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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    01-11-2008 | 10:11
    O governo já tem a estratégia para proteger o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da crise econômica mundial em 2009: reduzir o superávit primário para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB), em vez de 4,3%, como tem feito este ano. Com isso, serão liberados cerca de R$ 15 bilhões extras.

     

    Se isso não for suficiente, haverá cortes no Orçamento, a começar pelos R$ 20 bilhões em investimentos que não integram o PAC e pelos projetos incluídos por emendas parlamentares. O governo ainda pode renegociar acordos de reajuste dos servidores. "O último é cortarmos o PAC e os programas sociais", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

     

    Preservar o PAC é a ordem do presidente Lula. Uma olhada no 5º balanço do programa, divulgado ontem, dá uma idéia do por quê. Obras de vulto, como o Arco Rodoviário do Rio de Janeiro e a integração de bacias do Vale do São Francisco serão entregues à população no ano eleitoral de 2010.

     

    O PAC foi escolhido pelo governo para evitar uma grande queda da expansão econômica durante a crise. "O PAC tem um nítido caráter anticíclico", disse ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. "Ele funciona como um fator que faz com que não se perca a agenda do crescimento e do desenvolvimento econômico."

     

    Segundo Dilma, esse caráter anticíclico se dá não só pelos investimentos do governo, mas também pela sinalização que o PAC dá ao setor privado. Só a parte do PAC executada com dinheiro do Orçamento, sem contar estatais, bancos oficiais e empresas privadas, é de R$ 25 bilhões no ano que vem.

     

    "Não acredito na possibilidade de a crise afetar o PAC porque não acredito numa desaceleração profunda", disse Dilma. Ela acha que a arrecadação federal não terá uma queda brusca em 2009. Além disso, ressaltou que boa parte do PAC é privada. "O setor privado continua interessado porque a maioria dos projetos é de alta lucratividade", disse. Um exemplo citado por ela foi o leilão de concessão de rodovias paulistas, realizado na véspera, com sucesso.

     

    A ministra afirmou ainda que a crise de liquidez não tem prejudicado o financiamento das obras do PAC. De fato, os projetos já contratados estão em andamento, como confirmaram os presidentes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, e da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

     

    Isso, porém, não quer dizer que a infra-estrutura seja imune à crise. Embora os financiamentos do BNDES e da Caixa Econômica Federal tenham tranqüilizado os empresários, eles não resolvem todo o problema. Segundo Godoy, o BNDES financia de 60% a 80% dos projetos e tem sido difícil arranjar o resto, pois o crédito, embora exista, está caro.

     

    A Abdib propôs ao governo a criação de um fundo de R$ 10 bilhões para a infra-estrutura, com dinheiro dos bancos oficiais e fundos de pensão. "É para evitar que as obras comecem a parar", disse. Simão, da CBIC, levantou outro problema: o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) interromperam a aprovação de novos projetos, o que deve afetar a construção pesada.

     

    BALANÇO

     

    Mesmo para um governo do PT, a greve pode ser um problema. A paralisação, por quase um mês, dos funcionários do Ministério dos Transportes e a greve da Caixa frearam a execução do PAC no mês passado. São justamente as áreas que mais liberam recursos, pois concentram obras de rodovias, ferrovias, habitação e saneamento.

     

    Segundo levantamento do site Contas Abertas, os gastos com o PAC recuaram cerca de 60% em outubro, ante setembro. Dilma, no entanto, tratou o assunto como já contornado. "Acredito que em novembro teremos um salto no PAC", disse.

     

    No balanço divulgado ontem, só 1% das 2.198 ações do PAC foi classificado de "preocupante". Nesse grupo, estão hidrelétricas como a de Ribeiro Gonçalves (PI e MA) e Pedra Branca (PE e BA), em razão da necessidade de refazer os estudos de impacto ambiental.

     

    É também o caso do Programa Luz para Todos, que chegará ao fim do ano sem cumprir a meta de levar eletricidade a 2 milhões de moradias. "Faltará 4% da meta, que concluiremos em fevereiro, com dois meses de atraso", admitiu Dilma.

     

     

    Fonte: NTC e logística
    01-11-2008 | 10:11
    Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou hoje (31) que, apesar da crise financeira internacional, o governo brasileiro não tem "nenhum indício" de desaceleração nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    “Não vejo esse cenário. Se você pegar os gastos [com obras do PAC], multiplicamos em 3,5 vezes o que gastamos no ano passado. Tivemos um dos melhores desempenhos em 2008. Não há, tecnicamente, motivos [para desacelerar as obras]."

    Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia Ministro, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Dilma avaliou que há apenas “torcida política” por parte de alguns eixos da oposição para que o ritmo das obras do programa diminua.

    Ela reforçou que, mesmo diante da instabilidade das Bolsas de Valores e da cotação do dólar, o Brasil “não quebrou” e que a atual situação vivida pelo país, do ponto de vista fiscal, é “mais robusta” do que a norte-americana ou de alguns países europeus.

    "Fizemos o maior superávit primário dos últimos anos. Eles [Estados Unidos e países da Europa] têm um problema seriíssimo de insolvência do sistema financeiro. Ninguém pode supor, em sã consciência, que eles não estejam em processo recessivo. O governo brasileiro tem hoje uma margem de manobra que nunca teve antes. A prioridade é o PAC inteiro, não estamos fatiando o PAC."

     

    Fonte: Agência Brasil
    01-11-2008 | 10:11
    Brasília - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou hoje (31) que, “pela primeira vez na história das crises financeiras internacionais”, o Brasil não quebrou.

    Segundo ela, no passado, toda a dívida privada interna brasileira e a pública, sobretudo, estava indexada ao câmbio e, quando havia uma crise internacional, o país quebrava.

    “Desta vez, o governo não está quebrado, nós temos reserva, não recorremos ao Fundo Monetário Internacional [FMI], não temos que aceitar nenhum receituário recessivo para enfrentar a crise, não estamos vivendo uma situação limite. Isso não é motivo para a gente cantar em verso e prosa essa situação, mas é motivo para a gente reconhecer que isso é favorável ao Brasil.”

    Após participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia Ministro, nos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Dilma destacou que as medidas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, são “preventivas” para enfrentar as restrições ao crédito.

    “O crédito secou internacionalmente. Eles [Mantega e Meirelles] tentam e conseguem resolver um problema sério que é a volatilidade cambial. Acho que o Banco Central tem conduzido de forma correta a política monetária e isso é visível.”

    De acordo com a ministra, em vez de "sair por aí cortando tudo quanto é investimento em infra-estrutura”, o governo optou por manter os investimentos, o que abre caminho para o Brasil enfrentar a crise “de uma forma muito mais robusta e favorável”.

    “Não que nós não tenhamos uma desaceleração, nós nos esforçamos é para que isso signifique o menor prejuízo possível para o país. A não ser que me expliquem por que vai haver uma recessão no Brasil, isso não existe. Acho que nem a oposição acredita nisso.”

    Ao comentar ainda a exploração da camada pré-sal, Dilma Rouseff destacou que essa questão se trata de um dos maiores desafios do país e que o governo vai encaminhar o projeto sobre o assunto “com muita calma e com muita tranqüilidade”, sem ser “pautado” por nada. “Quando a gente achar que está maduro, sairá.”

     

     

    Fonte: Agência Brasil
    31-10-2008 | 11:10
    O Governo está trabalhando na edição de uma nova medida provisória para ordenar melhor a aplicação dos R$ 13 bilhões, anunciados para atender o setor da construção civil. A informação foi passada hoje (30) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

    Segundo o ministro, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB), de 2009, não tenha o mesmo desempenho do resultado previsto para este ano. Mantega não quis fazer uma projeção, mas admitiu que será menor.

    Guido Mantega também falou do atual ritmo do consumo interno que continua alto. Segundo ele, a redução do crédito para compra de produtos não desacelerou o consumo.

     

     

    Fonte: Olhar Direto
    31-10-2008 | 11:10
    A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já iniciou a apresentação do quinto balanço do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo relatório do governo, R$ 10,4 bilhões foram empenhados para as obras do programa, no período de janeiro a 23 de outubro deste ano, o que representa um porcentual 34% maior que no mesmo período de 2007. Neste ano, foi pago um valor total de R$ 8,2 bilhões.

    Das 2.198 ações monitoradas pela equipe da ministra Dilma, 83% estão em ritmo adequado e receberam o selo verde; 7% estão em situação que requer atenção, e receberam o selo amarelo; e 1% estão com o selo vermelho, de preocupante. Os 9% restantes referem-se às obras já concluídas.

    Entre as obras que estão com situação preocupante estão a construção do terminal de passageiros do aeroporto de Vitória, a melhoria de pista e pátio do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a construção da usina hidrelétrica de Pedra Branca, entre Pernambuco e Bahia, a construção do terminal de passageiros do aeroporto de Macapá.

    Somente neste mês de outubro, o governo executou R$ 15,6 bilhões em pagamentos a empresas responsáveis por obras incluídas no PAC. Esse valor é 3,5 vezes maior que o registrado em outubro de 2007, segundo o relatório.

    Em uma tabela exibida pela ministra, em um telão instalado no Salão Leste do Palácio do Planalto, o governo informa que executou R$ 8,22 bilhões de março de 2007 a 23 de outubro deste ano e, no acumulado de 2008 até 23 de outubro, a dotação total para o PAC foi de R$ 17,9 bilhões.

    Crise

    O relatório do quinto balanço das obras do PAC, divulgado esta manhã pela ministra-chefe da Casa Civil, destaca que o governo já trabalhava com a perspectiva de uma redução moderada no crescimento da economia brasileira em 2009 na comparação com este ano.

    Ao tratar da crise financeira internacional, o documento destaca estimativas anteriores de que o crescimento do PIB no próximo ano será de 4,5%, 0,5 ponto percentual menor que a estimativa para 2008. Para 2010, o crescimento previsto do PIB é de 5%. Esses números são os mesmos apresentados em balanços anteriores.

    Das 210 páginas do relatório, nove abordam a questão da crise internacional. O governo lista como impactos imediatos da crise sobre o Brasil as perdas patrimoniais no mercado acionário e de derivativos, a redução das expectativas sobre o PIB em 2009, a restrição da liquidez para empresas brasileiras, o encarecimento do crédito doméstico e o travamento do financiamento externo das exportações.

    O documento ressalta que essa crise é a mais forte desde 1929. Mas, destaca, porém, que economias emergentes como a do Brasil serão menos atingidas que as avançadas por apresentarem um crescimento mais rápido, terem grande potencial de expansão do mercado interno e possuírem instituições financeiras com menor alavancagem e menos ativos podres.

     

    Fonte: Olhar Direto
    31-10-2008 | 11:10
    Um volume maior dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será disponibilizado para financiamento e investimento no setor habitacional a partir de 2009.

    De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os recursos passarão dos atuais R$ 6 bilhões para R$ 11,5 bilhões e têm por objetivo impedir que a crise financeira internacional reduza o volume de crédito para um setor importante da economia.

    “Nós estamos aumentando o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, só na área de investimento de habitação, em cerca de 70%, com linhas de créditos para a construção de habitações populares e habitações em geral. Para que essa área que é tão fundamental, é tão estratégica, gere emprego”.

    O ministro do Trabalho e Emprego informou ainda que os recursos serão destinados aos bancos públicos e privados que atuam na área de financiamento habitacional.

     

    Fonte: Olhar Direto
    31-10-2008 | 11:10
    A decisão do Banco Central em manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano (a.a.) foi bem recebida por economistas e pelo setor comercial de Mato Grosso. Para os especialistas, a atitude do BC em não elevar o percentual sinaliza para uma retomada na confiança do consumidor e para uma estabilidade na economia. Uma nova alta poderia frear mais o consumo. A consequência da retração no consumo faria com que o governo reduzisse a taxa de juros o que acarretaria em uma nova onda de consumismo e compras a prazos mais longos.

     

    A decisão do BC foi tomada durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorreu na quarta-feira (30). A taxa é usada como instrumento de controle da inflação. Em nota oficial divulgada pelo Banco Central a justificativa para a manutenção foi a de que "avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, em ambiente de maior incerteza, o Copom decidiu por unanimidade, neste momento, manter a taxa Selic em 13,75% a.a., sem viés". O viés permite ao BC alterar a taxa a qualquer momento entre as reuniões.

     

    Para o economista Vitor Galesso, o assunto é complexo e o governo está se preparando para qualquer sinal mais grave da crise. "Diante da possibilidade de recessão, o governo tende a manter a tranquilidade e a medida é uma forma de precaução", diz ao completar que avaliações mais precisas poderão ser feitas nos próximos dias, dependendo do comportamento da economia.

     

    O economista considera também que na ponta, ou seja, para o consumidor que vai às compras, o efeito da elevação da taxa Selic (que ocorreu em setembro) já está sendo percebido, pois as taxas de juros para os financiamentos aumentaram, o que pode provocar uma desaceleração no consumo.

     

    O vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Roberto Peron, afirma que o setor tem a necessidade de uma diminuição nas taxas de juros, mas aprova a decisão do Banco Central pela manutenção até que se tenha uma real noção da crise internacional. "Com este percentual, temos uma expectativa de maior movimentação no Natal. Se a taxa fosse elevada, a atitude estaria na contramão do crescimento nas vendas, e de futuros investimentos por parte do setor produtivo", diz Peron ao explicar que os juros altos aumentam os custos dos empréstimos.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma defesa do Fundo Soberano do Brasil (FSB), aprovado ontem pela Câmara. Segundo ele, há uma tendência mundial de criação dos fundos, que é inevitável, da qual o Brasil não deveria ficar de fora. Ele destacou que o fundo proposto pelo governo tem hoje uma natureza fundamentalmente fiscal, de poupança anticíclica. Mas ele ressaltou que, no futuro, quando começarem a entrar no Brasil os recursos da exploração de petróleo da camada pré-sal, o FSB também terá natureza cambial, evitando uma valorização excessiva da taxa cambial, que pode destruir a indústria manufatureira.

     

    "Vejo os senhores dizendo vamos diminuir o gasto corrente. A gente já está economizando. Só falta o Fundo Soberano para colocarmos o dinheiro lá. Estamos subtraindo do governo a capacidade de ele gastar 0,5% do PIB", argumentou. Mantega ressaltou a importância da função anticíclica do Fundo. Segundo ele, o governo pode usar esse instrumento caso haja uma queda na atividade econômica.

     

    O ministro disse que ainda mantém previsão de que o Brasil pode crescer de 4% a 4,5% em 2009 e acrescentou que o governo vai trabalhar ao máximo para atingir esse objetivo. "Ainda acho que dá para perseguir esses índices de crescimento", afirmou. Também na linha de garantir o crescimento, Mantega defendeu a atuação do governo no sentido de prover liquidez aos bancos. "A preocupação não é ajudar os bancos, mas sem crédito a economia pára. É importante que eles tenham a liquidez necessária para manter a atividade econômica. Nossa missão é tentar fazer o País crescer o máximo possível. O objetivo é manter o emprego, a renda, preservar o poder aquisitivo" explicou.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao encerrar a apresentação do quinto balanço sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Palácio do Planalto, voltou a afirmar que a crise financeira internacional não atingirá o cronograma das sobras previstas. "Não identificamos nenhuma obra que, por conta dos problemas de restrição de crédito internacional, sofra conseqüências", disse a ministra. Segundo relatório divulgado por ela ontem, de janeiro a 23 de outubro deste ano o governo empenhou R$ 10,4 bilhões para as obras do PAC, porcentual 34% maior que no mesmo período de 2007. Neste ano, foi pago um valor total de R$ 8,2 bilhões.

     

    Das 2.198 ações monitoradas pela equipe de Dilma, 83% estão em ritmo adequado e receberam o selo verde; 7% estão em situação que requer atenção, e receberam o selo amarelo; e 1% está com o selo vermelho, de preocupante. Os outros 9% se referem a obras concluídas. Entre as obras que estão com situação preocupante estão a construção do terminal de passageiros do aeroporto de Vitória, a melhoria de pista e pátio do aeroporto de Guarulhos, a construção da usina hidrelétrica de pedra branca, entre Pernambuco e Bahia.

     

    Dilma afirmou que, em novembro, as obras darão "um salto". "Não estamos esperando depressão ou recessão, mas desaceleração, e é sempre importante ressaltar que as obras do PAC combinam investimento privado com investimento público", afirmou. A uma pergunta sobre risco de redução na arrecadação federal de impostos e contribuições, a ministra respondeu que o governo não prevê esse problema para os próximos meses.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o impacto da crise internacional no Brasil pode reduzir a arrecadação de impostos do governo federal. O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que participou da audiência disse que a instituição estuda outras medidas para ajudar bancos médios e pequenos.

     

    Mantega disse que o governo trabalha com um cenário de desaceleração da economia, que deve provocar uma redução no ritmo de crescimento das receitas. "Acredito que haverá desaceleração. Nós já desejávamos que houvesse uma desaceleração da economia, certamente isso vai acontecer, mas não há ponto de desequilibrar nossas finanças", afirmou.

     

    O ministro informou, porém, que até o momento a arrecadação não foi afetada pela crise. Mantega explicou que as eventuais perdas de receitas do governo federal impactam as contas de Estados e municípios. Ele recomendou aos prefeitos que monitorem suas contas com maior atenção neste momento, mas defendeu que mantenham os investimentos.

     

    O ministro ressaltou que o governo tem se preocupado em manter as contas públicas em ordem, fazendo com que os gastos de custeio cresçam menos do que do PIB nominal e também significativamente menos do que os investimentos. Ele ressaltou que o governo está fazendo um esforço extra de R$ 14,5 bilhões, que serão destinados ao Fundo Soberano do Brasil (FSB), que é "uma poupança para o futuro". "Nós já estamos tomando precauções e devemos fechar o ano com as contas fiscais prontas para enfrentar situação fiscal adversa", afirmou.

     

    Em relação à desaceleração econômica, Mantega destacou que o governo está trabalhando para evitar uma perda significativa no ritmo da atividade. Mas ressaltou que uma diminuição no ritmo de crescimento é desejável. Nesse sentido, afirmou que o crédito não precisa crescer a um ritmo de 30% como vem ocorrendo este ano. "Em vez de crescer 30%, uma expansão de 10%, 15% do crédito, já é suficiente para viabilizar um nível de atividade satisfatório", disse.

     

    Ele disse ainda que o governo mantém suas projeções para o desempenho da economia brasileira em 2009 e que é importante aguardar para revisar os números, mesmo porque a fase mais aguda da crise parece estar se dissipando. O ministro descartou a possibilidade de uma recessão no País. Ele também ressaltou que, até agora, a atividade econômica no Brasil não caiu.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão do Banco Central (BC) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, de acordo com informações de auxiliares que viajaram com ele para El Salvador e Cuba. "Foi uma decisão sensata, porque tudo ainda é uma incógnita", disse Lula, de acordo com relato de um desses auxiliares. "Agora, é esperar a ata do Copom (Comitê de Política Monetária, do BC), para saber se os indicadores são para que a taxa fique nesse porcentual", teria dito Lula.

     

    Lula elogiou a Câmara dos Deputados, que aprovou o projeto de criação do Fundo Soberano do Brasil (FSB). A expectativa é de que o fundo já tenha recursos, neste ano, de R$ 14 bilhões. O dinheiro sairia do excesso de arrecadação destinado ao superávit primário. Será, de acordo com Lula, um instrumento essencial para manter os investimentos.

     

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante a 18ª Cúpula Ibero-americana, que a crise econômica global deve ser enfrentada com mais integração, mais comércio justo, menos distorções e menos subsídios. "Por isso continuamos a apostar na conclusão rápida e exitosa da Rodada de Doha", afirmou Lula numa reunião em que estavam os dirigentes dos 22 países da cúpula, cuja tema foi "Juventude e desenvolvimento", mas que foi totalmente dominada pela questão da crise.

     

    Lula conclamou todos a repensar os organismos financeiros internacionais, conferindo-lhes capacidade regulatória. "Afinal, todos somos vítimas do comportamento irresponsável daqueles que especulam com esperanças e vendem ilusões". Para Lula, todo o esforço que está sendo feito pelos países em desenvolvimento para superar a pobreza e a exclusão até agora está "comprometido pela ação irresponsável daqueles que fizeram da economia um cassino".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    Os acordes finais da 3ª Bienal de Música Brasileira Contemporânea de Mato Grosso serão tocados hoje, às 20h. Quem encerra o evento é o concerto do grupo Cuiabá Ensemble. O idealizador do evento, maestro Roberto Victorio, tem a certeza de que a Bienal conseguiu seu objetivo que é o de levar a música de concerto da atualidade para os ouvidos e corações de quem ainda não a conhecia.

     

    O grupo de câmara é formado por instrumentistas do Departamento de Artes da UFMT e criado exclusivamente para a montagem do último concerto da 3ª Bienal. Eles apresentam seis obras em primeira audição mundial de compositores de Mato Grosso, além de obras de Alceo Bocchino (o homenageado), Caio Senna e do próprio Roberto Victorio.

     

    Antes do concerto, às 13h30, o público pode conhecer um pouco mais do trabalho da pianista Ingrid Barancoski. Ela ministra a palestra "Repertório moderno e contemporâneo no ensino do piano". Barancoski é Doutora em piano pela Universidade do Arizona, Mestre em Música pela Eastern Illinois University e graduada em Piano pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

     

    Ás 15h30 começa a palestra de Marcos Nogueira sobre "Como fazemos os sons se moverem". É professor-adjunto do Departamento de Composição e do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRJ. Doutor em Comunicação e Cultura, pela UFRJ, Mestre em Musicologia, pela Unirio, e Bacharel em Composição Musical, pela UFRJ.

     

    A 3ª Bienal acontece em Cuiabá com o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura e Fundação de Amparo a Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) e apoio do Instituto Pantanal Vivo, Capes, Instituto de Artes do Departamento de Linguagem da UFMT, 312 Studios, SindiMusi, Estudos de Cultura Contemporânea (Ecco), a Sociedade Brasileira de Música Contemporânea e CDMC -Brasil Unicamp.

     

    Serviço -Os concertos acontecem às 20h no auditório do CCBS da UFMT e as palestras das 13h30 às 17h30 no auditório do Instituto de Linguagens da UFMT. A entrada é gratuita

     

    Fonte: Gazeta Digital
    31-10-2008 | 11:10
    O balanço do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) divulgado nesta quinta-feira mostra que 9% das obras previstas no programa foram concluídas. Isso corresponde a 193 obras que somam R$ 30,6 bilhões.

    O total de obras com sinal preocupante ou que exige atenção chega a 7%. Em relação ao montante previsto para o programa, esse percentual é de 6%.

    Os valores empenhados entre janeiro e outubro deste ano chegam a R$ 10,4 bilhões, 34,3% a mais do que o mesmo período do ano passado.

    Na comparação com os valores pagos, porém, o crescimento é menor. Em outubro deste ano, o pagamento acumulado é de R$ 8,22 bilhões, contra R$ 7,3 bilhões no ano passado. A dotação orçamentária para 2008 é de R$ 17,9 bilhões.

     

     

    Fonte: Olhar Direto
    31-10-2008 | 11:10
    O governo admitiu que houve um freio no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em outubro, mas tratou de desvincular a queda nos investimentos da crise financeira e usou as greves do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) e da Caixa Econômica Federal (CEF) como explicação.

    A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, prometeu " um salto em novembro " e disse não acreditar " em uma desaceleração profunda do crescimento que leve à queda da arrecadação " . Em outubro, até o dia 23, os empenhos dos ministérios dos Transportes, das Cidades e da Integração Nacional alcançaram R$ 319 milhões, de acordo com o balanço do PAC divulgado ontem. Em setembro, haviam sido empenhados R$ 1,576 bilhão pelos mesmos ministérios.

    Servidores do DNIT entraram em greve no fim de setembro e só voltaram na quarta-feira ao trabalho. A ministra estimou em R$ 1 bilhão os recursos parados na autarquia, à espera de ordens de desembolso. No caso da CEF, segundo o governo, a paralisação impediu o repasse de verbas federais a Estados e prefeituras.

    " Foi uma redução localizada, que será compensada e não causará atrasos nas obras " , afirmou Dilma. Dos investimentos previstos para 2008 com recursos do orçamento da União, no total de R$ 17,9 bilhões, menos da metade - R$ 8,2 bilhões - foi efetivamente desembolsado. Ela descartou qualquer relação com o agravamento da crise. " A comparação é forçada. O governo está bastante forte em relação às reservas (internacionais), estamos fazendo uma política de liberação do compulsório e temos uma visão clara de que o PAC é anticíclico " , avaliou.

    Além das greves, o atraso em algumas obras prioritárias também afeta o ritmo dos investimentos. O caso mais notável é o da Infraero. Nos aeroportos, irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) paralisaram obras em Guarulhos, Vitória, Goiânia e Macapá. Em Guarulhos, a reforma da pista principal está parada desde março e o TCU determinou à Infraero uma repactuação dos preços definidos em contratos com as construtoras. O Valor apurou que há impasse nas negociações com as empreiteiras, que se recusam a baixar seus preços, e a Infraero já cogita mobilizar o Batalhão de Engenharia do Exército para terminar a recuperação do terço final da pista, se não houver acordo entre as partes até o fim de novembro, para evitar eventuais restrições a pousos e decolagens em 2009.

    O mesmo drama é vivido pela Infraero na construção dos terminais de passageiros de Goiânia e de Vitória. Em Macapá, a situação é ainda pior: a empreiteira responsável pelas obras - que já era substituta da Gautama, do empresário Zuleido Veras, alvo principal da Operação Navalha da Polícia Federal - entrou em recuperação judicial e paralisou os trabalhos. A Infraero fará licitação para contratar outra construtora. Também precisará divulgar novo edital para a ampliação do aeroporto de Brasília e começar praticamente do zero o planejamento do terceiro terminal de Guarulhos, cujas obras, orçadas em pouco mais de R$ 1 bilhão, tiveram sobrepreço apontado pelo TCU. Nas próximas semanas, será feita a contratação dos novos projetos básico e executivo de engenharia. " Muitas vezes, a paralisação de uma obra pode implicar mais prejuízo do que a sua continuidade " , afirmou Dilma.

    Não é apenas a Infraero que tem tido dificuldade em seguir seus cronogramas. Atrasos afetam o lançamento de editais de todos os portos contemplados pelo programa nacional de dragagem. A concorrência para tocar as obras de aprofundamento dos portos de São Francisco do Sul e Itajaí (SC), por exemplo, era esperada para novembro de 2008. Agora só deve sair em janeiro. Em Santos, o atraso também é de cerca de dois meses.

    O ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, reconheceu a existência de problemas na montagem dos editais, ao introduzir o conceito de dragagem por resultados e de longo prazo, na qual o vencedor das licitações fica responsável pela manutenção por até cinco anos dos trabalhos realizados. Mas o ministro argumentou que, do ponto de vista de cronograma das obras e dos recursos, não há atrasos. " A licitação para o porto de Recife, embora seja uma dragagem relativamente pequena, recebeu oito propostas " , disse.

    Apesar da crise internacional, o governo planeja novas rodadas de concessões para projetos de infra-estrutura no fim deste ano e início do próximo. Para o dia 1º de dezembro, na Bovespa, está marcado o leilão de 680 quilômetros da BR-116 e da BR-324, na Bahia. Outras três estradas federais - a BR-040 entre Brasília e Juiz de Fora, além dos trechos mineiros da BR-116 e da BR-381 - devem ter seus leilões até março de 2009. Em janeiro, o governo pretende lançar o edital de subconcessão da ferrovia Norte-Sul, no trecho que vai de Palmas a Estrela D´Oeste (SP).

    " A maioria dos projetos de infra-estrutura é de alta lucratividade porque tem demanda certa " , afirmou Dilma. O BNDES terá recursos para financiar as obras e não houve reclamações até agora de que a falta de crédito tenha afetado empreendimentos do PAC, segundo ela.

    O presidente da Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC), Paulo Safadi Simão, disse que a crise tem contornos " impressionantes " para o setor, que chegou a temer por falta de capital de giro para atender às ordens de serviço do PAC. Segundo ele, no entanto, a abertura de linha de crédito de R$ 3 bilhões pela CEF " dá fôlego suficiente " para as construtoras em 2009, quando prevê uma diminuição da demanda. Dilma lembrou que, além da linha de financiamento, a Caixa-Par estará à disposição de construtoras que queiram associar-se à estatal.

     

    Fonte: Olhar Direto
    31-10-2008 | 11:10
    Um volume maior dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) será disponibilizado para financiamento e investimento no setor habitacional a partir de 2009.

     

     

    De acordo com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, os recursos passarão dos atuais R$ 6 bilhões para R$ 11,5 bilhões e têm por objetivo impedir que a crise financeira internacional reduza o volume de crédito para um setor importante da economia.

     

     

    “Nós estamos aumentando o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, só na área de investimento de habitação, em cerca de 70%, com linhas de créditos para a construção de habitações populares e habitações em geral. Para que essa área que é tão fundamental, é tão estratégica, gere emprego”.

     

     

    O ministro do Trabalho e Emprego informou ainda que os recursos serão destinados aos bancos públicos e privados que atuam na área de financiamento habitacional.Carlos Lupi deu entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), durante o programa Bom Dia Ministro.

     

     

    Fonte: Mídia News
    31-10-2008 | 11:10
    A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quinta-feira que, mesmo com a crise, os investimentos do governo e da iniciativa privada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) sustentarão o crescimento do país nos próximo anos. A ministra admitiu que haverá uma desaceleração no crescimento, mas disse que o investimento é crucial e que o PAC mantém uma "agenda positiva" para o país.

     

     

    "O Brasil tem condições de manter o crescimento, pode ser em um nível um pouco menor, apesar da crise internacional. O PAC sustenta o investimento e o ritmo de crescimento", afirmou, durante o balanço do programa. 

     

     

    Dilma ressaltou que o investimento em infra-estrutura não deverá ser tão afetado pela crise por ser de médio e longo prazo. Ela negou que haja um problema de crédito para essas obras e disse que o governo está atento a essa questão. "Não há problema de financiamento, o BNDES continua financiando todas as obras como sempre fez", disse.

     

     

    Fonte: Mídia News
    31-10-2008 | 11:10
    Adiantar os relógios em uma hora por causa horário de verão aumenta o risco de enfartes, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia.

     

    Segundo o estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os casos de enfarte do miocárdio aumentam cerca de 5% na semana seguinte ao ajuste dos relógios - principalmente nos três primeiros dias.

     

    "A hora de sono perdida e os conseqüentes distúrbios de sono que isto provoca são as explicações mais prováveis", disse Imre Janszky, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

     

    Em entrevista à agência de notícias sueca TT, outro cientista ligado ao estudo chegou a sugerir o fim dos ajustes anuais dos relógios.

     

    "Talvez seja melhor adotar o horário de verão durante todo o ano, em vez de ajustar os relógios duas vezes por ano. Este é um debate que está ocorrendo atualmente", disse o Dr. Rickard Ljung.

     

    Com base no registro de enfartes na Suécia desde 1987, os cientistas do Instituto Karolinska chegaram às conclusões do estudo após examinar as variações na incidência de ataques cardíacos durante os períodos de ajuste dos relógios, no início e no fim do horário de verão.

     

    Sono a mais
    Os cientistas também observaram que o reajuste dos relógios no fim do horário de verão (que na Suécia ocorre sempre no último domingo do mês de outubro), que é sempre seguido por um dia de uma hora extra de sono, representa uma leve redução do risco de enfartes na segunda-feira seguinte.

     

    A redução no índice de ataques cardíacos durante toda a semana que se inicia, no entanto, é significativamente menor do que o aumento registrado no início do horário de verão.

     

    Estudos anteriores demonstram que a ocorrência de enfartes é mais comum às segundas-feiras. Segundo os cientistas do Instituto Karolinska, o ajuste dos relógios no horário de verão oferece outra explicação para este fato.

     

    "Sempre se pensou que a causa da maior incidência de enfartes às segundas-feiras fosse principalmente o estresse relacionado ao início de uma nova semana de trabalho. Mas, talvez outro fator seja a alteração dos padrões de sono ocorrida durante o fim de semana", observou o Dr. Janszky.

     

    Os cientistas explicam que os distúrbios do sono produzem efeitos negativos no organismo humano e alertam que níveis elevados de estresse podem desencadear um ataque cardíaco nas pessoas que se situam em grupos de risco.

     

    "Pessoas mais propensas a sofrer um enfarte devem viver de maneira saudável, e isto inclui ciclos regulares de sono durante toda a semana", diz Rickard Ljung. "Como um cuidado extra, podem talvez também relaxar mais nas manhãs de segunda-feira", acrescentou ele.

     

    Os cientistas suecos esperam que o estudo possa aumentar a compreensão sobre os impactos que as alterações dos ritmos diários do organismo podem ter sobre a saúde humana.

     

    "Cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo são expostas todos os anos aos ajustes dos relógios, mas é difícil generalizar a ocorrência de enfartes do miocárdio que isto pode provocar", observou Ljung.

     

    Fonte: mídia News
    30-10-2008 | 11:10
    Os recursos serão provenientes da caderneta de poupança.
    valor total, Caixa Econômica disponibilizará R$ 3 bilhões.

     

    O Ministério da Fazenda informou nesta quarta-feira (29) que as empresas que atuam na construção habitacional poderão contar com cerca de R$ 10 bilhões a mais em linhas de capital de giro.

     

     

     

    O governo informou que os recursos serão provenientes da caderneta de poupança. A medida foi adotada para facilitar o acesso ao crédito para estas empresas, diz o governo federal.


     

    Segundo o Ministério da Fazenda, para possibilitar a lilberação destes R$10 bilhões da poupança pelos bancos, passará a ser permitida a aplicação de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em capital de giro para construtoras, o que era vetado até o momento.

     

     

    Esta permissão se aplica a todas as instituições financeiras que operam com recursos do SBPE e estará limitada a até 5% do saldo da poupança (R$ 205 bilhões no fim de setembro). Os recursos serão aplicados nas condições atuais do SBPE.

     

     

     

    Linha de crédito da Caixa

     

    O Ministério da Fazenda informou que, do valor total, R$ 3 bilhões são da Caixa Econômica Federal e R$ 7 bilhões de outras instituições financeiras. A linha da Caixa contará com um mecanismo de garantias adicionais - com o objetivo de reduzir a percepção de risco.

    O governo permitirá que a Caixa mantenha em um fundo de reserva, parte dos dividendos que seriam distribuídos para a União. Com esses recursos, forma-se um lastro que garantirá até 35% do valor das operações realizadas pela Caixa, diz a Fazenda. O valor total dos dividendos que pode ser retido é, portanto, de R$ 1,05 bilhão. 

    O Ministério da Fazenda salientou que essa reserva só será utilizada em "última instância", pois serão exigidas as garantias habituais dos proponentes. Ela serve apenas, diz o governo, como "garantia adicional" para reduzir a percepção de risco das operações. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições para os financiamentos.

     

    Fonte: G1
    30-10-2008 | 11:10
    Governo autoriza empréstimos para construtoras e fecha acordo de US$ 30 bilhões com os Estados Unidos para evitar que o dólar suba. Juros já subiram tanto que o Banco Central resolveu esperar. Manteve a taxa básica e vai avaliar os efeitos sobre a inflação. A decisão dividiu opiniões e veio acompanhada de novas medidas.

     

    O Banco Central agora tem mais munição contra a crise: tem agora à disposição uma linha de crédito de US$ 30 bilhões do Banco Central americano para enfrentar a crise.  

     

    O saque pode ser feito até abril de 2009 e não há juros. Se o governo usar o dinheiro, reais são depositados lá e a mesma quantidade em dólares será trazida para o Brasil. Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a operação é um sinal de confiança.

    Diante da crise e do futuro incerto, o Banco Central resolveu não aumentar nem reduzir a taxa de juros. A decisão foi unânime. A taxa básica da economia permanece em 13,75%.

    “Acho que foi prudente. Seria precipitado com essa crise, com essa incerteza e com a tensão inflacionária dos produtos que dependem do dólar você mexer nessa taxa. A manutenção me parece que foi a medida mais equilibrada”, disse o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PT-PE).

    “Eu acho que nesse momento, a situação ideal seria uma redução dos juros, porque isso poderia fazer com que o dinheiro fluísse para o setor produtivo e para as empresas que estão nesse momento se queixando profundamente da falta de liquidez no mercado”, avaliou o ex-diretor do Banco Central, Emílio Garófalo.

    O Banco Central também anunciou que fechou um acordo de troca de moeda com o Federal Reserve (Fed), Banco Central americano. Na prática, isso deixa à disposição do governo brasileiro US$ 30 bilhões. Se for necessário, esse dinheiro poderá ser sacado para enfrentar os efeitos da crise, como a alta na cotação do dólar.

    “Isso permite ao Banco Central ter uma nova fonte pra prover dólares no mercado sempre que necessário, dá mais tranqüilidade num momento de falta de liquidez no mercado e mostra grande confiança no nosso Banco Central”, afirmou o deputado Antonio Palocci (PT-SP).

    “Ele vai tomar dinheiro emprestado no exterior para resolver um problema interno. Então, significa que ele está achando que as reservas que nós temos são insuficientes”, criticou o deputado Mendes Thame (PSDB-SP).

    Em outra frente, o governo começa a ajudar o setor da construção civil. A Caixa Econômica Federal e outros bancos estão autorizados a emprestar parte do dinheiro das cadernetas de poupança para as construtoras com juros mais baixos. Ao todo, R$ 10 bilhões podem ser liberados.

    “Pode ficar mais barato para o mutuário final, além de ele ter a segurança de ter o seu imóvel no prazo que foi acordado com a construtora”, destacou a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho.

    “Essa sinalização do governo, essa disponibilidade do governo e, mais do que isso, essa vontade do governo será extremamente importante para o setor”, comemorou Francisco Vasconcellos Neto, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (29) o texto-base do projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil, uma espécie de poupança feita pelo governo brasileiro para investir em empresas no Brasil e no exterior em momento de crise. A votação foi cercada de muita polemica, e a oposição sugeriu várias mudanças ao texto que serão votadas na semana que vem.

     

    Fonte: G1
    30-10-2008 | 11:10
    O desemprego recuou de 14,5% para 14,1% nas seis regiões metropolitanas do país em que é realizada a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) pela Fundação Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). É a taxa mais baixa registrada em um mês de setembro desde 1998.

     

    O total de desempregados atingiu 2,8 milhões de pessoas com redução de 72 mil em comparação a agosto. A redução é 168 mil quando comparado com desempenho de setembro do ano passado. No período, ocorreram 205 novas admissões e o corte de 75 mil vagas, resultando na geração de 130 mil postos de trabalho,0,8% acima de agosto e superou em 58 mil o número de pessoas que entraram para o mercado.

     

    A maior parte das contratações ocorreu em serviços (171 mil), seguido da construção civil (18 mil) e indústria (16 mil). Nos segmentos do comércio, foram suprimidas 37 mil vagas e em outros setores (38 mil).

     

    Na comparação com agosto, a maior redução na taxa de desemprego foi constatada em Recife (-4,2%), embora essa região dentre as seis pesquisadas registre o maior percentual de desempregados proporcionalmente à população economicamente ativa : (20,4%) ante (21,3%) em agosto. A segunda maior taxa de desemprego é de Salvador (19,7%), 1% menos do que no mês anterior.

     

    Fonte: Gazeta Digital
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