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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    04-11-2008 | 12:11
    O governo avalia que já tomou as principais medidas para prover liquidez à economia, mas está de prontidão para adotar novas iniciativas que preservem da crise os setores exportador, agrícola, de construção civil e automotivo.

    Ontem, em reunião da coordenação política, o governo avaliou que esses setores devem ser priorizados por ter grande potencial de crescimento e geração de empregos, mas o Planalto já prevê um quadro de crescimento menor do que o planejado para 2009.

    "Não fixamos uma meta de crescimento porque o quadro ainda é de muita incerteza, mas seguramente ele estará acima dos 3%", disse um ministro sob condição do anonimato.

    No projeto de Orçamento para 2009 enviado pelo governo ao Congresso, a previsão de crescimento era de 4,5%.

     

     Durante a reunião semanal, o governo considerou positivas suas atuações para garantir a liquidez no mercado financeiro e um câmbio em patamares satisfatórios no pior momento da crise, que considera já ter passado. "O mercado está começando a se acalmar, mas agora não é um momento de euforia e de dizer que a crise passou", afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio.

    Segundo o ministro, o governo continuará acompanhando cada movimento da crise internacional, já que ela independe das ações tomadas em Brasília.

    Perguntado se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava tranqüilo, Múcio respondeu: "Dizer que está tranqüilo, eu acho que seria até um desdém com esse momento grave que o mundo todo travessa, mas (Lula) está absolutamente atento", explicou.

     

     O Executivo tomou uma série de medidas para garantir o fluxo de crédito, mas o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou na última quinta-feira que a média diária de concessões de crédito no País deve sofrer um queda de 5% em outubro. Meirelles ressaltou que, mesmo com a redução, não há paralisação. Na próxima quinta-feira, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o governo pretende mostrar à sociedade que a situação está sob controle e que os investimentos devem prosseguir.

    O objetivo é eliminar percepções negativas e garantir que o País tem capacidade para enfrentar a crise. Além do presidente Lula e de seu vice, José Alencar, participam da coordenação política os ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento), Tarso Genro (Justiça), José Múcio (Relações Institucionais), Dilma Rousseff (Casa Civil), Franklin Martins (Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

    Nas últimas semanas, Henrique Meirelles não só tem contando com uma cadeira permanente como tem mantido conversas diárias com Lula.

     

    Fonte: CBIC
    03-11-2008 | 12:11
     O Sinduscon-MT foi apoiador de evento realizado na última sexta-feira, na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, que teve como tema a iluminação. Palestra oferecida pela Philips do Brasil possibilitou que profissionais e estudantes cuja área de atuação se relaciona com o tema tiveram a oportunidade de ampliar e aprimorar seus conhecimentos.

     

    A palestra foi proferida por Welington P. Tardivo, formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal Tecnológica do Paraná - CEFET - Curitiba, com vasta experiência em projetos de iluminação de interiores e embelezamento urbano. Tardivo tem, inclusive, desenvolvido alguns trabalhos de iluminação aqui em Cuiabá.

     

    A palestra teve como tema “Projetos de iluminação, Eficiência Energética e Novas Tecnologias” e foi gratuita. A iniciativa partiu da professora da Unemat, Veruska Pobikrowska Tardivo, que agradeceu o empenho do Sinduscon-MT na realização do evento. Ela destacou que o auditório ficou lotado e a palestra atingiu plenamente seus objetivos.

     

    Lorenzo Falcão

     

    Da Assessoria
    03-11-2008 | 11:11

     O presidente do Sinduscon-MT, Luiz Carlos Richter Fernandes, participou no último final de semana do 80º Enic – Encontro Nacional das Indústrias da Construção, em São Luiz (MA), considerado o maior evento do gênero da América Latina. Entre os temas discutidos na ocasião, o momento de expansão do setor e os reflexos da crise financeira mundial na construção, além das medidas do Governo Federal para ajudar o país a continuar crescendo.

     

    Ao final do Enic, empresários que elaboraram um documento que foi aprovado unanimemente. O documento enfoca diversos aspectos como o fato de o setor da construção contar com uma cadeia produtiva evoluída, moderna e competitiva, além de uma eficiente rede de órgãos de defesa do consumidor. Também defende princípios rígidos que devem orientar as ações do Governo Federal,  para que seja mantida a tranqüilidade e o bom desempenho do setor.

     

    O texto do documento elenca, ainda, algumas sugestões que os empresários destinam ao Governo Federal, entre elas, a manutenção e o monitoramento dasregras básicas do Sistema Financeiro de Habitação, a destinação exclusiva dos recursos do FGTS para habitação, saneamento e infra-estrutura urbana; e a garantia da exigibilidade de aplicação dos saldos da Caderneta de Poupança. Confira o documento na íntegra no link “Momento Histórico”.
    03-11-2008 | 11:11
    A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) revisou para cima, pela terceira vez no ano, a previsão de crescimento em 2008. Depois de crescer 15% em 2007, o setor entrou neste ano projetando alta de 12%. Os bons resultados do primeiro trimestre ampliaram o cálculo para 15% de alta em 2008, em julho revisou para 18% e, na última sexta-feira, após o fechamento de setembro, o percentual esperado de alta subiu para 23%, o que significa vendas de R$ 96 bilhões. No período de janeiro a setembro, as vendas acumularam R$ 76,5 bilhões, alta de 34,8% sobre mesmo período do ano passado. Apenas no mês de setembro, a receita foi de R$ 10,4 bilhões, 4,3% mais que agosto e 52,9% acima que o mesmo mês de 2007. "Essa revisão já era esperada antes das crise, pelo forte desempenho que vínhamos tendo até então", disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox. "No curto prazo, até início de 2009, a influência da crise será muito pouca. Todas as obras que estão em andamento vão manter o mesmo nível de consumo."

     

    Desaceleração

     

     A partir de 2009, no entanto, Fox já conta com uma desaceleração no consumo, e, dessa vez, a expectativa de crescimento do setor foi cortada praticamente à metade. "Antes estávamos trabalhando com uma previsão de 12% para 2009, e, nesse momento, reduzimos para uma margem entre 6% e 8%", disse o executivo. "Fizemos essa revisão em função do PIB, que o governo já vem assinalando com uma redução.

    A nova previsão se baseia em um crescimento de 3% a 3,5% da economia do País", disse o presidente da Abramat.

     Levantamento feito pela Abramat com seus associados indicou uma queda acentuada nas expectativas do setor em relação a ações do governo para o desenvolvimento do País. Em setembro, 74% das empresas entrevistadas se diziam otimistas . Em outubro, esse número caiu para 57% - abaixo dos 60% pela primeira vez em 12 meses. As empresas que se declaram pessimistas ficaram em 4%, nível que havia se mantido em 0% de outubro 2007 até agosto passado, e a indiferença subiu de 23%, em setembro, para 39% em outubro. "Já é um reflexo inicial das incertezas quanto à crise internacional. A primeira reação é se ter expectativas mais pessimistas em relação ao governo", analisou Melvyn Fox. O executivo chama a atenção, no entanto, ao fato de o nível de otimismo em relação ao setor e aos investimentos ter se mantido alto. Em outubro, 73% das empresas consultadas responderam ter expectativas boas ou muito boas quanto ao mercado interno, e 61% delas afirmou ter previsão de investimentos pelos próximos 12 meses - o que mostra aumento em relação ao período de maio a julho, quando 55% das companhias tinha planos de investimento. "Ainda não dá para saber quais serão os reflexos, mas os investimentos a princípio se mantêm. A demanda ainda está alta e há a necessidade de as indústrias continuarem produzindo", disse Fox. Uma pesquisa da entidade revelou que em outubro a utilização da capacidade instalada chegou a média de 88%. "É o nível mais alto que já tivemos" 

     

    Fonte: CBIC
    03-11-2008 | 11:11
    O mês de outubro sinalizou a reversão no setor imobiliário em São Paulo, que vinha em crescimento acelerado até o primeiro semestre deste ano, pois foi detectada queda nas vendas na segunda quinzena, segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

    A estimativa se baseia nas visitas de possíveis compradores aos locais de venda e no fechamento dos negócios. Diretora de Atendimento da LPS Brasil Consultoria de imóveis S.A., a Lopes Imobiliária, Mirella Parpinelli, avalia que se trata de um "momento de reflexão". Segundo ela, os clientes continuam considerando as propostas e fazendo as negociações, mas agora são mais cautelosos, impactados pela crise internacional e pela alta dos juros.

    Ainda assim, Mirella reitera que a Lopes manteve um excelente desempenho, tanto que vendeu cerca de R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, ante R$ 4,7 bilhões contabilizados em todo o ano passado. Fábio Rossi Filho, diretor da Itaplan Imóveis, prevê aumento de preço dos imóveis em conseqüência da redução do número de lançamentos.

    Rossi observa também que tem aumentado o número de compradores com perfil de "investidor".

    A Itaplan, segundo ele, manteve o nível de vendas: cerca de 350 mil unidades por mês. De acordo com o vice-presidente do Secovi-SP, Flávio Prando, mesmo com a crise, é possível que os dados das vendas de setembro ainda demonstrem crescimento ou manutenção em relação a agosto, quando a comercialização desses imóveis cresceu de 2.550 unidades em julho para 4.146 na capital paulista.

    No País, a comercialização de lançamentos deve crescer de 15% a 20% em 2008, ficando abaixo da expectativa de 25% a 30%.

    A previsão para 2009 é repetir o percentual deste ano. "Acredito que essa queda seja reflexo da sobrecarga de informação negativa sobre o mercado financeiro. A redução detectada em outubro, quando a crise chegou ao Brasil, não deve ultrapassar 10% e esse percentual não é significativo. Observamos que quem está indo aos plantões prefere esperar ao menos mais duas semanas antes da decisão.

    As pessoas decidiram adiar a decisão", disse Prando. Conforme o presidente da Ecoesfera Empreendimentos Sustentáveis S.A., Luiz Fernando Lucho do Valle, as vendas da empresa chegaram a cair 80% em um final de semana.


     "Houve queda generalizada, isto é, retração na venda de residenciais, do mais caro ao mais barato, e também das salas comerciais.

    Essa queda ainda não tem se mostrado de forma clara, assim como ocorre nas Bolsas de Valores.

    Os clientes estão preocupados.

    Quem tinha tomado decisão de compra concluiu a negociação.

     Outros possíveis compradores continuam visitando os locais de venda, mas estão aguardando.

     A compra de um apartamento não é algo urgente", observou Valle.

     Na avaliação do empresário, por outro lado, as linhas de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões anunciadas para empresas do setor de construção civil podem frear a redução das vendas. O governo também vai permitir, além da compra de recebíveis, que outros bancos direcionem mais recursos da poupança para essas empresas, o que pode significar mais R$ 10 bilhões para as construtoras.

    "Se bem usado, esse montante pode evitar queda significativa das vendas. A idéia [do governo) é boa, há necessidade e os recursos são suficientes." Sem citar números, o diretor do Financeiro e de Relações com Investidores da Rodobens Negócios Imobiliários S.A., Orlando Viscardi, afirmou que houve desaceleração das vendas da empresa de julho a setembro, e o cenário não se alterou no início do quarto trimestre. "As medidas do governo podem ajudar na percepção dos compradores à medida que algumas pessoas estão hesitando em comprar por conta da saúde financeira das construtoras

    . No entanto, o desaquecimento também é provocado por algumas pessoas que estão mais preocupadas com emprego, salário e com a economia em geral." De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os contratos de financiamento oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 2,94 bilhões em setembro, elevando para R$ 22,8 bilhões o montante contratado nos primeiros nove meses deste ano. Isso supera em 89,3% o volume referente ao mesmo período do ano passado. As empresas focadas no segmento de baixa renda tendem a obter maior êxito.

    É o caso da MRV Engenharia e Participações S.A.. "Para nós, o importante é o emprego e a renda. Se confirmada a desaceleração, as empresas vão demitir, com o que nossos clientes que ganham de R$ 2 mil e R$ 5 mil serão atingidos", avaliou o vice-presidente de Relações com Investidores da MRV, Leonardo Corrêa.

     

    Usados 

    Pesquisa divulgada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP) na última sexta-feira indica que a venda de imóveis usados aumentou quase 9% em setembro, na comparação com agosto. "As pessoas estão entendendo melhor que a crise é no mercado americano, não no nosso. Em agosto, a boataria afastou os clientes.

    Deve haver um crescimento ainda mais expressivo em outubro", disse ao DCI o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto. Para Viana, "os imóveis usados, neste momento, chamam mais atenção porque têm bons preços, há escassez de imóveis para locação e quem dispõe de dinheiro não vai aplicar nas instáveis Bolsas de Valores".

     

    Fonte: CBIC
    03-11-2008 | 11:11
    Acionistas do Unibanco migrarão para a nova instituição; controle será compartilhado entre Itaúsa e Unibanco

     

    Os controladores do Itaú e do Unibanco assinaram nesta segunda-feira, 3, um contrato visando à unificação dos bancos para formar o maior grupo financeiro privado do Hemisfério Sul. "Trata-se de uma instituição financeira com a capacidade de competir no cenário internacional com os grandes bancos mundiais", afirmaram os diretores de Relações com Investidores de ambos os bancos em fato relevante conjunto.

     

    A associação contemplará uma reorganização societária, com migração dos atuais acionistas do Unibanco Holdings e Unibanco, mediante incorporações de ações, para uma companhia aberta, a ser denominada Itaú Unibanco Holding, atual Banco Itaú Holding Financeira.

     

    O controle dessa holding, por sua vez, será compartilhado entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings, por meio de holding não financeira a ser criada no âmbito da reorganização.

     

    A conclusão da reorganização societária depende da aprovação do Banco Central e das demais autoridades competentes. Segundo fato relevante, os controladores da Itaúsa e da Unibanco Holdings vêm negociando nos últimos 15 meses.

     

    Em setembro, Itaú e Unibanco tinham, juntos, ativos de R$ 575,1 bilhões, um patrimônio líquido de cerca de R$ 51,7 bilhões e uma carteira de crédito combinada de R$ 225,3 bilhões. O lucro líquido somado dos dois bancos de janeiro a setembro deste ano foi de R$ 8,1 bilhões. 

    Fonte: NTC e logística
    03-11-2008 | 11:11
    Mais da metade da indústria paulista decidiu reduzir os investimentos programados para 2009 em razão do forte aperto no crédito enfrentado nas últimas semanas e do cenário de desaceleração da atividade, já captado especialmente por setores cujas vendas são dependentes de financiamentos.

    Pesquisa recém-concluída pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e obtida com exclusividade pelo Estado revela que 57% das 658 indústrias consultadas em outubro prevêem queda nos investimentos em 2009, enquanto 27% das empresas declararam que vão manter as cifras e 16% planejam aumentá-las.

    Nas últimas semanas, a redução abrupta no fluxo de financiamento que irrigava as empresas com recursos para capital de giro, investimento e crédito para exportação fez os dirigentes das indústrias frearem os planos de expansão. Até o dia 21 do mês passado, quando a coleta de dados foi concluída, 54% das companhias relataram dificuldades para obter crédito.

    Trata-se de um cenário preocupante, principalmente porque as empresas de grande porte foram as que mais sentiram a trava no financiamento. A pesquisa aponta que, entre as indústrias maiores, metade informou que o acesso ao crédito estava "mais difícil" e 25% delas, que estava "muito mais difícil".

    Segundo o economista André Rebelo, responsável pela pesquisa, outro dado que mostra que o aperto é generalizado é que 78% das companhias informaram que estavam pagando "mais caro" ou "muito mais caro" pelo crédito.

    A Dedini, a maior fabricante de equipamentos para o setor sucroalcooleiro, suspendeu momentaneamente o investimento planejado para 2009 em novas fábricas no Centro-Oeste, onde usinas estavam em expansão. De acordo com a companhia, a capacidade atual das sete fábricas é suficiente para dar conta dos pedidos em carteira.

    "Vamos deixar a poeira baixar", diz Carlos Eduardo Garrocho de Almeida, diretor da Holcim, um das gigantes do cimento. Investimentos de R$ 1,5 bilhão numa nova fábrica e na expansão da unidade em Pedro Leopoldo (MG) estavam nos planos da companhia para 2009.

    Apesar de não admitirem publicamente, indústrias do setor eletroeletrônico, que é movido a crédito, congelaram investimentos para 2009, temendo a desaceleração nas vendas.

     

    Fonte: Mídia News
    03-11-2008 | 11:11
     A trajetória de alta nos preços do minério de ferro está perto de ser interrompida. Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido da Agência Estado, mostra que o preço da matéria-prima no atacado acumula 40,87% nos 12 meses até outubro, pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10). Esse é o maior nível em mais de três anos nesse tipo de comparação e reflete os reajustes no preço do produto.

    Analistas da LCA Consultores, do Brascan e da Modal Asset já apostam em redução nos preços em 2009, tanto nos contratos anuais como nas vendas do mercado spot (à vista). A crise dos mercados internacionais deve levar a um ambiente de recessão mundial, no qual a demanda por minério deve diminuir de ritmo.

    Uma situação de desaquecimento mundial tem forte influência sobre o desempenho das indústrias siderúrgicas, maiores consumidores de minério de ferro. Com um provável recuo na procura por aço, a compra de minério - matéria-prima de sua fabricação - também deve arrefecer, em relação aos últimos cinco anos.

    O economista da LCA consultores Francisco Pessoa Faria lembra que a procura por minério nos últimos anos acompanhou de perto a forte demanda por produtos siderúrgicos, tanto no mercado brasileiro como no mundial. Segundo ele, haverá uma queda média de preço de cerca de 10% no ano que vem, em relação a 2008.

     

    Fonte: Olhar Direto
    03-11-2008 | 11:11

    A redução considerável no volume dos financiamentos das chamadas contas garantias, especialmente por parte de bancos privados, já preocupa o setor industrial porque, em muitos caso, as empresas começam a ficar sem capital de giro rápido, fato que pode afetar as aquisições e até mesmo o pagamento de salários.

    "As contas garantias são muito importantes para algumas indútriasm, que podem se ressentir da falta de crédito rápido e mais barato que terão de fazer captações mais caras, inclusive em factorings", advertiu o vice-presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, em entrevista para o Olhar Direto.

    Da mesma opinião comunga o presidente da Fiemt, Mauro Mendes, dono da Bimetal, que reassumiu o comando da instituição na semana passada após disputar e perder as eleições municipais em Cuiabá. Para ambos os líderes do segmento industrial, a crise já afeta a oferta de crédito e será preciso uma atenção especial com as indústrias de um modo geral.

    Na avaliação de Mauro Mendes e Milan o setor industrial deve ser protegido pelas medidas contra a restrição de créditos e não apenas o agronegócio e o setor bancário. “Cada setor tem seus problemas que devem ser resolvidos com mesmo empenho pelo governo, sem tratamento desigual”, disse Milan.

     

    Fonte: Olhar Direto
    03-11-2008 | 11:11
    Lula afirma que manter obras do PAC mesmo com crise financeira é questão de honra  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse satisfeito com o desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve divulgado o quinto balanço na semana passada. Em seu programa semanal Café com o Presidente, hoje (3), ele considerou “uma questão de honra” manter as obras em andamento mesmo com a crise financeira internacional.

    “É motivo de muita alegria saber que conseguimos fazer com que o PAC se transformasse em uma coisa importante para o desenvolvimento brasileiro e, mais importante ainda, saber que o governo mantém o controle das ações. A política de acompanhamento coordenada pela ministra Dilma Rousseff [da Casa Civil], junto com os governos estaduais, com as prefeituras e com os ministros de cada área tem demonstrado que essa é a forma mais correta de fazer com que as políticas públicas do governo brasileiro possam ser executadas”, disse o presidente.

    De acordo com Lula, 2009 deve ser um ano “infinitamente melhor” diante do número de obras do PAC a serem inauguradas. Ele reforçou que, em 2010, grande parte das obras anunciadas pelo governo estarão concluídas.

    “Obviamente que muita gente entendia que, por conta da crise financeira internacional, o PAC iria ter uma diminuição nos investimentos, no comprometimento das verbas do governo federal. Isso não vai acontecer. Acreditamos que uma das formas de enfrentar a crise financeira é fortalecer as obras de infra-estrutura e fortalecer o mercado interno”.

     

    Fonte: Olhar Direto
    03-11-2008 | 11:11
    Na reunião de rotina do secretariado, governador Blairo Maggi pedirá mais uma vez para os assessores “apertarem os cintos” diante da crise
    A reunião quinzenal do governador Blairo Maggi (PR), nesta segunda-feira, tem como principal pauta os reflexos da crise mundial na economia no orçamento geral do Estado para 2009. Apesar da preocupação demonstrada pelo governador, a proposta de R$ 7,7 bilhões na Lei Orçamentária Anual (LOA), em tramitação na Assembléia Legislativa, será mantida.

    Maggi, no entanto, antecipou que a peça orçamentária entra o próximo ano contingenciada, ou seja, apenas os gastos extremamente necessários serão feitos, mesmo assim com o aval do chefe do Executivo, que terá todo o controle sobre as movimentações financeiras.

    A LOA foi elaborada prevendo uma arrecadação um pouco abaixo da previsão, já temendo possíveis atropelos na economia, demonstra a cautela do Executivo com os números da arrecadação. Na quinta-feira, no final da manhã, o governador chamou no seu gabinete o secretário de Fazenda, Éder Moraes, o secretário-adjunto de Receita Pública, Marcel Cursi, que apresentaram um relato minucioso dos números da arrecadação.

    Neste relato, ainda que preliminarmente, sobre os possíveis reflexos da crise da economia na arrecadação do Estado não há previsão de reduzir os valores da peça orçamentária. Já em caso de uma receita maior, Maggi promete fazer complementações.

    O secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, que acompanhou a apresentação dos números da Sefaz ao governador, assegurou que não haverá alterações, por enquanto, relacionados aos recursos na Lei Orçamentária Anual. De acordo com Novacki, a pasta da Fazenda já trabalhava, em período anterior à anunciada crise da economia, com variantes capazes de identificar margem de risco. Os estudos teriam colaborado para a elaboração da peça orçamentária, que deverá sofrer apenas pequenos ajustes. Mas apesar da boa notícia, o chefe do Executivo estadual não dará brecha para possíveis pretensões de sua equipe a respeito dos gastos.

    Segundo o chefe da Casa Civil, na reunião desta segunda-feira Maggi irá reforçar o alerta dado anteriormente sobre a necessidade de continuidade de contenção de despesas. “Vamos continuar as ações que visam assegurar a economia e boa aplicação dos recursos públicos. Mesmo com a previsão de que o orçamento não será atingido de forma grave, é preciso continuar os trabalhos de economia na administração pública”, avisou.

    Segundo ele, mesmo que a arrecadação do Estado continue com margem de crescimento, é preciso manter a linha implementada por Maggi de bom uso do dinheiro público. “Independente do resultado do estudo que está a cargo da equipe técnica da Sefaz, sob o comando do Éder Moraes, continuamos cobrando empenho das secretarias no sentido de garantir recursos para ampliar investimentos em áreas afins”, disse.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    03-11-2008 | 11:11
    O governo federal, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal esperam lançar na semana que vem os termos de uma linha de crédito habitacional exclusiva para os servidores públicos federais. A iniciativa pretende contribuir para manter aquecido o mercado de crédito no país, particularmente, no segmento da construção civil. A linha será oferecida aos servidores ativos e aos aposentados - da administração direta, autarquias e fundações públicas, além de funcionários de empresas públicas e de sociedade de economia mista.

     

    As assessorias do BB e da Caixa informaram que as condições dos empréstimos, como prazos e taxas de juros, para esta nova linha ainda estão em discussão e, por isso, ainda não podem ser comentadas. Mas, a idéia é que sejam condições melhores e mais atrativas para os tomadores finais que as existentes nas linhas de empréstimos habitacionais já disponíveis no mercado.

     

    Como regra geral, a Caixa financia em seus empréstimos até 100% do valor do imóvel, novo ou usado, e o prazo de pagamento é de até 30 anos. As taxas de juros variam entre 8,4% e 12% ao ano mais TR, dependendo do valor do financiamento e da fonte de recursos utilizada. Já o Banco do Brasil, autorizado este ano a operar no segmento imobiliário com recursos captados em caderneta de poupança, financia até 80% do valor do imóvel, residencial, comercial, novo ou usado. Os prazos no BB vão até 20 anos para quitação, com juros entre 8,9% a 13,9% ao ano mais TR.

     

    Se, por um lado, o governo quer incentivar as instituições públicas a manterem em alta o crédito imobiliário, por outro, as direções dos bancos oficiais encaram tais convênios como oportunidades de negócios e de ampliação da base de clientes. E o "nicho" do serviço público parece promissor.

     

    A presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, assinou na sexta-feira (31), juntamente com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, um acordo para concessão de crédito habitacional aos servidores públicos do DF. De acordo com a assessoria da Caixa, este convênio poderá atingir mais de 100 mil pessoas que poderão financiar até 100% do imóvel pretendido e, dependendo do relacionamento do servidor com o banco público, a taxa de juros pode ser diminuída em até 1%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    01-11-2008 | 11:11
    O gerente nacional de Administração de Carteira Imobiliária da Caixa Econômica Federal, Fernando Magesty, informou ontem que o volume de recursos para financiamento imobiliário da instituição deve aumentar entre 20% e 25% em 2009. "A Caixa não recuará em financiamento", afirmou. "Não haverá contingenciamento de recursos", reforçou, ao participar do comitê de Construbusiness da Câmara Americana de Comércio (Amcham) em Porto Alegre.

    Conforme Magesty, estão previstos R$ 22 bilhões em financiamentos em 2008, dos quais R$ 17 bilhões já foram aplicados. A CEF participa com 52% do mercado de crédito em número de operações e 29% do volume financiado, já que tem foco em contratos de menor valor, explicou ele.

    Magesty disse também que a CEF estuda a possibilidade de comprar mais carteiras de bancos privados de pequeno e médio porte, que têm procurado a instituição.

    "São bancos pequenos e médios que querem vender parte das carteiras como forma de implementar um 'colchão de liquidez' e preferem fazê-lo com a Caixa" comentou, dizendo que o processo depende de uma "detalhada análise".

    Fonte: Diário de Cuiabá
    01-11-2008 | 11:11
    O governo federal, o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal esperam lançar na semana que vem os termos de uma linha de crédito habitacional exclusiva para os servidores públicos federais. A iniciativa pretende contribuir para manter aquecido o mercado de crédito no País, particularmente, no segmento da construção civil. A linha será oferecida aos servidores ativos e aos aposentados - da administração direta, autarquias e fundações públicas, além de funcionários de empresas públicas e de sociedade de economia mista. As assessorias não puderam detalhar o programa.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    01-11-2008 | 11:11
    O governo estadual está atento aos avanços da crise internacional nos países e não descarta um reflexo na economia local em decorrência das turbulências no mercado financeiro mundial. O governador Blairo Maggi admite que a crise pode chegar a Mato Grosso, mas destaca que o Estado está preparado para enfrentar qualquer retração econômica e que ações estão sendo tomadas para minimizar os efeitos deste momento de crise. "A crise é mundial, e se passar pelo Brasil poderia não deixar de passar por Mato Grosso".

     

    O governador salienta que para este ano e 2009 os efeitos da crise não devem ser tão pesados como está ocorrendo nos Estados Unidos e na Europa, mas que se os sistemas financeiros e econômicos não se recuperarem os reflexos poderão se estender até 2010. "Mato Grosso estava preparado para um novo plantio e veio a crise. A nossa preocupação maior é na preparação das nossas atividades de 2009 para 2010, pois se até lá persistir a ausência de crédito e de falta confiança nos mercados e de dinheiro para irrigar estas atividades, o Estado vai ter problema sério em 2010", admite o governador ao relevar que estão sendo feitos planejamentos de contingenciamento orçamentário para que as consequências da crise não sejam tão graves.

     

    Uma das ações já em andamento é a redução do próprio orçamento, o que conforme o governador já foi apresentado na Assembléia Legislativa um valor (o montante não foi divulgado) um pouco abaixo do que era a possibilidade total de arrecadação do Estado.

     

    "Estamos traçando hoje um orçamento possível de ser atingido. Ao contrário do que está acontecendo com a pecuária e com o executivo estadual, o setor agrícola já está enfrentando as consequências da crise no sistema financeiro. Prova disso é que os produtores de soja, milho e algodão do Estado, juntamente com o governador, já pediram socorro ao governo federal.

     

    Na semana passada, em uma reunião com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, o setor produtivo pediu a prorrogação das dívidas vencidas e a vencer este ano para maio de 2009 e a liberação de recursos para dar continuidade à safra 2008/2009, que segundo os produtores, falta capital para continuar o ciclo.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    01-11-2008 | 11:11
    A ex-ministra do Meio Ambiente e atual senadora Marina Silva (PT-AC) disse hoje, durante a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Cultura da Paz (ECO 2008), em Brasília, ter certeza de que a crise financeira mundial afetará o setor ambiental. Segundo a Agência Brasil, a ministra afirmou que em um momento de crise, aumenta o risco da "barbárie", porque as pessoas correm para buscar saídas de qualquer jeito.

    Marina considera pequena a possibilidade de haver desaceleração nas atividades madeireiras da Amazônia. "A saída dessa crise deve comportar um olhar diferenciado para os ativos ambientais, considerando a sustentabilidade dos ecossistemas e a capacidade de suporte do planeta", afirmou.

    A ECO 2008, que termina hoje, conta com a participação de diversos especialistas e autoridades, entre eles o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Foram debatidos temas como Paz e Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Energias para o século 21, Políticas Públicas para o Meio Ambiente, Cidades Sustentáveis, Educação Ambiental, Mídia e Meio Ambiente e Amazônia. As informações são da Agência Brasil.

     

    Fonte: Olhar Direto
    01-11-2008 | 11:11
     Orientar os micro e pequenos empresários a controlar gastos, devido aos reflexos da crise financeira internacional no Brasil, é o meio que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) escolheu para ajudar o setor. A afirmação é do economista e diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos. "Temos um momento de incerteza, de expectativas em relação ao que pode ocorrer no futuro. Por isso, é muito importante em uma situação como esta mantermos a cabeça fria."

    Em entrevista à Rádio Nacional, Carlos Alberto acredita que o país não irá sofrer tantos prejuízos com a crise. No entanto, alerta para um cuidado maior com a gestão financeira das empresas. A dica é o empresário controlar com rigor os gastos (fluxo de caixa). "É muito importante um planejamento mais firme do próprio negócio para não ser pego por surpresas", aconselha.

    Ele citou que as próximas vendas de natal podem ser usadas como um motivo importante para essa atenção e tranqüilidade, estímulos que possibilitam ao pequeno empresário se manter centrado nos negócios e na gestão de sua empresa. Segundo ele, esse é um momento de preparo para as vendas de final de ano e não de retração que pode ser causada pela crise.

    O economista destacou também que durante os acompanhamentos das micros e pequenas empresas pelos mais de mil pontos de atendimento do Sebrae, espalhados em todo o país, pôde ser verificado que os empresários tem grande dificuldade em gerir o acesso ao crédito. "A pequena empresa não tem dificuldades por ser pequena. O problema é estar isolada, sozinha sem condições de enfrentar o mercado competitivo", ressalta.

    O Sebrae oferece atendimento 24 horas pela internet.

     

    Fonte: Olhar Direto
    01-11-2008 | 10:11
         O governador Blairo Maggi voltou a falar nesta sexta-feira (31.10), durante solenidade de inauguração da nova sede da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que o Estado de Mato Grosso pode sentir a crise que atinge os Estados Unidos e Europa, na formação das atividades de 2009 para 2010. Isso, caso os mercados persistam na ausência de crédito e na ausência de confiança, o que impediria o dinheiro de chegar “para irrigar” essas atividades (agricultura e pecuária). 
          
         “São alguns bilhões de reais ou de dólares que são necessários para formação da atividade econômica do Estado. Com toda certeza nos teríamos um problema bastante sério para 2010. Para 2009 vamos ter reflexos, mas bem menor do que poderá ocorrer em 2010. Porque se tivermos uma mudança de humor no mercado, se restabelecer a confiança e voltar à normalidade, nós provavelmente vamos passar por essa crise com bem menos turbulência”, avaliou o governador. 
          
         Desde o início da crise, o Governo vem realizando reuniões técnicas freqüentes com a equipe econômica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) avaliando as oscilações do mercado. Segundo Blairo Maggi, o Estado está preparado, inclusive a proposta orçamentária para 2009 do Executivo estadual foi apresentado à Assembléia Legislativa com um valor de orçamento um pouco abaixo da possibilidade total de arrecadação para 2009. 
          
         Ele explicou que acertou com a AL que o Governo irá apresentar um orçamento conservador com complementações se houver necessidades. “Hoje sabemos que o Estado tem um orçamento justo, possível de ser atingido, mas com toda certeza entraremos o ano 2009 com contingenciamentos no orçamento para não deixar fugir, a gente tem uma expectativa dessa crise. Pode ser que ela seja um pouco pior ou melhor”, completou.
         
         GÁS 
          
         Questionado sobre a suspensão do fornecimento de Gás Natural Veicular (GNV) para Mato Grosso pelo Governo da Bolívia, o governador Blairo Maggi disse que toda e qualquer negociação de gás no Estado, entre a Empresa Pantanal Energia (EPE) e governo boliviano, está suspenso. “Não há a mínima condição de entendimento entre eles, sobre as divergências de contratos e as exigências que o Boliviano quer para que a EPE assuma mandar gás para Mato Grosso, e esse gás viria para o MT Gás”, salientou. 
          
         Blairo Maggi acredita que a normalização do fornecimento de GNV deva demorar, mas garantiu que o Governo de Mato Grosso está se empenhando ao máximo. Com as exigências das cláusulas a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e a Empresa Pantanal Energia (EPE) abriram mão do contrato antigo, deixando a possibilidade de um gás social ser negociado entre estatal e estatal que é a empresa boliviana e a mato-grossense. Dentro desse gás social para atender um país vizinho mais um Estado vizinho, que é o Mato Grosso. 
          
         GREVE 
          
         Sobre a greve dos investigadores da Polícia Civil, o Governo do Estado argumentou que está aberto à negociação, mas que tem que ter a responsabilidade de aceitar a pagar um salário como aos demais servidores estaduais de Mato Grosso, desde que isso não comprometa as finanças do Estado e não chegar ao final do mês sem dinheiro para pagar a folha de pagamento. "Para mim a coisa mais sagrada que existe no Governo é salário de servidor público, portanto, a minha responsabilidade é muito grande", ponderou Maggi.

     

     

    Fonte: 24 Horas News
    01-11-2008 | 10:11
    SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou hoje as novas regras para os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) que agora poderão aplicar não somente em imóveis prontos ou em construção, como já ocorre atualmente, mas também em recebíveis e ativos mobiliários de forma geral que estejam ligados ao setor imobiliário.

     

     

    A normatização está prevista na Instrução nº 472, emitida pela autarquia, que tem como objetivo tentar harmonizar as regras desta aplicação com aquelas previstas para os demais fundos.

     

     

    Entre estes ativos que poderão ser comprados pelos FII estão Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), cotas de Fundos de Investimento em Participação (FIPs) e de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), além de ações ou debêntures emitidas por companhias abertas do setor, ou cotas de sociedades de propósito específico.

     

     

    Durante a audiência pública, a CVM fez várias modificação em relação à proposta original, apresentada em janeiro deste ano. Entre as mudanças está o fim da classificação dos fundos, seja por estágio de maturação dos empreendimentos, ou pela característica principal dos investimentos, se em imóveis reais, ou em valores mobiliários ligados ao setor. A idéia é que o regulamento e o prospecto do fundo tragam esse tipo de informação.

     

     

    A CVM também acabou com a exigência de avaliação anual dos imóveis que componham a carteira do fundo. Segundo a autarquia, caberá ao administrador do fundo ter um conduta "diligente" para determinar a periodicidade adequada de avaliação.

     

     

    Para permitir que os aportes no fundos imobiliários sejam feitos aos poucos, a CVM criou um mecanismo de compromisso de investimento nos moldes do que já existe com os Fundos de Investimento em Participações (FIPs), possibilitando chamadas de capital ao longo do funcionamento do FII.

     

     

    A CVM considerou desnecessária a criação de Fundos de Investimento em Cotas de FIIs, já que os próprios FIIs já poderão investir em cotas de outros fundos da mesma classificação.

     

    Fonte: G1
    01-11-2008 | 10:11
    Depois de várias semanas de séria crise financeira mundial, o FMI (Fundo Monetário Internacional) finalmente se mexeu e anunciou ontem a criação de uma linha de crédito de curto prazo para países emergentes, inclusive o Brasil, no valor total de US$ 100 bilhões. "Esse valor pode ser aumentado se for necessário", disse Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente da entidade, em entrevista no final da tarde na capital dos Estados Unidos.

     

    O instrumento foi batizado de SLF, sigla a partir do nome em inglês ("Short-Term Liquidity Facility", ou Linha de Liquidez de Curto Prazo). A idéia é ajudar emergentes que estejam sofrendo por causa da atual crise financeira internacional.

     

    O dinheiro ficará disponível por um curtíssimo prazo para o país tomador - apenas três meses. Haverá a possibilidade de rolagem do empréstimo só por duas vezes, também por períodos de 90 dias. Ou seja, no máximo será um dinheiro para fluxo de caixa por nove meses para quem estiver interessado.

     

    As taxas de juros aplicáveis sobre o dinheiro sacado vão depender do valor que cada país retirar. Variam de 2,9% a 4,9% por um período de três meses.

     

    Trata-se de uma ação inédita na história do FMI. O dinheiro ficará disponível imediatamente para os países que se candidatarem ao crédito e estiverem habilitados a recebê-lo. Até hoje, desde a sua criação em 1944, o Fundo só deu dinheiro para países depois de ampla fiscalização das contas e quando o governo tomador aceitava assinar uma carta de intenções.

     

    Desta vez será um instrumento "fácil de usar, muito rápido", completou John Lipsky, primeiro vice-diretor-gerente do FMI. "Vários países" já teriam demonstrado interesse, disse Strauss-Kahn, sem especificar. "Será necessário esperar 24 horas a partir do anúncio para que saibamos exatamente quantos se interessarão."

     

    Nem todos poderão sacar. A consulta será confidencial, e o FMI vai deliberar rapidamente com base em dois itens. Primeiro: a sustentabilidade recente das dívidas externa e interna do país interessado. Segundo: as contas públicas do país, como política fiscal e inflação controlada, entre outros aspectos.

     

    Durante o anúncio, Strauss-Kahn foi indagado sobre se a Argentina teria condições de se candidatar ao dinheiro. O diretor-gerente do FMI não quis responder de maneira direta, mas disse que um país sem um bom histórico econômico "não seria elegível". Aos olhos do Fundo, a Argentina não se encaixa nessa qualificação e será uma exceção se o país for aceito nesse novo programa.

     

    Não é o caso do Brasil, que desde dezembro de 2005 liquidou todos os compromissos com o FMI e nada mais deve à entidade. Se desejasse ter acesso ao dinheiro, o governo do presidente Lula teria condições de receber até o máximo de US$ 22,5 bilhões a uma taxa de 4,9% por três meses.

     

    O limite da nova linha de crédito a que cada país terá acesso está relacionado ao tamanho da cota que cada um tem no FMI. Todos os 184 países-membros entram para o Fundo mediante o pagamento de parcela em dinheiro. No caso do Brasil, a cota é de 3 bilhões de SDRs (direitos especiais de saque), cujo valor equivalente é de aproximadamente US$ 4,5 bilhões.

     

    "Cada país poderá sacar até o máximo de 500% da sua cota", explicou Strauss-Kahn. Ou seja, no caso brasileiro, US$ 22,5 bilhões. Para países que optarem por um valor até 200% da cota, a taxa de juros cobrada será bem camarada: 2,9% por 90 dias. Ou seja, é realmente uma facilidade para ajudar os governos que estiverem em dificuldade na atual crise.

     

    O valor total de US$ 100 bilhões a ser colocado à disposição para essa linha de liquidez de curto prazo teve como base as atuais reservas do FMI, na casa dos US$ 200 bilhões. "A diretoria fixou em 50% das nossas reservas a disponibilidade para a SLF", declarou Strauss-Kahn, respondendo a uma pergunta da Folha.

     

    Indagado então se esse valor não parecia pequeno dada a natureza da crise e o tamanho de certas economias que poderiam usar o dinheiro -foi citado o Brasil, cujas reservas estavam até pouco tempo na casa dos US$ 200 bilhões-, o diretor-gerente do FMI concordou. "De fato, esse é um valor que terá de ser complementado por outras fontes. Mas é bom que o Fundo possa estar ajudando seus membros no curto prazo sem muitas precondições”.

     

    Essa decisão do FMI é uma tentativa de resposta às críticas que a entidade vem recebendo nos últimos anos pela sua incapacidade de coordenação da economia mundial e pela demora em reagir à atual crise, que também pegou a instituição despreparada.

     

     

    Fonte: CNT
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