelli.

     

    Ele explica que a estratégia da liquidação para impulsionar as vendas faz sentido neste momento porque o movimento de freada nas compras não foi desencadeado pelo consumidor, que continua empregado. A desaceleração das vendas no varejo é resultado da abrupta redução na oferta de crédito. O que chama a atenção é que as liquidações ou promoções ocorrem também em setores inusitados.

     

    A construtora Agra e a incorporadora Abyara, por exemplo, criaram um site na internet para liquidar imóveis, batizado de Supertudo. Inicialmente a campanha promocional estava prevista para terminar em outubro, mas, segundo o diretor Comercial da Agra, Eduardo Telles, foi prorrogada para este mês em razão do bom desempenho. A campanha envolve cerca 170 apartamentos de alto e médio padrão, a maioria em fase de construção.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    Acompanhando o crescimento da produção industrial, especialmente nos setores de meios de transporte e de bens de capital, o nível de emprego demonstra forte expansão até setembro, com alta de 0,1% em relação a agosto e crescimento de 2,2% em relação a setembro do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os efeitos da crise mundial, que marcou o mês de setembro como o ápice da pior crise econômica desde a Segunda Guerra Mundial, por enquanto não se refletiram nesses indicadores. Com os resultados de setembro, o emprego industrial acumula alta de 2,7% no ano e, em 12 meses, 2,9%.

     

    A folha de pagamento real da indústria registrou resultados positivos em todas as bases de comparação em setembro. Houve alta de 2,7% em relação a agosto; de 7,9% na comparação com setembro do ano passado; e aumento acumulado de 6,8% no ano.

     

    O emprego industrial cresceu em 12 dos 14 locais investigados pelo IBGE em setembro na comparação com igual mês do ano passado. Os Estados de São Paulo (2,6%), Minas Gerais (5,2%) e Rio Grande do Sul (3,3%) exerceram as pressões mais significativas no resultado geral. Por outro lado, Santa Catarina (-1,9%) e Paraná (-0,3%) foram as influências negativas na ocupação do setor.

     

    Em nível nacional, as atividades que foram destaque no crescimento do emprego em setembro foram máquinas e equipamentos (10,2%), meios de transporte (8,2%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,2%), produtos de minerais não-metálicos (8,1%) e alimentos e bebidas (1,9%).

     

    As principais quedas foram apuradas em vestuário (-7,1%), madeira (-11,3%) e têxtil (-6,5%). Entre os 18 setores pesquisados, o valor da folha de pagamento real aumentou em 13, com os impactos positivos mais importantes vindos de meios de transporte (16%) e máquinas e equipamentos (12,4%).

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    Os deputados estaduais Sérgio Ricardo (presidente da Assembléia Legislativa/PR) e José Domingos Fraga (DEM) assinaram um projeto de lei propondo alterações na Lei nº 7.263, de 27 de março de 2000, que criou o Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Os parlamentares defendem mudanças na lei estadual para assegurar que 30% dos recursos arrecadados pelo Fethab sejam destinados às obras do sistema habitacional e 70% aplicados nos serviços do sistema rodoviário. Na contrapartida, o Estado fará convênios com a União.

     

    Sérgio Ricardo acredita que, o Estado tenha uma carência de 300 mil moradias. "Queremos que esses recursos sejam direcionados para as obras de casas populares", argumentou.

     

    De acordo com José Domingos o objetivo é atender a demanda de moradias no estado apesar de avanços no setor que vem sendo atendido pelo atual Governo. No entanto, o parlamentar observa o crescimento da população nos últimos tempos e com isso, a deficiência no setor da habitação. "Tivemos avanços, mas podemos avançar mais com aplicação dos recursos do fundo", disse Domingos.

     

    Dados do IBGE publicados em um dos jornais da capital revelam que há oito anos o déficit habitacional era de 97.650 e que em 2006, o número subiu para 127 mil. A pesquisa mostra ainda, que muitas famílias vivem em área de riscos.

     

    Sérgio Ricardo afirma que, os recursos do Fethab têm sido aplicados apenas na construção e reforma de rodovias e em menor escala na área de moradias. "É evidente a prioridade na área de transporte, mas o Fethab tem outros objetivos que inclui a construção de novas casas para a população de baixa renda", observou. (Com Assessoria)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-11-2008 | 11:11
    Parques, praças, shoppings e supermercados de Cuiabá serão alvos, nos próximos dias, da campanha pelo reconhecimento da maior área alagada do mundo como uma das sete maravilhas naturais no planeta. Lançada ontem, a candidatura oficial do Parque Nacional do Pantanal pretende que, com o recebimento do título, sejam garantidos mais incentivos à conservação e à exploração turística deste que, junto à Floresta Amazônica e ao Cerrado, é um dos três biomas presentes em Mato Grosso.

    Para se sagrar como maravilha natural do mundo, o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense precisa de mais votos, que tem sido feitos desde setembro pela internet. Para isso, além do incentivo nos meios de comunicação, a campanha “Vote Pantanal” distribuirá aproximadamente 50 mil formulários nas ruas para os mato-grossenses não terem trabalho algum para votar, a não ser o preenchimento das fichas com suas informações pessoais e, posteriormente, a confirmação do voto por meio de um e-mail enviado pelo site New 7 Wonders, organizador do concurso.

    Para quem possui acesso à internet e quiser votar por conta própria, é só acessar o site www.votepantanal.com.br e alavancar a colocação do Parque no ranking mundial, de 103º lugar para um dos 77 primeiros, meta necessária para que, até 2009, sua candidatura seja revista pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e seja encaminhado entre os 21 finalistas para uma nova votação a partir de julho.

    O comitê da campanha, coordenado por José Augusto Ferraz, chefe do Parque, orienta as ações de mobilização e sensibilização no Estado. Em Cuiabá, a campanha estará presente principalmente nos parques Massairo Okamura e Mãe Bonifácia, além da praça Alencastro, do Centro de Eventos do Pantanal e do Shopping Pantanal. Fazem parte do comitê de campanha entidades não-governamentais, órgãos públicos, a prefeitura de Cuiabá, secretarias do governo do Estado, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomercio), o Centro de Pesquisas do Pantanal (CPP) e veículos de comunicação.

    José Augusto Ferraz, porém, diz que “esta campanha não é nossa”, destacando o interesse público que existe no reconhecimento da importância do Pantanal. O papel do comitê de campanha, instalado no Centro de Eventos do Pantanal, é somente orientativo, além de realizar a distribuição de material de campanha.

    RANKING – Até o momento, o Pantanal supera sítios naturais bem mais visitados por turistas, como o Pão de Açúcar (localizado no Rio de Janeiro e na 125ª posição). Porém, há fortes candidatos pela frente. A Floresta Amazônica é o melhor colocado do país na lista mundial – está na 19ª colocação. Entre os 77, as Cataratas do Iguaçu estão na 25º. (RD)

    Fonte: Diário de Cuiabá
    11-11-2008 | 11:11
    Surgida há 5 mil anos com a civilização, a cidade constitui a maior, mais complexa e mais bem sucedida das invenções humanas,transformando o mundo e acelerando os passos da evolução humana. De lá para cá a população foi se urbanizando, e neste ano de 2008, pela primeira vez na história, a população urbana global superará a população rural, com países desenvolvidos ou emergentes alcançando percentuais superiores a 80%, como é o caso do Brasil.

    Nessa trajetória o grande ponto de inflexão foi a Revolução Industrial, no século XVIII, que inicia um novo sistema produtivo baseado no capital e na indústria recém nascida, transformando novamente o mundo em todas as suas dimensões. Até então a cidade tinha sido uma experiência inquestionada, ainda que tenha enfrentado importantes crises, como na Roma imperial, que entrou em colapso e foi destruída. Com a industrialização, a urbanização se acelera vertiginosamente e a vida nas cidades se desequilibra gravemente, exigindo controle e intervenções no desenvolvimento urbano. Começa então a surgir a ciência do urbanismo, que evolui e supera o urbanismo modernista da Carta de Atenas – implodido com o conjunto de Pruitt-Igoe em 1972, passa pelas experiências pós-modernistas do Novo Urbanismo, e chega hoje diante de uma nova Revolução, a da informática e da globalização.

    De grande complexidade, a cidade é comparável a um organismo vivo, só que em dimensões grandes ou gigantescas, que vão das pequenas vilas até as metrópoles e megalópoles, ultrapassando as centenas e até milhares de quilômetros quadrados e chegando a abrigar dezenas de milhões de habitantes. Trata-se de um enorme recipiente, articulado regionalmente, onde se desenvolvem as relações urbanas em toda sua múltipla diversidade. Sua função, primordialmente, é permitir que tais relações aconteçam da melhor forma possível com sustentabilidade, conforto, segurança e, sobretudo, justiça. Infelizmente no Brasil - Mato Groso e Cuiabá incluídos, o Urbanismo ainda não recebe a consideração necessária.

    O Urbanismo, em construção constante, reflete a complexidade de seu objeto de trabalho e necessariamente aborda os diversos campos de conhecimento que a cidade envolve. Assim, o urbanista também evolui e não é mais um especialista no sentido estrito do termo, mas um generalista destinado a enxergar o organismo urbano com um todo, em toda sua transdiciplinaridade holística. Não se pode tratar os problemas da cidade sem antes tratar da cidade com problemas. Como na medicina, não se deve tratar a doença mas o doente, assim também não se pode tratar as doenças da cidade, mas a cidade doente. Catalisador dos especialistas exigidos pela complexidade urbana, o urbanista precisa saber um pouco de tudo para enxergar o todo, e, em especial, deve saber que o que sabe é quase nada para dispensar a companhia das especialidades nas múltiplas facetas técnicas e políticas da cidade.

    No dia 8 de novembro comemoramos o Dia Mundial do Urbanismo, criado em 1949 visando uma reflexão global sobre o assunto. As cidades de novo se aproximam de uma Revolução com as perspectivas da tecnologia e do ciberespaço (os enigmas dos novos espaços urbanos virtuais, por exemplo), e a eminência do colapso em problemas como água, lixo, transportes, poluição, aquecimento, energia, emprego, uso do solo e segurança. Crise, risco e oportunidade, quando o homem se transforma no atual bicho urbano, o Urbanismo se apresenta como o desafio do novo século.



    * JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é professor universitário

    joseantoniols2@gmail.com

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    11-11-2008 | 11:11
    O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou hoje (10) que a queda da inflação resultante da baixa do preço das commodities e também da demanda mundial deve permitir uma queda global de taxas de juros. 

     

     

    “Em vários países houve um recuo na expectativa de inflação, o que deve permitir uma flexibilização nas políticas monetárias”, disse Trichet, que participa, junto com presidentes de bancos centrais de 40 países, da reunião do Banco Internacional de Compensações (BIS, sigla em inglês) realizada em São Paulo. 

     

     

    Em entrevista coletiva, Trichet evitou falar da situação de econômica de países específicos, mas fez um balanço das discussões do evento. Segundo ele, todos os participantes do encontro concordam que a economia global passa por um processo de alívio da inflação. Porém, ele afirmou que o risco de deflação ainda é pequeno.

     

     

    Trichet afirmou também que, em alguns países, principalmente emergentes, esse alívio não é tão sensível e, por isso, é necessário fazer uma análise caso a caso para se determinar se é possível reduzir juros ou tomar outras medidas na área monetária.

     

     

    Ele recomendou que países com boa situação fiscal lancem pacotes de incentivo ao setor produtivo interno, a exemplo do anunciado pela China no último fim de semana.“Em caso de países com boa situação fiscal, baixo déficit e baixo nível de endividamento, é apropriado que eles usem a margem de manobra que têm para amenizar o risco de recessão”, afirmou. “A China está na direção certa.”

     

     

    Sobre as projeções de crescimento, Trichet afirmou que as mais recentes, por piores que sejam, são menos pessimistas do que as divulgadas meses atrás. Mesmo assim, ele disse que é preciso ficar alerta quanto ao movimento dos mercados, já que o sistema financeiro mundial passará por um importante processo de correção. 

     

    Fonte: Mídia News
    11-11-2008 | 11:11
    A taxa de vacância (espaço vago) em escritórios comerciais de alto padrão deve sofrer oscilações nos próximos trimestres em decorrência da entrega de imóveis da classe A.

     

     Em meio à crise financeira global, a avaliação da consultoria Cushman & Wakefield (C&W) é de que a vacância no segmento suba dos atuais 5,2%, em São Paulo, e fique entre 8% e 12% no ano que vem.  Mesmo assim, os valores de locação não devem sofrer alterações drásticas.  "A vacância hoje está baixa e vai chegar a no máximo 12% em momentos específicos, conforme a entrada do estoque grande de prédios, que depois será absorvido.

     

     A demanda de clientes corporativos por edifícios de classe A continua. Não ouvi nenhum dos meus clientes dizer que vai reduzir espaço, ou reduzir qualidade do espaço, mudando-se para um B. Não vi sinal de que isso vá acontecer. Se eles vão continuar a ocupar o espaço atual, o valor do aluguel não vai descer", avaliou Celina Antunes, executiva-chefe (CEO) da C&W para a América do Sul. Os valores de locação sobem a partir do momento em que a taxa de vacância é inferior a 15%.

     

     

     Segundo ela, os incorporadores que têm grande estoque de imóveis tendem a prorrogar os lançamentos. "Os prédios que cairiam no mercado em 2010 podem ser prorrogados para 2011 e 2012. Se forem empurrados para os dois anos seguintes, a taxa de vacância vai ficar controlada. Mas se os prédios forem lançados, isso pode gerar redução do valor de aluguel."

     

     Projetos de escritórios voltados a todas classes e com entrega prevista de 2008 a 2013 somavam mais de dois milhões de metros quadrados no mês de outubro, em São Paulo, o principal centro econômico do País.

     

    Presidente para o Brasil da Tishman Speyer, uma das maiores desenvolvedoras imobiliárias do mundo, Daniel Citron se diz cauteloso.

     

     "Quando as coisas melhoram um pouquinho, o mercado se aquece rapidamente. É um ciclo muito rápido, porque temos baixo volume de oferta. Estamos num momento de baixíssima taxa de vacância, com escritórios totalmente ocupados pelas grandes empresas.


     

     Vamos ter um período em que provavelmente não haverá aumento da demanda, mas isso deve durar um ou dois anos, sem aumento significativo da vacância de prédios", disse Citron, acrescentando que o ano de 2008 foi melhor que o de 2007 em termos de "absorção de imóveis corporativos, taxa de vacância e níveis de aluguel".  De acordo com Citron, o desempenho da empresa em novembro e dezembro não vai alterar o balanço positivo.

     

    No Brasil há 13 anos, a Tishman ingressou no segmento corporativo com a Torre Norte do Centro Empresarial Nações Unidas, na capital paulista, e atualmente está investindo R$ 3 bilhões em projetos comerciais, residenciais e industriais em São Paulo e no Rio de Janeiro. Captou, desde 1997, 13 fundos de investimentos focados no mercado imobiliário, com mais de US$ 8,4 bilhões e 130 investidores privados e institucionais. Em 2007, a incorporadora fez captação de R$ 1,2 bilhão, constituindo o Fundo Brasil, que conta com 27 investidores.

     

     

     "Estamos revendo as decisões a cada mês. Mas não adiamos nenhum projeto e não mudamos nenhum plano. Estamos capitalizados: ainda não investimos nem um terço dos recursos disponíveis. Sobre 2009, vamos falar em fevereiro", complementou. Segundo ele, o fechamento de negócios tem sido postergado apenas por conta da crise. Em entrevista ao DCI, Citron observou que os imóveis corporativos "sempre" demandaram mais capital próprio dos incorporadores. Ele ressaltou que as empresas que recorrem a fundos de investimentos estão em melhor situação, uma vez que não dependem de linhas de crédito e não estão sujeitas às oscilações da Bolsa.

     

     "Os fundos têm de fazer planejamento de utilização de capital de forma mais conservadora do que a empresa listada na Bolsa que espera fazer uma nova captação. De maneira geral, os gestores de fundos têm visão mais conservadora do mercado, até porque o cliente e o investidor deles são mais conservadores. Empresas de capital aberto sempre imaginam que vão poder voltar para o mercado e pegar mais dinheiro", declarou Citron.

     

     Preços

     

     No terceiro trimestre deste ano, o preço médio da locação de imóveis corporativos de alto padrão na capital paulista ficou em R$ 78 por metro quadrado, contra R$ 65 no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da consultoria C&W.

     

     A média geral, incluindo imóveis para as classes B e C, ficou em R$ 53 por metro quadrado, contra R$ 42 no ano passado - aumento justificado pelo crescimento da demanda e pouco espaço disponível. A taxa de vacância caiu de 7,6% no terceiro trimestre de 2007, para 7% em 2008. Na mesma comparação, a queda também foi registrada nos espaços para a classe A: 5,2% contra 6,9%. No Rio de Janeiro, o metro quadrado para a classe A custou R$ 92 entre julho e setembro. No geral, a taxa de vacância aumentou de 6,8% para 7,8% no período em questão, mas deve permanecer abaixo de 7% em 2009 devido à demanda reprimida.

     

     Estoque

     

     Dos 8,6 milhões de metros quadrados em São Paulo, o maior mercado da América Latina, 93% estão ocupados. A classe A ocupa 1,7 milhão de metros quadrados, enquanto a B fica com 2,6 milhões, e a C, com 1,4 milhão. O estoque está concentrado nas regiões das Avenidas Paulista e Berrini e na área central. O maior aumento proporcional em metros quadrados foi de edifícios de classe A: cerca de 70%.

     

     

     Os edifícios considerados de classe A, com único ocupante, aumentaram 71,7%, enquanto os de classe B tiveram redução de 3,8%. Os primeiros abrigam os setores governamental, financeiro e de serviços.

    A preferência de ocupantes de prédios corporativos continua sendo por lajes maiores que mil metros quadrados, registrando aumento de 40% neste ano. 

     

    Fonte: CBIC
    10-11-2008 | 12:11
    A defasagem geral nos acordos gira em torno de 20% no Estado. Os altos preços do cimento e do ferro/aço no mercado estão tirando o sono dos empreiteiros mato-grossenses. Motivo: eles assinaram contratos de obras – públicas e privadas – baseados em um determinado orçamento, quando os preços desses insumos estavam bem abaixo dos valores atuais. No caso do ferro e do aço, a alta foi de 60%. E, no caso do cimento da marca Itaú – que está sendo comercializado atualmente por até R$ 25/bolsa -, os preços foram majorados em até 70% em um período de menos de um ano.

    “Tivemos de refazer toda a nossa programação e cálculos, pois os prejuízos já estão repercutindo nos resultados financeiros das empresas”, explica o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon/MT), Luiz Carlos Richter Fernandes.

    Ele informou que cimento e ferro/aço representam 15% dos custos das empresas de construção. “A defasagem geral nos contratos gira em torno de 20%. Como a margem [de rentabilidade] é muito pequena, as empresas acabam ficando no vermelho. Por isso, estamos reivindicando uma revisão nos contratos”.

    Segundo ele, as empresas já estão com dificuldades para continuar trabalhando, pois a alta do ferro, aço e cimento está causando “desequilíbrio” nos contratos. “Na verdade, muitas empresas já estão pagando para trabalhar. Conheço empresários que estão tirando dinheiro do bolso para cobrir os prejuízos decorrentes dos aumentos dos insumos”.

    Em função desta situação, as construtoras estão tentando uma revisão nos preços contratados. “Não é justo que aqueles que contrataram os projetos passem a se beneficiar da situação, mantendo os preços e deixando as empreiteiras em dificuldades”.

    Fernandes lembrou que além da alta do cimento as construtoras estão sendo obrigadas a pagar uma diferença no frete do produto trazido de outras regiões, já que há escassez do produto. “Com isso, estamos pagando um preço totalmente fora da realidade”. Ele diz que a explicação da indústria é que há muito tempo o setor não tinha aumento e teve de fazer isso agora para cobrir os custos.

    “As empreiteiras entendem a situação, mas querem buscar um ajuste nos valores dos contratos para compensar parte das perdas”, frisou o presidente do Sinduscon.

    CORTE – O empresário Júlio Flávio Miranda, dono da Concremax, teme um corte no orçamento da União por conta da crise financeira mundial, podendo atingir o setor da construção civil.

    A empresa de Miranda executa obras nas áreas de saneamento, habitação e infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

    Ele também defende uma revisão nos contratos, pois já começa a sentir dificuldades. “Assinamos contratos de garantia de preços com alguns fornecedores, por isso estamos sofrendo menos”, disse ele.

    O empresário não acredita que a crise irá afetar as obras do PAC este ano. “A expectativa das empresas é de que o governo federal mantenha os recursos já alocados para este programa, pois as obras não podem sofrer solução de continuidade”.

    Segundo o empresário, a maior parte dos investimentos para as obras já está alocada. Admitiu, entretanto, que para 2009 é uma incógnita. “A crise pode ter reflexo, mas o governo federal deve manter as prioridades”.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    10-11-2008 | 12:11
    Imagine se você gastasse R$ 2,6 mil por dia durante dois mil anos. No final desse período o valor total gasto seria de US$ 1 bilhão. Isso não chega nem perto do US$ 1 trilhão que os Estados Unidos emprestaram nos últimos anos e que desencadeou agora essa crise financeira que deve afetar todo o mundo de uma forma ou de outra. Em Mato Grosso, seus reflexos podem chegar em 2010, caso as commodities tenham grande queda de preço e o custo de produção continue alto, descapitalizando o produtor. Segundo o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, é possível sim que o Estado passe por momentos como os vividos em 2005 e 2006. Mas tudo vai depender do que acontecer a partir de agora.

     

    Nadaf explica que quando os economistas falam em redução do crédito, querem dizer grandes agentes econômicos, que são os geradores de emprego e renda. Ou seja, no caso de Mato Grosso, compromete o setor produtivo. O preço das commodities está caindo, há uma desaceleração do consumo no mercado internacional e menos dinheiro no mercado. Como o produtor busca recursos para financiar a safra com as tradings e essas, por sua vez, vão aos grandes bancos, que estão sem dinheiro para empresar, o produtor não planta, ou planta menos e com menos tecnologia. "Se não houver um equilíbrio ente custo de produção e de comercialização, o setor do agronegócio sofrerá uma nova crise".

     

    Mas Nadaf deixa claro que estamos pegando apenas "a poeira cósmica da bomba atômica que explodiu nos Estados Unidos, atingindo principalmente os mercados europeu e asiático". Conforme o secretário, o grande problema dos USA é que houve um derrame de "dinheiro falso" no mercado. Nesse caso, dinheiro falso, é dinheiro que não existia. Os bancos americanos para incentivar e manter o consumo financiavam casas e negociavam com outros bancos as promissórias desses imóveis, como se eles fosse papel moeda.

     

    Mas quando as pessoas começaram a não pagar, as promissórias perderam o valor, porque não havia garantias reais de recebimento. Aquele país emprestou US$ 1 trilhão desta forma. Uma quantia difícil de imaginar para muita gente. Era assim que a economia no país se movimentava. Agora, os governos federais precisam sustentar os bancos porque os papéis não valem nada.

     

    No Brasil, ao mesmo tempo que se fala em crise, alta de juros e redução dos créditos, os bancos oficiais, principalmente, estão oferecendo dinheiro como nunca aos seus clientes. Para Nadaf, isso também é uma forma do governo mostrar que a situação aqui está controlada, evitando o desespero da população. "O que quebra banco é boato. Se disserem que um banco vai quebrar, os correntistas correm para retirar seu dinheiro, aí quebra mesmo".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    10-11-2008 | 12:11
     A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta que a economia brasileira dá os principais sinais reais de que está ameaçada e pode entrar em uma fase de desaceleração de seu crescimento. A advertência foi feita com base nos principais índices econômicos do país e apresentados na Europa. A entidade ainda aponta que haverá uma desaceleração ainda mais profunda das economias ricas do mundo.

     

    Segundo a OCDE, a avaliação sobre o Brasil é a "menos negativa" entre os países emergentes e entre as sete maiores economias do mundo. No caso da China, Índia e Rússia, os indicadores mostram uma desacelaração já confirmada. "A mensagem do Brasil é mista, mas os últimos dados mostram sinais de uma possível desacelaração", afirmou a OCDE em um comunicado oficial.

     

    Enquanto Europa, Estados Unidos e Japão são classificados como tendo sofrido uma "forte desaceleração", o Brasil é classificado apenas como "possível desaceleração". Mas mesmo assim, os dados sobre o país deixam de ser positivos. Em agosto, o Brasil havia sido praticamente o único país entre os 29 avaliado pela OCDE que mantinha uma expansão de sua economia. A economia brasileira apareceu nos dados de agosto como ainda sofrendo uma expansão. Já em setembro, o índice criado pela OCDE mostrou uma queda.

     

    O índice estabelecido pela OCDE serve como um instrumento analítico para que se possa identificar expansões e contrações futuras da economia dos principais mercados mundiais. Entre agosto e setembro, o Brasil teria sofrido uma queda de 1,6 ponto, chegando a 106,2 pontos. Em relação a setembro de 2007, o Brasil não sofreu alteração. A economia brasileira foi a única que não apresentou dados negativos entre setembro de 2007 e 2008. Mas também não demonstrou uma expansão.

     

    A queda entre agosto e setembro ainda interrompe uma expansão que vinha ocorrendo desde 2003. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional estimou que a economia brasileira sofreria uma queda e que sua taxa de crescimento seria de 3% em 2009. A OCDE, com os dados, enterra a tese que se promulgava em várias entidades de que, pela primeira vez, os países emergentes poderiam sair ilesos de uma turbulência internacional. "

     

    Fonte: Gazeta Digital
    10-11-2008 | 12:11
    O Brasil está cumprindo com os compromissos firmados internacionalmente quanto à redução de emissões dos gases de efeito estufa, avaliou o coordenador da Comissão Interministerial do Clima do Ministério da Ciência e Tecnologia, Newton Paciornik. Embora não exista nenhuma meta estabelecida para os países em desenvolvimento, os projetos do chamado Mecanismo do Desenvolvimento Limpo (MDL), implantados no país, vêm cumprindo o seu objetivo. "O que a gente entende é que tem que fazer e mostrar que a gente está fazendo, independente de ter ou não ter metas, porque isso é um objetivo global", destacou.

     

    Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) o número de projetos registrados no Conselho Executivo do MDL totaliza 1.197 em todo o mundo, dos quais 146 estão no Brasil. Em setembro os projetos registrados no conselho alcançavam 1.112, sendo 142 brasileiros.

     

    Segundo Paciornik, a redução anual projetada de emissões de gases causadores do aquecimento global é de 229,909 milhões de toneladas no mundo. No Brasil, a redução de emissões prevista por ano, para o primeiro período de obtenção de créditos, que pode ser de, no máximo, dez anos para projetos de período fixo ou de sete anos para projetos de período renovável, é de 19,515 milhões de toneladas, segundo a ONU.

     

    Mecanismo de compensação incluído no Protocolo de Quioto a partir de uma proposta brasileira, o MDL prevê que parte da redução das metas dos países desenvolvidos pode ser feita através de atividades e projetos realizados em países emergentes. "A gente considera que essa é a forma correta dos países em desenvolvimento colaborarem com esse esforço global. E nós estamos realmente muito satisfeitos com os resultados desses projetos, inclusive porque eles têm uma contribuição forte para o desenvolvimento sustentável", comentou Paciornik.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    10-11-2008 | 12:11
    A reunião dos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G-20, encerrada neste domingo em São Paulo, não conseguiu o apoio de todos os países participantes para que o grupo das 20 maiores economias seja a única instância para discussão de medidas para o enfrentamento da crise financeira global. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, "não é uma questão resolvida", mas o G-20 é "um forte candidato" para o debate de possíveis ações para reduzir o impacto da crise.

     

    Mantega comentou que os participantes do G-20 entendem que outras instâncias, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, também podem ajudar no enfrentamento da atual crise. Mas, na visão dos países emergentes, isso só aconteceria se houvesse maior poder para essas nações. "Não podemos atuar com inferioridade", disse o ministro, ao comentar a posição de países como o Brasil, Rússia, Índia e China.

     

    O representante brasileiro disse, em entrevista para comentar o resultado da reunião do G-20, que os participantes do encontro concordaram que os países devem adotar uma política fiscal e monetária anticíclica que seja adequada a cada país para combater a crise. "Quem tem mais solidez pode gastar mais", disse Mantega.

     

    Outra decisão é que os países de economia mais avançada devem ajudar no combate à saída de fluxos financeiros, que têm migrado das nações emergentes para os países ricos. Essa medida poderia interromper, ou até reduzir, a saída de dólares desses mercados. Sobre a política monetária, os representantes dos bancos centrais dos 20 países demonstraram preocupação com a inflação e chegaram ao consenso de que eventuais medidas de combate à crise não devem ameaçar o equilíbrio monetário. Especificamente sobre os preços, há a expectativa de queda dos índices de inflação nas nações ricas.

     

    Nos países emergentes, porém, a desvalorização cambial pode ter reflexos nos indicadores durante o ano de 2009. Durante a entrevista, Mantega reforçou a sugestão brasileira de que o G-20 deixe de ser uma instância de ministros e tenha a participação de chefes de Estado.

     

    Fonte: Gazeta Digital
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