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Sábado, 19 de Agosto de 2017
NOTÍCIAS
    01-08-2008 | 10:08
    A atividade industrial brasileira continua crescendo, mas mostra sinais de que pode desacelerar em função da alta de juros. A avaliação é do economista da Flávio Castello Branco da Confederação Nacional da Indústria.

    Segundo ele, o sinal de alerta foi dado pelo volume de estoque das grandes empresas, que está acima do planejado, o que significa que as vendas foram menores.

    No segundo trimestre deste ano a atividade industrial registrou crescimento de 56,5 pontos, 0,3 ponto acima do desempenho de igual período do ano passado (56,2). Quando a comparação é com o primeiro trimestre, o crescimento foi de 4,3 pontos

    Castello Branco explicou que a diferença entre um trimestre e outro se deve a fatores sazonais. Ele lembrou que, tradicionalmente, no segundo trimestre do ano o ritmo de crescimento da atividade industrial se acelera.

    O indicador varia de zero a 100 e valores acima de 50 indicam crescimento.

     

    Fonte: Olhar direto
    01-08-2008 | 10:08
    A Sondagem Industrial referente ao segundo trimestre de 2008, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a produção do setor continua crescendo e que o ritmo de aumento do emprego e da utilização da capacidade instalada tem sido ainda mais intenso. Segundo o documento, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 75%, no primeiro trimestre deste ano, para 77% no segundo trimestre de 2008. A CNI destaca que a utilização do parque fabril tem tido crescimento maior entre as pequenas empresas.

     

    O chefe da Unidade de Pesquisa da entidade, Renato da Fonseca, considerou natural um maior dinamismo nas pequenas empresas, porque esse segmento entrou mais tarde no processo de recuperação da produção, para atender o aumento da demanda. Pelos dados da Sondagem Industrial, a utilização da capacidade instalada das pequenas empresas passou de 70%, registrados no primeiro trimestre, para 73% no segundo trimestre de 2008. O nível era de 69% no segundo trimestre de 2007.

     

    A Sondagem Industrial do segundo trimestre de 2008 mostra ainda que o indicador de produção subiu de 52,2 pontos, no primeiro trimestre, para 56,5 pontos, no segundo. Já o indicador do emprego subiu de 53,1 pontos para 53,6 pontos. A pesquisa varia de zero a 100 pontos, e valores acima de 50 pontos indicam crescimento.

    A sondagem da CNI mostra ainda que, dos 27 setores pesquisados, 20 apresentaram aumento na produção, com destaque para os segmentos de refino de petróleo e produção de veículos.

     

    Fonte: Gazeta digital
    01-08-2008 | 10:08
    O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje (31) resolução autorizando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a emprestar neste ano R$ 3 bilhões com recursos do programa Revitaliza, destinado a setores da indústria que sofrem com a concorrência do dólar barato, como madeira, calçados, frutas, móveis e têxteis.

    Esses recursos já estavam previstos na Medida Provisória 429, de maio deste ano, que estabeleceu recursos extras de R$ 9 bilhões de financiamentos previstos no programa. A expectativa é que também sejam liberados R$ 3 bilhões em 2009 e o mesmo valor em 2010. Neste ano, os setores atendidos pelo programa já contaram com R$ 3 bilhões. Apesar de os recursos estarem previstos na MP, o BNDES só pode emprestar o dinheiro com aprovação do CMN.

    O BNDES opera o programa com duas modalidades: investimento em capital fixo e exportações. A taxa de juros dos empréstimos é de 7% ao ano, com bônus de adimplência de 20% para quem paga as parcelas em dia. Esses empréstimos são subsidiados pelo Tesouro Nacional, uma vez que, se o BNDES emprestasse o recurso sem esse apoio, a taxa de juros seria mais elevada.

     

    Também hoje, o CMN autorizou o BNDES a emprestar recursos para a próxima safra, com início de plantio em setembro, nas mesmas regras de 2007/2008. Sem a medida, os produtores teriam de esperar de dois a três meses para ter acesso aos recursos, período necessário para ajustes operacionais, apesar de as condições de financiamento serem as mesmas.

    Outra decisão do CNM foi estabelecer a ampliação do limite de R$ 750 mil em empréstimos, por cooperativas, por meio do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio (Prodeagro). Anteriormente, só estava definido o limite de R$ 250 mil, por produtor.

    O CMN definiu, ainda, o prazo máximo de quatro anos para financiamento de equipamentos usados, como tratores e colheitadeiras, pelo Programa de Financiamento para Aquisição de Máquinas e Implementos Agrícolas (Moderfrota).

    Outra resolução permite que o pequeno produtor pague a menor taxa de juros, quando os recursos do financiamento vierem do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) de forma cruzada com outras fontes, como os de fundos constitucionais, por exemplo. Ou seja, vale a menor taxa das duas opções de fonte de recursos.

     

     

    Fonte: Mídia News
    01-08-2008 | 10:08
    Pelo segundo mês consecutivo, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) bateu a rentabilidade dos principais investimentos financeiros no País. O indicador subiu 1,76% em julho ante a média líquida de 1,01% dos fundos de renda fixa, 0,84% dos DIs e 0,69% da poupança. Isso significa que o investidor teve o poder aquisitivo reduzido no período, já que o ganho de suas aplicações foi menor que o aumento dos preços.

     

    A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ficou na lanterninha do ranking de investimentos e amargou prejuízo de 8,48% no período. No mês passado, a bolsa paulista já havia fechado em queda de 10,43%, o pior desempenho mensal desde abril de 2004.

     

    No acumulado do ano, entretanto, as perdas são um pouco menores, de 6,86%.

     

    A origem de tanto mau humor continua sendo a economia americana, mas especificamente o mercado de hipotecas de alto risco, o chamado subprime. O administrador de investimentos, Fabio Colombo, lembra que os problemas com as empresas do setor hipotecário americano Fannie Mae e Freddie Mac sacudiram o mercado financeiro mundial e obrigaram o governo americano a anunciar um plano de socorro para evitar prejuízos maiores.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    01-08-2008 | 10:08
    A produção industrial do país subiu 2,7% em junho na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado reverte queda de 0,6% observada no mês anterior, pelo número revisado do órgão. É o maior resultado desde outubro de 2007, quando a indústria crescera 3,5% ante mês anterior.

     

    Segundo o IBGE, o patamar de produção industrial atingiu nível recorde, ficando 1,6% acima do nível de outubro de 2007.

     

    "O resultado mostra um quadro favorável, com crescimento generalizado nos setores", afirmou o coordenador de indústria do IBGE, Silvio Sales.

    Já no primeiro semestre, a produção industrial teve crescimento de 6,3%, na comparação com os primeiros seis meses de 2007.

     

    Na comparação com junho do ano passado, foi verificada alta de 6,6%. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem crescimento de 6,7%, resultado idêntico aos período imediatamente anterior.

     

    A Pesquisa Industrial Mensal demonstra que houve aumento de produção em 23 dos 27 ramos pesquisados em junho, na comparação com maio. O principal destaque ficou por conta da indústria automobilística, que com a alta de 9,8%, exerceu a principal contribuição positiva. Também registraram crescimento, ante outros, máquinas para escritório e equipamentos de informática (14,2%), minerais não-metálicos (5,8%) e outros produtos químicos (2,6%).

     

    Por outro lado, os principais resultados negativos foram constatados nas indústrias de edição e impressão (- 4,5%) e alimentos (- 0,6%).

     

    Entre as categorias de uso, os bens de capital registraram expansão de junho para maio, com alta de 7,7%, maior incremento desde outubro de 2003. Os bens de consumo duráveis tiveram expansão de 7%, e os bens de consumo semi e não duráveis cresceram de 1,2%. A produção de bens intermediários anotou alta de 2,8%, subiu 0,9%.

     

    Na comparação com junho do ano passado, houve incremento da produção em 21 das 27 atividades analisadas. A produção automobilística registrou expansão de 19,4% nessa base comparativa. Também avançaram as produções de outros equipamentos de transporte (39,5%) e de metalurgia básica (8,3%).

     

    No semestre, 21 das 27 atividades tiveram incremento de produção, com destaque, novamente, para o setor automobilístico, com alta de 18,4%. Também apresentaram crescimento as indústrias de outros equipamentos de transporte (33,1%) e máquinas e equipamentos (9,4%), em relação ao período de janeiro a junho de 2007.

     

    Fonte: Folha on-line
    31-07-2008 | 11:07
    Crescimento da demanda interna e o volume das exportações provocam redução na oferta de aço no mercado. Em muitas empresas do ramo, o estoque está quase no fim. O setor da construção civil teme atrasos nas obras por causa da falta do material.

     

    Fonte: TVCA
    31-07-2008 | 11:07
    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga hoje (31), às 11h, em Brasília, a Sondagem Industrial do segundo trimestre deste ano.

    A pesquisa traz as expectativas do setor industrial para os próximos seis meses, a avaliação do trimestre anterior e os principais problemas apontados pelos empresários do setor, além dos dados de estoques.

    Esta edição da Sondagem  foi elaborada com base em levantamento feito entre os dias 26 de junho e 30 de julho, com 833 de pequeno porte, 442 de médio porte e 213 grandes empresas.

     

    Fonte: TVCA
    31-07-2008 | 11:07
    Material versátil, o PVC (policloreto de vinila), utilizado na construção civil, arquitetura, saneamento básico, brinquedos, revestimento de carros, entre outras aplicações ganha cada vez mais espaço no mundo da reciclagem. O exemplo vem de Juazeiro do Norte (CE), onde empresas trabalham na reciclagem de PVC para produção de sandálias.

    A PVC Indústria e Comércio de Plásticos que fabrica sandálias a base de PVC reciclado recebe cerca de 120 toneladas de matéria-prima por mês, provenientes de depósitos de coletas seletivas do Norte e Nordeste do país. “A importância de se reciclar o PVC está na questão sócio-ambiental, pois evita que o material se acumule em lixões e aterros sanitários” salienta Wanderson Sampaio Gonçalves, diretor comercial da companhia. Segundo ele, uma das vantagens de se trabalhar com material reciclado é o baixo custo da matéria-prima. “Com isso, podemos oferecer produtos com preço mais acessível à população”, comenta.

    No mercado desde 1998, a empresa produz cerca de 330 mil pares de sandálias por mês. “Nossas sandálias sempre tiveram uma excelente aceitação, principalmente do público de baixa renda, em função do custo reduzido da sandália para o consumidor final. Testes realizados pela empresa mostram que as sandálias chegam a durar até 60 dias quando usadas diariamente”, acrescenta Gonçalves.

    Há mais de 13 anos no mercado a empresa Inbop Ltda, que fornece para todo o Brasil, produz cerca de 10 mil pares por dia. “Nosso modelo de PVC reciclado chega a durar entre 4 e 5 meses”, comenta Cícero Roberto de Sa Barreto, supervisor de reciclado injetado da Inbop.

    Segundo o executivo, a empresa exporta para o Paraguai cerca de 60 mil pares de sandálias de PVC reciclado a cada 15 dias. “Reciclamos cerca de 1,2 mil toneladas de PVC por ano oriundos de Recife, Paraíba, Fortaleza e Bahia. Além disso, reciclamos nossas aparas que vêm da nossa produção de sandálias com PVC virgem”, acrescenta.

    “A reciclagem de resíduos de PVC para a produção de sandálias no Brasil além de contribuir diretamente para que esse material não sobrecarregue aterros sanitários do país, possibilita que a população de baixa renda tenha acesso a um produto de qualidade com custo acessível”, afirmou Miguel Bahiense Neto, diretor executivo do Instituto do PVC. “Além disso a atividade contribui para a geração de empregos para catadores, trabalhadores de depósitos de reciclagem, vendedores, entre outras funções”, completou.

     

     

    Fonte: Olhar direto
    31-07-2008 | 11:07
    O nível de ocupação cresceu 4,7%, em junho, comparado ao mesmo mês de 2007, com a geração de 770 mil postos de trabalho e uma redução de 171 mil pessoas no universo de desempregados.

    A maior elevação ocorreu em Porto Alegre (8,1%), seguido pelo Distrito Federal (5,9%), Recife (5,6%), São Paulo (4,5%); Belo Horizonte (4,2%) e Salvador (1,5%). A maioria das novas vagas é do setor de serviços (339 mil), uma expansão de 3,9%. A indústria ofereceu outros 174 mil postos (6,9%); o comércio, 152 mil (5,7%); e a construção civil , 79 mil (9,6%).
    Desde o início do ano, a capital mineira é a que mais tem impulsionado a oferta de vagas. A coordenadora da Pesquisa do Emprego e Desemprego (PED), realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Patrícia Lino Costa, atribuiu o resultado ao bom desempenho tanto da indústria, quanto dos serviços decorrentes deste setor e, ainda, da construção civil.

    “Em um ano, a taxa de desemprego em Belo Horizonte caiu 22%, um comportamento que se deve, principalmente, ao desempenho da indústria metal-mecânica, às siderúrgicas [alimentadas em especial pelo crescimento da indústria automobilística] e, especificamente, em junho, a construção civil foi a que mais se destacou”, explicou a economista.

    A coordenadora explicou que, em Recife, embora a taxa de desemprego tenha crescido em 0,5%, em junho, em relação ao mês anterior, “com a melhora da perspectiva de contratação, as pessoas estão retornando ao mercado de trabalho”. Na análise de Patrícia Lino, o aumento pela procura por vagas fez que com a taxa de desemprego na capital pernambucana subisse dos 20,5% registrados em maio para 20,6%, em junho.

     

     

    Fonte: Olhar direto
    31-07-2008 | 11:07
       O desemprego nas seis regiões metropolitanas que integram a pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quarta-feira, caiu para 14,6% em junho, ante 14,8% em maio, chegando ao menor valor para o mês desde 1998.
         
         No total, o contingente de desempregados no conjunto de Distrito Federal, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador e São Paulo foi estimado em 2,899 milhões, 50 mil a menos que em maio.
         
         O nível de ocupação em junho apresentou variação positiva em 0,4%. O número de postos de trabalho criados (74 mil) foi superior ao de pessoas que entraram no mercado de trabalho (24 mil), o que resultou na diminuição do contingente de desempregados em 50 mil.

     

    Fonte: 24 Horas News
    31-07-2008 | 11:07
         O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central disse hoje que irá agir "vigorosamente" para trazer a inflação de volta para o centro da meta de 4,5% já em 2009.
         
         A afirmação faz parte da ata da última reunião do Copom, realizada na semana passada, quando o BC aumentou a taxa básica de juros de 12,25% para 13% ao ano. O BC interrompeu o ciclo de aumentos de 0,5 ponto percentual iniciado em abril deste ano e decidiu promover um aperto maior dos juros, que subiram 0,75 ponto. Foi o maior aumento percentual desde o início do governo Lula.
         
         "A estratégia adotada pelo Copom visa trazer a inflação de volta à meta central de 4,5%, estabelecida pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], tempestivamente, isto é, já em 2009", diz o Copom.
         
         Segundo o BC, essa estratégia se deve às defasagens entre o aumento dos juros e seu impacto na economia real.
         
         Circunstâncias
         
         O BC também diz que o ritmo de aumento dos juros continuará sendo "adequado às circunstâncias", caso haja alteração nos riscos que possam afetar as previsões para a inflação.
         
         Para a instituição, uma inflação maior terá forte impacto sobre os juros negociados no setor privado, o que por sua vez pode afetar o crescimento da economia, "além de ter efeitos regressivos sobre a distribuição de renda".
         
         "Nessas circunstâncias, a política monetária deve atuar vigorosamente, enquanto o balanço dos riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer", afirmou o Copom.
         
         Crescimento robusto
         
         Na sua avaliação sobre a economia, a instituição diz que a demanda doméstica continua se expandindo a taxas "robustas" e o crescimento da renda e do crédito continuam sustentando esse movimento. Além disso, a contribuição das importações para segurar os preços se tornou menor.
         
         "A contribuição do setor externo para um cenário inflacionário favorável, diante do forte ritmo de expansão da demanda doméstica, e do crescimento das pressões inflacionárias globais, tornou-se menos efetiva, em um momento no qual os efeitos do investimento sobre a capacidade produtiva da economia ainda precisam se consolidar."
         
         O BC destaca também que a influência do cenário externo sobre a trajetória da inflação brasileira continua sujeita a "efeitos contraditórios e envolta em considerável incerteza".
         
         Por um lado, os preços das importações têm se elevado com intensidade. Por outro, o Copom avalia que surgiram "evidências preliminares" nas últimas semanas de uma possível acomodação dos preços de commodities (como petróleo e produtos agrícolas), o que poderia contribuir para evitar que as pressões inflacionárias se intensifiquem ainda mais.
         
    Fonte: 24 Horas News
    31-07-2008 | 11:07

    A escalada da inflação nos países emergentes é mais preocupante do que nos países desenvolvidos porque o aumento nos preços é apurado no núcleo do índice - que exclui alimentos e energia - e o repasse dos custos dos alimentos e do petróleo contamina os outros itens, afirmou o economista José Roberto Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Associados, na palestra "Para onde vai a economia no segundo semestre? Uma visão setorial", do seminário "Desafios do crédito e da economia para o segundo semestre", que aconteceu ontem na sede da Associação Comercial de São Paulo.

     

    "Nos países desenvolvidos, o núcleo da inflação é estável. Se o preço das commodities caírem, a inflação cheia converge para a inflação no núcleo. Já nos países emergentes a demanda forte por alimentos e energia contamina os outros preços", disse Neste cenário, o economista prevê uma elevação na taxa básica de juros maior nos países emergentes do que nos países desenvolvidos. "O Bernanke reza todo dia para os países emergentes elevarem o juro básico para o preço do petróleo cair assim ele não precisaria elevar os juros", disse.

    "Para os Estados Unidos e a Europa, uma queda no preço do petróleo resolveria o problema da inflação, aqui não", disse.

    O economista acredita que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) mantenha a taxa básica de juros em 2% ao ano até 2009. "Nem se ele quisesse ele teria condições de subir os juros agora", afirmou. Sobre o crescimento econômico brasileiro, o economista acredita que continuará forte, mas pode apresentar sinais de desaceleração um pouco mais intensos no segundo semestre. "Com a redução do saldo comercial e a deterioração das transações correntes o piso para o câmbio começa a desaparecer", alertou.

    "O crescimento do PIB ainda está forte este ano e deve fechar em 4,8%, mas as perspectivas para o segundo semestre são menores. Em 2009, o PIB deve encerrar o ano em 3,5%", projetou.

    "O Brasil tem condições de crescer 4% ao ano, mais do que isso não dá porque não temos infra-estrutura e os impostos continuam altos", disse.

    Em relação ao câmbio, o sócio-diretor da MB Associados estima que a valorização do real é temporária, mesmo com a elevação na taxa de juros. "Esperamos uma desvalorização do real no próximo ano, mas a queda não será grande porque temos reservas", afirmou.

    Mendonça de Barros projeta o dólar um pouco mais caro no final do ano e acredita que a divisa encerre 2009 cotada em R$ 1,85.

    Sobre a inflação acumulada, a MB Associados estima que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) encerre o ano em 12% e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 7%.

    Empresários desconfiados

    Uma pesquisa encomendada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ao Instituto Insearch com 350 pequenos e médios empresários da capital paulista sobre o cenário econômico no segundo semestre revelou que a maioria dos entrevistados temem o cenário político-econômico atual.

    Do total de pesquisados, 69% afirmou que o cenário político-econômico não gera confiança, 25% afirmou ter alguma confiança e 6% se mostrou muito confiante.

    Em relação aos efeitos do aumento na taxa básica de juros, 45% dos entrevistados acreditam que haverá diminuição dos negócios em relação ao primeiro semestre do ano, 45% apostam na manutenção dos negócios nos mesmos níveis e 10% acreditam no aumento dos negócios.

    A pesquisa foi realizada antes da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que decidiu por uma elevação em 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que passou para 13% ao ano.

    "A pesquisa mostra que os efeitos da inflação são mais perceptíveis para o varejo. Outra constatação foi que a inflação é considerada um problema maior para os pequenos e médio empresários do que os juros altos", afirmou o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

    Para o economista, o consumidor só vai sentir mais o efeito da alta do juro quando os prazos de financiamento forem reduzidos. "O repasse da alta de juros é mais lento do que antes", disse.

    Em relação à taxa básica de juros, 73% afirmou que a taxa influencia principalmente o segmento de comércio atacadista e 47% disseram que a taxa tem impacto no comércio varejista.

    A maioria dos entrevistados, 57%, acredita que o nível de inflação implicará na diminuição do volume de negócios de suas empresas, 33% crê que não haverá impacto significativo e 10% aposta no aumento dos negócios.

    Em relação às expectativas relacionadas ao segmento de atuação das empresas, 37% acredita que o mercado não terá nenhuma alteração para a realização de negócios, 36% diz que o mercado está favorável e 27% disse que a realização de negócios está desfavorável para as empresas do seu segmento.

     

    Fonte: NTC e Logística
    30-07-2008 | 11:07
    Será exigida pelos SINDICATOS LABORAIS a todas as empresas que necessitem de fazer homologações, a CERTIDÃO DE REGULARIDADE QUANTO AO PAGAMENTO DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL prevista na Convenção Coletiva, Cláusula 33ª Homologação das Rescisões Contratuais, Parágrafo Segundo.

     

    Outras informações: 65-3627-3020
    30-07-2008 | 11:07
    CLÁUSULA 38ª - CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL DOS TRABALHADORESAs empresas descontarão dos empregados associados às entidades laborais convenentes a título de Contribuição Assistencial, a importância equivalente a 5% (cinco por cento) do salário respectivo, ou a importância aprovada em Assembléia Geral, no caso dos Sindicatos, ou Conselhos de Representantes da FETIEMT (representando os trabalhadores inorganizados em Sindicato), das respectivas ENTIDADES LABORAIS, cujos valores deverão ser repassados às mesmas, acompanhado da relação nominal e discriminada dos contribuintes e os respectivos valores.

     

    Parágrafo Primeiro:As empresas deverão encaminhar à entidade laboral, no prazo de 30 (trinta) dias contados do registro da presente Convenção na DRT, a relação de todos os empregados, contendo o Nome, RG, CTPS e CPF, ficando a referida entidade obrigada a devolver a relação com o nome dos empregados sindicalizados de modo a viabilizar o desconto em folha da Contribuição Assistencial, cujo desconto deverá ser feito de acordo com as relações entregues pelo Sindicato Laboral até o dia 22 (vinte e dois), com o repasse do valor descontado até o 10º (décimo) dia do mês subseqüente.

     

    Parágrafo Segundo: O descumprimento do prazo de repasse implicará na multa de 10% (dez por cento) sobre o valor descontado dos EMPREGADOS, a cargo da EMPRESA, sem prejuízo da correção monetária e demais cominações legais.

     

    Parágrafo Terceiro:Quando solicitadas pelos Sindicatos Laborais, as Empresas deverão fornecer a relação mensal dos Empregados Demitidos.

     

    Parágrafo Quarto: Serão excluídos do desconto da Contribuição Assistencial apenas os empregados que não forem Associados.

     

    - Ao ler a Convenção Coletiva, evitará sérios problemas, administrativos e financeiros.

    - Convenção Coletiva Homologada em 14/07/08.

     

    30-07-2008 | 11:07
    Com uma maior oferta no mercado cuiabano, os preços do produto que estavam bastante elevados também sofreram uma redução

     

    O abastecimento de cimento está normalizado no mercado de Cuiabá. O preço do produto também se regularizou, caindo dos R$ 24 a R$ 26 que era comercializado há aproximadamente 60 dias para entre R$ 18 e R$ 20 a saca, uma redução de 23,07%. Essa regulação se deu por conta da entrada no mercado do cimento Poti, produzido na fábrica da Votorantim no Sergipe. O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac/MT), Wenceslau Júnior, destaca ainda que também não há mais controle da quantidade vendida para cada cliente. "Antes, a cada 60 lojas percorridas, encontrava-se o produto em 10 e mesmo assim não era possível comprar qualquer quantidade, agora isso não acontece mais. Em qualquer loja há o produto disponível", assegurou o dirigente classista.

     

    A normalização do mercado já era prevista desde que a Votorantim, dona da fábrica de cimentos Itaú, instalada em Nobres, anunciou que traria o cimento Poti do Sergipe. A operação foi necessária para suprir a crescente demanda do setor de construção civil em Mato Grosso. A fábrica de Nobres é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 70% do mercado mato-grossense, mas já não está sendo suficiente.

     

    O crescimento da demanda, aliada à pouca oferta de cimento, fez com que o preço do produto subisse há aproximadamente dois meses.

     

    A situação chegou a tal ponto que a diretoria da Votorantin esteve em Cuiabá para anunciar a operação de buscar o cimento Poti em Sergipe enquanto a fábrica de Nobres é ampliada. O processo deve durar até janeiro do ano que vem, data prevista para entrar em operação um novo forno na unidade de Mato Grosso. Com o novo forno, a fábrica vai produzir 320 mil toneladas a mais de cimento por ano. Hoje, a produção é de 900 mil toneladas ano.

     

    Segundo a diretoria da Votorantim, as vendas da fábrica de Nobres aumentaram 30% nos primeiros cinco meses deste ano, ao passo que o mercado brasileiro cresceu 15% na área. A previsão da empresa é que o setor da construção civil continue aquecido no Estado pelos próximos cinco anos, crescendo acima da média nacional. isso quer dizer que a oferta de cimento também terá que passar por constante aquecimento.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-07-2008 | 11:07
    Com um aporte financeiro de cerca de R$ 3 mil (para uma residência com cinco pessoas), o investimento em energia solar se mostra viável em Mato Grosso e pode gerar uma economia de até 30% na conta de energia mensalmente. A constatação é do engenheiro eletricista, Alan Kardec Assis Carvalho. Ele explica que o retorno financeiro é obtido em até três anos após a instalação do sistema de capitação de energia solar, que tem vida útil entre 20 e 30 anos.

     

    Carvalho diz que por contar com a luz solar praticamente o ano todo, Mato Grosso deve despertar para este novo nicho de mercado, a exemplo do que acontece em São Paulo e Minas Gerais, onde empreendimentos como prédios, hotéis, hospitais e até mesmo residências investem na geração de energia por meio do sol e que no final das contas, quem ganha são os usuários. O equipamento se resume a placas de metal que são colocadas no telhado da residência, que proporciona o aquecimento da água armazenada no reservatório, e que posteriormente será consumida pelos moradores. Já a quantidade de placas instaladas vai depender do número de pessoas que vai utilizar a energia gerada pelo sistema, que na maioria das vezes é usada para aquecimento de água.

     

    "A energia solar é muito competitiva. Primeiro porque é uma energia primária e que tem custo zero. Em segundo lugar, o investimento na geração de energia solar é mais barata se comparado a energia elétrica de outras fontes", diz o especialista que há 20 anos trabalha com energia solar.

     

    O especialista acrescenta que a instalação de uma indústria para fomentar a utilização deste tipo de energia no Estado é interessante, e que o preço tende a cair, em função da lei da oferta e da procura, pois conforme ele, a partir do momento que o uso da energia solar estiver mais difundido, com uma procura, o valor do investimento será reduzido. "Em Mato Grosso ainda não está estabelecido o hábito do consumo. Quando a procura aumentar teremos a chamada economia de escala, que é quando a demanda aumenta, reduzindo os custos". Em Cuiabá, vários empreendimentos como hospitais, hotéis e até condomínios verticais já utilizam a energia solar para aquecimento de água.

     

    Serviço - O engenheiro Eletricista Alan Kardec Assis Carvalho ministra palestra gratuita sobre energia solar amanhã (31), no auditório do Grupo Gazeta de Comunicação, a partir das 19h.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-07-2008 | 11:07
     - Hoje é o último dia que o Centro Internacional de Negócios (CIN) do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) promove o curso "Sistemática de Importação". O objetivo é capacitar o empresário mato-grossense para inserir e manter-se no mercado internacional. O curso está sendo realizado na sede da Fiemt.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    30-07-2008 | 11:07
    Mais uma vez, o país é forçado a recorrer a novo aperto monetário na tentativa de segurar a inflação, o que deve ajudar a conter a elevação de preços, mas implica o risco de frear a expansão da atividade econômica com tal intensidade e por tanto tempo, que pode levar a uma descontinuidade no crescimento. Na justificativa para o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, elevando-a para 13%, o Banco Central alega que agiu "tempestivamente", tentando, portanto, sustar no que define como tempo certo o ritmo das elevações que ameaçam colocar o índice acima das metas, neste e no próximo ano. A preocupação do Comitê de Política Monetária (Copom) é procedente e a equipe econômica tem o dever de afastar essa ameaça. O lamentável é que, mais uma vez, o país esteja diante de um dilema permanente: crescer ou conter a inflação.

    Ao contrário de episódios anteriores, desta vez as pressões inflacionárias vêm de fora e o país se preparou melhor para enfrentá-las. A questão é que, inicialmente concentrada nos alimentos, a elevação do custo de vida acabou se espalhando para outras áreas, ameaçando os ganhos acumulados no poder aquisitivo e o próprio ritmo de expansão da atividade econômica. Como o aumento é conseqüência da maior procura por commodities em países nos quais a população passou a se alimentar mais, como Índia, China e o próprio Brasil, além de sofrer a influência do impacto do preço do petróleo no custo do transporte, os responsáveis pela equipe econômica ficam com pouca margem de ação para enfrentar o problema. A médio e longo prazos, porém, o país pode, isso sim, é se aproveitar dessa perspectiva na condição de um dos maiores produtores de alimentos do mundo, com políticas adequadas de estímulo ao agronegócio. Mas isso, obviamente, não resolve um problema imediato, que é a necessidade de conter a inflação interna com o mínimo de impacto no setor produtivo.

    De crise em crise, entre as enfrentadas nos últimos anos, o Brasil acabou se convencendo da necessidade de reforçar as bases da estabilidade, com ênfase principalmente no rigor fiscal. Neste momento de incertezas, o governo age acertadamente ao rechaçar qualquer possibilidade de controle de preços, mas se equivoca ao se descuidar dos gastos públicos e ao se preocupar, desde já, com a possibilidade de uma eventual politização do aumento inflacionário na campanha eleitoral, pois essa é uma questão técnica.

    O aumento exagerado na taxa básica de juros pode até ser necessário, mas o país não tem como depender unicamente dessa alternativa para conter a inflação, pois as conseqüências são de alto risco. Por isso, períodos de maior ameaça como o atual deveriam reforçar a preocupação do país de apressar reformas estruturais ainda pendentes, a começar pela tributária.



    “Períodos de maior ameaça como o atual deveriam reforçar a preocupação do país de apressar reformas estruturais”

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    30-07-2008 | 11:07
    O Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico (CMDE) aprovou, em reunião extraordinária, o parecer da Câmara Técnica de Habitação, Urbanismo e Ordenação do Território sobre o Estudo de Impacto de Vizinha (EIV) e o Relatório de Impacto de Vizinha (RIV), do projeto do empreendimento multi-familiar vertical proposto pela LM Organização Hoteleira para uma área na Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio), ao lado da faculdade Unirondon, mas fez recomendações para o trânsito.

    Entre as recomendações feitas, que são condicionantes para a execução do projeto, está a modernização dos conjuntos semafóricos da Avenida Miguel Sutil (Perimetral), a construção de alça de retorno em frente ao empreendimento, construção de pista de aceleração e desaceleração, além da continuidade do estudo e execução para viabilizar uma melhor articulação viária por meio da expansão da Perimetral até a Beira Rio.Também estão sendo exigidas 68 vagas para visitantes, ao invés das 20 previstas no projeto apresentado pelo empreendedor. Esse número representaria 15% do total de unidades habitacionais que serão construídas nessa área.

    “Prioridades visando o planejamento urbanístico e uma melhor fluidez no trânsito na cidade são itens que sempre serão analisados de forma detalhada nos estudos de Impacto de Vizinhança e seus conseqüentes relatórios”, afirmou a secretária executiva do CMDE e presidente do Instituto de Planejamento Urbano(IPDU), arquiteta Adriana Bussiki Santos.

    PROJETO – Na Avenida Beira Rio, numa área vizinha a Unirondon, a LM Organização Hoteleira, empresa da rede de Hotéis Mato Grosso, vai construir um conjunto de quatro prédios residenciais, cada um com 20 andares, num total de 450 apartamentos.

     

    Fonte: Olhar Direto

     

    30-07-2008 | 11:07
    A fim de potencializar o desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso, com reflexos na geração de emprego e renda e nos preços dos produtos e serviços ao consumidor final, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), desde o início da gestão Blairo Maggi, vem implementando uma série de medidas para reduzir a carga tributária incidente sobre as atividades de diversos segmentos da economia.
         
         De 2003 a 2008, foi implementada a redução da carga tributária de ao menos 30 itens, o que demonstra a efetivação de uma política fiscal ousada e transparente. Com isso, a carga tributária do ICMS em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 13,4%, em 2004, para 10,4%, em 2007, em Mato Grosso, segundo estimativas da Comissão Técnica Permanente (Cotepe), do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
         
         O secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, lembra que desde o início da administração Blairo Maggi as desonerações tributárias passaram a ser avaliadas e concedidas de acordo com as demandas e cenários da economia de Mato Grosso. “Essas desonerações devem refletir em melhoria na qualidade de vida da população, quer seja pela redução dos preços ou pelo aumento dos investimentos das empresas que gerarão mais empregos, mais salários e mais consumo, criando um círculo econômico virtuoso”, afirma.
         
         Ele observa que Mato Grosso tem aprimorado a sistemática de controle do cumprimento das obrigações tributárias, intensificado o investimento em tecnologia e ampliado a percepção do risco fiscal junto aos contribuintes para incrementar a receita. “Estamos implementando um esforço fiscal nunca antes visto em Mato Grosso, com medidas para aumentar a arrecadação, sem majorar os impostos, como investimento em automação dos procedimentos, sobretudo nos postos fiscais, e na qualificação dos servidores e ações pontuais de fiscalização, junto a segmentos específicos”, comenta Eder Moraes.
         
         REDUÇÕES
         
         No primeiro semestre deste ano, o governador Blairo Maggi, os secretários de Fazenda, Eder Moraes, e de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, assinaram carta pública em que o Estado se comprometeu a excluir o segmento moveleiro, denominado arranjo produtivo local, dos regimes de cobrança antecipada, do ICMS Garantido e ICMS Garantido Integral, desde que as empresas do ramo fossem optantes do Simples Nacional (Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). Tal medida teve a finalidade de reduzir a carga tributária para o referido setor econômico.
         
         No documento, o Governo de Mato Grosso também concedeu diferimento do ICMS às operações de importação com farinha de trigo e material de informática processadas nos recintos de Porto Seco do Estado. Com isso, a carga tributária efetiva nas operações de importação passou de 17% para 0%. Já nas saídas subseqüentes, a carga interna foi reduzida de 10% para 7%.
         
         Além disso, o Governo do Estado excluiu do programa ICMS Garantido Integral as micro e pequenas indústrias dos segmentos têxtil e de vestuário, a pedido das empresas do ramo. A carga tributária do setor foi reduzida de 17% para em torno de até 3%, dependendo do faturamento da empresa.
         
         Em 2003, foi concedida isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para os produtos da cesta básica (arroz, feijão, carne, frutas e peixe); redução de 30% para 25% da carga tributária sobre cartões telefônicos; e de 17% para 7% sobre bens de informática.
         
         No segmento do varejo, diminuição de 17% para 7% da carga tributária para bares e restaurantes e diferimento do ICMS de 17% para 0% sobre o frete em operação interna. No segmento da pecuária, foi reduzida a contribuição do setor ao Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). Atualmente, o Fethab incide apenas nas saídas interestaduais e internas para abate.
         
         A agroindústria também foi beneficiada. Entre as medidas, diferimento de 17% para 0% do ICMS sobre operações com milho, café, sorgo e alpiste e de 12% para 0% sobre as vendas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) à indústria de arroz; e redução de 12% para 3% da carga tributária sobre o feijão nas saídas interestaduais e de 12% para 7% sobre as operações interestaduais com carne.
         
         No ramo de energia elétrica, redução de 30% para 0% da demanda de potência de energia não utilizada e de 30% para 0% sobre a energia consumida pelo comércio e indústria pela média do ano anterior, com isenção total do excedente.
         
         Redução de 17% para 12% da carga tributária ao biodiesel, de 17% para 12% ao gás natural veicular e industrial. No segmento de transportes, isenção ao transporte de cargas destinadas à exportação (12% para 0%) e redução de 12% para 4% ao transporte de passageiros.
         
         As reduções tributárias, explicou o secretário Eder Moraes, não trouxeram redução na arrecadação. “Ao contrário. Fizeram aumentar a receita tributária, pois a empresas, com menor carga fiscal ficaram mais competitivas, tiveram mais lucros e investiram mais em seus próprios negócios, gerando mais empregos, renda e consumo”, destaca o chefe da Fazenda estadual.
         
         Outro benefício é diferimento de 17% para 0% do ICMS incidente nas operações de importação de colheitadeiras e demais equipamentos que não possuam similares nacionais, utilizados na colheita e processamento de algodão, cujo desembaraço aduaneiro seja realizado em recinto de Porto Seco, localizado em Mato Grosso.
         
         Em relação ao Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), redução de 1,5% para 1% a caminhões e ônibus; e de 17% para 12% a máquinas e equipamentos rodoviários. Além disso, foi concedida isenção do IPVA no primeiro emplacamento do veículo.
         
         “Os resultados são visíveis e mensuráveis na manutenção do equilíbrio fiscal do Estado, mesmo em anos de crise e o constante aumento da arrecadação, especialmente nos setores que foram beneficiados pelas desonerações”, completa o secretário Eder Moraes.
         
         MAIS REDUÇÕES
         
         Vale destacar que a implantação do regime ICMS Garantido Integral, a partir de 2003, resultou na redução de carga tributária de 17% para 8%, em média, para os segmentos econômicos integrantes dessa sistemática, como calçados e confecções, autopeças, materiais para construção, entre outros. O ICMS Garantido Integral consiste na arrecadação do imposto em um só momento, por ocasião da entrada de mercadoria no Estado, com desoneração integral de todas as operações posteriormente realizadas.
         
         Em março deste ano, o Governo de Mato Grosso firmou com o Governo de São Paulo sete protocolos para a implantação do regime de substituição tributária em relação às operações realizadas por contribuintes do ICMS. A sistemática, que entrou em vigor no dia 1º de junho, redundou na diminuição da carga tributária de 17% para 8%, equiparando-se à carga média do regime ICMS Garantido Integral.
         
         Os protocolos viabilizaram a migração do regime ICMS Garantido Integral para o de substituição tributária das operações com produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano e veterinário; rações para animais domésticos; com produtos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e equipamentos de informática; com bebidas quentes; materiais de limpeza e de construção; cosméticos, perfumes, artigos de higiene pessoal e toucador e sorvetes e comuns preparados para fabricação de sorvetes em máquina.
         
         Outra medida adotada pelo Governo de Mato Grosso que resultou em redução de carga tributária foi o congelamento do Preço Médio Ponderado a Consumidor Final (PMPF) do óleo diesel, em R$ 2,04, de setembro de 2005 a março de 2008, ou seja, uma diminuição de 11,77%, para beneficiar os setores de transportes e produtivo. Assim, a carga tributária do óleo diesel foi alterada de 17% para 15%. Desde março, o PMPF está congelado em R$ 2,12.
         
         É pertinente observar que, embora o Simples Nacional, regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas microempresas e empresas de pequeno porte, seja uma iniciativa do Governo Federal, a medida resultou em significativa diminuição de carga tributária em Mato Grosso, especialmente para o segmento industrial, de 12% para 3,51%.
         

     

    Fonte: 24 Horas News
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