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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
NOTÍCIAS
    06-08-2008 | 11:08
    A indústria da construção civil gerou 229 mil novos postos de trabalho no primeiro semestre, crescimento de 106% em relação ao mesmo período de 2007, aponta pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de SP) e da FGV Projetos.
     
    A expansão do crédito habitacional e o início das obras de infra-estrutura são razões apontadas pelo sindicato para a aceleração das contratações. "Os investimentos em edificações sustentam o ritmo de empregos. As obras de infra-estrutura também ajudaram, mas não dá para dizer que o PAC seja o grande responsável", diz Eduardo Zaidan, do SindusCon-SP. O estoque de mão-de-obra formal atingiu um recorde. Existem 2,063 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor. É o maior contingente de empregos formais desde 1995.

     

    Fonte: CBIC
    06-08-2008 | 11:08
    O nível de emprego formal na construção civil bateu recorde no primeiro semestre, abrindo mais vagas no período do que em todo o ano passado, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV Projetos. Mesmo com a forte alta, o número real pode ser bem maior, uma vez que grande parte dos empregados no setor trabalha sem registro.
     
    Por região, considerando-se o ritmo de crescimento proporcional do nível de emprego, o Centro-Oeste lidera, com alta de 188,5% em relação ao número de vagas criadas no primeiro semestre de 2007. Em seguida vem o Nordeste, com crescimento de 183%, Sudeste (100,8%) e o Sul (85,8%). Na outra ponta, apenas o Norte gerou menos vagas em 2008 do que em 2007, respectivamente 8.500 e 8.700.
     
    De janeiro a junho, foram criados 229 mil empregos com carteira assinada, alta de 106% em relação ao primeiro semestre de 2007 (111,1 mil postos). Segundo o levantamento, as novas vagas já superam em 10,8% as 206,6 mil vagas criadas em todo o ano passado. Em 12 meses (julho de 2007 a junho de 2008), levando-se em conta os empregados formais, o avanço é de 18,6%.
     
    Somente em junho, foram criados 43,7 mil novos postos, valor recorde para o mês - o maior nível até então fora registrado em janeiro, com 43,6 mil empregos gerados. Assim, ao final de junho, o total de trabalhadores na construção civil chegou a 2,063 milhões, nível 12,4% superior sobre o estoque em dezembro de 2007.

     

    Recorde

     

    Segundo a FGV trata-se da maior alta do índice para o período desde 1995, quando novo cálculo foi adotado. Na avaliação do SindusCon-SP, o nível de emprego na construção tem se favorecido pelo aquecimento imobiliário no País, principalmente em São Paulo, e pelos investimentos em obras de infra-estrutura.
     
    "É a comprovação de que a construção civil deverá crescer 10% neste ano, porque as obras já estão contratadas. Já em relação a 2009, a expectativa é de um crescimento menor, em função da elevação dos juros'', disse o presidente da entidade, João Claudio Robusti.
     
    O Brasil hoje é um canteiro de obras, e isso gera muitas oportunidades, diz Henri Vah-dat, gerente de Capital Humano da Consultoria Deloitte, de São Paulo. Em 2007, o número de empregos criados foi o maior da história do país: 1,6 milhão. As empresas procuram profissionais para planejar novos investimentos, elaborar projetos, tocar obras e assumir a gestão de negócios recém-implementa-dos. Em qualquer lugar do Brasil, o executivo que combinar competências nas áreas operacional e gerencial vai se dar muito bem, diz Henri.
     
    No Estado de São Paulo, onde se concentram os principais lançamentos imobiliários, o nível de emprego cresce mais que em outras regiões. No primeiro semestre foram abertas 62,4 mil vagas, 63,4% a mais que no mesmo período do ano passado. Ao final de junho, o setor somava 578,5 mil trabalhadores em atuação, aumento de 12% sobre o total no início de 2008. Na cidade de São Paulo foram registradas 30,3 mil contratações de janeiro a junho, alta de 34,4% sobre o ano passado.

     

    Fonte: CBIC
    06-08-2008 | 11:08
    O saldo entre compras e vendas realizadas pelos investidores estrangeiros na Bovespa registrou saída recorde de R$ 7,626 bilhões no mês de julho. No ano, o saldo acumulado está negativo em R$ 2,05 bilhões, computando os R$ 12,23 bilhões em compras que os estrangeiros fizeram nas ofertas públicas de ações. Sem esse valor, o saldo do ano até julho estaria negativo em R$ 14,283 bilhões. No mês de julho, a entrada de dinheiro estrangeiro aconteceu em apenas dois pregões da Bovespa: dia 18, com R$ 125,1 milhões, e dia 30, com R$ 325,2 milhões.

     

    O movimento de saída de estrangeiros puxou a desvalorização do Ibovespa, o principal índice de preços da bolsa, que fechou o mês com queda acumulada no ano de 8,48%, a segunda pior de 2008, perdendo apenas para o mês anterior (junho) quando o índice caiu 10,43%. Nos últimos dois anos, os estrangeiros vem mantendo a liderança absoluta no ranking de participação nos negócios da bolsa. Em julho ficaram com 35,24% do volume total de R$ 124,17 bilhões. De acordo com balanço divulgado, ontem, pela Bovespa os investidores institucionais ficaram com o segundo lugar com 28,83% do total, seguidos pelas pessoas físicas, 24,47% as instituições financeiras, 9,10%; as empresas, 2,27% e outros com 0,09%.

     

    Cadê o dinheiro?

     

    A queda da bolsa tem desnorteado brasileiros que esperavam uma chuva de dinheiro estrangeiros, previsão animada pela obtenção do grau de investimento, o selo de segurança para investir no País. O selo, que finalmente veio no dia 30 de abril deste ano não impediu a maré de baixa que tomou conta da Bovespa. Assustados com o tempo seco de julho, muitos se perguntam onde está o dinheiro dos estrangeiros, sobretudo dos fundos de pensão que não podiam investir em países sem o grau de investimento.

     

    As previsões dos especialistas apontam para mudanças no clima, lembrando que os grandes fundos de pensão que ainda devem vir para o Brasil são mais lentos na tomada de decisões que investidores de curto prazo que costumam inundar os mercados emergentes a beira do grau de investimento. Mas são investidores que vem para ficar 10 anos ou mais. No momento há um movimento de abertura de escritórios que costumam se instalar para atendê-los, contam.

     

    Há também os que começam a achar que foi muito azar conseguir o grau de investimento num momento em que a crise do crédito de alto risco (subprime) desacelera a economia americana e afeta o crescimento ao redor do globo. Se olharmos mais de perto o que está acontecendo na globo, porém, a conclusão é o fato do grau de investimento ter atestado os bons fundamentos da economia num momento crítico no mundo foi pura sorte. Se não está evitando as perdas, está fazendo com que elas sejam muito inferiores a de outros países, como seus principais concorrentes nos mercados emergentes Rússia, Índia, China - que com o Brasil foram o grupo Bric - que já recebem o grau de investimento. O índice de ADR (recibos de ações) das empresas brasileiras, negociadas na Bolsa de Nova York, calculado pelo Bank of New York Mellon, está com desvalorização acumulada no ano de 8,78%. O índice russo perdeu 34,26%, a maior do grupo. Além disso, o índice brasileiro ficou com a sexta melhor performance no ranking dos 37 índices de ADR do banco. O ADR reflete o comportamento das bolsas locais e é um parâmetro que permite a comparação entre o comportamento dos vários mercados porque as ações estão na mesma moeda e na mesma bolsa.

     

    Na avaliação do economista Felipe Albert, da consultoria Tendências, o grau de investimento foi importante porque ratificou a solidez dos fundamentos da economia brasileira. "A estabilidade do real é uma prova de que o barco (a economia) está bem ancorado." Ele lembra ainda que há uma migração de recursos da bolsa para a renda fixa, dada a elevação das taxas de juros. A elevação das taxas de juros nem sempre é uma coisa saudável para o bom desempenho da economia. No caso, porém, é vista como medida profilática para evitar um surto inflacionário.

     

    Outro ponto importante a ressaltar é que a saída dos recursos não significa que os investidores estrangeiros estão indo embora do Brasil. O HSBC, um dos maiores custodiantes de recursos externos no Brasil, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), está com movimento positivo. Segundo Roberto Cortese, diretor responsável pela custódia internacional do banco, informou que na renda variável a saída de estrangeiros do País praticamente empatou com o ingresso de investidores, em julho.

     

    "Tive um movimento de venda, mas a compra foi forte. Os estrangeiros estão rodando o portfólio, comprando papéis interessantes (ele não diz quais), nitidamente reduzindo a exposição em papéis mais líquidos", afirma. De acordo com o balanço da Bovespa, em julho as ações que registraram maior giro financeiro foram: Petrobras PN, com R$ 17,97 bilhões; Vale PNA, com R$ 17,30 bilhões; Vale ON, com R$ 4,31 bilhões; CSN ON, com R$ 3,98 bilhões; e Bradesco PN, com R$ 3,89 bilhões.

     

     

    Na renda fixa, conforme Cortese, julho foi muito positivo e entrou mais dinheiro estrangeiro do que saiu. "Houve um ingresso muito grande de um novo cliente. O dinheiro que ele trouxe é duas vezes superior volume de compras de ações realizado em julho", disse sem revelar os números por motivos de sigilo de concorrência.

     

     

    Fonte: NTC e logística
    06-08-2008 | 11:08
    O IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) teve desaceleração em julho, registrando alta de 1,12%, contra alta de 1,89% em junho. No ano, o índice acumula alta de 8,35% e, nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 14,81%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

     

    A metodologia aplicada na apuração do IGP-DI é a mesma do IGP-M e do IGP-10 --usados no reajuste, por exemplo, de contratos de aluguel--, também apurados pela FGV, com a única diferença de ter um período de coleta diferente. O IGP-DI de julho foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

     

    O IPA (Índice de Preços por Atacado) subiu 1,28%, contra 2,29% em junho. O índice relativo a Bens Finais desacelerou, para uma alta de 0,44%, contra 0,99% um mês antes, com a a redução nos preços do subgrupo alimentos in natura (de 5,64% para -2,54%). Excluídos alimentos in natura e combustíveis, o índice teve alta de 0,65%, contra 0,52% em junho.

     

    O índice do grupo Bens Intermediários desacelerou para uma alta de 1,86% em julho, ante 2,59% em junho, com destaque para a redução no índice do subgrupo materiais e componentes para a construção (de 3,70% para 1,70%).Excluídos combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice teve alta de 1,73%, contra 2,41% um mês antes.

     

    No estágio das Matérias-Primas Brutas, houve redução de 3,33% em junho para 1,39% em julho. Os destaques foram soja em grão (10,17% para 2,01%), bovinos (11,29% para 3,53%) e leite in natura (0,56% para -2,59%). Já os preços do milho em grão (-1,20% para 5,71%), da laranja (-10,81% para 1,77%) e do tomate (-6,15% para 0,44%) subiram.

     

    O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) teve desaceleração, apresentando alta de 0,53%, contra 0,77% em junho. A maior contribuição para a desaceleração veio do grupo Alimentação (1,85% para 0,83%), com destaque para carnes bovinas (8,05% para 3,39%), arroz e feijão (11,18% para 2,29%) e hortaliças e legumes (0,83% para -1,66%). Também desaceleraram os preços nos grupos Vestuário (0,56% para -0,54%) e Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 0,22%), com destaque para roupas (0,89% para -0,92%) e passagem aérea (5,43% para -0,76%).

     

    Já os grupos Habitação (0,33% para 0,59%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,69%), Transportes (0,05% para 0,19%) e Despesas Diversas (0,36% para 0,43%) tiveram alta em seus preços, com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-0,91% para 1,42%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,81% para 1,37%), gás natural veicular (2,24% para 4,12%) e alimento para animais domésticos (1,20% para 2,17%). O núcleo do IPC desacelerou para 0,30% em julho, 0,14 ponto percentual abaixo da apurada em junho, 0,44%.

     

    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve alta de 1,46%, abaixo do resultado de junho, 1,92%. O grupo Serviços teve redução no mês passado, para 1,05%, contra 1,43% em junho. Os preços no grupo Mão-de-Obra passaram de 2,25% em junho para 1,14% em julho, devido aos impactos decrescentes dos reajustes salariais nas cidades de São Paulo, Goiânia, Florianópolis, Fortaleza e Brasília e crescentes em Porto Alegre e Curitiba. A taxa do grupo Materiais avançou de 1,68% para 1,88%.

     

    Fonte: Folha on-line
    06-08-2008 | 11:08
    A produção industrial mostrou crescimento em todas as 14 áreas pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no primeiro semestre, sendo que em sete, a taxa de crescimento foi acima da média nacional (6,3%). Em três Estados, a expansão ficou na casa dos dois dígitos: Espírito Santo (16,1%), Paraná (11,3%) e Goiás (11,1%).

     

    Também apresentaram crescimento da média São Paulo (9,8%), Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%), considerando o período semestral.

     

    Segundo o IBGE, trata-se de regiões com plantas industriais dedicadas à produção de bens capitais e de bens de consumo duráveis, bem com "elevada produção de commodities exportadoras", confirmando o padrão de crescimento da produção industrial observado ao longo deste ano.

     

    Um exemplo desse fenômeno é o Estado capixaba, "campeão" de crescimento no semestre: a indústria local foi puxada principalmente pelo setor extrativo, com destaque para os itens gás natural e minério de ferro. Na indústria de transformação, a metalurgia básica e o ramo de alimentos e bebidas puxaram o incremento da produção local.

     

    No primeiro ramo, o instituto aponta para a expansão da fabricação de lingotes, blocos tarugos e placas de aço, enquanto no segundo, houve um importante aumento na produção de bombos e chocolates em barra.

     

    Em São Paulo, mais importante região industrial do país, o IBGE detectou crescimento da produção em 17 ramos, com destaque para veículos automotores; material eletrônico e equipamentos de comunicações máquinas e equipamentos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos; e produtos químicos.

     

    Fonte: Folha on-line
    06-08-2008 | 11:08
     O grupo Gerdau informou nesta quarta-feira que apurou lucro de R$ 3,214 bilhões no primeiro semestre, um salto de 38,3% sobre o resultado em idêntico período de 2007. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,124 bilhões, um incremento de 85,3% sobre o ganho registrado no período de abril-junho do ano passado, e acima das projeções do mercado financeiro (R$ 1,9 bilhão).

     

    A desvalorização do dólar favoreceu o balanço pelo lado financeiro: somente no segundo trimestre o resultado financeiro foi positivo em R$ 435 milhões, ante R$ 149 milhões no segundo trimestre do ano passado.

     

    A receita líquida no semestre totalizou R$ 20,044 bilhões, um incremento de 34,7% sobre o mesmo período de 2007. O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 4,731 bilhões, um aumento de 51,7% sobre o resultado de 2007 nos primeiros seis meses.

     

    A produção de aço bruto foi de 10,771 milhões de toneladas, um avanço de 25,6% sobre o primeiro semestre deste ano. No ramo de laminados, a produção foi de 9,188 milhões de toneladas, um salto de 27,6%.

     

    Fonte: Folha on-line
    06-08-2008 | 11:08
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse ontem (5) que a inflação já está dando sinais de arrefecimento.

    “Eu acho que já há sinais preliminares de que os preços de commodities [produtos agrícolas e minerais comercializados em bolsa no mercado internacional] pararam de subir. O preço do petróleo está recuando. Alguns preços de commodities metálicas estão recuando. [São] os primeiros sinais de que a recessão da economia mundial e a desaceleração da economia norte-americana, principalmente com seus efeitos sobre o sistema internacional, começam a moderar as pressões inflacionárias do ponto de vista global”, disse durante seminário promovido pela Associação e Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro.

    Mesmo reconhecendo que a queda da inflação ainda é muito preliminar, segundo ele as indicações são de inflexão da curva.

    “Acho que a inflação já parou de subir e agora ela tende a infletir no sentido de redução”, disse.

    O presidente do BNDES salientou que o relevante não é dizer se a inflação vai superar os 6,50% fixados como limite superior da meta de inflação este ano.

    “O relevante é a tendência. É o fato de que, aparentemente, nós estamos ultrapassando o pico das pressões, e vamos, daqui para a frente, poder administrar um processo de redução da inflação”.

    Coutinho disse que o BNDES ainda não sentiu diminuição de pedidos de financiamento do empresariado por conta da inflação. “A demanda está bastante firme. Não sentimos nenhuma desaceleração significativa da demanda por investimentos”.

    Ele defendeu que o ajuste ideal para o Brasil “é aquele ajuste que modere um pouco o crescimento do consumo e do gasto público, coisa que já vem sendo feita pelo Tesouro, e não afete o crescimento do investimento”.

    Para Coutinho, o investimento é o portador de oferta futura. “O investimento é que vai ajudar a sustentação do crescimento econômico com estabilidade”, afirmou.

     

     

    Fonte: Olhar Direto
    06-08-2008 | 11:08
    A classe média brasileira está mais confiante, compra mais e aumentou sua participação na População Economicamente Ativa (PEA) do País. É o que mostra o levantamento "A Nova Classe Média", divulgado ontem pelo pesquisador Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O economista usou dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE para traçar um cenário mais detalhado da atual classe média e seu desenvolvimento nos últimos seis anos.

     

    De acordo com Neri, aumentou de 44,19% para 51,89% a participação da classe média no total da PEA nas seis principais regiões metropolitanas do País. O pesquisador delimitou as rendas domiciliares totais das classes sociais pesquisadas no levantamento. De acordo com ele, a classe E analisada na pesquisa leva em conta renda domiciliar total entre zero e R$ 768. Já a classe D, os chamados "remediados", tem renda domiciliar entre R$ 768 e R$ 1.064.

     

    Já a classe C, a chamada classe média, tem renda domiciliar total entre R$ 1.064 e R$ 4.591, enquanto a chamada elite, ou classes A e B, tem renda acima de R$ 4.591. De acordo com o pesquisador, um dos principais fatores que contribuíram para o aumento da classe média no total da PEA é a expansão nos empregos com carteira assinada. "A carteira assinada é o grande símbolo da classe média", disse o pesquisador.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    06-08-2008 | 11:08
    Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança cresceram 86,66% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 12,932 bilhões, segundo a Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O número de unidades financiadas teve expansão de 58,9% na comparação entre os dois períodos para 128,439 mil unidades.

     

    Em junho, o valor contratado com recursos da poupança cresceu 130,36% em relação ao mesmo mês do ano passado, para R$ 3,197 bilhões. Na comparação com maio, o crescimento foi de 41,35%. Foram financiadas 32,555 mil unidades em junho, 96,06% acima do número registrado em junho de 2007 e 48% a mais do que as unidades de maio deste ano. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, o valor contratado somou R$ 24,286 bilhões, com crescimento de 100,3% em relação ao intervalo equivalente anterior. O número de unidades financiadas foi de 243,507 mil, com expansão de 69,5%.

     

    O presidente da Abecip, Luiz Antonio França, disse hoje que o número de financiamentos habitacionais com recursos da poupança este ano deve superar o recorde de 267 mil unidades registrado em 1981. O dirigente da entidade comparou que, naquele ano, a população brasileira era de 119 milhões de habitantes, número que cresceu 55% para os 184 milhões de habitantes, conforme o senso do IBGE de 2007. "Teríamos 415 mil unidades financiadas se o crédito tivesse crescido na mesma proporção", disse.

     

    França destacou que o crédito imobiliário corresponde a 1,7% do PIB, enquanto no Chile a proporção é de 15% e nos países desenvolvidos, em média, supera 60%. De acordo com o presidente da Abecip, o valor contratado de financiamento imobiliário em junho, de R$ 3,197 bilhões, superou o montante registrado em 2004, que era de R$ 3,002 bilhões. No primeiro semestre, o valor contratado somou R$ 12,932 bilhões, ultrapassando o total de contratações em 2006.

     

    Desse montante contratado, metade destinou-se à produção e a outra metade à compra. O valor médio dos imóveis financiados com recursos da poupança foi de R$ 147,798 mil no semestre, com cota média de financiamento de 58,84%, segundo a Abecip. Em 2007, o valor médio era de R$ 131,110 mil e a parcela média de financiamento, de 56,38%.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    05-08-2008 | 11:08
    Com o boom do mercado imobiliário e o aumento dos investimentos em infra-estrutura, a construção civil intensificou o ritmo de crescimento neste ano, podendo fechar 2008 com expansão na casa de 10% - o dobro dos 5% do ano passado. O forte avanço deve ajudar a garantir o terceiro ano seguido de alta do investimento acima de dois dígitos, mas tem levado o nível de utilização de capacidade instalada (Nuci) a números recordes. Com isso, aumentam os riscos de pressões inflacionárias, decorrentes de descompassos entre a oferta e a demanda. Nos 12 meses até julho, o Índice Nacional do Custo da Construção de Mercado (INCC-M) subiu 10,01%, com variação de 10,96% de materiais e serviços e 8,95% de mão-de-obra.
     
    O desempenho do segmento neste ano é impressionante. De janeiro a junho, a produção de insumos típicos para a construção civil cresceu 9,9% em relação ao primeiro semestre de 2007. No mesmo período, o faturamento da indústria de materiais de construção cresceu 28,2%, segundo números da associação do setor (Abramat).
     
    Para a economista Ana Maria Castelo, da GV Consult, o setor deve crescer 10% neste ano, mesmo com a alta de juros. Ela vê um cenário muito positivo para a construção residencial, lembrando que muitos empreendimentos lançados no ano passado e neste ano vão garantir a execução de um volume significativo de obras por alguns trimestres. "Esse quadro poderia mudar se houvesse uma alteração acentuada nas condições de crédito, mas não é o que se espera." O volume de empréstimos imobiliários com recursos da poupança atingiu R$ 9,74 bilhões de janeiro a maio, 75,9% a mais que no mesmo período de 2007, de acordo com a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Ana Maria acredita que os financiamentos por prazos de até 30 anos, com taxas baixas para padrões brasileiros, não vão sofrer grandes mudanças, embora as condições não devam melhorar mais.
     
    O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, destaca o bom momento do investimento em infra-estrutura. Ele chama a atenção para as inversões privadas, ressaltando os números do BNDES para o segmento. Os desembolsos do banco para infra-estrutura e construção atingiram R$ 35,9 bilhões nos 12 meses encerrados em maio, após ficar em R$ 18 bilhões em 2006 e em R$ 28,5 bilhões em 2007. As aprovações de projetos também subiram bastante: de R$ 25,8 bilhões, em 2006, para R$ 49,4 bilhões em 2006 e R$ 51,6 bilhões nos 12 meses até maio.
     
    "O investimento em infra-estrutura tende a ser relativamente autônomo ao ciclo atual de aperto monetário." Como o horizonte desse tipo de inversão é longo, a perspectiva de desaceleração da economia na segunda metade de 2008 e em 2009 não deve afetá-lo de modo relevante. Borges diz que o investimento público tem aumentado, ainda que a um ritmo um pouco aquém do esperado.
     
    Ana Maria lembra que os municípios aumentam gastos em ano eleitoral, além de observar que os investimentos das estatais no primeiro semestre, de R$ 20,1 bilhões, foram os mais elevados em dez anos, segundo a ONG Contas Abertas. Um número que mostra a robustez da infra-estrutura é o crescimento do emprego no segmento, diz ela. No primeiro semestre, houve avanço de 19% sobre o mesmo período de 2007, mais que os 16,4% do setor imobiliário.
     
    O presidente da Abramat, Melvyn Fox, já revisou duas vezes neste ano as estimativas de expansão do faturamento das empresas de material de construção para 2008. No fim de 2007, ele apostava em alta de 12%, percentual que subiu para 15% depois dos resultados do primeiro trimestre. Quando saíram os números do primeiro semestre, com expansão de 28,2%, ele elevou a projeção para 18%. De julho a dezembro, o aumento deve ser mais fraco do que de janeiro a junho, por causa da base mais forte de comparação, avalia Fox.
     
    Com uma expansão tão forte, o nível de utilização de capacidade instalada do segmento de material de construção cresceu com força. Segundo números da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Nuci atingiu 89,7% em julho, na série com ajuste sazonal, o nível mais alto desde o começo da série, em 1998. Num cenário de demanda forte e aumento de custos, aumentam os riscos de pressão sobre os preços.
     
    Para Borges, o setor de material de construção é o que tem a maior probabilidade de ocorrência de gargalos. A capacidade instalada está muito elevada e há pouquíssimo espaço para a demanda ser atendida pelas importações, por se tratar de de um setor "tipicamente não-comercializável internacionalmente", diz ele. "Há potencial de descompasso entre oferta e demanda na construção." Para Borges, a alta mais forte do INCC já tem alguma influência dessa questão. Em São Paulo, o reajuste para os trabalhadores da construção, concedido em maio, foi de significativos 8,51%.
     
    Fox mostra-se menos preocupado do que Borges. Para ele, os aumentos de preços na construção se devem aos fortes aumentos de custos, e não à demanda aquecida. "A construção não é a maior responsável pela alta da inflação", diz ele, notando que o aumento de 10,01% do INCC-M nos 12 meses até julho foi menor do que a evolução dos preços no atacado, de 19,39%. O Custo Unitário Básico (CUB) da construção em São Paulo, por sua vez, teve desaceleração em julho. O indicador subiu 0,6%, depois de alta de 2,14% em junho. Fox ressalta ainda que as empresas do setor têm investido com força e que uma parcela bastante expressiva delas pretende continuar a fazê-lo daqui para frente. Segundo pesquisa realizada pela Abramat, 55% das empresas ouvidas planejam inversões relevantes nos próximos 12 meses.
     
    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti, também não vê uma situação preocupante em termos de oferta. Pode haver problemas pontuais, mas nada sistemático, acredita ele. "Com planejamento, é possível trabalhar sem grandes dificuldades." Robusti diz que a falta de engenheiros tem sido em parte resolvida com a contratação de aposentados e até mesmo com a "importação" de profissionais de outros países. Ele se diz otimista quanto às perspectivas para o setor neste ano, mas diz que o aumento da inflação e a alta dos juros já provocam alguma cautela no segmento, tanto por parte de incorporadoras e construtoras como por parte dos consumidores. Ainda assim, acredita em alta de 10% para a construção em 2008.
     
    Já Borges projeta expansão de 6,5% a 7%. Ele acha que o número pode até ser um pouco maior, mas acredita que o avanço no segundo semestre será menor que no primeiro. A base de comparação é mais alta e os juros devem produzir algum impacto sobre a atividade mais perto do fim do ano, diz.

     

     

    Fonte: CBIC
    05-08-2008 | 11:08
    Além do crédito ao consumo, o financiamento destinado à compra da casa própria também tem apresentado forte expansão nos últimos meses. Segundo dados do Banco Central (BC), até junho o volume de operações realizadas com pessoas físicas e cooperativas habitacionais havia somado R$ 52,5 bilhões - valor 30,4% superior ao verificado em igual período do ano passado.
     
    Apesar da alta da Selic, a expectativa é que o mercado continue em expansão. Uma das explicações é a ainda baixa relação entre os financiamentos e o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados do Banco Central (BC), o crédito imobiliário representa hoje apenas 1,7% do PIB. No Chile, esse número é de 15%; no México, de 11%; e, na Espanha, de 44%. A expectativa é que a modalidade termine o ano com 2,3% de participação no PIB.

     

    Fonte: CBIC
    05-08-2008 | 11:08
    Favorecido pelo aquecimento imobiliário e os investimentos em obras de infra-estrutura por todo o País, o nível de emprego da construção civil bateu mais um recorde e criou somente no primeiro semestre de 2008 mais vagas formais do que em todo o ano de 2007. Segundo levantamento do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, de janeiro a junho deste ano, o setor contratou 229 mil trabalhadores com carteira assinada, uma alta de 106% em relação ao número de vagas geradas nos primeiros seis meses do ano passado, quando haviam sido criados 111,1 mil novos postos de trabalho.

    As novas 229 mil vagas preenchidas pelo setor este ano também já superam em 10,8% as 206,6 mil vagas criadas durante todo o ano de 2007. Com isso, o estoque de trabalhadores da construção civil atingiu o patamar de 2,063 milhões, um aumento de 12,4% sobre o total de empregados do setor em dezembro de 2007. Esses números já representam a maior alta do índice para o período desde 1995, quando foi adotada a metodologia de cálculo vigente para o estudo.

    Nos últimos 12 meses, comparando o total de trabalhadores registrado em junho de 2007 e o atual, o avanço é de 18,6%. E o mês de junho também bateu o recorde de vagas criadas em um único mês, com 43,7 mil novos postos, superando os 43,6 mil gerados em janeiro deste ano.

    “É a comprovação de que a construção civil deverá crescer 10% neste ano, porque as obras já estão contratadas. Já em relação a 2009, a expectativa é de um crescimento menor, em função da elevação dos juros”, comentou o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti.

    No Estado de São Paulo, o nível de emprego indica o crescimento vertiginoso da construção civil. No primeiro semestre deste ano foram abertas 62,4 mil vagas, 63,4% a mais que o número de empregos gerados no mesmo período do ano passado. O estoque de trabalhadores paulistas no setor chegou a 578,5 mil, equivalente a um aumento de 12% sobre o total registrado no início de 2008. Nos últimos 12 meses, com base nos estoques apresentados em junho de 2007 e o mesmo mês deste ano, o avanço do índice é de 21,5%. Na variação mensal, junho teve alta de 1,6% sobre o mês anterior, com 9,6 mil novas vagas.

    Na capital, foram 30,3 mil contratações do setor no primeiro semestre de 2008, crescimento de 34,4% no ritmo de geração de vagas, comparado ao mesmo período do ano anterior. O estoque de trabalhadores na construção civil da cidade atingiu o patamar de 277,5 mil, uma elevação de 12,2% sobre a base total do começo do ano. Nos últimos 12 meses, a alta desse número é de 23,4%. Na variação mensal, em junho, o índice avançou 1,4% em relação a maio com a criação de 3,8 mil novos postos de trabalho.

    Regiões de Brasil – O Centro-Oeste lidera o ritmo de crescimento proporcional do nível de emprego da construção civil no primeiro semestre de 2008 com aumento de 188,5% em relação ao número de vagas criadas no mesmo período do ano anterior. Em seguida vem o Nordeste, que na mesma comparação obteve alta de 183%.

    A região Sudeste apresenta avanço de 100,8% e o Sul, 85,8%, também comparando os números dos seis primeiros meses deste ano com o período correspondente de 2007.

    A única região que gerou menos vagas em 2008 do que no ano passado, até o momento, é o Norte, que em 2007 abriu 8,7 mil vagas nos seis primeiros meses e este ano, de janeiro a junho, contratou 8,5 mil trabalhadores para a construção civil. O resultado se deve a uma leve diminuição no ritmo de contratações no primeiro quadrimestre do ano, mas que vem sendo recuperado nos dois últimos meses.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    05-08-2008 | 11:08
    Como havíamos previsto, começou a queda do CUB –Custo Unitário Básico, indicador oficial calculado pelo SindusCon-SP e pela FGV que mede a variação dos custos da construção no Estado de São Paulo. Em julho, o CUB variou 0,60% em comparação a junho, mês em que aumentou 2,14% sobre maio, quando havia chegado a 2,72%.

    Cessaram os efeitos do aumento real de salários, negociado com os trabalhadores do setor. Os preços dos materiais de construção desaceleraram (0,86% em julho contra 1,46% em junho). No plano nacional, o quadro é semelhante: a variação do INCC-M, de 2,67% em junho, caiu para 1,42% em julho, contribuindo para a queda do IGP-M.

    Isto não quer dizer que a construção considera a inflação de seus custos completamente domada. Mas demonstra a considerável desaceleração dos principais fatores que impactaram nos indicadores.

    Para os próximos meses, ainda podem ocorrer elevações de preços em alguns materiais. Dificilmente, porém, os custos da construção voltarão a se elevar nos patamares de maio e junho.

    Cumpre salientar que não há desabastecimento no setor, uma vez que a capacidade de produção está dando conta do aumento da demanda. Além disso, a indústria de materiais continua investindo na expansão dessa capacidade.

    As construtoras vigiam seus custos com lupa e não poupam esforços para compensar as elevações de preços que foram obrigadas a sancionar no primeiro semestre. Associações de compras estão em curso para assegurar fornecimentos a preços justos.

    Neste cenário, o que mais preocupa não é o crescimento da construção no curto prazo. As obras de 2008 e do primeiro semestre de 2009 estão contratadas. A interrogante é em relação ao segundo semestre do próximo ano, em função da aceleração na ascensão da taxa de juros.

    Se continuarmos neste ritmo, teremos de volta aquilo que julgávamos superado: inflação reduzida, mas com baixas taxas de crescimento e vulnerabilidade nas contas externas mediante o aumento do endividamento.

    Outro risco é uma apreciação exagerada do real direcionar a poupança interna para o consumo de bens importados, em vez de canalizá-la para investimentos que gerem maior produção, mais emprego, tecnologias modernas, aumento da produtividade e da competitividade.

    Trata-se de cenário bastante distinto daquele que caracterizou o crescimento econômico dos países asiáticos, onde uma inflação reduzida impulsionou a indústria exportadora, com a maioria da poupança interna voltada a essa finalidade e não ao consumo de importados.

    Diante da irresponsável política fiscal, o único instrumento que restou foi elevar juros. A dosagem da quimioterapia exercida terá certamente efeito contra a inflação. Mas as seqüelas serão sentidas, se essas doses prosseguirem no ritmo atual. Como se sabe, a posterior diminuição dos juros é muito mais lenta que a subida.

    Por isso, continua sendo vital preservar os esforços na ampliação da capacidade de produção e diminuir despesas correntes de governo para manter seus investimentos produtivos em infra-estrutura e habitação popular. E, não menos importante, é dosar o remédio, para garantir uma recuperação mais rápida do paciente.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    05-08-2008 | 11:08
        A proposta da nova secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, de aumentar o número de alíquotas do IR foi bem recebida no Congresso até mesmo por partidos como o DEM e o PSDB.
         
         Base aliada e oposição ressaltaram, porém, que a medida não pode significar aumento de carga tributária e deve vir conjugada com novas desonerações, a exemplo do que é feito em vários países.
         
         No PT e no PMDB, a avaliação é que a proposta é tecnicamente adequada, mas vai exigir muita discussão até que se consiga estabelecer as novas faixas.
         
         "O pulo de 15% para 27,5% é muito grande. A maioria dos países industrializados tem mais alíquotas. Você não tem aquele salto repentino, mas uma curva mais suave. De fato fica mais equilibrado, mas não pode ter aumento de carga e tem de aumentar a desoneração para quem ganha menos", afirmou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
         
         A posição de Vieira agradou aos petistas que historicamente defendem a medida. "É uma maravilha; o PT sempre defendeu gradativamente aumentar as alíquotas para acabar com a injustiça fiscal", disse o deputado Carlito Merrs (PT-SC).
         
         No Congresso, tramita projeto de lei que define cinco faixas para as pessoas físicas. O limite de isenção mensal sobe de R$ 1.372,81 para R$ 2.157,00 e a alíquota máxima (hoje, 27,5%) sobe para 40%. A aprovação depende de maioria simples.
         
         "A reforma tributária em discussão no Congresso busca atender a padronização da cobrança de tributos com relação às pessoas jurídicas, mas o imposto que contém a maior desigualdade é o IR", disse a deputada Jô Moraes (PC do B-MG), autora do projeto.
         
         Em entrevista à Folha, Vieira não deu detalhes da sua proposta, mas defendeu a ampliação do número de alíquotas como uma medida necessária. "Certamente vamos ter de fazer a ampliação dessas alíquotas em termos de números. É necessário, é um clamor da sociedade", disse ela.
         
         O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), defende que essa discussão seja incorporada à da reforma tributária. "A colocação [da secretária] é pertinente. Não sei se é uma opinião pessoal ou se ela conversou com o ministro [da Fazenda, Guido Mantega], mas acho que, na reforma, deve-se procurar fazer justiça social."
         
         Ex-secretário da Receita Federal, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) foi um dos poucos a condenar a proposta. "Aumentar a progressividade significa aumentar a carga tributária. Isso tem de ser verificado num contexto mais amplo, com aumento de isenção e de despesas dedutíveis."
         
         Segundo Dornelles, enquanto na maioria dos países todas as despesas com educação, por exemplo, são dedutíveis na declaração, no Brasil esse abatimento é muito limitado.
         

     

    Fonte: Olhar Direto
    05-08-2008 | 11:08
    A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz/MT), por meio da Gerência de Informações Cadastrais (GCAD), agilizou o processo de baixa das inscrições estaduais dos estabelecimentos de contribuintes do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) em situação regular junto à Fazenda Pública Estadual. A medida consta da Portaria nº 106/2008.

     

    Assim, os contribuintes que protocolizaram requerimento de baixa de inscrição na Sefaz entre junho de 2003 e junho de 2008 e que ainda não tiveram o procedimento concluído, poderão expedir Certidão Negativa de Débitos Fiscais (CND) pela internet e encaminhá-la à Agência Fazendária (Agenfa) de seu domicílio fiscal para solicitar agilidade na efetivação do processo.

     

    Caso o contribuinte tenha débitos junto à Fazenda Pública Estadual, deverá solicitar o parcelamento até 30 de setembro de 2008, condicionado ao pagamento da primeira parcela para emissão da CND. “A existência de débitos suspende o processo”, enfatiza o secretário de Fazenda, Éder Moraes.

     

    O processamento sumário da baixa fica vedado quando houver indício de fraude praticada pelo estabelecimento ou quando estiver enquadrado no “canal vermelho” da Malha Fiscal. Neste caso, a baixa será efetivada mediante os trâmites normais. Além disso, os estabelecimentos serão alvos de ação fiscal.

     

    Já em relação aos pedidos protocolizados até 30 de junho de 2003, a Sefaz promoverá a baixa de ofício da inscrição estadual do estabelecimento.

     

    Os pedidos de baixa protocolizados a partir de 30 de junho de 2008, não havendo débitos e nem estando o contribuinte no canal vermelho, serão processados de imediato. “Serão considerados débitos impeditivos para efeito de baixa apenas os inerentes à empresa”, conclui Éder Moraes.

     

    Fonte: Mídia News
    05-08-2008 | 11:08
    A indústria de transformação teve o melhor primeiro semestre desde 2003, quando se iniciou a série histórica dos Indicadores Industriais, medidos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, as altas de 8,4% no faturamento real do setor já descontados os efeitos sazonais e de 5,9% nas horas trabalhadas, no primeiro semestre deste ano, são os maiores para o período. A utilização da capacidade instalada, de 83,3% em junho, também é a mais elevada, desde 2003.

    O economista da CNI, Paulo Mol, afirmou que esse bom momento da indústria foi puxado principalmente pelo mercado interno. Segundo ele, a massa salarial, os gastos do governo e o crédito em alta ainda continuam atuando como fatores importantes na expansão da atividade industrial. Ele lembrou que o mercado externo tem se deteriorado, por causa da taxa de câmbio, e que as expectativas dos empresários em relação às exportações estão se tornando cada vez mais pessimistas.


    Mol disse também que a indústria terá um crescimento forte em 2008, podendo, inclusive, bater um novo recorde. Mas ele acredita que o ritmo de crescimento no segundo semestre deste ano será menor que no primeiro semestre, por causa das expectativas de novas elevações de juros, nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

    Junho
    Em relação ao mês de junho, Mol afirmou ter sido um mês "bastante forte" para a indústria de transformação, depois de certa estabilidade em maio. O economista disse que como o quadro é de oscilação na atividade industrial, as avaliações, em relação ao segundo semestre, devem ser mais cautelosas.

     

    Fonte: Olhar Direto
    05-08-2008 | 11:08
    A indústria se mantém otimista quanto ao crescimento da produção para o segundo semestre, mesmo com a alta da taxa básica de juros (Selic) de 12,25% para 13% ao ano. A afirmação foi feita ontem (4) pelo economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Mol, ao apresentar os Indicadores Industriais de junho.

    Mol afirmou que, mesmo em ritmo mais lento, a indústria deve continuar crescendo nos próximos meses. “O índice de utilização da capacidade instalada está alto e isso dá indicação de que a indústria pode continuar crescendo.”

    Para o economista, o índice de 83,1% de utilização do parque fabril em junho não é preocupante. Ao contrário, disse ele, o uso de capacidade instalada alta pode estimular novos investimentos. “Para investir, o empresário precisa perceber que a indústria está trabalhando com níveis altos de capacidade de utilização. E é isso que a gente tem observado. Então as perspectivas continuam positivas no sentido do investimento.”

    “Nenhum empresário vai investir com a perspectiva de manter sua capacidade ociosa. Para investir, antes de tudo, ele precisa perceber que o investimento é necessário, e isso só acontece quando a utilização [do parque fabril] é mais alta.”

    Mol ressaltou que outro fator importante para manutenção do otimismo da indústria é o crescimento do emprego no setor. Na comparação com o mês de maio, as contratações cresceram 0,5% e, em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi ainda maior, de 4%.

    “A elevação do emprego há três anos consecutivos é um dado extremamente importante. Não observamos, ao longo dessa década, nenhum momento de crescimento tão regular e tão longo do emprego na indústria”, destacou o economista.

    Segundo ele, o crescimento do emprego cria um “ciclo virtuoso” na economia de modo geral, e não apenas na indústria. “O aumento do emprego implica em novos salários, novas pessoas trabalhando, e isso faz com que o consumo também se expanda, o que acaba elevando a produção industrial, que, por sua vez, gera novas contratações.”

     

    Fonte: Olha Direto
    04-08-2008 | 12:08
    Como havíamos previsto, começou a queda do CUB –Custo Unitário Básico, indicador oficial calculado pelo SindusCon-SP e pela FGV que mede a variação dos custos da construção no Estado de São Paulo. Em julho, o CUB variou 0,60% em comparação a junho, mês em que aumentou 2,14% sobre maio, quando havia chegado a 2,72%.

    Cessaram os efeitos do aumento real de salários, negociado com os trabalhadores do setor. Os preços dos materiais de construção desaceleraram (0,86% em julho contra 1,46% em junho).
    No plano nacional, o quadro é semelhante: a variação do INCC-M, de 2,67% em junho, caiu para 1,42% em julho, contribuindo para a queda do IGP-M.

    Isto não quer dizer que a construção considera a inflação de seus custos completamente domada. Mas demonstra a considerável desaceleração dos principais fatores que impactaram nos indicadores.

    Para os próximos meses, ainda podem ocorrer elevações de preços em alguns materiais. Dificilmente, porém, os custos da construção voltarão a se elevar nos patamares de maio e junho.

    Cumpre salientar que não há desabastecimento no setor, uma vez que a capacidade de produção está dando conta do aumento da demanda. Além disso, a indústria de materiais continua investindo na expansão dessa capacidade.

    As construtoras vigiam seus custos com lupa e não poupam esforços para compensar as elevações de preços que foram obrigadas a sancionar no primeiro semestre. Associações de compras estão em curso para assegurar fornecimentos a preços justos.

    Neste cenário, o que mais preocupa não é o crescimento da construção no curto prazo. As obras de 2008 e do primeiro semestre de 2009 estão contratadas. A interrogante é em relação ao segundo semestre do próximo ano, em função da aceleração na ascensão da taxa de juros.

    Se continuarmos neste ritmo, teremos de volta aquilo que julgávamos superado: inflação reduzida, mas com baixas taxas de crescimento e vulnerabilidade nas contas externas mediante o aumento do endividamento.

    Outro risco é uma apreciação exagerada do real direcionar a poupança interna para o consumo de bens importados, em vez de analiza-la para investimentos que gerem maior produção, mais emprego, tecnologias modernas, aumento da produtividade e da competitividade.

    Trata-se de cenário bastante distinto daquele que caracterizou o crescimento econômico dos países asiáticos, onde uma inflação reduzida impulsionou a indústria exportadora, com a maioria da poupança interna voltada a essa finalidade e não ao consumo de importados.

    Diante da irresponsável política fiscal, o único instrumento que restou foi elevar juros. A dosagem da quimioterapia exercida terá certamente efeito contra a inflação. Mas as seqüelas serão sentidas, se essas doses prosseguirem no ritmo atual. Como se sabe, a posterior diminuição dos juros é muito mais lenta que a subida.

    Por isso, continua sendo vital preservar os esforços na ampliação da capacidade de produção e diminuir despesas correntes de governo para manter seus investimentos produtivos em infra-estrutura e habitação popular. E, não menos importante, é dosar o remédio, para garantir uma recuperação mais rápida do paciente.

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    04-08-2008 | 12:08
    O CUB (Custo Unitário Único) da construção civil apresentou considerável desaceleração na inflação do setor. Em julho, o indicador teve alta de 0,60% em relação a junho, quando havia crescido 2,14%. Em maio o índice havia chegado a 2,72%. O CUB é o índice oficial, calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos, que reflete a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil paulista.

    É o segundo mês consecutivo que o indicador mostra desaceleração nas variações mensais. Em julho, contribuíram para o resultado os custos administrativos (salário dos engenheiros), que subiram 1,50%, os custos com mão-de-obra, que voltaram a se equilibrar depois dos reajustes salariais concedidos em maio e aumentaram 0,32% - em junho o aumento foi de 2,86% -, e os custos com os insumos, que também tiveram redução de ritmo e cresceram 0,86% em julho.

    A média ponderada entre essas variações resultou no crescimento de 0,60% do CUB Representativo da construção civil paulista (R8-N) em julho, equivalente ao custo de R$ 793,98 por metro quadrado.

    No fechamento do primeiro semestre de 2008, o indicador registra alta de 6,68%. Nos últimos 12 meses encerrados em julho, o aumento é de 9,70%.

    Em julho, os insumos que tiveram aumentos de preços superiores à variação de 1,76% do IGP-M, foram:

    Óleo Diesel (+6,57%)
    Registro de pressão (+5,58%)
    Placa de gesso (+5,18%)
    Prego (+4,21%)
    Bloco de concreto (+4,08%)
    Placa cerâmica (+3,57%)
    Brita (+2,83%)
    Bacia sanitária (+2,56%)
    Locação de betoneira (+2,41%)
    Eletroduto PVC rígido (+2,05%)
    Esquadrias (+1,96%)

     

     

    Fonte: Sinduscon-SP
    04-08-2008 | 12:08
    O faturamento da indústria brasileira cresceu 8,4% no primeiro semestre de 2008, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Trata-se do melhor resultado para um primeiro semestre de toda a série histórica, iniciada em 2003.

     

    Na comparação entre maio e junho, a alta foi de 3,8%, o que também representa a maior elevação para meses de junho desde o início da série histórica.

     

    Na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, houve uma aceleração sobre a comparação de maio para maio. O índice passou de 5,4% (maio) para 10,5% (junho).

     

    As horas trabalhadas na produção cresceram 1,5% de junho para maio, o menor resultado desde setembro de 2003. Em relação ao nível de emprego, houve expansão de 0,5% na comparação mensal e de 4% na comparação anual.

     

    Segundo a CNI, os dados mostram uma tendência de expansão no emprego que vem sendo registrada há quase três anos.

     

    Capacidade instalada

     

    Já a utilização da capacidade instalada, indicador que mede o uso de máquinas e equipamentos das indústrias, subiu de 82,5% em maio para 83,3% em junho, segundo dados dessazonalizados.

     

    A CNI afirma que o resultado diverge do apresentado no mês anterior, quando o mesmo indicador apresentou desaceleração. A volatilidade deste indicador, ressalta a CNI, 'não altera a trajetória de estabilidade no uso da capacidade, que vem sendo observada desde o quatro trimestre de 2007.

     

    Na média no segundo trimestre, o indicador ficou em 83%, valor semelhante ao registrado nos últimos nove meses.

     

    Os dois setores que mais se destacaram foram de metalurgia básica e veículos automotores, cujo uso supera os 90%.

     

    Fonte: Folha on-line
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