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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
NOTÍCIAS
    25-10-2008 | 10:10
    O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social pediu hoje (24) a redução das taxas de juros e também sugeriu a criação de um fundo para manutenção de créditos e garantia de recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    De acordo com o conselheiro e presidente da Associação das Indústrias de Base e Infra-Estrutura, Paulo Godoy, com o aumento do custo do crédito, decorrente da crise econômica, não é necessário manter o aumento das taxas de juros. “Isso já serve para substituir a alta dos juros. Acreditamos que nesse momento era necessário interromper essa alta”.

    O conselheiro Germano Rigotto também falou da necessidade de reduzir os juros. Segundo ele, não há mais expectativa de alta da inflação como antes. “Tem que haver a partir da reunião do Copom, na próxima semana o fim do aumento da taxa Selic. Hoje a situação é diferente, porque havia uma perspectiva de inflação e desaceleração econômica”. Hoje a taxa está em 13,75% ao ano.

    Sobre a sugestão de criação do fundo para assegurar as obras do PAC, Godoy explicou que os recursos seriam R$ 10 bilhões, e que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica gerenciariam a verba.


    “O que precisamos é restabeler um crédito complementar que auxilie a estrutura de financiamentos de longo prazo”. Godoy disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai estudar a proposta.

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O aniversário dos 79 anos da quebra da Bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929, foi relembrado ontem no mercado financeiro não apenas como um fato histórico, considerando o pânico que se abateu sobre os negócios já no começo do dia. Enquanto as bolsas na Ásia caiam até 9%, os índices futuros das bolsas americanas desabavam e chegaram a ser paralisados, pela primeira vez em cinco anos.

     

    Durante o dia, notícias negativas sobre o balanço de empresas e a queda de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no Reino Unido no terceiro trimestre, derrubaram as bolsas e o preço de commodities e elevaram o dólar no Brasil, apesar da atuação do Banco Central (BC).

     

    O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) encerrou em queda de 6,91%, aos 31.481,55 pontos, no menor nível desde o dia 25 de novembro de 2005. Durante o dia, chegou a cair 8,96%. No ano, o Ibovespa já acumula perda de 50,7%.

     

    O dólar pronto subiu 0,95%, cotado a R$ 2,327 e na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e no balcão, mesmo depois de o BC realizar quatro leilões no mercado cambial -dois de swap e dois de venda - e pode ter vendido um total de cerca de US$ 2,717 bilhões.

     

    Logo no início do dia, a moeda chegou a subir 3,90%, a R$ 2,395. Na Ásia, todas as bolsas regionais fecharam no território negativo. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 despencou 9,6%, para o seu menor nível desde abril de 2003, aos 7.649,08 pontos. Na Europa, o clima não foi diferente. O londrino FTSE 100 caiu 5%, o DAX, de Frankfurt, perdeu 4,96%; e, em Paris, o CAC-40 cedeu 3,55%.

     

    Em Wall Street, pela primeira vez em pelo menos cinco anos, os índices futuros de ações tiveram suas operações interrompidas após atingirem o limite diário de queda. A paralisação ocorreu logo cedo, por volta das 8h (de Brasília), com o Nasdaq em baixa de 6,76% e o S&P-500 em queda de 6,56%. O Dow Jones futuro foi congelado em queda de 6,3%. No fechamento do dia, no mercado à vista, o Dow registrou queda de 3,59%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Um "entendimento nacional" entre governo, Congresso, empresariado, trabalhadores e organizações sociais para enfrentar no Brasil os efeitos da crise financeira internacional e proteger o desenvolvimento econômico é a principal proposta dos integrantes do comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     

    Um documento entregue ontem a Lula pelo ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, e pelo seis integrantes do comitê gestor do CDES, em reunião no Palácio do Planalto, propõe freada imediata no aumento das taxas de juros e restabelecimento do crédito, entre outras medidas.

     

    A assessoria de imprensa de José Múcio, que é secretário-executivo do CDES, informou nesta manhã que participam do encontro os conselheiros Antoninho Trevisan (empresário), Clemente Ganz Lúcio ( diretor do Departamento de Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - Dieese), Germano Rigotto (ex-governador do Rio Grande do Sul), José Feijóo (líder sindical), Paulo Godoy (líder empresarial) e Zilda Arns (coordenadora da Pastoral da Criança).

     

    No documento que será entregue ao presidente, conselheiros do CDES recomendam, segundo a assessoria de Múcio: 1) ação intensiva do Banco Central para estabilizar o câmbio; 2) restabelecimento do crédito para atividades produtivas; 3) suspensão do processo de aumento das taxas de juros; e 4) manutenção de investimentos públicos para preservar programas sociais e planos de infra-estrutura e desenvolvimento, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

     

    Os conselheiros afirmam, no documento, que a suspensão do processo de aumento da taxa de juros (taxa Selic) precisa ser feita a partir da próxima reunião do Copom, nos dias 28 e 29.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-10-2008 | 10:10
    Ainda não é o fim da festa, mas os brigadeiros em cima da mesa podem estar escasseando. Em 2007, o financiamento imobiliário com recursos da poupança cresceu quase 100% frente ao ano anterior, levando o setor à sua maior expansão em décadas. Agora, a crise financeira mundial ameaça transformar esses bons ventos em brisa.

    O responsável pela piora no cenário é o aperto no crédito que o país tem começado a sentir: com o dinheiro em falta lá fora, os bancos tendem a proteger mais seus próprios recursos.

    Nessa tendência, três grandes bancos brasileiros aumentaram no início do mês a taxa de juros para o financiamento da casa própria. O Bradesco mudou a taxa de 9% para 10,5% ao ano para imóveis até R$ 120 mil. O Itaú reajustou o teto dos juros cobrados para 12%. No Unibanco, a taxa passou de 11% para 12%.

    "Isso é o teto. Se o banco fazia (o financiamento) a 9%, não quer dizer que vai fazer a 12%, mas que se sente livre para variar mais as taxas. Agora eles vão estudar muito bem quem são os tomadores de crédito e dar taxas melhores àqueles clientes em que têm mais confiança", diz João Crestana, Secovi-SP, sindicato do setor imobiliário.

    Para o consumidor, a mudança se traduz em mais gastos. Em um financiamento em 20 anos, o preço final do imóvel pode ficar até 29% mais caro, segundo um levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).

    Segundo o autor do estudo, Miguel de Oliveira, antes da alta dos juros o consumidor pagava por um imóvel de R$ 120 mil, em média, 240 prestações de R$ 966,74, em um total de R$ 232.017,60. Agora, o valor final soma R$ 299.455,20.

    "Com o aumento dos juros, você afeta a prestação. E a prestação aumentando, começa a criar problemas no bolso de uma fatia dos potenciais compradores. Em determinado segmento, pode até inviabilizar a compra", avalia Luiz Paulo Pompéia, presidente da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

    Embora seja reflexo da crise no exterior, a restrição do crédito no Brasil tem natureza diferente da que ocorre lá fora. Nos Estados Unidos e na Europa, os bancos vêm sofrendo prejuízos enormes, que têm origem no não pagamento de hipotecas imobiliárias. Sem recursos, o crédito some.

    Já os bancos brasileiros estão em situação diferente: sem créditos podres em carteira, gozam de boa saúde financeira. Ocorre que muitos deles se financiam com recursos do exterior – e com o dinheiro lá fora escasso, evitam correr riscos, já que não teriam a quem recorrer em caso de problemas.

    Essa restrição de crédito também afeta as construtoras. "Os bancos estão pedindo mais garantias e vão injetar menos dinheiro no setor. Alguns segmentos podem sentir, por não conseguirem produzir com um custo tão elevado. O reflexo é que alguns empreendedores vão reduzir seu ritmo de lançamentos. Não há uma suspensão, mas uma redução do ritmo alucinado de montagem de estandes de venda que era no passado", diz Pompéia, da Embraesp.

    "É a hora da seletividade. Em vez de fazer 20 empreendimentos, (a empresa) vai fazer 16, e quatro vai deixar na gaveta para 2010, 2011", acrescenta Crestana, do Secovi.

    As construtoras e incorporadoras também estão entre as que mais sofrem com o "tombo" das bolsas de valores nas últimas semanas. De olho nos problemas do setor, o governo federal autorizou, nesta semana, a Caixa Econômica Federal a comprar participação acionária em construtoras.

    Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é evitar que haja uma interrupção dos projetos por falta de recursos. "É uma resposta para dar continuidade aos projetos de construção habitacional", disse ele. 

    Para o consumidor, a recomendação dos especialistas é redobrar a prudência na hora da compra. Embora alguns bancos tenham elevado as taxas de juros, outros ainda mantêm a cobrança no mesmo patamar.

    "Quem pretende financiar um imóvel pode procurar um dos bancos em que é cliente e negociar para manter a taxa. Para quem é bom cliente, o banco pode manter (a taxa antiga)", diz Crestana. "Mas o comprador vai ser um pouco mais cauteloso agora, vai selecionar os melhores juros, não vai querer comprometer tanto da renda."

    "A recomendação é prudência, paciência e pechinchar muito. E, se puder esperar, para evitar riscos desnecessários. Eu acredito que em três ou quatro meses já vamos estar com uma situação mais estável, mais clara", afirma Pompéia.

    Para uma fatia dos compradores, no entanto, a recomendação do presidente da Embraesp é diferente: "Quem tem aqueles contratos já prontos, com a situação de antes da crise, é bom aproveitar. Porque dificilmente voltaremos a uma situação tão privilegiada quanto a de seis meses atrás."

     

    Fonte: Olhar Direto
    25-10-2008 | 10:10
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou nesta sexta-feira que a instituição pretende ajudar empresas exportadoras que tiveram perdas com derivativos cambiais. Sem dar muitos detalhes, Coutinho explicou que o processo está em discussão e será feito em conjunto com outros bancos.

    "É uma parte de empresas exportadoras, que tinham gestão financeira mais sofisticada que entraram nesse tipo de derivativo. É um conjunto limitado e é um processo que está em curso. A grande maioria está renegociando com a própria rede bancária condições para solucionar isso", afirmou.

    O executivo destacou que o BNDES vai avaliar caso a caso. Ele acrescentou que o setor bancário privado está disposto a refinanciar as perdas dessas empresas e "diluir isso na frente". O BNDES, segundo ele, atuaria de forma complementar.

    "Uma vez que isso seja solucionado vai desaparecer um elemento de incerteza que tem travado um pouco o processo de concessão de crédito dentro do sistema bancário. E nós estamos trabalhando intensamente para acelerar a solução desses casos. E conseguiremos fazer isso de maneira muito bem sucedida", completou.

     

    Fonte: Mídia News
    25-10-2008 | 10:10

    O agravamento da crise financeira aumentou as incertezas dos empresários e pode interromper o ciclo de expansão do emprego na indústria, que já dura sete trimestres consecutivos. Além disso, a possibilidade de uma retração nas demandas interna e externa deve levar o setor a reduzir a compra de matérias-primas.

     

    Esse cenário para os próximos seis meses foi traçado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na Sondagem Industrial do terceiro trimestre de 2008, divulgada ontem. Os empresários também se mostraram pessimistas quanto à evolução das exportações. Pelo sétimo trimestre consecutivo, a indústria espera queda nas vendas externas, apesar da valorização do dólar frente ao real. "O câmbio pode até estar atrativo, mas não tem negócio", afirmou o economista-chefe da CNI, Flavio Castelo Branco.

     

    A sondagem revelou também que os estoques aumentaram de forma mais intensa do que o planejado, principalmente nas grandes empresas. A redução do crédito também já atingiu a indústria. O problema de capital de giro ganhou importância entre as médias e grandes empresas.

     

    No caso das grandes empresas, 14,6% dos entrevistados apontaram a falta de capital de giro como um problema enfrentado pela indústria, no terceiro trimestre. No segundo trimestre, esse porcentual era de 8% entre as empresas de grande porte.

     

    Nas médias empresas, o aperto é maior. O porcentual passou de 15,2% para 21,2%. Com isso, a falta de capital de giro subiu para sexto lugar no ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria no País.

     

    Pela primeira vez na série histórica da Sondagem Industrial, iniciada em 1999, as grandes empresas registraram mais dificuldade de acesso ao crédito do que as pequenas empresas. Segundo a CNI, esse resultado é reflexo da redução das linhas de crédito internacionais, que são mais acessadas pelas médias e grandes empresas.

     

    A pesquisa foi realizada entre 30 de setembro e 20 de outubro, com 1.443 empresas. Portanto, já abrangeu o momento mais crítico da crise a partir de 15 de setembro.

     

    Segundo a CNI, as grandes empresas já haviam sinalizado dificuldades no acesso ao crédito na sondagem do segundo trimestre, mas ainda não era possível avaliar claramente se eram reflexos da crise.

     

    Apenas dois setores não consideraram o acesso ao crédito difícil: máquinas e materiais elétricos e refino de petróleo. Castelo Branco acredita que a desaceleração da atividade econômica deve ser mais visível em no próximo ano, quando deve ser sentido o impacto do aumento dos juros e da redução dos prazos de financiamento.

     

    "Para nós, será uma perda de ritmo, mas não se pode falar em recessão. Vamos nos ajustar num patamar mais baixo do que os 5% ou 6% que estávamos crescendo", afirmou. O economista-chefe da CNI ainda lembrou que a atividade industrial continuou aquecida no terceiro trimestre, com aumento da produção, do emprego e da utilização da capacidade instalada.

     

     

    Fonte: NTC e logística
    25-10-2008 | 10:10
    O Grupo de Vozes Masculinas Alma de Gato se apresenta hoje, 25, no auditório da Livraria Janina do Pantanal Shopping, a partir das 20h. O show "Meninos, Pro Rio" marca a despedida do grupo, que está de partida para o Rio de Janeiro, onde representarão Mato Grosso no Festival Internacional Cantanpueblos Brasil 2008, um dos maiores e mais importantes festivais de música vocal do mundo. O Festival reúne grupos e coros de música vocal de diversos países.

     

     

     Os sete "meninos" do Alma de Gato costumam empolgar o público com a excelência e domínio das técnicas vocais e pelo toque de humor presente nos shows. Juntos desde 2004, Gilberto Nasser, Jefferson Valle, Evaldo Sampaio, Helbert Silva, Marcelo Ardevino, Jefferson Neves e Renato Marçal se uniram após o Primeiro Painel de Regência Coral, realizado pelo Coral da UFMT com o intuito de formar um grupo de vozes masculinas com diferentes formatos para a música vocal.

     

     

    Agora, depois de quatro anos desde primeira apresentação, o grupo se lança em cenário nacional, apresentando produção local de música de qualidade. Antes de falar, ouça-os cantando no show "Meninos, Pro Rio".

     

    Os ingressos já estão à venda na Janina do Pantanal Shopping. Mais informações pelo telefone 3901-8888.

     

     

    Fonte: Mídia News
    24-10-2008 | 11:10
    A Caixa Econômica Federal já tem R$ 2,5 bilhões para compra de participação acionária em empresas do setor imobiliário em dificuldade financeira para fazer novos projetos de habitação. A diretoria da Caixa informou que vai usar o dinheiro para comprar apenas participações em empresas do setor de construção civil por meio do seu novo banco de investimentos, embora a MP publicada ontem permita à instituição adquirir ações de qualquer setor. Até o ano passado, as construtoras usaram o mercado de ações para se capitalizar. A queda da Bovespa e a desvalorização do setor imobiliário na Bolsa fecharam essa possibilidade e pode colocar em dificuldades empresas que ainda precisam de dinheiro para concluir obras já iniciadas.

    A Inpar, por exemplo, lançou ações em fevereiro do ano passado a R$ 17,5, mas na semana passada, o papel da empresa estava cotado a R$ 1,43 na Bolsa. O banco de investimento será uma subsidiária da Caixa e controlará o que o ministro Guido Mantega (Fazenda) chamou de CaixaPar (Caixa Participações).

    Com esse novo braço, que será criado em cerca de 30 dias, o banco também poderá atuar em outros mercados de que hoje a Caixa não participa. Pela MP, o novo braço da Caixa poderá "explorar atividades de banco de investimento", como, por exemplo, câmbio e derivativos, esse último na Bolsa Mercantil & Futuros. O vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival, disse que o banco não tem interesse de adquirir outras instituições financeiras, como autorizou o governo ontem.

    Segundo ele, a Caixa tampouco pensa em fazer aquisições nos outros ramos financeiros, como companhias de seguro, previdência privada e capitalização. O executivo assegurou que a Caixa não vai usar a CaixaPar para comprar participação acionária em empresas de outros setores que não seja o imobiliário.

    "As áreas prioritárias da Caixa são construção e saneamento.

    A MP cria segurança de que os investimentos não vão parar", afirmou Percival. Ao explicar a MP, Mantega disse que a CaixaPar foi criada para ajudar o setor de habitação.

    O ministro acrescentou que os bancos públicos não precisarão de uma capitalização do governo porque têm liquidez suficiente para arcar com as novas aquisições. Percival reafirmou que a Caixa tem recursos para ajudar as empresas de construção civil.

    "O balanço da Caixa foi arrumado. Não vamos fazer da Caixa um outro BNH [Banco Nacional de Habitação]", disse. Extinto em 1986 sob acusações de corrupção e problemas de solvência, o BNH foi criado no primeiro ano da ditadura militar para fazer operações de crédito imobiliário e gerir o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

     

     Percival apontou que a Caixa não foi procurada por nenhum banco que tivesse a intenção de ser comprado. Para ele, o banco estatal já está fazendo a sua parte com a compra de carteiras de crédito de instituições com problemas pontuais de caixa.

    "Tem bancos pequenos com problema de liquidez.

    Para isso já compramos algumas carteiras e avaliamos a compra de outras.

    A compra de bancos não existe", afirmou Percival.

      

    Fonte: CBIC
    24-10-2008 | 11:10
    O momento de expansão do setor, os reflexos da crise financeira mundial na construção e as medidas do governo federal para ajudar o país a continuar crescendo foram temas discutidos na abertura do 80º ENIC, em São Luís.

     

    Com o tema "A Força da Construção Civil no Desenvolvimento do País", foi berto nesta quarta-feira (22) à noite, em São Luís (MA), o 80º Encontro acional da Indústria da Construção (Enic), o maior evento da construção ivil da América Latina, que acontece até sexta-feira (24), no Centro de onvenções Pedro Neiva de Santana.

     

    Durante três dias estarão reunidos no cerca de 1.200 empresários de vários stados para discutir temas que afetam o setor, tais como obras públicas, uestões trabalhistas, meio ambiente, tecnologia, crédito, lei de licitações  medidas para ajudar a construção civil a continuar crescendo, mesmo com a rise financeira internacional.

     

    Os trabalhos foram iniciados com a formação da mesa de abertura do evento ue foi composta pelo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção civil (Sinduscon-MA), João Alberto Teixeira Mota Filho; do presidente da âmara Brasileira da Industria da Construção (CBIC), Paulo Simão; o governador do Maranhão, Jackson Lago; Inês Magalhães, secretária nacional da abitação, do Ministério das Cidades; o senador Edison Lobão Filho; Maria de Fátima Travassos, procuradora geral do Estado do Maranhão; Jorge Machado Mendes, presidente da Fiema; Marco Túlio de Melo, presidente da Confea; Telma Pinheiro, secretária de Cidade e Infra-estrutura do Maranhão e o presidente da Associação Brasileira da Industria de Hotéis no Maranhão, Edilson Baldez. Além das autoridades, cerca de mil pessoas lotaram o auditório Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, entre engenheiros,arquitetos, empresários, participantes do Enic.

     

    Ao abrir o 80º ENIC, o presidente do Sinduscon-MA foi cauteloso com relações às medidas anunciadas para o setor da construção, afirmando que o setor registra um dos melhores maiores crescimentos da história, mas vive a ameaça da crise financeira mundial. "No Brasil a Construção Civil, atualmente é uma alavanca para o progresso. O Brasil está em Obra. Obras que modificam a estrutura das cidades e melhoram a vida das pessoas, e todos seguem juntos nessa grande missão de reconstruir o pais", assegurou.

     

    O presidente do Sinducon-MA falou sobre o IDH maranhense que é um dos menores do país, e que a construção civil, no entanto, contribui muito para melhorar a qualidade de vida da população, tanto que é a atividade econômica que mais emprega no estado.

     

    O presidente da Confederação dos Engenheiros e Arquitetos (Confea), Marcos Túlio de Melo, em seu discurso, citou a turbulência econômica mundial, mas ressaltou principalmente o crescimento da construção civil no país, que é fruto de negociações e de articulação com o governo. "Temos de buscar os caminhos para continuar crescendo. Investir no setor produtivo e superar a
    crise", disse.
    MEDIDA PROVISÓRIA

     

    A MP anunciada nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o setor imobiliário e da construção frustrou empresários e não agradou ao presidente da Câmara da Indústria Brasileira da Construção (CBIC), Paulo Simão. Ele foi cauteloso ao falar sobre a crise internacional, mas ponderou: "Será que as informações sobre a crise estão completas ou faltam muitas informações? Como o Brasil será visto após essa crise, como irá se
    comportar?" E respondeu: "Não é uma tarefa fácil, porém temos condições de absorver esses impactos", completou.

     

    Em seu discurso, Paulo Simão enfatizou que a crise já chegou ao Brasil e afeta todas as atividades ligadas à fluidez do crédito e à variação cambial. "O nosso ritmo de crescimento não será o mesmo nos próximos dois anos", previu Paulo Simão. Ele assegurou, entretanto, que há recurso para o setor continuar crescendo "se não desvirem os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço para outro local e se o governo disponibilizar esses recursos para o setor em 2009", frisou.

     

    O discurso do governador do Estado do Maranhão, Jackson Lago, encerrou a abertura do 80º ENIC. O governador falou da contribuição que a construção civil tem dado ao estado e destacou as ações ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem contribuído para melhorar a qualidade de vida da população.  "Serão três mil conjuntos habitacionais, com 10 mil casas que abrigarão cerca de 40 mil pessoas só na capital",
    explanou o governador sobre o projeto do PAC no Rio Anil.

     

    Jackson Lago acrescentou ainda que o setor é considerado um dos mais importantes devido à geração de empregos, pois acolhe o cidadão com pouca ou nenhuma especialização. 

     

    De acordo com estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de postos de trabalho formais na construção civil cresceu 36% nos últimos 12 meses, com a geração de mais de 8.500 novas vagas de setembro de 2007 a setembro de 2008. Com as obras do PAC no Maranhão, a estimativa de geração de empregos aumentará ainda mais. Em quadro anos, o estado receberá investimentos da ordem de R$ 532 milhões.

     

    Fonte: CBIC
    24-10-2008 | 11:10
    A Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) entregou ontem a cinco ministros do governo Lula pedido de redução imediata do IPI para todos os tipos de material de construção. O pedido acompanha um estudo da Fundação Getulio Vargas que mensura o efeito da desoneração na economia.

     

    A previsão é que a retirada do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduza em 0,3263% o custo do material de construção no varejo, o que representaria a renúncia fiscal de R$ 902 milhões. O setor afirma que essa perda inicial seria compensada com a arrecadação futura gerada por um maior ritmo da economia.

     

    Segundo Melvyn Fox, presidente da Abramat, o governo adotou medida menos ampla em 2006, quando cortou o IPI de 41 itens básicos de construção. Esse medida, associada à expansão do crédito, provocou um ciclo de expansão da cadeia da construção, cujo crescimento até agora foi o dobro do PIB.

     

    "O setor ainda conta com um tempo para suportar esse momento de esfriamento da economia. Os projetos que estão em andamento não vão parar, continuarão a demandar produtos. Mas a redução do IPI pode ser uma medida de impacto, que irá gerar efeitos no médio prazo, quando a redução dos lançamentos que começa a ser anunciada agora pode atingir a indústria", disse Melvyn.

     

    Além da Fazenda, o pedido de desoneração total do setor foi formalizado para os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Cidades, Planejamento e Casa Civil. Segundo o estudo da FGV, o impacto desse tipo de medida gera efeito poderoso no nível de atividade econômica. O PIB, por exemplo, cresceria mais 1,34% e a expansão do emprego atingiria 1,24%, em um intervalo de 24 meses após a desoneração, diz a FGV.

     

    O estudo aponta que a renda adicional chegaria a R$ 31 bilhões, a valores de 2006. A carga tributária, continua o estudo, baixaria 0,013 ponto percentual. "É uma medida, que além de tudo, resultaria em aumento de arrecadação", diz Fox. A previsão, descrita no trabalho, era a de uma variação positiva na arrecadação total de impostos e contribuições de 1,30% ou R$ 10,2 bilhões.

     

    O trabalho já havia sido apresentado aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil), mas não fez "grande sucesso" dado o ritmo da indústria e do mercado da construção na ocasião.

     

    Para Fox, a adoção de medida desse tipo pode interromper uma ligeira baixa no ânimo industrial, observada na sondagem da associação em outubro.

     

    As avaliações otimistas em relação às ações do governo no setor da construção civil baixaram neste mês. Em setembro, 74% dos empresários da indústria de material de construção diziam-se otimistas com as ações governamentais. Em outubro, o índice caiu para 57%.

     

    Freio no emprego

     

    A indústria da construção civil em São Paulo paralisou as contratações. É a primeira vez desde a retomada do setor que as novas admissões são congeladas, um reflexo direto da desaceleração já esperada pelo setor nos próximos meses.

     

    A informação é do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado de São Paulo. "Não estamos vivendo uma recessão, mas um congelamento das novas vagas", afirma Antônio de Sousa Ramalho, presidente do sindicato. Ele também diz que o temor de "apagão" de mão-de-obra passou.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
    O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que a medida provisória que permite a estatização de bancos também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade. A construção civil é um dos setores que mais depende do crédito, cuja circulação foi prejudicada por conta da crise financeira mundial.

     

    "Esta medida vem no sentido de reforçar o setor habitacional, para que ele continue tendo essa performance que vem tendo nos últimos dois anos. Para isso a Caixa estará habilitada a ter participação acionária nas empresas construtoras, como faz hoje o BNDESpar. Haverá uma Caixapar", disse o ministro.

     

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem uma MP (medida provisória), publicada hoje no "Diário Oficial", que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras no pais sem passar por um processo de licitação. A informação foi antecipada pelo colunista Guilherme Barros.

     

    Ou seja, a MP autoriza os bancos públicos brasileiros a estatizarem instituições financeiras brasileiras que estejam em dificuldades. A MP é ampla, composta de sete artigos, e inclui todo tipo de instituição financeira: seguradoras, instituições previdenciárias, empresas de capitalização, etc.

     

    A medida provisória também autoriza o Banco do Brasil e a Caixa a constituírem bancos de investimentos e subsidiárias no exterior. Essa medida também autoriza o Banco Central do Brasil a negociar papéis de outros BCs do mundo todo ("swaps").

     

    Apesar da liberação para a compra de ativos, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que governo não fará aporte de capital na Caixa e BB para permitir negócios. Mantega disse ainda que, no futuro, qualquer estatização poderá ser revertida no futuro.

    EUA e Europa

     

    O avanço da crise financeira global levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a admitir ontem que, caso a crise financeira mundial atinja o Brasil com mais força, poderá haver corte dos investimentos da União previstos nos orçamentos dos ministérios. No entanto, apesar das medidas já adotadas, o presidente voltou a descartar a adoção de um pacote.

     

    No entanto, apesar das medidas já adotadas contra a crise, o presidente descartou a adoção de um pacote. "Não vamos fazer nenhum pacote econômico na expectativa de que as medidas que já nos foram apresentadas dêem resultado", disse, em referência aos pacotes apresentados pelos Estados Unidos e por governos da Europa.

     

    No último dia 13, o governo britânico anunciou um investimento de 50 bilhões de libras em três bancos --o RBS (Royal Bank of Scotland), o HBOS (Halifax Bank of Scotland) e o Lloyds TSB-- para aumentar o capital das instituições em uma tentativa de diminuir os efeitos da crise financeira. Somado, o montante que os governos europeus disponibilizaram para o resgate de bancos passa dos US$ 2 trilhões.

     

    No dia seguinte, o presidente americano, George W. Bush, anunciou que irá utilizar US$ 250 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate para o sistema financeiro aprovado no início deste mês para comprar ações de bancos com problemas. No futuro, o governo dos EUA poderá revender as partes adquiridas.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
     O setor da construção civil apresentará um documento ao governo contestando a medida provisória que permite a compra de empresas ou de participações em empresas do setor pela Caixa Econômica Federal.

     

    Segundo o presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão, os mais de 700 empresários reunidos em um evento no Maranhão estão elaborando a crítica à MP que será entregue à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

     

    "Vamos provar ao governo o equívoco dessa medida. Ela não traz benefício para o setor, melhora a vida de meia dúzia de empresas que estão na Bolsa, mas nós queremos uma solução de mercado", disse.

     

    Na avaliação de Simão, a MP aprovada pelo governo passa uma mensagem de que a situação do setor é mais grave do que a realidade. Ele faz a ressalva, no entanto, que as críticas se referem exclusivamente à possibilidade de estatizar empresas da construção civil.

     

    Para Simão, a medida pode criar uma grande assimetria no setor, com um número pequeno de empresas contando com crédito e recursos fartos enquanto a maioria enfrenta o cenário de crise. "Isso vai significar uma concorrência desleal, qual vai ser o critério para escolher qual empresa deve ser estatizada?", afirmou.

     

    O presidente da CBIC afirma que o setor foi pego de surpresa pela MP. Até então, as propostas em discussão com o governo e com o BNDES incluíam a criação de uma linha de financiamento específica para o setor com recursos da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. Além de combater a falta de liquidez, a idéia era encontrar soluções para viabilizar capital de curto prazo, com a aquisição de empresas em dificuldade.

     

    "Uma das idéias era que bancos como BNDES ou Banco do Brasil criassem um fundo para acelerar fusões, aquisições e incorporações de empresas", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação).

     

    Segundo Crestana, as empresas apresentarão suas propostas ao governo, que incluem medidas de proteção ao comprador de imóveis e garantia de aplicação de recursos da poupança e do FGTS na habitação. A construção civil é considerada estratégica pelo governo porque gera muitos empregos e está diretamente relacionada ao crescimento econômico.

     

    Fonte: Folha on-line
    24-10-2008 | 11:10
    Em mais um sinal de desaceleração no ramo da construção civil, mais duas empresas do setor, a CCDI (Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário) e a CR2 revisaram para baixo suas previsões de lançamentos para este ano.

     

    A CCDI reduziu de R$ 2 bilhões para R$ 1,3 bilhão a estimativa do valor dos empreendimentos a lançar em 2008 --um decréscimo de 35%. A CR2 apresentou uma revisão em seu "guidance" de R$ 1,2 bilhão --para R$ 500 milhões, uma redução de 58%.

     

    Fonte: Folha On-line
    24-10-2008 | 11:10
    Os impactos da crise financeira internacional começam a ser sentidos pelas indústrias brasileiras. As dificuldades de acesso ao crédito aumentaram, a margem de lucro diminuiu e os estoques estão acima do planejado, principalmente nas grandes empresas. As informações são da Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira, 23 de outubro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

     

    O indicador das condições de acesso ao crédito caiu para 42,6 pontos no terceiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado era de 47,4 pontos. O problema foi sentido com mais rigor nas empresas de grande porte, em que o indicador de acesso ao crédito foi 42,5 pontos, muito abaixo dos 49,7 pontos registrados no terceiro trimestre de 2007. "Esse resultado se deve ao agravamento da crise financeira internacional e a decorrente interrupção de linhas de crédito, em especial de fontes de crédito", diz a pesquisa, feita com 1.443 empresas de todo o país, entre os dias 30 de setembro e 20 de outubro.

    A insatisfação com a margem de lucro operacional também foi maior entre as grandes empresas. O indicador de satisfação com a margem de lucro nesse segmento caiu de 47,3 pontos no terceiro trimestre de 2007 para 45,4 pontos neste ano. A insatisfação é maior nos setores de álcool, madeira e borracha, informa a Sondagem Industrial. Segundo a metodologia da pesquisa, o indicador varia de zero a cem pontos. Valores abaixo de 50 pontos indicam evolução negativa.

     

    De acordo com a pesquisa, as incertezas geradas pela crise financeira mudaram as expectativas dos empresários em relação ao desempenho da economia e dos negócios. A previsão para a demanda futura caiu para 53,5 pontos no terceiro trimestre do ano, em relação aos 61,2 pontos registrados no período imediatamente anterior. Na mesma base de comparação, o indicador de compras de matérias-primas caiu de 59,4 pontos para 51,1 pontos.

     

    Os indicadores de expectativas em relação ao emprego e às exportações ficaram abaixo dos 50 pontos, ou seja, os empresários esperam retração das vendas externas e das contratações nos próximos seis meses. O indicador de emprego recuou de 54 pontos no segundo trimestre para 49,8 pontos na atual pesquisa. O indicador de exportações ficou em 48,4 pontos.

     

    Entretanto, no terceiro trimestre do ano, a indústria teve desempenho positivo. De julho a setembro, o indicador de produção atingiu 57,8 pontos, ante os 53,8 pontos registrados no terceiro trimestre de 2007. O nível de produção foi maior entre as grandes empresas, com 60,1 pontos.

     

    Fonte: Mídia News
    24-10-2008 | 11:10
    Variação é semelhante aquela registrada em agosto.
    Custo por metro quadrado ficou em R$ 660,91 no mês.

     

    O custo da construção civil registrou alta de 1,30% em setembro, de acordo com o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE e divulgado nesta terça-feira (7). A variação é similar à registrada em agosto (1,28%)

     

     

    Ao longo dos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,95%. Ao longos dos noves primeiros meses de 2008, o aumento é de 9,11%. O resultado é quase o dobro daquele acumulado no mesmo período de 2007, que ficou em 4,32%.

     

     

    O custo por metro quadrado, que em agosto estava em R$ 652,45, passou para R$ 660,91 em setembro. Desse total, R$ 383,43 são relativos aos gastos com materiais e R$ 277,48 com mão-de-obra.

    Mantendo a tendência registrada desde junho, foi novamente a parcela dos materiais que mais pressionou o índice nacional, com alta de 2,03%, após subir 1,83% do mês anterior. Já a mão-de-obra apresentou variação de 0,30% em setembro, desacelerando em relação a agosto (0,53%).

    O preço dos materiais subiu de forma acentuada em relação a igual período de 2007: 10,27%, acima dos 3,50% de 2007. A parcela do custo referente à mão-de-obra aumentou 7,56% até setembro, mostrando uma aceleração mais moderada em comparação aos 5,45% do ano passado. 

    Variação regional

     

    Entre os estados, Minas Gerais apresentou a maior variação do índice em setembro (2,19%) - devido à reajustes salariais, segundo o IBGE. No ano, o estado do Acre teve o maior acumulado (13,23%) cabendo a Rondônia a variação mais acentuada nos últimos doze meses (14,88%).

     

    Fonte: G1
    24-10-2008 | 11:10
    Em tempos de crise financeira, o maior inimigo é a retração de crédito.
    As empresas do setor imobiliário, principalmente as que se capitalizaram há poucos anos, compraram grandes terrenos, e agora precisam de recursos para garantir capital de giro e assegurar o término dos projetos.

    "O problema das companhias não é de solvência, é falta de liquidez", afirma o economista Eduardo Giannetti da Fonseca.

    Para ele, o governo deveria intervir. E interveio. Em reunião convocada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram anunciadas medidas que garantem maior acesso a recursos financeiros. Serão destinados cerca de R$ 4 bilhões para ajudar companhias e pessoas físicas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF) vão se preparar para aumentar a sua participação nos empréstimos e financiamentos no País. "Isso é importante para que não haja perda de confiança", diz o economista. Para aliviar os ânimos, Santander, Banco Real, Nossa Caixa, CEF e Banco do Brasil (BB) declararam que não vão aumentar suas taxas de juros nem reduzir seus prazos. De acordo com Paulo Rogério Caffarelli, diretor de negócios do BB, o banco pretende aplicar aproximadamente R$ 3 bilhões em financiamentos imobiliários até o final do próximo ano. "Não temos intenção de alterar nossa política de financiamento imobiliário e acreditamos no potencial de crescimento desse mercado. Nesse momento, não vamos aumentar as exigências para a concessão de crédito", diz. Ele ainda afirma que não detectou mudanças na procura por financiamento. Também não foram percebidas alterações pela Nossa Caixa. "Somos muito criteriosos na avaliação de crédito, sempre asseguramos que vai haver pagamento, por isso não pretendemos fazer mudanças nesse sentido agora", afirma Jorge Luiz Ávila, diretor de produtos da Nossa Caixa. "Vamos oferecer um pouco mais de R$ 290 milhões em crédito, no próximo ano. Estamos atentos às conseqüências da crise. É prematuro fazer reformulações neste momento", avalia Maurício Rosa, gerente do departamento de negócios imobiliários da Nossa Caixa. Uma outra opção, segundo Giannetti da Fonseca, é reduzir o compulsório em 30% da caderneta de poupança. "Podíamos soltar um pouco o freio de mão", afirma.

     

     A poupança é um dos maiores financiadores imobiliários do País com um volume de R$ 11,5 bilhões. As possíveis conseqüências, de acordo com o economista, são: fusões e aquisições das empresas que foram pegas no contrapé da crise, e aumento da tributação.

    "O governo já se comprometeu com obras, e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) vai ser menor.

    O resultado vai ser aumento dos impostos", acredita. Hoje, 37% do PIB é proveniente de encargos e menos de 2% volta para a população na forma de obras de infra-estrutura. Segundo Giannetti da Fonseca, a crise vai atingir o País, mas os impactos devem ser logo absorvidos. "O Brasil não é uma ilha de tranqüilidade em um mar de turbulência", compara Giannete da Fonseca.

     Para o economista, o tempo de "vacas gordas" e a virada das contas externas são os principais pára-quedas brasileiro.

     "O Brasil é credor líquido, tem US$ 207 bilhões." Além disso, houve melhora no perfil da dívida pública, que antigamente era automaticamente corrigida com a mudança cambial. "Não acredito que um aumento de juros possa afetar a nossa dívida", analisa.

    O sistema brasileiro é totalmente diferente dos Estados Unidos, da Europa e da Austrália. É muito incipiente na concessão de crédito. Só em 2007, o País voltou ao patamar de 1980.

    "Não foram criados mecanismos de refinanciamento ou inadimplência generalizada."

     

    Causas da crise financeira

     O longo período de juros baixos e o rápido crescimento na economia mundial, sem resultar em inflação, são as primeiras causas da turbulência financeira, que tem se arrastado há meses. A conseqüência foi o aumento da liquidez das empresas e dos bancos, que não estavam regulados de acordo com as regras da Basiléia (acordo que normatiza os procedimentos bancários). A velocidade com que as informações e os recursos se movimentam hoje também contribuíram para esse cenário de "hipertrofia financeira no mundo", nas palavras do economista Giannetti da Fonseca. Para se ter uma idéia desse volume exacerbado, em 2002, os Estados Unidos tinham R$ 96 trilhões em ativos. Em 2006, esse número subiu para UR$ 136 trilhões.

     

    Ou seja, para cada dólar do PIB americano, havia 3,5% de ativos financeiros. Com isso, o lucro total dos bancos chegou a 40% da economia americana no ano passado, sendo que na década de 1980 representava apenas 10%. "Foi um surto que gerou essa grande liquidez", afirma. Segundo Giannette da Fonseca, o momento é de desalavancagem, o que leva a um fenômeno psicológico.

    "Essas histórias se repetiram várias vezes.
    A diferença dessa crise é o volume de recursos, a interdependência (antes as turbulências eram nacionais) e a rapidez com que ela se desenvolveu, sem falar na complexidade", diz. O economista acha que, daqui a um tempo, vai ser instituída nova regulamentação para o mercado, e que rapidamente as pessoas relacionadas ao mundo de finanças vão conseguir dribá-la, em busca de rentabilidade.

    Giannetti da Fonseca diz ainda que a imagem mais provável da crise é o "U", o que significa uma crise financeira de grandes proporções e deve provocar recessão de médio prazo, cerca de dois anos. A expectativa é de que em 2008 os países desenvolvidos cresçam 0,5%, enquanto aqueles em desenvolvimento cheguem a 5%, em média.

     

    Fonte: CBIC
    24-10-2008 | 11:10
    Este é o impacto imediato do atual momento econômico. Redução de área e queda das cotações deixam Estado sem R$ 3 bi em 2009

     

    O turbilhão da crise no sistema financeiro mundial, aliado à escassez de crédito bancário, endividamento agrícola e queda dos preços das commodities agrícolas nas bolsas internacionais, poderá gerar uma perda de R$ 3 bilhões no Produto Interno Produto (PIB) do agronegócio mato-grossense em 2009. Se as cifras se confirmarem, o impacto será de 30% sobre o PIB do agronegócio estadual, estimado em R$ 10 bilhões.

    A previsão é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), que aponta o desaquecimento da economia e a redução no volume de investimentos e de empregos como efeitos imediatos da ‘bolha’ imobiliária norte-americana eclodida há pouco mais de um mês.

    Só com a soja a perda poderá chegar a R$ 2 bilhões no próximo ano, por conta da redução da área plantada e da menor aplicação de tecnologia na lavoura. “Se considerarmos outras commodities como algodão e milho, poderemos chegar a R$ 3 bilhões, o que representa um recuo de 30% em relação ao PIB total estimado do agronegócio, que é de R$ 10 bilhões”, afirma o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira.

    Segundo ele, a situação é “tenebrosa” e os produtores não vêem luz no fim do túnel. “O governo [federal] deve ser rápido e buscar uma solução emergencial para minimizar os efeitos da crise e evitar o pior”, afirmou ele.

    GOVERNO - O Diário tentou ontem sem sucesso localizar o secretário de Estado de Fazenda, Éder de Moraes Dias, para falar sobre os números da Aprosoja/MT e seu impacto para a economia de Mato Grosso.

    Uma fonte da área econômica do governo estadual, entretanto, disse não acreditar que a queda do PIB agrícola atinja o montante de R$ 3 bilhões previsto pelos produtores, o que representaria uma perda de 8% do PIB total de 2005 (R$ 37,46 bilhões), de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    “Ainda é cedo para falarmos em números de perdas que teremos a partir de 2009, caso a crise não seja controlada”, disse a fonte. “Precisamos aguardar mais os resultados das ações governamentais na Europa e nos Estamos Unidos e ver como vamos fechar o ano. Acho que o pânico e a alta volatilidade que tomaram conta do mercado nas últimas semanas, dificultam neste momento qualquer análise para 2009”, frisou.

    EXAGERO – Para o professor e especialista em Comércio Exterior, economista Vitor Galesso, houve “certo exagero” dos produtores em relação ao tamanho das perdas no PIB do agronegócio, como reflexo da crise atual. “Acho que a Aprosoja/MT exagerou no cálculo, embora também acredite que haverá uma redução no PIB agrícola”, disse, apostando em uma queda entre 5% e 8% em 2009, o que representaria uma redução de até R$ 800 milhões.

    “Acredito que a perda será inevitável diante da gravidade da crise que assola o mundo inteiro, mas destacamos a recuperação cambial como um fator positivo para as exportações, embora não esteja atrelada à crise”, frisa o economista.

    Ele aposta que “havendo a persistência da falta de crédito no mercado, o governo federal vai dar o socorro necessário” para minimizar o sofrimento do setor produtivo. “A verdade é que não sabemos ainda a extensão desta crise. Precisamos esperar para ver com mais clareza o que poderá vir de estrago no próximo ano”.

    Galesso disse não acreditar que, mesmo com a redução do PIB do agronegócio, haja comprometimento da máquina pública. “Poderá, sim, haver uma redução nos níveis de investimentos e crescimento”, disse, lembrando que se o governo esperava crescer entre 8% e 9% em 2009 – projeção feita ante da crise mundial – agora terá que rever esta meta possivelmente para taxas de 2% a 3%. “Sem dúvida, a economia vai crescer menos e o consumo também cairá, o mesmo devendo acontecer com a taxa de emprego”, avalia o especialista.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    24-10-2008 | 11:10
    Brasília - A atividade industrial continua aquecida no Brasil, mas as expectativas apresentadas hoje (23) na sondagem industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) são negativas para os próximos seis meses.

     

    De acordo com a pesquisa,  relativa ao terceiro trimestre de 2008, a crise de crédito internacional já começa a se refletir nas grandes empresas brasileiras.

     

    Os empresários demonstraram insatisfação com a margem de lucro, alegaram dificuldade para conseguir empréstimos e apontaram os juros altos e a falta de capital de giro entre os principais problemas que os atingem no momento.

     

    “Essa é uma crise de confiança. E, ao criar essa crise de confiança, você gera uma retração no consumo e no investimento”, explicou o economista Renato da Fonseca, gerente da unidade de pesquisa da CNI.

     

    A sondagem industrial também demonstrou que os estoques das empresas já estão acima do planejado, e atingiram 55,3 pontos. Esse indicador varia de 0 a 100 e quando está acima de 50 demonstra que as empresas fizeram uma avaliação errada e a oferta acabou maior que a demanda, provocando uma sobra de produtos nos estoques. “Isso significa que as empresas, principalmente as grandes, vão dar uma reduzida no seu ritmo”, avaliou Fonseca.

     

    Fonte: Agência Brasil
    23-10-2008 | 11:10
    Cerca de 900 empresários de todo o país vão participar, nos dias 28 e 29 de outubro,  do 3º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), em Brasília. Uma comitiva mato-grossense, liderada pelo presidente em exercício do Sistema Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), Jandir José Milan, vai participar do Enai. O Sinduscon-MT estará representado pelo seu vice-presidente de Relações Trabalhistas, Raimundo Nonato Pita Rocha.

     

    Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ENAI abordará seis grandes temas de interesse da indústria: inovação e produtividade, sistema trabalhista e impactos na competitividade, tributação e os desafios para a indústria, infra-estrutura, meio ambiente e inserção internacional da economia brasileira.

     

     

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes; da Câmara, Arlindo Chinaglia; e do Senado, Garibaldi Alves são convidados do evento. A eles será entregue, no final do encontro, um documento com as conclusões e propostas da indústria.

     

     

     De Mato Grosso, além de Jandir José Milan e Raimundo Nonato Pita Rocha, participam do 3º Enai Julio Cezar Parreira Duarte, vice-presidente da Fiemt e do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Cáceres (Sindimec); Edson Ari Hack, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Rondonópolis (Sindimer); Lídio Moreira dos Santos, presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado (Sigemt); Jaldes Langer, presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem); Cláudio Cleber Ottaiano, vice-presidente de Relações Trabalhistas do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado (Sinduscon); José Carlos Dorte, superintendente da Fiemt; Luiz Augusto Moreira da Silva, superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT).

     

    Lorenzo Falcão

     

    Da Assessoria

     

    23-10-2008 | 10:10
    O setor de construção civil aguarda para hoje algumas definições sobre os detalhes de como será feito o repasse de recursos prometidos pelo governo federal, da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, para as empresas desse segmento.

    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, é esperado na abertura do 80 Encontro Nacional da Indústria da Construção que começa esta noite em São Luís (MA). Segundo Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os cerca de 700 empresários que participarão do evento esperam que Coutinho dê mais detalhes sobre essa linha de crédito.

    De acordo com Simão, o setor já vinha tratando com o governo uma forma de prevenir uma retração muito acentuada no crescimento da indústria de construção.

    Este ano, a construção civil deve fechar com um crescimento de 8,5% sobre o ano passado.

    "2009 deverá ficar abaixo das expectativas", declara.

    As empresas do setor mais afetadas pela crise são, de acordo com Simão, as grandes construtoras e incorporadoras que abriram o capital e lançaram ações na bolsa de valores porque muitas usaram os recursos captados para comprar terrenos e ficaram com pouco caixa para a produção das obras.
     O valor de R$ 3 bilhões, diz ele, foi um cálculo feito como sendo o mínimo para evitar que o setor caia muito no próximo ano. Na opinião de João Crestana, presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), as empresas poderão ter acesso aos R$ 4 bilhões de duas maneiras.

    A primeira seria captar o financiamento para obras com garantia em títulos recebíveis.

    A segunda seria utilizar os recursos para estruturação de fusões, aquisições e empreendimentos em conjunto.

    Ele acredita que essa ação dará fôlego para o mercado dar continuidade ao processo de fusões e aquisições que foi interrompido pela crise.

    Abyara Procurada para repercutir a medida do governo, a Abyara informou, em comunicado, que encontra-se em processo de planejamento financeiro e prefere não falar sobre o assunto".

     PDG Realty

     A incorporadora PDG Realty divulgou ontem uma prévia de seu balanço do terceiro trimestre em que mostra vendas de R$ 448 milhões e lançamentos com valor potencial de vendas de R$ 704 milhões no período.

    Cerca de 48% dos empreendimentos lançados foram vendidos.

    Em torno de 76,4% dos lançamentos foi dirigida ao segmento econômico.

     

    Gafisa

     

    A Gafisa anunciou ontem que a Equity International, empresa de investimentos da área imobiliária fora dos Estados Unidos, adquiriu 3.300.00 ADRs da Gafisa, ou 5,0% do capital acionário da empresa.
     Com isso, a Equity deterá 18,7% das ações em circulação.

     

    Fonte: CBIC
Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT)
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