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Sexta-feira, 28 de Abril de 2017
NOTÍCIAS
    30-09-2008 | 11:09
    PortoGente veiculou reportagem destacando os alarmantes níveis que a poluição alcançou em regiões portuárias. O transporte por terra, mar e ar é responsável por um quarto da emissão mundial de dióxido de carbono (CO2). Nesta segunda parte da matéria, confira o desperdício de óleo diesel em território brasileiro e o exemplo internacional no incentivo à renovação da frota de transportes e ao mercado de crédito de carbono.

    A idade média dos caminhões que circulam no Brasil é de 17 anos

    As rodovias brasileiras em péssimo estado para o tráfego, especialmente as instaladas nas regiões Norte e Nordeste, contribuem de forma impactante para a emissão de poluentes. E não são poucas as que precisam de investimentos. A Confederação Nacional de Transporte (CNT) concluiu que mais de três quartos das rodovias brasileiras apresentam problemas, sendo que ao menos 10% delas são consideradas péssimas. Assim, não são poucas as estradas que necessitam de reformas para contribuir com a redução de poluentes na atmosfera.

    Óleo diesel

    Combustível veicular mais utilizado no Brasil, o óleo diesel acaba sendo desperdiçado pelo péssimo estado dos veículos e das rodovias brasileiras. E para suprir a demanda interna, o País importa boa parte do combustível. Para reverter o quadro, é necessário ter mais eficiência energética e economizar. Economizar, inclusive, é o nome de projeto do Conpet que tem como objetivo, em um prazo de dois a cinco anos, reduzir em cerca de 13% o consumo de óleo diesel. A frota nacional de veículos consome mais de quatro bilhões de litros de óleo diesel por ano e corresponde por 78% do consumo de óleo diesel no Brasil.

    Exemplo internacional

    As autoridades dos portos norte-americanos de Los Angeles e Long Beach resolveram arregaçar as mangas e criar incentivos para a redução da emissão de dióxido de carbono nas regiões nas quais estes portos estão instalados. Para isso, os portos estão encorajando terminais, armadores e operadores logísticos a substituírem os principais combustíveis poluidores por fontes limpas de energia, como a eletricidade.

    Além disso, Los Angeles tem ganhado destaque na mídia internacional devido ao seu Clean Truck Program. O projeto proporcionou a abertura de uma linha de financiamento para as montadoras renovarem a frota de caminhões e adquirirem equipamentos mais modernos para as carretas. O porto norte-americano já conseguiu envolver, até este mês de outubro, mais de 300 transportadoras e enxerga em médio prazo uma melhoria significativa na qualidade do ar na região.

    Crédito de carbono
    Outra forma de incentivo à redução da emissão de CO2 é o mercado de crédito de carbono. Embora ainda incipiente no Brasil, os créditos já são bastante utilizados em países desenvolvidos como a Alemanha e a Austrália. O mercado de carbono funciona sob as regras do Protocolo de Kyoto, no qual figuram mecanismos de flexibilização para auxiliar na redução das emissões de gases do efeito estufa. O acordo estabelece limites de emissão de gases e, assim, uma empresa que conseguiu emitir menos CO2 do que o estipulado no documento pode vender os seus créditos para outra empresa que poluiu mais do que deveria, gerando um equilíbrio e formando um atrativo financeiro para a diminuição da poluição.

    A comercialização acontece por meio de certificados de emissão de gases do efeito estufa em bolsas de valores. Dessa forma, os países desenvolvidos que têm que cumprir compromissos de redução da emissão desses gases podem comprar créditos derivados dos mecanismos de flexibilização. Esse processo de compra e venda de créditos se dá a partir de projetos, que podem ser ligados a reflorestamentos, desenvolvimento de energias alternativas, eficiência energética e controle de emissões de gases poluentes.

     

    Fonte: Estradas
    30-09-2008 | 11:09
         A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembléia Legislativa analisa o projeto de lei que proíbe o consumo de cigarros e outros produtos derivados do tabaco em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados. De autoria do 1º secretário, deputado José Riva (PP), o projeto abrange ambientes de trabalho, estudo, cultura, culto religioso, esporte e entretenimento. Inclui também áreas comuns de condomínios, casas de espetáculos, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, hotéis e pousadas.
         
         O projeto determina a divulgação de aviso da proibição em pontos de ampla visibilidade, com indicação de telefone e endereço dos órgãos estaduais responsáveis pela Vigilância Sanitária e pela Defesa do Consumidor.
         
         Prevê também que qualquer pessoa poderá relatar aos órgãos competentes o fato que tenha presenciado em desacordo com a lei. No relatório deverão constar as circunstâncias e a identificação do autor.
         
         Riva argumenta que Mato Grosso apresenta um índice de consumo do tabaco semelhante ao de São Paulo. No entanto, avalia que em Mato Grosso, a situação é mais crítica, pois, São Paulo, além de ser o estado mais rico do país, possui uma rede hospitalar bem mais ampla, aparelhada e com um maior número de funcionários.
         
         “Por isso, existe uma tendência mundial fundamentada em critérios de prevenção e preservação da saúde pública para a promoção de normas destinadas à criação de ambientes de uso coletivo livres de tabaco”, destacou o parlamentar.
         
         Ele chama a atenção para os estudos científicos que estabelecem a relação do uso do tabaco com problemas de saúde, representando aumento dos gastos com a saúde pública. Segundo as pesquisas, o tabaco é o causador de 50 tipos de doenças, como as cardiovasculares, cânceres e problemas respiratórios.
         
         “O tabagismo passivo mata”, assegura a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas, Analice Gigliotti. A médica cita os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que apontam sete mortes por dia de fumantes passivos no Brasil.
         
         Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de dois bilhões de fumantes passivos em todo o mundo, dos quais 700 milhões são crianças. Os passivos são pessoas que inalam a fumaça do cigarro e ficam expostas aos mesmos riscos que os fumantes.
         
         Ainda de acordo com a OMS, o total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a marca de 4,9 milhões anuais, ou 10 mil mortes por dia. A instituição prevê que, caso as atuais taxas de consumo sejam mantidas, esse valor aumentará para 10 milhões de mortes anuais em 2030.
         
         A chefe da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Tânia Cavalcante, defendeu o projeto de lei. Para ela, o tabagismo impõe um custo às sociedades muito alto, e a arrecadação dos impostos vindos do tabaco não é suficiente para cobrir os prejuízos com as doenças relacionadas ao tabaco ou aposentadorias precoces.
         
         “Seria preciso fazer estudos sobre o quanto o SUS, os planos de saúde e a Previdência gastam com esses doentes”, afirmou.
         
         Dados revelam que o cigarro provoca um prejuízo anual para o sistema público de saúde de pelo menos R$ 338 milhões, o equivalente a 7,7% do custo de todas as internações e quimioterapias no país. O cálculo, feito pela primeira vez no Brasil, considerou o gasto com hospitalizações e terapias quimioterápicas em pacientes de 35 anos ou mais, vítimas de 32 doenças comprovadamente associadas ao tabagismo no ano de 2005. “São recursos significativos e, o mais importante, é que poderiam ser poupados”, observou a autora da pesquisa e economista da Fundação Oswaldo Cruz, Márcia Pinto.
         
         Para ela, a pesquisa deixa clara a necessidade de se adotar medidas rápidas para responsabilizar a indústria do tabaco pelo impacto econômico provocado no sistema de saúde público. “Além disso, as ações antitabagistas devem ser intensificadas”, concluiu.

     

     

    Fonte: 24 Horas News
    30-09-2008 | 11:09
    As inscrições se encerram nesta terça-feira (30), para o processo seletivo de professores substitutos para Construção Civil e Eletrotécnica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso (Cefet-MT). As inscrições podem ser feitas das 8 às 12 horas e das 13 às 18 horas, na Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos (GDRH) no Cefet-MT. Não haverá cobrança de taxa de inscrição para este processo seletivo.

    Para o cargo de professor na área de Construção Civil exige-se formação em Engenharia (Engenheiro Civil, Arquitetos, Cartógrafos, Geógrafos, Geólogos, Agrônomos, Engenheiro Florestal) ou Tecnólogo em Geoprocessamento com conhecimento em Astronomia de Posição/Geodésia. Já para Eletrotécnica exige-se graduação em: Engenharia Elétrica, Engenharia Eletrônica, Engenharia ou Tecnólogo em Automação Industrial, curso Superior em Qualquer Área com Diploma de Técnico Nível Médio em Eletrotécnica ou Eletrônica. O regime de trabalho será de 40 horas semanais divididos em dois turnos.

    No ato da inscrição devem-se apresentar documentos pessoais como RG, CPF, Título de Eleitor (com os comprovantes da última eleição) e a quitação das obrigações militares (no caso de homens). Além do certificado de graduação, Curriculum Vitae atualizado e uma declaração informando que não ocupa cargo efetivo como professor nas esferas federal, estadual e municipal. Os candidatos inscritos receberão na quarta-feira (01.10), às 14 horas, na GDRH mediante sorteio, o conteúdo da disciplina para prestar o Exame de Desempenho Didático. Para mais informações procurar a GDRH através dos telefones: (65) 3314-3553/3581.

     

    Fonte: Olhar Direto
    30-09-2008 | 11:09
    Instituições como a Orquestra da UFMT, Projeto Dunga Rodrigues, Grupo Proclamação e vários artistas participam hoje da Sinfonia Solidária
    A Orquestra Sinfônica da UFMT abre hoje, a partir das 20h, no Teatro Universitário, a série Sinfonia Solidária, que terá edições anuais. A idéia é contribuir com instituições de saúde de Mato Grosso. No concerto, a Orquestra conta com a parceria do Hospital do Câncer de Mato Grosso na produção e divulgação.

    Participam desta iniciativa o Projeto Dunga Rodrigues, o Grupo Proclamação, a artista plástica Lara Matana, o tenor do Coral UFMT; Samuel Oliveira Neto, o violinista Anderson Rocha, o ator Romeu Lucialdo e o guitarrista Roger Franco. A direção espetáculo é do maestro Fabrício Carvalho.

    A Orquestra Sinfônica da UFMT, criada em setembro de 1977, tem registrado uma importante contribuição à música em Mato Grosso difundindo e democratizando o acesso à música erudita e brasileira de concerto, bem como estando ao lado de novos estilos e talentos em espetáculos levados aos bairros.

    ´´A Sinfônica da UFMT jamais perdeu o foco educativo e sempre esteve presente na formação de músicos e platéia, de modo a se tornar um centro de referência para os interessados neste tipo de linguagem artística``, diz Fabrício. A orquestra está sempre engajada em projetos sociais e educacionais; realiza concertos em praça pública e já levou à algumas cidades do Estado o ´´Projeto Divina Música. Neste ano a orquestra está unindo forças com importantes grupos musicais para exercer a beneficência, promovendo e fomentando justiça social.



    Leilão - A arrecadação da bilheteria será destinada integralmente ao hospital. O ingresso é de R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Quem adquiri-lo até o dia 29 de setembro paga meia. Para reforçar a arrecadação, a artista plástica Lara Matana doou, para leilão, a obra ´´Série Escadas 3``. Avaliada em R$ 3.500,00, a escultura está em exposição no Shopping Goiabeiras até o dia 29, na mostra individual da autora. O lance inicial é de dez parcelas de R$ 260,00, a ser apresentado em envelope. O resultado será divulgado no intervalo do concerto no dia 30. O valor integral é destinado ao Hospital do Câncer. (com assessoria)

     

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    30-09-2008 | 11:09
    O calor que tem castigado os cuiabanos nos últimos dias poderá dar uma trégua na quinta-feira, para quando há possibilidade de chuva forte em Cuiabá. Conforme a previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a probabilidade de pancadas de chuva chega a 99% no dia. Hoje, a possibilidade de chover na Capital é de 50%.

    Para alguns, enquanto a chuva realmente não chega, a alternativa é buscar outras formas para amenizar a sensação térmica extremamente quente que vem se mantendo na cidade há pelo menos três dias. Ontem mesmo, os termômetros chegaram a registrar 37º C. Para a professora Mara Cristina Monteiro Oliveira Latorraca, de 42 anos, a saída foi se matricular numa aula de natação. Conforme ela, toda a família já aderiu à idéia. “Primeiro, matriculei minha filha, seguindo orientação médica. Em seguida, meu marido e eu decidimos adotar a mesma prática, por ser relaxante e, principalmente, refrescante, ainda mais nesta época”, disse.

    De acordo com a recepcionista da academia onde a família de Mara pratica natação, Gislene Leite Minas Novas, desde agosto a procura por modalidades aquáticas aumentou significadamente. “Além da natação, a gente oferece a hidroginástica, a hidro-bike e o triathlon. No período noturno, já não tem mais vaga”, destacou Gislene. Conforme ela, além do calor excessivo típico neste período, outro fator que contribui para o aumento da demanda são os problemas respiratórios oriundos do clima seco. “A gente tem muito aluno que procura pela natação seguindo orientação médica”, apontou Gislene.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    30-09-2008 | 11:09
    Para garantir a meta de vacinação da rubéola em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde prorrogou, mais uma vez, a campanha que tem por objetivo imunizar 95% da população do Estado, como preconiza o Ministério da Saúde. Até ontem, o índice de cobertura da vacina chegou a quase 83%, equivalente a mais de 1,2 milhão de doses.

    Em Cuiabá, já foram vacinadas pouco mais de 200 mil pessoas, o que representa 70% da meta (96.437 homens e 103.718 mulheres). Já em Várzea Grande, os números não são muito diferentes. A cobertura na cidade registrou até ontem 69,47% da meta, o equivalente a 94.383 doses.

    Até agora, segundo dados fornecidos pela Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, 68 municípios, dos 141 existentes nos Estado, já relataram ter alcançado o percentual de meta. Até o momento, os municípios que mais vacinaram foram Diamantino (100%), Peixoto (100%) e Alta Floresta (98%).

    Em Cuiabá, a prorrogação deverá iniciar uma força-tarefa adotada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para atingir a meta de imunização dos cuiabanos com idade entre 12 e 39 anos. As vacinas são encontradas em todas as unidades básicas de saúde e a contra-indicação é apenas às grávidas.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    30-09-2008 | 11:09
    O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antônio Guarita, acredita que três fatores foram importantes para a avaliação positiva e recorde, em alguns casos, do governo e do presidente Lula verificada pela pesquisa. Ele afirmou que a principal variável é o bom desempenho da economia, que está crescendo a taxas superiores às expectativas do início do ano, o que reflete no mercado de trabalho e reduz o desemprego.

     

    Outro fator, na avaliação de Guarita, é a desaceleração das taxas de inflação nos últimos dias, o que deixou a população mais otimista com a inflação futura. E por último, disse o diretor, o otimismo da população em relação ao potencial de exploração do petróleo na camada do pré-sal. "Numa economia crescendo e com a inflação revertendo sua trajetória de alta, a perspectiva de um impacto estrutural na economia brasileira é a terceira variável que explica essa melhora expressiva em todos os itens da pesquisa", disse.

     

    Segundo Guarita, a crise financeira internacional ainda não afetou a avaliação da população no cenário econômico. Ele lembra que, embora a crise tenha ganhado novas dimensões, ela já era de conhecimento da população no momento em que foi realizada a pesquisa CNI/Ibope de setembro.

     

    Apesar de não influenciar no resultado da pesquisa, a crise internacional foi lembrada por alguns entrevistados. As notícias mais citadas foram a extração do petróleo na camada do pré-sal; a descoberta de uma nova bacia de petróleo em Santos e o anúncio da bacia de Tupi; as viagens do presidente Lula; o aumento no valor do Bolsa-Família; e a acusação de que órgãos do governo (Abin e Polícia Federal) teriam participado de operações para instalação de grampos em telefones de autoridades.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-09-2008 | 11:09

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem, em evento na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio, o decreto que normaliza a adesão do Brasil ao acordo ortográfico da língua portuguesa - em vigor a partir de janeiro de 2009. O evento marcou os cem anos da morte do escritor Machado de Assis, um dos fundadores da ABL. Lula disse que o incentivo à leitura é uma das prioridades de seu governo e quer que até 2009 toda cidade do Brasil tenha pelo menos uma biblioteca pública. Pelo menos 630 municípios brasileiros não têm biblioteca pública. Ele também afirmou que as salas de leitura em áreas consideradas de risco receberão computadores, agentes de leitura e melhorias no acervo e mobiliário, como parte do Plano Nacional do Livro e da Leitura

     

    O decreto assinado pelo presidente na ABL estabeleceu o cronograma de vigência do acordo ortográfico, que prevê mudanças na escrita de palavras, decreta o fim do trema, suprime consoantes mudas e vários acentos, além de simplificar o emprego do hífen e incluir no alfabeto as letras w, k e y. As novas regras entram em vigor em janeiro, mas as antigas permanecerão, como uso facultativo, até dezembro de 2012. Até lá, as duas regras valerão em concursos públicos, vestibulares, provas escolares e demais exames. Já os livros didáticos terão até 2010 para se enquadrar às novas regras.

     

    "O acordo pode ajudar, mas para mim é completamente inútil e improdutivo. Se mandaram tirar o acento, eu tiro, mas obedeço contra a vontade", protestou, bem-humorado, o acadêmico Carlos Heitor Cony. "Cultivar e tratar a língua é uma forma de manifestação de poder", defendeu o acadêmico Marcos Villaça, lembrando que organismos internacionais têm dificuldades de escolher entre o português do Brasil e o de Portugal na redação de documentos. Para ele, em dois anos, os brasileiros já estarão habituados. "O que temos que modificar é tão pouco. Só a simplificação da regra do hífen já é boa coisa". Para Lula, o acordo poderá ampliar a cooperação comercial e social com países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-09-2008 | 11:09

    A Caixa Econômica Federal bateu novo recorde em contratações habitacionais. Até a segunda quinzena de setembro, foram R$ 15,3 bilhões investidos, número superior ao contratado em todo o ano de 2007. A previsão do banco é de que até o fim de 2008 o valor contratado ultrapasse 44%. A cifra representa 336.726 unidades financiadas, 1.459.991 empregos gerados e 1.367.107 pessoas beneficiadas.

     

    Embraer - A Embraer mantém sua projeção de obter um faturamento de US$ 6,5 bilhões em 2008 e de US$ 7,1 bilhões em 2009. A projeção de se baseia numa previsão da companhia de entregar neste ano 200 jatos para aviação comercial, aviação executiva e os segmentos de defesa e de governo, mais 10 a 15 jatos Phenom 100. Em 2009, a Embraer espera entregar novamente entre 195 e 200 jatos, mais 120 a 150 Phenom. Atualmente, a Embraer tem encomendas firmes num total de US$ 20,7 bilhões e opções para mais US$ 25,9 bilhões.

     

    China - Quarenta empresários de diversos segmentos de Mato Grosso já estão se preparando para a 5ª Missão Empresarial à China, promovida pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT), entre os dias 8 e 21 de outubro. Hoje, a partir das 18h, eles se reúnem com técnicos da China Trade Center - parceira na realização da missão - para alinhar informações, além de conhecer o Guanxi, a etiqueta de negócios com a China. O evento ocorrerá na sede da Federação das Indústrias, em Cuiabá.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-09-2008 | 11:09

    IPC - A deflação dos preços no atacado, especialmente no setor agrícola, está reduzindo o ritmo de queda. Mas o efeito do quanto os preços já caíram está se refletindo na mesa dos consumidores. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), um dos indicadores que compõem o Índice Geral de Preços -Mercado (IGP-M), passou de alta de 0,23% em agosto para deflação de 0,06% em setembro.

     

    Atacado - O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do IGP-M, saiu de uma deflação de 0,74% para alta de 0,04% e, no mesmo período, os preços dos produtos agrícolas passaram de uma queda de 4,81% para queda de 2,09%. Isso fez com que o IGP-M saísse da deflação de 0,32% em agosto para alta de 0,11% em setembro.

     

    Construção - O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), outro componente do IGP-M, registrou taxa positiva de 0,95% em setembro, ante alta de 1,27% em agosto. Até setembro, o IGP-M acumula elevações de 8,47% no ano e de 12,31% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M desse mês foi do dia 21 de agosto a 20 de setembro. A taxa acumulada do índice ainda é muito usada para reajustes nos preços de contratos de aluguel.

     

    Avaliação - Mesmo perdendo ritmo, para o economista da Gradual Corretora André Guilherme Perfeito, a deflação dos preços ao consumidor é a notícia mais positiva do IGP-M de setembro e evidencia a transmissão dos preços do atacado para o varejo. "O que é interessante apontar é que essa inflação ao consumidor é um efeito defasado do IPA correndo para os IPCs", disse.

     

    Aperto - Para o economista, esses dados podem até "desarmar" a expectativa de o Banco Central (BC) continuar com o atual nível de aperto monetário. O mercado, pelo menos na semana passada, não moveu suas expectativas para os juros.

     

    Focus - No relatório Focus, divulgado ontem pelo Banco Central e que traz as expectativas colhidas em cerca de cem instituições financeiras, a projeção para a taxa básica de juros em 2008 foi mantida em 14,75% ao ano, pela sétima vez seguida. Mas a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que baliza a política monetária, caiu pela nona semana consecutiva, com a expectativa de fechar em alta de 6,14%, ante previsão de 6,23% na semana passada.

     

    Alimentos - Segundo a FGV, o retorno à queda de preços no varejo, mensurado pela taxa do IPC, de agosto para setembro foi influenciada por elevações de preços menos intensas ou deflações em quatro das sete classes de despesa pesquisadas, no período. O destaque ficou por conta da movimentação de preços do grupo alimentação.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-09-2008 | 11:09
    O consumo de energia elétrica atendido pelo Sistema Elétrico Nacional atingiu 33.327 GWh em agosto, o maior montante do ano, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O volume representa um aumento de 6,4% sobre igual mês de 2007. As regiões Sudeste e Centro-Oeste revelaram os maiores crescimentos, cabendo destacar o aumento do consumo de eletricidade no Estado de São Paulo, de 6,4% -melhor resultado em 2008.

     

    De acordo com a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, elaborada pela EPE, mais uma vez o consumo comercial impulsionou o resultado, apresentando a maior elevação dentre as principais classes de consumo. O segmento comercial aumentou em 10,5%, seguido do residencial, 7% e industrial, 5,3%. No acumulado de 2008, o crescimento do consumo de energia elétrica atingiu a 4,2% e nos últimos 12 meses, a 4,9%. No segmento industrial, o acumulado de 2008 encerrou agosto em 3,6% e nos 12 meses completos em agosto , 4,8%.

     

    A EPE destacou que no período entre janeiro e agosto, a região Sul apresenta o maior aumento relativamente a 2007 e acima da média nacional. A expansão de 5,2% no período vem sendo puxada pelo segmento industrial, que tem sustentado consistente recuperação.

     

    A EPE lembrou em nota à imprensa que, segundo o IBGE, a produção industrial nos Estados do Sul tem apresentado resultados positivos expressivos, com destaque para o Paraná e Rio Grande do Sul, que registram taxas acumuladas em 12 meses encerrados em julho de 9,3% e 5,4%, respectivamente. No Paraná, o consumo industrial consolida expansão da ordem de 9%.

     

    No Rio Grande do Sul, o crescimento do consumo da classe apresenta-se menor (cerca de 4%), com influência da parada para manutenção em grandes cargas do Pólo Petroquímico de Triunfo. Considerando todo o Brasil, a EPE aponta que além da região Sul, no Sudeste houve expansões, destacando-se os avanços registrados em Minas Gerais e São Paulo. "O desempenho da classe industrial poderia ter sido melhor não fosse a redução do consumo registrada em Goiás, devido a maior utilização de co-geração de energia por uma grande indústria", informou.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-09-2008 | 11:09
    A crise financeira internacional mostrou uma "cara feia" pior do que a imaginada, na opinião do diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Ciesp, Paulo Francini. "O panorama é de densas dúvidas", afirmou, lembrando que se tem uma dimensão melhor hoje a respeito de sua extensão, profundidade e severidade do que no primeiro trimestre deste ano. "Hoje há mais razões para estar mais pessimista do que no passado, pois sabemos que a crise é muito grave", considerou.

     

    Francini lembrou que há poucos dias as incertezas em relação aos seus desdobramentos paralisaram operações do mercado financeiro - há pouco, a bolsa brasileira ficou parada por trinta minutos em razão do circuit breaker - e de negociação de crédito. "Ninguém vendia, ninguém comprava. A crise mostrou sua capacidade fantástica de devastação", avaliou. Para ele, é difícil alguém apontar agora a exata dimensão do impacto do pacote de socorro às instituições financeiras nos Estados Unidos. "O consenso que se tem é o de que o pacote trará efeitos positivos, mas dificilmente se voltará àquilo que era antes", disse.

     

    A principal dúvida diz respeito a como a turbulência chegará ao Brasil. "A notícia boa é que, por onde a crise entra, que é por meio do sistema financeiro, no caso brasileiro ele está sólido". Ele ressaltou também que a regulação dos bancos no Brasil é mais rígida do que a média dos demais países. "Não estamos com o flanco tão aberto para a introdução da crise", resumiu.

     

    Apesar desta avaliação positiva, Francini não descarta a possibilidade de a economia brasileira ser contaminada pelo estresse externo.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    29-09-2008 | 17:09
    Palestra do TCU vai tratar sobre contratos e licitações de obras públicas

     

    O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou a participação no Painel de Debates da Comissão de Obras Públicas, durante o 80º ENIC em São Luís (MA). O analista de Controle Externo da Secretaria de Fiscalização de Obras e Patrimônio da União, André Kresch, irá proferir a palestra “Funções do Controle Externo e dos procedimentos utilizados pelo TCU nas auditorias de obras públicas”, no dia 23 de outubro (quinta-feira), das 14h às 16h.

     

     

    O objetivo da palestra é esclarecer as atribuições legais do TCU ao setor da construção de obras públicas e buscar um entendimento sobre os critérios de análise utilizados pelo TCU em contratos e licitações, através da troca de informações com o setor representado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

     

     

    O bom exemplo do Paraná

     

     

    Durante o painel, o presidente do CREA-PR, Álvaro José Cabrini Júnior, vai apresentar o case de sucesso do Paraná: uma integração institucional que visou o aprimoramento das licitações públicas.

     

     

    O CREA-PR, o TCE-PR e o Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (IBRAOP) se uniram para consolidar dois aspectos fundamentais para as obras públicas: a definição do que é efetivamente o “projeto básico de Engenharia” e a exigência da ART de orçamentos em todas as licitações realizadas no Paraná, tanto na esfera estadual como municipal. Essa interação resultou em Resolução do TCE-PR, implementada e divulgada com o apoio do SINDUSCON-PR e do SICEPOT-PR.

     

     

    Fonte: ASCOM/SINDUSCON-MA
    29-09-2008 | 16:09
    Ser Secretária ou recepcionista é um trabalho de grande responsabilidade e que exige muita disciplina e organização. Elas merecem nosso reconhecimento e admiração pela profissão. 

     

     

    É sabido que dia 30 de setembro é comemorado o Dia da Secretária, e o Sinduscon sempre lembra dessas profissionais que desenvolvem brilhantemente seu papel, proporcionando a elas um dia especial. Nesse ano não poderia ser diferente. 

     

    Então o Sinduscon-MT realiza no dia 30 de setembro com duração de 2 horas, das 17:30 às 19:30, no auditório do sindicato uma palestra voltada a essas profissionais. Com a Coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Gerenciamento em Serviços Executivos do UNIRONDON, Professora Marilise Doege Esteves.

     

     

    Temas a serem abordados:

     

     

    Tendências frente ao mercado de trabalho.
    A importância e a aceitação do papel estratégico das secretárias no ambiente Organizacional.

    Criar e inovar face aos desafios do mercado.

     

     

    Participe!

     

     

    Atenciosamente,

     

    Osmarina Felix Ortiz
    Assistente Social – Sinduscon-MT
    29-09-2008 | 14:09

    Em todo o Brasil comemora-se nesta terça-feira (30/09) o Dia Nacional da Secretária. Uma boa data para que executivos, chefes, gerentes, diretores etc, tenham um pouco mais de paciência com as mulheres que marcam os compromissos, atendem telefonemas, agendam reuniões. Enfim, são responsáveis por uma série de tarefas relacionadas à programação de um cotidiano que, normalmente, tende a ser estressante.

    A escolha desta data para tal finalidade surgiu durante a segunda fase da Revolução Industrial, iniciada em 1860. Foi nesse ano que Christopher Sholes inventou um tipo de máquina de escrever. Sholes tinha uma filha,- Lilian Sholes, que testou o invento, tornando-se a primeira mulher a escrever numa máquina, em público. E Lilian nasceu em 30 de setembro de 1850. Por ocasião do centenário de seu nascimento, as empresas fabricantes de máquinas de escrever fizeram diversas comemorações. Entre elas, concursos para escolher a melhor datilógrafa.

    Os concursos fizeram sucesso e passaram a se repetir anualmente, sempre na data de 30 de setembro. Como muitas secretárias participavam, o dia passou a ser conhecido como o "Dia da Secretária". O Sinduscon/MT – Sindicato da Indústria da Construção de Mato Grosso, através da sua diretoria e de todos os seus associados, aproveita a data e parabeniza todas as secretárias pela dedicação e atenção com as quais desempenham suas respectivas funções. E este é um dia propício, também, para ouvir o que elas têm a dizer.

    “Muita atenção e boa memória. Não adianta a gente ficar só nas anotações”. É a receita de Camila Machado para ser uma boa secretária. Camila é cuiabana e trabalha em período integral como secretária na Conenge, há um ano e três meses. Á noite faz cursinho pré-vestibular, já que pretende estudar Serviço Social. Ela também garante que uma boa secretária deve ter jogo de cintura pata atender várias pessoas ao mesmo tempo.

    Outra cuiabana, Kelly Fabrícia Paim, trabalha há três meses como secretária da Plaenge. Ela é formada em Direito, mas sua experiência profissional é mais intensa na arte de receber e atender as pessoas ao telefone e pessoalmente, funções que já desempenha há mais de quatro anos. Diz estar curtindo bastante a profissão. “Em primeiro lugar a gente tem que ser muito disciplinada”, sustenta Kelly, que também destaca qualidades como a educação, a atenção e a paciência para dar conta do recado. “Me identifico bastante com a profissão porque sou muito paciente”, diz ela.

     

    Laura Cristina de Azevedo, da Concremax, tem bastante experiência como telefonista e recepcionista, e há um mês aproximadamente está diante de um novo desafio: foi galgada ao cargo de secretária Executiva. “Agora a responsabilidade é ainda maior. É preciso muita atenção e evitar qualquer tipo de erro”, garante. Laura, que gosta de desafios, se diz satisfeita com sua função e pretende fazer faculdade de administração.

     

     

    Lorenzo falcão

    Da Assessoria

     

    29-09-2008 | 14:09
    Inscrições prorrogadas: concorra a um pacote completo para os Lençóis Maranhenses

     

    Quem fizer a inscrição para o Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC) até o dia 05 de outubro vai concorrer a um pacote para conhecer as belezas exóticas dos Lençóis Maranhenses.

     

    Lagoas de águas azuis perdidas em um imenso deserto, com dunas de até 40 metros. O Parque Nacional dos Lençóis é um paraíso ecológico de 155 hectares. Lá é possível fazer passeio pelo Rio Preguiças e pelas dunas, até as lagoas; conhecer a praia de Caburé, um povoado ladeado pelo rio e pelo mar, o farol de Mandacaru, com sua maravilhosa vista 360º da região, e outras exuberâncias que a natureza reservou somente para os Lençóis Maranhenses.

     

    Michéle Cerveira
    29-09-2008 | 12:09
            Os materiais de construção estão mais caros este ano e a elevação dos preços já se reflete nos valores dos imóveis voltados para a baixa renda, público cuja renda média é de cinco a dez salários mínimos.

     

     

     Muito sensíveis ao aumento dos custos e sem espaço para comprometer as margens, todas as empresas com atuação nesse segmento reajustaram seus preços.

     

     

     

            No acumulado do ano, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), medido pela Fundação Getúlio Vargas, está em 9%.

     

     

     Nos últimos doze meses, a elevação é de 11%.

     

     

     

     Em agosto, os preços subiram 1,27%, mas a maior alta do ano aconteceu em junho, quando os preços subiram 2,67%.

     

     

     

            O cimento, por exemplo, foi o item com maior reajuste de preços dos últimos 12 meses encerrados em agosto.

     

     

    O produto, que está em falta em algumas regiões, já teve um aumento 28,7% no período, segundo levantamento do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

     

     

     

            Na Goldfarb, os preços de vendas dos apartamentos tiveram um reajuste entre 18% e 20%.

     

     

    "Não tem como manter o preço com um custo de produção tão elevado", afirma Milton Goldfarb.

     

     

    A empresa vende apartamentos a partir de R$ 65 mil.

     

     

     

            Na MRV, o preço final dos apartamentos subiu na mesma proporção do INCC.

     

     

    Segundo Leonardo Corrêa, estão cerca de 10% mais caros este ano.

     

     

     Na Rodobens, os preços das casas estão entre 5% e 10% mais caros.

     

     

     

             E os compradores estão assimilando essa alta? A conta que o consumidor faz é se a prestação cabe no bolso e como as condições de crédito estão melhores, o aumento do preço ainda não afeta as vendas.

    Fonte: CBIC
    29-09-2008 | 12:09
    Em 12 meses até agosto, consumo do produto subiu 12% e o preço, 28,7%; fabricantes negam escassez

     

     Falta cimento no mercado.

     

     É o que dizem os construtores, os varejistas e os consumidores, embora os fabricantes do produto neguem.

     

    Todos estão de acordo, no entanto, que desde 2006 a demanda pelo material tem crescido gradativamente, puxada pelo aquecimento do mercado imobiliário e pelo aumento da renda da população - que tem se animado a construir ou encarar reformas para ampliar a casa.  

             

             

            Com o produto escasso e a procura alta, vale a lei de que os preços sobem.

     

     

    No acumulado de 12 meses até agosto, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), o consumo do produto cresceu 12% no volume físico, em relação a 2007.

     

     

     

            O preço, por sua vez, aumentou 28,7% no mesmo período, de acordo com levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP).

     

     

            "Num país que diz que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de 6%, estamos com produtos básicos subindo acima de 25%.

     

     

    É uma brutalidade esse aumento de preços na construção, num momento de aquecimento do setor.  E é claro que aumentos desse nível vão trazer inúmeros problemas", disse Sérgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP.

     

      

            Há cerca de três semanas, duas fábricas da Votorantim Cimentos - uma em Itaú de Minas (MG) e outra em Santa Helena (SP) - tiveram a produção parcialmente paralisada para manutenção de equipamentos. Na segunda-feira passada, as fábricas voltaram a funcionar normalmente, segundo a empresa.

      

     Mas a redução no ritmo de fabricação do produto ao longo de quase duas semanas preocupou o mercado e pressionou ainda mais os preços.

     

     

            "Estamos com falta de produtos numa conjuntura de demanda alta, o que provoca movimentação especulativa, já que não existe produto alternativo ao cimento. No varejo vai valer de tudo", disse Watanabe.

     

     

            A falta do produto foi sentida principalmente no interior paulista.No eixo de Jundiaí a Ribeirão Preto, a distribuição foi reduzida em 30%, segundo a Anamaco.

     

      Numa pesquisa feita pela instituição em lojas de materiais de construção, na quarta-feira passada, o preço do saco do cimento variava de R$ 14 a R$ 40.

     

      

            Se no varejo a alta do cimento aperta as contas de quem reforma a casa, na indústria isso pode provocar atrasos no cumprimento de contratos.

     

     

    "As obras em andamento hoje não serão paralisadas, mas podem ter o cronograma reprogramado", diz Watanabe.

     

    Já as construções ainda em projeto correm risco de serem adiadas.

     

     

            O presidente da Anamaco, Cláudio Conz, concorda que a escassez do cimento inflaciona o preço no varejo, mas frisa que a elevação do preço dos combustíveis também é fator de pressão significativo.

     

     

     "O sentimento de falta é efetivo.

     

     

     Porém, houve reajuste nos fretes, o que obviamente influenciou o preço final." Segundo a entidade, 77% da produção do cimento é consumida por pessoas físicas.A Votorantim Cimentos, detentora de 40% do mercado no País, nega que o produto esteja em falta.

     

       

    "Na verdade, o que existe é que o estoques estão muito pequenos e qualquer paralisação necessária na produção gera dois ou quatro dias de pequeno desabastecimento, o que é contornável", afirmou Marcelo Chamma, diretor-comercial da empresa.

     

     

     A Votorantim trabalha a plena carga.  O executivo nega também que o aumento de preço sentido no varejo tenha origem na fábrica. Segundo ele, desde abril, a tabela está congelada.

     

     

    "O mercado está muito ansioso. A situação é muito menos crítica do que se levanta. É interessante entrar em especulação em alguns setores, principalmente para as lojas", diz.

     

    Procurada, a Cauê Cimentos, braço do grupo Camargo Corrêa, não comentou a falta do produto nem o aumento de preços. Apenas informou, por meio de nota que, entre janeiro e agosto, vendeu 2,9 milhões de toneladas de cimento cinza no País, o que representa um crescimento de 26% em relação a igual período de 2007.

     

    Fonte: CBIC
    29-09-2008 | 12:09
            Não bastasse a atual volatilidade das ações das empresas de construção na bolsa paulista, agora elas têm de enfrentar mais um desafio: implementar o International Financial Reporting Standards (IFRS).

     

     

     "É uma mudança contábil.  O lucro não será menor, mas apresentará volatilidade", explica Paul Sutcliffe, sócio líder de IFRS da Ernst & Young.  Isso cairá como uma bomba num momento como este.

     

     

     Entre as 24 companhias do ramo imobiliário que fizeram Oferta Inicial de Ações (IPO, sigla em inglês) de 2004 até hoje, doze tiveram desvalorização neste ano. Em alguns casos a desvalorização bateu em 50%, gerando um forte movimento de consolidação.

     

     

    Entre os negócios mais recentes há o da Brascan que comprou a Company e a Gafisa incorporando a Tenda.

     

     

     

     A expectativa para novos anúncios é tão grande, que as empresas procuradas preferiram não dar entrevista.

     

     

     

            Os contratos de construção do setor imobiliário têm uma interpretação à parte dentro do pacote IFRS feita pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), conhecida como IFRIC 15, em razão das especificidades da indústria.

     

     

     Mas as incorporadoras serão mais afetadas em razão da mudança no método de contabilizar a receita e os custos do empreendimento nas demonstrações financeiras.

     

     

     

     No Brasil é uma prática comum das construtoras brasileiras iniciarem as vendas dos seus empreendimentos bem antes do início da construção, mantendo esse método durante o período das obras.

     

     

     São assinados os chamados "Pre Completion Contracts" para aquisição de uma unidade imobiliária na planta.

     

     

     

            "A principal mudança com a adoção do IFRIC 15 será o reconhecimento da receita nas demonstrações financeiras apenas quando a obra estiver concluída, o chamado período de entrega das chaves, e não mais o reconhecimento no decorrer da construção", diz Sutcliffe.

     

     

     Hoje, a norma adotada pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) diz que o valor dos imóveis vendidos na planta pode ser reconhecido à medida que a obra avança.

     

     

     

            "A implementação do IFRIC 15, que será regulamentado pelo CFC, vai requerer das construtoras um planejamento mais preciso em relação ao prazo das obras e entrega das chaves, pois estes itens serão cruciais para o reconhecimento da receita", diz Sutcliffe.

     

     

     Segundo ele, há uma polêmica mundial sobre o assunto.

     

     

     

     Na Europa, poucas empresas vendem imóveis na planta como no Brasil, o que torna o assunto menos prioritário.

     

     

     

     Mas em Dubai, nos Emirados Árabes, que tem vivido um boom na construção civil como o Brasil, a mudança contábil sucinta discussões calorosas.

     

     

    Os países com dificuldades de cumprir as determinações do IFRS levam seus questionamentos ao comitê do IFRS.

     

     

    "Mas dificilmente conseguirão mudar pontos relevantes", acredita o sócio da Ernst.

     

     

     

            Para ilustrar o impacto, o consultor cita como exemplo um condomínio residencial de 200 apartamentos, vendidos na planta, em outubro de 2006, com a entrega das chaves em 30 de junho de 2008.

     

     

    Pelas normas atuais, o lucro bruto no primeiro ano seria de R$ 750 mil, passando para R$ 3 milhões no ano seguinte e para R$ 1,25 milhão no final do empreendimento, totalizando no período R$ 5 milhões.

     

     

     

            Considerando que os riscos e benefícios estavam a cargo da entidade até a entrega das chaves e que não era possível fazer alterações significativas nos apartamentos, mesmo quando comprados na planta, o lucro bruto ficará zerado nos dois primeiros anos com a adoção do IFRIC 15, para em 2008 apresentar os mesmos R$ 5 milhões da contabilização feita com a atual resolução CFC 963/03.

     

     

     

            Sutcliffe estima que os construtores menores sofrerão impacto maior do que os grandes grupos, com um fluxo mais intenso de entrega de chaves.

     

     

     

    "Os grandes têm um fluxo mais intenso de entrega de chaves pelo volume de empreendimentos em carteira.

     

     

    Já uma incorporadora de pequeno porte, que não tenha um calendário mensal de entrega de empreendimentos, passará um período sem apropriar lucro", explica.

     

     

     

            Para o consultor, o grande desafio será educar analistas e acionistas.

     

     

     Se o analista entender bem, o setor pode correr um risco menor diante da mudança.

     

     

     "Será preciso um forte trabalho para educar os analistas e acionistas.

     

     

     É só uma lei contábil e não tem qualquer impacto.

     

     

    O importante é que o IFRS faz com que as empresas apresentem seus balanços em uma linguagem mais fácil de comparabilidade".

     

    Fonte: CBIC
    29-09-2008 | 12:09
    O estoque de crédito concedido pelas instituições financeiras no Brasil manteve, nos primeiros oito meses de 2008, um ritmo de crescimento superior ao da economia do país, saindo de 34,7% para 38% do Produto Interno Bruto, do fim de 2007 até fim de agosto desse ano.

     

     

     Nominalmente, a expansão também foi expressiva, 18,6%, fazendo com que a carteira fechasse o mês em mais de R$ 1,11 trilhão.

     

     

     

            A julgar pelas estatísticas divulgadas na sexta-feira pelo Banco Central, não há, porém, nenhum sinal consistente de que essa ampliação da oferta de crédito no Brasil tenha ocorrido sem a devida prudência por parte do conjunto do sistema financeiro - tema de questionamento de muita gente depois que o mercado financeiro americano entrou em colapso por causa de operações demasiadamente arriscadas no segmento imobiliário.

     

     

     

            Segundo dados do BC brasileiro, as operações com tomadores classificados como inadimplentes (com parcelas em atraso há mais de 90 dias) fecharam agosto em 3% do total da carteira.

     

     

    Relativamente a julho, quando o percentual caiu para 2,9%, houve ligeira elevação.

     

     

     Ainda assim, trata-se de um nível de inadimplência inferior ao existente no fim de 2007 (3,2%) e mesmo em maio de 2008 (3,1%).

     

     

     Em relação a janeiro de 2007, quando o percentual era de 3,8%, a queda é ainda mais significativa.

     

     

     

            Nos bancos públicos especificamente, a fatia das operações com parcelas em atraso há mais de 90 dias saiu de 2% para 2,3% do total da respectiva carteira de julho para agosto.

     

     

     

     Mas, além de estar abaixo do que era em dezembro (2,5%), esse nível ainda é inferior à média do sistema financeiro.

     

     

     Nos bancos privados de controle nacional, onde é de 3,5%, a inadimplência não se alterou no mês, mas também está inferior ao que era em dezembro (3,7%).

     

     

    Nos bancos privados de controle estrangeiro, a inadimplência fechou agosto em 3,2%, abaixo do nível de julho (3,3%) e acima do de dezembro (3,1%).

     

     

     

            A qualidade da expansão do crédito no Brasil pode ser aferida também pela participação, no total de operações, daquelas com melhor classificação de risco (AA, A, B ou C).

     

     

    Definidos como de "risco normal" pelo BC, esses créditos representavam, no fim de agosto, 92,2% do total da carteira, patamar muito semelhante ao de dezembro de 2007 (92,0%).

     

     

     

            Ainda conforme o BC, o nível de provisões do sistema para créditos de difícil recuperação subiu de 5,2% para 5,3% de julho para agosto.

     

     

     Em dezembro, essa fatia era de 5,5% da carteira.

     

     

    A queda, no ano, deve-se ao ligeiro recuo da inadimplência ao longo do mesmo período, de 3,2% para 3% como já citado.

     

     

            Não há, nas tabelas do BC, um número que permita verificar a inadimplência específica de pessoas físicas e jurídicas em relação ao total da carteira.

     

     

     Essa separação só é feita em relação a operações usadas como referência para apuração de taxas de juros e cujo saldo fechou agosto em R$ 618 bilhões, cerca de 55% do total apenas.

     

     

     

    Em relação a esses créditos, a inadimplência das pessoas físicas saiu de 7,3% para 7,5% em agosto, o mais alto nível desde janeiro de 2007.

     

     

    Em maio, no entanto, o percentual já tinha alcançado 7,4% e depois caiu.

     

     

    Em relação à mesma amostra da carteira, a inadimplência das empresas manteve-se em 1,7% em agosto, nível igual ao dos dois meses anteriores e inferior ao de dezembro de 2007 (2%).

     

     

     

            Consideradas operações oriundas de recursos livremente aplicados pelos bancos, o volume de crédito subiu nominalmente 2,5% no mês e 20,7% desde início do ano, atingindo R$ 797,82 bilhões em agosto, incluídos as operações referenciais para taxas de juros (a diferença para R$ 1,11 trilhão refere-se a crédito direcionado).

     

     

    Dentro do estoque do crédito livre, as operações com pessoas físicas cresceram menos do que as com pessoas jurídicas, indicando que a expansão foi mais voltada à produção e não ao consumo.

     

     

     Até agosto, a evolução foi, respectivamente, de 18,1% e de 23,1% no ano e de 1,5% e 3,4% no mês.

     

     

    Dentro do volume de crédito livre a pessoas jurídicas , cresceram menos as operações com recursos captados pelos bancos no exterior.

     

     

    A expansão foi, nesse caso, de 2,2% no mês de de 8,9% no ano.

     

     

    No trimestre terminado em agosto, no entanto, houve retração de 2,1%.

     

     

    Fonte: CBIC
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