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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017
NOTÍCIAS
    27-10-2008 | 11:10
    A insegurança em relação aos caminhos da economia internacional nos próximos meses já força empresas do País a apertar os cintos como medida de cautela. Férias coletivas, redução de gastos, corte de produção e revisão dos investimentos são alguns dos sintomas da ressaca da crise. A revisão dos planos de investimentos costuma ser o mais simples e primeiro passo a ser tomado pelas companhias. Nas últimas semanas, foram vários os anúncios de aquisições adiadas e de projetos que serão revistos.

     

    A gigante do papel e celulose VCP suspendeu a compra da Aracruz, acertada meses antes. No setor imobiliário, a Cyrela desistiu da Agra. A produtora de cosméticos Natura também adiou um de seus planos de expansão: a entrada nos Estados Unidos. Esta semana, o vice-presidente de Finanças e Informações da empresa, David Uba, informou que a decisão foi tomada com base na situação atual da economia americana e não há data para retomada de planos. O medo do que está por vir não escolhe setores. Na semana passada, cerca de 2 mil trabalhadores da General Motors de São José dos Campos entraram em férias coletivas.

     

    A folga de 15 dias seria uma forma de reduzir os reflexos da crise nas exportações de 10% da montadora. A situação não foi diferente na unidade de São Caetano do Sul. Ali, em maio, 1,5 mil metalúrgicos haviam sido contratados para aumentar a produção. A redução de custos também tem estado na pauta de reunião das empresas. Na sexta-feira, a Vale admitiu que pode rever os planos para 2010. Em busca de um ajuste à nova realidade da demanda mundial, a segunda maior mineradora do planeta já iniciou a redução de produção em unidades menos lucrativas.

     

    Em Campinas, empresas de produção de componentes de alta tecnologia podem aderir às férias coletivas antecipadas aos funcionários.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    O cenário positivo este ano para o setor imobiliário não foi apenas de imóveis na planta, como é o caso da Plaenge. Imóveis já construídos e locação também registraram bom desempenho nos nove primeiros meses deste ano em relação ao ano passado e ainda pode render bons números este ano, mesmo em um cenário de crise e preocupação por parte de outros segmentos econômicos. Quem confirma é o sócio-diretor da imobiliária Know Hows, Thalles Sanches Monteiro de Oliveira.

     

    Segundo ele a crise existe e não pode ser ignorada, mas as restrições de crédito enfrentadas nos países não vão ser fatais para o segmento mato-grossense. "Um primeiro momento é de turbulência, o que é natural, mas daqui a uns quatro meses isso passa e as pessoas voltarão a investir em imóveis", diz ao afirma que por ser um investimento tradicional e que não oferece riscos, este é o mais utilizado principalmente em um cenário de recessão econômica.

     

    Para o diretor, a crise refletirá até mesmo na elevação dos preços, que também são influenciados pelo dólar, já que alguns insumos da construção civil são cotados pela moeda americana. Ele explica que o que aconteceu com o setor imobiliário americano foi decorrente do sistema que eles usaram na liberação do crédito aos consumidores. "Lá eles não têm tantas exigências como no Brasil. Aqui os empréstimos não são feitos tão facilmente, pois são colocados alguns critérios que devem ser seguidos antes da concessão do crédito".

     

    Oliveira informa ainda que de janeiro a setembro as vendas foram 30% maiores que as verificadas no mesmo período do ano passado e que a perspectiva continua sendo positiva. Ele acrescenta ainda que, se alguém tem a intenção de comprar um imóvel, o momento é agora, já que depois da crise a procura por ele deve aumentar, o que deve provocar o aumento nos preços. "O imóvel ainda é o investimento mais recomendado. Mesmo que a rentabilidade demore, não se perde".

     

    Interior- Em Colíder, o proprietário da imobiliária Monte Alegre diz que as vendas estão estáveis este mês em função da crise internacional, mas que as vendas foram maiores que as do ano passado entre os meses de janeiro e setembro. Ele considera que os imóveis urbanos estão depois do crescimento estão estáveis, mas o mais crítico é no setor rural. "Desde o ano passado não vendemos nada de rural. Ninguém está comprando terra e a situação está difícil".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    O volume de recursos liberados nos primeiros oito meses deste ano superaram em 35,7% todo o montante registrado em 2007. De janeiro a agosto de 2007 foram emprestados R$ 117,206 milhões contra R$ 86,369 milhões contabilizados nos 12 meses do ano passado. Os valores são destinados à aquisição e reforma de imóveis. Já na comparação com os oito meses do ano anterior, o incremento é de 107,3%, pois naquela época foram liberados R$ 56,524 milhões.

     

    Os dados são do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) que inclui recursos do Sistema Brasileiros de Poupança e Empréstimo (SBPE) e são disponibilizados pelo Banco Central do Brasil. Estratificando os números, o volume destinado à compra de imóveis foi de R$ 63,086 milhões este ano, contra R$ 41,385 milhões no ano passado, uma variação de 52,4% de um ano para outro. Já para a construção, a cifra passou de R$ 15,139 milhões no ano passado para R$ 54,120 milhões em 2008, uma expansão de 257,4%.

     

    Para o economista Vitor Galesso, a expansão considerável nas liberações para o setor habitacional é motivada pelo aquecimento da economia e da redução das taxas de juros e alongamentos dos prazos para os financiamentos habitacionais. Com a melhoria da renda das pessoas, elas buscam fazer investimentos mais longos e de valores maiores, como a compra ou reforma da casa própria. "Antigamente o dinheiro já existia, mas as condições dos financiamentos não era tão atraentes aos consumidores. Agora com grande volume de dinheiro nos bancos e condições para efetuar o pagamento por parte dos devedores, as instituições financeiras liberaram o montante".

     

    Uma demonstração do aquecimento do setor, conforme ele, é a falta do cimento que desde o ano passado vem se mostrando escasso em determinadas épocas do ano. Uma dica dada pelo economista é que com a crise internacional as pessoas analisem bem o cenários antes de fazer um investimentos como este, que é caracterizado por valores altos e longos prazos para pagamento. "Os reflexos da crise serão observados mais para o ano que vem, mas é necessário avaliar bem antes de entrar em um negócio como este. A não ser que sejam juros pré-fixados".(FR)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai ajudar as empresas com problemas de liquidez por causa de operações com derivativos, segundo confirmou o presidente da instituição, Luciano Coutinho. Ele disse que algumas empresas já estão conversando sobre o assunto com o banco e o suporte será definido caso a caso.

     

    Sobre o pacote para a construção civil que vem sendo aguardado pelas empresas do setor, Coutinho disse que prossegue "em desenho" no Ministério da Fazenda. A alta do dólar gerou sérios problemas para empresas como Sadia e Aracruz, que chegaram a ser acusadas pelo presidente Lula de especulação contra a moeda brasileira.

     

    Coutinho se referiu a essas empresas como "um subconjunto" que apresenta "um problema pendente". E assegurou que essas dificuldades terão solução, com a ajuda de bancos privados e do próprio BNDES. "Posso assegurar que são problemas solucionáveis, que afetaram empresas exportadoras que podem equacionar isso junto ao setor bancário privado e terão, se necessário, o suporte do BNDES para que nenhum problema de liquidez inviabilize empresas de grande qualidade e potencial", afirmou.

     

    Ele acrescentou que esses problemas serão resolvidos via mercado e vão exigir um "trabalho intensivo" da empresas, que "terão a necessária cobertura" do BNDES. Em seguida ao pronunciamento, em entrevista, Coutinho preferiu não nomear quais empresas são parte desse "subconjunto". E adiantou que o suporte poderá se dar por meio de desembolsos do banco para financiamentos já aprovados ou com a alternativa de subscrição de debêntures. Além disso, segundo ele, o setor bancário privado também vai dar suporte a essas empresas. "Os bancos privados vão ajudar e o BNDES vai atuar de forma complementar", afirmou.

     

    No caso da ajuda esperada para a construção, ele admitiu que o BNDES deverá atuar na reestruturação das empresas e disse que, se optarem por fusões ou aquisições, poderão ter apoio da instituição. "Da nossa parte, podemos ajudar na reestruturação de empresas em consonância com o setor privado", afirmou. Indagado se haverá uma linha de crédito específica do banco para o setor, ele disse que ainda não é possível adiantar se haverá essa definição.

     

    Benção - Coutinho concentrou boa parte de sua palestra em argumentos visando mostrar que os fundamentos da economia brasileira levarão o País a atravessar a crise com alguma tranqüilidade, ainda que sejam inevitáveis os efeitos negativos sobre o crescimento econômico. Ele chegou a afirmar que alguns investimentos em infra-estrutura e industriais poderão vir a ser beneficiados com a crise, por causa da redução de custos de algumas matérias-primas. "Nesse ponto a recessão é uma bênção", afirmou.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    A falta de crédito no cenário mundial tem levantado muitas dúvidas nos empresários brasileiros sobre o futuro da economia. Contudo, algumas medidas estão sendo tomadas para que a crise financeira não assole a economia do Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, recentemente, uma das ações tomadas para fazer frente à escassez de crédito no mercado: a ampliação das linhas de financiamento à exportação.

     

    Esse e outros assuntos, como métodos de atuação, os programas e as formas de acesso ao crédito do BNDES serão apresentados na palestra "O BNDES Mais Perto de Você", dia 30 de outubro, em Cuiabá.

     

    O evento ocorrerá em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), que apóia a iniciativa de esclarecer aos empresários locais as formas de apoio financeiro, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.

     

    "Em Mato Grosso, os financiamentos estão, basicamente, no setor agrícola, mas existem várias outras linhas que beneficiam as empresas, além de cartão de crédito para os clientes, que facilita as transações e oferece limites e taxas de juros atrativas", avalia o presidente em exercício do Sistema Fiemt, Jandir Milan.

     

    Nos primeiros oito meses deste ano, o agente financeiro liberou R$ 316,8 milhões via Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) para o Estado, o que corresponde a 22,9% do total de R$ 1,378 bilhão emprestados no período. A série "O BNDES mais perto de você""realiza apresentações em todas as regiões do país, auxiliando empresários que planejam investir nos negócios. A palestra será ministrada pela equipe técnica do BNDES. Para participar, conhecer o programa e o cronograma das apresentações, acesse: http://www.bndes.gov.br/palestras/default.asp. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sérgio Mendonça previu que o ritmo de contratações e a abertura de novos postos de trabalho não se manterá no próximo ano por causa da crise econômica mundial. Segundo ele, a previsão "mais ou menos" segura é de que a economia brasileira vai crescer menos em 2009, "com diversos efeitos que devem culminar em um crescimento de 3,5%".

     

    "Esse ano é possível que nós tenhamos dois milhões de novos empregos formais, pelos dados do Ministério do Trabalho, mas dificilmente nós vamos repetir isso. Como se tem anualmente um grupo grande de pessoas que entra no mercado de trabalho, pode ser que o desemprego se estabilize e não continue caindo ou tenha até um ligeiro crescimento na hipótese de um cenário de crescimento de 3,5%", disse ao participar da palestra Crise Econômica e as Perspectivas para os Trabalhadores, organizada pela Força Sindical.

     

    O economista destacou os setores automobilístico, da construção civil e de exportação como os principais afetados pelo desemprego em função da crise mundial. "São setores que dependem do crédito e não vai haver ritmo (de empréstimos), até porque uma parte da população já comprou e está endividada por um período longo", disse.

     

    O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Francisco Fonseca avaliou que em um primeiro momento da crise os trabalhadores sairão perdendo, porque há tendência de diminuição das contratações e aumento de demissões em todos os setores. "Toda vez em que há uma crise no capitalismo, o primeiro que paga essa conta é o trabalhador. Isso é histórico".

     

    O presidente da Força Sindical no estado, Danilo Pereira da Silva, considerou que o momento é de diagnosticar o processo e fazer um trabalho articulado entre as centrais sindicais e levantar propostas para enfrentar a crise. "Mas não no sentido de que o trabalhador venha pagar mais uma vez e sim para que possa melhorar para que o emprego seja garantido e o país continue desenvolvendo como era a meta desse governo", disse.

     

    2008 - Levantamentos feitos pelo Ministério do trabalho e Emprego (MTE) mostram que este ano o país atinge repetidamente recordes na geração de vagas formais.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    Estão abertas até o dia 31 deste mês as inscrições para a Pauta de Exposições na Galeria de Artes do Sesc Arsenal relativas ao próximo ano. O espaço abriga exposições de artes plásticas, performances, instalações e outras experimentações no campo das Artes Visuais. Possui uma área de 140m2, medindo 20 x 7m, com espaço climatizado que conta com dois monitores em sistema de revezamento. Está aberta à visitação de terça à sexta-feira das 14h às 21h, sábados, domingos e feriados das 16h às 20h, com entrada franca.

     

    Os artistas interessados deverão enviar suas propostas para serem avaliadas pela Comissão Técnica de Programação Cultural do Sesc. Para isso devem apresentar portfolio com projeto da exposição pretendida (ilustrado com fotografias coloridas das obras); documentação sobre a obra (catálogos, textos críticos ou impressos) e currículo.

     

    O material deverá ser entregue na secretaria do Sesc Arsenal ou enviados pelo correio até o dia 31 de outubro. Vale lembrar que o artista que já utilizou o espaço da Galeria de Artes com mostra individual ou coletiva deverá aguardar por um intervalo mínimo de dois anos para nova exposição.

     

    A seleção será feita por uma comissão especialmente designada para este fim composta por três integrantes. Ela irá analisar as propostas, definir quais atendem as exigências do edital e elaborar o cronograma de exposições no período compreendido entre abril de 2009 a março de 2010.

     

    No caso da seleção os artistas residentes em Cuiabá e Várzea Grande, deverão entregar suas obras pessoalmente ou por meio de representantes legais, ficando o mesmo responsável pela retirada do material ao fim da exposição.

     

    Já os artistas residentes fora dos municípios de Cuiabá e Várzea Grande poderão remeter suas obras via correio ou transportadoras, com embalagens adequadas, endereço para devolução e recibo de depósito ou pagamento do mesmo valor do envio, para que o Sesc possa reenviar as obras ao remetente.

     

    No caso de instalação ou trabalho de montagem complexa é necessário especificar informações de manuseio e montagem. A comercialização das obras será de responsabilidade direta do artista ou por quem for por ele designado legalmente.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    27-10-2008 | 11:10
    A Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza, no próximo dia 8, a 10ª edição da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele que tem como propósito, a longo prazo, diminuir o número de casos da doença no Brasil. Em Mato Grosso, cerca de 50 dermatologistas farão o atendimento em postos distribuídos em seis municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Sinop, Tangará da Serra e Primavera do Leste.

    Segundo o dermatologista e coordenador da campanha, Roque Rafael de Oliveira Neto, o número de atendimento deverá ser maior do que na campanha do último ano (cerca de 300). Em todo o Brasil, foram mais de 30 mil atendimentos.

    Segundo Neto, desses atendimentos feitos na campanha no Estado, 65% eram mulheres e 35% homens. “Por uma tradição cultural, a mulher ainda é a que mais procura por orientação médica”, avalia.

    No dia da campanha, o objetivo conforme o coordenador, será realizar um diagnóstico precoce da população. Serão oferecidos exames completos da pele e orientações sobre os cuidados com a exposição solar, prevenção e descoberta da doença serão repassadas a todos os participantes.

    De acordo com o coordenador da campanha, a alta incidência do câncer de pele vem se mantendo devido à falta de cuidados dos adultos de hoje, durante a infância e a juventude. “A expectativa é de que esse quadro mude em cerca de 30 anos, quando os jovens, que atualmente se protegem do sol, estiverem com idade mais avançada, já que os efeitos nocivos do sol ocorrem de forma acumulativa”, avalia. (DC)

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    27-10-2008 | 11:10
    As empresas brasileiras com ações em Bolsa deverão destinar cerca de 70% de seus ganhos para cobrir despesas financeiras com juros e variação cambial no terceiro trimestre de 2008, segundo estudo da consultoria Economática, informa o repórter Toni Sciarretta, em matéria publicada na Folha (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

    Esse cenário poderá acarretar corte de custos e menos investimentos, o que comprometerá o crescimento econômico. Estima-se que as dívidas das empresas em moeda estrangeira estejam hoje na casa dos US$ 60 bilhões.

    Com a alta de 20% da moeda americana no terceiro trimestre, a expectativa é que as despesas com juros e câmbio batam facilmente em R$ 17,067 bilhões, montante que deve consumir 71% do lucro operacional das empresas abertas.

    A Economática analisou dados de 241 empresas, excluindo Vale e Petrobras, nos últimos nove trimestres.

    BNDES

    Na última sexta-feira, durante uma palestra no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Ele explicou que o processo está em discussão e será feito em conjunto com outros bancos.

    "É uma parte de empresas exportadoras, que tinham gestão financeira mais sofisticada que entraram nesse tipo de derivativo. É um conjunto limitado e é um processo que está em curso. A grande maioria está renegociando com a própria rede bancária condições para solucionar isso", afirmou.

    Coutinho explicou que o BNDES vai avaliar caso a caso e acrescentou que o setor bancário privado está disposto a refinanciar as perdas dessas empresas e "diluir isso na frente". "Uma vez que isso seja solucionado vai desaparecer um elemento de incerteza que tem travado um pouco o processo de concessão de crédito dentro do sistema bancário", completou.

    Empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim anunciaram perdas na casa dos R$ 5 bilhões com as chamadas operações de "hedge" (proteção) cambial. O governo, porém, já estimou em torno de 200 as empresas que podem estar expostas a este tipo de ativo.

    Açúcar e álcool

    Neste sábado, o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, afirmou que metade das usinas de álcool e açúcar que estavam previstas para entrar em funcionamento nesta safra no centro-sul do país teve seus projetos adiados ou o ritmo das obras desacelerado em razão da crise de crédito que atinge a economia.

    O secretário acredita que a onda de fusões e aquisições entre usinas em São Paulo deve ser ampliada nos próximos anos, como forma de sobrevivência das empresas.

    "Há uma tendência de as usinas pequenas serem incorporadas. Era um processo de consolidação que iria ocorrer nos próximos anos. Isso vai ser acelerado. Provavelmente, se a crise continuar por um período mais longo, algumas usinas farão a safra de maneira diferente, vão se buscar, se juntar", disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    27-10-2008 | 11:10
    Analistas de mercado reduziram mais uma vez a projeção para o crescimento da economia no próximo ano. A informação consta do Boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em consulta a instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.

     

    A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 passou de 3,35% para 3,10%, com registro de redução pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, a projeção era de 3,55%.

     

    Essa estimativa reflete a expectativa de mercado de que o agravamento da crise financeira internacional em meados de setembro gere maiores efeitos no crescimento econômico brasileiro em 2009. Para este ano, os analistas fizeram um leve aumento na projeção, de 5,22% para 5,23%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,18%.

    A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 4,45% para 5,50% em 2008. Para o próximo ano, é mantida a projeção de 4%, há quatro semanas.

     

    Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público em 40% do PIB, ante a expectativa anterior de 40,45%. Para 2009, a estimativa passou de 38,90% para 39%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade de o Brasil honrar seus compromissos.

     

    A estimativa para o para o déficit de US$ 29 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008 é mantida há três semanas, mas foi alterado o resultado negativo de 2009 de US$ 33,23 bilhões para US$ 33,20 bilhões.

     

    Quanto ao superávit comercial (saldo positivo das exportações menos as importações), a expectativa para 2008 foi mantida em US$ 24 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 12,70 bilhões para US$ 12,50 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto neste ano é mantida, há cinco semanas, em US$ 35 bilhões e a expectativa para 2009, em US$ 30 bilhões, há quatro semanas.

     

    Fonte: Mídia News
    27-10-2008 | 11:10
    O mercado brasileiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve em 0,25% da taxa básica de juro do País nesta semana.

     

    De acordo com pesquisa feita pelo próprio BC, divulgada nesta segunda-feira, os analistas consultados projetam que a taxa Selic será elevada para 14% na próxima quarta-feira. Para dezembro, a projeção é de um novo aumento de 0,25%. No levantamento anterior, a estimativa do mercado era que a Selic encerraria o ano em 14,50%.

     

    Para 2009 os cálculos mantêm a indicação de que o juro básico brasileiro estará em 13,50% em dezembro.

     

    Em termos de inflação, os analistas consultados elevaram suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 e 2009.

     

    Para este ano, a estimativa é de uma inflação de 6,29%, ante 6,23% na pesquisa anterior. Para o próximo ano, a projeção é de uma alta de 5% do IPCA, ante 4,90% no levantamento passado.

     

    Fonte: Mídia News
    25-10-2008 | 11:10
    O Presidente do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon-MT), Senhor Luiz Carlos Richter Fernandes, convida a todos os associados a participarem do encontro onde serão tratados, entre outros assuntos, ICMS e obras, a realizar-se no auditório da FIEMT - João Nicolau Petroni-  no dia 27/10, (segunda-feira) às 08:30.

     

    A reunião contará com a presença dos Senhores Eder de Moraes, Secretário de Fazenda, Vilceu Francisco Marchetti, Secretário de Infra-Estrutura e Luis Antônio Pagot, Diretor Geral do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.

     

     

    Da Assessoria
    25-10-2008 | 10:10
    Brasília - As vendas no varejo de material de construção cresceram 11% no acumulado dos últimos 12 meses, sem ainda os efeitos da retração da economia mundial. A informação foi dada hoje (24) pelo presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. O setor da construção civil  possui  uma participação equivalente a  13% no Produto Interno Bruto(PIB), dos quais 4% corresponde a venda de materiais de construção.

    Claúdio Conz disse que é de este canal de comercialização do material de construção corresponde a 67% das venda do setor . A comercialização  em grande escala, para construtoras, que corresponde a 23% do total, deve passar por um período de acomodação nos próximos 15 dias. “Estamos aguardando um pouco esse momento, porque está havendo um replanejamento deles [construtoras] em relação ao financiamento”, disse ele. Para Conz, a baixa nas vendas para construtoras permitirá, entretanto, que o material seja ofertado para o consumidor, de modo que não falte nenhum produto no mercado e os preços não aumentem. “Tivemos, nos últimos três meses, sérios problemas de fornecimento de cimento, principalmente em áreas em que a logística era mais difícil”, lembrou Conz. Ele destacou os investimentos feitos pela indústria brasileira de cimento, mas observou que os efeitos de tais aplicações só deverão ser sentidos a partir do segundo semestre do próximo ano. “Acho que terminaremos o ano com crescimento na casa de 10,5%, o que é um excelente resultado. E dificilmente não vamos crescer o dobro do PIB [Produto Interno Bruto] no ano que vem.”

     

    O empresário ressaltou também que as indústrias estão investindo agora para ter resultados até a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. “Quem olha pra 2014, vê que a copa é tijolo e cimento”, afirmou.

     

    Conz, que também faz parte do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o único gargalo do setor da construção  está na falta de mão-de-obra qualificada. Para isso, cerca de 150 mil pessoas que estão no Bolsa Família, vão ser qualificadas pelo Ministério do Trabalho para trabalhar na construção civil.  

     

    Fonte: Agência Brasil
    25-10-2008 | 10:10
    O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sérgio Mendonça previu hoje (24) que o ritmo de contratações e a abertura de novos postos de trabalho não se manterá no próximo ano por causa da crise econômica mundial. Segundo ele, a previsão “mais ou menos” segura é de que a economia brasileira vai crescer menos em 2009, “com diversos efeitos que devem culminar em um crescimento de 3,5%”.

    “Esse ano é possível que nós tenhamos dois milhões de novos empregos formais, pelos dados do Ministério do Trabalho, mas dificilmente nós vamos repetir isso. Como se tem anualmente um grupo grande de pessoas que entra no mercado de trabalho, pode ser que o desemprego se estabilize e não continue caindo ou tenha até um ligeiro crescimento na hipótese de um cenário de crescimento de 3,5%”, disse ao participar da palestra Crise Econômica e as Perspectivas para os Trabalhadores, organizada pela Força Sindical.

    O economista destacou os setores automobilístico, da construção civil e de exportação como os principais afetados pelo desemprego em função da crise mundial. “São setores que dependem do crédito e não vai haver ritmo [de empréstimos], até porque uma parte da população já comprou e está endividada por um período longo”, disse.

    O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Francisco Fonseca avaliou que em um primeiro momento da crise os trabalhadores sairão perdendo, porque há tendência de diminuição das contratações e aumento de demissões em todos os setores.

    “Toda vez em que há uma crise no capitalismo, o primeiro que paga essa conta é o trabalhador. Isso é histórico”, afirmou.

    O presidente da Força Sindical no estado, Danilo Pereira da Silva, considerou que o momento é de diagnosticar o processo e fazer um trabalho articulado entre as centrais sindicais e levantar propostas para enfrentar a crise. “Mas não no sentido de que o trabalhador venha pagar mais uma vez e sim para que possa melhorar para que o emprego seja garantido e o país continue desenvolvendo como era a meta desse governo”, disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social pediu hoje (24) a redução das taxas de juros e também sugeriu a criação de um fundo para manutenção de créditos e garantia de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    De acordo com o conselheiro e presidente da Associação das Indústrias de Base e Infra-Estrutura, Paulo Godoy, com o aumento do custo do crédito, decorrente da crise econômica, não é necessário manter o aumento das taxas de juros. “Isso já serve para substituir a alta dos juros. Acreditamos que nesse momento era necessário interromper essa alta”.

    O conselheiro Germano Rigotto também falou da necessidade de reduzir os juros. Segundo ele, não há mais expectativa de alta da inflação como antes. “Tem que haver a partir da reunião do Copom, na próxima semana o fim do aumento da taxa Selic. Hoje a situação é diferente, porque havia uma perspectiva de inflação e desaceleração econômica”. Hoje a taxa está em 13,75% ao ano.

    Sobre a sugestão de criação do fundo para assegurar as obras do PAC, Godoy explicou que os recursos seriam R$ 10 bilhões, e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica gerenciariam a verba.


    “O que precisamos é restabeler um crédito complementar que auxilie a estrutura de financiamentos de longo prazo”. Godoy disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai estudar a proposta.

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O aniversário dos 79 anos da quebra da Bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929, foi relembrado ontem no mercado financeiro não apenas como um fato histórico, considerando o pânico que se abateu sobre os negócios já no começo do dia. Enquanto as bolsas na Ásia caiam até 9%, os índices futuros das bolsas americanas desabavam e chegaram a ser paralisados, pela primeira vez em cinco anos.

     

    Durante o dia, notícias negativas sobre o balanço de empresas e a queda de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Reino Unido no terceiro trimestre, derrubaram as bolsas e o preço de commodities e elevaram o dólar no Brasil, apesar da atuação do Banco Central (BC).

     

    O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou em queda de 6,91%, aos 31.481,55 pontos, no menor nível desde o dia 25 de novembro de 2005. Durante o dia, chegou a cair 8,96%. No ano, o Ibovespa já acumula perda de 50,7%.

     

    O dólar pronto subiu 0,95%, cotado a R$ 2,327 e na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e no balcão, mesmo depois de o BC realizar quatro leilões no mercado cambial -dois de swap e dois de venda - e pode ter vendido um total de cerca de US$ 2,717 bilhões.

     

    Logo no início do dia, a moeda chegou a subir 3,90%, a R$ 2,395. Na Ásia, todas as bolsas regionais fecharam no território negativo. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 despencou 9,6%, para o seu menor nível desde abril de 2003, aos 7.649,08 pontos. Na Europa, o clima não foi diferente. O londrino FTSE 100 caiu 5%, o DAX, de Frankfurt, perdeu 4,96%; e, em Paris, o CAC-40 cedeu 3,55%.

     

    Em Wall Street, pela primeira vez em pelo menos cinco anos, os índices futuros de ações tiveram suas operações interrompidas após atingirem o limite diário de queda. A paralisação ocorreu logo cedo, por volta das 8h (de Brasília), com o Nasdaq em baixa de 6,76% e o S&P-500 em queda de 6,56%. O Dow Jones futuro foi congelado em queda de 6,3%. No fechamento do dia, no mercado à vista, o Dow registrou queda de 3,59%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Um "entendimento nacional" entre governo, Congresso, empresariado, trabalhadores e organizações sociais para enfrentar no Brasil os efeitos da crise financeira internacional e proteger o desenvolvimento econômico é a principal proposta dos integrantes do comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     

    Um documento entregue ontem a Lula pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e pelo seis integrantes do comitê gestor do CDES, em reunião no Palácio do Planalto, propõe freada imediata no aumento das taxas de juros e restabelecimento do crédito, entre outras medidas.

     

    A assessoria de imprensa de José Múcio, que é secretário-executivo do CDES, informou nesta manhã que participam do encontro os conselheiros Antoninho Trevisan (empresário), Clemente Ganz Lúcio ( diretor do Departamento de Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - Dieese), Germano Rigotto (ex-governador do Rio Grande do Sul), José Feijóo (líder sindical), Paulo Godoy (líder empresarial) e Zilda Arns (coordenadora da Pastoral da Criança).

     

    No documento que será entregue ao presidente, conselheiros do CDES recomendam, segundo a assessoria de Múcio: 1) ação intensiva do Banco Central para estabilizar o câmbio; 2) restabelecimento do crédito para atividades produtivas; 3) suspensão do processo de aumento das taxas de juros; e 4) manutenção de investimentos públicos para preservar programas sociais e planos de infra-estrutura e desenvolvimento, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

     

    Os conselheiros afirmam, no documento, que a suspensão do processo de aumento da taxa de juros (taxa Selic) precisa ser feita a partir da próxima reunião do Copom, nos dias 28 e 29.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Ainda não é o fim da festa, mas os brigadeiros em cima da mesa podem estar escasseando. Em 2007, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu quase 100% frente ao ano anterior, levando o setor à sua maior expansão em décadas. Agora, a crise financeira mundial ameaça transformar esses bons ventos em brisa.

    O responsável pela piora no cenário é o aperto no crédito que o país tem começado a sentir: com o dinheiro em falta lá fora, os bancos tendem a proteger mais seus próprios recursos.

    Nessa tendência, três grandes bancos brasileiros aumentaram no início do mês a taxa de juros para o financiamento da casa própria. O Bradesco mudou a taxa de 9% para 10,5% ao ano para imóveis até R$ 120 mil. O Itaú reajustou o teto dos juros cobrados para 12%. No Unibanco, a taxa passou de 11% para 12%.

    "Isso é o teto. Se o banco fazia (o financiamento) a 9%, não quer dizer que vai fazer a 12%, mas que se sente livre para variar mais as taxas. Agora eles vão estudar muito bem quem são os tomadores de crédito e dar taxas melhores àqueles clientes em que têm mais confiança", diz João Crestana, Secovi-SP, sindicato do setor imobiliário.

    Para o consumidor, a mudança se traduz em mais gastos. Em um financiamento em 20 anos, o preço final do imóvel pode ficar até 29% mais caro, segundo um levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

    Segundo o autor do estudo, Miguel de Oliveira, antes da alta dos juros o consumidor pagava por um imóvel de R$ 120 mil, em média, 240 prestações de R$ 966,74, em um total de R$ 232.017,60. Agora, o valor final soma R$ 299.455,20.

    "Com o aumento dos juros, você afeta a prestação. E a prestação aumentando, começa a criar problemas no bolso de uma fatia dos potenciais compradores. Em determinado segmento, pode até inviabilizar a compra", avalia Luiz Paulo Pompéia, presidente da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

    Embora seja reflexo da crise no exterior, a restrição do crédito no Brasil tem natureza diferente da que ocorre lá fora. Nos Estados Unidos e na Europa, os bancos vêm sofrendo prejuízos enormes, que têm origem no não pagamento de hipotecas imobiliárias. Sem recursos, o crédito some.

    Já os bancos brasileiros estão em situação diferente: sem créditos podres em carteira, gozam de boa saúde financeira. Ocorre que muitos deles se financiam com recursos do exterior – e com o dinheiro lá fora escasso, evitam correr riscos, já que não teriam a quem recorrer em caso de problemas.

    Essa restrição de crédito também afeta as construtoras. "Os bancos estão pedindo mais garantias e vão injetar menos dinheiro no setor. Alguns segmentos podem sentir, por não conseguirem produzir com um custo tão elevado. O reflexo é que alguns empreendedores vão reduzir seu ritmo de lançamentos. Não há uma suspensão, mas uma redução do ritmo alucinado de montagem de estandes de venda que era no passado", diz Pompéia, da Embraesp.

    "É a hora da seletividade. Em vez de fazer 20 empreendimentos, (a empresa) vai fazer 16, e quatro vai deixar na gaveta para 2010, 2011", acrescenta Crestana, do Secovi.

    As construtoras e incorporadoras também estão entre as que mais sofrem com o "tombo" das bolsas de valores nas últimas semanas. De olho nos problemas do setor, o governo federal autorizou, nesta semana, a Caixa Econômica Federal a comprar participação acionária em construtoras.

    Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é evitar que haja uma interrupção dos projetos por falta de recursos. "É uma resposta para dar continuidade aos projetos de construção habitacional", disse ele. 

    Para o consumidor, a recomendação dos especialistas é redobrar a prudência na hora da compra. Embora alguns bancos tenham elevado as taxas de juros, outros ainda mantêm a cobrança no mesmo patamar.

    "Quem pretende financiar um imóvel pode procurar um dos bancos em que é cliente e negociar para manter a taxa. Para quem é bom cliente, o banco pode manter (a taxa antiga)", diz Crestana. "Mas o comprador vai ser um pouco mais cauteloso agora, vai selecionar os melhores juros, não vai querer comprometer tanto da renda."

    "A recomendação é prudência, paciência e pechinchar muito. E, se puder esperar, para evitar riscos desnecessários. Eu acredito que em três ou quatro meses já vamos estar com uma situação mais estável, mais clara", afirma Pompéia.

    Para uma fatia dos compradores, no entanto, a recomendação do presidente da Embraesp é diferente: "Quem tem aqueles contratos já prontos, com a situação de antes da crise, é bom aproveitar. Porque dificilmente voltaremos a uma situação tão privilegiada quanto a de seis meses atrás."

     

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta sexta-feira que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Sem dar muitos detalhes, Coutinho explicou que o processo está em discussão e será feito em conjunto com outros bancos.

    "É uma parte de empresas exportadoras, que tinham gestão financeira mais sofisticada que entraram nesse tipo de derivativo. É um conjunto limitado e é um processo que está em curso. A grande maioria está renegociando com a própria rede bancária condições para solucionar isso", afirmou.

    O executivo destacou que o BNDES vai avaliar caso a caso. Ele acrescentou que o setor bancário privado está disposto a refinanciar as perdas dessas empresas e "diluir isso na frente". O BNDES, segundo ele, atuaria de forma complementar.

    "Uma vez que isso seja solucionado vai desaparecer um elemento de incerteza que tem travado um pouco o processo de concessão de crédito dentro do sistema bancário. E nós estamos trabalhando intensamente para acelerar a solução desses casos. E conseguiremos fazer isso de maneira muito bem sucedida", completou.

     

    Fonte: Mídia News
    25-10-2008 | 10:10

    O agravamento da crise financeira aumentou as incertezas dos empresários e pode interromper o ciclo de expansão do emprego na indústria, que já dura sete trimestres consecutivos. Além disso, a possibilidade de uma retração nas demandas interna e externa deve levar o setor a reduzir a compra de matérias-primas.

     

    Esse cenário para os próximos seis meses foi traçado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Sondagem Industrial do terceiro trimestre de 2008, divulgada ontem. Os empresários também se mostraram pessimistas quanto à evolução das exportações. Pelo sétimo trimestre consecutivo, a indústria espera queda nas vendas externas, apesar da valorização do dólar frente ao real. "O câmbio pode até estar atrativo, mas não tem negócio", afirmou o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco.

     

    A sondagem revelou também que os estoques aumentaram de forma mais intensa do que o planejado, principalmente nas grandes empresas. A redução do crédito também já atingiu a indústria. O problema de capital de giro ganhou importância entre as médias e grandes empresas.

     

    No caso das grandes empresas, 14,6% dos entrevistados apontaram a falta de capital de giro como um problema enfrentado pela indústria, no terceiro trimestre. No segundo trimestre, esse porcentual era de 8% entre as empresas de grande porte.

     

    Nas médias empresas, o aperto é maior. O porcentual passou de 15,2% para 21,2%. Com isso, a falta de capital de giro subiu para sexto lugar no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria no País.

     

    Pela primeira vez na série histórica da Sondagem Industrial, iniciada em 1999, as grandes empresas registraram mais dificuldade de acesso ao crédito do que as pequenas empresas. Segundo a CNI, esse resultado é reflexo da redução das linhas de crédito internacionais, que são mais acessadas pelas médias e grandes empresas.

     

    A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 20 de outubro, com 1.443 empresas. Portanto, já abrangeu o momento mais crítico da crise a partir de 15 de setembro.

     

    Segundo a CNI, as grandes empresas já haviam sinalizado dificuldades no acesso ao crédito na sondagem do segundo trimestre, mas ainda não era possível avaliar claramente se eram reflexos da crise.

     

    Apenas dois setores não consideraram o acesso ao crédito difícil: máquinas e materiais elétricos e refino de petróleo. Castelo Branco acredita que a desaceleração da atividade econômica deve ser mais visível em no próximo ano, quando deve ser sentido o impacto do aumento dos juros e da redução dos prazos de financiamento.

     

    "Para nós, será uma perda de ritmo, mas não se pode falar em recessão. Vamos nos ajustar num patamar mais baixo do que os 5% ou 6% que estávamos crescendo", afirmou. O economista-chefe da CNI ainda lembrou que a atividade industrial continuou aquecida no terceiro trimestre, com aumento da produção, do emprego e da utilização da capacidade instalada.

     

     

    Fonte: NTC e logística
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