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Domingo, 19 de Novembro de 2017
NOTÍCIAS
    05-07-2008 | 11:07

    Confira a relação dos grupos que discutem normas que afetam as atividades do setor de habitação

    A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – atualizou a lista de todas as Comissões de Normas Técnicas em elaboração e em consulta nacional em 2008. Acesse o link abaixo e confira as comissões que discutem normas que afetam o setor da habitação.

    Além disso, também está disponível a relação das principais normas técnicas da habitação em vigor e também a versão atualizada da NR 18 - do Ministério do Trabalho e Emprego -, que trata sobre as condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

     

    Fonte: Site da Secovi/SP
    05-07-2008 | 11:07
    – O CUB (Custo Unitário Básico de Construção) subiu 1,06% em junho ante o mês de maio, quando o índice havia apresentado variação mensal ainda maior, de 3,95%. O CUB é o índice oficial, calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Distrito Federal (Sinduscon-DF), que mostra a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil brasiliense.

     

    Com o resultado, o custo do metro quadrado de construção do projeto-padrão referencial do Distrito Federal (R8-residência multifamiliar padrão normal) agora é de R$ 712,85 contra os R$ 705,35 de maio. Desse total, o gasto com material (47,63%) ficou em R$ 339,51, as despesas com mão-de-obra (44,28%) em R$ 315,63, enquanto os custos administrativos (7,83%) e com os equipamentos (0,27%)  somaram R$ 55,83 e R$ 1,89, respectivamente. 

     

    No período analisado, verificou-se que 11 dos 25 insumos que participam da pesquisa do Custo Unitário Básico de Construção apresentaram aumento em seus preços, nove registraram redução e os demais permaneceram com os seus valores estáveis. A principal contribuição para a alta foi o aumento dos preços da chapa compensado plastificado, do aço CA-50, do cimento, da areia de grãos médios e da brita.

     

    O Índice de Geral de Preços (IGP-M) registrou acréscimo de 1,98% em junho de 2008. Nos últimos 12 meses, o CUB-DF apresentou variação acumulada de 12,05%, enquanto o valor do IGP-M foi de 13,44% no mesmo período.

     

    Os insumos que tiveram aumentos de preços superiores à variação de 1,98% do IGP-M em junho, foram: chapa compensado plastificado (9,06%); aço CA-50 (7,83%); cimento CP-32 (3,52%); areia média lavada (4,66%); brita nº 02 (6,00%); bloco de concreto sem função estrutural (6,15%); telha fibrocimento Ondulada (49,10%); placa de gesso (5,57%); e tubo de ferro galvanizado (4,88%).

     

    O CUB é calculado e divulgado mensalmente pelo Sinduscon-DF, que acompanha a evolução dos preços de 25 materiais de construção, salários de três categorias de mão-de-obra (pedreiro, servente e engenheiro) e um equipamento (aluguel de betoneira).

     

    Pesquisa salarial

    A atualização da pesquisa salarial do setor da construção mostra um incremento médio de 8,5% nos vencimentos, o que significa que os patrões têm dado reajustes com base na inflação do período. O estudo feito pelo Sinduscon-DF destaca os salários dos cargos-chave do setor, desde a área técnica gerencial à operacional, e serve de referência para as empresas.

     

    Fonte: Sinduscon-DF
    05-07-2008 | 11:07
    A atividade industrial cresceu 2,4%, em maio, em nove das 14 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi computado em comparação a maio do ano passado. 

    Já em relação a abril deste ano, a indústria mostrou retração em dez regiões, com queda de 0,5%. Os dados são da pesquisa Produção Industrial Regional, divulgada hoje (4) pelo IBGE.

    O economista André Macedo, da Coordenação de Indústria do IBGE, disse que os resultados regionais “mostram para esse mês específico um menor ritmo da atividade industrial. E muito dessa explicação pode estar sendo sustentada pelo efeito calendário”.

    Macedo disse que maio teve menos dias úteis, tanto quando comparado a maio de 2007, quanto se compara com abril também. “Então, esse efeito calendário sobre maio de 2008 , especificamente, seria uma explicação para esse resultado mais moderado”, explicou.

    O economista advertiu que, no entanto, na análise do acumulado do ano “os resultados são amplamente positivos, atingindo todos os locais investigados e com um crescimento em nível nacional de 6,2%”.

    De forma geral, as localidades que mostraram os melhores desempenhos nos cinco primeiros meses do ano foram os que têm presença mais acentuada de indústrias do setor de bens de capital, automobilística e aqueles produtores de produtos básicos agrícolas e minerais. “Nesses locais, observa-se um maior dinamismo, inclusive com taxas bem acima da média nacional”.

    O grande destaque na pesquisa foi o estado do Espírito Santo. Em comparação a maio do ano passado, a produção industrial capixaba evoluiu 20,3%, mantendo a seqüência de oito taxas positivas. André Macedo afirmou que a maior parte dessa expansão é explicada pelo viés exportador do estado, sustentado, principalmente, pelos setores extrativo e de metalurgia básica.

    As localidades onde a indústria teve o crescimento menos expressivo foram Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No primeiro, foi registrada queda de 4,2% na produção industrial de abril para maio, e de 4,7% na comparação com igual mês do ano passado.

    As paralisações registradas no setor de produtos químicos motivaram esse recuo, além do desempenho negativo de sete dos 14 ramos pesquisados, entre os quais fumo (-28,3%) e calçados e artigos de couro (-11,7%).

    Em Santa Catarina, a atividade da indústria caiu 3,1% frente ao mês anterior, revelando decréscimo de 5,7% em relação a maio de 2007. Segundo o IBGE, esse foi o resultado mais baixo desde a taxa negativa de 10,1%, registrada em abril de 2006.

    Macedo esclareceu que a retração foi motivada, em especial, pelas férias coletivas em grandes empresas do setor de máquinas e equipamentos.

    O estudo do IBGE mostrou um quadro positivo para as regiões Norte e Nordeste, registrado nos cinco primeiros meses de 2008. "Há um predomínio de taxas positivas. No caso do Amazonas, por exemplo, o crescimento é de 8,3%, acima do resultado da média nacional, muito impulsionado por setores como material eletrônico e equipamentos de comunicações”, explicou o economista.

    No caso do Nordeste, o destaque foi Pernambuco, que cresceu 8,4%, também superando a média nacional do acumulado do ano. Refino de petróleo e produção de álcool foram os setores que apresentaram a maior taxa positiva (118,2%) no estado.

     

    Fonte: Olhar Direto
    04-07-2008 | 10:07
    Trégua no preço foi possível devido à oferta de bolsas vindas de Sergipe
    O preço da bolsa de cimento, que chegou a ser vendida por até R$ 24 na Grande Cuiabá, despencou para R$ 19 esta semana, uma queda de 20%, como efeito da maior oferta do produto no mercado depois que a Votorantim Cimentos começou a trazer o produto de sua fábrica no Sergipe, a 2,3 mil quilômetros de Cuiabá. No total estão chegando a Cuiabá entre 300 a 500 toneladas por dia. A empresa prevê que o abastecimento será normalizado dentro de no máximo 60 dias.

    A queda dos preços no mercado confirma a previsão da empresa, que previa um “ajuste natural do mercado”, com os preços voltando ao patamar de R$ 19 a R$ 20. Algumas lojas de material, entretanto, ainda vendem o produto por até R$ 24 a bolsa de 50 quilos.

    Desde setembro do ano passado, o Estado vem tendo problemas para atender à demanda por cimento, item considerado básico na construção civil.

    O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac), José Venceslau Júnior, diz que o mercado “melhorou bastante” e que a normalização do abastecimento seria apenas uma questão de tempo.

    “Quando o mercado fica desabastecido, leva algum tempo para ele se auto-ajustar. Acreditamos que dentro de duas ou três semanas a situação estará normalizada e ninguém mais vai ter problema com cimento em Mato Grosso”.

    No mês passado, a Votorantim Cimentos anunciou a construção da segunda fábrica de cimento do grupo no município de Nobres (146 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), que deverá entrar em operação dentro de dois anos. Com investimentos de R$ 300 milhões, a nova planta duplicará a capacidade de produção da Votorantim (Cimentos Itaú) em Mato Grosso, que passará de 1 milhão de toneladas/ano para 2 milhões de toneladas.

    Antes da conclusão da nova fábrica, a empresa colocará em funcionamento um novo forno junto à atual planta, com capacidade para produzir 320 mil toneladas de cimento e outros insumos. O forno deve entrar em operação em janeiro de 2009 e significará um acréscimo de 32% sobre a oferta global da fábrica, elevando a produção para 1,32 milhão de toneladas.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    04-07-2008 | 10:07
    A Camex (Câmara de Comércio Exterior) anunciou a redução do imposto de importação para 328 máquinas e equipamentos e de quatro bens de informática e telecomunicações dentro da regra de ex-tarifários.

    O ex-tarifário é uma norma que permite a redução de custos para compra de alguns produtos que não são produzidos no Brasil.

    No caso das máquinas, a redução média da TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) é de 14% para 2%. Para os outros bens, é de 20% para 2%.

    Segundo a Camex, a Política Industrial e outras iniciativas para aumentar os investimentos produtivos no país provocaram um aumento das reivindicações do setor privado para aumentar esse benefício. Antes, era divulgada uma lista por semestre. Em 2008, o ritmo é de uma lista por mês.

    A isenção de imposto vale até dezembro deste ano, quando vence o acordo do Mercosul para utilização desse mecanismo. A expectativa do governo brasileiro é que a regra seja renovada. Com isso, os produtos ganharão o benefício por mais dois anos.

    Compensações

    A Camex também divulgou a aplicação de medidas antidumping e de compensação na importação de produtos PET (utilizado, por exemplo, em embalagens de alimentos) da Índia e Tailândia.

    As medidas correspondem a um valor cobrado sobre o produto exportado por algumas empresas desses países por práticas anti-concorrenciais durante um período de cinco anos. Também foi aplicada uma tarifa compensatória sobre um insumo para fabricação de tintas (acrilato de butila) importado de três empresas dos EUA.

    Fonte: Folha on-line
    04-07-2008 | 10:07

    Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, apesar de a produção nas fábricas continuar crescendo, o ritmo de expansão da atividade começa a perder intensidade. "Os números de maio mostram arrefecimento do crescimento da indústria.Não chega a ser uma reversão, mas uma desaceleração após o crescimento forte dos últimos meses", comentou o economista da CNI Renato da Fonseca. Um dos vilões dessa queda de ritmo é a inflação, que reduz o poder de compra de parte da população.

    Fonseca destacou que essa quebra do compasso é notada com mais clareza em algumas variáveis ligadas diretamente à produção. Por exemplo, o volume de horas trabalhadas está estável há três meses. Em maio, houve redução, descontados os efeitos sazonais, de 0,1% nas horas trabalhadas em relação a abril. Mesmo porcentual de queda foi verificado em abril ante março. Já em março, aumentou 0,1% sobre fevereiro.

    Mesmo o dado do faturamento real das indústrias, que cresceu 1,1% em maio ante abril, não conseguiu recuperar as quedas de abril, de 0,1% sobre março, e de março, de 1,4% ante fevereiro. "O faturamento das empresas cresceu em maio, mas não foi suficiente para recuperar o pico de fevereiro", disse o economista Paulo Mol, da CNI.

    Segundo Mol, o faturamento das empresas exportadoras é limitado pela valorização do real. Na opinião dos economistas, um dos causadores desse "ponto de inflexão", como definiu Mol, é a escalada da inflação. Mol destaca que a alta nos alimentos, principalmente, afeta com mais vigor o poder de compra dos consumidores de menor renda, impulsionadores da demanda desde o ano passado.

    Para Fonseca, o crescimento da inflação no Brasil não está sendo causado pela demanda interna, e sim pelo aumento de custos internacionais, como petróleo e alimentos. Ele diz que não está havendo pressão na relação entre oferta e demanda interna, já que a produção industrial está crescendo, mas a utilização da capacidade instalada está estável desde setembro de 2007. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8% em maio. Em abril, estava em 82,9% e, em maio de 2007, em 82,3.

    O emprego na indústria também mostrou relativa estabilidade, com alta de 0,2% em maio em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, cresceu 3,8%. No acumulado de janeiro a maio, 4,5%.

    NÚMEROS
    foi a queda nas horas trabalhadas em maio, em relação a abril (sem os efeitos sazonais), mesmo porcentual de abril ante março

    1,1%
    foi a alta do faturamento da indústria em maio em relação a abril, insuficiente para recuperar as quedas de abril (0,1% sobre março) e de março (1,4% sobre fevereiro)

     

    Fonte: NTC e Logística
    04-07-2008 | 10:07
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou hoje (3) que o país está passando por um momento de teste diante da inflação mundial. Ele disse que o Brasil dispõe dos “fundamentos econômicos” para atravessar essa fase.

    Coutinho citou a expansão dos financiamentos e a capacidade das empresas de tomar crédito e do sistema financeiro de aumentar a oferta. Outro fator é a expansão do emprego formal e da massa salarial que, segundo ele, crescem juntamente com a produtividade.

    Coutinho explicou que isso evita pressão de custos para as empresas. O presidente do BNDES também destacou que “o setor privado nunca esteve tão bem” e tem investido o lucro na produção.

    Na avaliação de Luciano Coutinho, a política fiscal e monetária “está sendo acionada”. Quanto à política monetária, neste ano o Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual para conter a inflação.

    Com relação à questão fiscal, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento do superávit primário (economia que o governo faz para pagar dívidas) em 0,5 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

    Segundo o presidente do BNDES, o Brasil pode passar por esse momento de alta de preços “sem sacrificar” a economia, mas apenas reduzindo “um pouquinho” o crescimento.

    Coutinho explicou que a inflação mundial é conseqüência da alta dos preços do alimentos, do petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional), além de movimentos especulativos.

    Ele também citou o Plano Safra 2208/2009, Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, lançado ontem pelo governo (2). Para essa safra, está previsto um volume de crédito de R$ 78 bilhões, o que representa um incremento de R$ 8 bilhões em relação à safra 2007/2008.

    Para Coutinho, o plano vai assegurar a oferta de produtos no país e também no mundo, “uma vez que o Brasil é um grande exportador”. “O Brasil pode transformar esse estresse em uma grande oportunidade”.

     

    Fonte: Olhar Direto
    04-07-2008 | 10:07

    Mesmo que o governo repita à exaustão que a inflação não preocupa, e que ninguém deve "perder nem meia hora de sono" por causa dela, como declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, o aumento dos preços está provocando a desaceleração no ritmo de crescimento dos principais indicadores industriais, argumentaram ontem os economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Em maio, o faturamento real da indústria brasileira cresceu 1,1% em relação a abril descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento de 5,3%. Em cinco meses, as vendas cresceram 7,9% em relação a igual período de 2007.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8% em junho, na série com ajuste sazonal. Em abril, o Nuci estava em 82,9% e, em maio de 2007, 82,3%, o que mostra relativa estabilidade. O emprego na indústria também mostrou relativa estabilidade, com crescimento de 0,2% em maio em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, o emprego cresceu 3,8%. No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 4,5%. Já a massa salarial real registrou expansão de 4% em relação a maio de 2007 e de 5,6% no acumulado deste ano até maio. Mesmo assim, com dados positivos, o desempenho é preocupante. "Os números mostram um arrefecimento do crescimento da indústria. Não chega a ser uma reversão, mas é uma desaceleração após o crescimento forte dos últimos meses", afirmou o economista da CNI Renato da Fonseca, que citou a inflação como um dos principais vilões do crescimento ao reduzir o poder de compra de parte da população. Ele destacou que esta quebra do compasso deve ser notada com mais clareza em variáveis ligadas diretamente à produção.

    Por exemplo: o volume de horas trabalhadas está praticamente estável há três meses, nas comparações com meses anteriores. Em maio, houve uma redução, descontados os efeitos sazonais, de 0,1% nas horas trabalhadas em relação a abril, mesmo percentual de queda verificado em abril em relação a março. Já em março houve aumento de 0,1% sobre fevereiro.

    Mesmo o dado do faturamento real em maio não foi suficiente para recuperar as quedas ocorridas em abril, de 0,1% sobre março, e de março, de 1,4% ante fevereiro. "O faturamento das empresas cresceu em maio mas não foi suficiente para recuperar o pico de fevereiro", disse o economista Paulo Mol, também da CNI. Segundo Mol, o faturamento das empresas exportadoras acaba sendo limitado pela valorização do real.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-07-2008 | 10:07
    O alerta do Banco de Compensações Internacionais (BIS), uma espécie de Banco Central dos bancos centrais, de que a economia mundial vive um "ponto crítico" e a percepção a cada dia maior da população brasileira de que a inflação voltou a se constituir num problema confirmam que o país não está imune à crise, como poderia parecer. Exatos 14 anos depois do lançamento de seu programa de estabilização mais eficaz - o Plano Real -, o Brasil exibe hoje fundamentos muito mais sólidos na economia do que em crises anteriores. Mais uma vez, porém, o impacto das dificuldades financeiras internacionais, vistas como sem precedentes, promete ser maior em países em desenvolvimento, como o Brasil. O que parecia inicialmente se restringir a uma alta dos preços dos alimentos se difundiu velozmente por diferentes áreas e prejudica hoje tanto assalariados, especialmente as pessoas de baixa renda, quanto investidores, exigindo uma ação firme e eficaz dos responsáveis pela política econômica.

    A constatação de que 65% dos brasileiros entrevistados na mais recente pesquisa CNI/Ibope têm a expectativa de aumento da inflação confirma que o sentimento de perda de poder aquisitivo já está disseminado entre a população. Em junho, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) superou todas as aplicações financeiras, demonstrando que as perdas já não se limitam aos assalariados. Quando até mesmo os países desenvolvidos sentem o impacto da alta dos preços e da recessão, o Brasil não tem razões para imaginar que será poupado. Infelizmente, a sociedade tem consciência de que, mais uma vez, as medidas para tentar fazer a inflação voltar aos níveis com os quais o país se comprometeu - no máximo dois pontos percentuais acima de 4,5% neste ano - terão um custo alto para a população. E, ao que tudo indica, o processo para conter os efeitos da instabilidade será demorado e dispendioso.

    Lamentavelmente, os efeitos da turbulência internacional atingem o Brasil num momento em que euforia e preocupação se misturam em relação aos rumos da economia. O país vive uma rara fase de expansão continuada do Produto Interno Bruto (PIB), os níveis de emprego no mercado formal são recordes, a desigualdade social diminui em conseqüência da recuperação do valor do salário mínimo e de programas sociais como o Bolsa Família. Ao mesmo tempo, o real supervalorizado afeta o desempenho da balança comercial, enquanto a situação das contas públicas exige um rigor fiscal maior do que o governo federal parece disposto a pôr em prática, mesmo diante da necessidade crescente de austeridade, o que acaba agravando os riscos.

    O país está melhor preparado para enfrentar uma nova onda de instabilidade global. Precisa agora tratar de dividir os ônus de forma mais equânime, exigindo mais do próprio setor público e menos dos sempre sacrificados contribuintes.

    “O país vive uma rara fase de expansão continuada do Produto Interno Bruto (PIB)”

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    03-07-2008 | 16:07
    A Escola Senai da Construção entregou nesta quarta-feira (02), mil certificados de conclusão de curso especializado aos trabalhadores da construção civil, pesada e elétrica. Segundo o diretor do Senai, Gilberto Gomes Figueiredo a meta inicial era de que a escola qualificasse três mil pessoas até o fim deste ano, mas, ele garante que esse número pode chegar até cinco mil. “Ficamos extremamente satisfeitos, porque o setor da construção necessita de mão-de-obra qualificada para atender a crescente demanda”, destacou.Participaram da solenidade, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes, o presidente – licenciado – da Federação das Indústrias no Mato Grosso (FIEMT), Mauro Mendes e em exercício, Jandir Milan, o presidente do Sindicato da Indústria da Contrução Pesada do Estado de Mato Grosso (Sincop), José Alexandre Schutze e o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), Adilson Valera Ruiz.
    03-07-2008 | 15:07
    O presidente do Sindicato da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes participou nesta terça-feira (01) de uma reunião com o secretário do Ministério Minas e Energia, Alexandre Albano e representantes sindicalistas de diversos segmentos para discutir a falta da mão-de-obra especializada, de acordo com as funções de cada setor. O encontro constituiu em informar aos participantes como inscrever projetos para captação de recursos para atender a demanda de cada área. O debate foi realizado na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT).

     

    03-07-2008 | 11:07

    Quando se fala em alta dos custos da construção civil logo se pensa no preço do cimento, no caso de Mato Grosso. Contudo, pior que ele, é a situação do aço, que subiu 9,5% no mês passado, fechando 54% de aumento no ano. Esse tem sido o grande vilão da construção de forma geral. Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção, Wenceslau de Souza Júnior, a questão do aço é mais grave porque junto com ele sobe toda uma cadeia, como linha de ferramentas, fechadura, parafuso, dobradiça, ou seja, todos insumos da construção civil. Ele frisa ainda que os reflexos não se limitam à construção civil. "O preço do aço também vai fazer diferença no talher que você usa em casa e no carro que você for comprar".

    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção em Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter, também aponta o aço como um dos principais responsáveis pela alta no custo da construção civil. Ele frisa, no entanto, que o peso dessa alta no setor reflete mais nacionalmente. Isso porque em cada Estado há diferentes tipos de problemas. Richter destaca, por exemplo, que Rondônia e Acre também sofrem com falta de cimento, como acontece em Mato Grosso. Lá, segundo ele, é questão é um pouco pior. Mas os dois estados já estariam sendo beneficiados com a importação de cimento da Votorantim em Sergipe.

    A mão-de-obra também contribui para aumentar o custo da construção civil. Como o mercado está aquecido e não há pessoas qualificadas sobrando, consequentemente os valores pagos aos profissionais vão se valorizando. Em Mato Grosso, na convenção coletiva deste ano, o reajuste ficou estabelecido em 7% a 10%, dependendo da categoria. "Mas isso é no papel. Não se consegue regular o mercado por aí. Na prática, o valor pago acaba sendo maior, por conta da grande demanda". O presidente do Sinduscon ficou sabendo de um caso ocorrido recentemente em São Paulo, onde o dono de uma obra perdeu todos os funcionários para uma obra vizinha, que ofereceu salários maiores. Conforme ele, os investimentos continuam crescendo em Mato Grosso e a demanda por mão-de-obra deve continuar aquecida.

    Fonte: gazeta Digital
    03-07-2008 | 11:07
    A alta do custo da construção civil não é suficiente para retrair a atividade, mas acaba fazendo com que ela mude um pouco. Em alguns casos, por exemplo, as construções destinadas à venda podem ser feitas em terrenos menos valorizados, como dimensões menores e mais simples. É o que diz o mestre de obras Adair Pintor. Ele frisa que quando o custo começa a subir muito é preciso tomar medidas para o valor final do imóvel não seja tão alto para não encarecer os financiamentos (principal forma utilizada para compra).

    Pintor é responsável pela construção de quatro casas no bairro Costa Verde, em Várzea Grande. Ele diz que este ano já foram construídas seis casas, com valor médio para venda de R$ 120 mil. Dessas três já foram vendidas. Algumas são negociadas mesmo antes do término da obra, o que mostra o aquecimento no setor. As casas são de laje e têm um tipo de telha que é um pouco mais caro, mas rende mais e tem maior durabilidade.

    Segundo o mestre de obra, com a alta no custo da construção está ficando difícil fazer as casas de mais qualidade. De acordo com ele, a solução, em alguns casos é fazer casas com custo final menor, substituindo a laje por forro e usando telhas comuns. As residências também começam a diminuir de tamanho. Conforme ele, tudo subiu no setor, como cimento, aço e mão-de-obra. Para ele, isso é questão de economia mesmo, com a alta do petróleo que puxou junto uma série de setores.

    Além disso, Pintor destaca ainda que os terrenos aumentaram de preço. No caso do Costa Verde, onde estão sendo construídas as casas, ele diz que há um ano comprava-se bons lotes por R$ 10 mil. Hoje, esses mesmos lotes saem por R$ 20 mil. O Costa Verde é um dos melhores bairros de VG. Outra saída, para reduzir custos, é procurar bairros menos valorizados. (VC)

    Fonte: Gazeta Digital
    03-07-2008 | 11:07
    O Ministério do Ambiente aprovou novos modelos de guias de acompanhamento do transporte de resíduos de construção e demolição (RCD).

    A Portaria nº 417/2008, publicada no passado dia 11 de Junho, define dois modelos, devendo o modelo constante do anexo I acompanhar o transporte de RCD provenientes de um único produtor ou detentor, podendo constar de uma mesma guia o registo do transporte de mais do que um movimento de resíduos, e o modelo constante do anexo II acompanhar o transporte de RCD provenientes de mais do que um produtor ou detentor.
    Chama-se a atenção para o facto de o produtor ou detentor dever preencher os campos II, III, e IV do modelo constante do anexo I ou os campos II e III do modelo constante do anexo II.
    Esta Portaria, refira-se, foi publicada para dar cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de Março, que aprovou o regime das operações de gestão de resíduos resultantes de obras ou demolições de edifícios ou de derrocadas, compreendendo a prevenção e reutilização e as operações de recolha, transporte, armazenagem, triagem, tratamento, valorização e eliminação deste tipo de resíduos.
    No contexto deste último diploma, que entrou em vigor no passado dia 10 de Julho, saliente-se que é da incumbência do empreiteiro ou do concessionário a execução do plano de prevenção e gestão de RCD, assegurando: a promoção da reutilização de materiais e a incorporação de reciclados de RCD na obra; a existência na obra de um sistema de acondicionamento adequado que permita a gestão selectiva dos RCD; a existência na obra de metodologias de triagem de RCD ou, nos casos em que tal não seja possível, o seu encaminhamento para operador de gestão licenciado; a manutenção em obra dos RCD pelo mínimo tempo possível que, no caso de resíduos perigosos, não pode ser superior a três meses.
    Os modelos das novas guias de acompanhamento de resíduos são disponibilizados no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente na internet, em www.apambiente.pt.

     

    Fonte: AECOPS
    03-07-2008 | 11:07
    As sociedades comerciais que pretendam revalidar os seus alvarás para 2009 devem apresentar no InCI-Instituto da Construção e do Imobiliário as seis primeiras páginas da IES-Informação Empresarial Simplificada/Declaração Anual do IRC, correspondentes à folha de rosto da Declaração Anual e ao Anexo A, que inclui a demonstração de resultados e balanço, contrariamente ao estabelecido até à data, em que não se exigia a entrega das duas primeiras páginas relativas à folha de rosto.

    Esta determinação, note-se, configura uma importante alteração das exigências efectuadas pelo Instituto relativamente aos documentos, com dados relativos a 2007, que as empresas que pretendam continuar a exercer a actividade da construção no próximo ano devem satisfazer, e consta do sítio da internet do organismo regulador, em www.inci.pt.
    Relativamente aos empresários em nome individual com contabilidade organizada, também se alteraram as exigências para efeitos de revalidação dos seus títulos habilitantes, devendo estes entregar no InCI as quatro primeiras páginas da IES/Declaração Anual do IRS, compreendendo a folha de rosto da Declaração Anual e do Anexo I, demonstração de resultados e balanço.
    Quanto aos empresários em nome individual no regime simplificado, só aplicável para alvarás de classe 1, mantém-se a exigência de entrega, apenas, do Anexo B do Modelo 3 de IRS e Modelo 10 de IRS-IRC.

    Dispensas

    Ainda de acordo com informação constante do site do Instituto, "as empresas que tenham obtido alvará, pela primeira vez, a partir de Outubro de 2007 - alvará com número igual ou maior que 57.548 - ficam dispensadas da actualização anual da documentação, devendo no entanto serem detentoras de quadro técnico exigido e proceder ao pagamento da guia referente à taxa de revalidação que lhes será enviada."
    Recorde-se que a entrega dos documentos para revalidação do alvará deve ter lugar até ao próximo dia 31 de Julho, podendo ainda decorrer após tal data, até 31 de Dezembro, mas sujeita ao pagamento de uma taxa agravada, e que a falta de entrega da documentação dá lugar ao cancelamento do alvará.

     

    Fonte: AECOPS
    03-07-2008 | 11:07
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, acredita que a desaceleração da economia mundial poderá influenciar o comportamento da economia brasileira, que, em 2009, poderá ter o seu crescimento encolhido para algo em torno de 4%.
         
         Na avaliação do presidente do BNDES, ainda não é possível precisar a intensidade do desaquecimento da economia global, até porque as perspectivas mudam muito.
         
         Para ele, no entanto, é difícil prever, com exatidão, a dimensão do impacto da recessão norte-americana em economias de países como a Ásia, por exemplo.
         
         Coutinho advertiu que é preciso esperar um pouco mais para fazer projeções mais confiáveis. “Se tivermos um cenário menos desfavorável, externamente, nós poderemos manter um crescimento em torno de 4,5% a 5%. Mas acho que a tendência é de um pouco de desaceleração. Agora, é muito difícil projetar isto neste momento. É preciso aguardar um pouco mais o andamento da atividade econômica mundial para fazermos projeções”, avaliou.
         
         Sobre o comportamento do consumo aparente de bens de capital – que é calculado com base na produção mais importação, descontada a exportação - o presidente do BNDES disse acreditar que feche os 12 meses encerrados em junho em 19,8%.
         
         Para ele, no entanto, um crescimento dos investimentos em torno dos 12% ao ano é compatível com a meta do governo de elevar a taxa de investimento da economia do país para 21% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010.
         
         O superintendente da área de Pesquisa Econômica do BNDES, Ernani Teixeira Torres, disse que o banco não tem qualquer indicativo de que o país possa vir a fechar o ano com crescimento inferior aos 5% previstos pelo governo.
         
         “Até este momento, não tem uma indicação de que, para 2008, a economia vá ficar abaixo dos 5,5% que nós previmos. A partir da virada do semestre, com a divulgação dos dados de julho, nós vamos poder avaliar melhor para saber se mantemos a previsão ou se a reavaliamos para baixo. De qualquer maneira, o movimento de deterioração da inflação, que é o que está em jogo, é muito recente. Ele foi muito rápido. Em janeiro ninguém estava percebendo uma inflação tão forte e é um fato que se dá em todo o mundo. Provavelmente algum impacto haverá, mas em 2009 provavelmente", previu Torres. Ele acredita que o crescimento deva ficar acima dos 5% este ano

     

    Fonte: Mídia News
    03-07-2008 | 11:07

    A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) lançou na tarde desta quarta-feira um manifesto pela rejeição da CSS (Contribuição Social da Saúde), tributo que está em votação no Congresso. A entidade pretende encaminhar um abaixo-assinado aos parlamentares para pressioná-los a votarem contra a criação da nova contribuição.

    Para conseguir as assinaturas, a federação criou um site e também vai fazer mobilização nas ruas, distribuir camisetas, adesivos e outros materiais de divulgação.

    A justificativa do governo para a criação da CSS é arrecadar recursos para a saúde, por meio da tributação de 0,1 % sobre movimentações financeiras. O projeto que cria a contribuição já foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas ainda falta ser votado um destaque para que a proposta seja enviada ao Senado.

    Para barrar a criação do novo tributo, a estratégia da Fiesp é fazer uma mobilização semelhante à ocorrida no ano passado, quando a entidade conseguiu mais de 1,5 milhão de assinaturas contrárias à prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). A contribuição, cuja alíquota era de 0,38%, foi derrubada no Senado no final do ano passado.

    Além de entidades ligadas à Fiesp, o lançamento do manifesto, ocorrida em encontro no prédio da federação, recebeu o apoio de representantes de entidades como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Associação Paulista de Medicina, Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Fecomércio (Federação do Comércio de São Paulo) e da Associação Comercial de São Paulo.

    Argumentos

    As críticas contra a criação do novo imposto foram expressas em um documento distribuído aos participantes. Entre os principais argumentos está o de incostitucionalidade da cobrança, já apontado em um parecer jurídico elaborado pelo Conjur (Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos) da Fiesp.

    Segundo a federação, a criação do imposto fere a Constituição Federal porque acarreta cumulatividade na cobrança, o que é vetado pela carta magna. Outro ponto é que a proposta deveria ser encaminhada por meio de emenda constitucional, e não por lei complementar.

    "Se fosse por emenda constitucional, a proposta seria enterrada já na Câmara, porque precisaria ser aprovada por 308 deputados", afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

    Além da incostitucionalidade, a entidade questiona a necessidade de criar novos tributos diante da já alta carga tributária brasileira e argumenta que a arrecadação do governo federal cresceu mesmo após o fim da CPMF.

    O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, lembrou que o impostômetro, painel na qual a entidade divulga a arrecadação de impostos pagos no Brasil, registrou às 7h desta quarta-feira R$ 500 bilhões. A marca foi ultrapassada 20 dias antes em comparação com 2007. "Tivemos de mudar o impostômetro e acrescentar uma casa, porque este ano vai ultrapassar R$ 1 trilhão".

    Outra crítica da Fiesp é sobre o governo querer ressuscitar um imposto com nome diferente apenas seis meses após o Congresso votar contra sua manutenção. "O sistema representativo perdeu completamente sua legitimidade. Quando o povo brasileiro rechaçou a CPMF, como a Câmara tem a audácia de recriar. É um acinte", questionou o ex-governador de São Paulo Luiz Antonio Fleury Filho, que também compareceu ao encontro na Fiesp.

    O fato de os recursos para a saúde serem assegurados por meio de emenda --que estabelece o percentual de arrecadação que deve ser destinado à área-- é outro argumento usado pela federação contra o imposto.

    Reforma tributária

    Para o presidente da Fiesp, é inoportuno falar em criação de novo tributo no momento em que também se discute a reforma tributária no Congresso. "Aprovou-se um projeto para discutir a reforma tributária, que foi atropelada para discutir a aprovação da CSS. É um desrespeito ao Congresso", disse Skaf.

    Durante o anúncio do manifesto, a Fiesp também divulgou um estudo do Banco Mundial. De acordo com o documento, caso houvesse uma melhor gestão dos recursos públicos, poderia se conseguir uma economia de R$ 18 bilhões, quase o dobro do que o governo federal pretende arrecadar com a CSS.

    Skaf disse que não acredita na aprovação da CSS no Senado, onde serão necessários 41 votos dos 81 senadores."'Tem senador que votou a favor da CPMF que já declarou que vai votar contra a CSS", afirmou. Mesmo assim, caso seja aprovado o tributo, a Fiesp promete ir à Justiça para barrar sua cobrança.

    Fonte: Folha on-line
    03-07-2008 | 11:07
    Acordo entre governo e oposição derrubou ontem uma proposta que permitiria ao Executivo, no próximo ano, tocar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sem necessidade de aprovação do Orçamento pelo Congresso.

    A regra havia sido incluída no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009 pela relatora do texto, senadora Serys Slhessarenko (PT). Previa-se que, caso o ano fosse iniciado sem lei orçamentária aprovada e sancionada, as verbas destinadas ao PAC poderiam ser liberadas à proporção de um doze avos por mês -um ritmo muito superior ao efetivamente empregado pelo governo, que não consegue investir todo o dinheiro reservado ao programa.

    Os oposicionistas não aceitaram a proposta, que, na prática, reduzia a importância das negociações com deputados e senadores para a aprovação do Orçamento.

    A alteração do texto viabilizou a aprovação do texto-base da LDO pela Comissão de Orçamento do Congresso. A votação em separado das propostas de modificação ficou para hoje.

    Na versão original do projeto, elaborada pela área econômica do governo Lula, pretendia-se autorizar, em caso de atraso da lei orçamentária, a execução de 25% do valor destinado a cada ação. Mas o texto aprovado acabou praticamente igual ao de anos anteriores, com a liberação apenas dos gastos de caráter obrigatório e permanente -como pessoal e programas sociais- e outros considerados urgentes. Uma novidade deste ano foram os investimentos das empresas estatais.

    Depois de aprovada pela comissão, a LDO ainda precisa passar por votação conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, obrigatoriamente antes do recesso parlamentar. Ela estabelece os princípios para a elaboração do Orçamento de 2009, cujo projeto será enviado ao Congresso em agosto.

    Fonte: Mídia News
    03-07-2008 | 11:07

    Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal americano "The New York Times" ("NYT") afirma que a falta de mão-de-obra qualificada "ameaça" as metas de crescimento econômico do Brasil.

    Sob o título "Procuram-se trabalhadores qualificados para uma economia em crescimento no Brasil", o texto diz ainda que isto poderia afetar "a ascensão política e econômica" do país no cenário internacional.

     "Após anos de expansão e contração, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está projetando um período de crescimento sustentado, com o PIB (Produto Interno Bruto) crescendo 5% ao ano de agora até 2010, e cerca de 3% a 4% ao ano na década seguinte", lembra o jornal.

    "Mas muitas empresas e economistas, incluindo alguns do governo, dizem que a escassez de mão-de-obra altamente qualificada, particularmente engenheiros e técnicos profissionais, ameaçará estas metas, assim como a ascensão política e econômica do Brasil."

    A reportagem afirma que a falta de mão-de-obra se espalha "por diversos setores da indústria". "A falta de engenheiros civis e de construção ameaça projetos de infra-estrutura; áreas como bancos, fabricação de aviões, petroquímica e metalurgia estão todas competindo pelos melhores graduados; na indústria de petróleo e gás, que experimenta um boom, as empresas estão recorrendo a mão-de-obra estrangeira porque não há brasileiros qualificados suficientes para o trabalho.

    " O artigo cita um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), segundo o qual mais da metade de 1.715 empresas pesquisadas em setembro não conseguia contratar os trabalhadores qualificados de que necessitava.

    As soluções de curto prazo têm sido dadas pelas próprias empresas --gigantes como Vale, Petrobras, Ultrapar e Embraer mantêm programas internos de treinamento, diz o "NYT". Mas no longo prazo "o prognóstico é mais problemático".

    "O sistema educacional do Brasil está em desarranjo. Nos testes de desempenho acadêmico realizados a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com jovens de 15 anos de 57 países, os estudantes brasileiros ficaram na quarta pior colocação em ciências e na terceira pior em matemática", afirma a reportagem. Enquanto as grandes corporações têm recursos para contratar ou treinar os melhores profissionais, empresas médias "não têm a mesma sorte".

    Fonte: Folha on-line
    03-07-2008 | 11:07

    O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta quarta-feira que a desaceleração da economia global poderá ter efeitos no mercado doméstico em 2009. Ele frisou que ainda não é possível definir o comportamento da economia mundial no ano que vem, mas estimou que uma forte desaceleração terá impacto direto no resultado do PIB (Produto Interno Bruto).

    "Não sabemos a intensidade da desaceleração da economia global. Uma forte queda implicaria em um crescimento do PIB brasileiro em torno dos 4% em 2009. Com o cenário um pouco melhor, acredito que a economia crescerá entre 4,5% e 5%", afirmou.

    Coutinho frisou que, a despeito da desaceleração de alguns setores da economia no final deste semestre, a projeção do banco é de crescimento de 5,5%, embora não descarte que esse incremento fique um pouco abaixo disso.

    O investimento está passando por um processo de desaceleração "suave", dentro de um patamar muito alto, destacou o executivo. Coutinho estimou que essa redução no nível de expansão industrial será mantido ao longo do segundo semestre. Ele ressaltou que a desaceleração suave ajuda a estabilizar a economia.

    "A velocidade do crescimento chegou a um nível bastante alto. Chegou a um estágio que encontra limitações no sistema para continuar. É normal haver essa retração", minimizou. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que a produção industrial caiu 0,5% em maio, na comparação com o mês anterior. Somente a produção de bens de capital, que sinalizam o desempenho dos investimentos na indústria, caiu 4,9% no período.

    O indicador Finame [sistema de financiamento de máquinas e equipamentos], que antecede a demanda de bens de capital verificada pelo banco, indica que consumo aparente de bens de capital cresceu 19,8% no acumulado em 12 meses até junho. Em maio, a demanda por bens de capital nos últimos 12 meses havia crescido 22,3%, e em abril, chegara a 23,2%.

    "Os dados de junho apontam que a produção de bens de capital não terá queda brusca, a exemplo de períodos anteriores. O crescimento em 12 meses deve flutuar em torno dos 20%", declarou o superintendente da área econômica do BNDES, Ernani Teixeira.

    Fonte: Folha on-line
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