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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
NOTÍCIAS
    27-10-2008 | 11:10
    A Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza, no próximo dia 8, a 10ª edição da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele que tem como propósito, a longo prazo, diminuir o número de casos da doença no Brasil. Em Mato Grosso, cerca de 50 dermatologistas farão o atendimento em postos distribuídos em seis municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Sinop, Tangará da Serra e Primavera do Leste.

    Segundo o dermatologista e coordenador da campanha, Roque Rafael de Oliveira Neto, o número de atendimento deverá ser maior do que na campanha do último ano (cerca de 300). Em todo o Brasil, foram mais de 30 mil atendimentos.

    Segundo Neto, desses atendimentos feitos na campanha no Estado, 65% eram mulheres e 35% homens. “Por uma tradição cultural, a mulher ainda é a que mais procura por orientação médica”, avalia.

    No dia da campanha, o objetivo conforme o coordenador, será realizar um diagnóstico precoce da população. Serão oferecidos exames completos da pele e orientações sobre os cuidados com a exposição solar, prevenção e descoberta da doença serão repassadas a todos os participantes.

    De acordo com o coordenador da campanha, a alta incidência do câncer de pele vem se mantendo devido à falta de cuidados dos adultos de hoje, durante a infância e a juventude. “A expectativa é de que esse quadro mude em cerca de 30 anos, quando os jovens, que atualmente se protegem do sol, estiverem com idade mais avançada, já que os efeitos nocivos do sol ocorrem de forma acumulativa”, avalia. (DC)

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    27-10-2008 | 11:10
    As empresas brasileiras com ações em Bolsa deverão destinar cerca de 70% de seus ganhos para cobrir despesas financeiras com juros e variação cambial no terceiro trimestre de 2008, segundo estudo da consultoria Economática, informa o repórter Toni Sciarretta, em matéria publicada na Folha (a reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

    Esse cenário poderá acarretar corte de custos e menos investimentos, o que comprometerá o crescimento econômico. Estima-se que as dívidas das empresas em moeda estrangeira estejam hoje na casa dos US$ 60 bilhões.

    Com a alta de 20% da moeda americana no terceiro trimestre, a expectativa é que as despesas com juros e câmbio batam facilmente em R$ 17,067 bilhões, montante que deve consumir 71% do lucro operacional das empresas abertas.

    A Economática analisou dados de 241 empresas, excluindo Vale e Petrobras, nos últimos nove trimestres.

    BNDES

    Na última sexta-feira, durante uma palestra no Rio de Janeiro, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Ele explicou que o processo está em discussão e será feito em conjunto com outros bancos.

    "É uma parte de empresas exportadoras, que tinham gestão financeira mais sofisticada que entraram nesse tipo de derivativo. É um conjunto limitado e é um processo que está em curso. A grande maioria está renegociando com a própria rede bancária condições para solucionar isso", afirmou.

    Coutinho explicou que o BNDES vai avaliar caso a caso e acrescentou que o setor bancário privado está disposto a refinanciar as perdas dessas empresas e "diluir isso na frente". "Uma vez que isso seja solucionado vai desaparecer um elemento de incerteza que tem travado um pouco o processo de concessão de crédito dentro do sistema bancário", completou.

    Empresas como Sadia, Aracruz e Votorantim anunciaram perdas na casa dos R$ 5 bilhões com as chamadas operações de "hedge" (proteção) cambial. O governo, porém, já estimou em torno de 200 as empresas que podem estar expostas a este tipo de ativo.

    Açúcar e álcool

    Neste sábado, o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, João Sampaio, afirmou que metade das usinas de álcool e açúcar que estavam previstas para entrar em funcionamento nesta safra no centro-sul do país teve seus projetos adiados ou o ritmo das obras desacelerado em razão da crise de crédito que atinge a economia.

    O secretário acredita que a onda de fusões e aquisições entre usinas em São Paulo deve ser ampliada nos próximos anos, como forma de sobrevivência das empresas.

    "Há uma tendência de as usinas pequenas serem incorporadas. Era um processo de consolidação que iria ocorrer nos próximos anos. Isso vai ser acelerado. Provavelmente, se a crise continuar por um período mais longo, algumas usinas farão a safra de maneira diferente, vão se buscar, se juntar", disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    27-10-2008 | 11:10
    Analistas de mercado reduziram mais uma vez a projeção para o crescimento da economia no próximo ano. A informação consta do Boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em consulta a instituições financeiras sobre os principais indicadores da economia.

     

    A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 passou de 3,35% para 3,10%, com registro de redução pela segunda semana consecutiva. Há quatro semanas, a projeção era de 3,55%.

     

    Essa estimativa reflete a expectativa de mercado de que o agravamento da crise financeira internacional em meados de setembro gere maiores efeitos no crescimento econômico brasileiro em 2009. Para este ano, os analistas fizeram um leve aumento na projeção, de 5,22% para 5,23%. Há quatro semanas, a estimativa era de 5,18%.

    A expectativa para o crescimento da produção industrial passou de 4,45% para 5,50% em 2008. Para o próximo ano, é mantida a projeção de 4%, há quatro semanas.

     

    Para este ano, os analistas projetam a dívida líquida do setor público em 40% do PIB, ante a expectativa anterior de 40,45%. Para 2009, a estimativa passou de 38,90% para 39%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade de o Brasil honrar seus compromissos.

     

    A estimativa para o para o déficit de US$ 29 bilhões no saldo das transações correntes (todas as operações do Brasil com o exterior) em 2008 é mantida há três semanas, mas foi alterado o resultado negativo de 2009 de US$ 33,23 bilhões para US$ 33,20 bilhões.

     

    Quanto ao superávit comercial (saldo positivo das exportações menos as importações), a expectativa para 2008 foi mantida em US$ 24 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 12,70 bilhões para US$ 12,50 bilhões. A projeção para o investimento estrangeiro direto neste ano é mantida, há cinco semanas, em US$ 35 bilhões e a expectativa para 2009, em US$ 30 bilhões, há quatro semanas.

     

    Fonte: Mídia News
    27-10-2008 | 11:10
    O mercado brasileiro espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve em 0,25% da taxa básica de juro do País nesta semana.

     

    De acordo com pesquisa feita pelo próprio BC, divulgada nesta segunda-feira, os analistas consultados projetam que a taxa Selic será elevada para 14% na próxima quarta-feira. Para dezembro, a projeção é de um novo aumento de 0,25%. No levantamento anterior, a estimativa do mercado era que a Selic encerraria o ano em 14,50%.

     

    Para 2009 os cálculos mantêm a indicação de que o juro básico brasileiro estará em 13,50% em dezembro.

     

    Em termos de inflação, os analistas consultados elevaram suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2008 e 2009.

     

    Para este ano, a estimativa é de uma inflação de 6,29%, ante 6,23% na pesquisa anterior. Para o próximo ano, a projeção é de uma alta de 5% do IPCA, ante 4,90% no levantamento passado.

     

    Fonte: Mídia News
    25-10-2008 | 11:10
    O Presidente do Sindicato das Indústrias da Construção (Sinduscon-MT), Senhor Luiz Carlos Richter Fernandes, convida a todos os associados a participarem do encontro onde serão tratados, entre outros assuntos, ICMS e obras, a realizar-se no auditório da FIEMT - João Nicolau Petroni-  no dia 27/10, (segunda-feira) às 08:30.

     

    A reunião contará com a presença dos Senhores Eder de Moraes, Secretário de Fazenda, Vilceu Francisco Marchetti, Secretário de Infra-Estrutura e Luis Antônio Pagot, Diretor Geral do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes.

     

     

    Da Assessoria
    25-10-2008 | 10:10
    Brasília - As vendas no varejo de material de construção cresceram 11% no acumulado dos últimos 12 meses, sem ainda os efeitos da retração da economia mundial. A informação foi dada hoje (24) pelo presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. O setor da construção civil  possui  uma participação equivalente a  13% no Produto Interno Bruto(PIB), dos quais 4% corresponde a venda de materiais de construção.

    Claúdio Conz disse que é de este canal de comercialização do material de construção corresponde a 67% das venda do setor . A comercialização  em grande escala, para construtoras, que corresponde a 23% do total, deve passar por um período de acomodação nos próximos 15 dias. “Estamos aguardando um pouco esse momento, porque está havendo um replanejamento deles [construtoras] em relação ao financiamento”, disse ele. Para Conz, a baixa nas vendas para construtoras permitirá, entretanto, que o material seja ofertado para o consumidor, de modo que não falte nenhum produto no mercado e os preços não aumentem. “Tivemos, nos últimos três meses, sérios problemas de fornecimento de cimento, principalmente em áreas em que a logística era mais difícil”, lembrou Conz. Ele destacou os investimentos feitos pela indústria brasileira de cimento, mas observou que os efeitos de tais aplicações só deverão ser sentidos a partir do segundo semestre do próximo ano. “Acho que terminaremos o ano com crescimento na casa de 10,5%, o que é um excelente resultado. E dificilmente não vamos crescer o dobro do PIB [Produto Interno Bruto] no ano que vem.”

     

    O empresário ressaltou também que as indústrias estão investindo agora para ter resultados até a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. “Quem olha pra 2014, vê que a copa é tijolo e cimento”, afirmou.

     

    Conz, que também faz parte do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o único gargalo do setor da construção  está na falta de mão-de-obra qualificada. Para isso, cerca de 150 mil pessoas que estão no Bolsa Família, vão ser qualificadas pelo Ministério do Trabalho para trabalhar na construção civil.  

     

    Fonte: Agência Brasil
    25-10-2008 | 10:10
    O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sérgio Mendonça previu hoje (24) que o ritmo de contratações e a abertura de novos postos de trabalho não se manterá no próximo ano por causa da crise econômica mundial. Segundo ele, a previsão “mais ou menos” segura é de que a economia brasileira vai crescer menos em 2009, “com diversos efeitos que devem culminar em um crescimento de 3,5%”.

    “Esse ano é possível que nós tenhamos dois milhões de novos empregos formais, pelos dados do Ministério do Trabalho, mas dificilmente nós vamos repetir isso. Como se tem anualmente um grupo grande de pessoas que entra no mercado de trabalho, pode ser que o desemprego se estabilize e não continue caindo ou tenha até um ligeiro crescimento na hipótese de um cenário de crescimento de 3,5%”, disse ao participar da palestra Crise Econômica e as Perspectivas para os Trabalhadores, organizada pela Força Sindical.

    O economista destacou os setores automobilístico, da construção civil e de exportação como os principais afetados pelo desemprego em função da crise mundial. “São setores que dependem do crédito e não vai haver ritmo [de empréstimos], até porque uma parte da população já comprou e está endividada por um período longo”, disse.

    O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Francisco Fonseca avaliou que em um primeiro momento da crise os trabalhadores sairão perdendo, porque há tendência de diminuição das contratações e aumento de demissões em todos os setores.

    “Toda vez em que há uma crise no capitalismo, o primeiro que paga essa conta é o trabalhador. Isso é histórico”, afirmou.

    O presidente da Força Sindical no estado, Danilo Pereira da Silva, considerou que o momento é de diagnosticar o processo e fazer um trabalho articulado entre as centrais sindicais e levantar propostas para enfrentar a crise. “Mas não no sentido de que o trabalhador venha pagar mais uma vez e sim para que possa melhorar para que o emprego seja garantido e o país continue desenvolvendo como era a meta desse governo”, disse.

     

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social pediu hoje (24) a redução das taxas de juros e também sugeriu a criação de um fundo para manutenção de créditos e garantia de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    De acordo com o conselheiro e presidente da Associação das Indústrias de Base e Infra-Estrutura, Paulo Godoy, com o aumento do custo do crédito, decorrente da crise econômica, não é necessário manter o aumento das taxas de juros. “Isso já serve para substituir a alta dos juros. Acreditamos que nesse momento era necessário interromper essa alta”.

    O conselheiro Germano Rigotto também falou da necessidade de reduzir os juros. Segundo ele, não há mais expectativa de alta da inflação como antes. “Tem que haver a partir da reunião do Copom, na próxima semana o fim do aumento da taxa Selic. Hoje a situação é diferente, porque havia uma perspectiva de inflação e desaceleração econômica”. Hoje a taxa está em 13,75% ao ano.

    Sobre a sugestão de criação do fundo para assegurar as obras do PAC, Godoy explicou que os recursos seriam R$ 10 bilhões, e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica gerenciariam a verba.


    “O que precisamos é restabeler um crédito complementar que auxilie a estrutura de financiamentos de longo prazo”. Godoy disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai estudar a proposta.

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O aniversário dos 79 anos da quebra da Bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929, foi relembrado ontem no mercado financeiro não apenas como um fato histórico, considerando o pânico que se abateu sobre os negócios já no começo do dia. Enquanto as bolsas na Ásia caiam até 9%, os índices futuros das bolsas americanas desabavam e chegaram a ser paralisados, pela primeira vez em cinco anos.

     

    Durante o dia, notícias negativas sobre o balanço de empresas e a queda de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Reino Unido no terceiro trimestre, derrubaram as bolsas e o preço de commodities e elevaram o dólar no Brasil, apesar da atuação do Banco Central (BC).

     

    O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou em queda de 6,91%, aos 31.481,55 pontos, no menor nível desde o dia 25 de novembro de 2005. Durante o dia, chegou a cair 8,96%. No ano, o Ibovespa já acumula perda de 50,7%.

     

    O dólar pronto subiu 0,95%, cotado a R$ 2,327 e na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e no balcão, mesmo depois de o BC realizar quatro leilões no mercado cambial -dois de swap e dois de venda - e pode ter vendido um total de cerca de US$ 2,717 bilhões.

     

    Logo no início do dia, a moeda chegou a subir 3,90%, a R$ 2,395. Na Ásia, todas as bolsas regionais fecharam no território negativo. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 despencou 9,6%, para o seu menor nível desde abril de 2003, aos 7.649,08 pontos. Na Europa, o clima não foi diferente. O londrino FTSE 100 caiu 5%, o DAX, de Frankfurt, perdeu 4,96%; e, em Paris, o CAC-40 cedeu 3,55%.

     

    Em Wall Street, pela primeira vez em pelo menos cinco anos, os índices futuros de ações tiveram suas operações interrompidas após atingirem o limite diário de queda. A paralisação ocorreu logo cedo, por volta das 8h (de Brasília), com o Nasdaq em baixa de 6,76% e o S&P-500 em queda de 6,56%. O Dow Jones futuro foi congelado em queda de 6,3%. No fechamento do dia, no mercado à vista, o Dow registrou queda de 3,59%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Um "entendimento nacional" entre governo, Congresso, empresariado, trabalhadores e organizações sociais para enfrentar no Brasil os efeitos da crise financeira internacional e proteger o desenvolvimento econômico é a principal proposta dos integrantes do comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     

    Um documento entregue ontem a Lula pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e pelo seis integrantes do comitê gestor do CDES, em reunião no Palácio do Planalto, propõe freada imediata no aumento das taxas de juros e restabelecimento do crédito, entre outras medidas.

     

    A assessoria de imprensa de José Múcio, que é secretário-executivo do CDES, informou nesta manhã que participam do encontro os conselheiros Antoninho Trevisan (empresário), Clemente Ganz Lúcio ( diretor do Departamento de Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - Dieese), Germano Rigotto (ex-governador do Rio Grande do Sul), José Feijóo (líder sindical), Paulo Godoy (líder empresarial) e Zilda Arns (coordenadora da Pastoral da Criança).

     

    No documento que será entregue ao presidente, conselheiros do CDES recomendam, segundo a assessoria de Múcio: 1) ação intensiva do Banco Central para estabilizar o câmbio; 2) restabelecimento do crédito para atividades produtivas; 3) suspensão do processo de aumento das taxas de juros; e 4) manutenção de investimentos públicos para preservar programas sociais e planos de infra-estrutura e desenvolvimento, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

     

    Os conselheiros afirmam, no documento, que a suspensão do processo de aumento da taxa de juros (taxa Selic) precisa ser feita a partir da próxima reunião do Copom, nos dias 28 e 29.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Ainda não é o fim da festa, mas os brigadeiros em cima da mesa podem estar escasseando. Em 2007, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu quase 100% frente ao ano anterior, levando o setor à sua maior expansão em décadas. Agora, a crise financeira mundial ameaça transformar esses bons ventos em brisa.

    O responsável pela piora no cenário é o aperto no crédito que o país tem começado a sentir: com o dinheiro em falta lá fora, os bancos tendem a proteger mais seus próprios recursos.

    Nessa tendência, três grandes bancos brasileiros aumentaram no início do mês a taxa de juros para o financiamento da casa própria. O Bradesco mudou a taxa de 9% para 10,5% ao ano para imóveis até R$ 120 mil. O Itaú reajustou o teto dos juros cobrados para 12%. No Unibanco, a taxa passou de 11% para 12%.

    "Isso é o teto. Se o banco fazia (o financiamento) a 9%, não quer dizer que vai fazer a 12%, mas que se sente livre para variar mais as taxas. Agora eles vão estudar muito bem quem são os tomadores de crédito e dar taxas melhores àqueles clientes em que têm mais confiança", diz João Crestana, Secovi-SP, sindicato do setor imobiliário.

    Para o consumidor, a mudança se traduz em mais gastos. Em um financiamento em 20 anos, o preço final do imóvel pode ficar até 29% mais caro, segundo um levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

    Segundo o autor do estudo, Miguel de Oliveira, antes da alta dos juros o consumidor pagava por um imóvel de R$ 120 mil, em média, 240 prestações de R$ 966,74, em um total de R$ 232.017,60. Agora, o valor final soma R$ 299.455,20.

    "Com o aumento dos juros, você afeta a prestação. E a prestação aumentando, começa a criar problemas no bolso de uma fatia dos potenciais compradores. Em determinado segmento, pode até inviabilizar a compra", avalia Luiz Paulo Pompéia, presidente da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

    Embora seja reflexo da crise no exterior, a restrição do crédito no Brasil tem natureza diferente da que ocorre lá fora. Nos Estados Unidos e na Europa, os bancos vêm sofrendo prejuízos enormes, que têm origem no não pagamento de hipotecas imobiliárias. Sem recursos, o crédito some.

    Já os bancos brasileiros estão em situação diferente: sem créditos podres em carteira, gozam de boa saúde financeira. Ocorre que muitos deles se financiam com recursos do exterior – e com o dinheiro lá fora escasso, evitam correr riscos, já que não teriam a quem recorrer em caso de problemas.

    Essa restrição de crédito também afeta as construtoras. "Os bancos estão pedindo mais garantias e vão injetar menos dinheiro no setor. Alguns segmentos podem sentir, por não conseguirem produzir com um custo tão elevado. O reflexo é que alguns empreendedores vão reduzir seu ritmo de lançamentos. Não há uma suspensão, mas uma redução do ritmo alucinado de montagem de estandes de venda que era no passado", diz Pompéia, da Embraesp.

    "É a hora da seletividade. Em vez de fazer 20 empreendimentos, (a empresa) vai fazer 16, e quatro vai deixar na gaveta para 2010, 2011", acrescenta Crestana, do Secovi.

    As construtoras e incorporadoras também estão entre as que mais sofrem com o "tombo" das bolsas de valores nas últimas semanas. De olho nos problemas do setor, o governo federal autorizou, nesta semana, a Caixa Econômica Federal a comprar participação acionária em construtoras.

    Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é evitar que haja uma interrupção dos projetos por falta de recursos. "É uma resposta para dar continuidade aos projetos de construção habitacional", disse ele. 

    Para o consumidor, a recomendação dos especialistas é redobrar a prudência na hora da compra. Embora alguns bancos tenham elevado as taxas de juros, outros ainda mantêm a cobrança no mesmo patamar.

    "Quem pretende financiar um imóvel pode procurar um dos bancos em que é cliente e negociar para manter a taxa. Para quem é bom cliente, o banco pode manter (a taxa antiga)", diz Crestana. "Mas o comprador vai ser um pouco mais cauteloso agora, vai selecionar os melhores juros, não vai querer comprometer tanto da renda."

    "A recomendação é prudência, paciência e pechinchar muito. E, se puder esperar, para evitar riscos desnecessários. Eu acredito que em três ou quatro meses já vamos estar com uma situação mais estável, mais clara", afirma Pompéia.

    Para uma fatia dos compradores, no entanto, a recomendação do presidente da Embraesp é diferente: "Quem tem aqueles contratos já prontos, com a situação de antes da crise, é bom aproveitar. Porque dificilmente voltaremos a uma situação tão privilegiada quanto a de seis meses atrás."

     

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta sexta-feira que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Sem dar muitos detalhes, Coutinho explicou que o processo está em discussão e será feito em conjunto com outros bancos.

    "É uma parte de empresas exportadoras, que tinham gestão financeira mais sofisticada que entraram nesse tipo de derivativo. É um conjunto limitado e é um processo que está em curso. A grande maioria está renegociando com a própria rede bancária condições para solucionar isso", afirmou.

    O executivo destacou que o BNDES vai avaliar caso a caso. Ele acrescentou que o setor bancário privado está disposto a refinanciar as perdas dessas empresas e "diluir isso na frente". O BNDES, segundo ele, atuaria de forma complementar.

    "Uma vez que isso seja solucionado vai desaparecer um elemento de incerteza que tem travado um pouco o processo de concessão de crédito dentro do sistema bancário. E nós estamos trabalhando intensamente para acelerar a solução desses casos. E conseguiremos fazer isso de maneira muito bem sucedida", completou.

     

    Fonte: Mídia News
    25-10-2008 | 10:10

    O agravamento da crise financeira aumentou as incertezas dos empresários e pode interromper o ciclo de expansão do emprego na indústria, que já dura sete trimestres consecutivos. Além disso, a possibilidade de uma retração nas demandas interna e externa deve levar o setor a reduzir a compra de matérias-primas.

     

    Esse cenário para os próximos seis meses foi traçado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Sondagem Industrial do terceiro trimestre de 2008, divulgada ontem. Os empresários também se mostraram pessimistas quanto à evolução das exportações. Pelo sétimo trimestre consecutivo, a indústria espera queda nas vendas externas, apesar da valorização do dólar frente ao real. "O câmbio pode até estar atrativo, mas não tem negócio", afirmou o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco.

     

    A sondagem revelou também que os estoques aumentaram de forma mais intensa do que o planejado, principalmente nas grandes empresas. A redução do crédito também já atingiu a indústria. O problema de capital de giro ganhou importância entre as médias e grandes empresas.

     

    No caso das grandes empresas, 14,6% dos entrevistados apontaram a falta de capital de giro como um problema enfrentado pela indústria, no terceiro trimestre. No segundo trimestre, esse porcentual era de 8% entre as empresas de grande porte.

     

    Nas médias empresas, o aperto é maior. O porcentual passou de 15,2% para 21,2%. Com isso, a falta de capital de giro subiu para sexto lugar no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria no País.

     

    Pela primeira vez na série histórica da Sondagem Industrial, iniciada em 1999, as grandes empresas registraram mais dificuldade de acesso ao crédito do que as pequenas empresas. Segundo a CNI, esse resultado é reflexo da redução das linhas de crédito internacionais, que são mais acessadas pelas médias e grandes empresas.

     

    A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 20 de outubro, com 1.443 empresas. Portanto, já abrangeu o momento mais crítico da crise a partir de 15 de setembro.

     

    Segundo a CNI, as grandes empresas já haviam sinalizado dificuldades no acesso ao crédito na sondagem do segundo trimestre, mas ainda não era possível avaliar claramente se eram reflexos da crise.

     

    Apenas dois setores não consideraram o acesso ao crédito difícil: máquinas e materiais elétricos e refino de petróleo. Castelo Branco acredita que a desaceleração da atividade econômica deve ser mais visível em no próximo ano, quando deve ser sentido o impacto do aumento dos juros e da redução dos prazos de financiamento.

     

    "Para nós, será uma perda de ritmo, mas não se pode falar em recessão. Vamos nos ajustar num patamar mais baixo do que os 5% ou 6% que estávamos crescendo", afirmou. O economista-chefe da CNI ainda lembrou que a atividade industrial continuou aquecida no terceiro trimestre, com aumento da produção, do emprego e da utilização da capacidade instalada.

     

     

    Fonte: NTC e logística
    25-10-2008 | 10:10
    O Grupo de Vozes Masculinas Alma de Gato se apresenta hoje, 25, no auditório da Livraria Janina do Pantanal Shopping, a partir das 20h. O show "Meninos, Pro Rio" marca a despedida do grupo, que está de partida para o Rio de Janeiro, onde representarão Mato Grosso no Festival Internacional Cantanpueblos Brasil 2008, um dos maiores e mais importantes festivais de música vocal do mundo. O Festival reúne grupos e coros de música vocal de diversos países.

     

     

     Os sete "meninos" do Alma de Gato costumam empolgar o público com a excelência e domínio das técnicas vocais e pelo toque de humor presente nos shows. Juntos desde 2004, Gilberto Nasser, Jefferson Valle, Evaldo Sampaio, Helbert Silva, Marcelo Ardevino, Jefferson Neves e Renato Marçal se uniram após o Primeiro Painel de Regência Coral, realizado pelo Coral da UFMT com o intuito de formar um grupo de vozes masculinas com diferentes formatos para a música vocal.

     

     

    Agora, depois de quatro anos desde primeira apresentação, o grupo se lança em cenário nacional, apresentando produção local de música de qualidade. Antes de falar, ouça-os cantando no show "Meninos, Pro Rio".

     

    Os ingressos já estão à venda na Janina do Pantanal Shopping. Mais informações pelo telefone 3901-8888.

     

     

    Fonte: Mídia News
    24-10-2008 | 11:10
    A Caixa Econômica Federal já tem R$ 2,5 bilhões para compra de participação acionária em empresas do setor imobiliário em dificuldade financeira para fazer novos projetos de habitação. A diretoria da Caixa informou que vai usar o dinheiro para comprar apenas participações em empresas do setor de construção civil por meio do seu novo banco de investimentos, embora a MP publicada ontem permita à instituição adquirir ações de qualquer setor. Até o ano passado, as construtoras usaram o mercado de ações para se capitalizar. A queda da Bovespa e a desvalorização do setor imobiliário na Bolsa fecharam essa possibilidade e pode colocar em dificuldades empresas que ainda precisam de dinheiro para concluir obras já iniciadas.

    A Inpar, por exemplo, lançou ações em fevereiro do ano passado a R$ 17,5, mas na semana passada, o papel da empresa estava cotado a R$ 1,43 na Bolsa. O banco de investimento será uma subsidiária da Caixa e controlará o que o ministro Guido Mantega (Fazenda) chamou de CaixaPar (Caixa Participações).

    Com esse novo braço, que será criado em cerca de 30 dias, o banco também poderá atuar em outros mercados de que hoje a Caixa não participa. Pela MP, o novo braço da Caixa poderá "explorar atividades de banco de investimento", como, por exemplo, câmbio e derivativos, esse último na Bolsa Mercantil & Futuros. O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o banco não tem interesse de adquirir outras instituições financeiras, como autorizou o governo ontem.

    Segundo ele, a Caixa tampouco pensa em fazer aquisições nos outros ramos financeiros, como companhias de seguro, previdência privada e capitalização. O executivo assegurou que a Caixa não vai usar a CaixaPar para comprar participação acionária em empresas de outros setores que não seja o imobiliário.

    "As áreas prioritárias da Caixa são construção e saneamento.

    A MP cria segurança de que os investimentos não vão parar", afirmou Percival. Ao explicar a MP, Mantega disse que a CaixaPar foi criada para ajudar o setor de habitação.

    O ministro acrescentou que os bancos públicos não precisarão de uma capitalização do governo porque têm liquidez suficiente para arcar com as novas aquisições. Percival reafirmou que a Caixa tem recursos para ajudar as empresas de construção civil.

    "O balanço da Caixa foi arrumado. Não vamos fazer da Caixa um outro BNH [Banco Nacional de Habitação]", disse. Extinto em 1986 sob acusações de corrupção e problemas de solvência, o BNH foi criado no primeiro ano da ditadura militar para fazer operações de crédito imobiliário e gerir o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

     

     Percival apontou que a Caixa não foi procurada por nenhum banco que tivesse a intenção de ser comprado. Para ele, o banco estatal já está fazendo a sua parte com a compra de carteiras de crédito de instituições com problemas pontuais de caixa.

    "Tem bancos pequenos com problema de liquidez.

    Para isso já compramos algumas carteiras e avaliamos a compra de outras.

    A compra de bancos não existe", afirmou Percival.

      

    Fonte: CBIC
    24-10-2008 | 11:10
    O momento de expansão do setor, os reflexos da crise financeira mundial na construção e as medidas do governo federal para ajudar o país a continuar crescendo foram temas discutidos na abertura do 80º ENIC, em São Luís.

     

    Com o tema "A Força da Construção Civil no Desenvolvimento do País", foi berto nesta quarta-feira (22) à noite, em São Luís (MA), o 80º Encontro acional da Indústria da Construção (Enic), o maior evento da construção ivil da América Latina, que acontece até sexta-feira (24), no Centro de onvenções Pedro Neiva de Santana.

     

    Durante três dias estarão reunidos no cerca de 1.200 empresários de vários stados para discutir temas que afetam o setor, tais como obras públicas, uestões trabalhistas, meio ambiente, tecnologia, crédito, lei de licitações  medidas para ajudar a construção civil a continuar crescendo, mesmo com a rise financeira internacional.

     

    Os trabalhos foram iniciados com a formação da mesa de abertura do evento ue foi composta pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção civil (Sinduscon-MA), João Alberto Teixeira Mota Filho; do presidente da âmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), Paulo Simão; o governador do Maranhão, Jackson Lago; Inês Magalhães, secretária nacional da abitação, do Ministério das Cidades; o senador Edison Lobão Filho; Maria de Fátima Travassos, procuradora geral do Estado do Maranhão; Jorge Machado Mendes, presidente da Fiema; Marco Túlio de Melo, presidente da Confea; Telma Pinheiro, secretária de Cidade e Infra-estrutura do Maranhão e o presidente da Associação Brasileira da Industria de Hotéis no Maranhão, Edilson Baldez. Além das autoridades, cerca de mil pessoas lotaram o auditório Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, entre engenheiros,arquitetos, empresários, participantes do Enic.

     

    Ao abrir o 80º ENIC, o presidente do Sinduscon-MA foi cauteloso com relações às medidas anunciadas para o setor da construção, afirmando que o setor registra um dos melhores maiores crescimentos da história, mas vive a ameaça da crise financeira mundial. "No Brasil a Construção Civil, atualmente é uma alavanca para o progresso. O Brasil está em Obra. Obras que modificam a estrutura das cidades e melhoram a vida das pessoas, e todos seguem juntos nessa grande missão de reconstruir o pais", assegurou.

     

    O presidente do Sinducon-MA falou sobre o IDH maranhense que é um dos menores do país, e que a construção civil, no entanto, contribui muito para melhorar a qualidade de vida da população, tanto que é a atividade econômica que mais emprega no estado.

     

    O presidente da Confederação dos Engenheiros e Arquitetos (Confea), Marcos Túlio de Melo, em seu discurso, citou a turbulência econômica mundial, mas ressaltou principalmente o crescimento da construção civil no país, que é fruto de negociações e de articulação com o governo. "Temos de buscar os caminhos para continuar crescendo. Investir no setor produtivo e superar a
    crise", disse.
    MEDIDA PROVISÓRIA

     

    A MP anunciada nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o setor imobiliário e da construção frustrou empresários e não agradou ao presidente da Câmara da Indústria Brasileira da Construção (CBIC), Paulo Simão. Ele foi cauteloso ao falar sobre a crise internacional, mas ponderou: "Será que as informações sobre a crise estão completas ou faltam muitas informações? Como o Brasil será visto após essa crise, como irá se
    comportar?" E respondeu: "Não é uma tarefa fácil, porém temos condições de absorver esses impactos", completou.

     

    Em seu discurso, Paulo Simão enfatizou que a crise já chegou ao Brasil e afeta todas as atividades ligadas à fluidez do crédito e à variação cambial. "O nosso ritmo de crescimento não será o mesmo nos próximos dois anos", previu Paulo Simão. Ele assegurou, entretanto, que há recurso para o setor continuar crescendo "se não desvirem os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para outro local e se o governo disponibilizar esses recursos para o setor em 2009", frisou.

     

    O discurso do governador do Estado do Maranhão, Jackson Lago, encerrou a abertura do 80º ENIC. O governador falou da contribuição que a construção civil tem dado ao estado e destacou as ações ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem contribuído para melhorar a qualidade de vida da população.  "Serão três mil conjuntos habitacionais, com 10 mil casas que abrigarão cerca de 40 mil pessoas só na capital",
    explanou o governador sobre o projeto do PAC no Rio Anil.

     

    Jackson Lago acrescentou ainda que o setor é considerado um dos mais importantes devido à geração de empregos, pois acolhe o cidadão com pouca ou nenhuma especialização. 

     

    De acordo com estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de postos de trabalho formais na construção civil cresceu 36% nos últimos 12 meses, com a geração de mais de 8.500 novas vagas de setembro de 2007 a setembro de 2008. Com as obras do PAC no Maranhão, a estimativa de geração de empregos aumentará ainda mais. Em quadro anos, o estado receberá investimentos da ordem de R$ 532 milhões.

     

    Fonte: CBIC
    24-10-2008 | 11:10
    A Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) entregou ontem a cinco ministros do governo Lula pedido de redução imediata do IPI para todos os tipos de material de construção. O pedido acompanha um estudo da Fundação Getulio Vargas que mensura o efeito da desoneração na economia.

     

    A previsão é que a retirada do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduza em 0,3263% o custo do material de construção no varejo, o que representaria a renúncia fiscal de R$ 902 milhões. O setor afirma que essa perda inicial seria compensada com a arrecadação futura gerada por um maior ritmo da economia.

     

    Segundo Melvyn Fox, presidente da Abramat, o governo adotou medida menos ampla em 2006, quando cortou o IPI de 41 itens básicos de construção. Esse medida, associada à expansão do crédito, provocou um ciclo de expansão da cadeia da construção, cujo crescimento até agora foi o dobro do PIB.

     

    "O setor ainda conta com um tempo para suportar esse momento de esfriamento da economia. Os projetos que estão em andamento não vão parar, continuarão a demandar produtos. Mas a redução do IPI pode ser uma medida de impacto, que irá gerar efeitos no médio prazo, quando a redução dos lançamentos que começa a ser anunciada agora pode atingir a indústria", disse Melvyn.

     

    Além da Fazenda, o pedido de desoneração total do setor foi formalizado para os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Cidades, Planejamento e Casa Civil. Segundo o estudo da FGV, o impacto desse tipo de medida gera efeito poderoso no nível de atividade econômica. O PIB, por exemplo, cresceria mais 1,34% e a expansão do emprego atingiria 1,24%, em um intervalo de 24 meses após a desoneração, diz a FGV.

     

    O estudo aponta que a renda adicional chegaria a R$ 31 bilhões, a valores de 2006. A carga tributária, continua o estudo, baixaria 0,013 ponto percentual. "É uma medida, que além de tudo, resultaria em aumento de arrecadação", diz Fox. A previsão, descrita no trabalho, era a de uma variação positiva na arrecadação total de impostos e contribuições de 1,30% ou R$ 10,2 bilhões.

     

    O trabalho já havia sido apresentado aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil), mas não fez "grande sucesso" dado o ritmo da indústria e do mercado da construção na ocasião.

     

    Para Fox, a adoção de medida desse tipo pode interromper uma ligeira baixa no ânimo industrial, observada na sondagem da associação em outubro.

     

    As avaliações otimistas em relação às ações do governo no setor da construção civil baixaram neste mês. Em setembro, 74% dos empresários da indústria de material de construção diziam-se otimistas com as ações governamentais. Em outubro, o índice caiu para 57%.

     

    Freio no emprego

     

    A indústria da construção civil em São Paulo paralisou as contratações. É a primeira vez desde a retomada do setor que as novas admissões são congeladas, um reflexo direto da desaceleração já esperada pelo setor nos próximos meses.

     

    A informação é do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado de São Paulo. "Não estamos vivendo uma recessão, mas um congelamento das novas vagas", afirma Antônio de Sousa Ramalho, presidente do sindicato. Ele também diz que o temor de "apagão" de mão-de-obra passou.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
    O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que a medida provisória que permite a estatização de bancos também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade. A construção civil é um dos setores que mais depende do crédito, cuja circulação foi prejudicada por conta da crise financeira mundial.

     

    "Esta medida vem no sentido de reforçar o setor habitacional, para que ele continue tendo essa performance que vem tendo nos últimos dois anos. Para isso a Caixa estará habilitada a ter participação acionária nas empresas construtoras, como faz hoje o BNDESpar. Haverá uma Caixapar", disse o ministro.

     

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem uma MP (medida provisória), publicada hoje no "Diário Oficial", que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras no pais sem passar por um processo de licitação. A informação foi antecipada pelo colunista Guilherme Barros.

     

    Ou seja, a MP autoriza os bancos públicos brasileiros a estatizarem instituições financeiras brasileiras que estejam em dificuldades. A MP é ampla, composta de sete artigos, e inclui todo tipo de instituição financeira: seguradoras, instituições previdenciárias, empresas de capitalização, etc.

     

    A medida provisória também autoriza o Banco do Brasil e a Caixa a constituírem bancos de investimentos e subsidiárias no exterior. Essa medida também autoriza o Banco Central do Brasil a negociar papéis de outros BCs do mundo todo ("swaps").

     

    Apesar da liberação para a compra de ativos, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que governo não fará aporte de capital na Caixa e BB para permitir negócios. Mantega disse ainda que, no futuro, qualquer estatização poderá ser revertida no futuro.

    EUA e Europa

     

    O avanço da crise financeira global levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a admitir ontem que, caso a crise financeira mundial atinja o Brasil com mais força, poderá haver corte dos investimentos da União previstos nos orçamentos dos ministérios. No entanto, apesar das medidas já adotadas, o presidente voltou a descartar a adoção de um pacote.

     

    No entanto, apesar das medidas já adotadas contra a crise, o presidente descartou a adoção de um pacote. "Não vamos fazer nenhum pacote econômico na expectativa de que as medidas que já nos foram apresentadas dêem resultado", disse, em referência aos pacotes apresentados pelos Estados Unidos e por governos da Europa.

     

    No último dia 13, o governo britânico anunciou um investimento de 50 bilhões de libras em três bancos --o RBS (Royal Bank of Scotland), o HBOS (Halifax Bank of Scotland) e o Lloyds TSB-- para aumentar o capital das instituições em uma tentativa de diminuir os efeitos da crise financeira. Somado, o montante que os governos europeus disponibilizaram para o resgate de bancos passa dos US$ 2 trilhões.

     

    No dia seguinte, o presidente americano, George W. Bush, anunciou que irá utilizar US$ 250 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate para o sistema financeiro aprovado no início deste mês para comprar ações de bancos com problemas. No futuro, o governo dos EUA poderá revender as partes adquiridas.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
     O setor da construção civil apresentará um documento ao governo contestando a medida provisória que permite a compra de empresas ou de participações em empresas do setor pela Caixa Econômica Federal.

     

    Segundo o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão, os mais de 700 empresários reunidos em um evento no Maranhão estão elaborando a crítica à MP que será entregue à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

     

    "Vamos provar ao governo o equívoco dessa medida. Ela não traz benefício para o setor, melhora a vida de meia dúzia de empresas que estão na Bolsa, mas nós queremos uma solução de mercado", disse.

     

    Na avaliação de Simão, a MP aprovada pelo governo passa uma mensagem de que a situação do setor é mais grave do que a realidade. Ele faz a ressalva, no entanto, que as críticas se referem exclusivamente à possibilidade de estatizar empresas da construção civil.

     

    Para Simão, a medida pode criar uma grande assimetria no setor, com um número pequeno de empresas contando com crédito e recursos fartos enquanto a maioria enfrenta o cenário de crise. "Isso vai significar uma concorrência desleal, qual vai ser o critério para escolher qual empresa deve ser estatizada?", afirmou.

     

    O presidente da CBIC afirma que o setor foi pego de surpresa pela MP. Até então, as propostas em discussão com o governo e com o BNDES incluíam a criação de uma linha de financiamento específica para o setor com recursos da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Além de combater a falta de liquidez, a idéia era encontrar soluções para viabilizar capital de curto prazo, com a aquisição de empresas em dificuldade.

     

    "Uma das idéias era que bancos como BNDES ou Banco do Brasil criassem um fundo para acelerar fusões, aquisições e incorporações de empresas", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação).

     

    Segundo Crestana, as empresas apresentarão suas propostas ao governo, que incluem medidas de proteção ao comprador de imóveis e garantia de aplicação de recursos da poupança e do FGTS na habitação. A construção civil é considerada estratégica pelo governo porque gera muitos empregos e está diretamente relacionada ao crescimento econômico.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
    Em mais um sinal de desaceleração no ramo da construção civil, mais duas empresas do setor, a CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário) e a CR2 revisaram para baixo suas previsões de lançamentos para este ano.

     

    A CCDI reduziu de R$ 2 bilhões para R$ 1,3 bilhão a estimativa do valor dos empreendimentos a lançar em 2008 --um decréscimo de 35%. A CR2 apresentou uma revisão em seu "guidance" de R$ 1,2 bilhão --para R$ 500 milhões, uma redução de 58%.

     

    Fonte: Folha On-line
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