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Sábado, 22 de Julho de 2017
NOTÍCIAS
    29-07-2008 | 12:07
    O ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) teve queda de 0,7% em julho ficando em 120,8 pontos (sem ajuste sazonal), contra 121,6 no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

    Segundo a FGV, o dado geral mostra que "a indústria mantém-se aquecida, mas com um ritmo de atividade um pouco menos intenso que o registrado no segundo semestre de 2007".

    Na comparação sem ajuste sazonal, o ISA (Índice da Situação Atual) passou de 125,8 pontos em junho para 123,7 neste mês, enquanto o IE (Índice de Expectativas) teve ligeira elevação, indo de 117,4 em junho para 117,9 neste mês. Com ajuste sazonal, feita entre dados referentes a abril e a este mês, o índice geral subiu de 116,4 para 120,1 pontos. No mesmo período, o ISA passou de 123,8 para 126,7 pontos (em julho do ano passado, o índice foi de 126,4 pontos) e o IE subiu de 108,9 para 113,4 pontos (abaixo dos 115,6 pontos do mesmo período de 2007).

    Entre abril e julho deste ano, a parcela de empresas que avaliam a situação geral atual dos negócios como boa subiu de 31,1% para 40,2%; já a proporção das empresas que a consideram fraca também aumentou, de 6,3% para 7,6%.

    Em relação aos próximos seis meses, os empresários se mostram mais cautelosos ao avaliar a situação dos negócios. Das 1.042 empresas consultadas, 56,9% esperam melhora e 7,2%, piora. Em abril passado, os números foram semelhantes, mas em julho de 2007 o resultado havia sido bem mais favorável, com proporções de 62,9% e 4,2%, respectivamente.

    A coleta de dados para a pesquisa de julho foi realizada entre os dias 1º e 25 deste mês. Fonte: Folha on-line
    29-07-2008 | 12:07
    O governo informou que foi publicada nesta segunda-feira (28), no Diário Oficial da União (DOU), a inclusão de 141 novos produtos na lista ex-tarifários, que conta com tarifa de importação reduzida pelo fato de não haver produção similar na região do Mercosul. A inclusão dos produtos foi aprovada na última quinta-feira (25) pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). Com a medida, as tarifas de importação para esses produtos ficam reduzidas de 14% para 2% até o dia 31 de dezembro de 2008.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, os investimentos globais e os relativos às importações de equipamentos vinculados aos 141 ex-tarifários somam US$ 2,385 bilhões. Os principais setores beneficiados com a medida foram: papel e celulose (20,19%), têxtil (15,82%), siderúrgico (11,02%) e autopeças (10,62%).

    O Ministério do Desenvolvimento estima que a medida vá gerar importações de US$ 311 milhões, o que contribuiria para aumentar, ainda que de forma pequena, o desequilíbrio das contas externas brasileiras em um primeiro momento. Nos próximos anos, como as máquinas e equipamento serão utilizadas na produção, podem contribuir para aumentar as vendas ao exterior e a oferta de produtos e serviços dentro do país.

    A relação de 141 novos produtos na lista de ex-tarifários, segundo informou o Ministério do Desenvolvimento, corresponde a 134 bens simples (de apenas um maquinário ou equipamento) e 7 de sistemas integrados (um conjunto de máquinas ou equipamentos).

    Ex-tarifário

    O regime Ex-tarifário é um mecanismo disponibilizado pelo Governo Federal para reduzir temporariamente o Imposto de Importação sobre as categorias de produtos, quando não houver produção nacional ou similar do bem importado na produção da indústria nacional.

    Desde julho de 2001, quando o regime entrou em vigor, a julho deste ano, foram concedidos 6.472 ex-tarifários, que somam mais de US$ 77 bilhões em investimentos globais em todo território brasileiro. Atualmente, encontram-se em vigor 2.691 ex-tarifários, dos quais 2.539 são simples e 152 integram o de sistemas integrados.

     

    Fonte: FIEMT
    29-07-2008 | 11:07
    O Governo do Estado, através da Secretaria de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs) realiza nesta terça e quarta-feira (29 e 30.07), no município de Lucas do Rio Verde, a Capacitação para Coordenadores e Operadores dos Centros de Referencia Especializados de Assistência Social – CREAS do Estado de Mato Grosso. O evento acontece no Hotel Terras Park, a partir das 08h30.

    Vários temas serão discutidos, como as políticas públicas para enfrentamento à violência sexual, o papel do Ministério Público de Mato Grosso frente às questões da criança e do adolescente, pontos vulneráveis ao tráfico e exploração sexual e infanto-juvenil na BR 163, além da atuação técnica dos operadores do CREAS referente à dinâmica de atendimentos frente às demandas, na realização das ações junto às famílias atendidas, na realização das ações junto às famílias atendidas e nos acompanhamentos referente às medidas sócio-educativas em meio aberto.

    A capacitação abrangerá 30 municípios de Mato Grosso que possuem unidades do CREAS. “O intuito é orientar essas localidades a seguirem o que direciona a Política Nacional de Assistência Social, por isso, cabe ao Governo do Estado apoiar tecnicamente, capacitar e coofinanciar ações neste sentido”, reforçou o superintendente de Assistência Social da Setecs, Ricardo Augusto Moreira da Silva.

    Após a capacitação do CREAS já está programada a Capacitação Estadual para Técnicos e Coordenadores do Programa de Atenção Integral à Família – PAIF, que será realizada nos dias 12 e 13 de agosto, no município de Pontes e Lacerda.

     

    Fonte: Secom-MT
    29-07-2008 | 11:07
    Os juros cobrados pelos bancos subiram nas principais modalidades de crédito para pessoa física no mês de junho. Segundo a pesquisa mensal de juros do Banco Central divulgada nesta terça-feira, houve alta nas taxas do cheque especial, empréstimo pessoal e aquisições de veículos.

    Na média, os juros passaram de 47,4% para 49,1% ao ano, a maior taxa desde abril de 2007. No final do ano passado, a taxa ao consumidor chegou a cair para 33,8% ao ano, mas voltou a subir em 2008, atingindo o pico no mês de junho.

    No cheque especial, a taxa passou de 157,1% para 159,1% ao ano entre maio e junho. A maior taxa registrada até hoje no cheque especial foi verificada em julho de 1994 (294% ao ano). No empréstimo pessoal, a taxa subiu de 48,4% para 51,4% ao ano. Na aquisição de veículos, passou de 30,6% para 31,1% ao ano.

    Parte desse movimento se deve ao aumento da taxa básica de juros, que começou o ano em 11,25% e chegou a 13% ao ano na semana passada. Outra parte se deve ao spread bancário (a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes).

    Do aumento de 1,7 ponto percentual nos juros para pessoa física no mês, 1,2 ponto percentual se refere ao spread e 0,5 ponto ao aumento dos juros.

    A alta dos juros também foi influenciada pelas novas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) instituídas neste ano para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

    Em relação à inadimplência (superior a 90 dias) para pessoa física, a taxa caiu 0,4 ponto percentual, para 7%.

     

    Empresas

    Os juros das empresas apresentaram queda no mês de junho, de 26,9% ao ano para 26,6%. A taxa geral (pessoa física + jurídica) passou de 37,6% para 38% ao ano.

    Houve redução também do spread bancário para pessoa jurídica, de 0,6 ponto percentual, para 13,9 pontos. O spread geral (considerando também o crédito pessoa física) ficou estável em 24,5 pontos percentuais.

    A inadimplência ficou praticamente estável, a 1,7%.

     

    Fonte: Folha on-line
    29-07-2008 | 11:07
    As remessas de lucros e dividendos tiveram em junho mais um mês de desempenho acima das expectativas e encerraram o primeiro semestre de 2008 com um montante superior aos ingressos de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), aqueles voltados para o setor produtivo. No primeiro semestre, as remessas das filiais brasileiras às suas matrizes no exterior atingiram o recorde de US$ 18,99 bilhões, quase o dobro do que em igual período do ano passado. Enquanto isso, os investimentos estrangeiros somaram US$ 16,70 bilhões.

    Nos primeiros seis meses de 2007, a situação era diferente: o investimento superava as remessas com folga. De janeiro a junho do ano passado, o IED de US$ 20,85 bilhões foi mais que duas vezes superior ao volume de remessas. Mesmo se forem descontados os cerca de US$ 7 bilhões atípicos em junho do ano passado, relativos à fusão das siderúrgicas Arcelor e Mittal e da venda da Serasa, o IED dos seis primeiros meses de 2007 ainda superaria os US$ 9,81 bilhões de remessas de lucros e dividendos daquele período.

    O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, explicou que as remessas sobem por conta da combinação de maior lucratividade das empresas, câmbio valorizado e problemas das empresas em suas matrizes, que estimulam remessas maiores das filiais mais lucrativas. Ele disse esperar alguma "acomodação" desse envio de recursos nos próximos meses, pois as multinacionais tradicionalmente remetem mais lucros no primeiro semestre.

    Lopes destacou que a maior participação das remessas e lucros no resultado das contas externas mostra "uma mudança estrutural" no balanço de pagamentos brasileiro - que registra todas as operações do País com o exterior. Para ele, a mudança é positiva, pois com o novo perfil é mais fácil fazer um ajuste nas contas, já "que lucro só se remete quando tem lucro".

    Ele lembrou que o perfil anterior do balanço de pagamentos tinha maior peso dos juros. Com ou sem expansão da economia, essa despesa existiria, ou seja, era um gasto rígido. "Essa (nova) estrutura do balanço de pagamentos é positiva e financiável", disse.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    29-07-2008 | 11:07
    O real já acumula 124,2% de valorização frente ao dólar desde o início do governo Lula. Segundo levantamento feito pela empresa de informações financeiras Economática, a moeda brasileira teve o maior avanço entre países da América Latina e União Européia, no período que vai de 31 de dezembro de 2002 a 25 de julho de 2008. A segunda maior valorização da amostra ficou com a Colômbia, de 61,6%, metade da verificada no Brasil.

    Nem o euro conseguiu bater o real no período. A moeda da União Européia aumentou o seu valor em 50% em relação ao dólar norte-americano. Conforme o levantamento, a única moeda que apresentou desvalorização foi o bolívar venezuelano, cuja queda foi de 34,7%. Em 2008, porém, o campeão de valorização foi o peso colombiano, que até este mês acumula alta de 13,6% ante 12,5% do real. O euro aumentou 6,9% seu valor.

    Na avaliação de especialistas, pelo menos no curto prazo não há expectativa desse cenário ser revertido. Com a economia americana enfraquecida e juros baixos, os investidores têm procurado outras opções mais rentáveis de aplicações, especialmente em moedas de países emergentes. O economista da Austin Rating, Alex Agostine, diz que, apesar do mercado mais turbulento, a liquidez do mercado internacional ainda é grande.

    Ele destaca que o governo federal já tentou no primeiro trimestre do ano conter a valorização do real frente ao dólar. As medidas, no entanto, não surtiram o efeito desejado. Na época, o dólar estava cotado na casa de R$ 1,71. Hoje (28) estava em R$ 1,57.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    29-07-2008 | 11:07
    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou que o governo não abre mão do controle da inflação e que, se for necessário, outras medidas podem ser implementadas além do aperto monetário adotado pelo Banco Central. "Até sei quais medidas poderiam ser adotadas, mas não vou falar. Prefiro esperar para ver qual é o impacto do aumento dos juros sobre a inflação. Já há sinais de que existe uma redução dos índices de preços. É preciso aguardar o efeito do primeiro remédio, pois, se funcionar, não será preciso adotar outro", declarou, após participar de evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP).

     

    Na avaliação de Jorge, o movimento de alta de juros implementado pelo BC em abril, que acelerou o ritmo de elevação da Selic de 0,50 ponto porcentual para 0,75 ponto percentual na semana passada, não deve provocar uma desaceleração dos investimentos no país.O ministro citou que o Brasil está registrando um ciclo de ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo que não é registrado há 20 anos e que conta com investimentos volumosos como, por exemplo, US$ 112 bi da Petrobras até 2012, US$ 20 bi pelas indústrias automobilísticas e fabricantes de autopeças nos próximos 3 anos, e US$ 6,6 bi pela Suzano até 2015.

     

    Fonte: Gazeta digital
    28-07-2008 | 12:07
    Poucos sabem disso, mas o Brasil possui há três meses um poderoso instrumento que pode ajudar muito na ampliação e melhoria da infra-estrutura do país. Trata-se do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Ele nasceu grande, com R$ 5 bilhões já integralizados pelo FGTS e comprometidos com projetos em áreas que necessitam de recursos pesados.
     
    Agora, mais do que nunca, esse tradicional provedor de recursos para o financiamento de habitação popular, saneamento ambiental e infra-estrutura urbana em todo o Brasil, o FGTS, com a criação desse fundo de investimento, amplia sua área de atuação, passando a financiar a infra-estrutura de base. O desafio, aqui, não é pequeno. De acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base, o Brasil precisa de R$ 108,4 bilhões de investimento em infra-estrutura por ano, ao longo de uma década, sem interrupção, para evitar que as deficiências nos sistemas de energia, transporte, saneamento e telecomunicações se transformem em gargalos ao crescimento econômico. E é nessas áreas que o FGTS também passa a atuar.
     
    O FI é mais um marco na história do FGTS. Depois de atravessar uma fase de instabilidade no início dos anos 90, provocada por aplicações que geraram dramáticos prejuízos, o Fundo de Garantia passou por uma profunda reestruturação financeira, de governança e de processos, alcançando hoje uma sólida capacidade de investimento.
     
    A partir de maio, quando foi regulamentado e passou a operar, o novo fundo surgiu com características próprias: foi idealizado para atuar de forma complementar às operações tradicionais do FGTS. Seus investimentos se dão em outras esferas, no intervalo existente entre as atuais fontes de crédito direcionado e as estruturas de mercado em project finance, que operam com taxas de juros mais onerosas. Nesse sentido, por dispor de taxas e prazos compatíveis com os investimentos em infra-estrutura, o caminho natural é que ele se constitua como um regulador desse mercado.
     
    Por ter origem em recursos privados - provenientes dos trabalhadores brasileiros -, o FI-FGTS está subordinado às regras de mercado e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
     
    Muitos cuidados o cercam, garantindo a prudência do investimento e a efetividade das aplicações. O seu regulamento prevê, entre outras ações mitigadoras de risco, a limitação de investimento por setor e tomador e a aprovação prévia de cada projeto por um comitê de investimento, que analisa as propostas dando prioridade aos que geram mais emprego e renda.
     
    Nesses três primeiros meses de atuação do FI-FGTS, a demanda por recursos tem sido elevada - já existe uma significativa carteira de projetos em análise.
     
    Essa situação levará a Caixa Econômica, como operadora do FGTS, a solicitar ao Conselho Curador novo aporte para o fundo até o limite de R$ 17,1 bilhões.
     
    É importante lembrar, no entanto, que o novo fundo nasceu para atuar como investidor e não como mero repassador de recursos - especialmente por ser um fundo de caráter privado. Seus administradores agora buscam parceiros que sigam rigorosamente as regras definidas na legislação que o criou. Seu melhor parceiro, no futuro, poderá ser o BNDES, reconhecido por ter a carteira de projetos mais importante do país e indiscutível capacidade de análise.

     

    Opinião - Wellington Moreira Franco, vicepresidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal e foi governador do Rio.

     

    Fonte: CBIC
    28-07-2008 | 12:07
    Com a retomada do mercado imobiliário em meados de 2005, quando a Bolsa de Valores de São Paulo listou a primeira empresa do setor, as linhas de crédito aumentaram, os prazos dos financiamentos se estenderam e as taxas de juros caíram. Iniciou-se uma verdadeira explosão de lançamentos para todas as faixas de renda e, com isso, os empreendimentos mais antigos tornaram-se menos atraentes aos olhos do comprador.
     
    Levados também pelo forte crescimento urbano registrado nos últimos anos e que impulsionou os moradores das grandes metrópoles a passarem mais tempo em casa, preocupados com a violência e com o intenso tráfego, os imóveis usados só viram seu valor de mercado e suas vendas despencarem. Somente em São Paulo, a venda deste tipo de imóvel, em maio desse ano, registrou uma retração de 13,01% reforçando o histórico de queda.
     
    Enquanto isso, entre os lançamentos, os itens de lazer tornam-se fundamentais na decisão da compra. Surgiram os condomínios clube com varandas gourmets, academias, garage band, bosque privativo, piscina com ondas artificiais, pipi dog, entre outras opções que ameaçam a atratividade dos imóveis idealizados quando ainda podia-se brincar de pega-pega pelas ruas.
     
    Assim, com a dificuldade de aumentar a área comum dos empreendimentos, os proprietários e interessados em trocar de imóvel aderiram ao que se chama de lifting construtivo, ou seja, elevar a atratividade do empreendimento para que seu valor de mercado seja mantido ou até mesmo aumentado.
     
    Muitos condomínios erguidos nas primeiras regiões paulistanas a se verticalizarem como Jardins, Centro, Higienópolis e Pinheiros já foram submetidos à "cirurgia plástica" imobiliária e sofreram uma verdadeira repaginação que os devolveu ao mercado.
     
    Contudo, a opção pelo lifting não é tarefa das mais fáceis, visto que envolve a decisão de muitos proprietários e a prática não é tão difundida por aqui quanto em mercados maduros, como o americano e europeu.
     
    Para não haver problemas na hora da elaboração e execução do projeto, é importante levar-se em consideração alguns cuidados como, por exemplo, a contratação da empresa responsável pela mão-de-obra e a finalidade da repaginação.
     
    É comum deparar-se com empreendimentos bem localizados, com espaçosos apartamentos, mas sem varanda, sem área de lazer, com guaritas que não fazem mais sentido ou ainda uma piscina em local que deixou de receber a luz do sol e por isso é pouco utilizada.
     
    A solução tem sido o investimento em adaptações que podem vir desde a construção de uma estrutura que trará a tão deseja varanda, a compra do terreno vizinho como forma de ampliar a área de lazer ou a instalação de uma cobertura e aquecedor que trará de volta a piscina para o dia-a-dia do condomínio.

    O CUSTO DE NÃO REFORMAR

    Todas estas soluções, sem dúvida, farão com que o imóvel receba um novo fôlego dentro do mercado já que, hoje, alguns itens de lazer tornaram-se commodities e quem não aderir à onda será levado por ela. O fato é que mais do que arrumar a fachada e aparar a grama, os empreendimentos que não se atualizarem com a demanda do mercado, estão fadados a verem seu valor venal despencar e o investimento para uma retomada na valorização subir a patamares incompatíveis à vida financeira do condomínio.

     

    IMÓVEIS - Renê Braga, engenheiro responsável da Spazio K, empresa do Grupo Kauffmann

     

    Fonte: O Estado de S.Paulo  
    28-07-2008 | 12:07
    O aumento da inflação e da taxa básica de juros assusta, mas ainda não compromete os novos investimentos voltados para a classe C, avaliam especialistas ouvidos pela Folha.
     
    Segundo Sérgio Watanabe, presidente eleito do Sinduscon-SP, o PIB da construção civil deve crescer este ano cerca de 10%.
     
    "Não acreditamos que será muito diferente disso. A menos que a inflação continue a se acelerar", disse.
     
    Para Flavio Prando, vice-presidente do Secovi-SP, se houver impacto, ele não ocorrerá este ano. "A inflação poderia afetar a TR [Taxa Referencial], o índice de correção das prestações, mas a fórmula de cálculo atenua muito o impacto. Não vejo no horizonte como possa prejudicar o segmento", afirmou Prando.
     
    Dados da Caixa Econômica Federal mostram que, até 19 de junho, os financiamentos para habitação somaram R$ 7,6 bilhões em mais de 131 mil operações. As operações para pessoas com renda familiar de até dez salários mínimos foram da ordem de R$ 2,6 bilhões. No ano passado, os financiamentos para pessoas com renda familiar de até cinco mínimos somaram cerca de R$ 5,5 bilhões.
     
    Segundo Teotonio Rezende, consultor de Habitação da Caixa, há perspectiva de resultados maiores nos próximos meses. "Temos uma demanda de 100 mil unidades que ficou represada e deve ser atendida no segundo semestre. Fazemos parcerias com Estados e municípios, onde eles entram com infra-estrutura ou serviços em operações de grande escala."
     
    Para ele, o país tem três desafios nessa área: adaptação da construção civil para o fornecimento de imóveis de qualidade e baixo custo, criação de financiamento por bancos privados capaz de atender a demanda da baixa renda e oferta de subsídio com foco adequado.

     

    Fonte: CBIC
    28-07-2008 | 12:07
    Cerca de 185 mil beneficiários do Programa Bolsa Família serão capacitados em áreas da construção civil a partir de setembro, em 12 regiões metropolitanas do país. Os cursos vão formar profissionais em ocupações como pintor, azulejista, encanador, carpinteiro, mestre de obras, operador de trator, eletricista e gesseiro.

    As propostas dos cursos começam a ser apresentadas hoje (28) aos gestores do Bolsa Família, inicialmente nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Esses gestores vão receber informações sobre os cursos para poderem orientar os beneficiários durante a capacitação.

    Segundo a diretora de Gestão do Bolsa Família, Camile Mesquita, a idéia é, depois da capacitação de aproximadamente 200 horas, contratar os beneficiários para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    "Desde o início do Programa [Bolsa Família] a gente tem buscado trabalhar com a articulação de outras políticas públicas para desenvolver capacidades de beneficiários do Programa".

    A diretora afirmou que essa é a primeira ação de maior escala, mas o programa tem outras iniciativas, como a ampliação de escolaridade dos beneficiários, por meio de uma articulação com o Brasil Alfabetizado, ações de microcrédito e de inclusão bancária.

    "Com isso, o Programa passa a atuar de forma também importante, na redução das desigualdades sociais, levando oportunidades para todas essas famílias que são mais vulnerabilizadas e mais pobres".

     

    Fonte: Olhar direto
    28-07-2008 | 12:07
    Expectativa do mercado é que o IPCA some 6,58% em 2008, acima do teto de 6,50%.
    Mercado estima que juros subirão 0,25pp em setembro, para 13,25% ao ano.

    A projeção do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2008 continua avançando e, na última semana, subiu de 6,53% para 6,58%, ou seja, acima do teto do sistema de metas de inflação deste ano, que é de 6,50%.

    A estimativa do mercado é fruto de pesquisa realizada pelo BC com as instituições financeiras divulgada nesta segunda-feira (28). Para 2009, a projeção do mercado é que o IPCA fique em 5%, mesma estimativa da semana anterior.

    Caso a inflação oficial fique acima do teto da meta de 6,50% em 2008, o presidente do BC, Henrique Meirelles, terá de escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicando as razões que levaram ao descumprimento da meta. A carta deverá conter ainda as providências que serão tomadas para assegurar o retorno da inflação às metas e o prazo no qual se espera que isso poderia acontecer. A última vez que a meta de inflação foi descumprida foi em 2003, quando o IPCA somou 9,30%, para um teto de 6,5% do sistema de metas.  

    Metas de inflação

    Para 2008 e para o próximo ano, a meta central de inflação do governo é de 4,50%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja oficialmente descumprida.

    A projeção do mercado para o IPCA deste ano está, portanto, bem acima da meta central de inflação e também do teto de 6,50%. Em 2009, está um pouco mais alta do que o centro da meta de 2009 - embora ainda esteja dentro do intervalo de tolerância fixado nos dois anos. Se o BC julga que a inflação não está compatível com a trajetória das metas, opta por elevar os juros para conter a procura por bens e serviços.  

    Juros

    O mercado financeiro manteve a estimativa de que os juros básicos da economia, determinados pelo Banco Central, fecharão o ano de 2008 em 14,25% ao ano na semana passada. Entretanto, para a próxima reunião do Copom, colegiado responsável pela definição dos juros, que está marcada para setembro, a projeção dos analistas é de que a taxa Selic, atualmente em 13% ao ano, passe para 13,25% ao ano. Ou seja, o mercado acredita, pelo menos até o momento, que o BC, depois de efetuar o maior aumento de juros desde 2003 na semana passada, de 0,75 ponto percentual, subirá menos os juros em setembro.

     

    Já em outubro deste ano, segundo o mercado, os juros subiriam para 13,75% e, em dezembro, para 14,25% ao ano. Em janeiro de 2009, passariam, ainda, para 14,75% ao ano e, no decorrer do ano que vem, seriam reduzidos chegando a 14% ao ano no fim de 2009. Para o fim do ano que vem, a projeção do mercado para os juros passou de 13,75% para 14% ao ano na semana passada. Deste modo, o mercado acredita, também, em uma queda menor nos juros no ano que vem.  

    Dólar

    A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio é de que ela termine este ano em R$ 1,63, ou seja, a mesma da projeção da semana anterior. Para o fim de 2009, a estimativa dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 1,74 para R$ 1,75 por dólar.  

    PIBOs analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central mantiveram a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano em 4,80% na última semana. Para 2009, a projeção do mercado para o crescimento econômico caiu de 4% para 3,90%.  

    Balança comercial e investimentos diretos

    A projeção do mercado financeiro para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) de 2008 subiu de US$ 22,6 bilhões para US$ 22,7 bilhões na última semana. No início deste ano, os analistas ouvidos pelo Banco Central projetavam superávit de US$ 31,9 bilhões para a balança comercial em 2008. Para o ano de 2009, a estimativa do mercado para o saldo comercial foi mantida estável em US$ 15 bilhões.

    No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado financeiro para o ingresso de 2008 subiu de US$ 33 bilhões para US$ 34 bilhões na última semana. Para 2009, a projeção foi mantida em US$ 30 bilhões.

     

    Fonte: G1
    28-07-2008 | 12:07

    Condomínios fechados, com segurança e lazer, que incluem piscina, pista de corrida, espaço gourmet, "fitness center" e brinquedoteca, não estão mais restritos às residências das famílias de renda mais alta.

    Em tempos de crédito farto, as construtoras estão adaptando os grandes condomínios e bairros planejados para caber no bolso da classe C.

    Segundo André Vieira, diretor-executivo da construtora Tenda, focada no segmento popular, a maior oferta de serviços é resultado da exigência da própria classe C, que ampliou seu horizonte de compras de acordo com o alongamento dos prazos do crédito. Primeiro, esses consumidores financiaram eletrodomésticos, depois carros e, por fim, imóveis. O prazo de pagamento hoje pode ser de até 25 ou 30 anos.

    Com o aumento do consumo e do interesse das construtoras nessa fatia do mercado, aumentaram as ofertas de condomínios e prédios com um leque maior de serviços.

    De olho nesse filão, as construtoras com tradição no mercado de classe média e alta criaram empresas específicas para o setor de imóveis econômicos e supereconômicos. Dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) indicam um déficit habitacional da ordem de 8 milhões de unidades no país.

    É o caso da RJZ Cyrela, que criou a Living, braço voltado para as classes C e D, "que se sentem mais seguras para fazer investimentos de longo prazo", diz Rogério Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela.

    A oferta de segurança e lazer é uma forma de compensar o maior comprometimento da renda com o pagamento das prestações. "O impacto do custo com a construção de quadras esportivas e piscina é pequeno porque é dividido entre muitas unidades", afirma Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação).

    Dois ou três dormitórios

    O conceito de imóvel para a classe C varia muito segundo cada empresa, mas de modo geral tem dois ou três dormitórios e preço que varia de R$ 50 mil a R$ 120 mil, de acordo com as empresas ouvidas pela Folha.

    As unidades foram ficando compactas e "o lazer passou a ser um ponto fundamental. Daí o sucesso do conceito condomínio clube", diz Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). Há apartamentos de dois quartos à venda com até 46 metros quadrados.

    Em alguns casos, as empresas não constroem condomínios, mas bairros inteiros. É o caso da Bairro Novo, joint venture da Gafisa e da Odebrecht em Cotia (SP), empreendimento com 450 mil metros quadrados, área equivalente a cerca de 58 gramados do Maracanã.

    "Atuar nesse mercado exige industrialização de processos para reduzir custos. Usamos uma tipologia padrão, o que aumenta a produtividade", diz Marcelo Moacyr, diretor de construção. Moacyr destaca que os bairros planejados exigem áreas próximas a grandes centros. "Trabalhamos com módulos de 500 unidades. Em alguns lugares estamos construindo verdadeiras cidades, como em Camaçari (BA)."

    A gerente de farmácia Maria Aparecida de Souza, 43, investiu suas economias em uma das casas em Cotia. "Estava procurando um imóvel, mas não queria comprar usado. Além disso, queria morar em casa, não gosto de apartamento. O fato de ser um bairro planejado pesou na decisão. Quero ter o prazer de falar: isso aqui é meu", disse. Ela financiou a casa em 25 anos e deve recebê-la em dezembro.

     

    Fonte: Folha on-line
    28-07-2008 | 12:07
    A intensificação no processo de aumento da taxa básica da economia vai elevar ainda mais a atratividade de aplicações financeiras que acompanham a oscilação dos juros. Fundos DI e de renda fixa, CDBs e títulos públicos, que já têm se destacado no ano, podem se tornar ainda mais rentáveis.

    Na outra ponta, o mercado acionário atravessa um momento bastante turbulento, com perdas substanciais nas últimas semanas. Os analistas não podem afirmar com precisão se a Bovespa ainda vai cair muito. Mas, de qualquer forma, há quem defenda que as quedas recentes têm aberto boas oportunidades para comprar ações, que ficaram baratas.

    No acumulado deste ano, as aplicações de renda de fixa já são destaque de rentabilidade, com ganhos médios acumulados acima dos 6%. Já a Bovespa sofre com desvalorização superior a 10%.

    "Para quem tem dinheiro novo para aplicar, em meio a essa volatilidade que está na Bolsa, creio que a tendência é acabar por preferir a renda fixa. Investir em juros é muito mais confortável neste momento, pois as taxas, que já estão altas, vão subir ainda mais", afirma Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper.

    A taxa Selic, referência para os juros praticados no mercado, foi elevada de 12,25% para 13% ao ano na semana passada. O mercado prevê que a Selic possa alcançar 15% até o fim do ano. Nesse cenário, os juros pagos por CDBs e fundos de renda fixa e DI tendem a crescer.

    Cintra destaca que pode ser interessante para o investidor pensar em CDBs e títulos públicos, que podem ser comprados via Tesouro Direto.

    "Há opções interessantes em CDBs e títulos do Tesouro que têm custos menos pesados que os fundos, que cobram taxas de administração", diz Cintra.

    Os fundos de varejo, destinados a um público mais amplo e com menos recursos para aplicar, costumam cobrar taxas de administração mais elevadas, que podem rondar os 3% ou 4% ao ano. Para uma aplicação que renda em torno de 14%, essa taxa pode ter um impacto relevante na rentabilidade final.

    Como as taxas de administração são livres é sempre importante o investidor prestar atenção nelas. Em uma mesma instituição é possível encontrar taxas distintas em fundos similares. Assim, pesquisar e comparar é fundamental.

    Além disso, as rentabilidades pagas por cada fundo variam, dependendo das características dos títulos que o gestor adquire para formar a carteira --como as diferenças de prazos, se são públicos ou privados etc.

    Oportunidades- Para Marco Franklin, sócio-diretor da Paraty Investimentos, a queda da Bolsa nas últimas semanas abriu oportunidades de boas compras.

    Desde o seu pico de 73.516 pontos registrado em 20 de maio, o índice Ibovespa, que reúne as 66 ações brasileiras de maior liquidez, acumula desvalorização de 22,2%.

    "Houve uma liquidação de ativos. Assim, pode ser um bom momento para pensar em comprar ações. Algumas empresas estão com papéis bem baratos, como a própria Petrobras e a Vale", avalia Franklin. "Um investidor que quer participar da Bolsa pode ter uma boa oportunidade agora."

    As duas ações mais populares da Bolsa, as de Petrobras e Vale, estão com perdas muito fortes em 2008. A ação PNA da Vale amarga baixa de 26,13% no ano; e a PN da Petrobras tem queda de 21,45%. C

    omo o mercado ainda está muito instável, é sempre bom que o investidor que comprar ações ou aplicar em um fundo de ações pense no longo prazo. A pessoa que não está acostumada com o sobe-e-desce do mercado acionário pode se assustar ainda mais com o atual momento, em que pregões de perdas têm se sucedido.

    O que analistas afirmam é que as companhias brasileiras de capital aberto, de um modo geral, atravessam um período de bons resultados, marcado por lucros crescentes. É a crise internacional que tem punido a Bolsa de Valores.

    Parte relevante da queda sofrida pelas ações nas últimas semanas se explica pela saída recorde de capital externo da Bovespa, processo iniciado em junho e que tem se estendido neste mês. Com os prejuízos amargados lá fora, investidores estrangeiros têm optado por embolsar ganhos acumulados com ações brasileiras. Como muita gente tem vendido os papéis das companhias locais, os preços das ações caem, sem que isso signifique que as empresas estejam com resultados ruins.

     

    Fonte: Folha on-line
    28-07-2008 | 11:07
         O mercado financeiro segue apostando que a inflação brasileira vai ultrapassar o teto da meta definida pelo governo para 2008, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira. No levantamento semanal feito pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram para 6,58%, ante 6,53%, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008.
         
         Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA foi mantida em 5%. A meta de inflação fixada para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é de 6,5%.
         
         A estimativa para o patamar da taxa de juro ao final do ano foi mantida em 14,25%, mas para dezembro de 2009 a projeção foi elevada para 14%, ante estimativa anterior de 13,75%.
        

     

      Fonte: 24 Horas news
    28-07-2008 | 11:07
    A pancada de 0,75 ponto porcentual de alta na taxa de juros acendeu um alerta no Ministério da Fazenda. O temor é de que a dose tenha sido exagerada e derrube o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 para algo entre 4% e 4,5% ou até menos. Na visão dos auxiliares do ministro da Fazenda, Guido Mantega, corre-se o risco de interrupção indesejada no ciclo de crescimento sustentado da economia.

     

    Apesar da preocupação, Guido Mantega não veio a público criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele vem se mantendo longe da imprensa, ao contrário do que ocorria nas outras ocasiões em que o Banco Central (BC) decidiu a Selic. Mantega costumava dar declarações para tentar pressionar por juros menores.

     

    Agora, a estratégia é diferente. O ministro e seus auxiliares entendem que a definição dos juros é responsabilidade do presidente do BC, Henrique Meirelles. Também será dele a tarefa de prestar contas no futuro, caso o crescimento seja ferido de morte pelas taxas elevadas.

     

    Fonte: Mídia News
    28-07-2008 | 11:07
    O Banco Central do Brasil está tentando jogar água fria na aquecida economia do país com a elevação da taxa de juros nesta semana, diz uma reportagem publicada na edição desta sexta-feira da versão online da revista americana Forbes. Intitulada "Cooling off Brazil" (Esfriando o Brasil, em tradução literal), a reportagem comenta a elevação da taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, determinada pelo BC nesta semana.

    Segundo a revista, a decisão foi uma resposta à preocupação com a aceleração da inflação e "surpreendeu os mercados". Como exemplo, a Forbes cita a forte queda de 3,3% da Bovespa, registrada na quinta-feira.

    Citado pela matéria, o economista Rafael de la Fuente, do banco BNP Paribas, afirma que o momento atual do Brasil é "digno de uma resposta dura dos mercados".

    "Assim como outros países, a economia [do Brasil] é afetada pelos mesmos choques externos dos preços dos alimentos. No entanto, para completar, a demanda doméstica do país está forte", disse Fuente à Forbes.

    De acordo com ele, a economia está superaquecida e, por isso, o Banco Central precisa de uma política monetária que "transmita a mensagem de que a inflação precisa ser reduzida e será reduzida".

    A Forbes afirma que os economistas e corretores questionados pelo BC prevêem que a inflação irá atingir 6,53% neste ano – um índice maior do que a meta de 4,5% estipulada pelo governo e maior do que o teto de 6,5%.

    A revista lembra que o presidente do BC, Henrique Meirelles, prometeu trazer a inflação para 4,5% até o final de 2009. Segundo a Forbes, isso seria uma indicação de que outras elevações nas taxas de juros poderiam estar a caminho.

     

    Fonte: Olhar direto
    28-07-2008 | 11:07
    O estudante que conseguir ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) pode ter certeza de que terá emprego garantido quando sair da faculdade. O vestibular do ITA é reconhecido nacionalmente como um dos mais difíceis do país e faz parte dos sonhos de muitos alunos que almejam chagar até lá. A avaliação é do professor Wilson Cabral de Souza Júnior, que é professor do ITA há 10 anos e esteve em Cuiabá nos últimos dias.

    Em entrevista ao site Olhar Direto, o professor ressaltou a importância da instituição que, a cada ano, forma mais de 100 engenheiros. “Trata-se de uma escola de excelência em um país carente de educação”, ressalta.

    Por outro lado, o professor também destaca que muitos desses alunos, que passam quase cinco anos na instituição, para completarem o curso, não atuam na área de formação devido à demanda de mercado. Segundo ele, depois que os alunos se formam, a maioria vai trabalhar na área de gestão de empresas, analistas, setor financeiro, de marketing e empresarial.

    O motivo estaria na falta de bons profissionais na área administrativa, e que agora, seleciona os profissionais de engenharia. “Está havendo uma inversão. Os cursos de administração estão muito ruins no Brasil, e isso tem feito com que os engenheiros assumam o lugar dos administradores”, afirma o professor do ITA ao Olhar Direto.

    Opção

    Já outros professores defendem a tese do mercado superaquecido. Dados dão conta que um engenheiro recém-formado vai receber, em média, um salário de R$ 5.000, valor considerado alto para um profissional que acabou de sair da faculdade. No início do ano, alguns analistas afirmaram que a carreira de engenharia aeronáutica estava em alta. Dos cerca de 18 mil funcionários da Embraer, 4.037 são engenheiros aeronáuticos, conforme números da empresa divulgados no ano passado.

    O professor Wilson também confirma a tendência. “A busca pelos profissionais está intensa porque o mercado está fervendo”, salienta.

    O ITA possui cursos de graduação e pós-graduação em áreas ligadas a engenharia, principalmente no setor Aeroespacial, sendo considerado um centro de referência no ensino de engenharia. Ela está localizada, na cidade paulista de São José dos Campos.

    Nasceu do sonho do marechal do ar Casemiro Montenegro Filho. Está abrigado, desde meados do século passado, no Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), responsável por realizar pesquisas e desenvolvimentos que sirvam de base para uma indústria aeronáutica e aeroespacial no país e, em sua implantação, contou com professores do prestigioso Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), trazidos dos Estados Unidos pelo próprio marechal Montenegro.

    Ali, estão empresas como a Embraer, onde trabalham quatro mil engenheiros, a maioria formada pelo ITA.

    Professor

    Wilson Cabral é professor adjunto do ITA. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em Planejamento Integrado dos Recursos Hídricos e Economia dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de recursos hídricos, estudos de impactos ambientais e análise econômico-ambiental de empreendimentos de infra-estrutura. 

    Também é autor de diversos livros como: Gestão da águas no Brasil; Investimento de Infra-estruturas e políticas de conservação no Brasil; Influência da meteorologia nas decisões econômicas e ambientais e outros.

    Além disso, possui graduação em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1996), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1999), doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2003) e Phd Sandwich pelo Institute Of Latin American Studies - University of London (2002).

     

    Fonte: Olhar direto
    25-07-2008 | 12:07
    Para representantes de entidades, medida retarda crescimento do país

     

            Representantes do setor produtivo condenaram a posição do Banco Central (BC) de aumentar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros.       

    Para as entidades de diferentes segmentos da indústria e do comércio, além dos trabalhadores, a medida retarda o crescimento econômico e desestimula a produção. Também apontam a necessidade de o governo fazer a sua parte, ou seja, reduzir os gastos públicos, caso contrário o ônus ficará sempre nas mãos do setor privado.       

    Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) seria mais eficaz se a gestão das políticas monetária e fiscal fosse compartilhada, e a sua coordenação, exercida de maneira adequada. Para o presidente da entidade, Paulo Skaf, há uma política fiscal expansionista que se caracteriza pelo crescimento continuado do gasto público e uma política monetária restritiva que, segundo ele, adota alta seqüencial na taxa de juros como única saída capaz de frear a expansão do consumo e do investimento.       

    "Temos, desta forma, um quadro surreal de política econômica, cujo resultado é uma taxa de juros muito elevada, vitimando a sociedade com prejuízos imediatos. Um exemplo disso está na sobrevalorização da taxa de câmbio que, cada vez mais, compromete a competitividade do produto brasileiro", diz Skaf em nota.       

    A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) reforça que o setor público precisa dar sua contribuição com a contenção de gastos que permitirão que o ônus do ajuste não fique exclusivamente com o setor privado, à custa de menor crescimento.       

    Representante sindical: reajuste salarial é dificultado Para o presidente da FecomércioRJ, Orlando Diniz, "o aperto monetário será ineficiente, caso seja mantido o patamar atual de gastos públicos".       

    De acordo com Diniz, com juros altos o país cresce menos e a arrecadação diminui.        Segundo a Fecomércio-SP, o aumento da Selic representará o fim de um período de crescimento do PIB para a volta de resultados "medíocres, iguais ou inferiores a 3% ao ano, a partir de 2009". A entidade afirma que o governo deveria ter feito uma política de contenção dos gastos públicos.       

    O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirma que a medida é impopular e irá dificultar o investimento das empresas na produção, além de prejudicar a campanha salarial de cerca de 3,5 milhões de trabalhadores que estão negociando reposição de perdas e aumento real de salário com os patrões.       

    Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, diz que a alta da taxa de juros prejudica o ciclo de crescimento sustentado, atrapalha a ampliação da oferta de alimentos e tem pouca eficácia contra a inflação do setor.       

    Na avaliação de João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a alta foi "um exagero", que contribuirá ainda mais para retardar o crescimento econômico e desestimular a produção.

     

    Fonte: CBIC

     

    25-07-2008 | 12:07
    Para aprofundar a discussão sobre o PIB da Construção Civil de 2007, divulgado no último dia 12 de março pelo IBGE, a FGV Projetos desenvolveu para a Abramat uma breve análise do indicador e contexto do setor.

     

    O IBGE apontou uma expansão de 5% em 2007. Porém, reforçando nosso posicionamento, a FGV explica que o número está subestimado, a partir de considerações sobre a metodologia de cálculo e outros importantes dados. Por fim, vale ressaltar que sustentamos as projeções de crescimento, já apresentadas em nossos Boletins de Análise Setorial. A seguir, confira estas informações.  

     

    PIB da construção de 2007: Metodologia IBGE

    Com a revisão metodológica realizada em 2007 na série do Sistema de Contas Nacionais (SCN), os valores correntes do setor da construção passaram a ser estimados anualmente, com base em pesquisas do IBGE e informações das declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) da Secretaria da Receita Federal/Ministério da Fazenda.

     

    Para fins de estimativa das variáveis das empresas formalmente constituídas, empregam-se dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) e informações das declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Para estimativa da demanda das famílias, utilizam-se dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e da pesquisa Economia Informal Urbana (ECINF – 2003) do IBGE.

     

    No entanto, de acordo com o IBGE, em função de limitações na disponibilidade de dados, o índice de volume da construção civil nas Contas Nacionais Trimestrais continuou a ser calculado com base nos índices de volume dos insumos típicos da atividade, o qual acompanha a produção industrial de um conjunto de materiais. O ajuste se dará por ocasião da elaboração das Contas Nacionais Anuais, que deve ser divulgada no segundo semestre de 2009.

     

    O índice de volume dos insumos típicos da construção é divulgado mensalmente pelo IBGE. De acordo com esse indicador, a construção fechou o ano com crescimento de 5,1%, resultado muito próximo do número divulgado depois pelo IBGE para o PIB setorial de 2007: 5,0%. No entanto, a projeção da FGV Projetos para o PIB da construção no ano de 2007, de 7,9%, já era bem superior a taxa que foi divulgada de forma preliminar.

     

    Dois importantes indicadores confirmam o bom desempenho do setor e corroboram a projeção da FGV: o aumento do emprego formal das construtoras (8,7%) – de acordo com a pesquisa da FGV a partir dos dados do MTE - e dos salários reais (2%) – dado pelo aumento real do INCC mão-de-obra. Deve-se lembrar que PIB é valor adicionado, ou seja, é dado pela renda gerada no processo de produção pelo trabalho e pelo capital.

    Assim, continuamos a acreditar que por ocasião da revisão do PIB, os resultados da construção serão revistos para cima.

     

    Fonte: ABRAMAT
Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT)
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