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Sábado, 19 de Agosto de 2017
NOTÍCIAS
    07-11-2008 | 11:11
    A fusão Itaú-Unibanco, além de gerar o maior banco brasileiro, superando até o oficial Banco do Brasil, que luta internamente para se safar das ingerências político-governamentais, deflagrou o saudável processo de modernização no setor financeiro. Outras instituições já se preparam para reagir à meganegociação dos Setubal e Moreira Salles, para também continuarem competitivas. E fazem isso diante dos bancos internacionais que já chegaram ao mercado local.

     

    O processo - que deverá se estender também a outros setores da economia - segue a uma tendência mundial e demonstra a maturidade do empresariado nacional que, mesmo diante da crise mundial anunciada em prosa e verso e explicitada no comportamento do câmbio e das bolsas de valores, ousa empreender e modernizar seus negócios. Espera-se que o governo, cuja participação mais significativa na economia tem sido a cobrança de altos impostos e a prática de uma política de juros elevados, faça pelo menos a sua parte e conduza a política econômica oficial de forma a apoiar a iniciativa privada e a deixá-la trabalhar e cumprir sua vocação de alavancagem ao desenvolvimento nacional.

     

    Com todas as dificuldades e incertezas econômicas pré e pós-Real, o empresariado brasileiro nunca deixou de investir e fortalecer seus negócios. Desde a abolição da escravatura, há 130 anos, passando pela profissionalização da agricultura, instalação da indústria extrativista, de bens de consumo e de alta tecnologia, podemos identificar uma grande caminhada em que os brasileiros conseguiram inserir nosso país no mercado internacional. Hoje temos as mais importantes construtoras atuando mundo afora, a indústria automobilística que disputa mercado com os tradicionais centros do ramo, a grande e controversa indústria energética (petróleo, etanol e biodiesel) e os nossos empresários do setor financeiro preparam-se para a grande arrancada internacional, movidos pelas oportunidades da globalização.

     

    É comum dizer que o Brasil caminha para um grande futuro, independentemente de quem esteja no governo. A prática e o desencanto gerado por atitudes dos governantes e seus circundantes muitas vezes levam a esse raciocínio pessimista. A classe política precisa adotar medidas concretas para provar que essa "verdade popular" não chega a ser uma verdade.

     

    Se, de um lado, temos uma importante economia gerada e administrada pelo mundo dos negócios, é bem verdade que possuímos uma dívida social astronômica com a própria população. Um país com todo esse desempenho econômico não pode continuar assistindo passivamente a seus cidadãos morrerem sem atendimento nas portas dos hospitais, escolares diplomados sem saber ler e escrever, o desemprego em altos níveis e a segurança pública perdendo terreno para o crime organizado.

     

    Precisamos encontrar um meio de, também, fundir a competência e as virtudes do meio empresarial com a inoperância e a falta de ação do setor público para, dessa fusão, se possível, sacar a grande nação que sempre sonhamos.

     

    Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente do e diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo. E-mail: aspomilpm@terra.com.br

     

    Fonte: Gazeta Digital

     

    07-11-2008 | 11:11
    A ExpoBrasil 2008 abre os seus trabalhos sob o signo da crise da globalização. Entre incredulidade de uns e pânico de outros, um sistema desmorona. Um ministro chinês comenta que "os professores têm alguns problemas". Em Wall St., populares ostentam um apelo significativo para os que lembram de 1929, quando executivos se suicidavam lançando-se do alto dos prédios: portam cartazes exortando-os a pular. Torna-se óbvio que estamos frente a um Bretton Woods II, ou seja, frente à reformulação geral do sistema planetário de regulação econômica e financeira.

     

    O epicentro da crise está sem dúvida nos Estados Unidos. O governo tem uma dívida de 10 trilhões de dólares, resultado previsível de uma direita que quis ao mesmo tempo reduzir os impostos e abrir frentes de guerra. O país importa quase um trilhão a mais do que exporta, ou seja, vive do consumo de bens produzidos em outros países, acumulando um gigantesco déficit de balança comercial. A população, que ostenta uma média de 8 cartões por pessoa, gasta 36% da sua renda com juros, e está atolada. Este é o pano de fundo sobre o qual as grandes instituições de intermediação financeira se permitem lançar movimentos especulativos com dinheiro que não possuem. Não é, como bem escreve Herman Daly, falta de liquidez, é excesso de liquidez podre, sem nenhuma base de economia real.

     

    Porque isso é importante para o desenvolvimento local? Simplesmente porque já não há ilhas no planeta (salvo, é claro, os paraísos fiscais), e todos iremos sofrer as consequências. Em rodadas de discussões que temos tido com os novos prefeitos eleitos, a preocupação com a situação financeira internacional apareceu regularmente. Há municípios profundamente dependentes de um só produto de exportação: é natural que se preocupem, pois a desorganização financeira mundial está desorganizando as próprias atividades produtivas, reduzindo a dinâmica das exportações. É o momento sem dúvida de buscar diversificar o perfil de produção.

     

    Mas a crise que ameaça os processos produtivos em muitos municípios também se dá no contexto dos quase seis anos de governo Lula, em que houve um amplo esforço de ampliação do mercado interno. As contas são simples: O aumento de empregos foi da ordem de 10 milhões, o poder de compra do salário mínimo subiu mais de 30%, o que atinge dezenas de milhões de pessoas com baixos salários, e cerca de 16 milhões de pequenas aposentadorias reajustadas pelo mínimo. Quase 95% dos reajustes salariais têm sido acima da inflação, representando ganhos reais. Somem-se 45 milhões de pessoas no programa Bolsa Família, e os recentes dados da Pnad sobre a migração de milhões de pessoas das classes D e E para a classe C ficam perfeitamente compreensíveis. Em outros termos, houve uma "interiorização" do processo de desenvolvimento, o que reduziu fortemente a vulnerabilidade externa.

     

    O desenvolvimento local tem de buscar assim transformar a crise em oportunidade, conforme me sugeria recentemente Ignacy Sachs. A forma mais evidente de se escapar das turbulências externas, é aproveitar a tendência de expansão do mercado interno. O Brasil, com a imensa concentração de renda herdada, apesar dos avanços recentes, tem um grande horizonte de consumo reprimido, e se trata de bens cuja tecnologia dominamos, e temos capacidade instalada (e ociosidade) suficientes para responder rapidamente a esta demanda. E com o volume do crédito no país em torno de 39% do PIB, temos muito espaço para expansão, tanto por volume como por redução dos juros médios ao tomador, hoje escandalosos.

     

    O que isto implica para o desenvolvimento local, portanto, é aproveitar a onda das políticas governamentais de um lado inclusive com o potencial que representa o recente programa Territórios da Cidadania e a ameaça da crise por outro, para buscar uma dinâmica de desenvolvimento cujo eixo é bastante evidente: expandir as políticas distributivas, aprofundar o mercado interno, permitindo que as pessoas da base da pirâmide tenham acesso a bens que lhes são necessários, e dinamizando ao mesmo tempo a conjuntura para ajudar as empresas. As soluções do global nem sempre estão lá em cima.

     

    Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e

    Estatística de Varsóvia, professor titular da PUC de São Paulo e consultor de diversas agências das Nações Unidas

     

    Fonte: Gazeta Digital
    07-11-2008 | 11:11
    A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, divulgada nesta quinta-feira, afirma que os diretores do Banco Central (BC) entendem que "a consolidação de condições financeiras mais restritivas poderia ampliar os efeitos da política monetária sobre a demanda e, ao longo do tempo, sobre a inflação."

     

    No encontro que aconteceu no dia 28 e 29 de outubro, o comitê decidiu, por unanimidade, interromper o ciclo de aperto monetário, mantendo os juros básicos em 13,75% ao ano.

     

    No mesmo trecho do documento, os membros do Copom sinalizam que a volta do aperto monetário não está descartada, ao defenderem que a política monetária deve atuar "na medida em que o balanço de riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, por meio do ajuste da taxa básica de juros, ainda que não necessariamente de forma contínua."

     

    No texto, os diretores afirmam que a atuação da autoridade monetária ainda pode ser necessária para reduzir eventuais descompassos entre demanda e oferta e para evitar que pressões isoladas sobre os índices de preços levem à deterioração das expectativas para a inflação.

     

    Os diretores declaram que, diante dos sinais de aquecimento da economia, no que se refere ao mercado de trabalho, utilização da capacidade da indústria e expectativas de inflação, "continuam sendo relevantes os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual o IPCA voltaria a evoluir de forma consistente com a trajetória das metas. Nesse trecho, os diretores admitem que o cenário desfavorável para a inflação ainda se manifesta nas projeções do mercado.

     

    Como nos documentos anteriores, o texto reafirma que "a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada continua representando risco para a dinâmica inflacionária."

     

    O texto diz ainda que a trajetória esperada dos gastos domésticos em consumo e investimentos tornou-se mais incerta.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11

    O custo médio da construção civil em Mato Grosso registrou alta de 12,1% em outubro deste ano na comparação com a igual intervalo do ano passado. No mês passado, o valor cobrado pelo metro quadrado era de R$ 645,16 ante os R$ 575,39 do décimo mês de 2007. No Brasil, o reajuste foi de 11,5%. No ano passado foram cobrados R$ 598,27 (pelo metro quadrado) e este ano subiu para R$ 667,21. Os custos na construção vem registrando alta ao longo do ano, motivado pelo incremento no preço de alguns produtos, como cimento e aço.Em percentual, a elevação verificada no Estado foi maior que a praticada na região

     

    Centro-Oeste e superior até mesmo à variação valor nacional. Porém, em valor monetário, o maior preço cobrado no mês passado foi no Distrito Federal, onde o metro quadrado teve um custo de R$ 690,92 o que equivale a um aumento de 11% em relação aos R$ 622,42 do ano anterior. Os dados fazem parte Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-MT), Luiz Carlos Richter Fernandes, afirma que ao longo deste ano os preços da construção civil foram majorados. Segundo ele, o principal fator para o incremento foi o boom da construção no país, que necessitou de mais produtos e a oferta que não era suficiente para atender a demanda. "Alguns produtos subiram mais que os outros, mas tudo foi em função do crescimento da construção, o que gerou impacto nos custos", diz o presidente ao considerar que até o final do ano é que os preços não sofram nova alta, já que não há indicativo para elevação.

     

    Já o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac-MT), Wenceslau Souza Júnior, afirma que vários produtos sofreram reajuste este ano, sendo que o aço teve o maior percentual de aumento, chegando a 58%. Além deste, outros como o cimento e a cerâmica (tijolos e telhas) tiveram o preço aumentado em 30% em relação ao ano passado. Na avaliação dele, todos estes fatores fizeram com que os custos da construção fossem elevados. "Os itens produzidos no Estado, como a cerâmica foram elevados por causa do aumento no frete, que foi acarretado pela alta no preço do diesel".

     

    Fernandes acrescenta ainda que os preços devem permanecer estáveis e até mesmo reduzir até o final de 2008 e explica que a possibilidade está pautada no período chuvoso, o que conforme ele naturalmente reduz o ritmo da construção civil. Outro motivo apontado por ele é a crise financeira internacional, que foi como "um balde de água fria no segmento" que estava com ritmo acelerado.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11
    Considerado como um dos vilões da cesta básica da construção, o aço foi o produto que mais assustou os consumidores ao longo dos 10 primeiros meses deste ano. O presidente da Acomac, Wenceslau Souza Júnior, afirma que a expectativa é que em 2009 o preço se estabilize e até mesmo reduza em função da retração nas exportações, que ocasionada pela crise financeira mundial que se alastrou pelo mundo. "Esperamos uma estabilidade, mas ela só deve vir a partir de janeiro e o que era destinado ao mercado externo tende a ficar no país, provocando uma

    baixa nos preços".

     

    Contrário à previsão da associação, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Metal Mecânica de Mato Grosso (Sindimec-MT), Fernando Kuzai, afirma que a tendência não é que os preços registrem queda, já que a exploração e comercialização do produto no Brasil é controlado por duas grandes empresas. Com isso, segundo ele, não há competitividade nos preços e por isso os valores não sofrem alteração, independentemente da oferta e demanda pela mercadoria.

     

    "Vivemos em um país em que há um monopólio para produção e venda do aço E mesmo que a demanda seja reduzida não haverá baixa nos preços", diz o presidente ao afirmar que o percentual de elevação registrado este ano chegou a 60% em relação ao ano passado. A elevação não foi feita de uma só vez, mas de forma gradativa ao longo dos 10 meses de 2008.

     

    Souza Júnior considera ainda que não é somente a barra de aço propriamente dita que teve elevação nos preços. Ele diz que os derivados, como esquadrias metálicas (portas e janelas), ferramentas e outros subprodutos aumentaram, gerando incremento nos custos da construção, mas que isso não vai impedir as pessoas de concluírem os projetos já em andamento este ano. (FR)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11
    O aumento no custo da construção civil em Mato Grosso foi motivado também pela valorização da mão-de-obra. Apesar de não saber revelar a proporção em que ela ocorre no custo total, o presidente do Sinduscon-MT, Luiz Carlos Richter Fernandes, afirma que o valor cobrado pelo trabalhador também está embutido no preço do metro quadrado. Ele explica que a elevação na cifra cobrada chega a 30% este ano em relação ao ano passado, e diz que está relacionada à oferta de mão-de-obra no mercado.

     

    Para o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Mato Grosso (Senai-MT), Gilberto Figueiredo, o valor cobrado aumentou porque os trabalhadores passaram a valorizar a qualificação profissional que estão recebendo. "É uma consequência do investimento feito em cursos, pois agrega-se valor à mão-de-obra", diz o diretor ao completar que a Escola Senai da Construção, por exemplo, já formou em todo o Estado cerca de 6,5 mil pessoas este ano nas mais diversas áreas.

     

    Entre os cursos oferecidos estão de pintor, armador de ferros, carpinteiro, aplicador de revestimento cerâmico, assentador de blocos, instalador hidráulico e pedreiro. Figueiredo afirma que muitas pessoas que fazem os cursos oferecidos pela instituição recebem a qualificação pela primeira vez para então ir para o mercado de trabalho buscar uma vaga. Mesmo assim, ele destaca que 80% dos trabalhadores formados começam a trabalhar como autônomos, oferecendo a nova profissão aos moradores do bairro onde mora e até mesmo como prestador de serviço a construtoras. "Antes de trabalhar formalmente, o trabalhador avalia quanto vai entrar no bolso dele e se neste cálculo ele considerar que ganhará mais como autônomo, por um período ele trabalhará por conta própria. O profissional qualificado é melhor remunerado". Até o final do ano, o Senai deve qualificar 9 mil pessoas pela Escola da Construção. Para 2009, a perspectiva é de manter o ritmo.(FR)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11
    O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MT) espera reunir 7 mil pessoas na sétima edição da Expo Brasil Desenvolvimento Local, que será realizada em Cuiabá entre os dias 12 e 14 de novembro. Até ontem já haviam sido recebidas 2,068 mil inscrições via internet. Qualquer pessoa pode participar e a inscrição é gratuita.

     

    O evento acontece no Centro de Eventos do Pantanal e vai reunir representantes de 13 países. Serão 100 estandes, haverá mostra tecnológica social com soluções práticas de baixo custo, artesanato de Mato Grosso, de outros estados do Centro Oeste e ainda de cinco países da América Latina.

     

    Segundo a diretora do Sebrae-MT, Eneida Maria de Oliveira, o objetivo principal não é somente promover as mostras, mas sim possibilitar a troca de experiências. O evento inclui feira, conferência, palestras e oficinas. A intenção da Expo Brasil é apresentar projetos na área de desenvolvimento sustentável.

     

    Conforme o gerente da carteira de agronegócio do Sebrae nacional, Juarez de Paula, a Expo Brasil surgiu em 2002, a partir de uma experiência de moradores de território que se organizaram para reconhecer potencialidades e criar projetos para melhorar a qualidade de vida das pessoas. A experiência se alastrou pelo país por meio da Expo Brasil.

     

    Paula cita como exemplo um caso que será apresentado no evento, da cooperativa Cooperagrepa, composta por pequenos agricultores, situada na região amazônica de Mato Grosso, que engloba 10 municípios. "A cooperativa, que produz alimentos orgânicos, vai mostrar que é possível a agricultura sem agressão ao meio ambiente. É isso que queremos passar, o desenvolvimento sustentável".

     

    Escolha - O gerente da carteira de agronegócio do Sebrae nacional frisa que, ao escolher Mato Grosso para esta edição da Expo Brasi,l a entidade quis dar destaque à sustentabilidade ambiental em um Estado que tem os três biomas, cerrado, Pantanal e Amazônia.

     

    O superintendente do Sebrae-MT, José Guilherme, aponta que Mato Grosso tem inúmeros exemplos de desenvolvimento sustentável, mas que ainda é preciso trabalhar na construção de novos modelos.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11
    O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos teve alta de 15,7% em setembro ante agosto, com saldo de R$ 7,94 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). De janeiro a setembro, o setor faturou R$ 57,93 bilhões, um crescimento de 27,6% sobre os nove primeiros meses de 2007.

     

    Ao longo do ano, a indústria manteve uma média de 25% de alta em seu faturamento. Os segmentos que mais cresceram no período foram máquinas agrícolas (48,7%), bombas e motobombas (35,2%) e bens sob encomenda (27,6%). As maiores quedas foram verificadas no faturamento de máquinas têxteis (-25,2%) e de máquinas gráficas (-26,2%).

     

    As exportações de máquinas e equipamentos aumentaram 89,5% em setembro ante agosto, para US$ 1,863 bilhões. Esse resultado está fortemente relacionado à exportação de uma plataforma de exploração de petróleo FICTA no mês de setembro, para os Estados Unidos, no valor de US$ 862 milhões.

     

    Sem essa plataforma, a exportação teria crescido apenas 1,87% sobre agosto. De janeiro a setembro, as vendas externas da indústria aumentaram 17,9% para US$ 9,3 bilhões. Ao longo do ano, as exportações têm crescido numa média de 15%.

     

    Embora o faturamento e as exportações da indústria de bens de capital ainda não tenham sofrido qualquer impacto da crise do sistema financeiro internacional até setembro, as importações já mostraram um recuo de 9,3% ante agosto, para US$ 2 bilhões.

     

    De acordo com a Abimaq, o setor trabalhou com um dólar valendo, em média, R$ 1,97 em setembro, bem superior aos valores de agosto (R$ 1,61) e de julho (R$ 1,9). Ainda assim, de janeiro a setembro, as importações acumulam alta de 48,5% para US$ 16,5 bilhões.

     

    O consumo aparente (produção + importação - exportação) de máquinas e equipamentos teve diminuição de 7,3% em setembro ante agosto, para R$ 8,3 bilhões. De janeiro a setembro, o crescimento é de 34,9%, para R$ 69,9 bilhões.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11

    O Banco Central divulgou alerta ao público sobre envio de e-mails falsos, atribuídos à instituição, por meio dos quais clientes são induzidos a preencher cadastros, copiar arquivos ou executar outros procedimentos. Essas operações fraudulentas executadas por hackers objetivam colher dados do cidadão para movimentação de contas por falsários ou para o uso de dados para outras finalidades ilegais.
     

    Esclarecimento

    O BC esclarece que não envia mensagens de correio eletrônico diretamente a correntistas e usuários do sistema financeiro nacional, exceto em resposta a consultas específicas pedidas por clientes do sistema. As mensagens enviadas pela internet, segundo o comunicado do Banco Central, vêm com a logomarca da instituição e convida os clientes a atualizar um suposto sistema de segurança, por meio de um link inserido no texto.


    Contato

     

    Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 9792345 ou pela seção de atendimento ao cidadão disponível no site do Banco Central.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11

    Era para ser uma mostra de filmes andinos mas, por causa de problemas técnicos com algumas fitas, virou uma mostra de filmes latino-americanos. Com isso, a programação, preparada pelo Sesc Arsenal e que será apresentada de hoje até o dia 29 de novembro, não ficou menos interessante. Na verdade, ficou mais abrangente. Estavam previstas só produções bolivianas e peruanas e, agora, o público terá a oportunidade de ver também representantes da sétima arte argentina.

     

    Entre os trabalhos estão alguns clássicos da história do cinema sul-americano das últimas duas décadas, como Plata Quemada (Marcelo Piñeyro), O Filho da Noiva (Juan José Campanella) e Pantaleão e as Visitadoras (Francisco José Lombardi). Só por estes filmes, já se percebe que a mostra oferece uma visão plural sobre a produção fílmica do continente, em que estilos, temas e gêneros bem diferentes são colocados lado-a-lado. Unindo-os está uma forma bem própria de fazer cinema dos latinos.

     

    A técnica de Cinema do Sesc Arsenal Juliana Curvo explica que a mostra está sendo realizada em parceria com o Consulado da Bolívia. O objetivo é fazer um apanhado do cinema feito pelos nossos vizinhos, e que praticamente não conhecemos. Ela lembra que, à exceção da Argentina, todos eles têm como característica uma pequena produção de filmes, que se divide entre algumas poucas mais comerciais e outras custeadas pelo governo. A Argentina é, sem dúvida, a que tem os diretores mais afamados e a mostra contempla premiados internacionalmente, mas que ainda são pouco conhecidos fora das rodas de cinéfilos.

     

    A programação será aberta hoje com um representante boliviano, Os Andes não Crêem em Deus (2007), de Antonio Eguino - diretor que ajudou a fundar o Conselho Nacional de Cinema da Bolívia e a organizar o setor no país. Juliana ressalta que se trata de uma grande produção que mostra fatos históricos representativos de uma época.

     

    O filme é ambientado nos anos 1920 e mostra a chegada do trem internacional a Uyuni, povoado repleto de aventureiros em busca de metais preciosos. É um lugar de estranho magnetismo, carregado de euforia coletiva, para onde convergem cinco personagens, Alfonso, Adolfo, Clota, Genaro e Joaquin, que se envolvem em um jogo de paixões e frustrações. A produção integrou o 3º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo, realizado em junho deste ano, no Memorial da América Latina.

     

    Outro filme boliviano do evento é Meu Sócio (Mi Socio - 1982), considerado uma obra prima de Paolo Agazzi. É um filme bem menos pomposo, mas tocante. O cineasta, que na realidade é italiano, conta a história de Vito, um motorista de caminhão, e Kolla, um engraxate. Duas pessoas que, por obra do destino, se reúnem em uma longa viagem, indo de leste para oeste na Bolívia em um velho caminhão. Durante a viagem, o desacordo e a rivalidade entre os personagens vai se transformando em uma sólida amizade, fazendo com que o velho sonho de integração de diferentes culturas e costumes regionais bolivianos se torne real.

     

    Agazzi é responsável pela produção de filmes míticos na história do cinema boliviano. Mi Socio é um deles, responsável por vencer o Festival de Cinema de Cartagena, na Colômbia. Outro exemplo é El Dia que Morio el Silencio, de 1998, com o ator argentino Darío Grandinetti. O italiano, nasceu em Cremona, reside na Bolívia desde 1976 e tem trabalhado também como produtor.

     

    Outra atração da mostra, Plata Quemada (2000), de Marcelo Piñeyro, é um filme argentino que aborda uma temática ainda hoje considerada polêmica, o homossexualismo. A história se passa na Argentina de 1965, em que os namorados Nenê (Leonardo Sbaraglia) e Angel (Eduardo Noriega) vivem uma tumultuada relação depois que, junto de outro comparsa, Cuervo (Pablo Echarri ), executam um grande assalto a um banco. Angel é ferido no assalto e eles fogem para o Chile, onde vivem refugiados e com as emoções à flor da pele.

     

    Lá eles se escondem em um apartamento emprestado por Losardo (Héctor Alterio), um mafioso local, onde esperam a chegada de novos documentos fraudados que permitam que viajem para o Brasil. Mas quanto mais os documentos demoram a chegar mais a tensão entre os três cresce, chegando a níveis insuportáveis. A produção é baseada em uma história real que, por 35 anos, se manteve em segredo. Foi premiado em 2000, no Toronto International Film Festival.

     

    Outro argentino, O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia), de 2001, conta uma história bem mais leve e é carregado de romantismo e humor. O filme de Juan José Campanella aborda as relações humanas por meio de três personagens principais. Em crise com seus pais, a ex-esposa e a atual namorada, e vítima de um ataque cardíaco, um homem reencontra um amigo de infância que o ajuda a reconstruir o passado e a ver o presente com outros olhos. A relação se torna mais complicada porque o pai deseja se casar oficialmente com a mãe, que tem o mal de Alzheimer.

     

    O tema homossexualidade volta com o peruano No se lo Digas Nadie (Não Diga a Ninguém), filme de 1998 assinado pelo elogiado Francisco Lombardi. Em Lima, Capital do Peru, tudo poderia ter sido mais fácil para Joaquin, afinal sua família tem uma situação confortável, nunca teve preocupação com os estudos e a namorada acha que ele é um cara na moda. Mas, às vezes, ter tudo não é suficiente. A produção é um inovador, honesto e duro conto sobre problemas que acompanham um peruano em busca de sua identidade sexual num lugar intolerante com a homossexualidade.

     

    Joaquin sabia que preferia homens, mas nunca ousou dizer isso a ninguém. Muito menos ao pai, Luis Felipe, um patriarca racista e chauvinista, ou à mãe, Marichuca, uma religiosa fervorosa. Só que Joaquin se apaixona por Gonzalo e se vê frente à frente com a iminência de revelar seu segredo publicamente. O filme é baseado no romance de controverso escritor peruano Jaime Bayly, um poderoso e único retrato do mundo da homossexualidade dicotômica que existe em muitas partes do Peru e da América Latina.

     

    Para fechar a mostra de cinema latino-americano, outro filme de Francisco Lombardi, cineasta que nasceu em Tacna, Peru, e em 1968 estudou no Instituto de Cinematografia de Santa Fé, na Argentina. Trata-se do hilário Pantaleon y las Visitadoras (Pantaleão e as Visitadoras), adaptação de um romance de Mario Vargas Llosa. A produção, de 2000, narra a cativante história do Capitão Pantaleão Pantoja (Salvador Del Solar). Bom marido e excelente profissional, Pantoja é convocado para uma estranha missão: comandar um time de prostitutas que, a bordo de barcos, seguem pelos rios saciando os desejos dos soldados que ficam meses sem ver uma mulher.

     

    Durante a seleção das "visitadoras", ele conhece a estonteante Colombiana (Angie Cepeda), uma mulher envolvente que, com seu belo corpo, leva o militar à loucura. Agora seu casamento corre risco e a missão secreta pode cair na boca do povo, o que seria um verdadeiro desastre.

     

    Serviço- A Mostra de Cinema Latino-americano será apresentada a partir de hoje, sempre às 19 horas, no CineSesc, com entrada franca. Informações: 3616-6900.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-11-2008 | 11:11
    A petroquímica Braskem e a siderúrgica Gerdau informaram hoje que decidiram reduzir sua produção. A redução da demanda mundial e a necessidade de ajuste dos custos a um cenário de maior aperto financeiro global levará a Braskem a reduzir a capacidade de produção de suas linhas de insumos básicos, polipropileno e polietileno durante o quarto trimestre de 2008. 

    De acordo com o presidente da companhia, Bernardo Gradin, a companhia já reduziu em até 6% o volume de produção de algumas de suas linhas em outubro. "Em novembro devemos manter o nível de produção registrado no mês passado", afirmou o executivo, durante reunião com jornalistas realizada hoje, em São Paulo. 

    Gradin explicou que ainda não é possível definir qual será a dimensão da redução de capacidade no acumulado do quarto trimestre porque esse volume pode variar conforme as mudanças no cenário de demanda. O executivo lembrou que há uma tendência de redução de vendas para empresas que atendem ao setor automotivo, em contrapartida à manutenção da demanda aquecida em setores como o de fabricantes de embalagens para a indústria alimentícia.

    A princípio, explica Gradin, uma unidade de petroquímicos básicos deveria trabalhar com taxa de utilização acima de 90% para se manter competitiva. Atualmente, a Braskem opera com 87%, segundo o executivo. "Se esse número cair mais três pontos porcentuais, é mais vantajoso interromper uma linha", disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    06-11-2008 | 11:11
    O bom desempenho dos segmentos de bens de capital e bens duráveis impulsionou a produção industrial em setembro.

    Sem ainda dar sinais claros de reflexos da crise financeira internacional e da elevação da taxa básica de juros a partir de abril, a produção industrial apresentou expansão de 1,7% em setembro em relação ao mês anterior, compensando a queda de 1,2% em agosto.


     

    Na comparação com o mesmo período do ano passado, a expansão foi de 9,8%. Na avaliação de economistas, no entanto, o setor deve sentir os impactos da crise a partir de outubro.

    "Outubro foi um mês de choque, em que as expectativas tanto de industriais como de consumidores devem ter sentido o maior impacto da crise.

    Isso se reflete em decisões de investimentos no curto prazo e também consumo", diz o economista da LCA Consultores Francisco Pessoa. Com o resultado de setembro, a indústria acumula crescimento de 6,5% no ano e de 6,8% em 12 meses.

    No terceiro trimestre de 2008, houve expansão de 6,7% frente a igual período de 2007, na série ajustada sazonalmente.

    Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 2,7%. "O último trimestre deve ser mais fraco", diz Pessoa.

    A projeção da consultoria é de uma queda 1% em relação à média de julho a setembro, o que daria um crescimento de 3% em relação ao quarto trimestre de 2007.

    Com isso, a indústria encerraria o ano com expansão de 5,5%.

     

    Para 2009, a LCA espera um incremento menor, de 3,8%, no cenário básico, a 1,5%, no cenário adverso da economia. Segundo o economista da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) André Macedo, os indicadores de outubro referentes ao desempenho do setor automotivo e à confiança da indústria apontam para uma redução de ritmo de atividade no final do ano. "Em outubro, apesar de contar com um dia útil a mais que o mesmo mês de 2007, haverá o efeito da base de comparação mais elevada do ano passado e as das férias coletivas das montadoras. A expectativa é de redução da taxa de crescimento da indústria", acrescenta a economista da Rosenberg Consultores Associados, Thaís Marzola Zara. Ariadne Vitoriano, analista da Tendências Consultoria Integrada, ressalta que o resultado de setembro foi influenciado pelo efeito calendário.

    A indústria contou com três dias úteis a mais no mês passado em relação a setembro de 2007 e um dia extra no comparativo com agosto deste ano. "A partir de outubro, se espera uma desaceleração para os próximos por conta da crise e do aperto monetário", diz. A forte alta da produção industrial em setembro foi liderada pelos investimentos em bens de capital e o consumo aquecido, que devem sofrer com a menor oferta de crédito. Bens de capital obteve a taxa de crescimento mais elevada, 25,8% em relação a setembro do ano passado. O resultado, segundo a Rosenberg, se refletiu no consumo aparente de máquinas e equipamentos, que avançou 21,8%.

    Com a forte expansão da produção de insumos típicos da construção civil (14,2%), a formação bruta de capital fixo cresceu 17,5% em setembro. A categoria de bens de consumo duráveis, por sua vez, registrou alta de 14,9% na comparação anual, com destaque para o avanço da indústria automobilística (15,7%) e eletrodomésticos (13,1%). Segundo a analista da Tendências um dos componentes observados para avaliar o desempenho industrial é o comportamento das vendas de veículos automotores.

    Os dados referentes a janeiro a outubro mostram sinais de desaceleração.

    Até setembro de 2008 o setor automobilístico comercializou 2,2 milhões de unidades em todo o País, considerando todas as vendas e licenciamentos de veículos nacionais e importados. O resultado representa um crescimento de 27% em relação ao acumulado nos nove meses do ano. Em dez meses, foram comercializados 2,44 milhões em 2008 diante de 1,98 milhão em igual período no ano anterior.

    O crescimento de 23,42% nas vendas ainda é robusto mas mostra uma diminuição no ritmo de expansão.

     

     

    Fonte: CBIC
    06-11-2008 | 11:11
    Responsável por parte do filé mignon das obras do PAC, o Ministério das Cidades ganhará espaço especial na vitrine do governo Lula no próximo ano.

    A proposta de Lei Orçamentária de 2009 prevê um aumento significativo de recursos aos programas de saneamento e habitação, dois carros-chefe da pasta do ministro Márcio Fortes.

    Somadas, as duas áreas contarão com R$ 7,2 bilhões: R$ 2,2 bilhões a mais que o previsto no Orçamento deste ano.

     

     ***

     

     Na contramão, o Ministério dos Transportes terá participação reduzida nos recursos totais do PAC.

    As dotações para construção, manutenção e recuperação de rodovias foram mantidas no patamar de R$ 6 bilhões.

    No entanto, a pasta terá R$ 200 milhões a menos para investir em novas obras.

    O PP de Márcio Fortes agradece, enquanto o PR do ministro Alfredo Nascimento vai suar a camisa este mês para ampliar as suas verbas.

      

     No cafezinho...

     

     Dia de fé I  

    Em plena solenidade de assinatura do convênio para reforma da Catedral de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer, o secretário de Cultura do Distrito Federal, Silvestre Gorgulho, lembrava as demais igrejas construídas pelo comunista.

    São, pelo menos, sete espalhadas pelo Brasil e uma mesquita na Argélia.

    Pelo visto, Niemeyer, que é ateu, terá portas abertas no céu.

     

     Dia de fé II

     

     Na visita dos deputados ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Jô Moraes, do PCdoB de Minas Gerais, levou um cordão da Nossa Senhora Desatadora dos Nós. "Bati com ele na mesa do ministro, mas não consegui desatar todos durante a reunião.

    Ali, ele está precisando mesmo de uma ajuda divina", disse a deputada.

     

    Fonte: CBIC
    06-11-2008 | 11:11
    O custo da construção civil, calculado pelo Sinduscon-Rio, subiu 0,61% em outubro, contra 0,76% em setembro. No ano, a variação atingiu 10,7%. Cimento (6,25%) e bloco de concreto (11,74%) lideram os reajustes, entre os 25 insumos pesquisados. Antônio Carlos Mendes Gomes, diretor da entidade, prevê que os custos do setor fecharão 2008 com alta de 12%.

     

     Freio à vista

     

     Dias úteis a mais empurraram indústria em setembro, mas setor deve desacelerar no fim do ano Os três dias úteis a mais em setembro deste ano ajudaram no bom resultado da indústria nacional no mês. Não fossem eles, em vez de 9,8%, a produção teria crescido 7,3% sobre setembro de 2007. No setor de bens de capital o recuo chegaria a cinco pontos percentuais; em duráveis, a variação cairia à metade, segundo as contas do IBGE.

     

    Ainda assim, a indústria foi muito bem no 3otrimestre, salienta Isabella Nunes, responsável pela pesquisa. O período julho-setembro teve a maior variação sobre o trimestre anterior desde 2004. O último trimestre de 2007, continua a técnica, também fora o melhor em três anos. Significa que, sem crise financeira, a produção industrial deste fim de ano já teria dificuldades para crescer, em razão da base inflada.

     

     A turbulência torna a missão ainda mais difícil. Nos últimos 30 dias, setores que representam cerca de um quarto da (23%) da indústria anunciaram suspensão temporária ou redução de produção. A cadeia automobilística, que tem peso de 9,8% na pesquisa, deu férias coletivas em outubro.

     

    Fabricantes de celulose (4%), minério (5,6%), junto com petróleo, gás e minerais não metálicos (3,6%), ligados à construção civil, também fizeram cortes. O resultado está por vir.

     

    Fonte: CBIC
    06-11-2008 | 11:11
    BC diz que ainda há riscos para comportamento 'benigno' da inflação.
    Acrescenta que o ajuste nos juros pode não acontecer de 'forma contínua'.

     

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reuniu na última semana e manteve a taxa de juros estável em 13,75% ao ano, divulgou nesta quinta-feira (6) a ata do encontro e avaliou que, diante dos sinais de aquecimento da economia, ainda continuam a ser "relevantes" os riscos de concretização de um "cenário benigno" (no qual as metas são cumpridas) para a inflação.

     

     

    O Copom informa que manteve os juros na semana passada por conta do cenário de crise financeira, que gera "maior incerteza". Mas acrescenta, porém, que o ajuste (neste caso, subida) na taxa de juros, que objetiva conter a subida da inflação, pode não acontecer de forma "contínua".

    "De fato, um cenário prospectivo desfavorável ainda se manifesta nas projeções de inflação consideradas pelo Comitê. O Copom considera, também, que a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas continua representando risco para a dinâmica inflacionária, mas avalia que a trajetória esperada dos gastos domésticos em consumo e investimento tornou-se mais incerta", diz a ata.

     

     

    "Nessas circunstâncias, a política monetária deve atuar, na medida em que o balanço dos riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, por meio do ajuste da taxa básica de juros, ainda que não necessariamente de forma contínua, visando, por um lado, reduzir tal descompasso e, por outro, evitar que pressões originalmente isoladas sobre os índices de preços levem à deterioração persistente das expectativas e do cenário prospectivo para a inflação", avaliou o Copom, por meio da ata. 

     

    Metas de inflação

     

    No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o Copom tem de calibrar a taxa de juros para atingir uma meta pré-determinada para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Para este ano, e para 2009, a meta central é de 4,50%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Com isso, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja formalmente descumprida.

    Para 2008, a estimativa do mercado é de que o IPCA some cerca de 6,3%. Para 2009, a projeção está em torno de 5% - acima da meta central de 4,5%. O BC já avisou que quer trazer a inflação para o centro da meta já no próximo ano. Por isso, vinha subindo os juros até este mês. Antes de interromper o processo de elevação da Selic em novembro, o Copom havia elevado os juros ininterruptamente desde abril. 

     

    Crescimento econômico

     

    Mesmo avaliando que ainda há descompasso entre a oferta e a demanda, e que há riscos para a obtenção de um cenário "benigno" para a inflação, no qual os preços convirjam para as metas do governo, o Banco Central admite que as perspectivas para a evolução da atividade econômica tornaram-se "mais incertas" desde a última reunião do Copom, ocorrida em setembro, com a piora da crise financeira internacional.

    "Em particular, os efeitos da crise internacional sobre as condições financeiras internas indicam que a contribuição do crédito para a sustentação da demanda doméstica pode arrefecer de forma mais intensa do que o que seria determinado exclusivamente pelos efeitos da política monetária. Adicionalmente, a intensificação da crise internacional parece ter tido efeito negativo sobre a confiança dos consumidores e empresários. Caso persista tal situação, o dinamismo da atividade passaria a depender crescentemente da expansão da massa salarial real e dos efeitos das transferências governamentais esperadas para este e para os próximos trimestres", diz o Copom, na ata de sua última reunião.

     

    Fonte: G1
    05-11-2008 | 17:11
    Um grande mutirão centrado na solidariedade teve início ontem em Mato Grosso, com o lançamento da campanha “Natal das Crianças”. O presidente do Sinduscon-MT, Luiz Carlos Richter Fernandes participou do lançamento da campanha, que é encabeçada pelo próprio  governador Blairo Maggi, tendo ao lado a secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, Terezinha Maggi.

     

    A solenidade de lançamento contou também com a presença de vários secretários de Estado, empresários mato-grossenses e de outros estados do país, dos representantes do Lions, Rotary, da Maçonaria, igrejas católica e evangélica e lideranças comunitárias. Esta é a 6ª edição da maior campanha de solidariedade de Mato Grosso, o “Natal das Crianças”.

     

    Centenas de pessoas lotaram o Salão Nobre do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual, para a apresentação oficial da campanha, que todos os anos reúne voluntários em todo o Estado, com o objetivo de arrecadar alimentos não perecíveis para garantir um natal com mais dignidade e solidariedade para milhares de famílias carentes.

     

    E o lançamento da campanha já serviu para confirmar doações: 759 toneladas de alimentos estão garantidas. Essas primeiras doações vêm da parte de empresários, secretários de estado, deputados e vereadores entre tantos outros parceiros, que além de prestigiar o evento também deram sua parcela de contribuição.

     

    O presidente do Sinduscon, Richter Fernandes, garantiu a participação do Sindicato e conclamou os empresários que atuam na construção civil, especialmente aqueles associados ao Sindicato, a contribuírem com a iniciativa realizando doações que vão beneficiar milhares de pessoas em todo Estado. Em cinco edições, a Campanha Natal das Crianças já arrecadou aproximadamente sete mil toneladas de alimentos, beneficiando milhares de pessoas em todo o Estado.

     

    Lorenzo Falcão

     

    Da Assessoria
    05-11-2008 | 17:11
    A 6ª edição do "Natal das Crianças", a maior campanha de solidariedade de Mato Grosso, foi lançada ontem pelo governador Blairo Maggi e pela secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, Terezinha Maggi. A campanha reúne voluntários em todo o Estado, em prol de uma causa única: arrecadar alimentos não perecíveis para garantir um natal com mais dignidade e solidariedade para milhares de famílias carentes.

     

    No lançamento da campanha já foram anunciadas as doações de 759 toneladas de alimentos, feitas por empresários, secretários de estado, deputados, vereadores entre outros parceiros.

     

    Além da doação de alimentos, outras importantes doações para a operacionalização e bom andamento da campanha foram oficializadas durante a solenidade, tal como o galpão onde os alimentos são estocados, que foi cedido pela Açofer. O transporte das cestas até os municípios do interior foi doado pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Estado de Mato Grosso (Sindimat). "Tudo na campanha Natal das Crianças é feito em parceria. Sozinho o Governo do Estado não consegue atender a demanda das famílias carentes, que cresce a cada dia. Somos grato a estas pessoas que foram tocadas pelo sentimento de solidariedade e ouviram o nosso chamado, unindo forças nesta corrente em prol dos mais necessitados", destacou Terezinha Maggi.

     

    De 04 a 22 de novembro, os cidadãos mato-grossenses poderão realizar as doações para a campanha Natal das Crianças nos postos de arrecadação, instalados em todas as redes de supermercados de Cuiabá e Várzea Grande. Em cinco edições, a Campanha Natal das Crianças já arrecadou aproximadamente 7 mil toneladas de alimentos. (Com Assessoria)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    05-11-2008 | 17:11
    Cuiabá ampliou o prazo de vacinação contra rubéola até 15 de dezembro. Todas os 65 Programas Saúde da Família (PSFs) e as 25 unidades básicas continuam com o mutirão de imunização para a homens e mulheres na faixa etária de 12 a 39 anos. Também serão intensificados ações nas principais maternidades, shoppings, supermercados e praças do município. De uma meta de 283,877 mil pessoas que precisam ser imunizadas, 17% ainda não foram vacinadas, o que representa cerca de 50 mil habitantes.

     

    A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de que 95% da população seja vacinada. Para chegar ao objetivo, já foram feitos até "arrastões" para aplicar vacinas de casa em casa, na região do CPA e do Tijucal. O mesmo ocorreu em Várzea Grande, onde a campanha continua também até dezembro, pois a cobertura vacinal atingiu só 83%, com 113 mil homens e mulheres imunizados, num universo de 135 mil pessoas.

     

    A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos da Capital, Ivanete Fortunato, explica que 84% da população masculina na faixa etária indicada já está imunizada, contra 81,5% das mulheres, justamente aquelas de 20 a 39 anos que estão na idade reprodutiva. Todos devem se vacinar, inclusive mulheres que fizeram laqueadura. "O risco maior é transmitir a doença para gestantes".

     

    No Estado - Dados parciais da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde indicam que até 4 de novembro o Estado atingiu a cobertura vacinal de 90.44%, o que corresponde a vacinação de 1.331.883 pessoas, de uma meta original de 1.472.681 que devem ser vacinados.

     

    Noventa municípios do Estado alcançaram a média de cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde, de 95%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    05-11-2008 | 17:11
    O governo deve enviar nos próximos dias ao Congresso Nacional os novos parâmetros do Orçamento Geral da União de 2009 prevendo uma redução de 4,5% para 4% na estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o que implica em menos R$ 15 bilhões de receitas e gastos públicos para o ano que vem. Será mantida a previsão de superávit primário equivalente a 3,8% do PIB e de mais 0,5% do PIB para formação do Fundo Soberano.

     

    A estimativa de comportamento do câmbio e da taxa básica de juros para 2009 será informada mais adiante, quando a equipe econômica tiver uma avaliação mais segura sobre o que de fato vai ocorrer com esses dois indicadores.

     

    A Agência Brasil apurou na área econômica que o ajuste efetivo do comportamento dos tributos depende, ainda, de uma nova estimativa da Receita Federal, o que vai ocorrer mais para o final do ano. No momento, o governo quer sinalizar aos parlamentares que, com a queda do ritmo do crescimento da economia, haverá na mesma proporção uma perda de tributos e risco de aumento de gastos, especialmente subsídios, que estão sendo destinados ao setor agrícola, e despesas com pessoal.

     

    O volume de recursos desembolsados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), por outro lado, deve passar de R$ 14 bilhões, em 2008, para R$ 18 bilhões em 2009, devido a um maior número de obras concluídas. É uma despesa de investimento que terá prioridade no governo pelos efeitos que pode trazer para a atividade econômica.

     

    A economia deve crescer cerca de 4% em 2009, segundo uma qualificada fonte do governo, em parte pelo efeito do atual crescimento e do que vai ocorrer no ano que vem. Caso em 2008 o crescimento anual fique em 5,0 % do PIB, haveria um efeito de carregamento (carry over) de 2% para 2009. Ou seja: é o efeito de parte desse elevado crescimento que vai passar para 2009, sendo necessário um esforço adicional de algo como 2% ao longo do ano para dar os 4% do PIB esperados pelo governo.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    05-11-2008 | 16:11
    O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, disse que os indicadores industriais de setembro, divulgados pela entidade, não foram ainda contaminados pela crise financeira internacional. A fase mais aguda da crise foi iniciada no dia 14 de setembro, com a concordata do Lehman Brothers.

     

    "A crise se instalou em setembro nos mercados financeiros, mas não chegou no mesmo mês mercado real em hipótese alguma", disse durante entrevista coletiva. Para o economista, os efeitos na economia real mensuráveis pela própria pesquisa da CNI só deverão ser sentidos a partir do primeiro trimestre de 2009.

     

    Desempenho - Os indicadores de setembro divulgados pela CNI são todos positivos, com destaque para o crescimento de 10,2% nas vendas reais da indústria em relação ao mesmo mês do ano passado.

     

    Além disso, as horas trabalhadas na produção subiram 9,6% na mesma comparação, segundo Castelo Branco, o maior avanço nas comparações anuais desde o início da série histórica da CNI, em 2003.

     

    Fonte: Gazeta Digital
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