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Sábado, 21 de Outubro de 2017
NOTÍCIAS
    14-07-2008 | 11:07
    O investimento produtivo brasileiro aumentou substancialmente sua dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir do ano passado. Principal instrumento de fomento da economia, o banco já optou este ano pela restrição de crédito a áreas consideradas não prioritárias para garantir o financiamento ao aumento de capacidade de produção da economia. "Nosso objetivo é ter certeza de que o desembolso do BNDES está privilegiando nova capacidade de oferta industrial e novas infra-estruturas. De tal maneira que de fato estejamos cada vez mais contribuindo para a formação de capital fixo na economia", afirmou Luciano Coutinho, presidente do banco. A participação do banco na formação de capital - traduzida, grosso modo, como a participação nos investimentos das empresas -que, historicamente, se situava entre 6% e 6,8%, saltou no ano passado para 8,3%. No primeiro semestre ficou perto de 10%.

     

    Principal agente na nova política industrial do governo, o banco anunciou, em 12 de maio, no lançamento oficial do programa, a redução dos spreads (as taxas de risco cobradas em empréstimos), o alongamento dos prazos e a diminuição de custos, especialmente nos projetos do Finame (programa que financia a produção de máquinas e equipamentos industriais). O programa anunciado pelo governo federal prevê financiamentos de R$ 210 bilhões entre 2008 e 2010.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    A maior preocupação do governo Lula, no momento, é com a escalada da inflação. A percepção é de que, se a economia continuar acelerada, estará criado o "caldo de cultura" para uma próspera especulação com os preços. Um estudo empírico avalia que uma inflação de até 5% é considerada estável. No intervalo entre 5% e 10%, entra no terreno perigoso. Acima de 10% é nível de absoluto risco para a volta da indexação, principalmente em economias como a brasileira, onde a memória inflacionária pode ser destravada diante de qualquer movimento persistente de alta de preços.

     

    "Ninguém suporta uma inflação de dois dígitos. Todos vão querer se defender", diz, preocupado, um ministro. É por isso que o governo desvincula o reajuste de 8% no valor do programa Bolsa Família da tentativa de reindexar o benefício. Para autoridades, trata-se de um problema fiscal de baixo impacto nas contas. Na semana passada, o presidente do BC, Henrique Meirelles, foi claro: vai controlar a desaceleração do ritmo da economia para trazer a inflação de volta ao centro da meta por meio do aumento das taxas de juros.

     

    Henrique Meirelles disse que não será tolerante com a inflação que, no longo prazo, compromete o crescimento econômico. Ele defende uma posição que não foi a que prevaleceu na década de 70, quando o Brasil e outros países optaram pelo crescimento com mais inflação, que redundou nas crises enfrentadas nas décadas de 80 e 90.

     

    O presidente Lula, diante desse cenário, também optou pela desaceleração, sem que o País seja lançado em um processo recessivo por um erro na dosagem das taxas de juros. Entre os ministros, há a percepção de que as condições do país, hoje, são melhores do que as de quatro anos atrás, quando foi iniciado o segundo ciclo de aperto promovido pelo Banco Central.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    A estratégia do governo federal para estabilizar a economia é impedir que o ajuste seja feito pelo "efeito destruidor" da inflação, que penaliza as camadas mais pobres da população e desorganiza os preços nos diversos setores econômicos. A calibragem das taxas de juros, capitaneada pelo Banco Central (BC), é ainda o principal instrumento para desacelerar a atividade para algo entre 4% e 4,5% em 2009, sem jogar o País numa recessão desnecessária.

    O cenário mais favorável considera que a economia crescerá um pouco abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) potencial, controverso cálculo que aponta qual o ritmo de expansão que não põe em risco o controle dos preços. As estimativas otimistas colocam o PIB potencial em cerca de 5% e as mais pessimistas, na casa dos 4%.

    A desaceleração da economia do ritmo de 5,8%, no fim de 2007, para o intervalo entre 4% a 4,5% no ano que vem, não deve ser entendida como uma medida drástica. "Ninguém quer fazer uma recessão", pondera um ministro. Ele cita como referência o ajuste adotado em 2005, quando o nível de crescimento foi arrastado para a marca dos 3,2%, o que criou "um estado de apreensão" no governo, mas, ainda assim, não inibiu os investimentos privados. A situação é muito diferente e a economia, agora, tem melhor condição de resposta para se adaptar a um ritmo compatível com o desejo de trazer a inflação para a meta de 4,5%, definida para os próximos dois anos.

    O nível de crescimento da economia de 4% é considerado um nível "melhor do que o passado" e um sinalizador mais importante que os 3,2% de 2005. "Um crescimento acima de 4% é uma coisa extraordinária", disseram dois ministros ouvidos pelo Estado.

    O cenário internacional sugere que os países vão desacelerar suas economias.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    14-07-2008 | 11:07
    Mato Grosso terá que desembolsar 36% com o pagamento da dívida pública para o governo federal durante todo este ano. Mato Grosso deverá desembolsar R$ 240 milhões a mais no pagamento de juros da dívida pública diante do dragão da inflação que já aciona o alerta vermelho sobre as receitas do Estado. Com a escalada do indicador econômico, que baliza os contratos mantidos com a União, os cálculos da Secretaria de Fazenda (Sefaz) apontam que o montante em pagamentos deverá saltar da previsão original de R$ 660 milhões para R$ 900 milhões em 2008, alta de 36%.

    O alerta se dá diante da alta significativa do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), que já acumula uma elevação de 13,96% nos últimos 12 meses. No ritmo atual, o índice pode chegar a 19,96% nas projeções para 2008, patamar considerado estratosférico no panorama econômico. O indicador, um dos que aferem a inflação no país, é o principal indexador no contrato da dívida pública travado com a União. Na taxa de juros, se soma ao IGP-DI um percentual afixado em 6% ao ano.

    Numa conta simples, um volume extra de R$ 240 milhões aos cofres da União, na prática, significa a baixa sensível na capacidade de investimentos da máquina estadual. O montante, por exemplo, é suficiente para a construção de 21,8 mil casas populares, a um custo médio de R$ 11 mil cada, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra).

    Para se ter uma idéia do que esse conjunto virtual representa, o déficit habitacional de Mato Grosso é estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 120 mil casas. Dessa forma, quase 22 mil unidades populares representariam, na prática, a liquidação de 18,1% da demanda regional. O percentual significa algo ainda mais amplo: 87,2 mil pessoas estariam abrigadas no sonho da casa própria (utilizando a média geral de 4 pessoas por família, usada pelo próprio IBGE).

    Na mesma simulação, um volume de R$ 240 milhões em caixa, potencialmente, poderia ser injetado na construção de até 685 quilômetros de asfalto. O número se torna mais expressivo no comparativo com a atual malha pavimentada do Estado e consequentemente com o enorme déficit que impera há décadas no setor rodoviário. Mato Grosso possui apenas 4 mil km pavimentados em rodovias estaduais, numa malha de 28 mil km, considerada a maior do país.

    De acordo com a Sinfra, o custo médio do quilômetro de asfalto oscila entre R$ 350 mil e R$ 700 mil, conforme as condições do trecho, material e características geográficas. Considerando os dois extremos orçamentários, o investimento de R$ 240 milhões poderiam resultar no mínimo em 342 km de estradas pavimentadas e até 685 km. Para se ter uma idéia, o menor trecho corresponde, aproximadamente, a uma viagem de Cuiabá até o município de Araputanga. Na segunda simulação, o asfalto poderia percorrer uma distância similar à que separa a Capital do município de Nova Guarita, no Norte do Estado.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    11-07-2008 | 12:07
     Os alimentos também foram os principais responsáveis pela desaceleração dos preços ao consumidor, de 0,60% para 0,42% na primeira prévia do IGP-M de julho. A taxa do grupo recuou de 1,36% para 0,89%. Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens hortaliças e legumes (de 5,47% para -1,44%), panificados e biscoitos (de 2,43% para 0,49%) e massas e farinhas (de 2,44% para 0,34%).

    Ainda em sentido descendente, constam os grupos: habitação (de 0,34% para 0,12%), saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,40%) e educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,14%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (de 0,18% para -0,37%), medicamentos em geral (de 0,79% para 0,13%) e passagens aéreas (de 6,53% para 0,91%).

    Apresentaram acréscimos em suas taxas os grupos: vestuário (de 0,23% para 0,96%), transportes (de 0,16% para 0,17%) e despesas diversas (de 0,02% para 0,04%).

    Terceiro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou taxa de 1,38%. No primeiro decêndio de junho, a taxa foi de 2,72%. O índice relativo a materiais e serviços registrou variação de 1,58%, ante 1,93% no mês anterior. O índice que representa o custo da mão-de-obra variou passou de 3,61% para 1,15%. Fonte: Folha on-line
    11-07-2008 | 12:07

    O Informe Conjuntural junho/ abril, divulgado ontem pela CNI, revela que a alta da inflação deve ser responsável pela redução do crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo estudo que revisa as expectativas sobre o crescimento do País, a expectativa para o crescimento do PIB caiu de 5% (da previsão anterior) para 4,7%.

     

    Para a Confederação, o consumo das famílias brasileiras vai crescer menos: 5,5% ante 7,5%, na mesma comparação. Já as estimativas para o IPCA saltaram de 4,7% para 6,4%. O Índice de preços calculado pelo IBGE é utilizado como meta de inflação por analistas do mercado e pelo Banco Central.

     

    Com a alta, a CNI espera que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, bem acima dos atuais 12,25%. "As medidas de política econômica voltadas à pressão inflacionária em especial a retomada de uma política restritiva irão conduzir a desaceleração da economia", disse em nota a entidade.

     

    Além disso, Confederação avalia que os juros mais altos vão continuar atraindo mais capital estrangeiro para o País, aumentando a valorização do real em relação ao dólar. A pesquisa prevê que a moeda norte-americana termine o ano em R$ 1,67, atingindo as importações que devem crescer US$ 25 bilhões em 2008. No entanto, o Informe manteve o PIB da indústria em 5%.

     

    Fonte: Sinduscon-DF
    11-07-2008 | 12:07
    O Banco de Desenvolvimento da China, BNC, mostrou interesse em participar dos projetos de investimentos na área de energia e logística do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e colocou linhas de crédito à disposição do Brasil.

    As oportunidades de investimento foram apresentadas aos chineses pela sub-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e pelo secretário do Comércio Exterior, Welber Barral, durante a missão do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, MDIC, que está nesta sexta-feira em Pequim.

    "O Banco de Desenvolvimento da China vai financiar vários projetos e colocou a nossa disposição todas as linhas existentes", afirmou Barral em entrevista à BBC Brasil.

    Ele não precisou o total ofertado pelas linhas de crédito do BNC, nem exatamente quais projetos seriam imediatamente beneficiados, mas revelou que a diretoria do banco "mostrou muito interesse na área de energia e logística".

    "Nós consideramos o investimento chinês extremamente importante. O Brasil é um país que precisa de capital para investimento, principalmente em projetos de retorno de longo prazo. O Brasil não tem uma grande poupança para investimento", disse ele.

    Os projetos de logística e energia apresentados ao BNC incluem a participação em leilões de concessões e de obras de estradas, ferrovias, dragagem em 13 portos, usinas energéticas e redes de transmissão.

    Rodovias

    As concessões rodoviárias são válidas por 25 anos de exploração em rotas que ligam o sudeste com o nordeste num total de 7.297 quilômetros. Os investimentos nessas concessões somariam mais de US$6,4 bilhões (R$10 bi).

    Trechos importantes como a BR-040, que conecta Brasília ao Rio de Janeiro e Belo Horizonte fazem parte da proposta. Investimentos em mais de 7,8 mil quilômetros de ferrovias também foram apresentados.

    Foram postos à apreciação dos chineses os projetos do trem de alta velocidade, TAV, que liga o Rio a Campinas, de US$11 bilhões (R$17 bi), a ferrovia norte-sul, de R$ 4,6 bilhões (R$7,4 bi) e a ferrovia de integração leste-oeste, estimada em US$2,8 bilhões (R$4,5 bi).

    Além disso, o banco também avaliou o corredor ferroviário bioceânico, que atravessa os territórios do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile conectando os portos de Santos e Paranaguá à cidade de Antofagasta, no Chile.

    A ferrovia, de 2.469 quilômetros, tem por objetivo escoar a produção da América do Sul à Ásia e pode ser estratégica para a China distribuir na região produtos trazidos do oriente através do oceano Pacífico.

    Energia

    Os leilões de 29 hidroelétricas ofertados aos chineses somam um investimento de 17,3 bilhões de dólares (R$27,8 bi) até 2011.

    Neste ano serão feitas licitações para concessão de sete usinas, num investimento total de um bilhão de dólares. No ano que vem, está previsto o leilão de quatro usinas somando US$ 4,7 bilhões (R$7,5 bi).

    Em 2010, quinze usinas irão ao martelo levantando investimentos de US$ 8,7 bilhões (R$14 bi) e em 2011 serão três usinas e US$ 2,9 bilhões (R$4,6 bi).

    Uma das hidroelétricas leiloadas no ano que vem é a de Belo Monte, no rio Xingu, que causou polêmica na região por causa do impacto ambiental.

    A capacidade estimada da usina é de 11,1 Megawatts e o investimento necessário é de US$ 6,9 bilhões (R$11 bi).

    O Banco chinês ainda foi convidado a avaliar a possibilidade de investir na construção, operação e manutenção de redes de transmissão e distribuição de energia.

    As linhas somadas chegam a mais de 11,378 quilômetros e levantariam investimentos de US$ 7,2 bilhões (R$11,5 bilhões).

    Financiamento

    Barral ressaltou ainda que o BNC "já está financiando projetos do PAC no Brasil".

    Um deles é o gasoduto Gasene de 946 quilômetros, que liga o Sudeste e o Nordeste através das cidades de Cacimbas, no Espírito Santo, e Catu, na Bahia.

    O duto permitirá o transporte de até 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia para o Nordeste --quase o dobro do total consumido atualmente pela região.

    O banco chinês já disponibilizou US$ 750 milhões (R$1,2 bi) de um financiamento total que deverá ser de aproximadamente US$ 2,6 bilhões (R$ 4 bi).

    A obra está sendo construída pela gigante chinesa do petróleo, Sinopec. O gasoduto é um projeto anterior ao PAC, mas foi incluído na estratégia de aceleração de crescimento 

    Fonte: NTC e Logística
    11-07-2008 | 12:07
    O aumento da inflação na América Latina se transformou em um teste de credibilidade para a recém-descoberta estabilidade econômica dos países da região, assim como para seus bancos centrais, diz uma reportagem da edição desta semana da revista britânica "The Economist".
         
         Segundo a revista, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.
         
         No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.
         
         A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".
         
         Divisão
         
         De acordo com a revista, há uma divisão na região. "Por volta da virada da década, muitos dos maiores países adotaram câmbio flutuante e metas de inflação, administrados por bancos centrais mais ou menos independentes", diz o texto.
         
         "Outro grupo de países --incluindo Argentina e Venezuela-- deram maior prioridade ao crescimento do que à estabilidade dos preços."
         
         No entanto, a reportagem afirma que mesmo entre o primeiro grupo de países, a inflação tem aumentado.
         
         "Como resposta, os bancos centrais do Chile, da Colômbia, do México e do Peru começaram a aumentar as taxas de juros no ano passado. Mesmo assim, eles não cumpriram suas metas de inflação, na maioria dos casos pela primeira vez", diz o texto.
         
         Brasil
         
         A reportagem dá destaque ao Brasil. "Sob gritos de protesto, o Banco Central do Brasil interrompeu três anos de relaxamento monetário em outubro passado", diz a revista.
         
         "Desde então, aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Mesmo assim, a inflação está próxima do limite superior da meta de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos", afirma o texto.
         
         A revista afirma que o governo brasileiro está otimista de que a inflação cairá até o final do ano, mas o povo brasileiro está preocupado com o aumento nos preços da cesta básica.
         
         A "Economist" diz que a inflação atinge mesmo países que tiveram crescimento lento, como o Chile e o México.
         
         De acordo com a revista, o teste será se a inflação na América Latina vai ou não cair até o fim do ano. "Se não, serão necessárias ações mais drásticas."
         
         A reportagem afirma que a alta dos preços já ameaça levar milhões de latino-americanos de volta à pobreza.
         
         Segundo a revista, "os mais sábios entre os políticos da região sabem que, por mais que custe caro, a luta contra a inflação é uma [luta] que eles não podem perder".
          Fonte: 24 Horas news
    11-07-2008 | 12:07
    O IPC (índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) abriu o mês de julho em desaceleração significativa, apontando alta de 0,77%, contra 0,96% no fechamento de junho. Foi também o menor índice desde a abertura de maio deste ano, quando a alta foi de 0,68%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira.

    Os preços dos alimentos tiveram recuo, registrando alta de 2,34% (menor alta desde a segunda quadrissemana de maio, quando houve alta de 1,77%), contra 2,87% no encerramento de junho. A categoria Alimentação contribuiu com 68,68% na composição do índice, contra 67,53% em junho.

    A categoria Habitação teve alta de 0,12% (menor índice do grupo desde a segunda quadrissemana de fevereiro, quando a alta foi de 0,05%), recuando em relação ao registrado no final de junho, 0,30%.

    A categoria Transporte apresentou ligeira desaceleração, passando de alta de 0,15% no fim do mês passado para 0,12% na leitura apresentada hoje --menor leitura desde a abertura de novembro do mês passado, quando houve apenas uma ligeira variação positiva de 0,07%. Na categoria Vestuário, no entanto, os preços tiveram desaceleração, passando de 0,55% para 0,34%. Na categoria Despesas Pessoais os preços subiram, de alta de 0,80% para 0,88%.

    Na categoria Saúde houve recuo, de 0,82% para 0,74%, segundo os dados divulgados hoje. Na categoria Educação os preços subiram 0,11%, contra 0,08% no fim de junho. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

    Fonte: Folha on-line
    11-07-2008 | 12:07
    As declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que a autoridade monetária agirá para trazer "de forma tempestiva" a inflação para o centro da meta, pode ser interpretada como uma percepção de que o mercado estaria exagerando em suas expectativas de alta na inflação, sobretudo para 2009. Tal comportamento, típico dos mercados, chama a atenção do BC porque tem potencial para criar obstáculos à implementação da política monetária, na medida em que exige maior carga de juros para que o movimento seja revertido.

    Não é à toa que Meirelles deixou claro esse incômodo ao discursar ontem no encerramento da Conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana (Americas Society) e o Conselho das Américas (Council of the Americas) em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo.

    Na palestra, ele disse que a ação tempestiva do BC "visa também a evitar que se consolide um ambiente de pessimismo inflacionário no qual a política monetária perderia eficiência". Ou seja, a mensagem do BC indica que não se trata de uma atitude "relaxada" diante do cenário de elevação dos índices de inflação, mas também não há motivo para pânico. Afinal, o BC não abrirá mão dos instrumentos disponíveis, principalmente a taxa de juros, para trazer a inflação para a meta de 4,5%. Nesse contexto devem ser entendidas as reuniões patrocinadas por Meirelles e pelo diretor de Política Monetária, Mário Torós, com representantes de instituições financeiras no início desta semana.

    Parte do mercado entendeu o recado: após as reuniões, a curva de juros recuou, deixando de concentrar as apostas em elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic. Ao BC interessa que o mercado antecipe os movimentos de alta na Selic porque potencializa os efeitos da política monetária. Por isso, durante alguns meses, entre o final de 2007 e início deste ano, o BC, por meio das atas do Copom, foi paulatinamente subindo o tom de sua preocupação com a inflação, movimento que foi sempre seguido de uma inclinação para cima na curva de juros, ainda que timidamente em alguns momentos.

    Terrorista - O ponto alto do alerta do Banco Central ao mercado aconteceu, em março passado, quando divulgou a chamada "ata terrorista".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-07-2008 | 12:07
    Antes de iniciar qualquer obra é preciso pensar que o responsável técnico deve estar de acordo com as determinações do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT). A legalidade na obra evita transtornos com a fiscalização do Conselho que este mês intensificou suas ações.

    As fiscalizações que iniciaram dia 07.07 prosseguem até 18 de julho, enfocam o setor da construção civil em Cuiabá e Várzea Grande e têm caráter punitivo. As multas podem variar de R$ 104,00 em casos de falta da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e placa indicando o responsável técnico pela obra, à R$ 3.818,00 mil, para empresas que não têm registro no Crea. "Caso os problemas não sejam resolvidos no tempo determinado pela fiscalização o auto de infração é encaminhado para o setor jurídico do Crea que inscreve a multa em dívida ativa e, persistindo a falta de regularização realiza execução. Também podemos acionar outros órgãos, como a Prefeitura Municipal, para que uma obra seja embargada", explica a gerente de fiscalização do Crea-MT, Vilma Aparecida Matta.

    A gerente, alerta ainda para a importância da ART nas obras de construção civil. O documento é uma garantia legal para os consumidores, em casos de busca de ressarcimentos, em eventuais problemas na construção dos imóveis.

    A fiscalização itinerante, além de inibir a construção irregular de imóveis, também combate o exercício ilegal da profissão no setor. "Temos que intensificar a fiscalização para que toda a sociedade tenha um profissional qualificado em sua obra, evitando assim o exercício ilegal de profissionais não registrados no Conselho", afirmou.

    Esta é a segunda operação do ano que reúne fiscais das inspetorias e fiscaliza obras e serviços verificando a existência do responsável técnico legalmente habilitado. O número de empresas vistoriadas no primeiro semestre de 2008 chegou a 258, sendo identificadas 191 obras irregulares e apenas 67 regularizadas. O ramo das empresas fiscalizadas foram: construção civil, provedoras de internet, manutenção e instalação de ar condicionado e armazenagem de grãos, entre outras.

    Atualmente, os agentes do Conselho realizam cerca de dez verificações por dia em todo estado, além dos relatórios das visitas.

    Fonte: O Documento
    11-07-2008 | 12:07
    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se desacelerou em junho em relação a maio, caindo de 0,79% para 0,74%, com a alta menos intensa de produtos não-alimentícios. Esta pequena desaceleração, no entanto, não é motivo de alívio, uma vez que o preço dos alimentos continua em alta e, segundo a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, há a possibilidade de que a inflação acumulada em 12 meses até o fim de julho ultrapasse o teto da meta (6,5%) estimada para o ano.

    A probabilidade dessa previsão virar realidade realmente não é desprezível ao se analisar os resultados acumulados de janeiro a junho e em 12 meses terminados no mês passado, que têm alta de 3,64% e 6,06%, respectivamente.

    No semestre, a aceleração do índice foi a maior desde o primeiro semestre de 2003, quando o IPCA apresentou alta de 6,64%. Eulina disse que "há evidências que julho deste ano apresente um IPCA maior do que o do ano passado", quando o indicador subiu 0,24%. "Com a continuidade da pressão dos alimentos e a alta dos preços administrados, não é improvável que a taxa em 12 meses atinja 6,5% (em julho)."

     Segundo ela, "a alta dos alimentos é generalizada e não há sinal de inversão, já que os preços no mercado internacional e o consumo continuam subindo". "Não há evidência de mudança na trajetória de alta dos alimentos," afirmou. Em junho, os produtos alimentícios representaram 63% do índice, apresentando alta de 2,11%, a maior variação mensal registrada nesse grupo de produtos no IPCA desde janeiro de 2003, e o maior aumento para um mês de junho desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

    Segundo Eulina, no acumulado do primeiro semestre de 2008 os alimentos contribuíram com 1,88 ponto porcentual, ou 52% do IPCA de 3,64% do período. "Ou seja, os alimentos explicam a inflação este ano".

    Para ela, "a evidência é que a alta dos alimentos em 2008 vai ficar acima da do ano passado, que já foi uma taxa expressiva". No ano de 2007, os alimentos subiram 10,79% e, somente no primeiro semestre deste ano, já acumulam variação de 8,64%. Além disso, em julho, segundo Eulina, haverá pressão de vários itens administrados, como aumentos nas tarifas de água e esgoto em Porto Alegre, Belém e Fortaleza; alta no preço da passagem dos ônibus interestaduais; na energia elétrica em São Paulo e em Curitiba, além do álcool, do gás veicular e do óleo diesel.

    Fonte: Gazeta Digital
    10-07-2008 | 12:07
    Para dirigente do MPE, população está cansada de desvios, além de construtores idôneas que ficam de fora de licitações. O Ministério Público Estadual (MPE) emitiu sonoro recado a gestores públicos durante o lançamento do GeoObras, novo sistema de monitoramento de obras públicas. O procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, alertou que a população está cansada de desvios, assim como ala de construtoras idôneas está farta da prática do lobby para supostamente vencer licitações.

    “Há políticos que estão por aí zombando da sociedade com seus carrões comprados com um dinheiro que não é limpo. Os bons empresários também estão cansados de serem usurpados em festinhas e festões, senão não ganham licitações”, acusou o procurador. Segundo Prado, o novo mecanismo de fiscalização, implantado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), vai “fechar esse ralo” de escoamento do dinheiro público.

    O discurso contra a corrupção chamou a atenção durante a solenidade de implantação do GeoObras. O evento reuniu uma série de autoridades estaduais, incluindo o governador Blairo Maggi (PR), na sede da Escola de Contas, na manhã de ontem. O sistema fará a fiscalização da execução de obras estaduais com o monitoramento por fotografias georreferenciadas e imagens via satélite.

    Aparentemente acuado pelas declarações, o governador acabou admitindo que há casos em que obras como o asfaltamento de estradas vicinais são registradas como plenamente executadas, contudo, denúncias da população revelam situações pendentes ou irregularidade. Ele, contudo, não citou exemplos de obras e os períodos em que supostamente foram realizadas.

    “Tenho consciência como cidadão que os recursos para essas obras não são do governo. Eles são da sociedade. Daí a responsabilidade em fazer as coisas acontecerem. Esperemos que dentro de pouco tempo os programas tenham mais eficiência”. O GeoObras tem como foco inicial a fiscalização contínua do andamento das obras em 24 municípios do Estado e empreendimentos comandados pelas Secretarias de Infra-estrutura e Educação, Pastas que concentram 90% das obras do governo.

    O grupo de municípios e as duas secretarias concentram R$ 530 milhões dos R$ 740 milhões em investimentos em obras no Estado em 2008, o que representa pouco mais de 70% do total. Os trabalhos se centrarão sobre os seguintes municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Sinop, Diamantino, Nova Mutum, Nobres, Rosário Oeste, Juína, Campo Novo do Parecis, Tangará da Serra, Barra do Garças, Água Boa, Nova Xavantina, Canarana, Sapezal, Cáceres, São José dos Quatro Marcos, Jaciara, Primavera do Leste, Poxoréu, Alta Floresta e Guarantã do Norte, num total de 300 obras públicas este ano.

    O GeoObras envolve investimentos de R$ 420 mil, voltados ao desenvolvimento do software do novo programa. O custo mensal de manutenção é orçado pelo TCE em R$ 8 mil. O programa é considerado inédito no país.

    Fonte: Diário de Cuiabá
    10-07-2008 | 12:07
    Tenho acompanhado diariamente as boas notícias do setor da construção civil. Essa indústria que gera riqueza para o país vem se mantendo líder de uma nova realidade econômica com o passar dos anos. No entanto, são necessários esforços redobrados para que este bom momento perdure.

    Digo isso porque, embora tenhamos um cenário positivo economicamente - nunca se produziu tanto na construção civil como agora -, ainda temos marcas de equívocos cometidos em anos anteriores. Cicatrizes que estão sendo derrubadas com muito suor de uma classe que tem se unido por um ideal: o bem do setor.

    Até poucos anos atrás, éramos lideres em acidentes de trabalho e utilizávamos colaboradores sem qualquer condição de trabalhar nos canteiros de obras espalhados por esse país. Mas, após uma conscientização maior de sindicatos, engenheiros, construtoras e trabalhadores, já há uma luz no fim do túnel que aponta para uma sensível melhora neste quadro.

    Devo frisar que ainda estamos longe do ideal quando abordamos a questão da segurança. Pessoas ainda morrem em obras por imprudências que nos deixam abismados. No entanto, já é grande o número de empresas usando plataformas elevatórias no lugar dos antigos andaimes, máquinas e equipamentos com EPCs - equipamentos de proteções coletivas. Uma clara demonstração da busca da qualidade da saúde do trabalhador, que literalmente faz a construção acontecer.

    Já estava mais do que na hora de se profissionalizar essa indústria que representa mais de 5% do nosso PIB (Produto Interno Bruto) e que, somente neste início de ano, gerou mais de 150 mil postos de trabalho em todo o país.Diversos são os motivos para esse bom momento. O PAC, a facilidade pelo crédito consignado na compra da casa própria, lançamentos de empreendimentos imobiliários - muitas vezes vendido na planta - e também o bom momento da economia propiciaram essa vertente positiva. Nunca se consumiu tanto. Nunca se vendeu tanto e nunca se produziu como agora.

    Nosso trabalho para que esse setor continue dando orgulho ao país não pode parar. Temos o compromisso de fazer com que o Brasil tenha melhor qualidade em suas obras e ofereça uma política de segurança cada vez mais eficaz para as pessoas que constroem os sonhos de todos os brasileiros.

    Expedito Eloel Arena é engenheiro civil e presidente da Associação Brasileiras da Empresas Locadoras de Bens Móveis

     

    Fonte: Gazeta Digital
    10-07-2008 | 12:07
    A inflação medida pelo Índice Geral de Preços -Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,89% em junho, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em maio, o índice subiu 1,88%. Foi a maior taxa registrada nesse tipo de indicador desde janeiro de 2003, quando apresentou elevação de 2,17%. Até junho, o IGP-DI acumula elevações de 7,14% no ano e de 13,96% em 12 meses.

    O período de coleta de preços para o IGP-DI de junho foi do dia 1º a 30 do mês passado. A taxa acumulada do IGP-DI é usada como indexadora das dívidas dos estados com a União.

    O índice é calculado por meio de uma média ponderada de três outros indexadores: Índice de Preços no Atacado (IPA) - que mede a variação de preços no mercado atacadista -, Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -que mede a variação de preços entre as famílias que percebem renda de 1 a 33 salários mínimos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro -, e o INCC que é o Índice Nacional da Construção Civil, que mede a variação de preços na construção civil.

    A leve aceleração na taxa do IGP-DI foi causada principalmente pela inflação mais intensa nos preços do atacado, medidos pelo IPA-DI (de 2,22% para 2,29%), no mesmo período, na opinião do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Na análise do economista, o aumento de 1,89% foi "um auge", em termos de elevação para os índices, e os próximos resultados devem sinalizar tendência gradual de aumentos mais fracos para os indicadores.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    10-07-2008 | 12:07
    O sistema GeoObras do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT), lançado nesta quarta-feira (09.07), em solenidade na Escola Superior de Contas, para fiscalização das obras e serviços de engenharia de Mato Grosso, vem ao encontro à proposta de Governo do Executivo estadual de oferecer melhores condições de vida a população mato-grossense. Segundo o governador de Blairo Maggi, para o controle da aplicação de 100% dos recursos em beneficio da mesma.

    A nova ferramenta, inédita no país, faz o acompanhamento por meio de um sistema tecnológico que captura imagens de satélite desde a licitação ao recebimento das obras, e dá acesso total à população. Em um link no site do TCE - www.tce.mt.gov.br -, além do conhecimento das informações em textos e fotos georreferenciadas e de satélites, o internauta poderá ainda denunciar via on-line irregularidades observadas no anonimato ou se identificando.

    O presidente do TCE e idealizador do projeto, conselheiro Antônio Joaquim, disse que o sistema GeoObras é um grande instrumento de cidadania, onde a população participa efetivamente da fiscalização da aplicação de recursos públicos. “Os cidadãos ajudam no controle social e sem custo algum para o TCE”, analisou. Antônio Joaquim espera a adesão dos demais órgãos de controle externo, e até do Tribunal de Contas da União

    Antes mesmo de sair do papel, o projeto já contava com apoio do Governo do Estado, conforme lembrou o presidente do TCE. O governador Blairo Maggi cumprimentou o Tribunal de Contas pelo novo instrumento de controle social, que disponibiliza ao público, e também ao Executivo uma ferramenta pelo qual o Governo fará a fiscalização das suas obras, verificando com a participação da sociedade se aquilo que foi contratado está sendo feito.

    Maggi contou que desde que assumiu o Governo de Mato Grosso tem a preocupação em fazer com que os recursos públicos cheguem à sociedade, compromisso que deixa claro sempre que inaugura uma obra no Estado. “O governo tem a obrigação de devolver o dinheiro dos contribuintes, pago em impostos, através de obras públicas”, frisou o governador, reforçando a importância da participação do público nessa fiscalização.

    O TCE explicou o que é o sistema GeoObras e fez uma apresentação técnica para conhecimento profundo de como irá funcionar o projeto, que é analisado como um completo sistema de auditoria de obras públicas. O Tribunal de Contas também assinou Termo de Cooperação com o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e Ministério Público estadual.

    A parceria com o Crea garantirá ao Conselho fiscalizar o exercício profissional nas obras públicas. Para o MPE, é consideravelmente importante ter cesso e controle a essas informações. O procurador geral do Estado, Paulo Prado, também cumprimentou ao TCE pelo avanço e visão de futuro que representam o sistema. Ele elogiou ainda o Governo do Estado pelo apoio ao projeto. “Demonstra que o governo está preocupado com uma administração séria, com o bom uso do dinheiro público”, avaliou.

    SISTEMA

    O GeoObras-TCE/MT é desenvolvido pela empresa Premier - detentora dos direitos. O sistema é uma aposta ao extermínio de obras fantasmas. Por ele, é possível fazer intervenção ou determinação de correções nas obras e serviços durante a execução da despesa, contando também com imagens terrestres inseridas pelos próprios órgãos fiscalizados.

    Serão esses órgãos os responsáveis por registrar no TCE o endereço georreferenciado de todas as obras e, ainda, a obrigatoriedade de alimentar/atualizar constantemente os dados no programa. O sistema possibilita ao próprio cidadão a postagem de foto ou vídeo-denúncia de obra paralisada ou de má qualidade.

    Além de imagens, o GeoObras terá informações declaratórias fornecidas pelos próprios órgãos de licitações, contratos, medições e pagamentos efetuados para as respectivas obras, o que garantirá o controle social de despesas públicas em serviços de engenharia.

    O Tribunal ainda se preocupou em integrar o GeoObras com o Sistema Aplic (Auditoria Pública Informatizada de Contas) desenvolvido pelo próprio TCE para fazer a auditoria concomitante dos recursos públicos. Essa interface permitirá o cruzamento de dados, como fotografias e imagens de satélite, com aquelas incluídas nos balancetes mensais pelos gestores.

    Neste primeiro momento, auditores da Coordenadoria de Controle de Obras e Serviços de Engenharia do TCE alimentaram o sistema GeoObras-TCE/MT com dados e fotografias de obras e serviços de engenharia de 24 municípios e das Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Infra-Estrutura (Sinfra), que em 2008 serão responsáveis por investimentos na ordem de R$ 530 milhões. No total, os órgãos públicos devem investir no ano cerca de R$ 740 milhões.

     

    Fonte: Secom
    10-07-2008 | 12:07
    A manutenção da pressão dos preços dos alimentos aliada à expectativa de alta de taxas administradas, como luz e água, indicam que a inflação continuará em ascensão no acumulado dos últimos 12 meses, podendo até mesmo ultrapassar o teto de 2 pontos percentuais acima da meta de 4,50% estipulada pelo Banco Central.

    Para que a taxa em 12 meses ultrapasse os 6,50%, basta que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registre alta de 0,66% em julho.

    "Além da alta dos alimentos, haverá impacto de itens fortes e expressivos. A combinação dos alimentos com os itens administrados esperada para julho indica que a taxa em 12 meses continuará crescendo", afirmou a coordenadora de preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina dos Santos.

    Ela lembrou ainda que a taxa de 0,24% constatada em julho de 2007 dificilmente será mantida este ano. Além disso, as taxas observadas em de agosto a novembro de 2007 são relativamente baixas, não passando de 0,47%.

    Foram justamente os itens não-alimentícios, que tem alta esperada para julho, que foram responsáveis pela desaeleração do IPCA, dos 0,79% de maio para 0,74% em junho. Os alimentos foram responsáveis por 63% da taxa do mês, e explicam 52% do índice este ano, que acumula alta de 3,64%. Nos últimos 12 meses, os alimentos registram elevação de 15,79%. A alta de 2,11% dos alimentos em junho é a maior desde janeiro de 2003, e é a maior desde o início do Real para um mês de junho.

    "Não há evidência de reversão da alta dos alimentos. Não há notícias de mudanças no cenário. O perfil do IPCA está sendo guiado pelos alimentos desde o final do ano passado, motivado pelo aumento da renda, tanto no Brasil quanto em outros países, e pela consequente pressão dos países emergentes", explicou.

    Eulina frisou que há vários reajustes de itens administrados em julho, como as taxas de água e esgoto em Porto Alegre (8,5%), Belém (11,7%) e Fortaleza (6%), de energia elétrica em São Paulo (8,6%) e Curitiba (2%), além da tarifa de ônibus interestaduais (6%) e do álcool e do diesel (este, em função do biodiesel).

    Fonte: Folha on-line
    10-07-2008 | 12:07
    O ritmo de crescimento da inflação surpreendeu no segundo trimestre e fez a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisar para baixo a projeção de expansão econômica neste ano, de 5% para 4,7%. O novo dado consta do Informe Conjuntural, divulgado ontem. O arrefecimento nas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) decorre também da trajetória de alta da taxa Selic. Porém, o economista-chefe da confederação, Flavio Castelo Branco, disse que os sinais de desaceleração da economia, no momento, estão mais atrelados aos picos inflacionários - que foram mais intensos no segundo trimestre - que corroem a renda do consumidor. E desperta o sinal amarelo na decisão dos investimentos na produção.

    "A intensidade do aumento da inflação neste segundo trimestre surpreendeu um pouco", disse o economista, em entrevista à Gazeta Mercantil.

    Os setores que devem puxar a economia para baixo são aqueles que já estão sendo prejudicados pela depreciação do dólar ante o real. Os têxteis, calçados e bens de consumo mais leve que têm dificuldade de concorrer com os importados, avaliou o economista. A inflação mantém-se em alta, mesmo diante do processo de aperto monetário, e já se encosta no limite máximo da meta de 6,5% estipulada este ano pelo governo.

    A CNI revisou a projeção do IPCA _ usado pelo governo para estabelecer as metas anuais de inflação _ para 6,4%, um forte avanço em relação à previsão de março, quando indicava 4,7%, ainda um pouco acima do centro a meta de 4,5%.

    Assim como outros economistas do mercado e instituições, a CNI reitera no relatório que as principais fontes primárias da inflação são provenientes do mercado internacional, sobretudo dos preços das commodities. Porém, diz a CNI, tal cenário coincide com o aquecimento do consumo interno beneficiado pelo aumento do crédito e da massa salarial alicerçado pela criação do emprego. Isso eleva o consumo na praça. A CNI acredita que a taxa de desemprego chegará em dezembro em 6,7%, perfazendo uma média anual ao redor de 8%. A demanda elevada desperta a atenção do Banco Central que deve manter o processo de aperto monetário para "dificultar" que os atuais preços externos contaminem os do Brasil. A CNI já aposta na desaceleração da demanda neste semestre.

    "A principal pressão da inflação vem do mercado internacional, mas a demanda interna forte favorece o espraiamento do aumento dos preços no País", argumentou Castelo Branco, demonstrado certamente um apoio à atual política do Banco Central. "A política monetária é para dificultar que os preços internos sejam contaminados pelos externos. E evitar que a inflação seja elevada para outro patamar (acima do teto da meta)", avaliou.

    No Informe Conjuntural de julho, a CNI diz que o compromisso do Governo Federal de elevar a meta do superávit primário para 4,3% do PIB em 2008, ante 3,8%, representa uma ajuda importante para a redução dos gastos públicos e conter um pouco a demanda. Neste caso, argumenta, o governo está dividindo com o Banco Central o "ônus de combater à inflação", via aumento do juro.

    A CNI lembra que a política monetária leva um certo tempo para surtir efeito na economia. Por essa causa, a instituição acredita que os efeitos da inflação poderão ser mais sentidos no próximo ano. "Dificilmente a economia terá uma performance elevada em 2009.

    O crescimento poderá ser menor do que em 2008 (4,7%)", avalia o economista. Entretanto, ele garante que o ciclo de crescimento econômico do Brasil é vigoroso, não será abortado pela política monetária e descartou o chamado "vôo de galinha".

     

    Fonte: NTC e Logística
    10-07-2008 | 12:07
    A produção industrial no Estado de São Paulo teve ligeira expansão de 1,1% em junho (dado com ajuste sazonal) em relação ao registrado em maio, segundo o SPI (Sinalizador da Produção Industrial), elaborado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e pela AES Eletropaulo e divulgado nesta quinta-feira.

    Segundo o documento, com essa expansão, a indústria paulista voltaria a apresentar um resultado favorável após o fraco desempenho de maio, quando a produção teve queda de 0,3%. No acumulado em 12 meses, o resultado implica na diminuição da taxa de crescimento de 8,6%, em maio, para 8,4%, em junho.

    Fonte: Folha on-line

    10-07-2008 | 12:07
    A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,74% em junho, o que representa desaceleração frente aos 0,79% verificados em maio, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se do maio índice para o mês de junho desde 1996, quando o IPCA havia subido 1,19%.

    Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,06%, acima dos 5,58% identificados nos 12 meses imediatamente anteriores, aproximando-se ainda mais do teto superior à meta, de 6,50% estipulado pelo Banco Central. Em junho de 2007, a inflação pelo IPCA subira 0,28%.

    No ano, o IPCA acumula alta de 3,64%. No mesmo período em 2007, a inflação não havia passado de 2,08%. A taxa em 12 meses é a maior desde novembro de 2005 (6,22%) e, para um primeiro semestre, é a maior alta desde 2003.

    Os alimentos voltaram a pressionar o índice e tiveram alta de 2,11%, acima dos 1,95% constatados no mês anterior. A contribuição deste grupo representou 0,47 ponto percentual do IPCA, representando 63% do resultado total.

    Apenas no primeiro semestre, os alimentos acumulam alta de 8,64%, próximo dos 10,79% registrados ao longo de todo o ano de 2007.

    Segundo o IBGE, o aumento dos alimentos foi generalizado, e apenas o óleo de soja (-2,76%) e as frutas (-1,96%) tiveram queda significativa. O item carnes foi responsável pela maior contribuição individual (0,14 p.p.), com alta de 6,91%. O arroz subiu 9,90% e acumula alta de 38,21% em 2008. Já o feijão carioca registrou elevação de 15,55%.

    Os produtos não-alimentícios registraram aumento de 0,34% em junho, abaixo dos 0,46% de maio. No ano, o grupo acumula alta de 2,26%, ante 1,60% no primeiro semestre de 2007.

    O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado entre as famílias com renda mensal até seis salários mínimos, ficou em 0,91% em junho, ante 0,96% de maio. Nos 12 meses encerrados em junho, o indicador acumula elevação de 7,28%, acima dos 6,64% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.

    Fonte: Folha on-line
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