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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
NOTÍCIAS
    15-07-2008 | 11:07
    Para a maioria das pessoas envolvidas no dilema do aquecimento global, o dióxido de carbono é o vilão e as árvores são instrumentos para a salvação do planeta. Além de produzir madeira, sombras e frutos, elas também seqüestram carbono e liberam oxigênio na atmosfera. O pesquisador da Grupo Pesquisador em Educação Ambiental (GPEA) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), João Carlos Gomes, que também é técnico da Smades, explica que o plantio do Ipê-roxo não é aleatório.

     

    A planta é campeã no seqüestro de carbono. Leva 15 anos para ficar grande e é mais resistente aos impactos. No período de maio a agosto, por exemplo, a falta de água não a impede de reagir, produzindo bonitos buquês de flores. A sua florada é aromática o que atrai abelhas e beija-flores. A beleza também alivia a poluição visual da grande cidade. "Arrancá-lo consiste num grande prejuízo, ainda mais se na substituição forem usadas espécies com madeiras mais leve que seqüestram menos carbono do que aquelas que são mais duras e pesadas".

     

    Gomes pontua que há diferenças entre as espécies. Um pé de imbaúba retém apenas a metade de carbono fixada por um Ipê-roxo da mesma idade e tamanho, o mesmo acontece com as demais árvores de grande porte. As igrejas das cidades históricas sobreviveram porque usaram o Ipê em sua estrutura. O outro lado da moeda é que essa espécie, tão disputada na construção civil, está ameaçada de extinção. Ela chega a 60 anos e, em seu habitat, no meio de florestas preservadas, existem exemplares centenários. Em 40 anos, ela pode sugar 2,29 toneladas de CO2 da atmosfera.

     

    Cada árvore, além de retirar o dióxido de carbono de circulação, libera oxigênio na fotossíntese. Para processar energia solar, ela precisa de água, captada no solo pelas raízes. (RD)

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    O investimento produtivo brasileiro aumentou substancialmente sua dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir do ano passado. Principal instrumento de fomento da economia, o banco já optou este ano pela restrição de crédito a áreas consideradas não prioritárias para garantir o financiamento ao aumento de capacidade de produção da economia.

     

    "Nosso objetivo é ter certeza de que o desembolso do BNDES está privilegiando nova capacidade de oferta industrial e novas infra-estruturas. De tal maneira que de fato estejamos cada vez mais contribuindo para a formação de capital fixo na economia", afirmou ao Estado Luciano Coutinho, presidente do banco.

     

    A participação do banco na formação de capital - traduzida, grosso modo, como a participação nos investimentos das empresas - que, historicamente, se situava entre 6% e 6,8%, saltou no ano passado para 8,3% do total. No primeiro semestre ficou perto de 10%, e deve fechar o ano pouco acima disso.

     

    À primeira vista, a impressão é que o BNDES está aumentando a sua importância como opção de financiamento de capital, em detrimento de outras fontes de recursos no mercado financeiro. Coutinho, no entanto, sustenta que não. Embora isso esteja ocorrendo num momento de nervosismo no mercado financeiro global, ele acredita que é o ciclo pesado de investimentos de longo prazo - mais difícil de atrair financiamento privado por causa da demora na maturação - que vem provocando essa mudança.

     

    Principal agente na nova política industrial do governo, o banco anunciou, em 12 de maio, no lançamento oficial do programa, a redução dos spreads (as taxas de risco cobradas em empréstimos), o alongamento dos prazos e a diminuição de custos, especialmente nos projetos do Finame (programa que financia a produção de máquinas e equipamentos industriais). O programa anunciado pelo governo federal prevê financiamentos de R$ 210 bilhões entre 2008 e 2010.

     

    O BNDES já anunciou que a sua liberação de recursos este ano deve chegar a R$ 84 bilhões. Se a projeção se concretizar, isso vai representar uma elevação de quase 30% em relação ao já recorde saldo registrado no ano passado, de R$ 64,9 bilhões.

     

    NOVOS CRITÉRIOS

     

    A carga, porém, é maior do que o banco pode suportar hoje. Para reunir fundos, o banco vai elevar o giro de sua carteira de ações - saldo de compra e venda de títulos na BNDESPar, braço de participações em empresas do banco, deve ficar este ano em R$ 17 bilhões, e adotou, a partir do dia 1º deste mês, novos critérios de concessão de crédito. Operações que eram baseadas 100% na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência nos empréstimos do banco, vão ter essa participação diminuída para até 70% do valor total do empréstimo, em alguns casos. Os outros até 30% da forma de remuneração vão depender do perfil da empresa tomadora.

     

    Para Coutinho, o uso da TJLP (desde julho do ano passado estacionada em 6,25%, independente do movimento dos juros básicos, a Selic) como referência nos financiamentos do banco tem de continuar. Em 2007, pelas estatísticas do próprio BNDES, o investimento alavancado pelo banco, ou seja, que reúne sua participação em financiamentos e contrapartida de recursos das empresas, foi de 12,9%.

     

    De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística, o saldo da economia no ano passado mostrou que o incremento dos investimentos (medido pela rubrica de Formação Bruta do Capital Fixo - FBCF) foi de 13,4% 

     

    Fonte: NTC e Logística
    14-07-2008 | 11:07
    O grupo industrial alemão Thyssenkrupp aumentará sensivelmente o preço do aço no próximo ano para compensar em suas finanças a alta do preço da energia, afirmou seu presidente, Ekkehard Schulz.

     

    Em entrevista que será publicada amanhã pela revista "Der Spiegel", Schulz diz que os clientes com contrato de um ano e preço fixo para 2008 não serão afetados por essa alta, "mas devem saber que o preço para o ano 2009 subirá consideravelmente".

     

    "É possível que não possamos garantir a provisão das quantidades desejadas, pois a qualidade de nosso aço é limitada", ressaltou o presidente.

     

    Como alternativa, Schulz ofereceu a essas empresas "negociar já uma extensão do contrato, por exemplo, de 1 de julho para 30 de junho de 2009".

     

    "Isso proporcionará a ambas as partes segurança de cálculo", diz.

     

    Vítimas O presidente da Thyssenkrupp se antecipou às críticas que surgirão por esse aumento drástico de preços. "Nós não somos os responsáveis pelo encarecimento da energia, mas sim vítimas", comentou. Segundo o presidente da empresa, entre 70% e 80% dos custos da produção de uma tonelada de aço são com energia.

    Fonte: Folha on-line
    14-07-2008 | 11:07
         A estimativa de inflação do mercado brasileiro colou no teto da meta definida pelo governo para 2008, mostrou pesquisa divulgada nesta segunda-feira. No levantamento semanal feito pelo Banco Central (BC), os analistas consultados elevaram para 6,48%, ante 6,40%, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008.
         
         Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA foi elevada para 5%, ante estimativa anterior de 4,91%.
         
         A meta de inflação fixada para 2008 e 2009 é de 4,5%, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O teto da meta, portanto, é de 6,5%.
         
         A estimativa para o patamar da taxa de juro ao final do ano foi mantida em 14,25%, bem como a previsão para dezembro de 2009, que ficou em 13,50%.
         
    Fonte: 24 Horas News
    14-07-2008 | 11:07
    O governo prepara um pacote de descontos para tentar fazer com que empresas quitem dívidas de aproximadamente R$ 40 bilhões em tributos que estão sendo questionados judicialmente.
         
         A proposta fará parte de uma MP (medida provisória), que tratará de alterações na cobrança das dívidas da Receita Federal e da Previdência Social e a dívida ativa, que inclui débitos em cobrança judicial, no valor total de R$ 1,3 trilhão.
         
         As empresas que desistirem das disputas envolvendo o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) terão um benefício equivalente à correção da dívida pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) em vez da Selic, que é usada para atualizar as dívidas com a União.
         
         Para ter uma idéia do que isso pode representar, só nos últimos cinco anos, a TJLP variou 59,07%. Já a Selic chegou a 131,69%, mais que o dobro. Ou seja, o governo vai cortar quase pela metade o valor das dívidas que tenham sido acumuladas desde janeiro de 2003.
         
         "É um novo modelo de cobrança. Hoje, entupimos o sistema de cobrança administrativo e também o Judiciário e arrecadamos pouco", explicou o ministro interino da Fazenda, Nelson Machado --Guido Mantega está em férias.
         
         Multas e juros menores
         
         O desconto aos devedores do Imposto sobre Produtos Industrializados será dado na forma de reduções em multas e juros que são cobrados sobre a dívida ativa da União.
         
         Pela proposta em estudo, quem pagar à vista ou em até seis prestações só quitará 70% dos juros de mora, que equivalem à variação mensal da Selic. A multas de mora (30% e correção pela Selic) e de ofício, que variam de 50% a 150% dependendo da infração, e os encargos legais de 20% corrigidos pela Selic serão anulados.
         
         O governo justifica o benefício como uma estratégia para receber os recursos mais rapidamente e eliminar o risco de perder disputas na Justiça.
         
         Há duas disputas de grande valor no Judiciário sobre o IPI. A primeira, que o governo estima em R$ 20 bilhões, é sobre o direito que empresas têm de abater dos impostos devidos créditos obtidos na compra de mercadorias que têm alíquota zero do Imposto sobre Produtos Industrializados ou não são tributados. Nesse caso, porém, o STF (Supremo Tribunal Federal) já decidiu a favor do governo e entendeu que as empresas não podem fazer esse tipo de compensação.
         
         Incentivos
         
         A outra grande disputa é sobre o incentivo que o governo federal dava às exportações de manufaturados por meio do IPI -estimada na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) em R$ 20 bilhões.
         
         O governo perdeu no STJ (Superior Tribunal de Justiça) a tese de que o incentivo só valeria até 1983. Os ministros entenderam que as empresas podem abater o crédito nas exportações feitas até 1990.
         
         Mas o setor privado continuou a disputa, que agora está no Supremo Tribunal Federal. Caberá aos ministros do Supremo definir até quando valeu, ou mesmo se o incentivo ainda pode ser aproveitado.
         
         Exportadoras
         
         Essa "briga" interessa principalmente às grandes empresas exportadoras. Segundo o vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, a tendência é a de que as companhias não aceitem os descontos oferecidos pelo governo.
         
         "O governo está simplesmente tentando antecipar arrecadação e desestimular o recurso jurídico. Já estamos nisso [na discussão judicial] há muitos anos e não faz sentido aceitar [um acordo] agora", disse Castro.
         
         Para o vice-presidente da associação de comércio exterior, as avaliações de perda do governo são superestimadas e têm como objetivo criar uma "pressão econômica sobre o Supremo [o STF]."
          Fonte: Mídia News
    14-07-2008 | 11:07
    O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Mato Grosso (Crea-MT) abriu as inscrições para o concurso público destinado a selecionar candidatos para o provimento de 607 vagas do quadro permanente de pessoal do Conselho e para formação de cadastro de reserva, em funções de nível superior, médio e fundamental, com salários que variam de R$ 700 a R$ 2.300.

    O concurso público só foi possível após a realização de um estudo sobre a melhor forma de enquadramento dos funcionários em um Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) tendo em vista que o órgão precisa preencher o seu quadro funcional. De acordo com a legislação vigente é imprescindível a existência de um PCCS para então oferecer as vagas.

    A organização e o planejamento do Concurso Público são de responsabilidade da Comissão Organizadora designada pelo Crea-MT e do executor, o Instituto Cidades. 

    As inscrições serão efetuadas via Internet, pelo site do Instituto Cidades, no período de 08 de julho de 2008 até o dia 18 de agosto de 2008. Ou presenciais, no Pantanal Shopping, na sede do Crea-MT em Cuiabá na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 491, de segunda a sexta-feira das 12h às 18h; em Várzea Grande no Terminal Rodoviário André Maggi de segunda a sexta-feira das 08h às 12h e das 14h às 17h.

    No interior do estado as inscrições podem ser feitas presencialmente na inspetoria de Sinop, na Avenida das Figueiras, 1538, sala 01, centro de segunda a sexta-feira das 12h às 18h e, no escritório do Crea-MT em Barra do Garças, localizado na rua Presidente Vargas, 612, centro, também de segunda a sexta-feira das 12h às 18h.

    O valor das inscrições para as vagas de Nível Superior é de R$ 90, para as vagas de Nível Médio R$ 45, e para Nível Fundamental Completo R$ 30.

     

    Fonte: Olhar Direto
    14-07-2008 | 11:07
    Na próxima terça-feira(15-07), às 8h, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Estratégico(CMDE), se reúne em plenária ordinária para discutir, entre outros temas, a construção de um condomínio residencial de 450 apartamentos na Avenida Beira Rio, ao lado da faculdade Unirondon.

    A reunião será na sede do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia(CREA-MT), na Avenida Historiador Rubens de Mendonça(do CPA). Na oportunidade, os empreendedores(LM )organização e hotelaria LTDA) vão apresentar aos conselheiros o Estudo de Impacto de Vizinha do projeto habitacional.

    Fazem parte da pauta do CMDE ainda, Informes Gerais, Leitura e aprovação de duas atas e Palavra Livre. A reunião está sendo convocada pela secretária-executiva do Conselho e presidente do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano(IPDU) , arquiteta e urbanista Adriana Bussiki Santos.

     

    Fonte: Olhar Direto
    14-07-2008 | 11:07
    Encontro - O Sebrae promove amanhã, às 19 horas, no Centro de Eventos do Pantanal, o Encontro Emirados Árabes Unidos Perspectivas e Oportunidades, com a presença do secretário da Câmara ÁrabeBrasileira, Michel Alaby, bem como do consultor internacional e guia turístico oficial de Dubai, Daniel Jabbour. A iniciativa tem apoio da Federação do Comércio de Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio) e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat).

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    O investimento produtivo brasileiro aumentou substancialmente sua dependência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a partir do ano passado. Principal instrumento de fomento da economia, o banco já optou este ano pela restrição de crédito a áreas consideradas não prioritárias para garantir o financiamento ao aumento de capacidade de produção da economia. "Nosso objetivo é ter certeza de que o desembolso do BNDES está privilegiando nova capacidade de oferta industrial e novas infra-estruturas. De tal maneira que de fato estejamos cada vez mais contribuindo para a formação de capital fixo na economia", afirmou Luciano Coutinho, presidente do banco. A participação do banco na formação de capital - traduzida, grosso modo, como a participação nos investimentos das empresas -que, historicamente, se situava entre 6% e 6,8%, saltou no ano passado para 8,3%. No primeiro semestre ficou perto de 10%.

     

    Principal agente na nova política industrial do governo, o banco anunciou, em 12 de maio, no lançamento oficial do programa, a redução dos spreads (as taxas de risco cobradas em empréstimos), o alongamento dos prazos e a diminuição de custos, especialmente nos projetos do Finame (programa que financia a produção de máquinas e equipamentos industriais). O programa anunciado pelo governo federal prevê financiamentos de R$ 210 bilhões entre 2008 e 2010.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    A maior preocupação do governo Lula, no momento, é com a escalada da inflação. A percepção é de que, se a economia continuar acelerada, estará criado o "caldo de cultura" para uma próspera especulação com os preços. Um estudo empírico avalia que uma inflação de até 5% é considerada estável. No intervalo entre 5% e 10%, entra no terreno perigoso. Acima de 10% é nível de absoluto risco para a volta da indexação, principalmente em economias como a brasileira, onde a memória inflacionária pode ser destravada diante de qualquer movimento persistente de alta de preços.

     

    "Ninguém suporta uma inflação de dois dígitos. Todos vão querer se defender", diz, preocupado, um ministro. É por isso que o governo desvincula o reajuste de 8% no valor do programa Bolsa Família da tentativa de reindexar o benefício. Para autoridades, trata-se de um problema fiscal de baixo impacto nas contas. Na semana passada, o presidente do BC, Henrique Meirelles, foi claro: vai controlar a desaceleração do ritmo da economia para trazer a inflação de volta ao centro da meta por meio do aumento das taxas de juros.

     

    Henrique Meirelles disse que não será tolerante com a inflação que, no longo prazo, compromete o crescimento econômico. Ele defende uma posição que não foi a que prevaleceu na década de 70, quando o Brasil e outros países optaram pelo crescimento com mais inflação, que redundou nas crises enfrentadas nas décadas de 80 e 90.

     

    O presidente Lula, diante desse cenário, também optou pela desaceleração, sem que o País seja lançado em um processo recessivo por um erro na dosagem das taxas de juros. Entre os ministros, há a percepção de que as condições do país, hoje, são melhores do que as de quatro anos atrás, quando foi iniciado o segundo ciclo de aperto promovido pelo Banco Central.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    14-07-2008 | 11:07
    A estratégia do governo federal para estabilizar a economia é impedir que o ajuste seja feito pelo "efeito destruidor" da inflação, que penaliza as camadas mais pobres da população e desorganiza os preços nos diversos setores econômicos. A calibragem das taxas de juros, capitaneada pelo Banco Central (BC), é ainda o principal instrumento para desacelerar a atividade para algo entre 4% e 4,5% em 2009, sem jogar o País numa recessão desnecessária.

    O cenário mais favorável considera que a economia crescerá um pouco abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) potencial, controverso cálculo que aponta qual o ritmo de expansão que não põe em risco o controle dos preços. As estimativas otimistas colocam o PIB potencial em cerca de 5% e as mais pessimistas, na casa dos 4%.

    A desaceleração da economia do ritmo de 5,8%, no fim de 2007, para o intervalo entre 4% a 4,5% no ano que vem, não deve ser entendida como uma medida drástica. "Ninguém quer fazer uma recessão", pondera um ministro. Ele cita como referência o ajuste adotado em 2005, quando o nível de crescimento foi arrastado para a marca dos 3,2%, o que criou "um estado de apreensão" no governo, mas, ainda assim, não inibiu os investimentos privados. A situação é muito diferente e a economia, agora, tem melhor condição de resposta para se adaptar a um ritmo compatível com o desejo de trazer a inflação para a meta de 4,5%, definida para os próximos dois anos.

    O nível de crescimento da economia de 4% é considerado um nível "melhor do que o passado" e um sinalizador mais importante que os 3,2% de 2005. "Um crescimento acima de 4% é uma coisa extraordinária", disseram dois ministros ouvidos pelo Estado.

    O cenário internacional sugere que os países vão desacelerar suas economias.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    14-07-2008 | 11:07
    Mato Grosso terá que desembolsar 36% com o pagamento da dívida pública para o governo federal durante todo este ano. Mato Grosso deverá desembolsar R$ 240 milhões a mais no pagamento de juros da dívida pública diante do dragão da inflação que já aciona o alerta vermelho sobre as receitas do Estado. Com a escalada do indicador econômico, que baliza os contratos mantidos com a União, os cálculos da Secretaria de Fazenda (Sefaz) apontam que o montante em pagamentos deverá saltar da previsão original de R$ 660 milhões para R$ 900 milhões em 2008, alta de 36%.

    O alerta se dá diante da alta significativa do Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI), que já acumula uma elevação de 13,96% nos últimos 12 meses. No ritmo atual, o índice pode chegar a 19,96% nas projeções para 2008, patamar considerado estratosférico no panorama econômico. O indicador, um dos que aferem a inflação no país, é o principal indexador no contrato da dívida pública travado com a União. Na taxa de juros, se soma ao IGP-DI um percentual afixado em 6% ao ano.

    Numa conta simples, um volume extra de R$ 240 milhões aos cofres da União, na prática, significa a baixa sensível na capacidade de investimentos da máquina estadual. O montante, por exemplo, é suficiente para a construção de 21,8 mil casas populares, a um custo médio de R$ 11 mil cada, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Infra-estrutura (Sinfra).

    Para se ter uma idéia do que esse conjunto virtual representa, o déficit habitacional de Mato Grosso é estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 120 mil casas. Dessa forma, quase 22 mil unidades populares representariam, na prática, a liquidação de 18,1% da demanda regional. O percentual significa algo ainda mais amplo: 87,2 mil pessoas estariam abrigadas no sonho da casa própria (utilizando a média geral de 4 pessoas por família, usada pelo próprio IBGE).

    Na mesma simulação, um volume de R$ 240 milhões em caixa, potencialmente, poderia ser injetado na construção de até 685 quilômetros de asfalto. O número se torna mais expressivo no comparativo com a atual malha pavimentada do Estado e consequentemente com o enorme déficit que impera há décadas no setor rodoviário. Mato Grosso possui apenas 4 mil km pavimentados em rodovias estaduais, numa malha de 28 mil km, considerada a maior do país.

    De acordo com a Sinfra, o custo médio do quilômetro de asfalto oscila entre R$ 350 mil e R$ 700 mil, conforme as condições do trecho, material e características geográficas. Considerando os dois extremos orçamentários, o investimento de R$ 240 milhões poderiam resultar no mínimo em 342 km de estradas pavimentadas e até 685 km. Para se ter uma idéia, o menor trecho corresponde, aproximadamente, a uma viagem de Cuiabá até o município de Araputanga. Na segunda simulação, o asfalto poderia percorrer uma distância similar à que separa a Capital do município de Nova Guarita, no Norte do Estado.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    11-07-2008 | 12:07
     Os alimentos também foram os principais responsáveis pela desaceleração dos preços ao consumidor, de 0,60% para 0,42% na primeira prévia do IGP-M de julho. A taxa do grupo recuou de 1,36% para 0,89%. Nesta classe de despesa, vale mencionar os itens hortaliças e legumes (de 5,47% para -1,44%), panificados e biscoitos (de 2,43% para 0,49%) e massas e farinhas (de 2,44% para 0,34%).

    Ainda em sentido descendente, constam os grupos: habitação (de 0,34% para 0,12%), saúde e cuidados pessoais (de 0,49% para 0,40%) e educação, leitura e recreação (de 0,25% para 0,14%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (de 0,18% para -0,37%), medicamentos em geral (de 0,79% para 0,13%) e passagens aéreas (de 6,53% para 0,91%).

    Apresentaram acréscimos em suas taxas os grupos: vestuário (de 0,23% para 0,96%), transportes (de 0,16% para 0,17%) e despesas diversas (de 0,02% para 0,04%).

    Terceiro componente do IGP-M, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou taxa de 1,38%. No primeiro decêndio de junho, a taxa foi de 2,72%. O índice relativo a materiais e serviços registrou variação de 1,58%, ante 1,93% no mês anterior. O índice que representa o custo da mão-de-obra variou passou de 3,61% para 1,15%. Fonte: Folha on-line
    11-07-2008 | 12:07

    O Informe Conjuntural junho/ abril, divulgado ontem pela CNI, revela que a alta da inflação deve ser responsável pela redução do crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo estudo que revisa as expectativas sobre o crescimento do País, a expectativa para o crescimento do PIB caiu de 5% (da previsão anterior) para 4,7%.

     

    Para a Confederação, o consumo das famílias brasileiras vai crescer menos: 5,5% ante 7,5%, na mesma comparação. Já as estimativas para o IPCA saltaram de 4,7% para 6,4%. O Índice de preços calculado pelo IBGE é utilizado como meta de inflação por analistas do mercado e pelo Banco Central.

     

    Com a alta, a CNI espera que a taxa básica de juros termine 2008 em 14,25% ao ano, bem acima dos atuais 12,25%. "As medidas de política econômica voltadas à pressão inflacionária em especial a retomada de uma política restritiva irão conduzir a desaceleração da economia", disse em nota a entidade.

     

    Além disso, Confederação avalia que os juros mais altos vão continuar atraindo mais capital estrangeiro para o País, aumentando a valorização do real em relação ao dólar. A pesquisa prevê que a moeda norte-americana termine o ano em R$ 1,67, atingindo as importações que devem crescer US$ 25 bilhões em 2008. No entanto, o Informe manteve o PIB da indústria em 5%.

     

    Fonte: Sinduscon-DF
    11-07-2008 | 12:07
    O Banco de Desenvolvimento da China, BNC, mostrou interesse em participar dos projetos de investimentos na área de energia e logística do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e colocou linhas de crédito à disposição do Brasil.

    As oportunidades de investimento foram apresentadas aos chineses pela sub-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, e pelo secretário do Comércio Exterior, Welber Barral, durante a missão do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, MDIC, que está nesta sexta-feira em Pequim.

    "O Banco de Desenvolvimento da China vai financiar vários projetos e colocou a nossa disposição todas as linhas existentes", afirmou Barral em entrevista à BBC Brasil.

    Ele não precisou o total ofertado pelas linhas de crédito do BNC, nem exatamente quais projetos seriam imediatamente beneficiados, mas revelou que a diretoria do banco "mostrou muito interesse na área de energia e logística".

    "Nós consideramos o investimento chinês extremamente importante. O Brasil é um país que precisa de capital para investimento, principalmente em projetos de retorno de longo prazo. O Brasil não tem uma grande poupança para investimento", disse ele.

    Os projetos de logística e energia apresentados ao BNC incluem a participação em leilões de concessões e de obras de estradas, ferrovias, dragagem em 13 portos, usinas energéticas e redes de transmissão.

    Rodovias

    As concessões rodoviárias são válidas por 25 anos de exploração em rotas que ligam o sudeste com o nordeste num total de 7.297 quilômetros. Os investimentos nessas concessões somariam mais de US$6,4 bilhões (R$10 bi).

    Trechos importantes como a BR-040, que conecta Brasília ao Rio de Janeiro e Belo Horizonte fazem parte da proposta. Investimentos em mais de 7,8 mil quilômetros de ferrovias também foram apresentados.

    Foram postos à apreciação dos chineses os projetos do trem de alta velocidade, TAV, que liga o Rio a Campinas, de US$11 bilhões (R$17 bi), a ferrovia norte-sul, de R$ 4,6 bilhões (R$7,4 bi) e a ferrovia de integração leste-oeste, estimada em US$2,8 bilhões (R$4,5 bi).

    Além disso, o banco também avaliou o corredor ferroviário bioceânico, que atravessa os territórios do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile conectando os portos de Santos e Paranaguá à cidade de Antofagasta, no Chile.

    A ferrovia, de 2.469 quilômetros, tem por objetivo escoar a produção da América do Sul à Ásia e pode ser estratégica para a China distribuir na região produtos trazidos do oriente através do oceano Pacífico.

    Energia

    Os leilões de 29 hidroelétricas ofertados aos chineses somam um investimento de 17,3 bilhões de dólares (R$27,8 bi) até 2011.

    Neste ano serão feitas licitações para concessão de sete usinas, num investimento total de um bilhão de dólares. No ano que vem, está previsto o leilão de quatro usinas somando US$ 4,7 bilhões (R$7,5 bi).

    Em 2010, quinze usinas irão ao martelo levantando investimentos de US$ 8,7 bilhões (R$14 bi) e em 2011 serão três usinas e US$ 2,9 bilhões (R$4,6 bi).

    Uma das hidroelétricas leiloadas no ano que vem é a de Belo Monte, no rio Xingu, que causou polêmica na região por causa do impacto ambiental.

    A capacidade estimada da usina é de 11,1 Megawatts e o investimento necessário é de US$ 6,9 bilhões (R$11 bi).

    O Banco chinês ainda foi convidado a avaliar a possibilidade de investir na construção, operação e manutenção de redes de transmissão e distribuição de energia.

    As linhas somadas chegam a mais de 11,378 quilômetros e levantariam investimentos de US$ 7,2 bilhões (R$11,5 bilhões).

    Financiamento

    Barral ressaltou ainda que o BNC "já está financiando projetos do PAC no Brasil".

    Um deles é o gasoduto Gasene de 946 quilômetros, que liga o Sudeste e o Nordeste através das cidades de Cacimbas, no Espírito Santo, e Catu, na Bahia.

    O duto permitirá o transporte de até 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia para o Nordeste --quase o dobro do total consumido atualmente pela região.

    O banco chinês já disponibilizou US$ 750 milhões (R$1,2 bi) de um financiamento total que deverá ser de aproximadamente US$ 2,6 bilhões (R$ 4 bi).

    A obra está sendo construída pela gigante chinesa do petróleo, Sinopec. O gasoduto é um projeto anterior ao PAC, mas foi incluído na estratégia de aceleração de crescimento 

    Fonte: NTC e Logística
    11-07-2008 | 12:07
    O aumento da inflação na América Latina se transformou em um teste de credibilidade para a recém-descoberta estabilidade econômica dos países da região, assim como para seus bancos centrais, diz uma reportagem da edição desta semana da revista britânica "The Economist".
         
         Segundo a revista, ao contrário dos países desenvolvidos, a América Latina não foi tão afetada pela crise global de crédito até agora, e muitas de suas economias continuam crescendo rapidamente, impulsionadas pela demanda por suas exportações de commodities.
         
         No entanto, afirma a reportagem, o boom no mercado de commodities começa a ter um efeito menos desejável: o aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis, que está empurrando para cima os índices de inflação na região.
         
         A Economist afirma que, de acordo com o FMI, a taxa média de inflação na região aumentou para 7,5% em abril, em comparação a 5,2% no mesmo período do ano passado. Segundo a revista, a taxa real pode ser maior, já que na Argentina, a inflação oficial de 9,1% "é provavelmente menos da metade da taxa real".
         
         Divisão
         
         De acordo com a revista, há uma divisão na região. "Por volta da virada da década, muitos dos maiores países adotaram câmbio flutuante e metas de inflação, administrados por bancos centrais mais ou menos independentes", diz o texto.
         
         "Outro grupo de países --incluindo Argentina e Venezuela-- deram maior prioridade ao crescimento do que à estabilidade dos preços."
         
         No entanto, a reportagem afirma que mesmo entre o primeiro grupo de países, a inflação tem aumentado.
         
         "Como resposta, os bancos centrais do Chile, da Colômbia, do México e do Peru começaram a aumentar as taxas de juros no ano passado. Mesmo assim, eles não cumpriram suas metas de inflação, na maioria dos casos pela primeira vez", diz o texto.
         
         Brasil
         
         A reportagem dá destaque ao Brasil. "Sob gritos de protesto, o Banco Central do Brasil interrompeu três anos de relaxamento monetário em outubro passado", diz a revista.
         
         "Desde então, aumentou a taxa básica de juros em um ponto percentual. Mesmo assim, a inflação está próxima do limite superior da meta de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos", afirma o texto.
         
         A revista afirma que o governo brasileiro está otimista de que a inflação cairá até o final do ano, mas o povo brasileiro está preocupado com o aumento nos preços da cesta básica.
         
         A "Economist" diz que a inflação atinge mesmo países que tiveram crescimento lento, como o Chile e o México.
         
         De acordo com a revista, o teste será se a inflação na América Latina vai ou não cair até o fim do ano. "Se não, serão necessárias ações mais drásticas."
         
         A reportagem afirma que a alta dos preços já ameaça levar milhões de latino-americanos de volta à pobreza.
         
         Segundo a revista, "os mais sábios entre os políticos da região sabem que, por mais que custe caro, a luta contra a inflação é uma [luta] que eles não podem perder".
          Fonte: 24 Horas news
    11-07-2008 | 12:07
    O IPC (índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) abriu o mês de julho em desaceleração significativa, apontando alta de 0,77%, contra 0,96% no fechamento de junho. Foi também o menor índice desde a abertura de maio deste ano, quando a alta foi de 0,68%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira.

    Os preços dos alimentos tiveram recuo, registrando alta de 2,34% (menor alta desde a segunda quadrissemana de maio, quando houve alta de 1,77%), contra 2,87% no encerramento de junho. A categoria Alimentação contribuiu com 68,68% na composição do índice, contra 67,53% em junho.

    A categoria Habitação teve alta de 0,12% (menor índice do grupo desde a segunda quadrissemana de fevereiro, quando a alta foi de 0,05%), recuando em relação ao registrado no final de junho, 0,30%.

    A categoria Transporte apresentou ligeira desaceleração, passando de alta de 0,15% no fim do mês passado para 0,12% na leitura apresentada hoje --menor leitura desde a abertura de novembro do mês passado, quando houve apenas uma ligeira variação positiva de 0,07%. Na categoria Vestuário, no entanto, os preços tiveram desaceleração, passando de 0,55% para 0,34%. Na categoria Despesas Pessoais os preços subiram, de alta de 0,80% para 0,88%.

    Na categoria Saúde houve recuo, de 0,82% para 0,74%, segundo os dados divulgados hoje. Na categoria Educação os preços subiram 0,11%, contra 0,08% no fim de junho. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe mede a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até 20 salários mínimos.

    Fonte: Folha on-line
    11-07-2008 | 12:07
    As declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que a autoridade monetária agirá para trazer "de forma tempestiva" a inflação para o centro da meta, pode ser interpretada como uma percepção de que o mercado estaria exagerando em suas expectativas de alta na inflação, sobretudo para 2009. Tal comportamento, típico dos mercados, chama a atenção do BC porque tem potencial para criar obstáculos à implementação da política monetária, na medida em que exige maior carga de juros para que o movimento seja revertido.

    Não é à toa que Meirelles deixou claro esse incômodo ao discursar ontem no encerramento da Conferência "O Impacto do Brasil na Economia Global", promovida pela Sociedade Americana (Americas Society) e o Conselho das Américas (Council of the Americas) em conjunto com o Movimento Brasil Competitivo.

    Na palestra, ele disse que a ação tempestiva do BC "visa também a evitar que se consolide um ambiente de pessimismo inflacionário no qual a política monetária perderia eficiência". Ou seja, a mensagem do BC indica que não se trata de uma atitude "relaxada" diante do cenário de elevação dos índices de inflação, mas também não há motivo para pânico. Afinal, o BC não abrirá mão dos instrumentos disponíveis, principalmente a taxa de juros, para trazer a inflação para a meta de 4,5%. Nesse contexto devem ser entendidas as reuniões patrocinadas por Meirelles e pelo diretor de Política Monetária, Mário Torós, com representantes de instituições financeiras no início desta semana.

    Parte do mercado entendeu o recado: após as reuniões, a curva de juros recuou, deixando de concentrar as apostas em elevação de 0,75 ponto porcentual na Selic. Ao BC interessa que o mercado antecipe os movimentos de alta na Selic porque potencializa os efeitos da política monetária. Por isso, durante alguns meses, entre o final de 2007 e início deste ano, o BC, por meio das atas do Copom, foi paulatinamente subindo o tom de sua preocupação com a inflação, movimento que foi sempre seguido de uma inclinação para cima na curva de juros, ainda que timidamente em alguns momentos.

    Terrorista - O ponto alto do alerta do Banco Central ao mercado aconteceu, em março passado, quando divulgou a chamada "ata terrorista".

     

    Fonte: Gazeta Digital
    11-07-2008 | 12:07
    Antes de iniciar qualquer obra é preciso pensar que o responsável técnico deve estar de acordo com as determinações do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT). A legalidade na obra evita transtornos com a fiscalização do Conselho que este mês intensificou suas ações.

    As fiscalizações que iniciaram dia 07.07 prosseguem até 18 de julho, enfocam o setor da construção civil em Cuiabá e Várzea Grande e têm caráter punitivo. As multas podem variar de R$ 104,00 em casos de falta da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e placa indicando o responsável técnico pela obra, à R$ 3.818,00 mil, para empresas que não têm registro no Crea. "Caso os problemas não sejam resolvidos no tempo determinado pela fiscalização o auto de infração é encaminhado para o setor jurídico do Crea que inscreve a multa em dívida ativa e, persistindo a falta de regularização realiza execução. Também podemos acionar outros órgãos, como a Prefeitura Municipal, para que uma obra seja embargada", explica a gerente de fiscalização do Crea-MT, Vilma Aparecida Matta.

    A gerente, alerta ainda para a importância da ART nas obras de construção civil. O documento é uma garantia legal para os consumidores, em casos de busca de ressarcimentos, em eventuais problemas na construção dos imóveis.

    A fiscalização itinerante, além de inibir a construção irregular de imóveis, também combate o exercício ilegal da profissão no setor. "Temos que intensificar a fiscalização para que toda a sociedade tenha um profissional qualificado em sua obra, evitando assim o exercício ilegal de profissionais não registrados no Conselho", afirmou.

    Esta é a segunda operação do ano que reúne fiscais das inspetorias e fiscaliza obras e serviços verificando a existência do responsável técnico legalmente habilitado. O número de empresas vistoriadas no primeiro semestre de 2008 chegou a 258, sendo identificadas 191 obras irregulares e apenas 67 regularizadas. O ramo das empresas fiscalizadas foram: construção civil, provedoras de internet, manutenção e instalação de ar condicionado e armazenagem de grãos, entre outras.

    Atualmente, os agentes do Conselho realizam cerca de dez verificações por dia em todo estado, além dos relatórios das visitas.

    Fonte: O Documento
    11-07-2008 | 12:07
    O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se desacelerou em junho em relação a maio, caindo de 0,79% para 0,74%, com a alta menos intensa de produtos não-alimentícios. Esta pequena desaceleração, no entanto, não é motivo de alívio, uma vez que o preço dos alimentos continua em alta e, segundo a coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, há a possibilidade de que a inflação acumulada em 12 meses até o fim de julho ultrapasse o teto da meta (6,5%) estimada para o ano.

    A probabilidade dessa previsão virar realidade realmente não é desprezível ao se analisar os resultados acumulados de janeiro a junho e em 12 meses terminados no mês passado, que têm alta de 3,64% e 6,06%, respectivamente.

    No semestre, a aceleração do índice foi a maior desde o primeiro semestre de 2003, quando o IPCA apresentou alta de 6,64%. Eulina disse que "há evidências que julho deste ano apresente um IPCA maior do que o do ano passado", quando o indicador subiu 0,24%. "Com a continuidade da pressão dos alimentos e a alta dos preços administrados, não é improvável que a taxa em 12 meses atinja 6,5% (em julho)."

     Segundo ela, "a alta dos alimentos é generalizada e não há sinal de inversão, já que os preços no mercado internacional e o consumo continuam subindo". "Não há evidência de mudança na trajetória de alta dos alimentos," afirmou. Em junho, os produtos alimentícios representaram 63% do índice, apresentando alta de 2,11%, a maior variação mensal registrada nesse grupo de produtos no IPCA desde janeiro de 2003, e o maior aumento para um mês de junho desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

    Segundo Eulina, no acumulado do primeiro semestre de 2008 os alimentos contribuíram com 1,88 ponto porcentual, ou 52% do IPCA de 3,64% do período. "Ou seja, os alimentos explicam a inflação este ano".

    Para ela, "a evidência é que a alta dos alimentos em 2008 vai ficar acima da do ano passado, que já foi uma taxa expressiva". No ano de 2007, os alimentos subiram 10,79% e, somente no primeiro semestre deste ano, já acumulam variação de 8,64%. Além disso, em julho, segundo Eulina, haverá pressão de vários itens administrados, como aumentos nas tarifas de água e esgoto em Porto Alegre, Belém e Fortaleza; alta no preço da passagem dos ônibus interestaduais; na energia elétrica em São Paulo e em Curitiba, além do álcool, do gás veicular e do óleo diesel.

    Fonte: Gazeta Digital
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