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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    13-08-2008 | 10:08
    Um levantamento foi feito por pesquisadores americanos e deve ser publicado hoje Na imensidão da Amazônia há espaço para explorar petróleo

     

    Uma área de 688 mil km2 na floresta amazônica já está dividida em lotes para exploração de petróleo e de gás natural. Os blocos demarcados coincidem com as áreas mais bem preservadas e de maior biodiversidade da Amazônia. Cerca de 71% desse território fica na Amazônia peruana, mas há regiões no Brasil, na Bolívia, no Equador e na Colômbia. O levantamento foi feito por pesquisadores da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), e pelas ONGs norte-americanas Terra é Vida e Salvem as Florestas das Américas. O estudo será publicado hoje na "Public Library of Science" (www.plos org).

     

    Segundo a pesquisa, cerca de 495 mil km² já foram concedidos a empresas para atividades de exploração e produção de petróleo e de gás natural. O resto foi demarcado, mas ainda será leiloado. Nos últimos quatro anos, aumentou o ritmo de demarcação dos blocos para exploração no Peru. Em 2004, eram apenas oito. Hoje, já somam 64. A empresa pública responsável pelo leilão dos lotes é a PerúPetro S.A.

     

    Para Cecília Flores, da Gerência de Relações Comunitárias da PerúPetro, o País não pode prescindir do petróleo e do gás natural para seu crescimento industrial. Mas afirma que o Peru aprendeu com os erros das décadas de 1970 e 1980, quando surgiram vários povoados ao redor dos campos de petróleo, favorecendo o desmatamento. "Hoje, nós possuímos uma legislação socioambiental avançada", afirma Cecília.

     

    Ela aponta que, entre as diversas atividades econômicas baseadas na floresta, a exploração de petróleo é a menos invasiva. "Os protocolos das empresas (para evitar impactos sociais e ambientais) costumam ser mais exigentes do que a própria legislação", justifica.

     

    No Brasil, toda exploração está concentrada na bacia do rio Solimões. Duas empresas atuam na região: Petrobras e a argentina Oil M&S. Por enquanto, só o campo de Urucu, pertencente à Petrobras, está em produção. Cerca de 10% da área utilizada para exploração de petróleo na Amazônia ocidental encontra-se no País.

     

    Para Clinton Jenkins, co-autor do trabalho e pesquisador da Universidade Duke, a primeira recomendação para o Brasil é explorar petróleo sem abrir estradas para impedir o surgimento de novos aglomerados urbanos na floresta amazônica. "Não vai ser difícil para a Petrobras, acostumada a condições de exploração adversas", afirma Clinton Jenkins.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    13-08-2008 | 10:08
    O tesoureiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia de Mato Grosso, Alexandre Furlan, revelou que o prefeito Wilson Santos (PSDB), em quase quatro anos de mandato, nunca visitou a secretaria em busca de parcerias para atrair investimentos para Cuiabá. Para o líder industrial, esse afastamento simboliza a "sobreposição de uma politicagem mesquinha sobre o real interesse público da cidade e de seus habitantes".

     

    "O atual prefeito nunca nos procurou. Acho isso incrível, porque prefeitos de todo o Estado sempre nos visitavam, buscando informações e propondo parcerias. Essa postura do prefeito de Cuiabá passa a idéia retrógrada de que um adversário político não pode ser parceiro, ainda que em jogo estejam os interesses da coletividade", disse Alexandre Furlan, lembrando que PR e PSDB são adversários.

     

    Furlan alertou que, em que pese o descaso de Wilson Santos, novas indústrias de grande porte se instalaram nos últimos quatro anos na Capital, graças à articulação direta do Governo Estadual. "O que veio para Cuiabá se deu pelo trabalho do governador Blairo Maggi, e não do Wilson Santos", apontou Furlan.

     

    Ele observou que, caso tivesse ocorrido a soma de esforços entre Município e Estado, o aporte de investimentos privados canalizados para a Capital poderia ser muito maior.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    13-08-2008 | 10:08
    A realidade das indústrias de Mato Grosso será diagnosticada nos próximos meses. Desde o início de julho, o Instituto Euvado Lodi (IEL-MT) promove um censo do setor, que resultará no documento ‘Guia das Empresas 2008’. Serão reunidas informações como ramos de atividades, portes das empresas, matérias-primas e produtos comercializados, bem como origem e destino de ambos, geração de resíduos, entre outros. Os trabalhos tiveram início em Várzea Grande e devem prosseguir em Cuiabá e Cáceres.

    “A meta é rastrear todo o setor em Mato Grosso, mas ainda precisamos de algumas parcerias para manter a pesquisa”, explica a coordenadora de Pesquisa do IEL-MT, Carmen Cenira. Segundo ela, a iniciativa surgiu em virtude da grande demanda recebida pela instituição por informações sobre o segmento. “Empresas de outros Estados nos procuram para levantar dados específicos dos setores nos quais querem investir”, afirma.

    A pesquisa deve auxiliar também o poder público e entidades de outros setores. “O documento final pode ser traduzido como um perfil industrial de Mato Grosso, que servirá de base para estudos e análises sócio-econômicas”, salienta Carmen. A última pesquisa desse porte, realizada pelo IEL-MT, data do ano de 1995. “Todos os segmentos da indústria serão beneficiados, uma vez que os indicadores mostrarão, por exemplo, a quantidade de empresas informais instaladas. Quanto mais os setores se unem, mais eles se fortalecem”, destaca a coordenadora.



    GUIA EMPRESARIAL 2008 - Tão logo a pesquisa seja concluída, será compilada no ‘Guia Empresarial 2008’, que poderá ser adquirido por meio do IEL-MT. No documento, constarão o ramo de atividade, endereço e contato das indústrias. Atualmente, a entidade já disponibiliza para venda um cadastro de empresas, criado em 2007 e atualizado até junho deste ano, que registra cerca de 4.700 indústrias, com informações específicas para contato. “Os dados serão migrados para o ‘Guia das Empresas 2008’, mas enquanto o documento não é finalizado, as informações já podem ser obtidas em CD ou via internet”, explica Carmen. Informações sobre a pesquisa ou como adquirir o cadastro de empresas pelos telefones (65) 3611-1645 / 3611-1680.

     

    Fonte: Olhar Direto
    13-08-2008 | 10:08
         O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, assinam hoje (13) protocolo de intenções por meio do qual as indústrias paulistas se comprometem a combater o desmatamento ilegal, principalmente na floresta amazônica.
         
         Com o acordo, as indústrias de base florestal vão adquirir apenas produtos de fontes legais e devidamente documentados. O protocolo será assinado às 9h30, durante a abertura da 2ª Mostra Sistema Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.

     

    Fonte: 24 Horas News
    13-08-2008 | 10:08
    A produção industrial no Estado de São Paulo deve apresentar desempenho praticamente estável, com ligeira variação positiva de 0,1% em julho (dado com ajuste sazonal) na comparação com junho, segundo o SPI (Sinalizador da Produção Industrial), elaborado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pela AES Eletropaulo e divulgado nesta quarta-feira.

     

    Segundo a FGV, o resultado indica uma leve desaceleração no ritmo de atividade da indústria paulista, que havia crescido 2,8% no mês anterior. Em termos acumulados em 12 meses, o crescimento de 9,3% supera os 8,9% de junho de 2008.

     

    Fonte: Folha on-line
    12-08-2008 | 11:08
    Desempenho é resultado da situação econômica, que tem permitido investimento em imóveis. Entre janeiro e junho de 2008 foram emprestados R$ 79,5 milhões no Estado para compra de imóveis e materiais de construção

    Os financiamentos destinados à habitação em Mato Grosso cresceram 143,3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho de 2008 foram emprestados R$ 79,583 milhões ante os R$ 32,701 milhões verificados em igual intervalo de 2007. O montante é direcionado à aquisição de imóveis e compra dematerial de construção com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Os dados sobre as liberações são do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) do Banco Central do Brasil (BC).

     

    O incremento verificado de um ano para outro é resultado da estabilidade econômica vivenciada no país e no Estado, aumentando a renda da população, que por sua vez se encorajou a fazer investimentos de maior valor e com prazo mais longo. Somente para a construção, compra de material, reforma e ampliação, a expansão no crédito liberado foi de 1.344%, passando de R$ 2,596 milhões nos primeiros seis meses de 2007 para R$ 37,499 milhões este ano.

     

    Para o economista Benedito Dias, o crescimento vertiginoso verificado nos financiamentos com estas finalidades é decorrente da estabilidade econômica nacional e estadual, que acarretou no aumento da renda dos trabalhadores que enxergaram a oportunidade de comprar os insumos para a construção oferecidos pelas lojas com taxa de juros menor e outras facilidades que começaram a surgir como por exemplo, os financiamentos feitos pelos próprios estabelecimentos.

     

    Já os empréstimos feitos para a compra de casas ou apartamentos somaram R$ 42,084 milhões este ano, alta de 39,7% se comparado aos R$ 30,105 milhões registrados no ano anterior. Na avaliação do economista, a tendência é que neste semestre as liberações para o setor habitacional continue aquecido contemplando a demanda por moradia existente tanto no âmbito estadual quando no nacional e que aos poucos vem sendo diminuída, mas que ainda não está no nível ideal. "Com aumento da renda e redução no desemprego as pessoas tendem a buscar a moradia própria, que é uma necessidade básica da população".

     

    Mesmo que a taxa básica de juros (Selic) tenha aumentado de 12,25% ao ano para 13% a.a, no mês passado, divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), com objetivo e frear a inflação que começa a se aflorar em alguns produtos, principalmente os alimentícios e controlar os preços, o economista Benedito Dias, afirma que se a conjuntura macroeconômica permanecer nestes patamares ainda não irá refletir no desempenho dos empréstimos direcionados à habitação.

     

    Isso porque a economia está estável e a inflação que estava surgindo está desacelerando, tornando o mercado financeiro equilibrado novamente e mais confiante para tomada de crédito com valor maior e prazo mais alongado. Além disso as lojas oferecem condições especiais com parcelamento próprio ou financiado por algum agente financeiro.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    12-08-2008 | 11:08
     O nível de emprego na indústria cresceu 2,5% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado, perfazendo 24 meses de crescimento nessa base de comparação. Neste ritmo, o emprego industrial cresceu 2,7% no primeiro semestre, a maior expansão já apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2002. A folha de pagamento real dos trabalhadores também está em ascensão: 0,2% em relação a maio; 6,7% na comparação com junho de 2007; e 6,5% no acumulado primeiro semestre.

     

    Segundo a economista Isabella Nunes, da coordenação de indústria do instituto, o bom desempenho do mercado industrial está refletindo o nível elevado de produção do setor e está sendo puxado pelos segmentos que são destaque na atividade, como máquinas e equipamentos, material de transporte e produtos eletrônicos.

     

    Em comparação com junho do ano passado, o nível de emprego cresceu 10,3% no setor de máquinas e equipamentos; 9,9% no de meios de transporte; 12,4% no setor de máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações; e 3,1% em alimentos e bebidas. No semestre, os principais destaques foram as atividades de máquinas e equipamentos (12,6%), meios de transporte (10,8%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,9%) e alimentos e bebidas (3,1%).

     

    Por outro lado, Isabella disse que os segmentos mais empregadores da indústria, como calçados e vestuário, prosseguiram com resultados negativos na ocupação no primeiro semestre, o que impede um crescimento ainda mais vigoroso do emprego industrial. Em relação a junho do ano passado, os principais destaques negativos foram: calçados e artigos de couro (-9,4%), vestuário (-6,3%) e têxtil (-6,1%). No semestre foram: calçados e artigos de couro (-11,1%), vestuário (-5,0%), madeira (-8,2%) e têxtil (-5,4%).

     

    Apesar da influência negativa desses segmentos, Isabella observou que cerca de 70% da indústria apresenta crescimento no emprego. Na comparação com junho do ano passado, por exemplo, 10 dos 14 locais e 12 dos 18 setores pesquisados aumentaram o número de trabalhadores na indústria. Os principais destaques regionais foram São Paulo (3,6%), Minas Gerais (5,3%) e região Norte e Centro-Oeste (4,1%).

     

    Fonte: Gazeta Digital
    12-08-2008 | 11:08
    O consumo de aço no Brasil foi recorde para um semestre, no período de janeiro a junho deste ano. De acordo o IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), o consumo aparente (vendas internas mais importações) de produtos siderúrgicos chegou a 12,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2008. O volume é 21,5% superior ao que fora verificado entre janeiro de junho de 2007.

    Segundo o órgão, que agrega os principais produtores de aço do país, o nível recorde foi atingido em função do crescimento de setores da construção civil, automotivo e de bens de capital.

    A produção de aço bruto no semestre atingiu 17,4 milhões de toneladas, representando aumento de 6,9% em relação aos seis primeiros meses de 2007.

    Ao mesmo tempo, as vendas internas também foram recordes, chegando a 11,5 milhões de toneladas. Isso representa aumento de 18,4% na comparação com o primeiro semestre de 2007.

    Somente no setor de longos, voltado para a construção civil, as vendas cresceram 25,9%. Em relação aos aços planos, as vendas tiveram incremento de 13%, de janeiro a junho.

    A forte demanda interna, aliada à taxa de câmbio e reduções de alíquotas de importação, impulsionou as importações de aço, que cresceram 59%, somando 1 milhão de toneladas.

    Já as exportações da indústria siderúrgica arrefeceram no primeiro semestre. As vendas para o exterior de produtos acabados caíram 32,6%, ficando em 2,1 milhões de toneladas. As exportações de semi-acabados, por outro lado, cresceram 16,2%, atingindo 3 milhões de toneladas.

     

    Fonte: Olhar Direto
    12-08-2008 | 11:08
    Depois da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz/MT) começará a implantar neste ano mais um projeto integrante do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), iniciativa de âmbito nacional. Trata-se da Escrituração Fiscal Digital (EFD), cujo projeto-piloto será lançado no dia 21 de agosto, às 19h, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade (CRCMT), em Cuiabá.

     

    Na ocasião, o secretário de Fazenda, Éder Moraes, e técnicos do fisco estadual explicarão como funcionará o projeto-piloto. A EFD é um mecanismo novo de registro de escriturações, consistente no preenchimento e na escrituração digital em ambiente fazendário de Internet, bem como na recepção de informações eletrônicas com assinatura digital.

     

    Com a implantação da EFD, em substituição à escrituração impressa em papel, a empresa que utilizá-la poderá ser dispensada de apresentar grande parte das informações fornecidas na DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica) e outras obrigações acessórias relativas a outros tributos (IPI, PIS/COFINS, etc) no âmbito federal.

     

    No que tange às informações do Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), algumas obrigações acessórias que poderão ser incorporadas à EFD são: guias informativas anuais, livros de escrita fiscal e arquivos do convênio ICMS 57/95.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    12-08-2008 | 11:08
    Se ainda pairava alguma dúvida sobre a importância do uso consciente da energia, os dados levantados pela Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco) vieram acabar com ela. Devido ao mau uso da energia, o Brasil desperdiça cerca de R$ 10 bilhões por ano em petróleo, eletricidade e gás natural. Para se ter uma noção da gravidade desse número, só para construir a hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, localizada na Região Amazônica, serão necessários R$ 8 bilhões. A potência estimada da nova usina de Jirau é para a produção de 3.300 megawatts (MW). É como se a cada ano jogássemos fora mais de uma usina hidrelétrica desse porte.

     

    O cálculo representa 5% do volume de eletricidade distribuído por todas as concessionárias de energia do país somado à produção de petróleo pela Petrobras.

     

    Segundo a diretora-executiva da entidade, Maria Cecília Amaral, o desperdício está espalhado por todas as esferas da economia, mas o campeão de desperdício é o setor público, com 45% de perdas. Em segundo lugar está o comércio com 30% e, por último, a indústria, com 15%.

     

    De acordo com a Associação, um bom exemplo é dado pelo setor industrial que vem se preocupando cada vez mais com a redução do consumo de energia em suas linhas de produção. A Abesco avaliou que os custos de energia podem responder por até 70% do valor do produto fabricado, como é o caso dos bens que utilizam grande quantidade de alumínio em sua composição.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    12-08-2008 | 11:08
    Construção civil é o setor que mais contrata temporários, segundo agência.
    Maior número de temporários está na região Sudeste. A demanda urgente por mão-de-obra em vários setores fez com que muitas empresas recorressem ao trabalho temporário. No primeiro semestre deste ano, a demanda por esse tipo de empregado subiu 16% sobre igual período do ano passado, segundo a agência Gelre, uma das maiores do país no recrutamento de trabalhadores com contrato por tempo determinado.

     

    O maior número de temporários está na região Sudeste. "Até pelo número de habitantes e empresas, essa região - especialmente São Paulo - lidera o ranking de temporários", diz a gerente regional da agência, Cintia Fontoura.

     

    Porém, ela afirma que o maior crescimento ocorreu na região metropolitana de Recife (PE). "O desenvolvimento do Porto de Suape gerou uma necessidade muito grande de trabalhadores na região, e há pessoas de outros estados indo para lá."

     

     Setores - Além do número, mudaram também os setores que mais buscam trabalhadores temporários no último ano. "Antes, era o varejo quem mais contratava temporários. Agora, é a construção civil", diz Cintia. Segundo ela, até o ano passado, o varejo era responsável por 50% da contratação de temporários no país, enquanto a construção civil ficava na casa dos 20%. Em seguida, vinha o setor de promoções (20%) e áreas administrativas (10%).

     

    "Este ano, entre janeiro e julho, a construção foi responsável por 40% das contratações temporárias, enquanto varejo, promoções e administrativo concentraram 20% das vagas cada um", diz a gerente.

     

    Com isso, ficou alterada a sazonalidade do emprego temporário: antes, era o tipo de trabalho que surgia no Natal e na Páscoa, seguindo a necessidade do varejo. Com o crescimento da construção, no entanto, as vagas surgem o ano todo.

     

    Fonte: G1
    12-08-2008 | 11:08
    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que a queda das commodities (produtos cujo preço são definidos internacionalmente) vai acelerar o retorno da inflação para o centro da meta, de 4,5%, "no futuro". Em entrevista coletiva realizada ontem após reunião do Conselho de Administração da Petrobras, Mantega comemorou o recuo dos índices de preços, tanto no atacado como no varejo, que, segundo ele, refletem a reversão no processo de alta do preço das commodities.

     

    "Estou satisfeito com a redução da inflação em praticamente todos os índices de atacado e varejo. Isso significa que este processo de alta de commodities está sendo revertido e isto vai fazer com que nossa inflação possa caminhar mais rapidamente para o centro da meta, no futuro", afirmou Mantega.

     

    Ele ressalvou, no entanto, que o governo se mantém atento ao problema. "O governo continuará empenhado em controlar a inflação porque ela sempre pode voltar, sempre pode se difundir a partir daquilo que aconteceu no passado", disse.

     

    O ministro voltou a admitir a possibilidade de o governo elevar o superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida) para reforçar o trabalho antiinflacionário. "Nós já estamos fazendo um bom superávit primário. Se necessário for, o superávit é uma excelente arma para combater a inflação, porque ele diminui o gasto do Estado, diminui o dispêndio público e ajuda a segurar a demanda agregada", que já havia indicado que poderia lançar mão de um aperto fiscal maior para combater a inflação. A interpretação da Fazenda é que isso pode diminuir o ímpeto do BC em subir os juros.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    12-08-2008 | 11:08
    A exemplo do que ocorre no País, Receita aperta o cerco e acelera fiscalizações

    . A Receita Federal do Brasil anunciou ontem que irá acelerar o processo de investigação contra as 77 empresas que apresentaram indícios de sonegar contribuições previdenciárias em Mato Grosso. A blitz faz parte do programa integrante da Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização (Enaf), que está fazendo a verificação da situação fiscal nessas empresas. Na hipótese de comprovação dos indícios de irregularidades apontados, os contribuintes estarão sujeitos à autuação e ao pagamento de juros de mora e multa, que varia de 24% a 100%.

    O chefe do Serviço de Fiscalização do órgão em Cuiabá, Yuiti Shimada, informou que os contribuintes que quiserem regularizar sua situação poderão apresentar declaração retificadora antes do recebimento de intimação do órgão, pagando apenas a diferença do tributo devido acrescido de juros e multa de até 20%. Nos casos em que forem comprovadas fraudes, os autuados poderão ainda responder criminalmente.

    Os contribuintes em situação irregular poderão fazer o parcelamento dos débitos em até 60 vezes, com valores atualizados pela taxa Selic. Shimada faz questão de lembrar que a nova ação fiscal está direcionada a contribuintes com indícios de sonegação no âmbito das contribuições previdenciárias.

    Em todo o país a operação abrange 1,7 mil empresas, de um total de 6,45 mil contribuintes com indícios que demonstram possível existência de sonegação de contribuições previdenciárias, apresentando divergências na base de cálculo. Pelo cruzamento de dados, a Receita Federal descobriu que R$ 15 bilhões em remuneração paga aos empregados e prestadores de serviços dessas empresas não tiveram o devido recolhimento previdenciário.

    “Não temos ainda uma estimativa sobre os valores sonegados pelas 77 empresas identificadas em Mato Grosso. O que temos por enquanto são indícios de sonegação que poderão ser evidenciados pela fiscalização”, esclareceu Shimada.

    Ele disse que a unificação das Secretarias de Receita Federal e da Receita Previdenciária, no ano passado, agilizou o trabalho de fiscalização, permitindo o cruzamento das informações armazenadas nos computadores dos órgãos.

    “A Enaf foi um grande avanço para a Receita. Antes, a operação era regionalizada e agora todo o sistema está interligado, garantindo o cruzamento dos dados”, disse.

    ITR – O chefe substituto da Sefis, Gelson José Schwendler, informou que o prazo para a entrega da declaração de Imposto Territorial Rural (ITR) foi aberto ontem (11) e se estende até o próximo dia 30 de setembro.

    Todas as propriedades estão obrigadas a apresentar a declaração, inclusive as pequenas glebas rurais, com até 50 hectares.

    Em Mato Grosso, 114,96 mil propriedades rurais apresentaram declaração de ITR no ano passado. Quem não apresentar a declaração no prazo será multado em 1% ao mês – ou fração de atraso – sobre o montante do imposto devido.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    12-08-2008 | 11:08
    Os Correios lançam, nesta terça-feira (12), às 19h, na sede da CNI, em Brasília, selo personalizado e carimbo comemorativo alusivos aos 70 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    O lançamento ocorrerá em meio à cerimônia de celebração do aniversário da entidade, quando também serão concedidas as Medalhas de Mérito Euvaldo Lodi a diversas personalidades brasileiras, das áreas empresarial, artística, esportiva e política.

    A peça filatélica é composta por duas partes: a primeira traz, como pano de fundo, foto da bandeira brasileira tremulando ao vento e, à direita, em primeiro plano, mapa do Brasil preenchido por ipê amarelo. A segunda parte da peça filatélica apresenta a logomarca comemorativa dos 70 anos da CNI, nas cores azul, branco e laranja.

    A tiragem do selo é de 6024 unidades, que serão distribuídas aos presentes na cerimônia de aniversário da CNI e utilizadas em cartões para os funcionários e nas correspondências enviadas pela Confederação. Dentre os homenageados com a medalha Euvaldo Lodi estão o empresário Antônio Ermírio de Moraes, o senador Cristovam Buarque, o ex-jogador Pelé, a atriz Fernanda Montenegro e a ex-primeira dama Ruth Cardoso (in memoriam).

    Sobre a Confederação Nacional da Indústria

    Fundada em 12 de agosto de 1938, a CNI surgiu a partir da criação da Confederação Industrial do Brasil, datada de 1933, uma iniciativa de quatro federações de indústrias: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro - capital do Brasil à época.

    Ao longo de sete décadas, a CNI vem trabalhando para fortalecer e consolidar o parque industrial do país, por meio do apoio a empresas na abertura comercial, da promoção do aperfeiçoamento tecnológico da indústria nacional e de campanhas pela competitividade internacional do produto brasileiro, entre outras ações.

     

    Fonte: Mídia News
    12-08-2008 | 11:08
    O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ganhou força entre julho e agosto, pelo menos em termos de recursos orçamentários previstos. O pacote econômico do governo federal, carro-chefe do segundo mandato do presidente Lula, teve sua dotação autorizada aumentada em cerca de R$ 2,1 bilhões esse mês. Em julho, estavam autorizados em orçamento R$ 15,8 bilhões para serem aplicados no PAC, enquanto em agosto já estão previstos quase R$ 18 bilhões para obras do programa. O montante também supera em 9% a previsão de gastos e investimentos com o pacote em 2007, que fechou o ano em R$ 16,6 bilhões.

     

    Fonte: 24 Horas News
    12-08-2008 | 11:08
    O modelo de administração tributária adotado pelo Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), na gestão Eder Moraes, tem chamado a atenção de governadores e secretários de Fazenda de outros Estados. A adoção de medidas eficazes no combate à evasão fiscal aliada ao desenvolvimento econômico está possibilitando o crescimento da arrecadação tributária. Só no primeiro semestre deste ano, a receita do ICMS teve um crescimento real de 16%, ou seja, evoluiu de R$ 1,73 bi para R$ 2,01 bi, em relação ao semestre anterior. O crescimento nominal do ICMS foi de 21%.
         
         Outro produto de Mato Grosso que tem despertado o interesse dos governadores brasileiros é o Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Estado de Mato Grosso (Fiplan), criado no primeiro mandato do governador Blairo Maggi para aprimorar a gestão, melhorar a prestação de serviço à sociedade, reduzir gastos e o aumento do controle sobre as contas do governo.
         
         Na assinatura do Convênio de Cooperação Técnica do Governo de Mato Grosso com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) para implantação do programa Modernizando a Gestão Pública, ocorrido no final do mês passado, em Brasília (DF), os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho; da Bahia, Jaques Wagner; e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, falaram com o secretário Eder Moraes sobre o interesse em adquirir o sistema mato-grossense.
         
         O governador Blairo Maggi, segundo ele, já decidiu por uma ajuda mútua aos Estados brasileiros que desejarem adquirir o Fiplan. “Mato Grosso não vai cobrar por isso, levando-se em conta as relações federativas entre os Estados brasileiros. Os governadores interessados no Fiplan terão apenas o custo de manutenção e acompanhamento por uma empresa terceirizada, por meio de licitação, para que haja garantia da qualidade do sistema”, disse o secretário de Fazenda.
         
         Conforme Eder Moraes, com o Fiplan, o Governo de Mato Grosso vai fazer escola em muitos Estados. “O sistema permite melhor gerenciamento da execução do orçamento, unificando vários procedimentos da elaboração orçamentária e seu controle por todas as Secretarias do Estado”, reiterou o secretário de Fazenda, ao afirmar que dessa forma, o Estado conta com um banco de dados único, que auxilia no controle interno dos gastos e no acompanhamento da execução daquilo que foi planejado, gerando automaticamente as principais prestações de contas que deve fazer.
         
         MODERNIZAÇÃO
         
         Para aprimorar ainda mais a administração fazendária e a gestão pública estadual, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, buscou, junto ao Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), do renomado consultor Vicente Falconi, consultoria para melhoria de resultados e modernização institucional nas áreas da Fazenda, Segurança, Meio Ambiente, Administração, Planejamento e Detran. A execução do projeto começa na segunda quinzena de agosto.
         
         "Temos interesse em implementar novas metodologias de gestão e mensuracão de resultados. Em Mato Grosso, estamos acabando com o famoso jeitinho na área tributária, ou seja, não haverá mais espaco para arranjos precários na contabilidade das empresas. Efetivamente, essa nova era traz consigo a profissionalizacão do trato com a coisa publica", acrescentou o secretário Eder Moraes.
         
         Ele reforça que sistemas como o Fiplan, a contratacão do INDG, o aumento do efetivo fiscal, os investimentos em tecnologia e inteligencia fiscal, a intensificacão da fiscalizacão, bem como a qualificacão dos servidores fazendários, são provas contundentes de que o Governo Blairo Maggi está quebrando paradigmas e sendo modelo para o Brasil, notadamente na questão tributária, conforme pode-se constatar.

     

    Fonte: 24 Horas News
    11-08-2008 | 11:08
    Ágeis, habilidosas, detalhistas e caprichosas elas estão conquistando cada vez mais um setor que sempre foi ocupado pelos homens


     

    Basta um olhar mais atento a um canteiro de obras para verificar que o cenário apresenta mudanças. Ágeis, habilidosas, detalhistas e discretas, lá estão elas. Determinadas a trabalhar e garantir o sustento das famílias, as mulheres têm marcado presença da construção civil desempenhando atividades que, até poucos anos atrás, eram desenvolvidas apenas por homens.

     

    Elas atuam como pedreiras de alvenaria, pintoras de parede, azulejistas, carpinteiras, assentadoras de tijolos e outros serviços do ramo da construção e têm conquistado a confiança dos empregadores. São requisitadas por construtoras principalmente quando chega a hora do acabamento e fazem bonito na finalização das obras.

     

    Recente levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revela que o setor foi responsável por 16,4% da geração de vagas formais no país no primeiro semestre de 2008. Em Mato Grosso, o segmento fechou o semestre com saldo de 5,524 mil novas vagas, 65,5% a mais que o montante obtido nos primeiros seis meses de 2007. Segundo o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), Gilberto Figueiredo, a tendência de aquecimento no setor deve ser mantida no Estado em razão do crescimento econômico da região. Como resultado, vêm as novas oportunidades de trabalho.

     

    De olho no mercado promissor Irinésia Aparecida de Andrade resolveu buscar qualificação. Aos 43 anos, a moradora do Parque Nova Esperança, em Cuiabá, decidiu investir em uma nova carreira. Ela, que já atuou na área de alimentação de hotéis e vendeu salgados e roupas para, juntamente com o marido, garantir o sustento dos dois filhos, agora quer espaço nos canteiros de obras. A meta de Irinésia é concluir todos os cursos oferecidos pela Escola Senai da Construção, em Cuiabá. Já estudou soldagem, pintura em paredes e assentamento de revestimentos. Atualmente acorda às cinco da manhã, arruma a casa e sai apressada para não perder nenhuma aula do módulo de marcenaria. E já reservou vaga para a turma de formação de pedreiros de alvenaria.

     

    Irinésia afirma não ligar para o preconceito. Ela diz que o fato de estar estudando para ser pedreira gerou certa estranheza entre as pessoas mais próximas. Mas nada que a fizesse perder a coragem. Entre as várias áreas de atuação descobertas por ela ao longo dos cursos, destaca a soldagem, pela qual se diz "apaixonada". Uma paixão que ela pretende transformar em dinheiro. "Depois de me qualificar em todas as áreas vou oferecer meus serviços. Trabalho tem e as mulheres são valorizadas, porque são muito caprichosas".

     

    A possibilidade de obter uma boa renda atuando na construção também foi descoberta por Juliana Maria Silva Santos, 24. A artista visual, formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), trabalha como arte-educadora em uma escola da Capital e também é aluna da Escola Senai da Construção. Fez o curso de pintura em obras e aposta na atividade para engrossar o orçamento. Juliana explica que, a partir do conhecimento obtido no curso, tornou-se apta a realizar desde o preparo de uma parede até a aplicação de texturas de todos os tipos. Com o preço cobrado por este tipo de serviço ficando em média a R$ 15 (o metro quadrado), a professora estima bons rendimentos com a atividade extra. Ela aguarda a criação de um novo módulo, voltado mais especificamente à decoração, para seguir com o projeto pessoal de aperfeiçoamento e aproveitar as oportunidades de renda provenientes da construção civil.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-08-2008 | 11:08
     Fundada em dezembro de 2007, a Escola Senai da Construção qualificou até o momento em Cuiabá três mil trabalhadores. Integram este grupo cerca de 300 mulheres. O número superou as expectativas, informa o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), Gilberto Figueiredo. Segundo ele, inicialmente estimava-se que as mulheres representassem aproximadamente 3% do volume de alunos. Para Figueiredo, a participação da mão-de-obra feminina em atividades do setor da construção tradicionalmente destinados aos homens é uma tendência de mercado. Ele explica que, entre as construtoras, quando não existe uma preferência pela contratação de mulheres, também não é apresentada nenhuma rejeição, o que mostra a aceitação do mercado às novas trabalhadoras.

     

    Figueiredo ressalta que, com o aquecimento da construção civil, aumenta a necessidade de mão-de-obra, fator percebido pelas mulheres, que passam a apostar em qualificação para concorrer em nível de igualdade com os homens neste mercado. Sobre as qualidades do serviço feminino, o diretor do Senai destaca, em primeiro lugar, o nível de comprometimento. "As mulheres dão continuidade àquilo que iniciam, levam até o fim seus projetos. Prova disso é que os níveis de evasão dos cursos entre as mulheres são baixíssimos", declara. E acrescenta que as mulheres apresentam grande empenho em buscar a perfeição no desempenho das tarefas, fator extremamente valorizado pela construção, já que "serviço mal feito gera retrabalho, perda de tempo e dinheiro".

     

    No que diz respeito ao comportamento no ambiente de trabalho, a participação feminina também é digna de créditos, segundo o diretor do Senai. Gilberto Figueiredo explica que as alunas têm mostrado grande habilidade no quesito relações interpessoais, o que também é valorizado por quem está em busca de profissionais de alta qualidade.

     

    Dados do Senai dão conta de que, no primeiro semestre, 118 mulheres fizeram o curso de Pintor de Obras, o primeiro colocado em volume de participações na Escola da Construção, seguido por aplicador de revestimentos, que fechou o semestre com 69 mulheres.

    A Escola A Escola Senai da Construção foi criada em 2007 e está instalada em uma área de 42 mil metros quadrados no Distrito Industrial de Cuiabá. Informações (65) 3667-1586. (GC)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-08-2008 | 11:08
    Os números de inflação medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) agradaram ao Ministério da Fazenda, mas ainda não deixaram eufórico o ministro Guido Mantega. Para eles, ainda não é possível baixar a guarda no esforço antiinflacionário. A avaliação é de que o IPCA de 0,53% em julho, que ficou abaixo das expectativas, e o IGP-M, com deflação de 0,01% na primeira prévia do mês, confirmam a análise de que a inflação dos últimos meses foi provocada pelo choque de commodities, especialmente alimentos.

     

    Essa posição é diferente da que vem sendo manifestada pelo Banco Central (BC), que atribui maior peso ao aquecimento do nível de atividade do País na escalada dos preços. Mas Mantega e sua equipe também consideram que não se deve desprezar o fato de os demais itens do IPCA estarem se acelerando, refletindo os chamados efeitos secundários do choque externo (quando a inflação se espalha), que ainda estão sendo combatidos com a combinação das políticas monetária e fiscal.

     

    Para os técnicos da Fazenda, o problema inflacionário ainda não está resolvido. Por isso, continuam trabalhando com um cenário de elevação do juro pelo BC, embora entendam que o ambiente que agora se desenha mais claramente mostra que não será necessário um ajuste muito profundo da Selic.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-08-2008 | 11:08
    Em palestra em Cuiabá, economista Paul Singer lota auditório e repassa noçõesEconomista Paul Singer, elogiou em Cuiabá, um dos exemplos que conheceu aqui, o Cubo Card. “Está no caminho certo”

     

    “De todos os animais que a zoologia estuda o homem é aquele que nasce mais indefeso e demora anos até atingir a independência relativa à primeira infância”. Com estas palavras o economista Paul Singer iniciou a sua palestra sobre Economia Solidária (ES), criticando o capitalismo que teria subvertido a vocação natural para o auxílio mútuo por uma idéia de competição inata. Seria a concepção da meritocracia (seleção), como se todos competissem em pé de igualdade e pudessem vencer, apesar dos círculos viciosos impostos pela concentração de riquezas. Singer esteve na semana passada pela primeira vez em Cuiabá. Auditório lotado no Palácio da Instrução.

    Para o doutor Paul Singer, Secretário Nacional de Economia Solidária (Senaes) que é um braço do Ministério do Trabalho e Emprego, a economia solidária é uma reação ao pensamento dominante, ideológico e econômico.

    Economia solidária é um conjunto de princípios de igualdade e democracia que pressupõe autoconfiança e cooperação entre pessoas diferentes com habilidades diferentes.

    Segundo o professor existem moedas sociais, mas a iniciativa do Cubo Card, em Mato Grosso, é admirável e se encontra no caminho certo para o aperfeiçoamento da economia solidária. Apesar da pequena adesão das empresas privadas, as cooperativas podem dar vazão aos créditos acumulados e possibilitar o fortalecimento coletivo.

    Singer é um exemplo de vida. Em seus 60 anos de militância socialista combateu o capitalismo durante quase 50 anos, com o objetivo de destruir-lhe. De 1996 para cá percebeu que a construção de um caminho alternativo é muito mais eficiente. E este caminho é a economia solidária que tem entre suas maiores qualidades a inteligência coletiva na resolução dos problemas.

    “Entre o coletivo tirânico e o capitalismo fico com o segundo. Pelo menos neste, quando as pessoas saem das fábricas podem mandar no resto do seu dia” disse Paul Singer. Acreditar no coletivo não significa desprezar o indivíduo e este é um dos ensinamentos da economia solidária.

    BRASIL - O último mapeamento feito pela Senaes aponta o envolvimento de dois milhões de pessoas trabalhando sob os princípios da economia solidária. Contudo, o professor Singer acredita que há muito mais pessoas praticando a economia solidária dado que os mais pobres a adotam para sobreviver. Este auxílio mútuo é muito comum nas classes de menor poder aquisitivo.

    O que a economia solidária faz é valorizar as diferenças e as habilidades específicas produzindo mais e com melhor qualidade de vida para todos. A economia solidária para ele é uma proposta emancipadora, pois não há patrão, há cooperação e divisão justa e democrática do que é produzido.

    Aliás, a divisão da produção é um capítulo a parte, pois não há um modelo engessado. Há uma flexibilidade quanto às escolhas tomadas inclusive dentro da própria cooperativa. Todavia o professor explicou que há quem remunere de maneira diferente os cooperados seja pelo valor do trabalho, seja pela necessidade. Ele prenuncia: “Dê cada um segundo a sua possibilidade e receba cada um segundo a sua necessidade”.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
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