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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    20-10-2008 | 11:10
    Em dezembro do ano passado o Senai MT inaugurou em Cuiabá a Escola da Construção. O objetivo era atender a demanda verificada de mão-de-obra qualificada no setor. Segundo o diretor regional do Senai MT, Gilberto Gomes de Figueiredo, os estudos de prospecção feitos pela entidade mostravam que nos próximos cinco anos haveria uma grande busca por esses profissionais. Os motivos, entre outros, eram as obras do PAC e o grande investimento do governo estadual em pavimentação de estradas e construção de núcleos habitacionais. Mas a situação pode mudar.

     

    "Há oito meses qualquer economista diria que seguramente poderíamos investir em ações da Petrobrás e da Vale que seria um grande investimento. Quem fez isso, tem hoje a metade do que tinha antes. Não estamos vacinados a ponto de não sermos atingidos pela crise que está aí, mas com os investimentos previstos a expectativa é que o setor da construção civil cresça, então, temos que correr contra o tempo, nos antecipar e continuar a qualificar. E esperamos que a demanda continue grande". Figueiredo lembra que o setor da construção civil empregou de janeiro a agosto deste ano 2,775 mil pessoas a mais que no ano mesmo período do ano passado.

     

    De janeiro pra cá a Escola da Construção do Senai já certificou 6,590 mil pessoas nos 40 cursos que oferece de forma gratuita. A capacidade total da unidade é de 700 alunos por mês. Além disso, o Senai ainda oferta em torno de 60% dos cursos da escola no programa itinerante Colher na Massa, que trabalha em parceria com o governo percorrendo o Estado. O Senai também tem parceria com o Sistema Nacional de Emprego (Sine), por meio do qual disponibiliza vagas na Escola da Construção para desempregados. Os cursos atendem o setor da construção civil, elétrica e construção pesada.

     

    De acordo com informações do Sine, todo mês sobram 100 vagas de emprego na construção civil em Mato Grosso por falta de pessoas qualificadas para preenchê-las. (VC)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    20-10-2008 | 11:10
    Pelo menos de uma forma direta o setor imobiliário não deverá sentir os efeitos imediatos da crise no mercado financeiro mundial, uma vez que o segmento não é financiado com recursos estrangeiros e as perspectivas para o mercado no Brasil são positivas, levando-se em conta o cenário interno da economia e uma demanda muito forte por imóveis.

    “A origem dos recursos que financiam a habitação é 100% nacional, tendo como fontes a caderneta de poupança e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Portanto, esses recursos para financiar a habitação não devem ser afetados com a crise”, avalia o diretor-geral da Plaenge, Alexandre Fabian.

    Segundo ele, apenas as 23 empresas do segmento – de um total de cinco mil que abriram capital e lançaram ação em Bolsa – serão mais afetadas porque tinham recursos de fundos de investimentos estrangeiros.

    Fabian acredita que com a crise atingindo a economia – gerando menos exportações e queda na atividade produtiva – o setor imobiliário poderá sentir de uma forma indireta a diminuição da demanda.

    Mesmo assim, ele se posiciona de forma bem tranqüila neste momento de crise. "Trabalhamos também com a perspectiva de um cenário negativo, o que nos dá bastante tranqüilidade em momentos como este. Observamos também que nas fases de crise há uma migração das aplicações financeiras para imóveis. Tanto, que já sentimos um aumento na procura de apartamentos para investimento".

    Mas as condições para o financiamento imobiliário tendem a se restringir com a crise econômica. "Os prazos podem diminuir e as taxas de juros tendem a aumentar um pouco. De qualquer forma, a maioria dos recursos para financiamento da construção civil está no FGTS e na caderneta, fontes mais estáveis de recursos que não dependem do exterior", observa.

    Fabian lembra que os financiamentos com origem nestas fontes não terão acréscimos relevantes nas taxas de juros. Por lei, os juros da caderneta e do FGTS são limitados a 12% ao ano. Atualmente, a taxa em adoção pelo mercado varia de 10,5% a 11%. “Portanto, por pior que seja a crise, os juros não podem passar de 12%”, frisa o empresário.

    Segundo ele, as perspectivas para imóveis no Brasil são positivas, pois há forte demanda a ser suprida. “Há, por exemplo, uma quantidade enorme de jovens entrando no mercado de trabalho que precisarão de imóveis nos próximos anos". “Nosso planos estão mantidos”. Fabian lembra que 32 projetos para 2008, 25 já foram lançados e, até o final deste mês, ocorre o lançamento de mais três, sendo um em Cuiabá e outros dois em Curitiba e Maringá (PR), respectivamente. (MM)

    Fonte: Diário de Cuiabá
    20-10-2008 | 11:10
    Porém, secretário de Fazenda diz que redução tributária fica descartada
    Mesmo admitindo que Mato Grosso sentirá os efeitos da crise financeira mundial, “com retração de crédito para o agronegócio, menor volume dos investimentos, aumento dos custos de insumos agrícolas, queda dos preços das commodities agrícolas e redução das exportações”, o secretário de Estado de Fazenda, Éder de Moraes Dias, não perde a serenidade diante do atual cenário e garante: “Temos ferramentas e estamos preparados para enfrentar qualquer crise, venha de onde vier”.

    Mas, de antemão e diante de um cenário incerto, Éder de Moraes descartou a possibilidade de redução da alíquota do óleo diesel, principal fonte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do governo. “Seria uma insanidade. Não há qualquer previsão neste sentido, pois emplacaria uma enorme perda na receita”, sentencia.

    Segundo ele, o governo estadual está atento e vem acompanhando minuto a minuto a evolução da crise em todo o mundo. “A nossa equipe econômica está em alerta e procurando proteger a máquina pública, visando garantir o custeio do funcionalismo público e os investimentos prioritários do Estado”, assegura, acrescentando que a ordem no governo é uma só: “serenidade e otimismo”.

    Apesar dos diversos investimentos em andamento no Estado, Éder garante que por enquanto o cenário é de que, em 2009, Mato Grosso não sofra muitos problemas em decorrência do atual momento. “Vamos conseguir atravessar esta crise com controles rigorosos, fazer o dever de casa com mais severidade, controlar os gastos e priorizar os investimentos e a folha. Acho que estamos prontos para encarar qualquer crise”.

    Na avaliação do titular da Sefaz, a dimensão da crise ainda é uma incógnita e os reflexos na economia estadual só serão sentidos com maior intensidade em 2010. “Contudo, no próximo ano teremos de adotar medidas de controles internos na máquina pública ainda mais severos, bem como a iniciativa privada deverá planejar e criar ações estratégicas que diminuam os estragos iminentes”, adverte.

    Éder de Moraes lembrou que os efeitos [da crise] sobre a economia brasileira podem ocorrer com a fuga de capitais, redução de investimentos produtivos, retração do crédito, redução do consumo doméstico e redução do consumo das commodities brasileiras agrícolas pelo mundo.

    DOMINÓ - Na economia mato-grossense, ele acredita que haverá um ‘efeito dominó’. “Mas a situação estará sob controle”. Entre estes efeitos ele destaca a queda dos preços das commodities e a redução das exportações. “Mesmo os mais conservadores, que comercializaram suas safras com proteção de variação de moeda, estão tendo dificuldades, pois travaram o dólar num patamar entre R$ 1,80 e R$ 2,15, ou seja, quando a desvalorização do real atinge níveis fora dessas margens de trava, o exportador deve comparecer com mais garantias”.

    Para Éder de Moraes, se um desaquecimento da demanda mundial se confirmar, “teremos uma redução no consumo de alimentos”, com impacto direto no nível do emprego e nas exportações. “No entanto, se fizermos bem a lição de casa, com rigidez e pulso firme na condução da política monetária, tributária e de desenvolvimento, sairemos bem dessa crise e fortalecidos perante a economia mundial”, garantiu.

    SAFRA – Para Éder de Moraes, a redução prevista de 10% na safra 08/09 não terá forte impacto na arrecadação. “O impacto será assimilável, pois os produtos primários destinados à exportação – como algodão, soja e milho - são desonerados de impostos. O que ainda não temos é a dimensão do que poderá significar uma queda no consumo interno, como transportes e combustíveis, insumos deste segmento. Este, sim, poderá fazer a diferença e nos preocupa, uma vez que é o carro-chefe da nossa arrecadação”.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    20-10-2008 | 11:10
    Receosos com a crise, consumidores já deixam os planos da compra da casa própria para depois. Na outra ponta, pelo mesmo motivo, os bancos estão mais seletivos na concessão do crédito. O efeito dessa combinação de fatores aparece no último levantamento disponível do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), em que as vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo caíram 8,55%, em agosto. Na capital, a queda foi de 19,18%.

     

    O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, diz que a hesitação do consumidor ocorre porque eles não percebem as diferenças entre a crise nos Estados Unidos e no Brasil. "Há uma confusão na interpretação da crise, por parte de pessoas menos esclarecidas." Segundo ele, esse comportamento já é notado antes mesmo da quebra do Lehman Brothers. "No primeiro momento da crise, entre junho e julho, as pessoas menos informadas ficaram mais cautelosas para assumir a responsabilidade do financiamento."

     

    Mesmo quem está firme na decisão de comprar um imóvel deve encontrar obstáculos na obtenção do crédito. "Efetivamente, as condições já mudaram. Os prazos estão mais curtos, o custo mais caro e há restrição, porque as exigências dos bancos estão mais fortes", observa Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).

     

    O executivo prevê piora nas condições do crédito no curto prazo e melhora no médio, com perspectiva de normalização no ano que vem. Por isso, a recomendação, segundo ele, é mesmo adiar os planos. "Quem puder esperar, deve esperar mais." No entanto, a quem está prestes a assinar o contrato, Oliveira aconselha fechar o negócio logo. "O melhor é se apressar porque pode ser que no mês que vem a situação esteja pior e ele não consiga o crédito." A mudança mais perceptível é na taxa de juros do financiamento. "Elas vinham em processo de queda. Esse processo já foi interrompido." E há casos de reversão da tendência para alta. No Bradesco, os juros para imóveis até R$ 120 mil, que eram em julho 9% mais Taxa Referencial (TR) ao ano, passaram para 10,5%, mais a TR ao ano. A taxa prefixada também ficou mais cara. Subiram de 13% ao ano para 14% ao ano.

     

    Segundo simulação da Anefac, após o aumento da taxa, a diferença para quem comprar um imóvel de R$ 100 mil, num prazo de 20 anos, financiando 80%, chega a 7,43% no valor total pago. O consumidor que assinou contrato antes da alta paga, até o fim do período, R$ 172.186,19. Já quem assinar contrato hoje pagará R$ 185.055,43. Com isso, menos gente terá acesso ao crédito. "Quando o banco toma a posição de ser mais criterioso, exclui o público. Os mais pobres é que sofrem mais num ambiente desses", afirma Miguel de Oliveira.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    20-10-2008 | 11:10
    Cuiabá sediará, entre os dias 12 e 14 de novembro, a VII Expo Brasil Desenvolvimento Local, palco do mais expressivo debate e da maior troca de experiências, no contexto nacional e internacional, sobre desenvolvimento local como estratégia de inclusão e transformação social.

     

    Cerca de sete mil pessoas de todo o Brasil e do exterior participarão da 7ª edição do evento, que este ano contará com a presença de outros 13 países (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Cuba, Costa Rica, Cabo Verde, Estados Unidos, Nicarágua, Peru, Paraguai, Portugal e Uruguai).

     

    A Expo Brasil 2008 será aberta no dia 12 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, com destaque especial para uma ampla feira com exposição de produtos sustentáveis, projetos inovadores, atividades culturais e ambientes de aprendizagem coletiva. Entre as autoridades e os especialistas com participação prevista está o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com a conferência "Desenvolvimento Sustentável em Bases Territoriais" (12/11, às 17h).

     

    Temas - Importantes temas em foco no cenário internacional também serão abordados na Expo Brasil, como a "Crise mundial dos alimentos: oportunidades e riscos", que terá como conferencista Milton Rondó, do Ministério das Relações Exteriores; "Desenvolvimento Sustentável em grandes metrópoles: é possível?", que reunirá o movimento Nossa São Paulo;

     

    "Biocombustíveis", "Evolução do Desmatamento da Amazônia" e "Impactos das Mudanças Climáticas na Agricultura" também são alguns dos assuntos da programação.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    20-10-2008 | 11:10
    Para o secretário de Fazenda, Éder de Moraes Dias, o que está acontecendo no momento é o fenômeno chamado “empoçamento de liquidez”, ou o “represamento do crédito” oriundo do compulsório de que o governo federal abriu mão para irrigar os bancos com recursos na tentativa de minimizar o impacto da crise.

    “Na verdade, os bancos estão de posse desse dinheiro, mas não estão deixando tudo no caixa, mas, sim, comprando títulos do próprio governo federal para tentar se resguardar da crise e fugir do risco de emprestar neste momento de crise”.

    Na avaliação do secretário, o governo federal deveria exigir que os bancos, por conta própria, emprestem para o setor produtivo. “Se não liberar financiamentos, a medida será inócua”, critica.

    A decisão de promover mudanças nos depósitos compulsórios das instituições financeiras foi tomada pelo Banco Central na tentativa de reduzir os efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira e ajudar as empresas em dificuldade a obter recursos.

    Segundo Éder de Moraes, o depósito compulsório obriga que as instituições financeiras recolham junto ao Banco Central parte do dinheiro depositado pelos seus clientes. Com a isenção no recolhimento de parte do compulsório, os bancos passam a ter mais dinheiro para emprestar e fazer outras operações, evitando a crise de liquidez no mercado.

    Na opinião dos especialistas, o impacto para o Banco do Brasil e instituições grandes é residual e as medidas atingem principalmente as empresas de leasing e os bancos médios.

    "Com o objetivo de preservar o sistema financeiro nacional dos efeitos da restrição de liquidez que vem sendo observada no sistema financeiro internacional, o Banco Central do Brasil decidiu fazer as alterações em caráter pontual", afirma Éder Moraes.

    De acordo com ele, a primeira medida do BC foi adiar o cronograma de implantação do recolhimento compulsório sobre o leasing. Em janeiro, o governo decidiu que os bancos deveriam recolher compulsoriamente até 25% dos depósitos captados das empresas de leasing. À época, foi anunciado um cronograma para o aumento gradual dessa alíquota, hoje em 15%.

    Com o anúncio do governo federal, o recolhimento com base na alíquota de 20%, que seria feito a partir de 14 de novembro de 2008, passa a vigorar em 16 de janeiro de 2009. Já a adoção da alíquota de 25% foi adiada de 16 de janeiro de 2009 para 13 de março de 2009.

    A previsão do BC é que o adiamento do recolhimento compulsório sobre leasing deixe na economia R$ 8 bilhões.

    A segunda medida foi ampliar de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras do cálculo da "exigibilidade adicional" sobre depósitos a prazo, depósitos de poupança e recursos à vista. Segundo cálculos do Banco Central, esta medida injetará imediatamente R$ 5,2 bilhões na economia do país.

    “Mas o setor produtivo ainda não está tendo qualquer participação neste dinheiro que está sendo represado pelos bancos”, ressalta Éder Moraes. (MM)

    Fonte: Diário de Cuiabá
    20-10-2008 | 11:10
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (19) que a crise financeira internacional ainda não surtiu efeitos na economia nacional. “Duvido que alguém já tenha sentido essa crise na empresa que trabalha, pelo contrário”, afirmou Lula, em comício eleitoral em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo.

    “Estamos com problemas no prazo de entrega de carros, com problema no prazo de entrega de caminhões”, disse em referência à atividade industrial.

    Ainda segundo o presidente, nem o governo nem as principais empresas brasileiras modificaram seus planos de investimento devido aos desdobramentos da turbulência da economia dos Estados Unidos e da Europa.

    “O presidente da Vale [Roger Agnelli] afirmou que não vai parar um investimento programado para o Brasil; o companheiro Gerdau [Jorge Gerdau Johannpeter], dono de grande siderúrgica, afirmou que não vai parar um projeto que tem; nós não vamos parar um único projeto do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]; e a Petrobras não vai parar um projeto dela”, afirmou.

    Para Lula, só o setor de importação preocupa. Ele disse, porém, que o governo tem tomado medidas para compensar possíveis perdas para o Brasil.

    “A redução das importações pode ter efeitos aqui. Por isso é que vamos continuar fomentando o crescimento do mercado interno”, disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    20-10-2008 | 11:10
         O horário de verão terá início amanhã em Mato Grosso do Sul e servirá como teste para uma possível mudança definitiva no fuso do Estado.
         
         Isso porque há um projeto tramitando no Congresso que prevê a mudança, equiparando o horário do Estado ao de grandes centros como Brasília e São Paulo.
         
         O projeto, de autoria dos senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e Júlio Campos (DEM-MT), muda o horário não só em Mato Grosso do Sul como também no estado vizinho.
         
         O senador Valter Pereira (PMDB-MS) propôs em seguida um plebiscito para saber dos moradores se desejam a mudança no fuso.
         
         Para grande parte da população de Campo Grande, a mudança traria mais benefícios do que prejuízos ao Estado, principalmente pelo nivelamento do horário bancário.
         
         Na opinião do comerciante Benedito Rodrigues Corrêa, de 51 anos, o horário seria “ideal” para o Estado.
         
         “Acho que é muito bom para a gente igualar o horário ao de Brasília, principalmente pelas questões bancárias. Acho que não tem nenhum problema do aspecto biológico, porque o corpo da gente se acostuma”, afirmou.
         
         Para o aposentado Enéas Bello, de 70 anos, a mudança de horário também traria somente benefícios para Mato Grosso do Sul.
         
         “É uma boa pra gente por causa dos bancos, dos horários de avião e não entendo porque esse povo vive reclamando quando muda o horário. Não tem nada a ver, meu corpo funciona normalmente”, comentou.
         
         Na opinião da assistente administrativa Márcia Regina Brito, de 40 anos, o ponto mais positivo da mudança de horário é a parte da manhã, quando o clima está mais ameno para sair para o trabalho.
         
         “Acho que está menos quente para quem levanta mais cedo”, disse.
         
         Para o casal mineiro Adailton Alves e Babíola Batista, o horário de verão faz com que as pessoas aproveitem melhor o dia.
         
         “Acho melhor, sobra mais tempo à tarde para fazer as coisas, passear com as crianças, demora mais a escurecer”, disse Adailton.
         
         Por outro lado, a assistente de Telemarketing Edinéia Araújo, de 25 anos, não apóia a mudança de horário.
         
         “Não gosto, pego ônibus e detesto, fica tudo corrido, sinto muito mais sono e cansaço”, afirmou.
         
         Troca no relógio - À meia noite deste sábado para domingo, os relógios terão que ser adiantados em uma hora.
         
         De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida ficará em vigor até a meia-noite do dia 15 de fevereiro de 2009.
         
         A expectativa do governo é de que haja uma redução de 4% a 5% no horário de pico, o que equivale a uma economia de 2.000 MW, o suficiente para abastecer uma cidade com 6 milhões de habitantes.
         
         Na última edição do horário de verão, o País registrou uma economia de R$ 10 milhões, menor do que nos anos anteriores, quando a redução dos gastos com energia elétrica foi em média de R$ 40 milhões.
          Fonte: 24 Horas News
    18-10-2008 | 11:10
    A partir da meia-noite de hoje, os ponteiros dos relógios deverão ser adiantados em uma hora, devido ao início do horário de verão. Em Cuiabá, a mudança divide opiniões. Há quem prefira o horário normal e outros que se sentem beneficiados com alteração.

    A confeiteira Sisiani de Jesus Laurentino gosta do horário de verão e acredita que além dos benefícios econômicos, a mudança beneficia o meio ambiente. “A gente precisa cuidar mais do meio ambiente, e essa é uma das formas que contribui para a preservação da natureza”, avalia. O propósito do horário de verão é a economia de energia que, para o período (2008-2009), está prevista, segundo a Rede Cemat, ao total equivalente ao abastecimento de uma cidade como a de Chapada dos Guimarães por nove meses.

    Outra que se sente bem com a implantação do horário de verão é a comerciante Tuti Dantas Coimbra. Ela trabalha diariamente no centro de Cuiabá e, com o adiantamento dos relógios em uma hora todos os dias, faz com que o lucro das vendas de suco renda um pouco mais durante esse período. ”Não sei ao certo, mas que a gente vende muito mais a gente vende”, diz Tuti.

    No entanto, para outras pessoas, como a boleira Maria Elisabete da Silva, que trabalha na mesma área que Tuti, o horário de verão incomoda. Ela sente que o sono fica prejudicado. “Eu fico até 2h30 fazendo meus bolos e 5h30 já tenho que estar de pé”, explica.

    Segundo o site do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo (USP), as dificuldades para acordar mais cedo, comuns durante o período, podem ser diminuídas mantendo-se as janelas abertas durante o sono pelo menos nos primeiros dias de vigência do horário de verão. A claridade do sol ajuda na sincronização do relógio biológico com o novo horário. Conforme o site, o período de adaptação do organismo com o horário de verão leva pelo menos quatro dias.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    18-10-2008 | 11:10
    Com o propósito de despertar a atenção da sociedade, será realizada hoje, às 8h, a sexta edição da Caminhada da Paz, organizada pela Comunidade Franciscana de Cuiabá. A concentração será na praça Santos Dumont, com o término no mesmo lugar, depois de um percurso de três quilômetros.

    A caminhada deverá reunir fiéis católicos que fazem parte das paróquias Nossa Senhora da Boa Morte, na rua Cândido Mariano, e da Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro Morada do Sol. “A nossa sociedade precisa se conscientizar de que para termos uma vida de qualidade precisamos de paz”, explica o Frei Aluísio Alves Pereira Júnior, organizador do evento.

    Além da participação das paróquias, escolas municipais e estaduais e entidades filantrópicas já confirmaram presença para aderir ao movimento. São esperados cinco mil participantes.

    Outra importante parceria firmada para a realização do evento é com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A coordenadoria de Educação para o Trânsito vai participar da caminhada com distribuição de camisetas, panfletos e materiais educativos.

    “Nosso objetivo é envolver a sociedade civil organizada em prol do alcance de um objetivo comum. A maior dificuldade nesses eventos é mobilizar as pessoas, mas, para este, estão mobilizadas”, afirma a coordenadora de Educação do Detran, Renata Neves Freitas.

    Depois da saída na praça Santos Dumont, em frente à Igreja Mãe dos Homens, a caminha segue pelas avenidas São Sebastião e Isaac Povoas, até a avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha). Pegando novamente à avenida Getúlio Vargas até avenida São Sebastião, retornando para o local de origem.

    No encerramento, haverá um show com músicos regionais, com trio elétrico, e soltura de mais de dois mil balões brancos. “Os balões simbolizam o desejo de todos pela instauração da paz e pela não violência”, comenta a coordenadora do Detran.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    18-10-2008 | 11:10
    Apesar da crise financeira internacional, representantes do mercado de seguros estão otimistas em relação ao seguro de crédito imobiliário brasileiro, no próximo ano. Segundo Murilo Chaim, diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão já recebeu três empresas (seguradoras e resseguradoras) internacionais interessadas em introduzir novos produtos voltados a o esse nicho no país.

    "Vamos adotar uma regulação que atenda todos os players do mercado", afirma. Para Renato Russo, vice-presidente de Vida e Previdência da SulAmérica, o seguro de crédito imobiliário é prioridade no governo brasileiro. "Isso vai permitir uma explosão deste mercado nos próximos 15 anos", afirma.

    Segundo Russo, essa iniciativa, vai ajudar a classe C (maior parcela da população) a financiar quase 100% do imóvel.

    Para ele, o seguro de crédito imobiliário demanda diversificação de riscos.

    "Essa diluição de riscos ficará certamente por contas das resseguradoras." Segundo Javier Ismodes, diretor de Desenvolvimento de Negócios da seguradora Genworth Financial, a companhia está interessada em atuar no seguro de crédito para jovens e para a baixa renda no Brasil, e desde fevereiro deste ano, negocia a proposta com o governo. "Queremos incentivar os bancos a oferecerem crédito com menor medo de risco", afirma.

    Para ele, a Susep apresenta capacidade técnica para esse tipo de operação.
    "Apostamos no potencial brasileiro, que poderá atingir níveis maiores do que o México, onde já atuamos", projeta o executivo. De acordo como Alejandro Rivero Andreu, presidente e CEO da Genworth Financial no México, o mercado hipotecário mexicano movimenta US$ 23 bilhões, com os benefícios do seguro de crédito imobiliário. "Adaptamos experiências dos EUA e União Européia", afirma. Para José Pereira Gonçalves, superintendente técnico da Abecip, o mercado de capitais também é um fator importante para viabilizar securitização dos títulos imobiliários na segunda fase do crédito.

    "Criado há nove anos, apenas há quatro esse mercado vem se desenvolvendo no Brasil", diz.

     

    Fonte: CBIC

    18-10-2008 | 11:10
    A pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento para que o Banco Central (BC) cobre das instituições financeiras a reabertura do crédito começou a surtir efeito ontem.

    Após reunião entre o presidente do BC, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reuniu extraordinariamente pela segunda vez esta semana e autorizou que o BC obrigue que os empréstimos em moeda estrangeira que conceder aos bancos sejam destinados aos exportadores. O BC poderá determinar que os recursos sejam, integralmente ou em parte, usados especificamente para operações de comércio exterior.

    Na quarta-feira, em viagem à Índia, Lula ameaçou retomar os compulsórios liberados caso os bancos não os alocassem para linhas de crédito.

    O BC tomou diversas medidas recentemente para liberar compulsórios que superam R$ 110 bilhões.

    Mas os bancos estão preferindo comprar títulos públicos, o que deixa o mercado com cada vez menos liquidez . Como o mercado internacional está fechado para captações, faltam recursos para o comércio exterior.

    "Nosso principal problema é a falta de liquidez , principalmente para financiar as exportações. As medidas anunciadas visam a facilitar o acesso ao crédito pelos exportadores e pelas empresas que possam estar tendo problemas de capital de giro", disse Mantega em nota. Fontes do governo afirmam que os grandes bancos estão sendo covardes ao segurar os empréstimos.

    Por isso, reforçou-se a orientação para que os bancos oficiais saiam na frente. A Caixa anunciou ontem a compra de quatro carteiras de crédito, no valor de R$ 1,1 bilhão. - Foi só o Banco do Brasil e a Caixa anunciarem compra de carteira de bancos menores que a concorrência foi atrás - disse um técnico.

     

     Reservas cambiais ainda não são usadas para financiar exportações

     

     O CMN também permitiu ontem que debêntures de empresas não-financeiras sejam dadas como garantia pelos bancos que buscarem a linha de redesconto do BC, em vez de apenas carteiras de crédito.

    Mas o BC só aceitará papéis cujos emissores tenham excelente classificação de risco. Pela manhã, o BC anunciara que as instituições de grande porte poderão descontar a compra de Certificados de Depósitos Interbancários (CDI), títulos e valores mobiliários de renda fixa, entre outros, que estejam nas carteiras de bancos pequenos e médios. Mas o volume permanece em R$ 6 bilhões. Mas, duas semanas depois de anunciar que usaria as reservas cambiais para financiar exportações, o BC ainda não implementou a medida, o que preocupa exportadores.

    Técnicos da área econômica admitem que, se a situação não for resolvida logo, os recursos para Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC) vão secar, paralisando o setor exportador.

    A demanda por ACC, até dezembro, é de US$ 2,5 bilhões.

    Segundo um integrante do governo, a participação do ACC nas exportações recuou de 30% em meados para 18% no último dia 10.

    O governo tem informações de que o BB é praticamente o único a oferecer esse tipo de empréstimo às empresas.

     

    Fonte: CBIC

    18-10-2008 | 11:10
    equipe econômica do governo está mais apreensiva esta semana, à medida que consolida o cenário de uma crise financeira global mais longa que o imaginado.

    Com isso, o governo começa a olhar com cuidado para a construção civil, que receberá medidas de estímulo. - Para este ano não há problema na construção civil, ao contrário.

    Existe alguma preocupação para o ano que vem, e já estamos pensando em medidas, que deverão ser anunciadas na próxima semana - informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo. Além de medidas de crédito, deve ser acelerado o plano especial que o governo está preparando para o setor.

    Previsto anteriormente para meados de 2009, a proposta que está sendo elaborada previa modernização das cadeias produtivas, melhoria das habitações e aperfeiçoamento da mão-de-obra.

    Uma eventual desoneração de algumas etapas do setor também seria um opção. O governo acredita que a construção civil gera o "bom crescimento econômico", com alta absorção de trabalhadores, desenvolvimento local e pouca importação, como ocorreu em países como Espanha e Irlanda.

     

    Lula: Bolsa "vai encontrar o equilíbrio"  Mantega sinalizou que enxerga com naturalidade o adiamento de alguns investimentos.

    Segundo informou à Rede Globo, empresários talvez adiem seus planos por "alguns meses": - Estamos hoje talvez num dos piores momentos da crise mundial, e é natural que nesse momento, pela intensidade da crise, mesmo os empresários brasileiros, que estão numa situação muito mais favorável (que em outros países) possam até repensar, digamos, esperar algum momento, alguns meses - disse o ministro. Ele disse ainda que, "se houver piora do mercado internacional", poderá rever projeções do PIB, mas disse que, no momento, não há necessidade. Em conversas com ministros durante viagem à África, o presidente Lula tem dito que a crise não chegou à economia real, que "não é roleta:" - A gente não tem que ficar preocupado se a Bolsa sobe num dia e cai no outro.

    Ela vai encontrar o equilíbrio dela na medida em que o mundo desenvolvido der a tranqüilidade necessária que a economia precisa - afirmou.

    - Cada centavo produzido tem que ter uma peça, um pão, uma roupa e não apenas o sujeito querer ganhar dinheiro com facilidade.

     

    Fonte: CBIC
    18-10-2008 | 11:10
    Após exportadores e agricultores, o governo vai estimular a construção civil para evitar que o setor sofra os efeitos da crise global.

    As medidas devem ser anunciadas na semana que vem. Ontem, a Bovespa caiu 1,06%.

     

     

    Fonte: CBIC
    18-10-2008 | 11:10
    São Paulo - A crise global ainda não reduziu a oferta de crédito no país, comparando-se o número de empréstimos deste ano com o do ano passado. Segundo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o valor total do crédito concedido nos dez primeiros dias de outubro é menor do que o concedido no mesmo período de setembro, mas ainda é maior do que o concedido em outubro de 2007.

     

    "Podemos dizer que, em um primeiro momento, o número de concessões decaiu um pouco, mas ainda está em volumes bastante elevados”, disse ele, em entrevista coletiva concedida hoje (17,) na sede do BC, em São Paulo. “Ainda está subindo em relação ao ano passado.”

    De acordo com Meirelles, quanto ao crédito só para o comércio exterior, os resultados são piores, porém não são tão ruins quanto em outros países. “O financiamento do comércio exterior decaiu bastante, mas não parou”, afirmou. “Empresas brasileiras têm reportado que a contração de créditos nos Estados Unidos e Europa é bem mais severa.”

     

    Para ele, as recentes medidas anunciadas pelo BC devem normalizar o ritmo de concessão de empréstimos nos próximos meses. A mudança no compulsório deve melhorar a liquidez de reais no mercado e os empréstimos em dólares , beneficiando empresas importadoras e exportadoras.

     

     

    Fonte: Agência Brasil
    18-10-2008 | 11:10
    Brasília - A falta de investimentos em saúde mental e a ausência de programas de reciclagem de médicos psiquiatras no Brasil são alguns dos temas discutidos durante o 26° Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que está sendo realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

    De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), João Alberto Carvalho, os investimentos atuais em saúde mental são inferiores ao necessário. Para ele,  a criação de projetos nessa área deve ser feita de forma clara e metodologicamente séria.

    Segundo o Ministério da Saúde, embora 12% dos brasileiros necessitem de algum tipo de atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual, apenas 2,3 % do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é investido nesse tipo de tratamento.

    O 26° Congresso Brasileiro de Psiquiatria termina no sábado (18).

     

     

    Fonte: Agência Brasil
    17-10-2008 | 14:10
    Um grupo de empresários que atuam na área da construção civil esteve reunido na última quarta com técnicos e assessores da Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção de Mato Grosso, Luiz Carlos Ritcher Fernandes, participou da reunião. Na pauta questões relativas ao sistema tributário de Mato Grosso
    Em conjunto com o Governo do Estado, os empresários que atuam nesse setor vêm se reunindo desde 2005 na tentativa de promover ajustes na legislação tributária referente ao ICMS e ao Fundo denominado FUPIS, utilizado para investimentos sociais.

     

    A intenção é chegar a um denominador comum que satisfaça tanto a classe empresarial, quanto o Governo de Mato Grosso, sem impactar muito as finanças empresariais, mas também sem frustrar em demasiado a expectativa da arrecadação do Executivo.
     

     

    "Já nos reunimos várias vezes e saí muito otimista da reunião de hoje", declarou Ritcher Fernandes. Ele disse que a assessoria e os técnicos da Sefaz  mostraram-se compreensivos e favoráveis às propostas dos empresários, que já está nas mãos da direção da Sefaz para ser avaliada.

     

    Lorenzo Falcão
    Da Assessoria
    17-10-2008 | 13:10
    equipe econômica do governo está mais apreensiva esta semana, à medida que consolida o cenário de uma crise financeira global mais longa que o imaginado.

    Com isso, o governo começa a olhar com cuidado para a construção civil, que receberá medidas de estímulo. - Para este ano não há problema na construção civil, ao contrário.

    Existe alguma preocupação para o ano que vem, e já estamos pensando em medidas, que deverão ser anunciadas na próxima semana - informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega em entrevista ao "Jornal Nacional", da Rede Globo. Além de medidas de crédito, deve ser acelerado o plano especial que o governo está preparando para o setor.

    Previsto anteriormente para meados de 2009, a proposta que está sendo elaborada previa modernização das cadeias produtivas, melhoria das habitações e aperfeiçoamento da mão-de-obra.

    Uma eventual desoneração de algumas etapas do setor também seria um opção. O governo acredita que a construção civil gera o "bom crescimento econômico", com alta absorção de trabalhadores, desenvolvimento local e pouca importação, como ocorreu em países como Espanha e Irlanda.

     

     Lula: Bolsa "vai encontrar o equilíbrio"

     

    Mantega sinalizou que enxerga com naturalidade o adiamento de alguns investimentos.

    Segundo informou à Rede Globo, empresários talvez adiem seus planos por "alguns meses": - Estamos hoje talvez num dos piores momentos da crise mundial, e é natural que nesse momento, pela intensidade da crise, mesmo os empresários brasileiros, que estão numa situação muito mais favorável (que em outros países) possam até repensar, digamos, esperar algum momento, alguns meses - disse o ministro. Ele disse ainda que, "se houver piora do mercado internacional", poderá rever projeções do PIB, mas disse que, no momento, não há necessidade. Em conversas com ministros durante viagem à África, o presidente Lula tem dito que a crise não chegou à economia real, que "não é roleta:" - A gente não tem que ficar preocupado se a Bolsa sobe num dia e cai no outro.

    Ela vai encontrar o equilíbrio dela na medida em que o mundo desenvolvido der a tranqüilidade necessária que a economia precisa - afirmou.

    - Cada centavo produzido tem que ter uma peça, um pão, uma roupa e não apenas o sujeito querer ganhar dinheiro com facilidade.

     

    Fonte: CBIC
    17-10-2008 | 13:10
    Preocupado com a perspectiva para o ano que vem, o governo vai anunciar, na próxima semana, medidas de sustentação do volume de crédito para a construção civil. Ontem, em entrevista à TV Globo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, neste ano, não há problema.

    Disse que houve um volume inédito de financiamento e a Caixa Econômica Federal vai emprestar cerca de R$ 20 bilhões.

    "Existe alguma preocupação para o ano que vem. Então, temos de garantir que 2009 continue tendo o mesmo volume de crédito." O ministro negou que os bancos estejam represando recursos liberados por medidas tomadas pelo Banco Central.

    "Os bancos não estão retendo, estão emprestando menos.

    É um volume menor de recursos, mas está fluindo.

    Por outro lado, tínhamos a vantagem do aumento do crédito numa velocidade muito alta.

    Essa era a vantagem. Desaceleramos essa velocidade do crédito", disse.

    Portanto, o diagnóstico de Mantega indica que não há por que recuar nas medidas de aumento da liquidez e flexibilização do compulsório. O ministro também procurou negar a existência de uma lista de 100 ou 200 empresas brasileiras que estariam enfrentando graves problemas com a desvalorização do real frente ao dólar.

    "Não há lista. Isso é invenção, não sei de quem. Ninguém tem um número.

    É claro que sabemos que tem meia dúzia, algumas empresas, que fizeram apostas na desvalorização do dólar e, aí, têm que pagar o preço disso", afirmou.
     Para o ministro, isso é normal em qualquer país que tenha um mercado futuro.

    "Alguns perderam dinheiro, mas estão pagando o preço e saldando suas posições. Uma revisão do orçamento também é medida que Mantega considera prematura.

    O ministro da Fazenda admitiu que não há razão para projetar uma arrecadação menor, mas, se for necessário, no futuro, o governo vai promover as adaptações.

    Para ele, o PIB poderá expandir-se entre 4% e 4,5% em 2009, apesar da gravidade da crise financeira global. Disse que o Brasil não precisa de pacote porque a situação é completamente diferente da dos EUA e Europa.

    Ele acredita que as empresas não vão ter de rever seus investimentos. Mantega admite que o crescimento do país vai desacelerar em 2009, mas isso já estava sendo considerado pelo governo antes de setembro, quando a crise se agravou.

    Na sua interpretação, o Brasil vai desacelerar menos que os países mais avançados, mas numa crise dessa proporção, não dá para sair ileso.

     

    Fonte: CBIC
    17-10-2008 | 13:10
    A alta do dólar já está impactando o custo de alguns insumos da indústria e poderá afetar outros componentes, segundo o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas) Salomão Quadros.

    Ele diz que o câmbio não teve impacto decisivo na inflação medida pelo IGP-10, mas pode ter maior influência, ainda que passageira, sobre índices futuros. "Há possibilidade de transmissão ao longo da cadeia. Em até dois meses, o câmbio poderá ganhar terreno no IGP." O IGP-10 subiu 0,78%, influenciado pelas altas da soja (2,49%, após retração de 7,75% em setembro), da mandioca (29,76%, ante queda de 5,71%) e do tomate (12,76%, após cair 43,37% no mês anterior). Os três produtos responderam por 60% da aceleração de 1,2 ponto percentual do IGP-10.

    Em setembro, o índice caíra 0,42%.

    Foi a maior variação desde novembro de 2002. Quadros disse que o impacto cambial ocorreu sobre produtos da cadeia intermediária do atacado, contribuindo com 20% da alta de 0,98% do IPA (Índice de Preços no Atacado) de outubro.

    Entre eles, estão a amônia (insumo para fertilizantes), que acelerou de 2,31% para 20,45%, e o minério de ferro (de 3,13% para 9,50%). O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também compõe o IGP, subiu 0,10% de setembro a outubro, após cair 0,03%.

    Os preços de alimentação caíram 0,44%, ante queda de 1,06% no mês anterior. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu de 0,94% para 1%, influenciado pelo avanço nos preços dos materiais (de 1,83% para 1,90%), e de mão-de-obra (de 0,18% para 0,23%).
    O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de setembro e 10 de outubro.

     

    Fonte: CBIC
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