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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    06-10-2008 | 11:10
    O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirma que o governo vai anunciar, em breve, novas medidas para facilitar mais o financiamento imobiliário.

     

     Isso porque, segundo ele, "ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel".

     

     O Brasil, destacou o ministro, tem um sistema imobiliário "completamente diferente" do norte-americano, onde começou a crise financeira que se espalha pelo mundo.

     

    Ele disse que os bancos brasileiros "têm muita capacidade de investir e de financiar", além de existir demanda.

     

     O que precisamos, disse ele, é compatibilizar os juros, as prestações e condições de financiamento com a renda das pessoas.

     

     "Em especial das famílias de menor poder aquisitivo".

     

    Paulo Bernardo afirmou que o governo quer ampliar o acesso e não vê nenhum problema com o crescimento de crédito imobiliário no país.

     

     Muito pelo contrário, acrescentou o ministro.

     

    De acordo com ele, o financiamento imobiliário no Brasil tem crescido "de forma sustentável, saudável", e está alimentando a indústria de material de construção.

     

     "É uma coisa positiva, que tem que ser mantida", enfatizou.

     

     O mercado imobiliário brasileiro "não tem nenhum tipo de problema", segundo Paulo Bernardo.

     

     "O que aconteceu no mercado americano foi que primeiro os imóveis se valorizaram excessivamente.

     

     Depois houve um movimento muito grande para financiar e refinanciar.

     

    Então, quando veio o problema, verificou-se que o sistema estava todo bichado".

     

     No Brasil, o setor funciona de forma diferente, com foco maior nos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que têm regras próprias para a concessão de créditos para a aquisição de imóveis.

     

     Por causa disso e em razão da grande demanda por casa própria, o aumento dos níveis de empregos e da renda familiar estimulou a recuperação do mercado de imóveis, com crescimento constante nos últimos quatro anos, de acordo com relatório da Companhia Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).

     

     A expansão tem-se verificado de forma mais forte ainda neste ano, com ritmo de contratações acima das expectativas dos agentes financeiros.

     

     Números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o setor cresceu 92,5%, de janeiro a agosto, em relação a igual período do ano passado.

     

     Nesses oito meses, as operações com dinheiro das cadernetas de poupança para financiar 197.820 moradias somaram R$ 19,876 bilhões.

     

     A expectativa da Abecip é de que o volume de recursos chegue a R$ 30 bilhões no final do ano, e o número de unidades financiadas alcance 300 mil, superando o recorde de 1981, quando foram financiados 267 mil imóveis.

     

     

    Fonte: CBIC
    06-10-2008 | 11:10
    O Comitê de Política Monetária (Copom) estará em uma encruzilhada na próxima reunião, agendada para os dias 28 e 29 deste mês.

    De um lado está crise financeira norte-americana e a desaceleração da economia global batendo à porta, do outro a demanda interna ainda aquecida e o compromisso de manter o aperto monetário para convergir a taxa de inflação para o centro da meta no próximo ano.

    Se a forte queda no preço das commodities no mercado internacional alivia as pressões inflacionárias, a recente disparada na cotação do dólar na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) pode contaminar os preços. O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, acredita que o Banco Central (BC) manterá o ritmo de aperto monetário mesmo com o cenário de desaceleração da economia. "A situação é difícil, todas as perspectivas apontam para o impacto da crise americana na economia doméstica.

    Mas os últimos indicadores mostram um descompassado entre oferta e demanda.

    O dólar é outro ponto que agrava a situação.

    Com esta volatilidade, ninguém sabe qual será o patamar de equilíbrio do câmbio", afirma Campos Neto. O estrategista-chefe do Crédit Agricole, Vladimir Caramaschi, concorda que o câmbio é um fator decisivo para o Copom optar por manter o aperto monetário, apesar do desaceleramento econômico global. "Acredito que o Copom eleve o juro em 0,5 ponto percentual por causa do câmbio.

    Até a semana passada poderia afirmar que a taxa de câmbio não seria problema.

    No entanto, diante desta recente disparada do dólar existe a chance de contaminação dos preços", avalia Caramaschi. Para o diretor presidente do Ibmec, Claudio Haddad, a possibilidade de a recessão norte-americana contaminar a economia doméstica é remota.

    "O Brasil está numa situação completamente diferente dos Estados Unidos", afirma Haddad, que acredita que ainda existe espaço para o Banco Central (BC) dar prosseguimento ao aperto monetário.

    "Na próxima reunião acredito que o Copom promova um aumento entre 0,25 e 0,50 ponto", estima. Na contramão, o ex-economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas, prevê que o Copom vai surpreender e interromper o ciclo de alta na taxa Selic, mantendo o juro básico em 13,75% ao ano. "Estamos vivendo uma crise de solvência.

    O temor aqui no Brasil é de que o enxugamento da liquidez tenha um efeito local.

    A oferta de crédito menor pode comprometer o crescimento da economia doméstica", disse. Crise financeira O ex-diretor do Banco Central (BC) e sócio da Ciano Investimentos, Ilan Goldfjan, afirma que a atual crise financeira é conseqüência de vários erros cometidos no passado. "É igual um acidente aéreo. É um conjunto de erros, não um só.

    Não dá para achar um só culpado nesta situação", afirmou. Para o ex-diretor do Banco Central, a situação atual da economia doméstica se assemelha a de um avião procurando uma pista longa para pousar. "Se quiserem que a economia brasileira mantenha o ritmo de crescimento de 6% ao ano não vai dar, me desculpe.

    No contexto atual, a economia doméstica vai acompanhar a tendência de desaceleração global", afirmou Ilan Goldfjan.

     

     

    Fonte: CBIC
    06-10-2008 | 11:10
    As estimativas de lançamentos das construtoras estão sendo reduzidas . Os negócios no setor da construção civil devem se restringir e o mercado vai ficar mais seletivo.

    Mas não haverá quebradeira nem desemprego porque a quantidade de projetos em andamento e lançados este ano garantem a estabilidade de emprego pelo menos para os próximos dois anos.

    Além disso, já é verificada a falta de profissionais especializados como engenheiro civil e mestre de obras.

    Esse quadro, segundo o presidente da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE) e sócio da Construtora Colméia, Otacílio Valente, é reflexo da escassez de crédito provocada pela crise financeira internacional e que afeta mais fortemente as empresas construtoras que lançaram ações na Bolsa. Segundo o diretor de Novos Negócios da Construtora Terra Brasilis, Eduardo Pinheiro Ponte, as ações das 22 empresas que abriram capital nos últimos dois anos despencaram, em média 60%, o que vai desencadear um redesenho, uma consolidação, porque essas empresas captaram dinheiro para a produção não só através da emissão dos papéis mas também de empréstimos.

    Para ele, só cerca de 10 dessas empresas devem continuar atuando.

    Adianta que as aquisições, que já começaram, e fusões devem se intensificar nos próximos dias.

    Como exemplo, cita que a Tenda - com desvalorização de ações acumulada este ano em 86,8% - foi comprada pela FIT, subsidiária da Gafisa, no último dia 2 de setembro.

     

     As empresas do Ceará, mesmo as que se associaram às nacionais de capital aberto, não devem ter problemas.

    "Elas se associaram para fazer alguns empreendimentos", completa Valente.

    Em relação ao consumidor, diz que vai demorar para ele perceber que está pagando uma taxa de juros mais alta. Explica que para as empresas a taxa já passou de pouco mais de 10% para 12%.

    "Todos temos conhecimento que os bancos elevaram as taxas de juros e nós temos que compor isso no custo financeiro", diz, adiantando que o aumento será repassado ao consumidor diluído nas prestações.

     

     Sem calote

     

     Ponte descarta que haja calote por parte das empresas que não conseguirem crédito para continuar tocando seus empreendimentos.

    "Não vai haver porque as empresas maiores já estão adquirindo as que estão em dificuldade", reforça.

    Explica que as linhas de crédito além de caras são insuficientes para atender aos projetos em andamento.

    De acordo com o diretor da Terra Brasilis, no mercado cearense as cinco principais empresas têm aproximadamente 50 lançamentos para 2008/09 que somam cerca de R$ 2,5 bilhões. Ponte acredita que esses projetos programados não estão ameaçados.

    "O que deve acontecer é uma redução do ritmo", diz, ressaltando que o apetite pela compra de novos terrenos diminui e a forma de aquisição também.

    As empresas estavam comprando em dinheiro, segundo ele, e agora devem passar a comprar na modalidade de permuta.

    Ou seja, pagando em unidades no local do empreendimento ou com percentual de receita na medida que o dinheiro entra em caixa. Destaca que também haverá redução de lançamentos.

    "A CR2, por exemplo, reduziu pela metade a estimativa de R$ 1 bilhão para 2008 e de R$ 1,2 bilhão para 2009", conta, salientando que o motivo foi a falta de acesso a financiamento. 

     

    Fonte: CBIC
    04-10-2008 | 11:10
    "Todas as obras realizadas em Mato Grosso tem um caráter muito transparente, pois temos gestores de todas as superintendências aqui”. Assim começou a coletiva à imprensa no final da tarde de quarta-feira com o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Borges, na sede da Secretaria de Estado de Infra-Estrutura (Sinfra), na quarta-feira (01.10).

    “Além do mais, a superintendência de Mato Grosso é uma das mais importantes do país”, continuou Borges, “pois todos os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) por aqui foram zerados, isso aconteceu somente neste Estado no país todo”.

    O superintendente lembrou também do caráter de referência ocupado por Mato Grosso com relação ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR). "Temos 7.760 casas sendo entregues aqui e investimos um total de R$ 336 milhões em unidades habitacionais no Brasil todo".

    “Isso só é possível de acontecer porque o Governo de Mato Grosso está se capacitando ano a ano para atender às necessidades da população no que tange à habitação, foram R$ 31 bilhões investidos e R$ 27 bilhões já gastos até aqui no Brasil todo, mas ninguém possui mais parcerias para construção habitacional do que Mato Grosso”, afirmou Borges.

    Ele seguiu contando à imprensa o salto dado pelo governo Lula em investimento em programas habitacionais. Segundo ele, de R$ 795 milhões em 2003 para R$ 2,2 bilhões em 2008.“Esses programas sociais também ajudam a combater a fome a miséria. O Brasil tem uma dívida social muito grande e precisamos gerar muito emprego”, disse.

    “Não queremos perder esse posto de campeão em parcerias com a CEF, viu, senhor Borges?”, avisou o secretário de Infra-Estrutura, Vilceu Marcheti, que encerrou sua fala convidando a imprensa a participar da vistoria nas obras do Residencial Wantuil de Freitas, em Cuibá.

     

    Fonte: Sinfra
    04-10-2008 | 11:10
         O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) realizará de 3 a 5 de dezembro, em Salvador, o seminário "Desafios e Perspectivas da Educação Ambiental no Setor Empresarial e Sindical". Os preparativos para o encontro serão discutidos durante reunião da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Conama, na próxima quinta-feira (9), em Brasília.
         
         O objetivo do evento é promover um diálogo sobre as ações de Educação Ambiental realizadas pelo setor empresarial e sindical, contribuindo para o fortalecimento e qualificação destas ações, bem como para uma proposta normativa de regulamentação do artigo 3º da Lei 9.795/99, que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental.
         
         Esse artigo destaca que, como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo "às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente".
         
         A iniciativa quer promover, ainda, um diálogo entre os setores, realizar intercâmbio de experiências e colher subsídios para a construção de termo de referência para orientar diretrizes e indicadores para programas de Educação Ambiental, entre outros.
         
         A programação prevê mesas-redondas sobre os temas Responsabilidade Socioambiental, Comunicação e Consumo Sustentável; Educação Ambiental no Licenciamento, Responsabilidade Socioambiental, Comunicação e Consumo Sustentável e Indicadores, Avaliação e Monitoramento dos Programas de Educação Ambiental nas Empresas.
         
         Estão previstos quatro grupos de trabalho sobre Olhares e experiências das empresas no exercício da responsabilidade socioambiental; Olhares e ações para mecanismos de incentivo, financiamento, compensação ambiental e redes de fundos, Deliberações da III Conferência Nacional do Meio Ambiente e Educação Ambiental no licenciamento no âmbito do Sisnama. Também devem ser apresentados estudos de caso e relatos de experiências de empresas brasileiras.

     

    Fonte: 24 Horas News
    04-10-2008 | 11:10
    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou para 5,3% a expectativa para crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, contra os 4,7% de junho. Para a entidade, a ampliação da demanda interna garantirá o desempenho da economia brasileira, que só deverá sentir os efeitos da crise financeira internacional a partir do próximo ano. A previsão do PIB para 2009 é de um crescimento mais modesto, da ordem de 3,5%, segundo o Informe Conjuntural da entidade.

     

     

    A indústria deverá crescer 5,5% este ano, um pouco acima da média da economia, alavancada pela estimativa de crescimento de 8,7% na produção da indústria para a construção civil. O crescimento da indústria de transformação (fábricas em geral), o maior segmento do setor, deverá ser de 5,1%.

    De acordo com estudo, o crescimento da indústria é sustentado pelo aumento expressivo da demanda interna, que subiu quase 8% em relação ao ano passado, e está sendo acompanhado por investimentos no setor. A previsão para aumento de capital na indústria, neste ano, subiu para 13,5% em relação ao ano passado, enquanto na projeção de junho estava prevista elevação de 10,5%.

     

     

    O boletim trimestral da CNI leva em conta que a menor disponibilidade de crédito internacional e a redução da demanda externa pelos produtos brasileiros no próximo ano justificam a previsão de menor crescimento da economia.

    O estudo aponta que a não renovação das linhas externas de financiamento, em especial o crédito para exportação, poderá gerar dificuldades para as empresas, especialmente se não houver substituição integral dessas linhas a nível interno.

    A CNI destaca que o Brasil hoje tem mais capacidade para enfrentar dificuldades que no passado, pois conta com reservas internacionais elevadas, substancial superávit primário, sistema de regulação bancária desenvolvido e menor dependência externa.

    A previsão para a balança comercial brasileira, de acordo com a CNI, é de que fechará 2008 com saldo comercial de US$ 25 bilhões, enquanto em junho a estimava era de US$ 20 bilhões.

    As exportações deverão ficar na casa de US$ 208 bilhões e as importações em US$ 183 bilhões.

     

    Fonte: Mídia News
    04-10-2008 | 11:10
    Foi anunciada ontem a liberação, pelo Governo Federal, de recursos na ordem de R$ 22 milhões, para a construção de mais 2,7 mil casas em 30 municípios mato-grossenses.

    Com uma contrapartida do Estado de Mato Grosso de R$ 5 milhões, essas novas unidades habitacionais fazem parte do Programa Habitacional Meu Lar, desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, e serão construídas na modalidade “Tô Feliz” (sancionada pela resolução 518 do Governo Federal), um dos programas de habitação popular desenvolvidos pelo Estado.

    Saiba como funciona o “Tô Feliz”

    Cada unidade habitacional construída pelo projeto “Tô Feliz” é financiada pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e pelo Governo do Estado. As casas construídas na modalidade possuem 24 metros quadrados e acabamento mínimo. A edificação é dividida em quarto, copa, cozinha e banheiro.

     

    Essas residências serão doadas às famílias que possuem renda inferior a dois salários mínimos e a seleção dos futuros moradores é responsabilidade da Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), que une esforços com as Prefeituras e sociedades civis organizadas para realizar a escolha.

     

    O recurso estadual tem origem no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que destina até 30% de sua arrecadação para construção de casas populares e 70% para a melhoria da malha viária estadual. O imposto é cobrado sobre a venda de óleo diesel e transporte de produtos agropecuários como a soja, algodão, madeira e gado em pé.

     

    Fonte: Mídia News
    04-10-2008 | 11:10
    O governador Blairo Maggi agendou para a próxima terça-feira, às 10h, no Palácio Paiaguás, reunião com os segmentos empresariais para socializar as mudanças procedimentais no âmbito da receita tributária, com a finalidade de dar celeridade no trânsito de mercadorias sem prejuízo à arrecadação estadual.

     

    "A Secretaria de Fazenda já repassou ao governador as alterações de procedimentos que visam a estabelecer regras claras e sem margem de interpretações equivocadas, para que sejam mais céleres nossos procedimentos nos postos fiscais, notadamente para os contribuintes regulares", afirmou o secretário de Fazenda, Eder Moraes.

     

    Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, a Casa Civil atuou com pró-atividade nessa questão. "Por determinação do governador Blairo Maggi coordenamos os entendimentos e acredito que chegamos a bom termo. O secretário Eder Moraes agiu rápido e promoveu reuniões técnicas entre a Secretaria da Fazenda e da Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia (Sicme), dando resolutividade a essas questões inerentes à sua pasta, haja vista tratar-se de assuntos de ordem tributária", enfatizou.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-10-2008 | 11:10
    O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alertou que a baixa cobertura vacinal na classe mais rica e escolarizada da população, conforme divulgou ontem o jornal "O Estado de S.Paulo", aumenta o risco de novos surtos de doenças já erradicadas no País, como a poliomielite. Ele demonstrou preocupação ao repercutir o estudo da Santa Casa de São Paulo, divulgado pelo jornal paulistano.

     

    "Temos que ver o que é que há com essa faixa de renda; talvez uma sensação de que a doença estaria erradicada e que não seria importante manter o calendário de vacinação completo, mas exatamente o que garante a erradicação de muitas doenças no Brasil é uma cobertura vacinal alta", disse o ministro, ontem, depois de participar da cerimônia de assinatura de um novo modelo de gestão no Instituto Nacional do Câncer (Inca).

     

    "Quando se tem uma cobertura vacinal baixa, aumenta muito o risco dessas bactérias continuarem circulando e surgirem surtos da doença", alertou Temporão. Para o ministro, os pais têm uma grande responsabilidade para manter a caderneta de vacinação de seus filhos atualizada.

     

    Ele acrescentou que o estudo, que foi financiado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é importante "porque vai nos levar a repensar estratégias de comunicação, focadas para que todas as classes sociais e de renda entendam que é importante cumprir todo o calendário das crianças".

     

    De acordo com o estudo, que analisou 17.749 cadernetas, o porcentual de cobertura vacinal na "classe A" e na região Sudeste é de 68,9%. A média brasileira é de 81%, também bem abaixo do que é preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS): 95%.

     

    No Inca, o ministro elogiou o modelo de gestão da instituição, que conta com o apoio da Fundação Ary Frauzino. Ela foi criada há 16 anos para arrecadar fundos públicos e privados de apoio à pesquisa e contratar funcionários pelo regime da CLT. O projeto do governo, que institui as fundações estatais de direito privado, teria esse mesmo propósito, de agilizar a contratação de pessoal e fazer licitações menos burocráticas. "Não me parece razoável que um médico possa se sentir confortável tendo cinco ou seis empregos. O que não está sendo dito, mas eu digo aqui é que acabaria a estabilidade e eu defendo o fim da estabilidade dos funcionários públicos", afirmou Temporão.

     

    O projeto de lei está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, se aprovado, irá a plenário no Congresso.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-10-2008 | 10:10

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou de 4,7% para 5,3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008. Segundo o documento Informe de Conjuntura, a revisão se deve ao fato de o resultado do PIB no segundo trimestre - com alta de 6,1% ante igual período de 2007 - ter ficado acima dos 5,5% esperados pela entidade. Em seu Informe de Conjuntura, a CNI destaca também que os efeitos da crise externa sobre a economia real até agora são "tênues".

     

    A CNI elevou também a projeção de crescimento da indústria de 5% para 5,5% neste ano. A estimativa da CNI para o consumo das famílias, que deve explicar cerca de 70% da elevação do PIB neste ano, é de expansão de 6%, ante 5,5% na previsão anterior, divulgada em junho. Para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida da taxa de investimento na economia, a entidade espera um aumento de 13,5%, ante 10,5% na estimativa anterior.

     

    A projeção para o desemprego caiu de 8,04% para 7,9% e para a relação dívida/PIB caiu de 40,6% para 40,4%. Segundo a CNI, o setor externo deve dar uma contribuição negativa de 2,6 pontos percentuais para o PIB, por conta da alta mais forte das importações em comparação com as exportações.

     

    A entidade prevê que as exportações fechem o ano subindo cerca de 30%, com um total de US$ 208 bilhões - US$ 190 bilhões na previsão anterior - e as importações com alta de 52% e um volume de US$ 183 bilhões -US$ 170 bilhões na previsão de junho. Com isso, o superávit na balança comercial esperado passou de US$ 20 bilhões para US$ 25 bilhões.

     

    Para a taxa de câmbio, a CNI espera um dólar cotado ao redor de R$ 1,80 no final do ano. Por conta da redução nos preços das commodities, a previsão para a inflação medida pelo IPCA neste ano caiu de 6,4% para 6,2%, segundo a CNI.

     

    Fonte: Gazeta Digital

     

    04-10-2008 | 10:10

    O MT-Hemocentro lança na segunda-feira nova campanha de sensibilização. Dessa vez é em comemoração ao Dia Nacional do doador voluntário de medula óssea. A campanha acontece em nível nacional e tem como tema "Primeiro você doa Esperança! Depois você doa Vida!". A unidade móvel estará estacionada de 8h as 17h30, na Praça da República, para fazer novos cadastros, além de distribuir materiais educativos sobre a doação de medula óssea. "Mais uma vez convocamos a população para a solidariedade, ajudar o próximo, além do mais importante salvar vidas. Essas campanhas servem para sensibilizar a população", disse a diretora geral do MT-Hemocentro, Eliana Rabanne.

     

    Além da praça, o atendimento aos novos doadores também estará sendo feito na sede do MT-Hemocentro, situado na rua 13 de junho, 1055.

     

    "Além de sensibilizar, essas campanhas servem para orientar as pessoas. Muitas vezes, por falta de conhecimento, a pessoa deixa de colaborar com quem precisa", destacou Eliana. A doação de medula óssea consiste inicialmente em cadastro do possível doador, com seus dados pessoais e um termo de consentimento, onde é colhida uma amostra de sangue (5ml) para a realização do exame de HLA.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    03-10-2008 | 12:10
    Economia, política tributária, administração pública, saúde, segurança pública, infra-estrutura e eleições municipais. Estes foram os principais temas abordados durante entrevista concedida pelo governador Blairo Maggi, à Rádio Cuiabana, na manhã desta quinta-feira (02.10). Foram duas horas e 23 minutos, sem intervalo, de perguntas feitas pelos apresentadores do programa, jornalistas convidados, representantes da sociedade civil e populares (participação ao vivo pelo telefone).

    A entrevista foi no programa Chamada Geral, apresentado por Lino Rossi, e se prolongou excepcionalmente por mais uma hora e contou com a participação do apresentador Sérgio Kiss, do Programa Fatos e Gente.

    Entre diversos assuntos, o governador foi questionado sobre as medidas fiscais adotadas pela Secretaria de Estado de Fazenda e a insatisfação dos empresários. Maggi foi categórico ao explicar que o Estado cobra o que é devido e que dá atenção e ouve os setores. Ele citou a decisão emitida recentemente pelo Ministério Público que reconhece que o ‘Estado está fazendo exatamente aquilo que deve ser feito’.

    O Governo do Estado montou uma comissão entre as Secretarias de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Fazenda (Sefaz) e Casa Civil, e trabalha na elaboração de um decreto que já está pronto para regulamentar uma série de procedimentos. “Após as eleições vamos sentar com todos os setores novamente e vamos fazer um novo acordo de procedimentos para dar celeridade”, disse.

    “Vamos chamar as associações, se sentir que o Estado está sendo lesado ou cobrando de forma exorbitante, vamos estudar mudanças e podemos até voltar ao que era antes”, frisou. Um documento de um empresário/ouvinte foi entregue ao secretário de Estado de Fazenda, com alguns questionamentos sobre o tema. O governador fez, inclusive, o convite para que ele participe das discussões nas comissõ es montadas pelo Governo do Estado.

    “O Estado tem que ser justo. Para ser justo tem que cobrar de quem tem que pagar para passar para quem não tem o que pagar. Como governador, vou continuar atuando assim. A reclamação é grande e o Estado está se organizando”.

    Maggi lembrou que quem paga o imposto é o cidadão, o empresário só repassa. “Reclamar é um direito, democracia é isso, agora a palavra já diz ‘imposto’ é imposto e se fosse voluntário ninguém pagaria. Se todo mundo pagar direito é possível reduzir a carga tributária, mas a sonegação ainda é muito grande". Segundo Maggi, a eficiência fiscal de Mato Grosso chega a 70%, uma das maiores do país.

    O governador defendeu mais uma vez a boa aplicação dos recursos públicos. “Não tem sentido nenhum o governo cobrar, arrecadar se não for para distribuir e fazer o equilíbrio para fazer com que as oportunidades apareçam, na infra-estrutura, na saúde, educação”.

     

    Segundo Maggi, na gestão é priorizada a justiça social e não a justiça fiscal. “Os que podem pagam mais e os que não podem não pagam nada. Mas o assunto ainda está na pauta, há a intenção e estudos para redução do ICMS na energia elétrica, assim como do imposto sobre o óleo diesel”.

    ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA - Maggi fez praticamente um balanço da gestão neste período dos dois mandatos. Começou respondendo sobre a diferença de ser um empresário e um gestor público. O chefe do Executivo estadual lembrou que na empresa privada o administrador toma a decisão sozinho e pode fazer o que quiser, da forma que quiser e na administração pública os interesses são múltiplos e as regras mais rígidas a serem seguidas. “É bastante diferente a vida que a gente leva como empresário, na empresa o dono assume riscos que dizem respeito a ele, se tiver lucro ele divide, no governo tem que estar o tempo int eiro ouvindo a sociedade, o que se busca o que se quer, quais as urgências, ”disse o governador.

    Para o chefe do Executivo a diferença básica é que quando chega no final do ano para a iniciativa privada é precisto ter o lucro financeiro, no governo o que importa são os lucros sociais. "Fazer com que a vida das pessoas do seu Estado seja melhor do que era antes". 

     

    Ele destacou que o sistema de governo é uma bem organizado. "Para tudo o que for fazer tem uma regra, um caminho a ser seguido e se planejar, se programar, você consegue fazer dentro do tempo necessário. A instituição governo é mais organizada do que o setor privado”, comentou, ressaltando que dentro das regras estabelecidas as margens são muito pequenas e que o governador não pode tudo, pode dentro das regras estabelecidas, inclusive para definir investimentos.

    Atualmente são 80 mil servidores entre ativos e inativos, mas o Executivo é responsável também pelo Legislativo, Judiciário e órgãos auxiliares (Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Contas). "É um Estado bastante grande", diz Maggi.

    Blairo Maggi entende que na sua administração um dos avanços está no entrosamento do setor público e privado. "A ausência da presença do governo era muito sentida no i nterior de Mato Grosso e não percebiam o retorno dos impostos recolhidos".

    “O setor privado cresceu muito, com a minha entrada nós tentamos fazer com que o dinheiro público fosse melhor administrado. Buscamos fazer com que as obras chegassem ao interior de Mato Grosso". Ele citou que só no seu governo chegou a 2.800 km de estradas asfaltadas. A reforma de escolas também foi um exemplo de investimento citado.

     

    INCENTIVOS FISCAIS  - Outro ponto bem discutido foi a atração de investimentos e a concessão de incentivos fiscais. Maggi informou que assim que assumiu o governo procurou mudar, para dar mais transparência e segurança para o Estado, a forma de incentivo. Antes o imposto era postergado para pagamento a longo prazo, e muitas empresas ‘quebravam’ e ficavam devendo para o Estado. “Trocamos para um sistema de crédito presumido, ao invés de postergar e pagar lá na frente, simplesmente você deixa de me pagar isso mas deixa de ter o benefício de crédito do ICMS da energia, entre outros. Então o dinheiro que tem que entrar para o caixa do Estado entra imediatamente”.

     

    Maggi respondeu a pergunta sobre privilégios para o município de Rondonópolis, dizendo que o mesmo tem sido beneficiado com a instalação de indústrias, o governador esclareceu como funciona o processo. Os gestores municipais são os responsáveis por captar empresas interessadas em investir no Estado.

    Não há intervenção do Executivo estadual na definição de onde uma empresa irá construir sua sede. Os incentivos que estão disponíveis para Rondonópolis são os mesmos para Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, Maggi destacou que a definição dos incentivos não são uma atribuição do governador. “O incentivo é regido por lei, o governador não tem poder para definir. Existe o Condeprodemat (Conselho) e todos os incentivos passam por lá”, salientou. 

    Segundo Maggi, o município de Rondonópolis tem um secretário de Indústria e Comércio que viaja o Brasil inteiro para visitar investidores em potencial e tentar atrair novas indústrias. Outro exemplo citado foi do prefeito de Sorriso que também tem buscado levar novas empresas para a cidade. “O Estado não tem direcionado investimentos aqui ou ali, os municípios se organizam e tem gente competente para fazer isso. O setor privado tem que estar interessado”, comentou.

    A única intervenção do Estado é tentar fazer com que haja distribuição das grandes empresas, para garantir também a infra-estrutura, habitação, pessoal, entre outros. "É só olhar no site da Rede Cemat e ver o consumo de energia industrial. Todas as regiões cresceram”, disse.

     

    Copa 2014, expansão da Unemat, futuro político e eleições municipais também foram temas respondidos pelo governador durante a entrevista. Maggi foi acompanhado de quatro secretários de Estado. Comunicação Social, José Carlos Dias; Fazenda, Eder Moraes; Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf e Planejamento e Coordenação Geral, Yênes Magalhães, além do presidente da MT Gás, Helny de Paula.   

     

     

    Fonte: Secom-MT

     

    03-10-2008 | 12:10
    A apertada oferta de cimento no mercado interno vai fazer a Votorantim importar o produto de modo a reduzir o déficit de aproximadamente 200 mil toneladas mensais, que tem sido apontado pelo mercado.

     

     De acordo com o presidente da Votorantim Cimentos, Walter Schalka, a companhia já decidiu realizar compras internacionais, possivelmente da China, principal produtor mundial, para atender o forte crescimento do consumo do principal insumo da construção civil.

     

    Além disso, a empresa está redirecionando crescentemente ao mercado interno a produção da unidade de Laranjeiras, no Sergipe, que originalmente era destinada a exportações.

     

     "Já anunciamos duas ondas de investimentos, que totalizam US$ 3,2 bilhões e devem ampliar nossa capacidade em cerca 60% até 2011", explicou o executivo.

     

     "Até lá, procuraremos atender com importação o crescimento do consumo que não pode ser atendido por nós."

     

    Ele calcula que as compras internacionais devem alcançar 100 mil toneladas por mês, o que, portanto, não atenderá toda a necessidade do País hoje.

     

     A possibilidade de importar cimento já estava sendo avaliada pelos fabricantes do produto, em resposta à solicitação feita pelas construtoras, conforme informou ontem o sindicato da construção (SindusCon-SP).

     

     A produção nacional de cimento é da ordem de 4,5 milhões de toneladas por mês, que já está praticamente toda sendo utilizada pelo mercado doméstico.

     

    Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), em agosto foram vendidos no País 4,6 milhões de toneladas, 8% acima do apurado em igual mês de 2007.

     

     No acumulado do ano, o crescimento é de 15%.

     

     "Há um grande déficit habitacional e uma nova onda de consumo que, depois de passar pelos eletrodomésticos e automóveis, chegou à construção civil", afirmou o executivo da Votorantim.

     

    "Infra-estrutura também apresenta uma deficiência crítica que, com ou sem PAC, precisa ser resolvida", acrescentou.

     

     Receita recorde "Setembro foi o segundo melhor mês em vendas na história de 72 anos da Votorantim", disse Schalka.

     

    "Só perdeu para julho." Segundo o executivo, a previsão de crescimento da companhia é de 18%, acima dos 11% estimados no início do ano e dos 10% registrados em 2007.

     

    A Votorantim, que detém 40% do mercado nacional de cimentos, deve registrar receita líquida de US$ 4,5 bilhões com as vendas no País, informou o executivo.

     

    Outro US$ 1,3 bilhão virá dos negócios no exterior - Estados Unidos, Chile e Bolívia -, totalizando receita de US$ 5,8 bilhões (no ano passado, foram apurados R$ 5,6 bilhões).

     

    Além do crescimento de 18% no País, o aumento se deve a aquisições feitas no exterior.

     

     Dentre as nove novas fábricas que a Votorantim está construindo, a de Pecém, em Pernambuco, já entrou em operação; a de Aratu na Bahia, começou a produzir ontem.

     

     Para este ano, ainda está previsto o início das atividade de moagem em Xambioá, Tocantins, o que deve ocorrer até 15 de novembro.

     

     Logística

     

     A unidade sergipana, que produz anualmente 1 milhão de toneladas de cimento, está tendo sua produção redirecionada para o mercado interno.

     

     "Estamos apenas cumprindo os contratos que restam", disse Schalka.

     

     De acordo com o Snic, as exportações brasileiras de cimentos já caíram 50,9% neste ano e somaram, até agosto, 44 milhões de toneladas.

     

     Schalka ressaltou que a unidade está localizada próximo do porto e, portanto, a companhia elevará os custos de logística para redirecionar a produção ao consumo local.

     

     De fato, o custo logístico possui impacto significativo no preço do cimento vendido em algumas regiões do País (varia de 7% a 45% do preço).

     

     O programa de investimentos da companhia, além de ampliar a capacidade, também realizará a regionalização da produção justamente para reduzir esses custos.

     

    Foi por isso que a empresa decidiu construir unidades na região Norte, para onde, em certas localidades, o cimento da Votorantim viaja mais de mil quilômetros.

     

     Mas, no meio-tempo, a importação elevará o custo.

     

     Para ter uma idéia, a tonelada do cimento produzido em Sergipe sai da fábrica a US$ 60 e chega ao destino, no exterior, a US$ 110.

     

     No caso das importações para atender o mercado local, Schalka garantiu que os custos serão absorvidos pela empresa.

     

     Crise

     

     A crise financeira internacional por ora não deve fazer a Votorantim rever seu plano de investimentos. Segundo Schalka, a companhia decidiu manter todos os projetos, numa aposta de que a recessão não deve eliminar o crescimento brasileiro no setor, muito embora o executivo avalie que a redução do crédito deve trazer algum impacto para o mercado imobiliário.

     

     Nos Estados Unidos, a companhia já verificou queda de até 29% em alguns estados, como na Flórida.

     

     Com sete fábricas no país e 4 mil funcionários, a empresa está avaliando a rentabilidade de algumas de suas operações no país.

     

    Fonte: CBIC
    03-10-2008 | 12:10
    São Paulo, 2 de outubro de 2008 - As empresas do mercado imobiliário começam a rever seus planos de lançamentos para 2008 diante da tendência de retração do crédito bancário para novas construções.

     

    A CR2 Empreendimentos Imobiliários, incorporadora que atua nos mercados carioca e paulista, decidiu reduzir a menos da metade o volume de lançamentos previstos até o final do ano, de R$ 1,2 bilhão para R$ 500 milhões. Isso corresponde a dois empreendimentos comerciais e um residencial, baixando de 8 mil unidades previstas para 6 mil unidades.

     

     Segundo Rogério Furtado, diretor de Relações com Investidores da CR2, a decisão foi uma atitude defensiva da empresa que diante das linhas de crédito mais curtas e escassas preferiu desacelerar a velocidade dos lançamentos, sem contar com captações de recursos adicionais.

     

    "Acelerar é mais fácil do que desacelerar. Quando o mercado se estabilizar poderemos retomar o ritmo. Estamos ganhando menos do que gostaríamos mas ainda estamos ganhando dinheiro", afirma Furtado.

     

     Ele diz que a empresa vai sobreviver bem nesse novo ritmo mas questiona a sobrevivência de alguns concorrentes que teimam na promessa de entregar volumes de lançamentos que não são compatíveis com a realidade atual do País.

     

    A ação da CR2 fechou ontem em alta de 2,79% e no ano suas ações caíram em torno de 50%..

     

     As incorporadoras Even e Inpar também já haviam anunciado a revisão de suas metas.

     

    A Even, reduziu seus lançamentos neste ano de R$ 2,2 bilhões para R$ 1,8 bilhão.

     

    A Inpar anunciou a venda de ativos no valor de R$ 200 milhões para alavancar recursos destinados a capital de giro e crescimento.

     

     O ritmo das vendas de apartamentos para o consumidor final, entretanto, ainda não está mostrando retração, mas isso poderá acontecer daqui a alguns meses.

     

    Segundo Sérgio Freire, presidente da Brasil Brokers (Br Brokers) empresa de intermediação e consultoria imobiliária, as vendas estão se mantendo e os dois lançamentos que a empresa fez da incorporadora Rossi no Rio de Janeiro neste final de semana - voltados para as classes média e alta - foram "muito bem vendidos".

     

     "Não diminuiu a vontade de comprar do consumidor", afirma Freire.

     

     Ele acredita que a maior preocupação é mesmo para as incorporadoras, que estão encontrando crédito mais caro, e para as empresas que têm ações em bolsa cujos papéis chegaram a ter queda de 20% , de um dia para outro, sem que tivessem feito nada para isso, só como conseqüência do movimento do mercado.

     

    Muitos investidores estrangeiros que haviam comprado ações de empresas imobiliárias nacionais resgataram esses papéis, porque precisaram de ativos para fazer caixa.

     

     Já para algumas empresas que planejavam fazer novas emissões de ações para levantar recursos, a opção deixou de ser interessante, diz Freire.

     

    As ações da Br Brokers fecharam ontem em queda de 4,85% e no ano caíram 56,31%.

     

     "O que me preocupa é a conseqüência indireta da crise para o mercado imobiliário.

     

     Como Brasil funciona muito na base de exportação de commodities, os clientes potenciais do segmento de exportação estarão mais tímidos e deverão investir menos em imóveis", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

     

     Os efeitos diretos não são tão sensíveis, segundo Crestana, porque os financiamentos imobiliários para os próximos dois anos estão amparados pela poupança e pelo FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

     

    Este ano foram aplicados R$ 28 bilhões da poupança no setor imobiliário e R$ 10 bilhões do FGTS.

     

     Em 2009, a previsão, se não houver maiores sobressaltos, é de um crescimento em torno de 10% sobre esses valores.

     

     "A diferença entre o mercado brasileiro e o dos Estados Unidos é que no Brasil a demanda é muito grande.

     

     No Brasil há pouco crédito, excesso de demanda e o critério de concessão de crédito é muito mais rígido do que nos Estados Unidos", diz o presidente do Secovi.

     

     Ele destaca que alguns empréstimos concedidos aos norte-americanos eqüivaliam à segunda ou até à quarta hipoteca sobre um mesmo imóvel, da mesma família.

     

     Além disso, enquanto aqui o crédito fica entre 60% e 80% do valor do imóvel, nos Estados Unidos foram concedidos empréstimos de até 130% sobre o valor do imóvel e a diferença ainda era utilizada para mobiliar a casa ou colocar um carro na garagem.

     

    "Isto porque eles acreditavam na valorização dos imóveis, mas hoje o bem vale menos do que o valor que foi emprestado, enquanto no Brasil há valorização.

     

     Por isso, mesmo retomando os imóveis, os credores de lá estão recebendo um valor abaixo do que financiaram", diz.

     

     Como aqui os financiamentos chegam somente a até 60% ou 80% do valor do imóvel, no caso de inadimplência o banco retoma o imóvel pelo valor integral ou até valorizado.

     

     Este ano houve um crescimento de 30% nas vendas de imóveis e para 2009 a previsão é de um aumento de 10% .

     

    Em função da crise, esse crescimento poderá ser menor a partir de 2010, entre 2% e 5%, diz Crestana.

     

     Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) acredita que não haverá impacto para o mercado imobiliário primário porque o financiamento desse segmento é formado pelos recursos da poupança e do FGTS, que são duas fontes com regras pré definidas e juros tabelados.

     

    "O que poderá ser afetado é o mercado secundário.

     

    Estamos construindo o segundo momento do mercado imobiliário, que é o mercado de securitização que vai comprar o título, o Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI).

     

    É o investidor no fundo de pensão.

     

    O mercado secundário está ainda em construção.

     

     Se a crise for prolongada, poderá retardar o aparecimento do mercado secundário porque não haverá investidores interessados", declara.

     

     Fabio Nogueira, diretor geral do grupo Brazilian Finance & Real Estate, afirma que o mercado de securitização não foi afetado e que há liquidez de caixa.

     

    Fonte: CBIC
    03-10-2008 | 12:10
    Rio de Janeiro - A queda da produção industrial, que recuou 1,3% em agosto, não está relacionada à crise financeira internacional nem ao aumento da taxa básica de juros, a Selic, que começou a ser elevada em abril. A avaliação é do economista Sílvio Sales, responsável pela Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Segundo Sales, dois fatores explicam o recuo da produção medido pela pesquisa que, de uma forma geral, ainda não afeta a tendência de crescimento para o resto do ano. Sales atribui a queda à especificidade de calendário do mês de agosto, com dois dias úteis a menos que o mês anterior, e também ao crescimento robusto dos primeiros meses do ano.

    “Parte da queda de 1,3% tem a ver com o fato de que por dois meses consecutivos a indústria vinha crescendo de uma forma muito forte e acumulando um crescimento de 4,3%”, explicou. “Além disso, o calendário desfavoreceu a comparação. Em agosto, houve dois dias úteis a menos do que julho desse ano e agosto do ano passado.”

    Em relação a agosto de 2007, a produção da indústria no mês cresceu 2%, o que representa o 26° resultado positivo nesse tipo de comparação, logo, desde junho de 2006.

    De acordo com o economista, embora a previsão de crescimento para o ano seja inferior à expansão registrada no ano passado, quando a economia estava aquecida e alcançou os maiores  patamares de crescimento, o arrefecimento do setor por causa da crise externa ou da alta da Selic – que já está em 13,75% – só será sentido em 2009.

    “Isso leva algum tempo para chegar ao setor produtivo, pega primeiro o varejo”, disse ao explicar que a crise financeira internacional teve seu ápice em setembro e deve levar cerca de seis meses para atingir o Brasil. “Nas estatísticas disponíveis até agosto esses efeitos não estão visíveis.”

     

     

    Fonte: Agência Brasil
    03-10-2008 | 12:10
    Brasília - A crise financeira internacional levou o Banco Central a adotar nova medida para ampliar os recursos disponíveis no mercado. A informação foi divulgada às 22h de ontem (2).

    Foram feitas alterações no recolhimento compulsório (parcela de recursos que os bancos são obrigados a recolher ao Banco Central), em títulos públicos federais, incidente sobre depósitos a prazo. Segundo a assessoria de imprensa do BC, a medida vai liberar no mercado até R$ 23,5 bilhões em títulos públicos, que podem ser revertidos pelos bancos em dinheiro para circular no mercado.

    Uma das novas regras é que os bancos terão a opção de abater de parte do dinheiro destinado ao BC o valor de compra de operações de crédito de outras instituições financeiras, desde que a vendedora tenha patrimônio de R$ 2,5 bilhões. O valor de dedução será limitado a 40% do total do compulsório sobre depósitos a prazo a ser recolhido ao Banco Central.

    A instituição compradora só poderá destinar 20% do limite abatido para a compra de operações de crédito de outro banco. Somente poderão ser utilizadas operações de crédito originadas na instituição financeira vendedora até 30 de setembro de 2008.

    Segundo o Banco Central, apenas compras de carteira efetivadas até 31 de dezembro de 2008 serão consideradas.

    O Banco Central também informou que a medida surte efeito a partir do período de cálculo do recolhimento compulsório de 29 de setembro a 3 de outubro de 2008, cujo ajuste ocorrerá em 10 de outubro de 2008.

     

    Fonte: Agência Brasil
    03-10-2008 | 12:10
    Brasília - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirma que o governo vai anunciar, em breve, novas medidas para facilitar mais o financiamento imobiliário. Isso porque, segundo ele, “ainda tem muita gente que não pode financiar um imóvel”.

     

    O Brasil, destacou o ministro, tem um sistema imobiliário “completamente diferente” do norte-americano, onde começou a crise financeira que se espalha pelo mundo. Ele disse que os bancos brasileiros “têm muita capacidade de investir e de financiar”, além de existir demanda.

     

    O que precisamos, disse ele, é compatibilizar os juros, as prestações e condições de financiamento com a renda das pessoas. “Em especial das famílias de menor poder aquisitivo”. Paulo Bernardo afirmou que o governo quer ampliar o acesso e não vê nenhum problema com o crescimento de crédito imobiliário no país.

     

    Muito pelo contrário, acrescentou o ministro. De acordo com ele, o financiamento imobiliário no Brasil tem crescido “de forma sustentável, saudável”, e está alimentando a indústria de material de construção. “É uma coisa positiva, que tem que ser mantida”, enfatizou. O mercado imobiliário brasileiro “não tem nenhum tipo de problema”, segundo Paulo Bernardo.

     

    “O que aconteceu no mercado americano foi que primeiro os imóveis se valorizaram excessivamente. Depois houve um movimento muito grande para financiar e refinanciar. Então, quando veio o problema, verificou-se que o sistema estava todo bichado”.

     

    No Brasil, o setor funciona de forma diferente, com foco maior nos financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que têm regras próprias para a concessão de créditos para a aquisição de imóveis.

     

    Por causa disso e em razão da grande demanda por casa própria, o aumento dos níveis de empregos e da renda familiar estimulou a recuperação do mercado de imóveis, com crescimento constante nos últimos quatro anos, de acordo com relatório da Companhia Brasileira da Indústria de Construção (CBIC).

     

    A expansão tem-se verificado de forma mais forte ainda neste ano, com ritmo de contratações acima das expectativas dos agentes financeiros. Números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que o setor cresceu 92,5%, de janeiro a agosto, em relação a igual período do ano passado.

     

    Nesses oito meses, as operações com dinheiro das cadernetas de poupança para financiar 197.820 moradias somaram R$ 19,876 bilhões. A expectativa da Abecip é de que o volume de recursos chegue a R$ 30 bilhões no final do ano, e o número de unidades financiadas alcance 300 mil, superando o recorde de 1981, quando foram financiados 267 mil imóveis.

     

    Computados, porém, os financiamentos da Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS, o número de moradias financiadas ultrapassa 336 mil unidades até agora, com destaque para o crescimento de aquisições pelas populações de menor renda. Estatística da Caixa constatou que a faixa de renda familiar até cinco salários mínimos responde por quase metade (48%) das operações de crédito imobiliário. A Caixa deve divulgar os números de setembro na próxima semana.

     

     

    Fonte: Agência Brasil
    03-10-2008 | 12:10

    O calendário foi o principal responsável pela forte desaceleração registrada nos resultados da indústria em agosto. Ainda imune aos efeitos da elevação dos juros e da crise mundial, o setor teve queda de 1,3% na produção ante julho e crescimento de apenas 2% ante agosto do ano passado. Para Silvio Sales, coordenador de indústria do IBGE, os dados refletem o menor número de dias úteis e o ritmo de expansão se mantém inalterado, pelo menos por enquanto.

     

    O mercado financeiro já esperava um recuo na produção. Analistas ouvidos pela Agência Estado estimavam, para o dado de agosto ante julho, variação entre -1,90% e 0,50%. O consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Sérgio Gomes de Almeida, também avalia que os dados de agosto não mostram piora para a indústria.

     

    A avaliação é que só a crise externa e seus efeitos sobre a economia do País, com desaceleração do crescimento no quarto trimestre, vai evitar que a indústria cresça em 2008 os mesmos 6% do ano passado. Almeida estima uma expansão de 5% para o setor, que acumulou, de janeiro a agosto, alta de 6%. Antes da perda de ritmo estimada pelo Iedi para o quarto trimestre, os dados de setembro devem ser robustos. A estimativa da LCA é de expansão de 9% na produção no mês, ante igual período do ano passado. Sales não faz previsões, mas adianta que o efeito calendário vai favorecer os dados de setembro, que teve três dias úteis a mais do que em 2007.

     

    Alimentos - A indústria de alimentos foi a principal influência negativa na produção industrial de agosto ante igual mês de 2007. Na comparação, esse segmento registrou queda de 7,4%, o maior recuo em oito anos. Segundo Sales, a explicação está, sobretudo, nos produtos voltados para exportação, como açúcar cristal, suco de laranja e carne.

     

    No caso do açúcar, ele disse que as informações das empresas apontam que o recuo está relacionado a um deslocamento da produção das usinas para o álcool. No que diz respeito ao suco de laranja, segundo ele, a justificativa é que houve queda nos preços internacionais desses produtos e problemas climáticos na safra brasileira, que desestimularam os produtores.

     

    A queda na carne, por sua vez, estaria relacionada à redução da oferta de bois para abate.

     

    Ainda do lado dos bens intermediários, categoria a qual pertence parte dos alimentos, Sales destaca que a paralisação da refinaria de petróleo Repar, no Paraná, teve reflexos nos dados industriais de agosto, comparativamente ao mês anterior. Como efeito da paralisação, a produção de refino de petróleo e álcool caiu 4,1% em agosto ante julho e a de produtos químicos recuou 5,5% no mesmo período. Desse modo, a produção de bens intermediários, que havia sido destaque em julho, caiu 2,7% em agosto ante julho. Sales observou que o perfil do crescimento da indústria foi mantido em agosto, com maior peso de bens de capital (cuja produção aumentou em 12,1% ante igual mês de 2007) e bens de consumo duráveis (alta de 2,8% ante agosto do ano passado).

     

     

    Fonte: NTC e logística
    03-10-2008 | 12:10
    O governo estuda a criação de uma linha especial no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltada para investimentos em mobilidade urbana para as cidades brasileiras que serão sedes na Copa do Mundo de 2014, segundo informou ontem o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

     

    Segundo ele, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "está sinalizando que, assim que sair a definição das 12 cidades sedes, vamos ter um programa especial sobre o tema da mobilidade urbana, dos transportes públicos. É uma questão que, aparentemente, não tem nada a ver com Copa mas tem tudo a ver".

     

    De acordo com Barretto, caso o país não melhore a mobilidade, sobretudo nas regiões metropolitanas brasileiras, haverá "grande dificuldade" para a circulação de turistas durante o período da Copa. "Temos um compromisso da ministra", afirmou.

     

    Ele avaliou que o "horizonte de 2014" abre caminho para "fortes pressões" no sentido da liberação de recursos e que não apenas as 12 cidades receberão investimentos. Barretto lembrou que mais de 30 seleções de futebol se hospedarão no país e que municípios estratégicos deverão funcionar como "sub-sedes" dos jogos. Segundo informou o ministro, 65 destinos brasileiros estão sendo preparados para receber os turistas estrangeiros "com grande qualidade".

     

     

    Fonte: CNT
    03-10-2008 | 12:10
        Apesar da queda de 1,3% na passagem de julho para agosto, a produção industrial do país ainda mantém forte patamar em 2008. O coordenador da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Silvio Sales, disse que não foi constatada tendência de forte desaceleração para os próximos meses. Mesmo assim, diante do forte crescimento verificado no segundo semestre de 2007, espera-se que a indústria diminua o ritmo de expansão, na comparação com 2007.
         
         Em agosto, a indústria ampliou a produção em 2% em relação a mês correspondente no ano passado. O resultado ficou bem abaixo do que vinha sendo constatado na mesma base de comparação, em outros meses. Em relação a 2007, a produção industrial vinha crescendo acima dos 6%.
         
         Além da forte base de comparação, pesou o fato de que em agosto houve menos dois dias úteis em relação a igual mês no ano passado.
         
         "O padrão mostra que a indústria, de forma geral, tem pico de produção em agosto ou setembro. O efeito do calendário, aliado à forte base do ano passado, ajudou a definir esse resultado. É esperada alguma desaceleração em função do forte movimento da indústria na segunda metade do ano passado. O resultado de agosto teve grande influência do efeito do calendário", explicou Sales.
         
         O que confirma a manutenção de um bom ritmo na produção da indústria é a média móvel trimestral, que subiu 1%, ante 1,1% observado no mês anterior. Nessa média, todas as categoria de uso mantêm saldo positivo nessa média.
         
         Segmento com maior peso na pesquisa, o setor de bens intermediários registrou queda de 2,7% na passagem de julho para agosto, mas subiu 1,5% se comparado a agosto de 2007. No ano, tem alta acumulada de janeiro a agosto de 5%.
         
         "A produção de bens intermediários vinha crescendo há quatro meses consecutivos, com alta acumulada de 4,5%", disse Sales.
         
         Alimentos
         
         Já os bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que caiu 0,3% em relação a julho, também apresentou retração em relação ao mesmo período em 2007. Houve queda de 1,1% na comparação com agosto de 2007. Esse resultado foi influenciado pela maior queda (- 7,4%) da produção de alimentos desde setembro de 2000. Naquela época, a produção de alimentos havia apresentado retração de 9,8% em relação a igual período no ano anterior.
         
         "A produção de açúcar cristal caiu bastante, em função até da concorrência do álcool. É um produto que tem muito peso na indústria de alimentos. Além disso, a produção de suco de laranja teve problemas pontuais, aliado à redução das exportações", observou Sales.
          Fonte: 24 Horas News
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