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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    28-07-2008 | 12:07
    Cerca de 185 mil beneficiários do Programa Bolsa Família serão capacitados em áreas da construção civil a partir de setembro, em 12 regiões metropolitanas do país. Os cursos vão formar profissionais em ocupações como pintor, azulejista, encanador, carpinteiro, mestre de obras, operador de trator, eletricista e gesseiro.

    As propostas dos cursos começam a ser apresentadas hoje (28) aos gestores do Bolsa Família, inicialmente nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza. Esses gestores vão receber informações sobre os cursos para poderem orientar os beneficiários durante a capacitação.

    Segundo a diretora de Gestão do Bolsa Família, Camile Mesquita, a idéia é, depois da capacitação de aproximadamente 200 horas, contratar os beneficiários para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    "Desde o início do Programa [Bolsa Família] a gente tem buscado trabalhar com a articulação de outras políticas públicas para desenvolver capacidades de beneficiários do Programa".

    A diretora afirmou que essa é a primeira ação de maior escala, mas o programa tem outras iniciativas, como a ampliação de escolaridade dos beneficiários, por meio de uma articulação com o Brasil Alfabetizado, ações de microcrédito e de inclusão bancária.

    "Com isso, o Programa passa a atuar de forma também importante, na redução das desigualdades sociais, levando oportunidades para todas essas famílias que são mais vulnerabilizadas e mais pobres".

     

    Fonte: Olhar direto
    28-07-2008 | 12:07
    Expectativa do mercado é que o IPCA some 6,58% em 2008, acima do teto de 6,50%.
    Mercado estima que juros subirão 0,25pp em setembro, para 13,25% ao ano.

    A projeção do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2008 continua avançando e, na última semana, subiu de 6,53% para 6,58%, ou seja, acima do teto do sistema de metas de inflação deste ano, que é de 6,50%.

    A estimativa do mercado é fruto de pesquisa realizada pelo BC com as instituições financeiras divulgada nesta segunda-feira (28). Para 2009, a projeção do mercado é que o IPCA fique em 5%, mesma estimativa da semana anterior.

    Caso a inflação oficial fique acima do teto da meta de 6,50% em 2008, o presidente do BC, Henrique Meirelles, terá de escrever uma carta pública ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicando as razões que levaram ao descumprimento da meta. A carta deverá conter ainda as providências que serão tomadas para assegurar o retorno da inflação às metas e o prazo no qual se espera que isso poderia acontecer. A última vez que a meta de inflação foi descumprida foi em 2003, quando o IPCA somou 9,30%, para um teto de 6,5% do sistema de metas.  

    Metas de inflação

    Para 2008 e para o próximo ano, a meta central de inflação do governo é de 4,50%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,50% e 6,50% sem que a meta seja oficialmente descumprida.

    A projeção do mercado para o IPCA deste ano está, portanto, bem acima da meta central de inflação e também do teto de 6,50%. Em 2009, está um pouco mais alta do que o centro da meta de 2009 - embora ainda esteja dentro do intervalo de tolerância fixado nos dois anos. Se o BC julga que a inflação não está compatível com a trajetória das metas, opta por elevar os juros para conter a procura por bens e serviços.  

    Juros

    O mercado financeiro manteve a estimativa de que os juros básicos da economia, determinados pelo Banco Central, fecharão o ano de 2008 em 14,25% ao ano na semana passada. Entretanto, para a próxima reunião do Copom, colegiado responsável pela definição dos juros, que está marcada para setembro, a projeção dos analistas é de que a taxa Selic, atualmente em 13% ao ano, passe para 13,25% ao ano. Ou seja, o mercado acredita, pelo menos até o momento, que o BC, depois de efetuar o maior aumento de juros desde 2003 na semana passada, de 0,75 ponto percentual, subirá menos os juros em setembro.

     

    Já em outubro deste ano, segundo o mercado, os juros subiriam para 13,75% e, em dezembro, para 14,25% ao ano. Em janeiro de 2009, passariam, ainda, para 14,75% ao ano e, no decorrer do ano que vem, seriam reduzidos chegando a 14% ao ano no fim de 2009. Para o fim do ano que vem, a projeção do mercado para os juros passou de 13,75% para 14% ao ano na semana passada. Deste modo, o mercado acredita, também, em uma queda menor nos juros no ano que vem.  

    Dólar

    A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio é de que ela termine este ano em R$ 1,63, ou seja, a mesma da projeção da semana anterior. Para o fim de 2009, a estimativa dos analistas para a taxa de câmbio avançou de R$ 1,74 para R$ 1,75 por dólar.  

    PIBOs analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central mantiveram a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano em 4,80% na última semana. Para 2009, a projeção do mercado para o crescimento econômico caiu de 4% para 3,90%.  

    Balança comercial e investimentos diretos

    A projeção do mercado financeiro para o saldo da balança comercial (exportações menos importações) de 2008 subiu de US$ 22,6 bilhões para US$ 22,7 bilhões na última semana. No início deste ano, os analistas ouvidos pelo Banco Central projetavam superávit de US$ 31,9 bilhões para a balança comercial em 2008. Para o ano de 2009, a estimativa do mercado para o saldo comercial foi mantida estável em US$ 15 bilhões.

    No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado financeiro para o ingresso de 2008 subiu de US$ 33 bilhões para US$ 34 bilhões na última semana. Para 2009, a projeção foi mantida em US$ 30 bilhões.

     

    Fonte: G1
    28-07-2008 | 12:07

    Condomínios fechados, com segurança e lazer, que incluem piscina, pista de corrida, espaço gourmet, "fitness center" e brinquedoteca, não estão mais restritos às residências das famílias de renda mais alta.

    Em tempos de crédito farto, as construtoras estão adaptando os grandes condomínios e bairros planejados para caber no bolso da classe C.

    Segundo André Vieira, diretor-executivo da construtora Tenda, focada no segmento popular, a maior oferta de serviços é resultado da exigência da própria classe C, que ampliou seu horizonte de compras de acordo com o alongamento dos prazos do crédito. Primeiro, esses consumidores financiaram eletrodomésticos, depois carros e, por fim, imóveis. O prazo de pagamento hoje pode ser de até 25 ou 30 anos.

    Com o aumento do consumo e do interesse das construtoras nessa fatia do mercado, aumentaram as ofertas de condomínios e prédios com um leque maior de serviços.

    De olho nesse filão, as construtoras com tradição no mercado de classe média e alta criaram empresas específicas para o setor de imóveis econômicos e supereconômicos. Dados da FGV (Fundação Getulio Vargas) indicam um déficit habitacional da ordem de 8 milhões de unidades no país.

    É o caso da RJZ Cyrela, que criou a Living, braço voltado para as classes C e D, "que se sentem mais seguras para fazer investimentos de longo prazo", diz Rogério Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela.

    A oferta de segurança e lazer é uma forma de compensar o maior comprometimento da renda com o pagamento das prestações. "O impacto do custo com a construção de quadras esportivas e piscina é pequeno porque é dividido entre muitas unidades", afirma Flávio Prando, vice-presidente do Secovi-SP (sindicato da habitação).

    Dois ou três dormitórios

    O conceito de imóvel para a classe C varia muito segundo cada empresa, mas de modo geral tem dois ou três dormitórios e preço que varia de R$ 50 mil a R$ 120 mil, de acordo com as empresas ouvidas pela Folha.

    As unidades foram ficando compactas e "o lazer passou a ser um ponto fundamental. Daí o sucesso do conceito condomínio clube", diz Rodrigo Conde Caldas, vice-presidente da Ademi-RJ (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). Há apartamentos de dois quartos à venda com até 46 metros quadrados.

    Em alguns casos, as empresas não constroem condomínios, mas bairros inteiros. É o caso da Bairro Novo, joint venture da Gafisa e da Odebrecht em Cotia (SP), empreendimento com 450 mil metros quadrados, área equivalente a cerca de 58 gramados do Maracanã.

    "Atuar nesse mercado exige industrialização de processos para reduzir custos. Usamos uma tipologia padrão, o que aumenta a produtividade", diz Marcelo Moacyr, diretor de construção. Moacyr destaca que os bairros planejados exigem áreas próximas a grandes centros. "Trabalhamos com módulos de 500 unidades. Em alguns lugares estamos construindo verdadeiras cidades, como em Camaçari (BA)."

    A gerente de farmácia Maria Aparecida de Souza, 43, investiu suas economias em uma das casas em Cotia. "Estava procurando um imóvel, mas não queria comprar usado. Além disso, queria morar em casa, não gosto de apartamento. O fato de ser um bairro planejado pesou na decisão. Quero ter o prazer de falar: isso aqui é meu", disse. Ela financiou a casa em 25 anos e deve recebê-la em dezembro.

     

    Fonte: Folha on-line
    28-07-2008 | 12:07
    A intensificação no processo de aumento da taxa básica da economia vai elevar ainda mais a atratividade de aplicações financeiras que acompanham a oscilação dos juros. Fundos DI e de renda fixa, CDBs e títulos públicos, que já têm se destacado no ano, podem se tornar ainda mais rentáveis.

    Na outra ponta, o mercado acionário atravessa um momento bastante turbulento, com perdas substanciais nas últimas semanas. Os analistas não podem afirmar com precisão se a Bovespa ainda vai cair muito. Mas, de qualquer forma, há quem defenda que as quedas recentes têm aberto boas oportunidades para comprar ações, que ficaram baratas.

    No acumulado deste ano, as aplicações de renda de fixa já são destaque de rentabilidade, com ganhos médios acumulados acima dos 6%. Já a Bovespa sofre com desvalorização superior a 10%.

    "Para quem tem dinheiro novo para aplicar, em meio a essa volatilidade que está na Bolsa, creio que a tendência é acabar por preferir a renda fixa. Investir em juros é muito mais confortável neste momento, pois as taxas, que já estão altas, vão subir ainda mais", afirma Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper.

    A taxa Selic, referência para os juros praticados no mercado, foi elevada de 12,25% para 13% ao ano na semana passada. O mercado prevê que a Selic possa alcançar 15% até o fim do ano. Nesse cenário, os juros pagos por CDBs e fundos de renda fixa e DI tendem a crescer.

    Cintra destaca que pode ser interessante para o investidor pensar em CDBs e títulos públicos, que podem ser comprados via Tesouro Direto.

    "Há opções interessantes em CDBs e títulos do Tesouro que têm custos menos pesados que os fundos, que cobram taxas de administração", diz Cintra.

    Os fundos de varejo, destinados a um público mais amplo e com menos recursos para aplicar, costumam cobrar taxas de administração mais elevadas, que podem rondar os 3% ou 4% ao ano. Para uma aplicação que renda em torno de 14%, essa taxa pode ter um impacto relevante na rentabilidade final.

    Como as taxas de administração são livres é sempre importante o investidor prestar atenção nelas. Em uma mesma instituição é possível encontrar taxas distintas em fundos similares. Assim, pesquisar e comparar é fundamental.

    Além disso, as rentabilidades pagas por cada fundo variam, dependendo das características dos títulos que o gestor adquire para formar a carteira --como as diferenças de prazos, se são públicos ou privados etc.

    Oportunidades- Para Marco Franklin, sócio-diretor da Paraty Investimentos, a queda da Bolsa nas últimas semanas abriu oportunidades de boas compras.

    Desde o seu pico de 73.516 pontos registrado em 20 de maio, o índice Ibovespa, que reúne as 66 ações brasileiras de maior liquidez, acumula desvalorização de 22,2%.

    "Houve uma liquidação de ativos. Assim, pode ser um bom momento para pensar em comprar ações. Algumas empresas estão com papéis bem baratos, como a própria Petrobras e a Vale", avalia Franklin. "Um investidor que quer participar da Bolsa pode ter uma boa oportunidade agora."

    As duas ações mais populares da Bolsa, as de Petrobras e Vale, estão com perdas muito fortes em 2008. A ação PNA da Vale amarga baixa de 26,13% no ano; e a PN da Petrobras tem queda de 21,45%. C

    omo o mercado ainda está muito instável, é sempre bom que o investidor que comprar ações ou aplicar em um fundo de ações pense no longo prazo. A pessoa que não está acostumada com o sobe-e-desce do mercado acionário pode se assustar ainda mais com o atual momento, em que pregões de perdas têm se sucedido.

    O que analistas afirmam é que as companhias brasileiras de capital aberto, de um modo geral, atravessam um período de bons resultados, marcado por lucros crescentes. É a crise internacional que tem punido a Bolsa de Valores.

    Parte relevante da queda sofrida pelas ações nas últimas semanas se explica pela saída recorde de capital externo da Bovespa, processo iniciado em junho e que tem se estendido neste mês. Com os prejuízos amargados lá fora, investidores estrangeiros têm optado por embolsar ganhos acumulados com ações brasileiras. Como muita gente tem vendido os papéis das companhias locais, os preços das ações caem, sem que isso signifique que as empresas estejam com resultados ruins.

     

    Fonte: Folha on-line
    28-07-2008 | 11:07
         O mercado financeiro segue apostando que a inflação brasileira vai ultrapassar o teto da meta definida pelo governo para 2008, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira. No levantamento semanal feito pelo Banco Central, os analistas consultados elevaram para 6,58%, ante 6,53%, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008.
         
         Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA foi mantida em 5%. A meta de inflação fixada para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é de 6,5%.
         
         A estimativa para o patamar da taxa de juro ao final do ano foi mantida em 14,25%, mas para dezembro de 2009 a projeção foi elevada para 14%, ante estimativa anterior de 13,75%.
        

     

      Fonte: 24 Horas news
    28-07-2008 | 11:07
    A pancada de 0,75 ponto porcentual de alta na taxa de juros acendeu um alerta no Ministério da Fazenda. O temor é de que a dose tenha sido exagerada e derrube o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 para algo entre 4% e 4,5% ou até menos. Na visão dos auxiliares do ministro da Fazenda, Guido Mantega, corre-se o risco de interrupção indesejada no ciclo de crescimento sustentado da economia.

     

    Apesar da preocupação, Guido Mantega não veio a público criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ele vem se mantendo longe da imprensa, ao contrário do que ocorria nas outras ocasiões em que o Banco Central (BC) decidiu a Selic. Mantega costumava dar declarações para tentar pressionar por juros menores.

     

    Agora, a estratégia é diferente. O ministro e seus auxiliares entendem que a definição dos juros é responsabilidade do presidente do BC, Henrique Meirelles. Também será dele a tarefa de prestar contas no futuro, caso o crescimento seja ferido de morte pelas taxas elevadas.

     

    Fonte: Mídia News
    28-07-2008 | 11:07
    O Banco Central do Brasil está tentando jogar água fria na aquecida economia do país com a elevação da taxa de juros nesta semana, diz uma reportagem publicada na edição desta sexta-feira da versão online da revista americana Forbes. Intitulada "Cooling off Brazil" (Esfriando o Brasil, em tradução literal), a reportagem comenta a elevação da taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano, determinada pelo BC nesta semana.

    Segundo a revista, a decisão foi uma resposta à preocupação com a aceleração da inflação e "surpreendeu os mercados". Como exemplo, a Forbes cita a forte queda de 3,3% da Bovespa, registrada na quinta-feira.

    Citado pela matéria, o economista Rafael de la Fuente, do banco BNP Paribas, afirma que o momento atual do Brasil é "digno de uma resposta dura dos mercados".

    "Assim como outros países, a economia [do Brasil] é afetada pelos mesmos choques externos dos preços dos alimentos. No entanto, para completar, a demanda doméstica do país está forte", disse Fuente à Forbes.

    De acordo com ele, a economia está superaquecida e, por isso, o Banco Central precisa de uma política monetária que "transmita a mensagem de que a inflação precisa ser reduzida e será reduzida".

    A Forbes afirma que os economistas e corretores questionados pelo BC prevêem que a inflação irá atingir 6,53% neste ano – um índice maior do que a meta de 4,5% estipulada pelo governo e maior do que o teto de 6,5%.

    A revista lembra que o presidente do BC, Henrique Meirelles, prometeu trazer a inflação para 4,5% até o final de 2009. Segundo a Forbes, isso seria uma indicação de que outras elevações nas taxas de juros poderiam estar a caminho.

     

    Fonte: Olhar direto
    28-07-2008 | 11:07
    O estudante que conseguir ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) pode ter certeza de que terá emprego garantido quando sair da faculdade. O vestibular do ITA é reconhecido nacionalmente como um dos mais difíceis do país e faz parte dos sonhos de muitos alunos que almejam chagar até lá. A avaliação é do professor Wilson Cabral de Souza Júnior, que é professor do ITA há 10 anos e esteve em Cuiabá nos últimos dias.

    Em entrevista ao site Olhar Direto, o professor ressaltou a importância da instituição que, a cada ano, forma mais de 100 engenheiros. “Trata-se de uma escola de excelência em um país carente de educação”, ressalta.

    Por outro lado, o professor também destaca que muitos desses alunos, que passam quase cinco anos na instituição, para completarem o curso, não atuam na área de formação devido à demanda de mercado. Segundo ele, depois que os alunos se formam, a maioria vai trabalhar na área de gestão de empresas, analistas, setor financeiro, de marketing e empresarial.

    O motivo estaria na falta de bons profissionais na área administrativa, e que agora, seleciona os profissionais de engenharia. “Está havendo uma inversão. Os cursos de administração estão muito ruins no Brasil, e isso tem feito com que os engenheiros assumam o lugar dos administradores”, afirma o professor do ITA ao Olhar Direto.

    Opção

    Já outros professores defendem a tese do mercado superaquecido. Dados dão conta que um engenheiro recém-formado vai receber, em média, um salário de R$ 5.000, valor considerado alto para um profissional que acabou de sair da faculdade. No início do ano, alguns analistas afirmaram que a carreira de engenharia aeronáutica estava em alta. Dos cerca de 18 mil funcionários da Embraer, 4.037 são engenheiros aeronáuticos, conforme números da empresa divulgados no ano passado.

    O professor Wilson também confirma a tendência. “A busca pelos profissionais está intensa porque o mercado está fervendo”, salienta.

    O ITA possui cursos de graduação e pós-graduação em áreas ligadas a engenharia, principalmente no setor Aeroespacial, sendo considerado um centro de referência no ensino de engenharia. Ela está localizada, na cidade paulista de São José dos Campos.

    Nasceu do sonho do marechal do ar Casemiro Montenegro Filho. Está abrigado, desde meados do século passado, no Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), responsável por realizar pesquisas e desenvolvimentos que sirvam de base para uma indústria aeronáutica e aeroespacial no país e, em sua implantação, contou com professores do prestigioso Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), trazidos dos Estados Unidos pelo próprio marechal Montenegro.

    Ali, estão empresas como a Embraer, onde trabalham quatro mil engenheiros, a maioria formada pelo ITA.

    Professor

    Wilson Cabral é professor adjunto do ITA. Tem experiência na área de Engenharia Ambiental, com ênfase em Planejamento Integrado dos Recursos Hídricos e Economia dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de recursos hídricos, estudos de impactos ambientais e análise econômico-ambiental de empreendimentos de infra-estrutura. 

    Também é autor de diversos livros como: Gestão da águas no Brasil; Investimento de Infra-estruturas e políticas de conservação no Brasil; Influência da meteorologia nas decisões econômicas e ambientais e outros.

    Além disso, possui graduação em Oceanologia pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande (1996), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (1999), doutorado em Economia Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (2003) e Phd Sandwich pelo Institute Of Latin American Studies - University of London (2002).

     

    Fonte: Olhar direto
    25-07-2008 | 12:07
    Para representantes de entidades, medida retarda crescimento do país

     

            Representantes do setor produtivo condenaram a posição do Banco Central (BC) de aumentar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros.       

    Para as entidades de diferentes segmentos da indústria e do comércio, além dos trabalhadores, a medida retarda o crescimento econômico e desestimula a produção. Também apontam a necessidade de o governo fazer a sua parte, ou seja, reduzir os gastos públicos, caso contrário o ônus ficará sempre nas mãos do setor privado.       

    Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) seria mais eficaz se a gestão das políticas monetária e fiscal fosse compartilhada, e a sua coordenação, exercida de maneira adequada. Para o presidente da entidade, Paulo Skaf, há uma política fiscal expansionista que se caracteriza pelo crescimento continuado do gasto público e uma política monetária restritiva que, segundo ele, adota alta seqüencial na taxa de juros como única saída capaz de frear a expansão do consumo e do investimento.       

    "Temos, desta forma, um quadro surreal de política econômica, cujo resultado é uma taxa de juros muito elevada, vitimando a sociedade com prejuízos imediatos. Um exemplo disso está na sobrevalorização da taxa de câmbio que, cada vez mais, compromete a competitividade do produto brasileiro", diz Skaf em nota.       

    A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) reforça que o setor público precisa dar sua contribuição com a contenção de gastos que permitirão que o ônus do ajuste não fique exclusivamente com o setor privado, à custa de menor crescimento.       

    Representante sindical: reajuste salarial é dificultado Para o presidente da FecomércioRJ, Orlando Diniz, "o aperto monetário será ineficiente, caso seja mantido o patamar atual de gastos públicos".       

    De acordo com Diniz, com juros altos o país cresce menos e a arrecadação diminui.        Segundo a Fecomércio-SP, o aumento da Selic representará o fim de um período de crescimento do PIB para a volta de resultados "medíocres, iguais ou inferiores a 3% ao ano, a partir de 2009". A entidade afirma que o governo deveria ter feito uma política de contenção dos gastos públicos.       

    O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, afirma que a medida é impopular e irá dificultar o investimento das empresas na produção, além de prejudicar a campanha salarial de cerca de 3,5 milhões de trabalhadores que estão negociando reposição de perdas e aumento real de salário com os patrões.       

    Já o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Henrique, diz que a alta da taxa de juros prejudica o ciclo de crescimento sustentado, atrapalha a ampliação da oferta de alimentos e tem pouca eficácia contra a inflação do setor.       

    Na avaliação de João Claudio Robusti, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a alta foi "um exagero", que contribuirá ainda mais para retardar o crescimento econômico e desestimular a produção.

     

    Fonte: CBIC

     

    25-07-2008 | 12:07
    Para aprofundar a discussão sobre o PIB da Construção Civil de 2007, divulgado no último dia 12 de março pelo IBGE, a FGV Projetos desenvolveu para a Abramat uma breve análise do indicador e contexto do setor.

     

    O IBGE apontou uma expansão de 5% em 2007. Porém, reforçando nosso posicionamento, a FGV explica que o número está subestimado, a partir de considerações sobre a metodologia de cálculo e outros importantes dados. Por fim, vale ressaltar que sustentamos as projeções de crescimento, já apresentadas em nossos Boletins de Análise Setorial. A seguir, confira estas informações.  

     

    PIB da construção de 2007: Metodologia IBGE

    Com a revisão metodológica realizada em 2007 na série do Sistema de Contas Nacionais (SCN), os valores correntes do setor da construção passaram a ser estimados anualmente, com base em pesquisas do IBGE e informações das declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (DIPJ) da Secretaria da Receita Federal/Ministério da Fazenda.

     

    Para fins de estimativa das variáveis das empresas formalmente constituídas, empregam-se dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) e informações das declarações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Para estimativa da demanda das famílias, utilizam-se dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e da pesquisa Economia Informal Urbana (ECINF – 2003) do IBGE.

     

    No entanto, de acordo com o IBGE, em função de limitações na disponibilidade de dados, o índice de volume da construção civil nas Contas Nacionais Trimestrais continuou a ser calculado com base nos índices de volume dos insumos típicos da atividade, o qual acompanha a produção industrial de um conjunto de materiais. O ajuste se dará por ocasião da elaboração das Contas Nacionais Anuais, que deve ser divulgada no segundo semestre de 2009.

     

    O índice de volume dos insumos típicos da construção é divulgado mensalmente pelo IBGE. De acordo com esse indicador, a construção fechou o ano com crescimento de 5,1%, resultado muito próximo do número divulgado depois pelo IBGE para o PIB setorial de 2007: 5,0%. No entanto, a projeção da FGV Projetos para o PIB da construção no ano de 2007, de 7,9%, já era bem superior a taxa que foi divulgada de forma preliminar.

     

    Dois importantes indicadores confirmam o bom desempenho do setor e corroboram a projeção da FGV: o aumento do emprego formal das construtoras (8,7%) – de acordo com a pesquisa da FGV a partir dos dados do MTE - e dos salários reais (2%) – dado pelo aumento real do INCC mão-de-obra. Deve-se lembrar que PIB é valor adicionado, ou seja, é dado pela renda gerada no processo de produção pelo trabalho e pelo capital.

    Assim, continuamos a acreditar que por ocasião da revisão do PIB, os resultados da construção serão revistos para cima.

     

    Fonte: ABRAMAT
    25-07-2008 | 12:07
    As empresas que desejem continuar a exercer a actividade de construção no ano de 2009 têm de entregar ao InCI-Instituto da Construção e do Imobiliário, até ao próximo dia 31 de Julho, a documentação necessária para o efeito, nomeadamente a demonstração de resultados e o balanço referentes ao exercício de 2007, tal como tenham sido apresentados para o cumprimento das obrigações fiscais.

    Sublinhe-se que a entrega dos documentos para revalidação do alvará também pode ter lugar após 31 de Julho e até 31 de Dezembro, mas neste caso está sujeita ao pagamento de uma taxa agravada. Por seu lado, a falta da entrega da documentação dá lugar ao cancelamento do alvará.
    Atendendo a que o prazo para entrega da IES-Informação Empresarial Simplificada teve início no mês de Abril e que nesta altura já é possível a obtenção dos respectivos comprovativos, as empresas podem proceder à revalidação dos seus alvarás para o próximo ano assim que a referida informação se encontre validada pela DGCI-Direcção Geral dos Impostos.

     

    Fonte: AECOPS
    25-07-2008 | 12:07
    O Inquérito Semestral da Primavera de 2008 aos Prazos de Recebimento das Empresas de Obras Públicas, elaborado pela Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP), revela que a maioria das autarquias e empresas municipais continua a pagar as suas facturas com atraso excessivo e que houve mesmo um aumento do prazo médio de recebimento, que é agora de 7,2 meses (216 dias), quando o prazo legal é de 2 meses.

    De acordo com os dados apurados, 52 autarquias (36%) cumprem os seus compromissos financeiros num prazo inferior a 3 meses. As câmaras de Aguiar da Beira, Amarante, Arouca, Constância, Murtosa, Penedono, Ponte de Lima, São Brás de Alportel, Vila Flor e Vinhais são aquelas que apresentam o melhor prazo médio de pagamento para com as empresas de construção.
    No grupo dos maiores incumpridores, os que liquidam as suas dívidas a mais de um ano, constituído por 16 municípios (11% do total apurado), incluem-se uma dezena que pagam em média a mais de 15 meses: Alfândega da Fé, Aveiro, Figueira da Foz, Guarda, Lisboa, Oliveira de Azeméis, Santarém, São Pedro do Sul, Tabuaço e Torres Novas.
    A Federação da Construção recorda que o sector que nos últimos 6 anos sofreu quedas na sua produção superiores a 23%, no actual contexto de subida das taxas de juro e de restrições no acesso ao crédito, é ainda sujeito a um conjunto de penalizações ao nível da tesouraria das suas empresas, das quais se destaca o regime claramente discriminatório da liquidação do IVA nos serviços de construção. Desta forma, as crescentes dívidas das autarquias às empresas de construção constituem um problema agravado e que urge ser solucionado.
    Saliente-se que o montante global da dívida em atraso às empresas de construção está estimado em 900 milhões de euros, ao que acresce um encargo anual, considerando a taxa de juro de mora prevista na lei, superior a 100 milhões de euros. Uma verba que, dada a posição de desigualdade das empresas face aos donos de obras públicas, aquelas se vêem, na maioria dos casos, impossibilitadas de cobrar.
    A realidade que os inquéritos aos prazos de pagamento das autarquias vêm há muito revelando demonstra que é preciso fazer mais para alterar a relação do cliente Estado com os seus fornecedores do que aquilo que é avançado no programa "Pagar a Tempo e Horas", lançado pelo Governo no início deste ano com o objectivo de "reduzir significativamente e de forma estrutural os prazos de pagamento a fornecedores de bens e serviços pelas entidades públicas".
    De facto, com esse programa, o Governo definiu como meta de médio prazo por parte dos diferentes organismos do Estado e do sector público o pagamento aos fornecedores no espaço de 30 a 40 dias. Ora, o que se pode e deve exigir ao Estado é que cumpra as leis que elabora nos prazos aí estabelecidos. Tal significa "pagar a tempo e horas" de imediato e não apenas a médio prazo como foi anunciado.
    É, pois, fundamental que o Estado, definitivamente, assuma a obrigação legal e ética de alterar as actuais práticas que têm um efeito prejudicial no tecido empresarial, afectando a competitividade das empresas e a economia do país.

     

    Fonte: AECOPS
    25-07-2008 | 12:07
    Brasília– O aumento dos preços diminuiu otimismo em relação à economia, revela a pesquisa Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O INEC ficou em 109,8 pontos, uma queda de 1,6% na comparação com março deste ano e de 1,2% em relação a junho de 2007.

     

    A queda no índice é resultado da deterioração das expectativas do consumidor sobre a evolução da inflação. O índice sobre expectativas da inflação diminuiu 10,6% na comparação com março de 2008 e  17,3% em relação ao trimestre de 2007. A pesquisa foi realizada com 2.002  consumidores de 141 municípios, entre 20 e 23 de junho.

     

    “Essa avaliação decorre do aumento da inflação registrada neste ano, não mais restrita somente aos segmentos de alimentos”, explica o texto da pesquisa.  Os consumidores também estão menos otimistas com o emprego e com a evolução de renda.

     

    O índice de endividamento, item novo da pesquisa, mostra que os brasileiros aumentaram as dívidas. O índice recuou para 102,4 pontos, uma queda de 2,3% na comparação com março de 2008 e de 2% na comparação com junho de 2007. O índice é calculado a partir de pergunta sobre a evolução do endividamento; quanto menor o índice, maior o grau de endividamento.

     

    O índice de compras de bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos, outra novidade da pesquisa, cresceu 6% em relação a março de 2008 e  7,1% na comparação com junho de 2007, e atingiu 111,1 pontos. Esse aumento traduz a queda do número de pessoas que esperam retração no consumo.. “Metade dos consumidores entrevistados espera manutenção em seu nível de compras”, afirma o texto da pesquisa.

    A pesquisa está no site da CNI: www.cni.org.br 

     

    Fonte: Agência CNI
    25-07-2008 | 12:07
    Porto Alegre –O crescimento da economia brasileira depende da desoneração dos  investimentos, da definição de regras para a preservação ambiental, da modernização da infra-estrutura e da reformulação do setor de transportes. A afirmação foi feita ontem à noite pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, durante a solenidade de posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre. O industrial Paulo Tigre foi reconduzido à presidência da instituição pelos próximos três anos.

     

    De acordo com Monteiro Neto, a desoneração dos investimentos tem impacto direto na produção e cria condições para o país superar obstáculos. "As empresas enfrentam um ambiente hostil. As reformas estruturais – tributária, previdenciária e trabalhista – demandam uma forte ação política para identificar o momento para impulsioná-las", destacou.

     

    O presidente da CNI disse que o projeto de reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional, não é abrangente, mas pode representar um passo adiante. Segundo ele, a complexidade do sistema tributário brasileiro não tem paralelo no mundo. "Ao adicionarmos a essas disfunções a elevada carga tributária temos um ambiente pouco favorável ao crescimento de longo prazo", criticou. "A reforma poderá completar o ciclo de desoneração dos investimentos e das exportações."

     

    O presidente da CNI afirmou ainda que o aumento dos gastos públicos retira recursos para os investimentos em infra-estrutura e aumenta a pressão sobre a carga tributária. "A pressão sobre a eficiência do setor público tem que se constituir em nossa bandeira permanente. Do contrário, teremos mais carga tributária, menos competitividade para as empresas e menor crescimento", disse Monteiro Neto a um público de 1,1 mil pessoas, entre representantes do governo e empresários.

     

    A opinião foi compartilhada pelo presidente da FIERGS. Paulo Tigre destacou que o Brasil deve completar as reformas estruturais. "É preciso diminuir a burocracia, reduzir os custos de produção e do investimento e modernizar a infra-estrutura", destacou. "Tornar-se empreendedor ainda é um sacrifício no Brasil, quando deveria ser uma decisão estimulada, facilitada e amparada."

     

    Fonte: Agência CNI
    25-07-2008 | 11:07
    A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu de 7,9% em maio para 7,8% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, taxa média de desemprego caiu de 9,9% no primeiro semestre do ano passado para 8,3% no mesmo período de 2008, o menor nível já registrado na nova série histórica da pesquisa mensal de emprego, iniciada em 2002.

     

    Para o gerente da pesquisa, Cimar Azeredo, os resultados do primeiro semestre confirmam sua expectativa de que a taxa de desemprego total de 2008 deverá ser menor do que a registrada no ano passado (9,3%). "Não temos bola de cristal, mas a situação tem que piorar muito para que este ano não feche com uma taxa menor que a do ano passado", disse.

     

    O número de ocupados nas seis principais regiões metropolitanas somou 21,7 milhões em junho, com aumento de 1,1% em relação a maio e de 4,5% na comparação com junho do ano passado. Foram geradas 932 mil vagas em um ano nas seis regiões. O número de desocupados (sem trabalho e procurando emprego) chegou a 1,84 milhão, com aumento de 0,2% na comparação com maio, mas apresentando queda de 17% na comparação com junho de 2007.

     

    A pesquisa do instituto revelou que, em junho, houve aumento no número de empregados com carteira assinada (0,5% ante maio e 9,5% ante junho de 2007) e alta também nos ocupados sem carteira (2,7% ante o mês anterior e 0,1% ante igual mês do ano passado). Com os dados de junho, a participação dos trabalhadores formais no total dos ocupados nas seis regiões subiu de 56% no primeiro semestre de 2007 para 58% em igual período de 2008, nível também recorde.

     

    O aumento da formalidade é positivo para a evolução do mercado de trabalho e para os resultados da Previdência. "Não é um aumento que ocorreu de uma hora para outra, é algo que vem se sustentando, ainda que o percentual de informais ainda seja muito elevado", disse.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    25-07-2008 | 11:07
    Existem muitas pessoas que continuam teimando em não acreditar em Cuiabá e em seu potencial de desenvolvimento, de prosperidade e de futuro com melhor qualidade de vida para sua gente.

     

    Quando falo de Cuiabá quero me referir não apenas à capital, mas toda a região situada em seu entorno, popularmente denominada de baixada cuiabana ou como querem alguns, ultimamente, Vale do Rio Cuiabá. Afinal, toda esta região, no passado, fez parte de Cuiabá e com ela tem laços de afinidade cultural, econômica, social e política.

     

    Na semana passada uma grande revista de circulação nacional trouxe duas matérias interessantes: uma em que se referia à expansão de alguns grupos empresariais nacionais de sete áreas que já dominam o mercado para além de nossas fronteiras. Tais empresas são das áreas de petróleo, cimento, produtos têxteis, bancos, mineração, carne bovina e aço.

     

    A outra reportagem destacava a exuberância do crescimento de pequenas e médias cidades do interior brasileiro, onde a riqueza e a qualidade de vida estão melhorando de forma rápida. Esses municípios têm sua econômica baseada em oito produtos, voltados não apenas para o mercado interno, mas principalmente para a exportação: soja, cana, carnes, ferro e aço, petróleo, automóveis, portos e indústria têxtil.

     

    Dentre esses municípios que representam o "eldorado" do século 21, está Sorriso, situado no Nortão mato-grossense, da mesma forma que antes já estiveram outros municípios baseados na expansão do agronegócio em nosso Estado.

     

    Aí surge a indagação: e Cuiabá, onde fica nesta equação? Nossa capital não tem solo fértil para cultivar soja e nem outros produtos destinados à exportação, não possui um parque industrial grande de representação no contexto nacional e por vezes tem sido esquecida pelos governos, principalmente o federal e estadual, que ficam com a parte do leão dos tributos que o povo paga com sacrifício, suor e lágrimas.

     

    Como acredito em Cuiabá, razão pela qual há 41 anos a escolhi para morar, constituir minha família e fincar minhas raízes, resolvi refletir, baseado em números, qual a posição de nossa capital no contexto do desenvolvimento do Estado e qual a sua participação na arrecadação federal e estadual e imaginar qual o futuro que terá nas próximas décadas. Ou seja, tentar responder à pergunta: Quais as vocações de Cuiabá?

     

    Apesar de não ser nenhum eldorado, Cuiabá tem o maior IDH de Mato Grosso, graças aos elevados índices de educação, de longevidade e também de renda no contexto estadual.A participação da capital na arrecadação de vários tributos federais é mais do que expressiva. Dados de 2005 indicam esses percentuais: IPI, 85,8%; Imposto de Renda (pessoa física), 75,1%; imposto de renda total, 60,6%; IOF, 73,0%; Cofins, 58,8%.

     

    Cuiabá participa com 33,8% do PIB industrial de Mato Grosso e juntamente com Várzea Grande atingem 39,6%. Em relação ao PIB total Cuiabá participa com 21,1% e Várzea Grande com 4,9% totalizando no Aglomerado Urbano 25,9% de tudo o que é produzido em nosso Estado. Em 2005 Cuiabá apresentou um PIB de R$ 6,7 bilhões de reais.

     

    Entre 2003 e 2005 o PIB de Cuiabá cresceu 41,0% e o de Várzea Grande 35,7%, demonstrando o dinamismo econômico desses dois municípios, apesar de que muita gente imagina que os mesmas tenham parado no tempo!

     

    Apenas mais um dado importante, Cuiabá participa com 41,7% da arrecadação de ICMS do Estado e Várzea Grande com 5,82%, totalizando 47,53% na arrecadação de uma das maiores fontes de receita do Estado. Na arrecadação do IPVA a participação tanto de Cuiabá quanto de Várzea Grande representam aproximadamente 75%. Um dando interessante, em 2005 Cuiabá arrecadou para os cofres estaduais a importância de R$ 1.286,9 bilhão de reais, Várzea Grande R$ 179,4 milhões de reais, Sorriso R$ 37,6 milhões de reais, Lucas do Rio Verde R$ 27,6 milhões de reais, Rondonópolis R$ 125,9 milhões de reais.

     

    Esses e outros dados que apresentaremos em uma próxima oportunidade demonstram não apenas a importância de Cuiabá e de Várzea Grande no contexto do desenvolvimento estadual, mas também o potencial de crescimento, de prosperidade do Aglomerado Urbano e a busca de melhor qualidade de vida para a população.

     

    Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia, escreve em A Gazeta às sextas-feiras. E-mail: professorjuacy@yahoo.com.br; www.justicaesolidariedade.com.br

     

    Fonte: Gazeta digital
    25-07-2008 | 11:07
    Governo vai facilitar a quitação de dívidas, mas quem não pagar terá nome na lista negra de inadimplentes

     

            O Programa de Incentivo ao Pagamento de Débitos Tributários de Pequeno Valor, que o governo vai adotar em conjunto com um novo modelo de cobrança de dívidas tributárias, favorecerá a extinção, quitação ou parcelamento de dívidas até R$ 10 mil, dependendo do prazo de vencimento. As medidas serão lançadas simultaneamente à inclusão do nome dos devedores na Serasa, uma espécie de lista negra de inadimplentes.       

     

     "Se estamos facilitando o pagamento, por outro lado, vamos implementar a Serasa", avisou ao Estado o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luiz Inácio Adams. Por meio de consulta à Serasa, é possível ter acesso a informações sobre pessoas, empresas e setores da economia para avaliação de risco em operações de crédito ou qualquer tipo de transação comercial.       

     

    Polêmica, a medida foi anunciada no ano passado pela PGFN, mas até agora não foi adotada.       

     

    O programa deve agora ser lançado em agosto por meio de uma medida provisória, junto com outros quatro projetos de lei que pretendem modernizar a cobrança e tornar mais rápida a recuperação de débitos tributários inscritos e não inscritos na dívida ativa da União, que hoje somam R$ 1,3 trilhão. O objetivo do governo é recuperar entre 5% e 10% desses créditos por ano, uma meta ambiciosa se comparada com o resgate atual, que não chega a 1%.       

     

    Com o programa, o governo quer promover uma "limpeza" no estoque de créditos de pequeno valor de até R$ 10 mil. Os débitos nesse valor vencidos há mais de cincos anos, com data de corte em 31 de dezembro de 2007, serão extintos, medida que vai acabar de uma só vez com 2,1 milhões de processos. Os demais débitos de pequeno valor poderão ser pagos com redução de multas, juros de mora e encargos. As vantagens serão maiores quanto menor o prazo de pagamento.       

     

    "É uma dívida pulverizada que normalmente agrega muitos processos cujo volume global é relativamente pequeno em comparação ao passivo global", ressaltou.       

     

    O governo também quer modificar os critérios de parcelamento ordinário de tributos, que pode ser usado pelo contribuinte a qualquer momento e tem prazo de pagamento de até 60 meses. A proposta é permitir que as parcelas de pagamento sejam definidas de acordo com o fluxo de caixa do contribuinte.       

     

    A mudança beneficiará principalmente as empresas cujas receitas variam devido a fatores sazonais, como as do setor agrícola. Os débitos acima de R$ 100 mil, porém, só poderão ser parcelados se o contribuinte der garantias.       

     

    A proposta do governo também incorpora vários instrumentos de cobrança que usualmente não são usados, como o pagamento por meio de leilão administrativo e dação em pagamento, que permitirá ao devedor oferecer um bem para pagar a dívida tributária. Pela proposta do governo, o devedor poderá procurar a Caixa Econômica Federal e oferecer um imóvel para a quitação do débito.       

     

    Segundo Adams, o foco da reforma é evitar que a PGFN tenha que entrar na Justiça com um processo de execução do crédito devido à União. "A execução é muito custosa", disse. Hoje, o custo mínimo é de R$ 14 mil por ação e um processo pode levar, em média, até 16 anos.

     

    NÚMEROS       

     

    R$ 10 mil é o limite do valor da dívida que poderá ser extinta, quitada ou parcelada pelo programa a ser lançado pelo governo       

     

    2,1 milhões é o número de processos com valores baixos que o governo pretende extingüir       

     

    R$ 14 mil é o custo mínimo de cada processo de execução do       

    crédito devido à União

     

    Fonte: CBIC
    24-07-2008 | 11:07
    Resultado traz recordes para o setor nos primeiros seis meses de 2008

     

    Matéria publicada nesta terça-feira (22), no jornal Correio Braziliense, destaca os bons resultados da Indústria da Construção nos primeiros meses do ano, que resultaram em números recordes para o setor.

     

    A venda de materiais de construção e a contratação de trabalhadores para erguer as obras atingiram seus picos em 2008. De janeiro a maio, foram empregadas em todo o país 185,3 mil pessoas com carteira assinada.

     

    As obras em andamento
    andamento puxaram as contratações. No acumulado dos últimos 12 meses, elas aumentaram 17,57% em todo o país.

     

    O setor fechou o primeiro semestre de 2008 com 2,020 milhões trabalhadores formais. "Somando-se aos legalizados os informais, o volume de pessoas empregadas no segmento dobra", segundo estimativa do presidente da CBIC, Paulo Safady

     

    Fonte: CBIC
    24-07-2008 | 11:07
    O crescimento do mercado imobiliário brasileiro aumentou a complexidade das operações nesse setor. De 2006 para 2007, as vendas passaram de R$ 9 bilhões para R$ 20 bilhões, o número de empresas saltou para 24 companhias com ações negociadas na Bovespa, o que torna necessário que os investidores façam uma investigação detalhada tanto sobre a história do imóvel quanto sobre a situação financeira dos seus proprietários. Para garantir o sucesso dessa investigação, Alexandre Laizo Clápis, sócio da área imobiliária do escritório de advocacia Machado, Meyer, Sendacz e Opice, recomenda uma ferramenta conhecida como auditoria legal, ou due dilligence. A auditoria legal permite identificar eventuais contingências que envolvam o proprietário e que podem comprometer o processo jurídico de aquisição de deve ser utilizada também por compradores e vendedores de imóveis. "Com a auditoria legal, procura-se realizar um levantamento do histórico da propriedade, a regularidade dos atos de registro, dos aspectos ambientais, além de outros riscos."

     

    Outro aspecto importante que deve ser analisado refere-se aos contratos que são formalizados para transferência da propriedade. Segundo Clápis, ao contrário do que acontece na Alemanha ou na Espanha, o direito brasileiro estabelece uma importante conexão entre o contrato aquisitivo (título causal) e o respectivo registro no Cartório de Imóveis. "Possíveis vícios dos contratos podem contaminar o registro. Por essa razão é que também os contratos dos proprietários anteriores devem ser cuidadosamente analisados antes da aquisição de um imóvel", afirma.
     
    No caso de compradores, numa operação de auditoria legal normalmente costumam preocupar-se mais com os aspectos envolvendo o registro do imóvel e das cláusulas do contrato de compra e venda. De acordo com o advogado, isso é fundamental, mas também é necessária uma análise mais ampla, envolvendo também questões ambientais, urbanísticas, cíveis, trabalhistas e tributárias.

     

    Fonte: CBIC
    24-07-2008 | 11:07
    A taxa de desemprego no país ficou em 7,8% em junho, ante 7,9% em maio. Foi a menor taxa para um mês de junho desde o início da série histórica iniciada em março de 2002. Na comparação com junho de 2007, o desemprego teve redução de 1,9 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o instituto, em relação a maio a taxa de desemprego manteve-se "estatisticamente estável". A população ocupada no país cresceu 1,1% em junho na comparação com maio. Em relação a junho de 2007, o crescimento foi de 4,5%. A população ocupada atingiu o número de 21,7 milhões de pessoas; já o contingente de pessoas desocupadas somou 1,8 milhão, ficando estável em relação a maio, com queda de 17% em relação a junho de 2007. O rendimento real dos trabalhadores ficou em R$ 1.216,50 em junho, com uma variação negativa de 0,3% em relação a maio e alta de 1,7% em relação a junho de 2007.

     

    Semestre- O nível de desemprego no primeiro semestre também foi o menor da série histórica iniciada em 2002. Na média de janeiro a junho, o desemprego ficou em 8,3%, abaixo dos 9,9% verificados nos seis meses iniciais de 2007, de acordo com o IBGE. Segundo o responsável pela Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo, esse resultado ratifica cada vez mais a expectativa de que o desemprego em 2008 ficará abaixo dos 9,3% constatados no ano passado. "A situação terá que piorar muito para que o índice de 2008 não fique abaixo do ano passado. A tendência para o segundo semestre é de queda, se olharmos a série histórica da pesquisa", afirmou.

     

    Inflação e juros -  Azeredo disse ainda que a pressão da inflação e alta dos juros não estão prejudicando o mercado de trabalho. Ele destacou que o crescimento da população ocupada está se sustentando em patamar elevado, ainda que haja um contingente considerável de pessoas à procura de emprego. "Há geração de postos de trabalho como não se via há cinco anos", observou. O nível de ocupação --que mede a população acima de dez anos em relação à massa economicamente ativa-- no primeiro semestre também foi recorde, chegando a 52%. No mesmo período em 2007, ficou em 51%. Em junho, esse nível foi recorde para um mês, atingindo 52,6%. "Isso mostra uma evolução estrutural do mercado de trabalho", ressaltou.

     

    Fonte: Folha on-line
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