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Quarta-feira, 16 de Agosto de 2017
NOTÍCIAS
    06-08-2008 | 11:08
    Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança cresceram 86,66% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 12,932 bilhões, segundo a Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O número de unidades financiadas teve expansão de 58,9% na comparação entre os dois períodos para 128,439 mil unidades.

     

    Em junho, o valor contratado com recursos da poupança cresceu 130,36% em relação ao mesmo mês do ano passado, para R$ 3,197 bilhões. Na comparação com maio, o crescimento foi de 41,35%. Foram financiadas 32,555 mil unidades em junho, 96,06% acima do número registrado em junho de 2007 e 48% a mais do que as unidades de maio deste ano. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, o valor contratado somou R$ 24,286 bilhões, com crescimento de 100,3% em relação ao intervalo equivalente anterior. O número de unidades financiadas foi de 243,507 mil, com expansão de 69,5%.

     

    O presidente da Abecip, Luiz Antonio França, disse hoje que o número de financiamentos habitacionais com recursos da poupança este ano deve superar o recorde de 267 mil unidades registrado em 1981. O dirigente da entidade comparou que, naquele ano, a população brasileira era de 119 milhões de habitantes, número que cresceu 55% para os 184 milhões de habitantes, conforme o senso do IBGE de 2007. "Teríamos 415 mil unidades financiadas se o crédito tivesse crescido na mesma proporção", disse.

     

    França destacou que o crédito imobiliário corresponde a 1,7% do PIB, enquanto no Chile a proporção é de 15% e nos países desenvolvidos, em média, supera 60%. De acordo com o presidente da Abecip, o valor contratado de financiamento imobiliário em junho, de R$ 3,197 bilhões, superou o montante registrado em 2004, que era de R$ 3,002 bilhões. No primeiro semestre, o valor contratado somou R$ 12,932 bilhões, ultrapassando o total de contratações em 2006.

     

    Desse montante contratado, metade destinou-se à produção e a outra metade à compra. O valor médio dos imóveis financiados com recursos da poupança foi de R$ 147,798 mil no semestre, com cota média de financiamento de 58,84%, segundo a Abecip. Em 2007, o valor médio era de R$ 131,110 mil e a parcela média de financiamento, de 56,38%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    05-08-2008 | 11:08
    Com o boom do mercado imobiliário e o aumento dos investimentos em infra-estrutura, a construção civil intensificou o ritmo de crescimento neste ano, podendo fechar 2008 com expansão na casa de 10% - o dobro dos 5% do ano passado. O forte avanço deve ajudar a garantir o terceiro ano seguido de alta do investimento acima de dois dígitos, mas tem levado o nível de utilização de capacidade instalada (Nuci) a números recordes. Com isso, aumentam os riscos de pressões inflacionárias, decorrentes de descompassos entre a oferta e a demanda. Nos 12 meses até julho, o Índice Nacional do Custo da Construção de Mercado (INCC-M) subiu 10,01%, com variação de 10,96% de materiais e serviços e 8,95% de mão-de-obra.
     
    O desempenho do segmento neste ano é impressionante. De janeiro a junho, a produção de insumos típicos para a construção civil cresceu 9,9% em relação ao primeiro semestre de 2007. No mesmo período, o faturamento da indústria de materiais de construção cresceu 28,2%, segundo números da associação do setor (Abramat).
     
    Para a economista Ana Maria Castelo, da GV Consult, o setor deve crescer 10% neste ano, mesmo com a alta de juros. Ela vê um cenário muito positivo para a construção residencial, lembrando que muitos empreendimentos lançados no ano passado e neste ano vão garantir a execução de um volume significativo de obras por alguns trimestres. "Esse quadro poderia mudar se houvesse uma alteração acentuada nas condições de crédito, mas não é o que se espera." O volume de empréstimos imobiliários com recursos da poupança atingiu R$ 9,74 bilhões de janeiro a maio, 75,9% a mais que no mesmo período de 2007, de acordo com a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Ana Maria acredita que os financiamentos por prazos de até 30 anos, com taxas baixas para padrões brasileiros, não vão sofrer grandes mudanças, embora as condições não devam melhorar mais.
     
    O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, destaca o bom momento do investimento em infra-estrutura. Ele chama a atenção para as inversões privadas, ressaltando os números do BNDES para o segmento. Os desembolsos do banco para infra-estrutura e construção atingiram R$ 35,9 bilhões nos 12 meses encerrados em maio, após ficar em R$ 18 bilhões em 2006 e em R$ 28,5 bilhões em 2007. As aprovações de projetos também subiram bastante: de R$ 25,8 bilhões, em 2006, para R$ 49,4 bilhões em 2006 e R$ 51,6 bilhões nos 12 meses até maio.
     
    "O investimento em infra-estrutura tende a ser relativamente autônomo ao ciclo atual de aperto monetário." Como o horizonte desse tipo de inversão é longo, a perspectiva de desaceleração da economia na segunda metade de 2008 e em 2009 não deve afetá-lo de modo relevante. Borges diz que o investimento público tem aumentado, ainda que a um ritmo um pouco aquém do esperado.
     
    Ana Maria lembra que os municípios aumentam gastos em ano eleitoral, além de observar que os investimentos das estatais no primeiro semestre, de R$ 20,1 bilhões, foram os mais elevados em dez anos, segundo a ONG Contas Abertas. Um número que mostra a robustez da infra-estrutura é o crescimento do emprego no segmento, diz ela. No primeiro semestre, houve avanço de 19% sobre o mesmo período de 2007, mais que os 16,4% do setor imobiliário.
     
    O presidente da Abramat, Melvyn Fox, já revisou duas vezes neste ano as estimativas de expansão do faturamento das empresas de material de construção para 2008. No fim de 2007, ele apostava em alta de 12%, percentual que subiu para 15% depois dos resultados do primeiro trimestre. Quando saíram os números do primeiro semestre, com expansão de 28,2%, ele elevou a projeção para 18%. De julho a dezembro, o aumento deve ser mais fraco do que de janeiro a junho, por causa da base mais forte de comparação, avalia Fox.
     
    Com uma expansão tão forte, o nível de utilização de capacidade instalada do segmento de material de construção cresceu com força. Segundo números da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Nuci atingiu 89,7% em julho, na série com ajuste sazonal, o nível mais alto desde o começo da série, em 1998. Num cenário de demanda forte e aumento de custos, aumentam os riscos de pressão sobre os preços.
     
    Para Borges, o setor de material de construção é o que tem a maior probabilidade de ocorrência de gargalos. A capacidade instalada está muito elevada e há pouquíssimo espaço para a demanda ser atendida pelas importações, por se tratar de de um setor "tipicamente não-comercializável internacionalmente", diz ele. "Há potencial de descompasso entre oferta e demanda na construção." Para Borges, a alta mais forte do INCC já tem alguma influência dessa questão. Em São Paulo, o reajuste para os trabalhadores da construção, concedido em maio, foi de significativos 8,51%.
     
    Fox mostra-se menos preocupado do que Borges. Para ele, os aumentos de preços na construção se devem aos fortes aumentos de custos, e não à demanda aquecida. "A construção não é a maior responsável pela alta da inflação", diz ele, notando que o aumento de 10,01% do INCC-M nos 12 meses até julho foi menor do que a evolução dos preços no atacado, de 19,39%. O Custo Unitário Básico (CUB) da construção em São Paulo, por sua vez, teve desaceleração em julho. O indicador subiu 0,6%, depois de alta de 2,14% em junho. Fox ressalta ainda que as empresas do setor têm investido com força e que uma parcela bastante expressiva delas pretende continuar a fazê-lo daqui para frente. Segundo pesquisa realizada pela Abramat, 55% das empresas ouvidas planejam inversões relevantes nos próximos 12 meses.
     
    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti, também não vê uma situação preocupante em termos de oferta. Pode haver problemas pontuais, mas nada sistemático, acredita ele. "Com planejamento, é possível trabalhar sem grandes dificuldades." Robusti diz que a falta de engenheiros tem sido em parte resolvida com a contratação de aposentados e até mesmo com a "importação" de profissionais de outros países. Ele se diz otimista quanto às perspectivas para o setor neste ano, mas diz que o aumento da inflação e a alta dos juros já provocam alguma cautela no segmento, tanto por parte de incorporadoras e construtoras como por parte dos consumidores. Ainda assim, acredita em alta de 10% para a construção em 2008.
     
    Já Borges projeta expansão de 6,5% a 7%. Ele acha que o número pode até ser um pouco maior, mas acredita que o avanço no segundo semestre será menor que no primeiro. A base de comparação é mais alta e os juros devem produzir algum impacto sobre a atividade mais perto do fim do ano, diz.

     

     

    Fonte: CBIC
    05-08-2008 | 11:08
    Além do crédito ao consumo, o financiamento destinado à compra da casa própria também tem apresentado forte expansão nos últimos meses. Segundo dados do Banco Central (BC), até junho o volume de operações realizadas com pessoas físicas e cooperativas habitacionais havia somado R$ 52,5 bilhões - valor 30,4% superior ao verificado em igual período do ano passado.
     
    Apesar da alta da Selic, a expectativa é que o mercado continue em expansão. Uma das explicações é a ainda baixa relação entre os financiamentos e o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados do Banco Central (BC), o crédito imobiliário representa hoje apenas 1,7% do PIB. No Chile, esse número é de 15%; no México, de 11%; e, na Espanha, de 44%. A expectativa é que a modalidade termine o ano com 2,3% de participação no PIB.

     

    Fonte: CBIC
    05-08-2008 | 11:08
    Favorecido pelo aquecimento imobiliário e os investimentos em obras de infra-estrutura por todo o País, o nível de emprego da construção civil bateu mais um recorde e criou somente no primeiro semestre de 2008 mais vagas formais do que em todo o ano de 2007. Segundo levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, de janeiro a junho deste ano, o setor contratou 229 mil trabalhadores com carteira assinada, uma alta de 106% em relação ao número de vagas geradas nos primeiros seis meses do ano passado, quando haviam sido criados 111,1 mil novos postos de trabalho.

    As novas 229 mil vagas preenchidas pelo setor este ano também já superam em 10,8% as 206,6 mil vagas criadas durante todo o ano de 2007. Com isso, o estoque de trabalhadores da construção civil atingiu o patamar de 2,063 milhões, um aumento de 12,4% sobre o total de empregados do setor em dezembro de 2007. Esses números já representam a maior alta do índice para o período desde 1995, quando foi adotada a metodologia de cálculo vigente para o estudo.

    Nos últimos 12 meses, comparando o total de trabalhadores registrado em junho de 2007 e o atual, o avanço é de 18,6%. E o mês de junho também bateu o recorde de vagas criadas em um único mês, com 43,7 mil novos postos, superando os 43,6 mil gerados em janeiro deste ano.

    “É a comprovação de que a construção civil deverá crescer 10% neste ano, porque as obras já estão contratadas. Já em relação a 2009, a expectativa é de um crescimento menor, em função da elevação dos juros”, comentou o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.

    No Estado de São Paulo, o nível de emprego indica o crescimento vertiginoso da construção civil. No primeiro semestre deste ano foram abertas 62,4 mil vagas, 63,4% a mais que o número de empregos gerados no mesmo período do ano passado. O estoque de trabalhadores paulistas no setor chegou a 578,5 mil, equivalente a um aumento de 12% sobre o total registrado no início de 2008. Nos últimos 12 meses, com base nos estoques apresentados em junho de 2007 e o mesmo mês deste ano, o avanço do índice é de 21,5%. Na variação mensal, junho teve alta de 1,6% sobre o mês anterior, com 9,6 mil novas vagas.

    Na capital, foram 30,3 mil contratações do setor no primeiro semestre de 2008, crescimento de 34,4% no ritmo de geração de vagas, comparado ao mesmo período do ano anterior. O estoque de trabalhadores na construção civil da cidade atingiu o patamar de 277,5 mil, uma elevação de 12,2% sobre a base total do começo do ano. Nos últimos 12 meses, a alta desse número é de 23,4%. Na variação mensal, em junho, o índice avançou 1,4% em relação a maio com a criação de 3,8 mil novos postos de trabalho.

    Regiões de Brasil – O Centro-Oeste lidera o ritmo de crescimento proporcional do nível de emprego da construção civil no primeiro semestre de 2008 com aumento de 188,5% em relação ao número de vagas criadas no mesmo período do ano anterior. Em seguida vem o Nordeste, que na mesma comparação obteve alta de 183%.

    A região Sudeste apresenta avanço de 100,8% e o Sul, 85,8%, também comparando os números dos seis primeiros meses deste ano com o período correspondente de 2007.

    A única região que gerou menos vagas em 2008 do que no ano passado, até o momento, é o Norte, que em 2007 abriu 8,7 mil vagas nos seis primeiros meses e este ano, de janeiro a junho, contratou 8,5 mil trabalhadores para a construção civil. O resultado se deve a uma leve diminuição no ritmo de contratações no primeiro quadrimestre do ano, mas que vem sendo recuperado nos dois últimos meses.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    05-08-2008 | 11:08
    Como havíamos previsto, começou a queda do CUB –Custo Unitário Básico, indicador oficial calculado pelo SindusCon-SP e pela FGV que mede a variação dos custos da construção no Estado de São Paulo. Em julho, o CUB variou 0,60% em comparação a junho, mês em que aumentou 2,14% sobre maio, quando havia chegado a 2,72%.

    Cessaram os efeitos do aumento real de salários, negociado com os trabalhadores do setor. Os preços dos materiais de construção desaceleraram (0,86% em julho contra 1,46% em junho). No plano nacional, o quadro é semelhante: a variação do INCC-M, de 2,67% em junho, caiu para 1,42% em julho, contribuindo para a queda do IGP-M.

    Isto não quer dizer que a construção considera a inflação de seus custos completamente domada. Mas demonstra a considerável desaceleração dos principais fatores que impactaram nos indicadores.

    Para os próximos meses, ainda podem ocorrer elevações de preços em alguns materiais. Dificilmente, porém, os custos da construção voltarão a se elevar nos patamares de maio e junho.

    Cumpre salientar que não há desabastecimento no setor, uma vez que a capacidade de produção está dando conta do aumento da demanda. Além disso, a indústria de materiais continua investindo na expansão dessa capacidade.

    As construtoras vigiam seus custos com lupa e não poupam esforços para compensar as elevações de preços que foram obrigadas a sancionar no primeiro semestre. Associações de compras estão em curso para assegurar fornecimentos a preços justos.

    Neste cenário, o que mais preocupa não é o crescimento da construção no curto prazo. As obras de 2008 e do primeiro semestre de 2009 estão contratadas. A interrogante é em relação ao segundo semestre do próximo ano, em função da aceleração na ascensão da taxa de juros.

    Se continuarmos neste ritmo, teremos de volta aquilo que julgávamos superado: inflação reduzida, mas com baixas taxas de crescimento e vulnerabilidade nas contas externas mediante o aumento do endividamento.

    Outro risco é uma apreciação exagerada do real direcionar a poupança interna para o consumo de bens importados, em vez de canalizá-la para investimentos que gerem maior produção, mais emprego, tecnologias modernas, aumento da produtividade e da competitividade.

    Trata-se de cenário bastante distinto daquele que caracterizou o crescimento econômico dos países asiáticos, onde uma inflação reduzida impulsionou a indústria exportadora, com a maioria da poupança interna voltada a essa finalidade e não ao consumo de importados.

    Diante da irresponsável política fiscal, o único instrumento que restou foi elevar juros. A dosagem da quimioterapia exercida terá certamente efeito contra a inflação. Mas as seqüelas serão sentidas, se essas doses prosseguirem no ritmo atual. Como se sabe, a posterior diminuição dos juros é muito mais lenta que a subida.

    Por isso, continua sendo vital preservar os esforços na ampliação da capacidade de produção e diminuir despesas correntes de governo para manter seus investimentos produtivos em infra-estrutura e habitação popular. E, não menos importante, é dosar o remédio, para garantir uma recuperação mais rápida do paciente.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    05-08-2008 | 11:08
        A proposta da nova secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, de aumentar o número de alíquotas do IR foi bem recebida no Congresso até mesmo por partidos como o DEM e o PSDB.
         
         Base aliada e oposição ressaltaram, porém, que a medida não pode significar aumento de carga tributária e deve vir conjugada com novas desonerações, a exemplo do que é feito em vários países.
         
         No PT e no PMDB, a avaliação é que a proposta é tecnicamente adequada, mas vai exigir muita discussão até que se consiga estabelecer as novas faixas.
         
         "O pulo de 15% para 27,5% é muito grande. A maioria dos países industrializados tem mais alíquotas. Você não tem aquele salto repentino, mas uma curva mais suave. De fato fica mais equilibrado, mas não pode ter aumento de carga e tem de aumentar a desoneração para quem ganha menos", afirmou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
         
         A posição de Vieira agradou aos petistas que historicamente defendem a medida. "É uma maravilha; o PT sempre defendeu gradativamente aumentar as alíquotas para acabar com a injustiça fiscal", disse o deputado Carlito Merrs (PT-SC).
         
         No Congresso, tramita projeto de lei que define cinco faixas para as pessoas físicas. O limite de isenção mensal sobe de R$ 1.372,81 para R$ 2.157,00 e a alíquota máxima (hoje, 27,5%) sobe para 40%. A aprovação depende de maioria simples.
         
         "A reforma tributária em discussão no Congresso busca atender a padronização da cobrança de tributos com relação às pessoas jurídicas, mas o imposto que contém a maior desigualdade é o IR", disse a deputada Jô Moraes (PC do B-MG), autora do projeto.
         
         Em entrevista à Folha, Vieira não deu detalhes da sua proposta, mas defendeu a ampliação do número de alíquotas como uma medida necessária. "Certamente vamos ter de fazer a ampliação dessas alíquotas em termos de números. É necessário, é um clamor da sociedade", disse ela.
         
         O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defende que essa discussão seja incorporada à da reforma tributária. "A colocação [da secretária] é pertinente. Não sei se é uma opinião pessoal ou se ela conversou com o ministro [da Fazenda, Guido Mantega], mas acho que, na reforma, deve-se procurar fazer justiça social."
         
         Ex-secretário da Receita Federal, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) foi um dos poucos a condenar a proposta. "Aumentar a progressividade significa aumentar a carga tributária. Isso tem de ser verificado num contexto mais amplo, com aumento de isenção e de despesas dedutíveis."
         
         Segundo Dornelles, enquanto na maioria dos países todas as despesas com educação, por exemplo, são dedutíveis na declaração, no Brasil esse abatimento é muito limitado.
         

     

    Fonte: Olhar Direto
    05-08-2008 | 11:08
    A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz/MT), por meio da Gerência de Informações Cadastrais (GCAD), agilizou o processo de baixa das inscrições estaduais dos estabelecimentos de contribuintes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em situação regular junto à Fazenda Pública Estadual. A medida consta da Portaria nº 106/2008.

     

    Assim, os contribuintes que protocolizaram requerimento de baixa de inscrição na Sefaz entre junho de 2003 e junho de 2008 e que ainda não tiveram o procedimento concluído, poderão expedir Certidão Negativa de Débitos Fiscais (CND) pela internet e encaminhá-la à Agência Fazendária (Agenfa) de seu domicílio fiscal para solicitar agilidade na efetivação do processo.

     

    Caso o contribuinte tenha débitos junto à Fazenda Pública Estadual, deverá solicitar o parcelamento até 30 de setembro de 2008, condicionado ao pagamento da primeira parcela para emissão da CND. “A existência de débitos suspende o processo”, enfatiza o secretário de Fazenda, Éder Moraes.

     

    O processamento sumário da baixa fica vedado quando houver indício de fraude praticada pelo estabelecimento ou quando estiver enquadrado no “canal vermelho” da Malha Fiscal. Neste caso, a baixa será efetivada mediante os trâmites normais. Além disso, os estabelecimentos serão alvos de ação fiscal.

     

    Já em relação aos pedidos protocolizados até 30 de junho de 2003, a Sefaz promoverá a baixa de ofício da inscrição estadual do estabelecimento.

     

    Os pedidos de baixa protocolizados a partir de 30 de junho de 2008, não havendo débitos e nem estando o contribuinte no canal vermelho, serão processados de imediato. “Serão considerados débitos impeditivos para efeito de baixa apenas os inerentes à empresa”, conclui Éder Moraes.

     

    Fonte: Mídia News
    05-08-2008 | 11:08
    A indústria de transformação teve o melhor primeiro semestre desde 2003, quando se iniciou a série histórica dos Indicadores Industriais, medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, as altas de 8,4% no faturamento real do setor já descontados os efeitos sazonais e de 5,9% nas horas trabalhadas, no primeiro semestre deste ano, são os maiores para o período. A utilização da capacidade instalada, de 83,3% em junho, também é a mais elevada, desde 2003.

    O economista da CNI, Paulo Mol, afirmou que esse bom momento da indústria foi puxado principalmente pelo mercado interno. Segundo ele, a massa salarial, os gastos do governo e o crédito em alta ainda continuam atuando como fatores importantes na expansão da atividade industrial. Ele lembrou que o mercado externo tem se deteriorado, por causa da taxa de câmbio, e que as expectativas dos empresários em relação às exportações estão se tornando cada vez mais pessimistas.


    Mol disse também que a indústria terá um crescimento forte em 2008, podendo, inclusive, bater um novo recorde. Mas ele acredita que o ritmo de crescimento no segundo semestre deste ano será menor que no primeiro semestre, por causa das expectativas de novas elevações de juros, nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Junho
    Em relação ao mês de junho, Mol afirmou ter sido um mês "bastante forte" para a indústria de transformação, depois de certa estabilidade em maio. O economista disse que como o quadro é de oscilação na atividade industrial, as avaliações, em relação ao segundo semestre, devem ser mais cautelosas.

     

    Fonte: Olhar Direto
    05-08-2008 | 11:08
    A indústria se mantém otimista quanto ao crescimento da produção para o segundo semestre, mesmo com a alta da taxa básica de juros (Selic) de 12,25% para 13% ao ano. A afirmação foi feita ontem (4) pelo economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Mol, ao apresentar os Indicadores Industriais de junho.

    Mol afirmou que, mesmo em ritmo mais lento, a indústria deve continuar crescendo nos próximos meses. “O índice de utilização da capacidade instalada está alto e isso dá indicação de que a indústria pode continuar crescendo.”

    Para o economista, o índice de 83,1% de utilização do parque fabril em junho não é preocupante. Ao contrário, disse ele, o uso de capacidade instalada alta pode estimular novos investimentos. “Para investir, o empresário precisa perceber que a indústria está trabalhando com níveis altos de capacidade de utilização. E é isso que a gente tem observado. Então as perspectivas continuam positivas no sentido do investimento.”

    “Nenhum empresário vai investir com a perspectiva de manter sua capacidade ociosa. Para investir, antes de tudo, ele precisa perceber que o investimento é necessário, e isso só acontece quando a utilização [do parque fabril] é mais alta.”

    Mol ressaltou que outro fator importante para manutenção do otimismo da indústria é o crescimento do emprego no setor. Na comparação com o mês de maio, as contratações cresceram 0,5% e, em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi ainda maior, de 4%.

    “A elevação do emprego há três anos consecutivos é um dado extremamente importante. Não observamos, ao longo dessa década, nenhum momento de crescimento tão regular e tão longo do emprego na indústria”, destacou o economista.

    Segundo ele, o crescimento do emprego cria um “ciclo virtuoso” na economia de modo geral, e não apenas na indústria. “O aumento do emprego implica em novos salários, novas pessoas trabalhando, e isso faz com que o consumo também se expanda, o que acaba elevando a produção industrial, que, por sua vez, gera novas contratações.”

     

    Fonte: Olha Direto
    04-08-2008 | 12:08
    Como havíamos previsto, começou a queda do CUB –Custo Unitário Básico, indicador oficial calculado pelo SindusCon-SP e pela FGV que mede a variação dos custos da construção no Estado de São Paulo. Em julho, o CUB variou 0,60% em comparação a junho, mês em que aumentou 2,14% sobre maio, quando havia chegado a 2,72%.

    Cessaram os efeitos do aumento real de salários, negociado com os trabalhadores do setor. Os preços dos materiais de construção desaceleraram (0,86% em julho contra 1,46% em junho).
    No plano nacional, o quadro é semelhante: a variação do INCC-M, de 2,67% em junho, caiu para 1,42% em julho, contribuindo para a queda do IGP-M.

    Isto não quer dizer que a construção considera a inflação de seus custos completamente domada. Mas demonstra a considerável desaceleração dos principais fatores que impactaram nos indicadores.

    Para os próximos meses, ainda podem ocorrer elevações de preços em alguns materiais. Dificilmente, porém, os custos da construção voltarão a se elevar nos patamares de maio e junho.

    Cumpre salientar que não há desabastecimento no setor, uma vez que a capacidade de produção está dando conta do aumento da demanda. Além disso, a indústria de materiais continua investindo na expansão dessa capacidade.

    As construtoras vigiam seus custos com lupa e não poupam esforços para compensar as elevações de preços que foram obrigadas a sancionar no primeiro semestre. Associações de compras estão em curso para assegurar fornecimentos a preços justos.

    Neste cenário, o que mais preocupa não é o crescimento da construção no curto prazo. As obras de 2008 e do primeiro semestre de 2009 estão contratadas. A interrogante é em relação ao segundo semestre do próximo ano, em função da aceleração na ascensão da taxa de juros.

    Se continuarmos neste ritmo, teremos de volta aquilo que julgávamos superado: inflação reduzida, mas com baixas taxas de crescimento e vulnerabilidade nas contas externas mediante o aumento do endividamento.

    Outro risco é uma apreciação exagerada do real direcionar a poupança interna para o consumo de bens importados, em vez de analiza-la para investimentos que gerem maior produção, mais emprego, tecnologias modernas, aumento da produtividade e da competitividade.

    Trata-se de cenário bastante distinto daquele que caracterizou o crescimento econômico dos países asiáticos, onde uma inflação reduzida impulsionou a indústria exportadora, com a maioria da poupança interna voltada a essa finalidade e não ao consumo de importados.

    Diante da irresponsável política fiscal, o único instrumento que restou foi elevar juros. A dosagem da quimioterapia exercida terá certamente efeito contra a inflação. Mas as seqüelas serão sentidas, se essas doses prosseguirem no ritmo atual. Como se sabe, a posterior diminuição dos juros é muito mais lenta que a subida.

    Por isso, continua sendo vital preservar os esforços na ampliação da capacidade de produção e diminuir despesas correntes de governo para manter seus investimentos produtivos em infra-estrutura e habitação popular. E, não menos importante, é dosar o remédio, para garantir uma recuperação mais rápida do paciente.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    04-08-2008 | 12:08
    O CUB (Custo Unitário Único) da construção civil apresentou considerável desaceleração na inflação do setor. Em julho, o indicador teve alta de 0,60% em relação a junho, quando havia crescido 2,14%. Em maio o índice havia chegado a 2,72%. O CUB é o índice oficial, calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos, que reflete a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil paulista.

    É o segundo mês consecutivo que o indicador mostra desaceleração nas variações mensais. Em julho, contribuíram para o resultado os custos administrativos (salário dos engenheiros), que subiram 1,50%, os custos com mão-de-obra, que voltaram a se equilibrar depois dos reajustes salariais concedidos em maio e aumentaram 0,32% - em junho o aumento foi de 2,86% -, e os custos com os insumos, que também tiveram redução de ritmo e cresceram 0,86% em julho.

    A média ponderada entre essas variações resultou no crescimento de 0,60% do CUB Representativo da construção civil paulista (R8-N) em julho, equivalente ao custo de R$ 793,98 por metro quadrado.

    No fechamento do primeiro semestre de 2008, o indicador registra alta de 6,68%. Nos últimos 12 meses encerrados em julho, o aumento é de 9,70%.

    Em julho, os insumos que tiveram aumentos de preços superiores à variação de 1,76% do IGP-M, foram:

    Óleo Diesel (+6,57%)
    Registro de pressão (+5,58%)
    Placa de gesso (+5,18%)
    Prego (+4,21%)
    Bloco de concreto (+4,08%)
    Placa cerâmica (+3,57%)
    Brita (+2,83%)
    Bacia sanitária (+2,56%)
    Locação de betoneira (+2,41%)
    Eletroduto PVC rígido (+2,05%)
    Esquadrias (+1,96%)

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    04-08-2008 | 12:08
    O faturamento da indústria brasileira cresceu 8,4% no primeiro semestre de 2008, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Trata-se do melhor resultado para um primeiro semestre de toda a série histórica, iniciada em 2003.

     

    Na comparação entre maio e junho, a alta foi de 3,8%, o que também representa a maior elevação para meses de junho desde o início da série histórica.

     

    Na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, houve uma aceleração sobre a comparação de maio para maio. O índice passou de 5,4% (maio) para 10,5% (junho).

     

    As horas trabalhadas na produção cresceram 1,5% de junho para maio, o menor resultado desde setembro de 2003. Em relação ao nível de emprego, houve expansão de 0,5% na comparação mensal e de 4% na comparação anual.

     

    Segundo a CNI, os dados mostram uma tendência de expansão no emprego que vem sendo registrada há quase três anos.

     

    Capacidade instalada

     

    Já a utilização da capacidade instalada, indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos das indústrias, subiu de 82,5% em maio para 83,3% em junho, segundo dados dessazonalizados.

     

    A CNI afirma que o resultado diverge do apresentado no mês anterior, quando o mesmo indicador apresentou desaceleração. A volatilidade deste indicador, ressalta a CNI, 'não altera a trajetória de estabilidade no uso da capacidade, que vem sendo observada desde o quatro trimestre de 2007.

     

    Na média no segundo trimestre, o indicador ficou em 83%, valor semelhante ao registrado nos últimos nove meses.

     

    Os dois setores que mais se destacaram foram de metalurgia básica e veículos automotores, cujo uso supera os 90%.

     

    Fonte: Folha on-line
    04-08-2008 | 12:08
    Pelo segundo mês seguido, os ganhos das aplicações financeiras perderam para a inflação. Em julho, enquanto o IGP-M teve alta de 1,76%, os fundos de renda fixa tiveram valorização média de apenas 1,02% e a poupança, 0,69%. Já a Bolsa acumulou queda de 8,47% no mês. O fundo de investimento FGTS-Vale perdeu 24,13% e o FGTS-Petrobras caiu 26,07%.Banco Central: juros subirão mais intensamente
    Ata do Copom revela preocupação com inflação e cita ação vigorosa. Mercado prevê nova alta de 0,75 ponto na Selic

     

    A recente piora na expectativa de inflação, sobretudo para 2009, com a contínua pressão na demanda interna, vai levar o Banco Central (BC) a manter uma política monetária austera, ou seja, de juros altos. A indicação foi dada pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, que, ao menos, corroborou a percepção do mercado de que o ciclo de altas será mais curto, mas mais intenso.
     
    O BC resistiu ao máximo para aumentar mais os juros.
     
    Mas não deu, porque as expectativas pioraram muito, afetando 2009 - disse o economistachefe da corretora Concórdia, Elson Teles, que aposta numa Selic a 15% ao ano no início de 2009. Antes, avaliava que esse patamar ocorreria apenas no segundo trimestre.
     
    A pesquisa Focus do BC, que ouve 80 instituições financeiras no país, mostra que o mercado calcula IPCA de 5% em 2009, distanciando-se do centro da meta do governo, de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos. Sobre 2008, o cenário é ainda pior: inflação de 6,58%, estourando o teto do objetivo.
     
    Aperto monetário afetará crescimento em 2009 Segundo a ata, "a estratégia adotada pelo Copom visa a trazer a inflação de volta à meta central de 4,5%, estabelecida pelo CMN, tempestivamente, isto é, já em 2009". A demanda interna mais aquecida, sem contrapartida da oferta, é a principal preocupação da autoridade monetária.
     
    Na semana passada, o Copom pegou de surpresa boa parte do mercado ao elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% anuais, ritmo que o mercado espera ser repetido na próxima reunião, em setembro. Nas duas reuniões anteriores, os ajustes haviam sido de 0,5 ponto cada.
     

    A mensagem do BC é que ele quer convergir a inflação para 4,5% em 2009, e que vai continuar monitorando a evolução da demanda interna - disse o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, que também crê em altas fortes da Selic, até chegar a 15,25%, num espaço de tempo mais curto. - O BC não fechou nenhuma porta. Se o cenário piorar, pode continuar aumentando ainda mais os juros.
     

    Pela ata, o BC deixou claro que agirá vigorosamente no combate à inflação, repetindo a expressão usada pelo presidente Henrique Meirelles uma semana antes da reunião do Copom em audiência no Senado.
     
    CNI: atividade industrial continua aquecida A principal conseqüência do aperto monetário se dá na atividade econômica, uma vez que juros mais altos desestimulam o consumo ao encarecer o crédito.  Analistas prevêem uma alta do PIB (conjunto de bens e serviços do país) de 4,8% em 2008, recuando para até 3,5% em 2009.
     
    Já a atividade industrial continuou aquecida no segundo trimestre, disse ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Pesquisa com 1.488 empresas revelou que o indicador de produção chegou a 56,5 pontos - o índice varia de 0 a 100, e valores acima de 50 indicam aumento da produção. No primeiro trimestre, o índice estava em 52,2 e, no segundo trimestre de 2007, em 56,2. Mas uma média maior de estoques indica uma desaceleração futura

     

    CMN: R$ 3 bi para afetados pelo câmbio
     
    Recursos liberados, anunciados em maio, somarão R$ 12 bi em 2 anos

     

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem a liberação de R$ 3 bilhões, no âmbito da política industrial do governo, anunciada em maio, para empresas que estejam sofrendo com a valorização cambial.
     
    O montante, que será oferecido pelo BNDES, já estava previsto e faz parte do calendário de liberação do total de R$ 12 bilhões nos próximos dois anos. Outros R$ 3 bilhões já haviam sido oferecidos. A linha, batizada de Revitaliza, vai beneficiar, entre outros, os setores têxtil, de couro, madeira e prestação de serviços de tecnologia da informação.
     
    O CMN também aprovou medidas que ampliam a área de atuação dos três bancos de desenvolvimento estaduais existentes no país.
     
    Agora, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE, que atua no Paraná, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais e o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo poderão participar de projetos em estados limítrofes.
     
    Ou seja, a instituição mineira poderá financiar projetos no Rio, por exemplo. Esses bancos, que em maio passado tinham estoque de operações de crédito de R$ 4,883 bilhões, têm atuação semelhante à do BNDES: financiam sobretudo a atividade do setor produtivo.
     
    O CMN aprovou ainda participações de capital estrangeiro em três instituições financeiras no país. No grupo gaúcho Random, que pretende abrir banco múltiplo, permitiu que até 49% do capital da nova instituição fique com investidores de fora. Em relação à também gaúcha financeira Topazio, que deve virar banco, o Conselho aprovou que o seu controle seja feito por um brasileiro que mora no Uruguai e era visto como "estrangeiro". Por último, o CMN permitiu a compra do banco BGN pelo francês BNP Paribas.

     

    DESMONTE

     

    O choque dado pela Argentina na tarifa de energia elétrica pode marcar o início de uma tentativa do governo Cristina de bater em retirada de forma organizada.

    Parte da política econômica temerária adotada pelo casal Kirchner, o congelamento tarifário produziu retração nos investimentos e apagões.
     
    Como esperado.
     
    A torcida é para que a presidente consiga rever o modelo herdado do marido, sem ressuscitar a hiperinflação e deflagrar uma corrida contra o peso.
     
    A cada dia que passa, fica mais evidente que o Brasil se livrou de uma armadilha quando Lula não deu ouvidos aos conselheiros animados com a política econômica argentina.

     

    'NYT': Brasil vai realizar seu potencial

     

    "O Brasil, a maior economia da América do Sul, está finalmente pronto para realizar seu potencial como ator global, à medida que o país goza da sua maior expansão econômica em três décadas".
     
    Essa é a avaliação do "New York Times", em ampla reportagem publicada ontem.
     
    O jornal americano ressalta que isso afeta todos os setores da economia, gerando um grupo de superricos e levando os pobres para a classe média.
     
    Essa pujança econômica, diz o "Times", também deu ao Brasil mais impulso para enfrentar EUA e Europa na Organização Mundial do Comércio (OMC).
     
    "Apesar do temor dos investidores sobre os pendores esquerdistas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002, ele tem demonstrado um toque leve em relação à condução da economia, evitando os impulsos populistas dos líderes de Venezuela e Bolívia".
     
    Francisco Ferreira, economista do Banco Mundial, lembra que a desigualdade de renda recuou seis pontos percentuais desde 2001, mais que qualquer outro país da América do Sul.
     
    Segundo o "Times", essa expansão deve durar.
     
    Isso porque o Brasil diversificou sua base industrial, pode ampliar sua área agrícola e tem recursos naturais não explorados - como as recentes descobertas da Petrobras.
     
    E "tem a vantagem de um enorme mercado interno - 185 milhões de pessoas - que ficou mais rico".

     

    Pelo 2º mês, inflação supera todas as aplicações
    Renda fixa lidera ganhos, Bolsa cai 8,47% e fundos de Vale e Petrobras perdem mais de 24%

     

     

    A incerteza com relação ao crescimento mundial neste e no próximo ano e a volta das más notícias do mercado imobiliário americano fizeram com que a inflação, pelo segundo mês consecutivo, superasse as principais aplicações financeiras em julho e no acumulado deste ano. Enquanto a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou alta de 1,76% em julho, o principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, acumulou queda de 8,47% no mês.
     
    Também foi o segundo mês seguido de perdas para a Bolsa.
     
    No fim de junho, a Bolsa registrava 65.017 pontos. Desde o pico do índice, em 20 de maio, aos 73.516 pontos, o índice acumula perda de 19,06%.
     
    Entre as aplicações financeiras, os fundos de renda fixa - que compram títulos com taxas de juros prefixadas - foram os que tiveram o melhor desempenho, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) até o dia 25 de julho: acumularam valorização média de 1,02%. No ano sobem 6,91%.
     

    Já os fundos DI - mais conservadores, pois compram papéis que acompanham a taxa básica de juros definida pelo Banco Central, a Selic, hoje em 13% ao ano - tiveram ganho de 0,88% no mês encerrado ontem, acumulando ganho de 6,26% em 2008. Na terceira colocação ficaria a poupança, com rentabilidade de 0,69% no mês e de 4,21% no ano. As piores aplicações também estiveram ligadas ao mercado de ações. Os fundos de investimento de quem aplicou parte do fundo de garantia (FGTS) em ações da Vale tiveram perda de 24,13% no mês, e os de papéis da Petrobras, 26,07% Para o administrador de investimentos Fabio Colombo, embora os fundos atrelados à taxa de juros (renda fixa e DI) estejam perdendo da inflação, ainda devem continuar sendo os de melhor desempenho nos próximos meses.
     

    Influenciada por Copom, Bolsa recua 0,82% No último dia do mês, a Bovespa teve um pregão de intensa volatilidade, e o seu principal índice fechou em queda de 0,82%, para 59.505 pontos, puxada pela divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que decide o rumo da taxa básica de juros.
     
    O documento foi considerado mais conservador do que o esperado, segundo analistas, o que aumenta o receio de uma elevação de juros de mais 0,75 ponto percentual na próxima reunião, em 9 e 10 de setembro, como aconteceu na última, na semana passada.
     
    O tom da ata foi um pouco mais duro do que o mercado esperava e as pessoas começam a se dividir de novo entre 0,50 ponto e os que acreditam em 0,75. Ainda é cedo para falar em alta de 0,75. Vamos esperar os números de inflação, que estão mostrando uma pequena melhora - diz Rafael Moysés, gestor da Umuarama.
     
    A divulgação do PIB (soma de bens e serviços produzidos no país) dos Estados Unidos do segundo trimestre, com crescimento de 1,9%, considerado fraco, também ajudou a puxar as bolsas para baixo, ele reconhece. Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,78% e o eletrônico Nasdaq, 0,18%.
     
    Com a conseqüente expectativa de menor crescimento dos EUA e mundial, as commodities (matérias-primas, como o petróleo) voltaram a cair.
     
    Em Nova York, o barril do produto caiu 2,20%, para US$ 123,98. No Brasil, a queda foi ainda mais estimulada pelo fato de o Ibovespa ter peso de 43,38% de ações de empresas ligadas a matérias-primas, principalmente Vale e Petrobras.
     
    As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da estatal caíram 1,64% e as da mineradora, 1,82%.

     

    Fonte: CBIC
    04-08-2008 | 11:08
    O cenário para investimentos estrangeiros que a missão empresarial brasileira encontrará na Argentina não parece muito animador. O governo viveu um conflito com o setor agropecuário durante quatro meses, o qual gerou um locaute do setor, bloqueio de estradas e o desabastecimento.

     

    Mas, mesmo antes da fase atual, o governo da presidente Cristina Kirchner, assim como o anterior, de seu marido Néstor (2003-2007), já aplicava políticas pouco estimulantes aos investidores, como controle de preços e restrições às exportações. Em 2007, o país captou só 5,4% dos investimentos feitos na América Latina.

     

    Além disso, o país (e suas empresas) sofre com a constante ameaça de crise energética, com a crescente inflação e com freqüentes piquetes de trabalhadores e setores insatisfeitos.

     

    Ainda assim, no país só se fala da "invasão brasileira", o boom recente de compras e investimentos de empresas do Brasil no país vizinho. Em maio, a têxtil Santana instalou sua primeira fábrica no norte do país. Em junho, o grupo de publicidade Totalcom anunciou a compra da maior empresa de marketing promocional argentina.

     

    Nos últimos anos, o Brasil entrou forte no mercado local com a compra de empresas tradicionais, como a cimenteira Loma Negra, a cervejaria Quilmes e a empresa de calçados Alpargatas. Segundo relatório da consultoria Deloitte, as empresas brasileiras investiram US$ 8 bilhões no país desde 2002.

     

    "Alentadas pelas condições financeiras favoráveis, as empresas brasileiras seguem avançando na Argentina entre a tomada de controle de companhias e ampliações de fábricas", diz a Deloitte.

     

    Neste ano, só a Província de Buenos Aires prevê receber US$ 190 milhões em investimentos brasileiros.

     

    Mas, por que, diante de um cenário tão desfavorável, acontece o tal "avanço brasileiro"? Uma reportagem recente do jornal "Clarín" atribui a invasão a um certo otimismo característico do povo vizinho.

     

    Na prática, esse otimismo pode ser traduzido por uma visão a longo prazo. "Nós já tivemos o apagão. Olhando em perspectiva, também tivemos as greves do ABC. Ontem, esses mesmos problemas daqui nós sofremos lá", afirma Humberto de Farias, ex-diretor-geral da cimenteira Loma Negra, empresa do grupo Camargo Corrêa, que investirá cerca de US$ 100 milhões no país neste ano.

     

    O crescimento da construção civil no país também é um estímulo. "Existe uma demanda de infra-estrutura que permite dizer: há espaço para crescer."

     

    Além de estabelecer perspectivas a longo prazo, a economista da Fundação de Investigações Econômicas Latino-Americanas (Fiel) Marcela Cristini destaca como vantagens para o Brasil o fato de a Argentina ser quase uma extensão do mercado brasileiro e de o país ter comprado empresas a bons preços.

     

    "Além de tudo, tomaram empresas líderes de mercado e escolheram áreas de atuação menos vulneráveis às crises", afirma Cristini. Segundo a especialista, apenas as empresas que compraram frigoríficos na Argentina, que sofrem tanto com a restrição às exportações quanto com a crise do campo, "devem estar pensando duas vezes no que fizeram".

     

    A fórmula de atuar em mercados "seguros" e escolher marcas emblemáticas se confirma no caso da cervejaria Quilmes, controlada pela Inbev, fusão entre a brasileira Ambev e a belga Interbrew.

     

    "Apesar dos fatos recentes, não vemos um cenário de crise", diz um dos diretores da empresa, Mariano Botas.

     

    O cenário argentino também não parece assustador para o publicitário Eduardo Fischer, da Totalcom, que começou a investir no país no auge da crise, em 2002, mas fugiu da Venezuela há quatro anos. "Na Argentina, mesmo com crise, há um mercado de consumo, de grife, que se mantém. Na Venezuela, o [presidente Hugo] Chávez acabou com esse mercado", explica

     

     

    Fonte: NTC e Logística
    04-08-2008 | 11:08
    O número de empresas instaladas nos sete primeiros meses subiu 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Dados do Departamento de Tributação mostram que entre janeiro a julho foram 270 de pequeno, médio e grande portes que iniciaram suas atividades, ante as 250 em 2007. Atualmente, estão em atividade mais de 3,4 mil empreendimentos nos mais diversos segmentos. Comércios e prestadores de serviços formam a maior parcela.

    No quadrimestre, havia subido 2% entre um ano e outro. Nos cinco primeiros meses, 3,3%, e, no semestre, outros 6%. O cenário estimula a geração de empregos, já que mais funcionários serão necessários para as respectivas atividades, contribuindo para o desenvolvimento da economia. Entre janeiro a junho, por exemplo, o comércio admitiu 1.628 trabalhadores.

    Números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego apontaram que as demissões chegaram a casa dos 1.411 funcionários. Ainda assim, 217 continuaram atuando, sendo este o segundo melhor resultado do ano, ficando atrás da construção, onde o total de trabalhadores ativos foi maior (594).

    No setor de prestação de serviços, 823 trabalhadores com carteiras assinadas foram contratados e, 658, dispensados.

     

    Fonte: Só notícias
    04-08-2008 | 11:08
      As previsões do mercado financeiro para a inflação caíram pela primeira vez após 18 semanas consecutivas de expectativas de alta, segundo o boletim Focus do Banco Central, divulgados nesta segunda-feira. O boletim também mostra a expectativa de aumento na Selic no fim deste ano.
         
         A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, que serve como meta de inflação, recuou de 6,58% na semana passada para 6,54% na divulgação de hoje. O teto da meta de inflação para esse ano é de 6,50% (o centro da meta é de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para cima e para baixo).
         
         A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) recuou de 12,18% para 12.13%; e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) teve a previsão diminuída de 12,04% para 12%. A expectativa para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) passou de 6,69% para 6,53%.
         
         Para 2009, a previsão para o IPCA manteve-se em 5%, acima do centro da meta, mas ainda dentro da margem de tolerância. Para o IGP-M ficou em 5,5% --mesma da semana passada. Houve mudança em relação ao IGP-DI, de 5,37% para 5,40%, e do IPC-Fipe, de 4,55% para 4,61%.
         
         Juros
         
         Os economistas ainda revisaram a previsão para a taxa Selic neste ano. No fim de julho, o BC aumentou os juros de 12,25% para 13% ao ano. Foi o maior aumento desde o início do governo Lula, numa tentativa de trazer a inflação de volta para o centro da meta no próximo ano.
         
         Com isso, a previsão para a taxa no fim do ano passou de 14,25% para 14,50%. Para o final de 2009, a estimativa para a Selic foi mantida em 14% ao ano.
         
         Para o PIB (Produto Interno Bruto), os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de crescimento para este ano e para 2009 --em 4,80% e 3,90% respectivamente.
          Fonte: 24 horas news
    04-08-2008 | 11:08
    Há boas e más notícias a respeito da inflação. As boas: arrefeceu a pressão internacional dos preços dos alimentos, que muito contribuiu para elevar os índices inflacionários; a direção do Banco Central tomou as medidas de política monetária ao seu alcance; em conseqüência, para os consumidores, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a inflação passou de 0,89% para 0,65%, do mês passado para cá.

     

    As más: o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, há pouco divulgado pela Confederação Nacional da Indústria, revelou muito pessimismo: 48% dos consumidores acreditam que a inflação vai aumentar e outros 20%, que "vai aumentar muito. São 68%! Como a inflação resulta também de fatores psicológicos, tal pessimismo é preocupante. E a ele se junta o resultado de sondagem que a Fundação Getúlio Vargas acaba de fazer, segundo o qual 45% das empresas pretendem elevar os preços dos seus produtos.

     

    Um balanço entre o otimismo e o pessimismo, no entanto, mostraria que a situação não é tão feia como parecia há um ou dois meses. Afinal, o preço dos alimentos, em julho, teve reajuste de 1,41%, contra 2,20% do mês anterior. Essa melhora, contudo, não exime as autoridades de manterem-se em posição de alerta máximo. Seria a hora de o governo dar a sua contribuição, reduzindo substancialmente a gastança pública. Não procede a afirmação do presidente Lula de que "o governo não tem mais onde cortar gasto". Não sei de gasto que tenha sido cortado. Sei de gasto que sofreu acréscimo. No ano passado, "nasceram" mais 626 cargos em comissão, desses que, além de generosamente remunerados, dispensam o democrático concurso público; e ainda na última quinta-feira, mais 295, a maior parte para atender à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, transformada em mais um ministério. Com isso, eleva-se para 22.815 o número de cargos comissionados, ocupados por um exército de "companheiros" e outros apaniguados da base parlamentar governista.

     

    E o número de ministros? Nunca na história do Brasil houve tantos. São 37, cada um com gabinete, secretárias, assessores, motoristas, carros, viagens, cartões corporativos e demais "mordomias" e vantagens. São tantos que, há algum tempo, numa reunião de comissão técnica do Senado, um destacado senador governista, jocosamente desafiado a citar os nomes de todos os ministros, acabou sorrindo "amarelo" depois de não ter conseguido chegar à metade.

     

    Então, como não haver "mais onde cortar gasto"? Bastaria começar pela excessiva e desnecessária quantidade de cargos comissionados, que, não raro, são cabides-de-emprego, e pelo corte, ao meio, do número de ministros. Sem falar em outras despesas, como as numerosas viagens oficiais, que poderiam ser limitadas, como o governo acabou tendo de fazer com os cartões corporativos depois de o esbanjamento ter sido denunciado pela imprensa e de o Congresso haver criado uma CPI, que, apesar de todos os pesares, criou fortes constrangimentos para o Planalto.

     

    A máquina pública está obesa. Carece, urgentemente, de uma lipoaspiração. O povo brasileiro agradeceria.

     

    Arthur Virgílio é senador pelo Amazonas, líder do PSDB e escreve em A Gazeta aos domingos

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-08-2008 | 11:08
    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai manter as linhas de crédito com taxas de juros mais moderadas voltadas à indústria de infra-estrutura e à indústria de base. A garantia foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a executivos da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib). Ele também sugeriu aos empresários que captem recursos no mercado de capitais. Em entrevista à imprensa logo após o encontro, na sede da Abdib, em São Paulo , Mantega procurou afastar o temor de um eventual desaquecimento interno por causa do ajuste da política monetária e fiscal adotado para conter a inflação. "A economia está caminhando para um patamar adequado".

     

    Ao se referir aos investimentos em infra-estrutura, o ministro informou que não estão previstas mudanças no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que deverá ser cumprida a meta do setor de investir nos próximos dois anos, algo superior a R$ 100 bilhões. Ele destacou que o crescimento da economia brasileira será "menos robusto" do que o do ano passado. "Não dá para ter 5,5% ou 6%, mas dá para alcançarmos entre 4,5% e 5%", projetou ele, acrescentando que" o país continua na rota do crescimento sustentado".

     

    Na avaliação de Mantega, é um crescimento vigoroso. Fazendo uma analogia com o resto do mundo, ele afirmou que o Brasil tem vantagens competitivas em relação a vários países que convivem "com inflação alta e crescimento baixo". No Brasil, assinalou, a inflação está moderada.

    Mantega disse que "o pior já passou no campo da inflação" e comemorou o fato de, nos últimos dias, terem sido anunciados índices inflacionários em desaceleração, como, por exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)-; o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e o Índice de Preços ao Consumidor- Semanal (IPC-S), da Fundação Getulio Vargas (FGV. Este último foi divulgado hoje e aponta que a taxa fechou o mês de julho em 0,53%, 0,14 ponto percentual abaixo da terceira prévia do mês.

     

    Ele observou que há uma reversão no quadro internacional e ainda que não seja um cenário definitivo, considera ser "um bom início".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-08-2008 | 11:08
    O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta segunda-feira que o país é o único que ainda está dentro dos limites das suas respectivas metas de inflação. E, para ele, o Brasil fechará o ano desta forma.

     

    "Somente o Brasil ainda está dentro das metas ou da margem de tolerância [das metas]", disse durante seminário realizado na FGV (Fundação Getúlio Vargas), em São Paulo.

     

    No mês passado, o ministro havia dito que, além do Brasil, somente o Canadá também estava com a inflação dentro dos limites. "Vi que o Canadá também passou [do teto]", disse.

     

    Pelas contas de Mantega, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, indicador usado para a meta de inflação brasileira) deve fechar o ano em 6,5%, em cima do topo da meta --4,5%, com margem de tolerância para cima ou para baixo. Já o mercado financeiro, segundo a pesquisa semanal Focus do Banco Central, aposta que o indicador avança 6,53% e estoura o teto da meta.

     

    Ele ainda disse acreditar que o IPCA voltará para o centro da meta no próximo ano. Mantega baseia a sua crença no fato de que o aumento de preço das commodities agrícolas já chegou ao topo. "Mesmo se não recuassem, só o fato de não crescerem deixaria de alimentar o processo inflacionário", explicou.

     

    O IPCA acumulado em 12 meses, apontou, está em 6,06%, enquanto que o grupo de Alimentos e Bebidas subiu 15,79%.

     

    Para ele, o mundo passa pela "maior crise financeira e de commodities desde a 2ª Guerra Mundial".

     

    Mas Mantega também admitiu que a demanda interna também tem sua parcela de culpa no avanço da inflação. "A demanda doméstica aqueceu um pouco além do desejado", disse. "Este choque [no preço das commodities] veio num momento que a economia do Brasil estava aquecida."

     

    Uma prova seria a previsão da Fazenda para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre 4,8% e 5%, enquanto que a demanda no mesmo período deverá crescer 7,1%.

     

    Fonte: Folha on-line
    02-08-2008 | 11:08
    Funcionários da empresa Zortea Construções LTDA. participaram na manhã desta quinta-feira (31), de uma palestra promovida pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-MT), sobre “OS Problemas do Alcoolismo no Seio da Família. Cerca de 100 pessoas compareceram ao encontro.

     

    Segundo a assistente social do sindicato, Osmarina Félix o encontro serviu para alertar sobre o consumo excessivo da bebida, que pode causar conseqüências como à dependência e desentendimentos no lar.

     

    Além disso, Osmarina alerta que a dependência pode comprometer a renda familiar e o relacionamento conjugal. “As famílias que possuem casos de ‘doentes alcoólicos’ os filhos tendem a adquirir, atraso no desenvolvimento, dificuldade na aprendizagem, perturbações no comportamento, insucesso  e abandono escolar”, destacou.

     

    Segundo a profissional, esse vício pode acarretar no descrédito da família ao “doente alcoólico”, estresse, medo, isolamento, vergonha e culpa.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, o álcool é a droga preferida dos brasileiros (68,7% do total), seguido pelo tabaco, maconha, cola, estimulantes, ansiolíticos, cocaína, xaropes e estimulantes, nesta ordem. No País, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de drogas, acontecem devido ao álcool. O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo. Além disso, causa 350 doenças (físicas e psiquiátricas) e torna dependentes da droga um de cada dez usuários de álcool.

     

     

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