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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    16-09-2008 | 12:09

    Mato Grosso apresentou um saldo de 43,094 mil postos de trabalho com carteira assinada referentes aos meses de janeiro a agosto deste ano. O número é resultado da diferença entre as admissões que somaram 229,821 mil e as demissões que totalizaram 186,727 mil no período. Os dados mostram que a economia estadual está aquecida de um modo geral, já que nos principais segmentos econômicos (indústria, comércio, serviços e agronegócio) os dados foram bastante significativos.

     

    Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e foram divulgados ontem e mostram que o saldo obtido no Estado é 21,5% maior que o verificado no mesmo intervalo de 2007, quando chegou a 35,464 mil empregos formais, uma diferença entre as 189,780 mil contratações e os 154,316 mil desligamentos. Em Mato Grosso, o destaque foi para ao setor da agropecuária, que no acumulado dos oito primeiros meses deste ano contratou 58,278 mil pessoas e demitiu 44,598 mil, obtendo um saldo de 13,680 mil, o que representa 31,7% do bolo total.

     

    O saldo deste ano também foi superior ao do ano passado, quando registrou 11,298 mil trabalhadores registrados, resultando em um incremento de 21% de um ano para outro. Em 2007, as admissões do setor agropecuário somaram 50,997 mil e a as demissões contabilizadas foi de 39,699 mil. "Estes dados mostram que o setor agropecuário está indo bem apesar de toda a crise de três anos atrás", diz o consultor econômico da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Amado de Oliveira Filho.

     

    Segundo ele, a análise não deve ser feita apenas sobre os dados apresentados pelo setor em si, já que as contratações feitas pelas empresas da agricultura e pecuária resultam no fomento de outras, como indústria de beneficiamento dos produtos, transporte, distribuição e outros setores. "Apesar da diminuição do crédito oficial para o segmento, restrição em decorrência de leis ambientais e outros tantos problemas do setor, a cadeia produtiva ainda é grande geradora de empregos e de arrecadação de impostos para o governo estadual."

     

    Agosto - De acordo com os números divulgados ontem pelo ministério, no mês passado o setor agropecuário teve um saldo negativo em 178 vagas de trabalho. As demissões foram maiores que as contratações, 5,796 mil e 5,618 mil respectivamente. No mesmo mês do ano passado também estava no vermelho, contratou 4,347 mil pessoas e demitiu 4,643 mil, saldo de 296 vagas a menos. "Isso se explica pela sazonalidade, já que é um período em que uma safra termina e a outra começa", explica o consultor da Famato.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    16-09-2008 | 12:09
    Mais uma vez, a carga tributária voltou a registrar recorde no Brasil. No primeiro semestre deste ano, os contribuintes pagaram R$ 515,36 bilhões em tributos aos três níveis de governo, valor 15,9% superior aos R$ 444,66 bilhões arrecadados de janeiro a junho de 2007.

     

    A carga tributária é a soma dos tributos federais, estaduais e municipais pagos por todos os contribuintes no país. Como o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro semestre foi de R$ 1,383 trilhão, a carga tributária no período foi de 37,27%, ou 1,24 ponto percentual superior aos 36,03% do mesmo período do ano passado.

     

    O cálculo é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), entidade que reúne profissionais do setor que se dedicam a estudos tributários de natureza institucional, setorial e empresarial.

     

    A Receita Federal não divulga a carga tributária por semestre, mas apenas uma vez por ano. Para o fisco, "na literatura técnica especializada, bem como nas divulgações de órgãos oficiais ou não, predomina o uso da periodicidade anual para o cálculo da carga tributária em todo o mundo. Isso porque o ciclo econômico, que afeta a mensuração do PIB e a base imponível dos impostos, dá-se ao longo de um ano".

     

    Segundo o advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, analisando-se os últimos 12 meses (julho de 2007 a junho deste ano), constata-se que a carga tributária deste ano será superior a 37% -um novo recorde. No ano passado, a carga foi de 36,08% do PIB, segundo o IBPT. A Receita ainda não divulgou o dado de 2007 -o último dado disponível é o de 2006, de 34,23% do PIB.

     

    Somente em âmbito federal, a carga do primeiro semestre avançou R$ 49,89 bilhões em relação a 2007, passando de R$ 305,54 bilhões para R$ 355,43 bilhões, segundo o IBPT. Esse valor supera em muito os R$ 38 bilhões que seriam obtidos se a CPMF tivesse sido prorrogada (o tributo do cheque foi extinto em 1º de janeiro deste ano).

     

    Note-se que o aumento foi obtido em apenas seis meses, provando que a prorrogação da CPMF não era necessária, como previam os que eram contrários a sua manutenção. Mantida essa tendência até o final do ano, o governo federal terá cerca de R$ 100 bilhões a mais em seu cofre -algo como 2,6 vezes a CPMF.

     

    Formalidade ajuda - Amaral diz que um dos principais motivos da maior arrecadação foi o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que passou de R$ 3,66 bilhões no ano passado para R$ 9,67 bilhões em 2008 -no caso, mais 164,2%.

     

    Os principais fatores que contribuíram para o aumento da carga tributária neste ano foram o maior número de trabalhadores com registro em carteira (elevando as receitas da contribuição ao INSS e ao FGTS) e os ganhos salariais (que elevam a receita com o Imposto de Renda). Com o crescimento econômico, as empresas faturam mais e pagam mais IR e CSLL (contribuição sobre o lucro). O aumento das importações também ajudou a elevar a receita do Imposto de Importação.

     

    Os Estados elevaram sua arrecadação em R$ 18,47 bilhões -de R$ 115,80 bilhões no primeiro semestre de 2007 para R$ 134,27 bilhões neste ano. Os municípios arrecadaram mais R$ 2,33 bilhões, uma vez que a arrecadação passou de R$ 23,32 bilhões em 2007 para R$ 25,65 bilhões no período de janeiro a junho deste ano. Os contribuintes pagaram R$ 2,83 bilhões em tributos em cada um dos 182 dias do primeiro semestre. Foram R$ 117,98 milhões por hora, R$ 1,97 milhão por minuto e R$ 32,77 mil por segundo. Neste ano, pela primeira vez na história, os contribuintes pagarão R$ 1 trilhão em tributos no mesmo ano -esse número deverá ser alcançado na última semana deste ano, segundo previsão do IBPT. 

     

    Fonte: CNT
    15-09-2008 | 12:09
    Falta de matéria-prima e alta nos preços tumultuam um dos segmentos que mais se expandem no ano e deixam cronograma das obras ameaçado em MT
    A alta acumulada de 58% nos preços do ferro e aço, em 2008, e a falta do produto no mercado interno causam fortes preocupações no setor da construção civil de Mato Grosso. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes, muitos itens - como as chapas galvanizadas, utilizadas na parte de cobertura e dutos de ar condicionado, ferro para coluna e materiais de aço em geral - já estão em falta no mercado e comprometem o andamento das obras na Grande Cuiabá.

    Aliando a falta de produtos à alta nos preços ao consumidor, Luiz faz um alerta: “O contexto atual pode afetar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, e inviabilizar essas obras. Isso já é uma realidade em São Paulo e deverá ser registrado por aqui e traz preocupação”. Ele explica que o problema já foi anunciado pelo Sinduscon-SP.

    No momento, a saída apontada pelo setor paulista para estancar o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de execução de obras públicas e privadas das construtoras, é rever os contratos já acertados e reavaliar o valor das licitações.

    Fernandes diz que o problema da falta de insumos está sendo discutido em nível nacional e não há previsão para que o governo federal encontrar uma solução a curto prazo. “No Brasil temos praticamente duas grandes empresas – Gerdau e Belgo – dominando o mercado. O governo precisa encontrar uma saída, pois já tivemos várias altas este ano e o setor está em crise”, afirma Fernandes. Em todo o ano de 2007, de acordo com as estatísticas, o aumento da commodity não chegou a 5%.

    A alta atinge todos os produtos e subprodutos derivados do ferro e aço, como as chapadas galvanizadas, estruturas metálicas, ferros de perfil, metalões, dobradiças, fechaduras e acessórios.

    “Temos informações de que já existem obras paralisadas em decorrência da escassez destes produtos”, informa o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais para Construção de Mato Grosso (Acomac), José Wenceslau Sousa Júnior.

    Segundo ele, a tendência é de que os preços continuem em patamares elevados porque a demanda mundial por aço aumentou muito este ano e o mercado interno também. “As indústrias não estão conseguindo acompanhar o ritmo de crescimento da demanda. O problema é mundial”, afirma.

    Sousa Júnior acredita que 30% das lojas de Mato Grosso estão sem produtos atualmente. “Tem obras que pararam por falta de aço, principalmente as grandes obras”, conta.

    O problema, na avaliação do presidente da Acomac/MT, é que a crise não tem prazo para terminar. “Não sabemos quando a situação irá se normalizar. Acreditamos que até o final do ano o mercado continuará aquecido e não há perspectiva de regularizar o abastecimento”.

    Ele disse que muitas obras irão sofrer atraso na entrega em função da falta de aço no mercado. “As lojas estão trabalhando com pedidos, pois não há produto para pronta-entrega”.

    MERCADO - As lojas que comercializam ferro e aço confirmam que “realmente muitos produtos já estão em falta no mercado e os preços estão cada vez mais elevados”.

    Funcionários da Açofer e da Ferro e Aço, duas referências na venda desses produtos em Cuiabá, informaram que não há previsão sobre quando o abastecimento será normalizado.

    ELETRODOMÉSTICOS - O presidente da Acomac/MT, José Wenceslau Júnior, acredita que o desabastecimento poderá desencadear uma alta generalizada de preços também em outros segmentos que têm o ferro e o aço como matéria-prima básica.

    Um dos segmentos que poderá sofrer o impacto da falta do ferro e aço é o de eletrodomésticos. Ele diz que os produtos deste segmento poderão ficar mais caros devido à alta dos preços da sua matéria-prima. Os principais impactos devem refletir nos fogões, geladeiras, lavadoras de roupa e microondas. “Até mesmo as panelas poderão ficar mais caras”, avisou Sousa Júnior. (Veja mais na página C2)

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    15-09-2008 | 12:09
    Volume de empreendimentos da construção, que já devem ocupar mais de 600 mil m2 só este ano, dá lugar aos verdes quintais do casario da cidade
    Reconhecida nacionalmente como “Cidade Verde”, Cuiabá passa por um momento de grande transformação urbanística – o “boom” da construção civil. Este ano, conforme dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, foram mais de 600 mil metros quadrados liberados para a instalação imobiliária – habitacional ou comercial.

    Somente entre os meses de janeiro a agosto, a prefeitura expediu 510 alvarás, o que representa uma média mensal de 63,75. É um número significativo se levado em consideração que em todo o ano de 2007 houve 375 – 31,25 a cada 30 dias. O aumento mensal foi maior que 100%.

    Devido a esse aceleramento da construção, que segundo o geógrafo especialista em Planejamento Cartográfico e Educação Ambiental, Paulo Fanaia, vem ocorrendo há mais de dez anos, “Cuiabá já deixou há muito tempo de ser ‘Cidade Verde’”. Conforme ele, a Capital possui uma distribuição de área verde bastante irregular, o que contribui para a formação de ilhas de calor. Fanaia afirma que hoje, em Cuiabá, há variações de até 6ºC entre a área central e periférica da cidade.

    Um estudo recente, elaborado pelo Departamento de Geologia da UFMT, sobre Zonas de Interesse Ambiental (ZIAs), aponta que Cuiabá oferece 50 metros quadrados de área verde por habitante, três vezes a mais do que o recomendado pela União das Nações Unidades (ONU), que é de 16 metros. Para Fanaia, esse levantamento “acaba mascarando a atual realidade cuiabana”. “O que fazia de Cuiabá a ‘Cidade Verde’ eram os grandes quintais cuiabanos. Hoje a gente anda pelo Centro e não vê mais o verde nesses locais”, destaca. Conforme ele, “qualquer cidadão que passar pela rua 13 de Junho e a avenida 15 de Novembro, por exemplo, não vê uma árvore sequer”, aponta.

    De acordo com Fanaia, a questão ambiental em Cuiabá é gravíssima. “É o holocausto cuiabano”, desabafa. Conforme ele, “a construção civil já vem interferindo há muito tempo, e isso pode agravar ainda mais, se os governantes não tomarem medidas urgentes”.

    No entanto, para o diretor regional da construtora Plaenge, Rogério Fabian Iwankin, Cuiabá já possui leis que garantem o título de “Cidade Verde” à Capital. Conforme ele, a legislação do município faz com que haja uma justa distribuição de área verde. “Apesar de encarecer os projetos, se as leis forem respeitadas, Cuiabá não vai perder o título”, acredita.

    Fabian se refere às leis municipais de nº 103/03, que determina que toda edificação acima de 20 mil metros quadrados deve realizar antes o Relatório de Impacto de Vizinhança, e da nº 102/03, que diz que nenhum empreendimento é aprovado se não houver o plantio de árvores nas calçadas de cinco em cinco metros.

    Conforme a Coordenadoria de Aprovação de Projetos (CAP) da Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, há atualmente cinco projetos em análise no setor. Destes, dois já foram aprovados. Segundo o coordenador da CAP, Silvio Santana, as duas obras já autorizadas pela secretaria estarão localizadas na avenida Beira-Rio e no bairro Jardim das Américas, próximo da avenida Fernando Correa. “O empreendedor deve apresentar o projeto às secretarias de Infra-estrutura e Meio Ambiente, e também no IPDU e à SMTU, que vão analisar os impactos que a construção poderá acarretar nas áreas de atuação (transporte, saneamento, urbanística, etc)”.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    15-09-2008 | 12:09
    O controle da freqüência cardíaca em no máximo 70 batimentos por segundo reduz em um terço o número de enfartes. A conclusão é do estudo Beautiful que acompanhou 11 mil pacientes com doenças coronarianas. Alguns outros estudos menores já indicavam a importância de controlar os batimentos cardíacos, mas é a primeira vez que esse resultado é encontrado em um grupo maior.

     

    O estudo foi iniciado em dezembro de 2004 e foi financiado pelo laboratório francês Servier, que desenvolveu um novo medicamento para modular a freqüência cardíaca: a ivabradina. Essa droga, já aprovada pelos órgãos reguladores de alguns países europeus e da Argentina age especificamente sobre o ritmo do coração. Os betabloqueadores causam esse efeito, mas também provocam contração da musculatura ventricular e abaixam a pressão.

     

    Os 11 mil pacientes foram recrutados em 781 centros, em 33 países, em quatro continentes. Todos tinham alguma doença coronariana. Eles foram divididos em dois grupos, um que tomou todos os medicamentos adequados e mais a ivabradina, e placebo.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    15-09-2008 | 12:09
    A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou em Natal (RN), que o Brasil vai superar a meta dos 10 milhões de empregos, estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que o país fechará 2008 com 2 milhões de novos postos de trabalho. "Vamos ultrapassar os 10 milhões. Até agosto tínhamos criados 1,3 milhão de novos postos de trabalho. Aumentou a renda da população. E não aumentou só a classe C, aumentou também da A e B. O que acontece é que a classe C e D teve um crescimento extraordinário no Brasil", analisou a ministra.

     

    Dilma participou de uma mobilização política em Natal, onde esteve no palanque da deputada federal Fátima Bezerra, candidata pelo PT. A ministra ressaltou ainda o crescimento das regiões Norte e Nordeste e disse que as estatísticas não são reflexos apenas do investimento do empresariado, mas também da infra-estrutura oferecida pelo governo federal.

     

    "O Norte e Nordeste são as regiões que mais crescem em relação a PIB (Produto Interno Bruto) e inclusão social, mas não é só fruto das iniciativas dos empresários. É fruto da intervenção do governo federal, ao contribuir com estradas, ferrovias, portos, refinaria e petroquímica se cria, no Nordeste, um dos maiores investimentos de infra-estrutura própria", disse.

     

    Durante a passagem por Natal, a ministra-chefe da Casa Civil evitou falar em sua possível candidatura para Presidência da República. Mesmo depois de ter sido citada, em discurso, pelo presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves, que fez menção a possibilidade, Dilma Roussef não comentou o assunto.

     

    Questionada sobre a avaliação que fazia da afirmação do senador Garibaldi Alves, a ministra evitou comentar a sucessão de 2010. "Meu negócio aqui tem nome, endereço e telefone: se chama Fátima", afirmou, em uma referência à deputada federal Fátima Bezerra, candidata do PT à prefeitura da capital potiguar.

     

    A ministra disse que estava participando das campanhas políticas nos municípios como cidadã. "Antes de ser ministra, eu sou cidadã. Aliás, se não fosse cidadã brasileira não poderia ser uma boa ministra", disse Dilma.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    15-09-2008 | 12:09
    Como é sabido, o comércio internacional vem experimentando fortes oscilações, tanto em relação às expectativas de diminuição das atividades do mercado dos Estados Unidos, que pode ser considerado a "mola propulsora" da atual economia mundial, quanto pelos efeitos desastrosos que essas oscilações provocam na economia de outros países.

     

    O Brasil, não se pode olvidar, também caminha na expectativa dos reflexos que tais variações possam vir a refletir em sua economia e, consequentemente, em suas atividades no comércio internacional.

     

    Lembremo-nos que, graças à diretriz que vem sendo imprimida pelo Banco Central, em especial à elevação constante das taxas de juros, temos permanecido um tanto refratários às oscilações que esses fatores têm provocado.

     

    Por preocupação de nossos empresários ou mesmo pela "necessidade de sobrevivência" econômica, os exportadores têm procurado alternativas que permitam que as exportações não declinem ao sabor daquilo que, poderíamos dizer, tem se tornado uma constante pressão ou mesmo imposição do mercado.

     

    Já, no que se refere ao alargamento das importações, pode-se apoiar este acontecimento ao fato de que o declínio do dólar, pela sua constante desvalorização nos diferentes mercados e, mais em especial no Brasil, devido à elevada taxa de juros, provocou um constante ingresso de capitais especulativos. Se o aumento da taxa cambial desestimula as exportações, a recíproca é verdadeira para a elevação das importações.

     

    Quanto ao declínio da taxa cambial, que se apresentou de forma preocupante e muito acentuada, na atualidade podemos dizer que estamos quase saboreando uma certa bonança, pois neste ano de 2008 já externa um crescimento que se aproxima de 8%.

    João dos Santos Bizelli é consultor de Importação da Aduaneiras.

     

    Fonte: Gazeta Digital

     

    15-09-2008 | 12:09
         A divulgação do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas) na semana passada levou os economistas ouvidos pelo Banco Central a aumentar a previsão de crescimento da economia para este ano.
         
         De acordo com a pesquisa semanal Focus, realizada pelo próprio BC, a expectativa para o crescimento da economia subiu de 4,8% para 5,01% em 2008. Para 2009, foi mantida a taxa de 3,6%.
         
         Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo
         
         Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a economia brasileira cresceu 6,1% no segundo trimestre de 2008 e 6% no acumulado do semestre.
         
         Com o bom resultado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, revisou para cima a previsão de crescimento de 5% para "até 5,5%".
         
         Outros indicadores
         
         Ainda segundo a pesquisa Focus, foram mantidas as previsões para o dólar em R$ 1,65 no final deste ano e R$ 1,75 em dezembro de 2009.
         
         A estimativa para o saldo da balança comercial em 2008 caiu de US$ 23,73 bilhões para US$ 23,60 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 13,75 bilhões para US$ 13 bilhões.
         
         A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 27,35 bilhões para US$ 28 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 34,80 bilhões para US$ 34 bilhões.
         
         Subiram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos de US$ 34,5 bilhões para US$ 34,6 bilhões (2008) e de US$ 30 bilhões para US$ 30,37 bilhões (2009).
         
         A previsão para a relação dívida/PIB neste ano passou de 40,50% para 40,55%. Para 2009, foi de 39,50% para 39,10%.
         

     

    Fonte: 24 Horas News
    15-09-2008 | 12:09
         A Secretaria de Estado de Cultura convida a todos para a abertura da Exposição "Mato Grosso território de imagens", na próxima quinta-feira (18.09), a partir das 9h, na galeria Mato-grossense de Artes Visuais, na avenida Getúlio Vargas, n 247 Centro Cuiabá-MT. A exposição ficará aberta a visitação até o dia 17 de outubro. 
          
         A exposição Mato Grosso, território de imagens, apresenta de forma cronológica a evolução do território mato-grossense. O acervo de imagens forma um quebra-cabeça de aspectos socioculturais, político e econômicos de um expressivo período do território mato-grossense, por meio de imagens, mapas, estampas retratos e fotografias centenárias e contemporâneas, além de obras de arte inspiradas em registros fotográficos e encartes de publicação que envolvem a fotografia. 
          
         O livro Mato Grosso-território de imagens apresenta aventuras fotográficas de cientistas estrangeiros que por aqui passaram, pelos históricos registros fotográficos de expedições como a do médico alemão Karl Von Steinem(1887-1888), nas cabeceiras do rio Xingu ou mesmo o registro estratégicos da empreitada de Rondon. Já no Século 20, uma coletânea rica em imagens. O livro conta com a pesquisa do historiador João Antonio Lucidio, que apresenta um panorama histórico da fotografia de Mato Grosso de 1860 a 1960. 
          
         O livro é uma trajetória amplamente documentada, e traz também uma das mais atuantes críticas de arte do mato grosso sempre acompanhada de ilustrações de algumas obras de importantes artistas mato-grossense como Clovis Irigaray, Mary Slessor, Regina Pena, Benedito Nunes, Marcelo Velasco. 
          
         A última parte do livro apresenta uma série de publicações fotográficas e catálogos correspondentes ao salão mato-grossense de fotografia, fotos que exibem formas e cores capturadas em detalhe, perpetuando instantes de cultura e história mato-grossense.

     

     

    Fonte: 24 Horas News
    15-09-2008 | 12:09
    O novo aumento de juros promovido pelo Banco Central na semana passada levou os economistas do mercado financeiro a reduzirem a previsão de inflação para 2009.

     

    De acordo com a pesquisa semanal Focus, realizada pelo próprio BC, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta de inflação, caiu de 5% para 4,99%. Esse é o primeiro recuo da previsão após oito semanas de estabilidade e outras cinco semanas de alta.

     

    A queda da inflação em 2009 para dentro da meta é um dos principais motivos que tem levado o BC a aumentar os juros neste ano. A meta de inflação para 2008 e 2009 é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta).

     

    Em relação à inflação deste ano, a previsão recuou pela 7ª semana seguida, de 6,27% para 6,26%. Nesse caso, o objetivo do BC é manter a taxa abaixo dos 6,5%. A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses também caiu, de 5,22% para 5,19%.

     

    Juros

     

    Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) aumentou os juros de 13% para 13,75% ao ano.

     

    Nesse caso, foram mantidas as previsões feitas na pesquisa da semana passada. Os economistas prevêem agora uma alta dos juros para 14,25% na reunião do fim de outubro e para 14,75% em dezembro (o Copom se reúne a cada 45 dias aproximadamente).

     

    Os juros só voltariam a cair no segundo semestre de 2009, para terminar o ano em 13,75% ao ano.

     

    IGPs

     

    Em relação a outros índices de inflação, também houve queda nas previsões para 2008.

     

    A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) caiu de 10,27% para 10%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão reduzida de 10,35% para 10,20%. Para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficou estável em 6,41%.

     

    Para 2009, a previsão para o IGP-M caiu de 5,50 % para 5,40%. A do IGP-DI ficou em 5,20%. Para o IPC-Fipe, passou de 4,67% para 4,70%.

     

    Fonte: Folha on-line
    15-09-2008 | 12:09
    Projeção para crescimento de 2008 sobe de 4,8% para 5,01%.
    Expectativa para IPCA de 2009 tem pequena queda, para 4,99%.

     

    O mercado financeiro elevou, na semana passada, a sua estimativa de crescimento para a economia brasileira neste ano para 5,01% ao mesmo tempo em que diminuiu sua previsão de inflação para 2008 de novo e, pela primeira vez desde o processo de subida de juros iniciado em abril, baixou também a sua expectativa para o IPCA de 2009.

    Segundo relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo BC com as estimativas do mercado financeiro, a projeção para o crescimento do PIB de 2008 passou de 4,80% para 5,01%. A revisão ocorreu após o anúncio de que o PIB do primeiro semestre deste ano avançou expressivos 6% - algo que não ocorria desde 2004. O governo federal revisou sua estimativa oficial de crescimento para 2008 para até 5,5%. Para 2009, a projeção do mercado para o crescimento da economia foi mantido em 3,60%. 

     

    Inflação e juros

     

    Na semana passada, a projeção do mercado financeiro para o IPCA de 2008 recuou de 6,27% para 6,26%, na sétima semana consecutiva de queda, enquanto a projeção para o indicador no próximo ano caiu de 5% para 4,99% - a primeira queda em vários meses. Para os próximos doze meses, a estimativa do mercado para o IPCA recuou de 5,22% para 5,19%.

    O anúncio do recuo da estimativa do mercado para a inflação para 2009 vem uma semana após o próprio BC ter elevado a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A instituição já havia informado anteriormente que um dos seus principais objetivos ao subir os juros neste ano era trazer a projeção para o IPCA para o centro da meta, de 4,50%, em 2009. No sistema de metas, há um intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, de modo que o IPCA pode oscilar entre 2,50% e 6,50%.

    Mesmo com a pequena, mas emblemática, queda no estimativa para o IPCA de 2009, o mercado continua projetando um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros em outubro, quando se reúne novamente o Copom do BC. Com isso, a taxa Selic, passaria dos atuais 13,75% para 14,25% ao ano. Para o fim de 2008, a estimativa para os juros foi mantida em 14,75% ao ano (embute um novo aumento de 0,50 ponto percentual em dezembro) e, para o fechamento de 2009, ficou estável em 13,75% ao ano. 

     

    Dólar

     

    A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio é de que ela termine este ano em R$ 1,65, ou seja, a mesma projeção da semana anterior. Para o fim de 2009, a estimativa dos analistas para a taxa de câmbio foi mantida estável em R$ 1,75 por dólar. 

     

    Balança comercial e investimentos diretos

     

    A projeção do mercado financeiro para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) de 2008 caiu de US$ 23,7 bilhões para US$ 23,6 bilhões na última semana. No início deste ano, os analistas ouvidos pelo Banco Central projetavam superávit de US$ 31,9 bilhões para a balança comercial em 2008. Para o ano de 2009, a estimativa do mercado para o saldo comercial caiu de US$ 13,75 bilhões para US$ 13 bilhões na última semana.

    No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado financeiro para o ingresso de 2008 subiu de US$ 34,5 bilhões para US$ 34,6 bilhões na última semana. Para 2009, a projeção avançou de US$ 30 bilhões para US$ 30,3 bilhões.

     

    Fonte: G1
    15-09-2008 | 12:09
    A indústria da construção civil brasileira contratou 271,4 mil trabalhadores de janeiro a julho, número 103% maior que o total contratado no mesmo período de 2007, conforme pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da FGV Projetos, com base nos dados do Ministério do Trabalho e emprego (MTE). O estoque de mão-de-obra em julho - 2,106 milhões de trabalhadores - é o maior desde 1995, quando o levantamento teve a metodologia atualizada. No mês de julho, foram contratados 42,3 mil novos funcionários, com aumento de 2% em relação a junho.

     

     

    A maior variação mensal porcentual do nível de emprego na construção ocorreu na região Norte, que registrou aumento de 2,7% em julho (+2,8 mil trabalhadores) ante junho. Na Região Sudeste, a expansão foi de 1,88% (+ 21.710 vagas) na mesma base de comparação.

     

     

    No Estado de São Paulo, foram criadas 71,2 mil vagas até julho, com alta de 13,8%, e o estoque de mão-de-obra do setor chegou a 587,3 mil empregados com carteira registrada. Na capital paulista, foram criados 34,5 mil postos de trabalho de janeiro a julho, com crescimento de 14%. Em julho, foram contratados 4,2 mil funcionários, 1,5% a mais que em junho. O estoque de mão-de-obra da construção na capital é de 282 mil empregados.

     

    Fonte: G1
    15-09-2008 | 12:09
    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principal instituição de financiamento de longo prazo no país, acaba de assumir um novo papel na economia brasileira. A nova área de estruturação de projetos do banco e as parcerias com instituições multilaterais (como IFC e BID) e com bancos privados brasileiros prometem acelerar a oferta de empreendimentos de infra-estrutura que serão disponibilizados ao governo federal para licitação.

     

    A meta do BNDES é ter pelo menos 50 projetos prontos para serem licitados em dez anos, mas esse número pode ser ainda maior.

     

    Entre os focos do banco estão a concessão de estradas, de ferrovias e de aeroportos. Entre os projetos em desenvolvimento estão a BR-470, em Santa Catarina, a BR-101, nos trechos do Espírito Santo e da Bahia, e a privatização dos aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas (SP), entre outros projetos.

     

    A escolha dos projetos a serem desenvolvidos será feita pelo governo federal. A responsabilidade do banco é de entregar os projetos prontos para a concessão.

     

    Sob o comando de Luciano Coutinho, a meta do BNDES é recriar a capacidade de estruturação de empreendimentos e alimentar uma espécie de banco nacional de projetos.

     

    Segundo Henrique Amarante da Costa Pinto, superintendente do banco e responsável pela área de estruturação de projetos -uma nova seção da diretoria de infra-estrutura do BNDES-, a iniciativa tem como objetivo vencer as restrições orçamentárias do governo federal e criar condições para atração de capital privado.

     

    O BNDES terá papel relevante, mas não será o único a financiar fundos de desenvolvimento de empreendimentos licitáveis. O primeiro fundo não reembolsável terá R$ 20 milhões e será administrado pela área de estruturação de projetos do banco.

     

    Há um segundo fundo de US$ 4 milhões -podendo alcançar US$ 12 milhões- para bancar estudos de empreendimentos mais emergenciais.

     

    O financiamento é dado pelo IFC e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). "O fundo financia a formação de grupos para estudos de obras mais imediatas, importantes para melhoria rápida da infra-estrutura em algumas regiões", diz Costa Pinto. Esse fundo financia neste momento estudos para uma estrada na Bahia.

     

    Nova empresa

     

    Recém-criada, a EBP (Empresa Brasileira de Projetos) é exemplo de como esse negócio interessa ao capital privado. O BNDESPar, braço de participações do banco, é um dos nove sócios dessa nova empresa. Fazem parte dessa companhia oito bancos. São eles: Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander, Citibank, Votorantim, Espírito Santo e Banco do Brasil.

     

    A EBP contrata e coordena o desenvolvimento de projetos de infra-estrutura. "Todos os bancos terão informações sobre os projetos, mas sem qualquer condição de serem os financiadores. O interessante para todos será a criação de um mercado para investimento em infra-estrutura", afirma Costa Pinto

     

     

    Fonte: NTC e logística
    15-09-2008 | 12:09
    A escalada de preços dos materiais de construção está prejudicando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

     

     

     No DF, governo foi obrigado a suspender a licitação para construir 1.290 moradias populares por falta de interesse das empresas, que consideram o valor do contrato incompatível com o custo da obra.

     

    PAC comprometido

     

            Preços dos materiais de construção aumentam e atrasam obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

     

    Disparada da inflação encarece imóveis e ameaça afastar famílias mais pobres do sonho da casa própria

     

    A forte arrancada de preços dos materiais de construção já está afetando o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

     

     

     O Governo do Distrito Federal (GDF) foi obrigado a suspender a licitação para a construção de 1.290 casas populares na Estrutural, uma das regiões mais pobres da capital do país, por total falta de interesse das construtoras.

     

     

     As empresas alegaram que o valor acertado para as obras, de aproximadamente R$ 300 milhões, estava incompatível com a nova realidade de preços dos insumos e das matérias-primas.

     

     

    Por isso, abriram mão do empreendimento.

     

            Nos 12 meses terminados em agosto, o aço ficou 20,16% mais caro. Os tijolos foram reajustados em 24,01%.

     

     

    O cimento subiu 28,7% e a areia, 24,45%.

     

     "Com essa escalada de reajustes, que deve se manter forte nos próximos meses, muitas obras tenderão a ficar no papel se os valores não forem revistos", afirmou o vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

     

     

            O secretário de Obras do GDF, Márcio Machado, não só reconhece o problema como já se movimenta para não frustrar a expectativa da população que anseia por melhores condições de vida.

     

     "Sem dúvida, há muita pressão sobre os preços dos materiais de construção.

     

     

    Por isso, estamos refazendo as contas para definirmos novos valores e chamarmos nova licitação para o empreendimento na Estrutural.

     

     

    Nosso objetivo é tocar todos os projetos previstos no PAC", afirma.

     

     

            Ele conta que, mesmo nas obras já em andamento, o governo distrital teve de reajustar alguns contratos para compensar o encarecimento dos materiais.

     

     

     "Ou fazíamos isso, ou as obras parariam, o que seria muito ruim", assinala.

     

     Para superar os entraves, Machado revela que o GDF estuda corrigir a tabela de preços elaborada pela Novacap - empresa responsável pela execução das obras públicas -, que serve de parâmetro para as licitações.

     

     

     "Isso nos preocupa muito, pois impactará negativamente o orçamento do GDF.

     

    Serão mais despesas", diz.

     

     Boca fechada

     

            No governo federal, a ordem é evitar alarde sobre o assunto, para não estimular um sentimento negativo em relação ao PAC, o programa mais importante do segundo mandato do presidente Lula.

     

     

    Essa orientação é tão explícita, que nem a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a "mãe do PAC" nem o Ministério das Cidades, responsável por todas as obras de habitação e de saneamento básico previstas no programa, retornaram as ligações do Correio Braziliense.

     

     

    "Todos estão cientes do embate que está havendo entre as construtoras e os gestores dos contratos do PAC, mas pretendem resolver os problemas internamente, sem alarde", ressalta um assessor do Palácio do Planalto.

     

     

            As construtoras querem, porém, que o debate se torne público. "Estamos enfrentando muitas adversidades", destaca o diretor-executivo da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), Carlos Eduardo Lima Jorge.

     

     

    "Os contratos do PAC são reajustados a cada 12 meses, mas muitas empresas estão pedindo ao governo uma antecipação do aumento para compensar a alta dos materiais de construção", afirma.

     

     

    "Não adianta. No quadro atual, não temos como fazer tudo o que está previsto nos contratos sem um adicional de recursos", acrescenta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Sérgio Watanabe.

     

     

            José Carlos Martins, da CBIC, reconhece que boa parte da disparada dos preços das matérias-primas da construção decorre da forte valorização das commodities no mercado internacional, como os minérios e o aço.

     

     

    Mas, a seu ver, os produtores desses insumos se aproveitaram da demanda aquecida para forçar a mão nos reajustes, movimento facilitado pela demanda aquecida - a construção civil cresceu 9,9% no segundo trimestre do ano ante o mesmo período de 2007 - e pelo fato de alguns setores, como o de aço e de cimento, serem cartelizados no Brasil, dominados por poucas empresas.

     

     

     

            "Desde julho, as commodities estão caindo no mercado internacional.

     

     

     Mas os preços internos dos materiais de construção continuam aumentando", reforça Watanabe. Portanto, acredita ele, não dá para esperar que o ajuste de preços venha por meio do mercado.

     

     

    "Não num mercado aquecido e dominado por cartéis, que estimula a especulação", ressalta. Para completar, o custo da mão-de-obra também disparou, subindo quase 10% em 12 meses. "Está tudo desequilibrado", sentencia.

     

     

    Baixa renda prejudicada

     

            A população de mais baixa renda será a principal prejudicada pelo repasse da alta dos materiais de construção para os preços dos imóveis.

     

     

     Nos 12 meses terminados em agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que corrige o valor dos empreendimentos e, em muitos casos, as prestações de contratos de financiamentos, atingiu 11,40%, quase triplicando em relação ao mesmo período do ano passado.

     

     

    "Estamos falando da classe média emergente do Brasil, a C e a D, justamente a que mais precisa de imóveis e na qual se concentra o grosso do déficit habitacional do país", diz Eduardo Aroeira, diretor executivo da Apex Engenharia, que está tocando cinco empreendimentos para famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil em Samambaia.

     

     

     

            A tendência, explica Aroeira, é de que parte desse público seja alijada do mercado.

     

     

     "Como o valor dos imóveis vai aumentar, as prestações ficarão maiores e não se encaixarão na renda disponível das famílias", afirma.

     

     

    Pelas regras de segurança do mercado, os compradores de imóveis podem comprometer, no máximo, 30% da renda com as mensalidades dos financiamentos. "Assim, se as prestações sobem mais do que o rendimento dos trabalhadores - que, ressalte-se, também está crescendo, mas em um ritmo bem menor do que o INCC -, muita gente não consegue comprovar capacidade de pagamento e é excluída do sistema", acrescenta.

     

     

            O aumento do valor dos imóveis também prejudica aqueles que recorrem a financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

     

     

    As famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil podem tomar empréstimos para a compra de moradias avaliadas em até R$ 130 mil. Nesse caso, os juros são de 8,5% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

     

     

     Em financiamentos para casas ou apartamentos acima desse valor, a taxa passa para 10,5% anuais acima da TR.

     

     

     

     Ou seja, um ponto percentual a mais de juros por ano que, mesmo diluído em contratos para pagamento em até 30 anos, pesa no bolso dos compradores.

     

     

    "Não tem jeito, qualquer 0,5% de juros a mais é um baque para quem financia a compra da casa própria", ressalta Rodrigo Nogueira, sócio-diretor da JCGontijo.

     

     

            A continuar esse movimento, de reajustes acima de 10% no valor dos imóveis, o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Adalberto Valadão, diz que a tendência não é somente de exclusão da população menos abastada do mercado.

     

     

    "Esse pessoal tende a ser empurrado para áreas cada vez mais distantes dos centros urbanos, onde os terrenos são mais baratos e podem viabilizar empreendimentos para esse público", destaca.

     

     

     No DF, particularmente, o terreno costuma representar até 50% do custo de um prédio. Isso ocorre por causa da escassez de áreas para moradia, que fez, por exemplo, o valor de um terreno de 900 metros quadrados em Samambaia saltar de R$ 196 mil, em setembro do ano passado, para R$ 590 mil agora - um aumento de 201%.

     

     

            Na opinião de Wildemar Demartini, diretor da incorporadora Lopes Royal, apesar de todos os transtornos do aumento dos materiais de construção, não há sinais de adiamento de lançamentos imobiliários.

     

     

    "A oferta e a demanda por imóveis em Brasília continuam aquecidas", diz.

     

     

    Leonardo Farias, diretor da JGM Brasil Brokers, é da mesma opinião.

     

     

     "O impacto do INCC não provocou desânimo nos compradores nem reduziu nossas vendas", frisa.

     

     

     Mas, para Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), todos os males da inflação de custos e de demanda que o mercado está enfrentando hoje serão percebidos em 2009. (VN e ES)

     

    Fonte: CBIC
    13-09-2008 | 12:09
    Impulsionada pelos investimentos feitos no país pelo setor privado, a indústria da construção civil cresceu 9,9% na comparação do segundo trimestre com igual período de 2007. Após o IBGE divulgar ontem o resultado do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), o setor pode rever para cima sua projeção de expansão neste ano - estimada em 10,2%.

     

    O desempenho do segundo trimestre deste ano é resultado principalmente das decisões de investimentos realizadas entre 6 e 18 meses atrás, avalia o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

     

    "A expansão do crédito para a habitação e os investimentos executados pela indústria, principalmente no segmento petrolífero, e pelo comércio explicam o resultado tão positivo do crescimento da construção civil no segundo trimestre deste ano e no primeiro semestre de 2008", afirma Eduardo Zaidan, diretor de economia do Sinduscon-SP.

     

    Na comparação dos primeiros seis meses deste ano com igual período de 2007, a expansão do setor foi de 9,4%. "O PAC contribui em parte para esse resultado, mas não foi o responsável em sustentar esse crescimento", diz. No ano passado, a construção civil cresceu 5%, segundo o IBGE. "Mas, como houve mudança na metodologia, nossa avaliação é que o setor cresceu 7,9%."

     

    As contratações também devem continuar em alta neste ano, seguindo o ritmo da construção civil. De janeiro a julho deste ano, foram contratados no país 271.441 trabalhadores com carteira assinada - alta de 103% no número de novas vagas em relação ao mesmo período de 2007, quando 133.757 pessoas foram admitidas.

     

    Para 2009, o setor já espera uma expansão menor. "As decisões de investimento devem levar em conta o impacto da inflação, com a pressão de custos na produção, na matéria-prima, além de haver mais dificuldades para o crédito, uma vez que os juros aumentaram. Esses fatores devem afetar o fôlego do setor", afirma Zaidan.

     

    Para João Crestana, presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação), o mercado imobiliário deve crescer entre 20% e 25% neste ano. "As condições de financiamento, com prazos mais longos e juros mais acessíveis, favoreceram principalmente os imóveis para a classe média, com valores de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Esse é o grande mercado que tem sustentado o crescimento do setor", diz.

     

    Crestana ressalta que os investimentos públicos ainda estão longe das cifras necessárias para diminuir o déficit habitacional do país -8 milhões de moradias. "Os recursos da poupança para a habitação devem chegar a R$ 26 bilhões. Os do FGTS, a R$ 10 bilhões. Mas os investimentos públicos, necessários para atender as classes menos favorecidas e mais necessitadas, devem chegar no máximo a R$ 3 bilhões."

     

     

    Fonte: Sinduscon-DF

    13-09-2008 | 12:09
    A Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SCO), do Ministério da Integração Nacional e o Banco do Brasil, juntamente com o Conselho de Desenvolvimento Agrícola de Mato Grosso (CDA) e o Conselho Estadual de Desenvolvimento Empresarial (CEDEM), se reuniram na manhã desta sexta-feira(12.09) para discutir as diretrizes e prioridades na aplicação dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) em Mato Grosso, para o exercício de 2009.

    A reunião foi realizada no auditório da Federação do Comércio do Mato Grosso (Fecomércio). Foram apresentadas sugestões para elaboração de propostas a serem incluídas na programação do FCO para o próximo ano, sempre considerando as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Centro-Oeste (PEDCO) e os Planos Regionais de Desenvolvimento. 

    Segundo o secretário de Desenvolvimento do Cen tro-Oeste, do Ministério da Integração Nacional, Totó Parente, de 2006 para 2007 a aplicação dos recursos do Fundo cresceram mais de 50%. “Em 2009 esperamos aumentar a aplicação desses recursos possam contribuir decisivamente para o progresso do Estado com a geração de emprego e renda, essa é uma determinação do Presidente Lula e do ministro Geddel Quadros Vieira Lima” relatou Parente .

    De acordo com o gerente de mercado do Banco do Brasil, Paulo Borges, existem R$ 423 milhões para financiamentos este ano. Cerca de 102 projetos estão em análise e os recursos já estão garantidos. “Informamos aos empresários que querem investir em qualquer atividade econômica que temos recursos na área empresarial e rural. E as operações de valor até 50 mil reais podem ser feitas na própria agência”, afirmou Borges.

    Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural, Neldo Egon, o FCO é uma ferramenta importante para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. “Noss o maior desafio é a realização do FCO Itinerante, levar a informação ao produtor onde ele estiver, pois, se no comércio já é difícil acesso aos recursos, imaginem no interior, devido as distâncias das agências, falta de projetistas capacitados e carência tecnológica. Já agora, após as eleições, nossa equipe estará se dirigindo aos municípios que ainda não foram contemplados e em 2009 nossa meta é aplicar 100% dos recursos disponíveis”, disse o secretário.

    Para lembrar a importância do FCO o secretário-adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), Rodrigues Palma, que foi deputado federal constituinte, responsável pela aprovação comentou que o fundo foi criado em 1988 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Centro-Oeste brasileiro. “Precisamos estar atentos na aplicação dos recursos do FCO e atingir 100% de investimentos no Estado”, observou.

    O FCO está vinculado ao Ministério da Integração Nacional e tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento econômico e social da Região Centro-Oeste.

    Participaram da reunião o diretor de Promoção de Investimentos da SCO, Frederico Vitório Valente, o coordenador do FCO Sérgio Chaves Lima, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Luiz Carlos Alécio, o superintendente de Política Agrícola (Seder), produtores rurais, empresários e economistas.

     

    Fonte: SICME
    13-09-2008 | 12:09
    O crescimento do PIB no segundo trimestre foi uma surpresa tanto para os analistas como para o governo. 

     

     A economia brasileira mostrou um vigor bem maior do que o previsto pela melhor das expectativas, seja de quem for.

     

     

     De abril a junho o Produto Interno Bruto avançou 6,1% em relação ao mesmo período de 2007.

     

     

     Nos 12 meses anteriores a junho, o produto subiu 6,6% e 1,6% ante ao primeiro trimestre do ano, todos índices já dessazonalizados.

     

     

     É a maior expansão para um primeiro semestre desde o bom ano de 2004. O crescimento do segundo trimestre, em termos anualizados, é o maior desde o início da série histórica do IBGE iniciada em 1996.

     

     

            O bom desempenho do PIB nesse período teve dois "donos": o agronegócio (que cresceu 3,8% ante o primeiro trimestre e 7,1% em relação ao período de abril a junho de 2007) e os investimentos, que expandiram 16,2% na comparação com o mesmo período de 2007, o 18 aumento trimestral consecutivo.

     

     

     Na relação com os 12 meses anteriores até junho, o salto foi de 15,5%.

     

     

    Como mostraram os técnicos do setor de Contas Nacionais do IBGE, essas duas conquistas também são as maiores desde 1996.

     

     

            A análise dos números do instituto revelam, no entanto, que toda essa expansão está essencialmente vinculada ao consumo das famílias, que avançou no segundo trimestre ao ritmo de 6,7% ao ano.

     

     

    Vale lembrar que o consumo interno aumentou pelo 19 trimestre consecutivo.

     

     

    Os técnicos do IBGE ponderaram que esse consumo está sustentado , primeiro, pelo expressivo aumento de 8,1% da massa salarial no segundo trimestre tanto quanto pelo aumento do crédito, que alcançou salto 32,9% no crédito ao consumidor.

     

     

     Os gastos do governo também cumpriram seu papel com o aumento de 5,3% nas despesas do setor público no período.

     

     

     Os analistas do instituto, no entanto, foram enfáticos: o PIB não subiria o que subiu sem o definitivo "empurrão" dos investimentos.

     

     

            Esse último item é, de fato, o ponto relevante.

     

     

     A Formação Bruta de Capital Fixo atingiu 18,7% do PIB no segundo trimestre, o maior índice desde 2000.

     

     

    O salto nos investimentos foi sustentado pelo avanço nos bens de capital e pela construção civil.

     

     

     O setor de máquinas e equipamentos cresceu 19,9% na taxa anualizada, referência junho, enquanto as importações do setor saltaram 51,2%, demonstrando de modo inequívoco a modernização do parque industrial brasileiro.

     

     

     Os analistas insistem também que esse grau de investimento acalma as preocupações maiores com a expansão do consumo.

     

     

            Porém, é preciso observar que o investimento brasileiro dependeu quase que totalmente da ação do setor privado, porque o setor público faz escolhas de despesas que, em absoluto não privilegia o investimento, apostando em gastos correntes crescentes.

     

     

    Os dados do IBGE exibiram bem esse fato.

     

     

    O consumo do governo cresceu 5,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, explicou que o consumo do governo, que inclui a administração direta, compreende os salários e os gastos de custeio na provisão de serviços, mas não os investimentos do setor público em infra-estrutura, por exemplo.

     

     

     É exatamente por esse motivo que o PIB avança, os gastos do governo com salários do funcionalismo ajudam muito nessa expansão, mas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) seguem no conhecido ritmo lento.

     

     

     

            É fato que a continuidade e ritmo de investimentos, o País ampliou a capacidade de crescimento sem gerar descontroladas pressões inflacionárias.

     

     

    Essa visão, no entanto, não é compartilhada pela maioria dos integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom), que anteontem elevou em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juro, pela quarta vez consecutiva.

     

     

     

     É verdade que três dos oito diretores do Banco Central que integram o Copom preferiam uma avanço mais comedido nos juros.

     

     

     Essa divisão confirma que o governo precisa avaliar melhor onde está o seu próprio nó. Enquanto o setor privado investe, aumentando o potencial da capacidade instalada, o governo acentua a pressão dos juros para colocar um torniquete no consumo.

     

     

    Ao mesmo tempo não investe no que é sua função primeira: garantir logística de energia ou transporte para que o setor privado potencialize o investimento que fez, ampliando espaço inclusive no mercado externo.

     

     

     

     Sem resolver esse nó, o PIB até avança, mas em padrões bem inferiores ao alcançado pela concorrência das demais economias emergentes.

     

    Fonte: CBIC
    13-09-2008 | 12:09

    A alta acumulada acima de 20%, em 12 meses, dos preços de materiais básicos de construção, sendo alguns acima de 30%, está provocando o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de execução de obras públicas e privadas das construtoras, "podendo, inclusive, inviabilizar as obras do PAC", afirmou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. "Será preciso rever os contratos já acertados e reavaliar o valor das licitações", completou. Watanabe explicou que os empresários do setor da construção civil têm o dever de rechaçar aumentos especulativos das matérias-primas "e apoiar as ações dos fabricantes de materiais de construção, na ampliação de sua capacidade produtiva".

     

    Mesmo assim, na próxima semana o setor deve negociar com o Ministério da Fazenda alterações tributárias, como a redução da alíquota de importação de materiais de construção, para compensar o aumento do preço interno. De acordo com o Sinduscon-SP, nos primeiros sete meses de 2008, dos R$ 16,5 bilhões autorizados, apenas, pouco mais de R$ 0,5 bilhão foi pago. "O programa ainda não deslanchou. Isso precisa mudar".

     

    Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que passados mais de oito meses do ano, o ritmo de aplicação em obras do PAC ainda é lento. Dos quase R$ 18 bilhões previstos em orçamento, apenas R$ 6,8 bilhões foram efetivamente desembolsados, incluindo os "restos a pagar". Em termos de empenhos, o governo federal comprometeu R$ 8,5 bilhões esse ano, o que equivale a 47% do montante autorizado. Especificamente em agosto, o ritmo dos empenhos foi acelerado. Segundo o Siafi, os órgãos públicos, excluindo as empresas estatais, desembolsaram quase R$ 1,7 bilhão em agosto.

     

     

    Fonte: NTC e logística
    13-09-2008 | 12:09
    A falta de cimento no Nortão está prejudicando o ritmo de obras residenciais e comerciais em vários municípios. Conforme Só Notícias informou ontem, em Nova Mutum falta cimento e várias obras estão andando a passos lentos. Situação semelhante ocorre em Sorriso, onde a maioria das lojas também está sem cimento, comprometendo o setor da construção civil. E o pior, junto com a escassez da matéria-prima vem o aumento dos preços, em Mutum está na casa dos R$ 27 e em Sorriso a média é de R$ 25 a saca.

    O gerente de uma loja, José Carlos, disse ao Só Notícias que “a fábrica em Nobres informa que passou por problemas em um dos fornos e demora estabilizar a produção”. Outra situação apontada pelo gerente é a crescente demanda. “A procura por cimento aqui em Sorriso vem aumentando há vários meses seguidos”, declarou.

    A situação não se restringe apenas a Mato Grosso. As vendas no mercado brasileiro atingiram 33,297 milhões de toneladas nos primeiros oito meses do ano, crescimento de 14,97% em relação ao observado entre janeiro e agosto de 2007, quando foram vendidas 28,961 milhões de toneladas de cimento no país.

     

    Fonte: Só notícias
    13-09-2008 | 12:09
    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que uma possível discussão para mudanças na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física só aconteceria depois de aprovada a reforma tributária.

    A declaração foi dada nesta sexta-feira (12) em meio a um comentário de reportagem publicada na revista inglesa The Economist, que diz que o Brasil é o país da classe média. Em relação à publicação inglesa, ele disse que o objetivo do governo é melhorar ainda mais a ascensão social. "O País está indo muito bem, está criando mobilidade social, de modo que a classe média hoje é a classe dominante", afirmou, segundo a Agência Brasil.

    O que acontece, atualmente, é que a tributação indireta, que incide sobre o consumo, tem peso maior na carga tributária do que a tributação direta, que incide sobre patrimônio e renda. Tudo isso torna o sistema tributário regressivo, onerando mais as pessoas de menor poder aquisitivo.

    Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a situação só irá se inverter quando os tributos diretos superarem os indiretos. Para isso, o instituto defende a ampliação das duas faixas de tributação existentes para uma tabela com 12 faixas pagantes, com o tributo incidindo mais sobre as pessoas com maior poder aquisitivo. Haveria uma primeira faixa com alíquota de 5% para rendimentos mensais entre R$ 1.257 e R$ 2.000, crescendo progressivamente.

    A faixa intermediária, por exemplo, teria alíquota de 27,5% e incidiria sobre rendimentos entre R$ 6.500 e R$ 8.000. A última faixa de tributação, de 60%, seria para pessoas com renda mensal acima de R$ 50 mil.

    Outra proposta

    Um projeto de Lei 3.089/08, dos deputados Luciana Genro (RS), Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP), todos da bancada do Psol, prevê alíquotas que variam de 5% a 50%.

    A proposta, que tramita em caráter conclusivo na Câmara dos deputados, será analisada pelas comissões de Finanças e tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Segundo a Agência Câmara, caso seja aprovada e sancionada, entrará em vigor já em 2009.

    O projeto aumenta a faixa de isenção do IR de R$ 1.372,82 para R$ 1.904,85 e amplia o número de alíquotas de duas para sete, a partir do próximo ano. Além disso, a dedução por dependente da renda tributável passa de R$ 137,99 para R$ 191,47, sendo que as deduções totais saltam para R$ 3.596,96 ao ano por pessoa.

     

     

    Fonte: Só noticias
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