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Sábado, 24 de Junho de 2017
NOTÍCIAS
    10-06-2008 | 10:06
    Os deputados governistas que carregam para o Planalto o andor da recriação da CPMF registravam ontem dissidências de até 20% nos partidos da base na terceira tentativa de votar a proposta que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), além dos votos contrários de pequenas bancadas como o PV, o PMN, o PHS e o PSC.

    Para aprovar a cobrança são necessários 257 votos e, nos cálculos governistas, a base deverá reunir em torno de 270 a 280 votos. O placar é considerado apertado. Nos últimos dias, os governistas não se preocuparam com o quórum na Câmara e a votação, marcada inicialmente para hoje, só poderá acontecer em sessão à noite. Líderes partidários antecipam que querem deixar para quarta-feira, quando esperam garantir os votos necessários em suas bancadas.

    Desde quinta-feira passada, não houve sessão ordinária no plenário, e não foi cumprido, assim, o prazo para o relator do projeto na comissão de Seguridade Social, Rafael Guerra (PSDB-MG), apresentar o seu parecer. O pedido de prazo foi uma manobra da oposição que acabou adiando em uma semana a votação do projeto da CSS.

    O governo enfrenta focos de resistência entre parlamentares que relutam em assumir o desgaste político de aprovar um novo imposto tão próximo das eleições municipais, da bancada da barganha, que usa momentos decisivos para o governo para pedir o atendimento de suas reivindicações, como a liberação de emendas feitas ao Orçamento da União para suas bases e loteamento de cargos, e deputados que são contra a CSS por convicção.

    O argumento governista apresentado para diminuir dissidências na base de que a cobrança da CSS só será a partir de janeiro do próximo ano tem sido usado pelos próprios aliados para tentar jogar a votação do projeto para outubro. Para evitar desgaste principalmente para os deputados que são candidatos a prefeito, há aliado defendendo que a votação da CSS fique para depois das eleições.

     

     

    Fonte: Diário de Cuiabá

    Data: 10/06/2008
    10-06-2008 | 10:06

    O Federal Reserve (Fed, o BC americano) não permitirá que se instale a idéia de que a inflação vai se acelerar, disse nesta segunda-feira (9) o presidente do banco, Ben Bernanke, em um discurso sobre a situação da primeira economia mundial.

     O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil) "resistirá com firmeza a um agravamento das expectativas da inflação a longo prazo, já que isto poderia desestabilizar o crescimento e alimentar a própria inflação".

    O Fed deve examinar o nível de suas taxas básicas de juros em sua próxima reunião de política monetária, nos dias 24 e 25 deste mês.

    Vários responsáveis manifestaram nos últimos dias seus temores sobre a inflação e descartaram a idéia de uma nova queda na taxa básica, atualmente em 2%.

    Bernanke, que falava na conferência anual do Fed de Boston, estimou que apesar das más notícias sobre o emprego, os últimos indicadores econômicos afetaram apenas "modestamente" as perspectivas de crescimento. "O risco de que a economia enfrente uma desaceleração substancial parece ter diminuído no último mês", afirmou.

    O desemprego cresceu a 5,5% da população ativa em maio nos Estados Unidos, contra 5% em abril, e a economia americana perdeu empregos pelo quinto mês consecutivo, com a redução de 49 mil postos de trabalho, contra 28 mil em abril.

    Fonte: Folha online

    Data: 10/06/2008

     

     

    10-06-2008 | 10:06

    O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pela economia do país) brasileiro cresceu 5,8% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira. Ao todo, a economia movimentou R$ 665,5 bilhões de janeiro a março, 0,7% acima do constatado em trimestre imediatamente anterior.

    Entenda o que é PIB e como é feito seu cálculo

    O resultado ficou acima do que previam economistas e analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal conhecida como relatório Focus. Conforme divulgou o BC ontem, o mercado aguardava crescimento de 5,66% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

    Conforme o Focus, a economia brasileira terminaria o ano com crescimento de 4,77%. Para 2009, o mercado financeiro prevê uma expansão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.

    Fonte: Folha online

    Data: 10/06/2008

     

    09-06-2008 | 10:06

    O consumidor pouco olha a taxa de juros na hora de tomar um empréstimo no banco. Estudo do Ibmec-SP sobre o uso racional do crédito mostra que a variável que mais estimulou o aumento dos financiamentos nos últimos anos foi a extensão dos prazos de financiamento. 

    Não porque o consumidor procura alongar, a perder de vista, o pagamento de suas dívidas, mas pelo fato de que os prazos maiores permitiram a redução do valor das prestações, colocando as parcelas no orçamento restrito de uma parte da população que não tinha acesso ao crédito. Ou seja, o prazo maior fez pela expansão do crédito o que, de outra forma, só um aumento substancial na renda poderia ter feito.

    Autor do estudo, o economista Domingos Pandeló afirma que a decisão de fazer um empréstimo no banco com juros proibitivos tem mais a ver com necessidades pontuais de caixa e com a comodidade do que com taxas e prazos. Quanto mais fácil a adesão ao financiamento -como o cheque especial, o cartão de crédito e os limites pré-aprovados-, mais irracional o consumidor se mostra do ponto de vista econômico, que avalia a relação custo/ benefício, afirma Pandeló.

    "O banco conhece o comportamento do cliente e tem o crédito pré-aprovado para isso. As operações de longo prazo, que têm maior valor, costumam ser mais racionais porque não envolvem uma decisão impulsiva. Ninguém compra um imóvel por impulso. Tem de negociar o financiamento. O carro talvez não se enquadre nisso, apesar do valor maior.

    É bem comprado para mostrar a ascensão social --não é racional", disse. Para quem pensa que as empresas têm um comportamento mais racional na tomada de crédito, o estudo revela que, em caso de necessidade, tanto pessoas jurídicas quanto consumidores pessoa física aceitam qualquer taxa para honrar seus compromissos. Para as empresas, a irracionalidade no crédito acontece nas operações de curto prazo, como o desconto de duplicatas, o capital de giro e a conta garantida. Termômetro

    Para chegar a essas conclusões, Pandeló pesquisou as séries temporais de volume de crédito do Banco Central desde novembro de 1996. A partir daí, chegou a uma relação de elasticidade para ver o quanto uma variável, como o aumento de juros ou a extensão do prazo, impacta a demanda por crédito.

    No caso dos juros, Pandeló observou que o volume de crédito varia segundo uma correlação que vai de -1 a 1. Quando mais próximo de -1, maior o grau de racionalidade, pois significaria que o crédito encolhe proporcionalmente à medida que os juros sobem. Já a correlação 1 indica o oposto, um comportamento irracional em que o volume de empréstimos cresce com a alta do juro.

    Isso acontece, por exemplo, com o cheque especial, que tem elasticidade de 0,09. "É uma aberração. Significa que, se aumenta a taxa do cheque especial, a demanda cresce um pouquinho. O sujeito está tão endividado que, mesmo aumentando a taxa, precisa tomar mais porque não consegue cobrir aquela dívida", disse Pandeló.

    No segmento de pessoa física, o comportamento mais racional foi observado no crédito pessoal, modalidade cuja demanda é mais afetada pelo juro maior. A modalidade, que inclui o crédito consignado, envolve a negociação direta do cliente com o gerente do banco.

    De 1996 até janeiro de 2004, a elasticidade do crédito pessoal era de -0,52, uma das mais racionais vista no estudo. Com a entrada em vigor do consignado, em 2004, essa relação vai para -0,31, indicando uma racionalidade menor.

    Juros x prazo

    No caso do financiamento de veículos, até o início de 2004, a elasticidade do crédito estava em -0,68, seguindo um padrão de alta racionalidade. Depois de 2004, quando os prazos começaram a se dilatar, a correlação continuou negativa, mas em apenas 0,13. Ou seja, com prazos maiores, eventuais aumentos dos juros passaram a ser menos importantes na hora de financiar um carro.

    "A explicação para a queda da racionalidade no financiamento de veículos foi o aumento de prazo. Você começou a incorporar nesse universo pessoas que ficavam fora desse mercado. Hoje, você compra carro novo com prestação entre R$ 200 e R$ 300. São pessoas que não vão tanto pela taxa, e, sim, pelo valor da prestação", disse.

    O mesmo exercício de elasticidade cabe em razão do aumento de prazo de financiamento. No caso, a correlação também varia de -1 a 1, porém em sinal invertido: 1 indica o grau maior de racionalidade, com a extensão de prazo levando ao aumento do crédito; e -1, a situação inversa.

    Para o financiamento de veículos, o aumento de prazo implica numa elasticidade de 0,28 do crédito, daí a explosão no financiamento de veículos, cuja carteira saltou de R$ 31,7 bilhões, no fim de 2003, para R$ 110,7 bilhões no fim do ano passado --aumento de 250%.

    Dos segmentos de financiamento, o cartão de crédito é o mais sensível ao aumento dos prazos, com variação de 0,52. "O parcelamento das compras em até 12 vezes sem juros é o que mais estimula o consumidor a comprar. As prestações ficam baixas, quase insignificantes. Só que uma [parcela] se soma a outra. E, quanto maior o prazo, maior o risco de alguma coisa dar errada", disse.

     Fonte: Folha online

    09-06-2008 | 10:06
    Preocupado com o ritmo forte da expansão do crédito, o Banco Central estuda tomar medidas para esfriar esse mercado, conforme antecipou a Folha no fim do mês passado. O objetivo é evitar o aumento de risco de crédito e reduzir a pressão de demanda na inflação.

    Para Domingos Pandeló, economista do Ibmec-SP, a política adotada pelo Banco Central de aumentar os juros tem pouco impacto na demanda por crédito.

    "O simples aumento da taxa de juros tem um impacto muito pequeno ou quase nenhum na demanda por crédito. Uma parcela significativa das pessoas que tomam recursos e tornam suas contas parceladas olha se a prestação cabe no bolso. E cabe no bolso porque o prazo está maior. A redução dos prazos seria mais eficaz do que o aumento da taxa na contenção da demanda", disse.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a cogitar um limite nos prazos dos financiamentos, mas a idéia foi rechaçada dentro e fora do governo.

    Uma das idéias em pauta é exigir dos bancos um índice maior de capitalização para os empréstimos de prazo mais longo. Medida semelhante foi adotada no mercado de câmbio, limitando a especulação com moedas.

    Medidas como o aumento do recolhimento compulsório (dinheiro retido pelo BC) também são polêmicas, pois funcionam como um imposto e elevam os custos dos bancos, que são repassados ao crédito.

    Outra preocupação do governo é o lançamento de debêntures (títulos emitidos para captar recursos) das empresas de leasing ligadas a bancos. O Banco Central considera que pode existir um desvirtuamento das operações dos bancos nessa área e que há possibilidade de que algumas estejam até mesmo irregulares.

    Em abril, o volume de crédito liberado no sistema financeiro brasileiro alcançou o recorde de R$ 1 trilhão.

    Fonte: Folha online
    09-06-2008 | 10:06

    A economia brasileira deve registrar um crescimento de 5,66% no primeiro trimestre de 2008 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Essa é a previsão dos economistas e analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central na pesquisa semanal conhecida como relatório Focus.

    O resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pela economia do país em um determinado período) será divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    A pesquisa do BC estima ainda uma desaceleração ao longo dos próximos trimestre, quando o PIB cresceria, respectivamente, 5,20%, 4,50% e 4,08%. Os dados consideram sempre a comparação com o mesmo trimestre de 2007.

    Dessa forma, a economia brasileira terminaria o ano com crescimento de 4,77%. Para 2009, o mercado financeiro prevê uma expansão de 4%. Ambas estão abaixo da projeção oficial do governo, de 5% para os dois anos.

    Juros e crise internacional

    A desaceleração do PIB deve acompanhar o aumento da taxa básica de juros promovido pelo BC para tentar manter a inflação próxima do centro da meta para este ano, que é de 4,5%.

    A mesma pesquisa do BC, no entanto, já aponta para uma inflação de 5,55%. No mesmo período, os juros subiriam dos atuais 12,25% ao ano para 14% ao ano até dezembro.

    Fonte: Folha online

    09-06-2008 | 10:06

    Pela terceira semana seguida, os governistas tentarão votar a emenda 29 (que amplia os recursos para a saúde) e a nova CPMF, batizada de CSS (Contribuição Social para Saúde).

    No esforço para assegurar os votos, os aliados fazem acordo e aceitam, como apelaram os governadores, que os Estados descontem os recursos gastos com o Fundeb, o fundo de educação, das receitas que servem de base de cálculo para os 12% vinculados com a área da saúde.

    Apesar da dedicação, os líderes dos partidos aliados fecham uma contabilidade arriscada, com 267 a 272 votos favoráveis. Para aprovar o novo imposto são necessários 257 votos.

    A idéia dos governistas é colocar a emenda 29 com a CSS em votação na quarta-feira, dia de quórum alto na Câmara. Até lá, vão ampliar as reuniões e dar mais atenção aos indecisos. Um dos desafios está dentro da própria base aliada: integrantes do PTB, PV, PR, além do PMN e PHS, resistem à votação, a quatro meses das eleições.

    "A maior demonstração de que a gente tem voto é que a oposição usou de manobra regimental para adiar a votação, pois sabia que ia perder", afirmou o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE).

    Presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Rafael Guerra (PSDB-MG) afirmou que as dificuldades para o governo vão continuar, sinalizando que a oposição manterá obstruções para postergar a votação. "A população não quer a CSS, isso é muito claro", disse.

    O novo imposto, com alíquota de 0,1% sobre movimentações financeiras (contra 0,38% da CPMF), começaria a ser cobrado apenas em 2009.

     

     Fonte: Folha online
    09-06-2008 | 10:06

    O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) subiu 1,88%, em maio, contra alta de 1,12% em abril, informou nesta segunda-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas). No ano, o índice acumula alta de 5,16% e, nos 12 meses até maio, alta de 12,14%.

    A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-M e do IGP-10 --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-DI de maio foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

    O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 2,22%, contra 1,30% um mês antes. O índice relativo a Bens Finais subiu 1,45% --em abril o índice havia registrado apenas variação positiva de 0,05%. A principal contribuição para a aceleração partiu do subgrupo alimentos in natura (de deflação de 7,58% para alta de 4,04%). Excluídos alimentos in natura e combustíveis, o índice subiu 1,28% (contra 0,84% um mês antes).

     O índice do grupo Bens Intermediários subiu 2,32% em maio, ante 1,88% em abril. O destaque veio do subgrupo materiais e componentes para a construção (de 0,56% para 3,86%). Excluídos combustíveis e lubrificantes para a produção, a alta foi de 1,88%, contra 1,91% no mês anterior.

    No estágio das Matérias-Primas Brutas, houve alta de 2,96% em maio, contra 1,90% em abril. Os destaques foram soja em grão (-4,06% para 0,62%), mandioca (-6,53% para 0,73%) e milho em grão (-1,10% para 2,09%). Em sentido oposto, os destaques foram arroz em casca (27,78% para 15,98%), trigo em grão (9,62% para 0,78%) e leite in natura (5,93% para 3,72%).

    O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,87% em maio, contra 0,72% em abril. A maior contribuição veio do grupo Alimentação (de 1,69% para 2,33%), com destaque para hortaliças e legumes (5,48% para 10,20%), arroz e feijão (-3,47% para 4,57%), carnes bovinas (1,28% para 3,97%) e aves e ovos (-2,41% para 1,68%).

    Também subiram os preços nos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,81%) e Educação, Leitura e Recreação (0,07% para 0,34%), com destaque para artigos de higiene e cuidados pessoais (0,26% para 0,98%), serviços de cuidados pessoais (0,22% para 0,37%) e tarifa de passagem aérea (-1,81% para 7,25%).

    Registraram decréscimos os preços nos grupos Habitação (0,22% para 0,18%), Vestuário (1,23% para 0,37%), Transportes (0,33% para 0,21%) e Despesas Diversas (0,19% para -0,08%), com destaque para material de limpeza (1,28% para 0,64%), roupas (1,84% para 0,95%), gasolina (0,78% para 0,12%) e mensalidade para TV por assinatura (0,01% para -1,23%). O núcleo do IPC subiu 0,44% em maio, contra 0,38% em abril.

    Dos 87 itens componentes do índice, foram excluídos 39 para o cálculo do núcleo. Destes, 16 registraram variações acima de 1,47%, linha de corte superior, e 23 apresentaram taxas abaixo de -0,11%, linha de corte inferior. Em maio, o índice de dispersão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 64,69%, 3,29 ponto percentual acima do divulgado em abril, de 61,40%.

    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 2,02% em maio, contra 0,87% um mês antes. O índice relativo a Materiais passou de alta de 0,92% em abril para 1,77% em maio. A taxa do grupo Serviços subiu de 0,57% para 0,77%. O grupo Mão-de-Obra avançou de 0,88% para 2,50%. A aceleração foi conseqüência de reajustes salariais por ocasião da data base nas cidades de Fortaleza, Brasília, Goiânia e São Paulo.

     Fonte: Folha online

    06-06-2008 | 10:06

    O desabastecimento provocou uma alta de 42% em relação a março. Hoje as bolsas de 50 kg são vendidas a R$ 24

    Duas semanas após a retomada da produção de cimento pela fábrica de Nobres (146 Km de Cuiabá), o produto ainda continua em falta no mercado local e os preços chegaram ao patamar de R$ 24, alta de 42% em relação aos valores praticados no mês de março (R$ 16,90).

    O reflexo imediato é o atraso nas obras de construção civil. “Já notamos isso e a tendência é o cenário se manter por mais algumas semanas até que a situação seja normalizada”, diz o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Estado (Acomac), Wenceslau Souza Júnior.

    Segundo ele, o desabastecimento e a conseqüente alta nos preços foram motivados por um “conjunto de fatores”, como a paralisação temporária da fábrica de cimento de Nobres – responsável pelo suprimento de 80% do mercado com a marca Itaú, do Grupo Votorantim – a retomada da construção civil após o período das chuvas e um maior volume de obras em função do aumento do poder aquisitivo da população e da maior oferta de crédito no mercado.

    Além disso, muitas lojas estão comprando cimento em outras regiões e pagando frete. “Tem empresas trazendo cimento de Campo Grande (MS), Brasília, Paraná e até São Paulo”, informou. Mesmo assim, as lojas não estão conseguindo atender a demanda local em função do forte ritmo das obras. A grande maioria das lojas só está comercializando o produto de forma racionada, permitindo aos clientes comprar apenas em pequenas quantidades.

    Sem produção e com muitas obras, o abastecimento e a alta do produto foram inevitáveis. “Acreditamos que ainda levarão alguns dias para o mercado ser normalizado e os preços voltarem aos patamares do mês passado”, previu Júnior.

    Segundo ele, após a retomada da produção a fábrica de Nobres reduziu a cota para o comércio varejista para atender um maior número de clientes. “Daqui para frente temos que ter paciência, pois a normalização é uma questão de tempo”.

    Em Cuiabá, a bolsa de 50 Kg estava sendo comercializada ontem por preços que variavam entre R$ 22,90 a R$ 24.

    De acordo com o empresário Antônio de Arruda, proprietário da Moinho, os pedidos das casas de materiais são cada vez maiores. “O comércio varejista está tentando formar estoque em depósito, mas não está conseguindo porque a entrega pela fábrica também está sendo racionada”.

    De acordo com o presidente da Acomac, Wenceslau Júnior, o volume das encomendas entregues pelo cimento Itaú foi reduzido em 66% nos últimos dias. “Se a empresa entregava uma cota de 600 bolsas por semana para uma casa de materiais de construção, hoje só está entregando 200 bolsas”, relatou.

    Esta é a segunda crise do cimento em um período de menos de um ano. Em julho de 2007, o mercado da Grande Cuiabá foi atingido pela crise nacional e ficou sem o produto temporariamente.

    O cimento, que antes da primeira crise chegou a ser comercializado por até R$ 11,50, teve seu preço elevado para R$ 23, alta de 100%. Com o decorrer do tempo, a abastecimento foi normalizado e os preços também sofreram queda gradual, chegando ao patamar de R$ 14,50 no início de maio. Com a nova crise, motivada pela paralisação da fábrica de Nobres e maior volume de obras, os preços voltaram a disparar e atingiram a casa de R$ 24.

    A previsão do setor é de que após a normalização do abastecimento os preços do produto caiam para R$ 18.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá

    Data: 06/06/2008

     

    06-06-2008 | 10:06
    Além dos preços elevados, as lojas estão racionando a venda de cimento aos consumidores para atender os clientes. É o caso da Correia Materiais para Construção, que estava vendendo no máximo cinco bolsas para cada cliente. “O produto realmente está escasso, por isso estamos limitando as vendas para atender aqueles que nos procuram”, disse um vendedor da loja. Na Correia, o cimento da marca Ciplan estava sendo vendida ontem ao preço de R$ 23,90.

    No caso da Moinho, a empresa também foi obrigada a “limitar” o atendimento para atender os clientes. “A situação ainda é preocupante, mas tende a normalizar a partir do momento em que a Itaú conseguir repor todo o estoque no mercado”, disse o dono da loja, Antônio de Arruda. A cota de cimento na Moinho foi estipulada entre 15 e 20 bolsas por cliente.

    A Beira Rio também estava racionando a venda de cimento, porém em uma quantidade menor para os clientes, segundo informou ontem um funcionário. “Se o cliente levar outros materiais a cota de cimento pode chegar a até 10 bolsas”. Na loja da Avenida Carmindo de Campos, o estoque ontem pela manhã estava abaixo de 40 bolsas e a loja estipulou a “cota” em até 5 sacas por cliente. O cimento da marca Cauê estava sendo vendida ontem ao preço de R$ 22,90. Na loja do bairro CPA, a Beira Rio só contava ontem com estoque de quatro bolsas. “Vai acabar daqui a pouco”, afirmou um vendedor, acrescentando que a loja só tinha previsão de receber nova remessa na próxima segunda-feira.

    A Todimo é uma das poucas lojas que ainda tem estoque do cimento Itaú. “Mas o abastecimento ainda não está normalizado”, admitiu um funcionário. Segundo ele, a loja foi obrigada a racionar a venda para atender um maior número de consumidores. “A nossa orientação é vender no máximo 20 bolsas por cliente”, afirmou um vendedor. A Todimo estava vendendo ontem a bolsa de cimento por R$ 22,99. “Não sabemos quando a situação vai se normalizar, acreditamos que dentro de mais alguns dias, pois o mercado ainda não se ajustou após a retomada da produção da fábrica de cimento de Nobres”.

    Um vendedor da Bigolin informou que a situação “ainda não está normalizada”, apesar da grande procura pelo produto na loja. Ontem a empresa recebeu uma remessa de 500 bolsas e, por volta do meio dia, o estoque já estava praticamente zerado. Ele explicou que a Bigolin trabalha com cimento Cauê e estava vendendo a bolsa por R$ 23,90.(MM)

    Fonte: Diário de Cuiabá
    06-06-2008 | 10:06
    A Receita Federal do Brasil liberará, na segunda-feira (9), a consulta para o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2008. No total, 1,379 milhão de contribuintes foram beneficiados.

    Por causa do Estatuto do Idoso, terão prioridade os contribuintes com pelo menos 60 anos de idade e cujas declarações não tiveram pendências. De acordo com a Receita, os idosos respondem por 77,1% do primeiro lote de restituições, o que equivale a 1,063 milhão de contribuintes.

    A consulta estará aberta a partir das 8h de segunda-feira. Para saber se está incluído nesse lote, o contribuinte deverá acessar a página da Receita da internet (www.receita.fazenda.gov.br). Também é possível ligar para o telefone 146 e informar o número do CPF.

    Segundo a Receita, o volume de restituições somará R$ 1,7 bilhão. O dinheiro estará disponível a partir do dia 16. Além do valor que consta na declaração, o contribuinte receberá correção de 1,88% – equivalente a 0,88% da variação da taxa Selic em maio, mais 1% referente a junho.

    Quem não informou o número da conta para o depósito da restituição deverá ir a qualquer agência do Banco do Brasil e acertar o crédito em uma conta-corrente ou de poupança. A conta, no entanto, só poderá estar no nome do contribuinte.

    A restituição ficará disponível no banco por um ano e não sofrerá mais correções nesse período. Quem não retirar o dinheiro no prazo deverá preencher um formulário eletrônico no site da Receita.

    O contribuinte que discordar da quantia reembolsada poderá receber o dinheiro e posteriormente pedir a revisão do valor da restituição na unidade local da Receita.

    Fonte: TVCA.com.br

    Data: 06/06/2008

     

     

    06-06-2008 | 10:06

    Brasília - O Banco Central publicou hoje (6) no Diário Oficial da União o comunicado da elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual.

    Pela segunda vez neste ano o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) corrigiu a taxa básica de juros para cima, elevando-a de 11,75% para 12,25% ao ano.

    A elevação, segundo o colegiado de diretores do BC, é uma alternativa para conter o aumento do consumo interno e segurar a inflação o mais próximo possível do centro da meta de 4,5% ao ano.

    De acordo com o texto, o Copom volta a se reunir no dia 22 de julho para definir os rumos da política monetária nacional.Brasília - O Banco Central publicou hoje (6) no Diário Oficial da União o comunicado da elevação da taxa básica de juros, a Selic, em julho definir os rumos da política monetária nacional.

    Fonte: Agência Brasil

     

    06-06-2008 | 10:06

    Brasília - Do total de 214 ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) monitoradas na área de infra-estrutura social e urbana, 66% estão com ritmo de execução adequado, outros 29% merecem atenção e 4% estão em situação preocupante, de acordo com a avaliação do Comitê Gestor do PAC.

    Desse total, 43% das obras que compreendem os setores de energia elétrica, habitação e saneamento estão em fase de licitação, 34% já foram iniciadas e 23%, em processo de licenciamento.

    No programa Luz para Todos foram feitas 110,7 mil ligações de energia elétrica entre janeiro e abril. A meta deste ano, é realizar 564 mil ligações, ao todo. A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, destacou que nove estados alcançaram a meta do programa antes de 2008 e por isso devem atender a demandas adicionais. A expectativa é que outros cinco estados atinjam a meta até o fim do ano.

     No setor habitacional foram selecionados investimentos no valor total de R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 11,4 bilhões estão contratados. Na área de saneamento, os projetos selecionados somam R$ 26,1 bilhões e R$ 20,1 bilhões serão efetivamente investidos.

    O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, mencionou a importância do Marco Regulatório do Saneamento para estimular investimentos no setor.

    “Isso já aumentou, em 2007, para R$ 767 milhões os investimentos privados em saneamento, contra R$ 68 milhões em 2006”.

    Fonte: Agência Brasil

    Data: 06/06/2008

     

     

    05-06-2008 | 18:06

    Entre os dias 19 e 22 de junho será realizado no centro de Eventos do Pantanal, o 1º Salão de Negócios da Habitação e Mostra da Construção Civil. Dentro do evento, que englobará o 4º Feirão da Caixa da Casa Própria, será o maior evento de habitação de Mato Grosso.No mesmo espaço, os clientes poderão conhecer As propostas e as novidades de imóveis no estado, os projetos que estão em andamentos e até mesmo fechar negócios.

    O evento está sendo realizado por meio de uma parceria do Sebrae, Caixa e Governo Federal. O Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), além de apoiar o evento, terá um stand no local.     

    05-06-2008 | 18:06
    O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionados ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas. Dentro do alcoolismo existe a dependência, a abstinência, o abuso (uso excessivo, porém não continuado), intoxicação por álcool (embriaguez). Síndromes como: amnéstica (perdas restritas de memória), demencial, alucinatória, delirante e de humor. Distúrbios de ansiedade, sexuais e do sono. Assim, o alcoolismo é um termo genérico que indica algum problema.

    Pensando nisso o Sinduscon – MT realizou, na manhã desta quinta-feira (dia 05), uma palestra no canteiro de obras da Plaenge, que enfocou as conseqüências do alcoolismo no âmbito familiar.

    05-06-2008 | 10:06
    A atividade industrial continuou mostrando expansão no mês de abril, segundo dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vendas reais, que medem o faturamento das empresas, subiram 1,6% em abril, na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Em relação a abril de 2007, a expansão foi de 11,7%. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, o faturamento da indústria subiu 8,7%, em relação ao mesmo período de 2007.

    As horas trabalhadas na produção aumentaram 1,1% em abril, na comparação com março, e 9,1%, ante abril de 2007. O crescimento das horas trabalhadas de janeiro a abril é de 6,7%. Segundo a CNI, a expansão na comparação com abril de 2007 é semelhante ao crescimento observado em agosto de 2004, que foi o maior da série histórica dos indicadores industriais da CNI.

    A intensificação da atividade industrial, no entanto, não veio acompanhada do aumento da utilização da capacidade instalada (Nuci). Em abril, as indústrias operaram com o nível de utilização da capacidade instalada em 83,2%, pelos dados dessazonalizados, muito próximo ao registrado em março, que foi de 83,1%. Em abril de 2007, o uso da capacidade instalada era de 82,4%. Segundo a CNI, há seis meses o indicador oscila entre 83% e 83,3%, enquanto as horas trabalhadas registram forte expansão.

    Emprego -O emprego na indústria cresceu 0,2% em abril, na comparação com março, e 4% na comparação com abril de 2007. No acumulado do ano de janeiro a abril, o número de postos de trabalho subiu 4,7% em relação a igual período de 2007. A massa salarial na indústria teve uma expansão de 5,3% na comparação com abril de 2007 e acumula alta de 6,2% no ano até abril. A CNI não divulga a comparação desse indicador em termos dessazonalizados com o mês anterior

    O economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, avalia que haverá uma redução no ritmo de crescimento dos indicadores industriais. Ele apontou três fatores que podem contribuir: a queda da demanda externa provocada pela crise internacional; a valorização do real, que tem provocado o aumento das importações; e o novo ciclo de aperto da política monetária, iniciado pelo Banco Central.

    Para Castelo Branco, o governo deve assumir compromissos de mais longo prazo com as metas fiscais e o controle dos gastos públicos para que a política fiscal possa ajudar na política monetário.                                                                                                     

     

    Fonte: Gazeta Digital

     

    05-06-2008 | 10:06

    O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apresenta nesta quinta-feira ao Senado, durante audiência que discute tributação, um levantamento que aponta como a mudança no Imposto de Renda poderia suprir a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e resultar em aumento de renda para as camadas mais pobres da população.

    O levantamento, obtido com exclusividade pela Folha Online, mostra que seria possível com uma transferência dos tributos chamados indiretos, embutidos nos bens de consumo, para a cobrança direta, como o Imposto de Renda.

    A alternativa, segundo o estudo, seria ampliar de duas faixas tributadas (15% e 27,5%) para 12, com cobrança progressiva.

    Assim, ficariam isentos contribuintes com rendimentos de até R$ 1.257,12. A partir de dessa faixa, o primeiro grupo --com renda de até R$ 2.000--, pagaria 5%.

    Progressivamente, a alíquota de 27,5% seria aplicada a rendimentos mensais entre R$ 6.500 mil a R$ 8.000. A última faixa, de renda mensal acima de R$ 50 mil, pagaria 60%.

    "Isso não é novo no Brasil, durante um período do regime militar o Brasil tinha 12 faixas de tributação. Com isso, os mais pobres pagariam menos imposto e, progressivamente, os mais ricos seriam mais tributados", afirma o economista Márcio Pochmann, presidente do Ipea.

    Entre 1979 e 1982, o Brasil tinha 12 alíquotas, que chegavam a 55%. De 1983 a 1985, eram 13 faixas, que alcançavam 60%.

    Segundo Pochmann, o aumento da arrecadação com IR seria suficiente para cobrir uma perda com o fim da Cofins, hipótese levantada pelo instituto como forma de baratear o consumo e, consequentemente, reduzir a pobreza.

    Segundo estudo do Ipea, outros países já adotaram uma cobrança do Imposto de Renda com mais alíquotas dividas de acordo com os rendimentos. Na França, por exemplo, são 12 faixas, entre 5% e 57%. Na China são nove, entre 15% e 45%.

    Na Argentina, são sete faixas, entre 9% e 35%, No Chile são seis, entre 5% e 45% e, em na Itália, são cinco, entre 18% e 45%.

    O levantamento do Ipea também apresenta como alternativa a cobrança de 1% sobre grandes patrimônios por ano, como forma de tributar fortunas e heranças.

    KAREN CAMACHO
    Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online

     

    Fonte: Folha online
    05-06-2008 | 10:06
    O secretário de Fazenda, Éder de Moraes Dias, anunciou ontem que o Estado registrou um aumento nominal de 17,52% na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no primeiro quadrimestre de 2008 em relação a igual período do ano passado. Segundo ele, o resultado foi em consequência principalmente da forte atuação da Sefaz na defesa da ordem tributária e a recuperação da economia.

    A arrecadação do ICMS, a principal fonte de receita do Estado, cresceu de R$ 1,058 bilhão para R$ 1,244 bilhão de janeiro a abril de 2008 na comparação com 2007. O desempenho, segundo Eder de Moraes, é atípico, porque a arrecadação costuma ter melhor performance a partir do mês de maio, quando se intensifica mais a comercialização da safra de grãos.

    Éder de Moraes destacou que o aprimoramento da sistemática de controle do cumprimento das obrigações tributárias, a intensificação do investimento em tecnologia e a ampliação da percepção do risco fiscal junto aos contribuintes contribuíram substancialmente para o incremento da arrecadação no primeiro quadrimestre de 2008.

    "Estamos implementando um esforço fiscal nunca antes visto em Mato Grosso. Preparamos um pacote com 36 medidas para aumentar a arrecadação, sem majorar os impostos, como investimento em automação dos procedimentos, sobretudo nos postos fiscais, e na qualificação dos servidores e ações pontuais de fiscalização, junto a segmentos específicos", enfatizou.

    Ele atribui também o desempenho bem-sucedido da arrecadação ao empenho dos servidores da Receita Pública, do Tesouro Estadual e da Secretaria Executiva do Núcleo Jurídico e Fazendário, em especial dos fiscais e agentes de Tributos Estaduais, na busca constante por resultados, principalmente nas forças-tarefas implementadas junto a vários segmentos econômicos, para identificar se as obrigações tributárias estão sendo cumpridas corretamente.

    Fonte: Gazeta Digital

     

     

    05-06-2008 | 10:06

    Nova taxa de juros é recebida com críticas

    12,25% AO Depois de dois dias de reunião, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) decidiram elevar os juros básicos da economia em 0,5 ponto porcentual, elevando a Selic para 12,25% ao ano, sem viés. "Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica, iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés", informa o texto do comunicado, que foi mais curto em relação ao da reunião de abril. Esse é o segundo aumento seguido anunciado pelo Banco Central. A ata da reunião será divulgada em 12 de junho.

    Críticas- Muito antes de terminar a reunião do Copom, numa reação inédita, uma série de entidades já havia divulgado notas criticando a nova elevação dos juros, que já vinha sendo antecipada pelo mercado. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), por exemplo, emitiu nota prometendo mobilizações de rua contra a política econômica. Na nota, o presidente da central, Artur Henrique, disse que diversas vezes a CUT protestou contra a política de altíssimas taxas básicas de juros e elevado superávit primário, por considerá-la "um ataque vil aos esforços por desenvolvimento sustentável com distribuição de renda e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras".

    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), João Claudio Robusti, comparou a alta dos juros à apreensão de bois na Amazônia. Robusti criticou o fato de o governo usar somente o aumento dos juros como arma contra a inflação, sem ao mesmo tempo diminuir despesas correntes para poder investir mais e estimular o aumento da produção. "Na Amazônia, quando se ameaça apreender bois em terras desmatadas ilegalmente, tenta-se arrefecer as expectativas futuras de que a derrubada da floresta continuará impune", disse. "Com a alta dos juros é semelhante: espera-se estimular a poupança, refrear o consumo, esfriar a demanda e desacelerar a inflação". Entretanto, observou, se medidas destinadas a incentivar a produção e baratear a oferta de bens e serviços não forem seriamente adotadas e obsessivamente perseguidas, a demanda voltará a aquecer, exigindo novos aumentos de juros e sufocando a atividade produtiva.

    Fonte: Gazeta Digital

     

    05-06-2008 | 10:06
    Câmara adiou para a próxima terça-feira a votação do projeto de lei complementar que irá regulamentar a Emenda 29, criando a Contribuição Social para a Saúde(CSS).

    O relator pela Comissão de Seguridade Social, deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), pediu prazo regimental de 24 horas para dar parecer às emendas que foram apresentadas.

    Além disso, a base aliada apresentou um desempenho ruim na última votação, que era de um requerimento para retirar o projeto de pauta. Nessa votação, o governo derrubou a manobra da oposição por 259 votos.

    Para a votação principal da proposta, o governo vai precisar de 257 votos para aprovar a criação da CSS, uma vez que se trata de um projeto de lei complementar. Ou seja, a votação sinalizou um esvaziamento do plenário pelos parlamentares da base.

    A oposição comemorou porque já reconhecia que o governo tem maioria mas está disposta a usar de todos os mecanismos regimentais para ir adiando a decisão.

    CONTRA

    A ofensiva do governo para aprovar a nova CPMF, batizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS), se aprovada na Câmara em votação programada para a próxima semana, vai esbarrar no presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). De nada valeram os apelos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, alegando que sem a CSS o governo não terá dinheiro para bancar o aumento dos gastos previsto na chamada Emenda 29. Garibaldi declarou-se ontem contrário à CSS.

    "O governo tem outras alternativas. Minha posição é clara e ninguém venha me colocar num canto da parede por causa disso", disse Garibaldi no início da tarde, em discurso no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, durante o lançamento da Frente Parlamentar do Comércio Varejista. O presidente do Senado insistiu que não vê "nenhum dilema" entre ficar a favor da saúde e contra a CSS.

    "É óbvio que o governo tem alternativas para o financiamento da saúde", emendou o senador, sob aplausos entusiasmados dos lojistas. O presidente da Frente, deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), que tivera a iniciativa de convidar o senador para a cerimônia, não teve dúvidas. Mais que depressa, aclamou Garibaldi presidente de honra da Frente Parlamentar.

    Uma das críticas mais contundentes feitas no Senado contra a CSS partiu do senador Flávio Arns (PT-PR), que é da base governista. O senador avisou que, numa eventual votação, seria contrário à criação da CSS. Por ser contrário a novos impostos, justificou, e também por acreditar que, se o governo tem a saúde como prioridade, cabe a ele colocar mais recursos nesta área.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá

    Data: 05/06/2008

     

     

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