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Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
NOTÍCIAS
    05-07-2008 | 11:07

    A produção na indústria da Construção deverá crescer dois por cento em 2008, de acordo com as previsões da AECOPS, dando-se início, finalmente, à tão desejada recuperação do Sector.

    Segundo a AECOPS, em 2008, o segmento da construção de edifícios residenciais vai ainda manter uma evolução negativa (-2,5 por cento previstos para 2008), fugindo assim à tendência generalizada de recuperação do Sector, pois os factores responsáveis pela diminuição consecutiva da produção de novas habitações vão manter-se, como a subida das taxas de juro e a instabilidade do mercado de trabalho.
    O ano de 2008 também não deverá ser ainda o da expansão do segmento de recuperação/manutenção de edifícios, a avaliar pelos resultados alcançados em 2007 (as licenças emitidas para este tipo de trabalhos caíram 8,0 por cento até Outubro, traduzindo uma quebra ainda mais intensa do que em 2005 e 2006) e apesar de já estar em plena vigência o Novo Regime de Arrendamento Urbano.
    Pelo contrário, a produção de edifícios não residenciais deverá conhecer, em 2008, um crescimento de cerca de 6,9 por cento, devido, uma vez mais, ao comportamento muito positivo da vertente privada (+10,0 por cento previstos para o corrente ano), já que os investimentos públicos neste segmento deverão manter-se a um nível idêntico ao de 2007, não se prevendo qualquer crescimento.
    Ao nível da engenharia civil e segundo as intenções expressas pelo Governo relativamente a um conjunto alargado de projectos de infra-estruturas, será relevante, ou mesmo decisiva, a contribuição do sector privado na realização desses projectos. Nesta perspectiva, foram identificadas obras que, em conjunto, representam um investimento muito significativo e que, segundo o Executivo, serão lançadas a concurso até finais de 2009. São os casos do TGV e do novo Aeroporto de Lisboa, das plataformas logísticas, dos aeroportos de Beja e da Portela e da expansão das redes dos metropolitanos. Os modelos de financiamento destes projectos assentam em PPP, ou em investimentos exclusivamente privados. Perante este cenário, a AECOPS prevê que a produção no segmento da engenharia civil cresça 4,0 por cento em 2008, contrariando assim a tendência negativa registada nos últimos seis anos. Em 2007 a quebra na produção de engenharia civil foi de 2,0 por cento, mesmo assim menos intensa do que a verificada no ano anterior. É que, os investimentos públicos em obras de Construção evidenciaram, em 2007, um perfil menos desfavorável, com o valor dos concursos adjudicados a apresentar um acréscimo superior a 40 por cento, relativamente a 2006. Não obstante, o volume de obras lançadas a concurso foi inferior ao do ano anterior, o mesmo sucedendo em termos de valor (-8,3 por cento face a 2006).
    Em termos globais, o comportamento do sector da Construção em 2007 manteve a trajectória negativa que tem vindo a registar desde 2002, com a produção a diminuir cerca de 1,4 por cento face ao ano anterior.
    Considerando todos os segmentos de actividade, o da construção de edifícios residenciais foi o que registou pior comportamento em 2007, com a produção a cair 4,0 por cento, em termos reais, o que elevou para mais de 30 por cento a quebra real acumulada desde 2002.
    A escassez da procura de habitação tem condicionado fortemente as decisões de investimento, o que se tem reflectido quer em quebras anuais sucessivas no número de licenças de construção emitidas pelas câmaras municipais (-7,5 por cento em termos médios anuais, desde 2000), quer num menor volume de crédito concedido para aquisição de casa, o qual, segundo a Direcção Geral do Tesouro (DGT), diminuiu 3,8 por cento em número e 2,5 por cento em valor, durante os três primeiros trimestres e face a igual período de 2006.
    No que concerne ao segmento dos edifícios não residenciais, a evolução foi positiva em 2007, com a produção a aumentar 4,5 por cento, relativamente ao ano anterior. Esta variação ficou a dever-se exclusivamente à componente privada (+10,0 por cento face a 2006), já que a pública registou uma quebra assinalável da produção (-6,0 por cento). Aliás, os dados relativos ao licenciamento de edifícios não residenciais privados, apontam, em 2007, para crescimentos muito significativos nos segmentos do comércio (+23,1 por cento), da indústria (+21,7 por cento) e dos transportes e comunicações (+41,2 por cento).
    De facto, a significativa expansão dos edifícios comerciais no País tem sido notória e o ano de 2007 não foi excepção, com a colocação no mercado de vários novos espaços, não só ao nível de centros comerciais (Dolce Vita Ovar e Alegro, por exemplo), mas também dos retail parks (Lima Retail Park, Viseu Retail Park, Braga Retail Centre e Chaves City Park, entre outros) e de lojas com grandes áreas, como a IKEA de Matosinhos, com cerca de 36.600 m2.

    Fonte: AECOPS
    05-07-2008 | 11:07
    O volume liberado em empréstimos imobiliários com recursos da poupança atingiu R$ 2,27 bilhões em maio deste ano, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). O número de imóveis financiados alcançou 22.069 unidades, o mais elevado dos últimos 20 anos.

    Em valores, as operações feitas pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) no mês de maio ficam atrás, historicamente, apenas de novembro de 2007. Segundo a Abecip, o resultado de maio de 2008 supera em 57,8% o montante contratado no mesmo mês de 2007.

    Com o desempenho, as contratações dos primeiros cinco meses de 2008 atingiram R$ 9,74 bilhões, superando em 75,9% as do mesmo período do ano passado. Em apenas cinco meses, o volume de 2008 já é 4,3% maior que todo o montante contratado em 2006.

    No período de 12 meses, até maio de 2008, as novas operações alcançaram R$ 22,49 bilhões, crescimento de 93,3% em comparação aos 12 meses anteriores, até maio de 2007.

    Em relação às unidades financiadas, o resultado de maio superou em 35,6% o número de financiamentos realizados no mesmo mês de 2007. Nos primeiros cinco meses de 2008, foram financiadas 95.956 unidades e, nos últimos 12 meses, o total de unidades financiadas superou 227,6 mil.

    Em maio, a captação de recursos por intermédio das contas de poupança retomou a tendência de alta e os depósitos superaram os saques em cerca de R$ 1,16 bilhão. A Abecip afirmou que o resultado confirma a avaliação de que os dados de queda relativos a abril foram pontuais e que não indicam mudança de comportamento dos poupadores em relação à caderneta.

    Fonte: Anepac

     

    05-07-2008 | 11:07

    As indústrias brasileiras estão adotando estratégias distintas para compensar parte do aumento de custos provocado pela forte alta na cotação das commodities internacionais, especialmente das cadeias do petróleo e do aço. Além de reajustar parte dos preços, as empresas estão discutindo redução ou dilatação no prazo de pagamento de clientes - o que depende do setor- , ampliando compra de insumos importados, renegociando contratos de prestação de serviço e adotando medidas para ampliar ganhos de produtividade.

    Em 12 meses, a alta de preços industriais no atacado acumula 10,6%, muito acima dos 2,18% acumulados até junho de 2007.

    O grupo Suissa, fabricante de produtos de higiene e cosméticos, aumentou seus preços de 10% a 12% em junho, após um ano e meio sem reajustes e deve fazer nova rodada de altas em outubro. A empresa também busca reduzir custos, e negocia com a Light a diminuição do custo da energia consumida. O contrato prevê o corte da tarifa durante o período fabril, entre 7h e 17h. Nesse período, o preço do insumo será cerca de 30% menor. Com isso, a redução no custo total da energia vai corresponder a 6%. Além disso, ela aumentou o volume das importações. O grupo utiliza derivados petroquímicos, como a naftalina e o benzeno, cujos preços acompanharam a escalada da cotação do barril de petróleo. "Quase toda a matéria-prima é importada e passamos a importar mais por causa do câmbio", disse Edson Roberto Arnaud, sócio do grupo.

    Ele conta que a Suissa cortou 25% do quadro de funcionários da área administrativa e investiu em máquinas, tecnologia e informatização.

    Com preços do gás e energia elétrica subindo quase 20%, a pernambucana Companhia Industrial de Vidros (CIV) colocou em ação um plano para aumentar o uso de vidro reaproveitado na fabricação de embalagens e utensílios domésticos. Hoje, 40% do material usado pela empresa é de vidro destinado à reciclagem, mas a meta é alcançar 65% em cinco anos. "Temos um programa arrojado de captura de vidros para conseguir baratear o processo de produção", explica Paulo Drummond, presidente da CIV. A reciclagem permite que um quilo do material se transforme em um quilo de vidro novo ao mesmo tempo em que se economiza energia dos fornos.

    Enquanto aumenta a compra de vidros para reutilização, a CIV também barrou novas contratações, apesar de as vendas terem subido em volume 16% no primeiro semestre do ano em relação a 2007. "Ao mesmo tempo, tentamos ver se nossos clientes pagam mais rápido, mas está difícil porque o que todo mundo quer é isso", conta Drummond. Essas medidas, porém, não foram suficientes e a tabela de preços da CIV foi reajustada em cerca de 8% neste semestre.

    No setor de calçados, a oportunidade para o reajuste de preços ocorre no lançamento das coleções. Por isso, a estratégia é o lançamento de um maior número de coleções. As maiores pressões ocorrem na cadeia de insumos químicos e petroquímicos, como solados, cabedais, tintas e adesivos, no embalo da alta das cotações do petróleo.

    O gerente de marketing da West Coast, Sérgio Baccaro Júnior, informa que a empresa vem negociando para suavizar os aumentos, mas a importação de insumos, como matrizes para solados, e de calçados prontos tem crescido. As compras externas, inclusive da China, devem representar 5% dos 2,4 milhões de pares que a empresa espera vender este ano.

    O aumento da participação dos importados (insumos ou produtos prontos) no mix da calçadista permitiu manter o preço de parte da coleção estável desde o início do ano. A única possibilidade de reajuste das tabelas ocorre na troca de coleções, o que tem exigido maior agilidade da área de desenvolvimento de produtos. "Estamos lançando mais de cem linhas de produtos por ano, cinco vezes mais do que há oito, nove anos; é a fast-fashion", comenta Baccaro Júnior.

    Para não perder vendas, a A.Grings, dona da marca Piccadilly, está esticando os prazos de pagamento concedidos aos lojistas. Do máximo de 90 dias até o fim do ano passado, o período já chega a 120 ou 150 dias. Na outra ponta, ele tem dois meses para pagar os fornecedores nacionais e seis meses para os estrangeiros.

    A situação é semelhante na Calçados Bibi, que conseguiu segurar os preços dos insumos e dos produtos finais no mercado interno desde o início do ano e pretende permanecer assim até dezembro pelo menos, afirma o presidente Marlin Kohlrausch. Nas exportações - cerca de 30% das vendas totais, estimadas em 3,2 milhões de pares neste ano -, a empresa já promoveu reajustes de até 30% em dólar, considerado suficiente para suportar todo o ano.

    As três calçadistas têm em comum ainda a avaliação de que será impossível conceder aumentos reais de salário aos trabalhadores do setor, que têm data-base ao longo do segundo semestre. "As negociações ainda não começaram, mas não há condições de aumentar os salários", diz Kohlrausch.

    A forte concorrência imposta pelos importados tem dificultado o aumento de preços no setor têxtil. Segundo Zeno Fischer, diretor de controles e planejamento da Lepper, indústria têxtil de Joinville (SC), os fornecedores da empresa reajustaram preços em torno de 5%. Entre os principais aumentos, destaca o reajuste de fibras sintéticas, como o poliéster, derivado de petróleo. "Ainda não repassamos esses custos mais altos, porque são reajustes pequenos e que permitem absorção por parte da empresa. Mas se persistirem, teremos que rever nossos preços", diz Fischer.

    Para contrabalançar a pressão nos custos, as indústrias têxteis em geral estão importando insumos e produtos pré-acabados e acabados, principalmente da Ásia. A Lepper tem planos de aumentar sua importação dos atuais 5% (do que produz), para 10% nos próximos 12 meses. "Estamos buscando produtos diferentes do que produzimos. A tendência é essa enquanto o preço asiático continuar competitivo, sobretudo, pelo câmbio".

    Segundo o presidente da Buettner, João Henrique Marchewsky, a maior pressão de reajustes começa a existir entre fornecedores de produtos químicos e materiais de embalagens. "Estamos em discussão. A briga está grande", diz ele, que se depara com pedidos de reajustes entre 10% e 15%. "Estamos buscando alternativas, com substitutos próximos e aprofundando importações, porque não estamos aumentando os preços dos nossos produtos", diz ele, que considera não haver espaço para repasse de alta de custos aos preços por conta da competição.

    Na fabricante de tintas Sherwin Williams, a alta do petróleo pressiona custos. O presidente da empresa, Mark Hyde Pitt, diz que ela tem uma vantagem porque parte dos produtos é à base de água, estratégia iniciada há quatro ou cinco anos para reduzir o conteúdo de solventes nos produtos. A alta de custos tem sido enfrentada com tentativas de elevar a produtividade e por negociações com fornecedores. A empresa, por enquanto, não aumentou preços. "Vamos ver primeiro o que o mercado vai fazer", afirma. Importar mais é possível? "É difícil, já importamos quase 50% do valor de insumos."

     

    Fonte: NTC e Logística
    05-07-2008 | 11:07
    O salário mínimo não pode mais servir de base para o cálculo do adicional de insalubridade. A decisão consta na Súmula 228 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) publicada no Diário da Justiça de hoje.

    Na última sessão do tribunal pleno, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o adicional de insalubridade deve ser calculado sobre o salário básico, salvo critério mais vantajoso fixado em acordos coletivos.

    Além disso, o adicional de insalubridade passa a fazer parte da base de cálculo da hora extra. A decisão retroage ao dia 9 de maio de 2008. “A base de cálculo da hora extra é o resultado da soma do salário contratual mais o adicional de insalubridade”, decidiu o STF.

    A decisão agradou uma das categorias mais atingidas pelas condições de trabalho insalubres: os metalúrgicos. Cerca de 20% desses profissionais recebem o adicional de insalubridade e terão aumento no contra-cheque.

    De acordo com o secretário de Assuntos Parlamentares da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Carlos Cavalcante Lacerda, os trabalhadores vinham recebendo, em média, R$ 80 pelo adicional de insalubridade.

    Pelos seus cálculos, o adicional agora será de R$ 400. Lacerda informou que a média salarial da categoria é de R$ 2 mil.

    A maioria dos metalúrgicos que recebem insalubridade são os que trabalham em fornos e auto-fornos. “O ideal para nós seria que nenhum trabalhador precisasse receber o adicional de insalubridade. No entanto, isso ainda não é uma realidade”, considerou o secretário da CNTM, entidade que no início deste ano entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a mudança no cálculo do adicional de insalubridade.

     

    Fonte: Só Notícias
    05-07-2008 | 11:07

    A posição firme do Governo de Mato Grosso na defesa dos interesses do Estado garantiu outra vitória no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), assegurando revisão anual dos índices de ressarcimento das perdas da Lei Kandir. Até então, Mato Grosso era o maior prejudicado no país, o que será corrigido em caráter permanente, garantindo maior coeficiente ao Estado, próximo a 8%. O feito aconteceu na 130ª Reunião Ordinária entre os secretários de Estado de Fazenda, que termina hoje em Palmas (TO).

    Por meio da proposta de protocolo ICMS 65/08 de Mato Grosso, o Confaz fixou critérios de anualmente, no mês de agosto, já a partir deste ano, recalcular coeficientes de compensação da Lei Kandir, levando em consideração dados das exportações, dos ativos dos últimos anos, entre outros índices econômicos.

     “É uma vitória histórica para Mato Grosso, que vinha conseguindo no grito o aumento do índice, como fizemos na última reunião do Confaz. Antes, o coeficiente era baseado em questões políticas e não econômicas, como será a partir de agora”, explicou o secretário de Fazenda, Éder de Moraes Dias, lembrando que o efeito financeiro é calculado sobre a base de R$ 5,2 bilhões ao ano, sobre os quais 8% vêm para o Estado e os municípios mato-grossenses.

    Para o secretário de Fazenda, o resultado alcançado foi em função da posição de Mato Grosso, em estar se colocando como o fiel da balança. Na última reunião do Confaz, por exemplo, Éder foi contundente ao enfrentar a maioria dos Estados brasileiros e se retirar da reunião em protesto à tentativa do colegiado em postergar a decisão sobre os índices, quando garantiu 7,12% para Mato Grosso, fazendo valer discussões anteriores do próprio Conselho.

    Para marcar posição, o Estado vinha postergando a aprovação dos incentivos fiscais de outros entes federados, exercendo a política de proteção dos interesses de Mato Grosso. “Foi feita justiça tributária e social na distribuição da Lei Kandir, onde cerca de 20 Estados vão perder com os ajustes dos índices. Vamos receber o retorno daquilo que realmente Mato Grosso exporta, já que o Estado é um dos maiores exportadores do país”, afirmou o secretário Éder de Moraes.

    SINERGIA

    O secretário Éder de Moraes e o governador Blairo Maggi estão muito felizes pela vitória conquistada por Mato Grosso. Segundo o secretário, isso se deve à sinergia entre o seu estilo de trabalho e o da equipe técnica da Receita Pública, coordenada pelo secretário-adjunto Marcel Souza de Cursi, que atuaram fortemente em prol dos interesses do Estado, conseguindo êxito na proposta apresentada.

    Fonte: Site O documento
    05-07-2008 | 11:07

    Confira a relação dos grupos que discutem normas que afetam as atividades do setor de habitação

    A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – atualizou a lista de todas as Comissões de Normas Técnicas em elaboração e em consulta nacional em 2008. Acesse o link abaixo e confira as comissões que discutem normas que afetam o setor da habitação.

    Além disso, também está disponível a relação das principais normas técnicas da habitação em vigor e também a versão atualizada da NR 18 - do Ministério do Trabalho e Emprego -, que trata sobre as condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

     

    Fonte: Site da Secovi/SP
    05-07-2008 | 11:07
    – O CUB (Custo Unitário Básico de Construção) subiu 1,06% em junho ante o mês de maio, quando o índice havia apresentado variação mensal ainda maior, de 3,95%. O CUB é o índice oficial, calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Distrito Federal (Sinduscon-DF), que mostra a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil brasiliense.

     

    Com o resultado, o custo do metro quadrado de construção do projeto-padrão referencial do Distrito Federal (R8-residência multifamiliar padrão normal) agora é de R$ 712,85 contra os R$ 705,35 de maio. Desse total, o gasto com material (47,63%) ficou em R$ 339,51, as despesas com mão-de-obra (44,28%) em R$ 315,63, enquanto os custos administrativos (7,83%) e com os equipamentos (0,27%)  somaram R$ 55,83 e R$ 1,89, respectivamente. 

     

    No período analisado, verificou-se que 11 dos 25 insumos que participam da pesquisa do Custo Unitário Básico de Construção apresentaram aumento em seus preços, nove registraram redução e os demais permaneceram com os seus valores estáveis. A principal contribuição para a alta foi o aumento dos preços da chapa compensado plastificado, do aço CA-50, do cimento, da areia de grãos médios e da brita.

     

    O Índice de Geral de Preços (IGP-M) registrou acréscimo de 1,98% em junho de 2008. Nos últimos 12 meses, o CUB-DF apresentou variação acumulada de 12,05%, enquanto o valor do IGP-M foi de 13,44% no mesmo período.

     

    Os insumos que tiveram aumentos de preços superiores à variação de 1,98% do IGP-M em junho, foram: chapa compensado plastificado (9,06%); aço CA-50 (7,83%); cimento CP-32 (3,52%); areia média lavada (4,66%); brita nº 02 (6,00%); bloco de concreto sem função estrutural (6,15%); telha fibrocimento Ondulada (49,10%); placa de gesso (5,57%); e tubo de ferro galvanizado (4,88%).

     

    O CUB é calculado e divulgado mensalmente pelo Sinduscon-DF, que acompanha a evolução dos preços de 25 materiais de construção, salários de três categorias de mão-de-obra (pedreiro, servente e engenheiro) e um equipamento (aluguel de betoneira).

     

    Pesquisa salarial

    A atualização da pesquisa salarial do setor da construção mostra um incremento médio de 8,5% nos vencimentos, o que significa que os patrões têm dado reajustes com base na inflação do período. O estudo feito pelo Sinduscon-DF destaca os salários dos cargos-chave do setor, desde a área técnica gerencial à operacional, e serve de referência para as empresas.

     

    Fonte: Sinduscon-DF
    05-07-2008 | 11:07
    A atividade industrial cresceu 2,4%, em maio, em nove das 14 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi computado em comparação a maio do ano passado. 

    Já em relação a abril deste ano, a indústria mostrou retração em dez regiões, com queda de 0,5%. Os dados são da pesquisa Produção Industrial Regional, divulgada hoje (4) pelo IBGE.

    O economista André Macedo, da Coordenação de Indústria do IBGE, disse que os resultados regionais “mostram para esse mês específico um menor ritmo da atividade industrial. E muito dessa explicação pode estar sendo sustentada pelo efeito calendário”.

    Macedo disse que maio teve menos dias úteis, tanto quando comparado a maio de 2007, quanto se compara com abril também. “Então, esse efeito calendário sobre maio de 2008 , especificamente, seria uma explicação para esse resultado mais moderado”, explicou.

    O economista advertiu que, no entanto, na análise do acumulado do ano “os resultados são amplamente positivos, atingindo todos os locais investigados e com um crescimento em nível nacional de 6,2%”.

    De forma geral, as localidades que mostraram os melhores desempenhos nos cinco primeiros meses do ano foram os que têm presença mais acentuada de indústrias do setor de bens de capital, automobilística e aqueles produtores de produtos básicos agrícolas e minerais. “Nesses locais, observa-se um maior dinamismo, inclusive com taxas bem acima da média nacional”.

    O grande destaque na pesquisa foi o estado do Espírito Santo. Em comparação a maio do ano passado, a produção industrial capixaba evoluiu 20,3%, mantendo a seqüência de oito taxas positivas. André Macedo afirmou que a maior parte dessa expansão é explicada pelo viés exportador do estado, sustentado, principalmente, pelos setores extrativo e de metalurgia básica.

    As localidades onde a indústria teve o crescimento menos expressivo foram Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No primeiro, foi registrada queda de 4,2% na produção industrial de abril para maio, e de 4,7% na comparação com igual mês do ano passado.

    As paralisações registradas no setor de produtos químicos motivaram esse recuo, além do desempenho negativo de sete dos 14 ramos pesquisados, entre os quais fumo (-28,3%) e calçados e artigos de couro (-11,7%).

    Em Santa Catarina, a atividade da indústria caiu 3,1% frente ao mês anterior, revelando decréscimo de 5,7% em relação a maio de 2007. Segundo o IBGE, esse foi o resultado mais baixo desde a taxa negativa de 10,1%, registrada em abril de 2006.

    Macedo esclareceu que a retração foi motivada, em especial, pelas férias coletivas em grandes empresas do setor de máquinas e equipamentos.

    O estudo do IBGE mostrou um quadro positivo para as regiões Norte e Nordeste, registrado nos cinco primeiros meses de 2008. "Há um predomínio de taxas positivas. No caso do Amazonas, por exemplo, o crescimento é de 8,3%, acima do resultado da média nacional, muito impulsionado por setores como material eletrônico e equipamentos de comunicações”, explicou o economista.

    No caso do Nordeste, o destaque foi Pernambuco, que cresceu 8,4%, também superando a média nacional do acumulado do ano. Refino de petróleo e produção de álcool foram os setores que apresentaram a maior taxa positiva (118,2%) no estado.

     

    Fonte: Olhar Direto
    04-07-2008 | 10:07
    Trégua no preço foi possível devido à oferta de bolsas vindas de Sergipe
    O preço da bolsa de cimento, que chegou a ser vendida por até R$ 24 na Grande Cuiabá, despencou para R$ 19 esta semana, uma queda de 20%, como efeito da maior oferta do produto no mercado depois que a Votorantim Cimentos começou a trazer o produto de sua fábrica no Sergipe, a 2,3 mil quilômetros de Cuiabá. No total estão chegando a Cuiabá entre 300 a 500 toneladas por dia. A empresa prevê que o abastecimento será normalizado dentro de no máximo 60 dias.

    A queda dos preços no mercado confirma a previsão da empresa, que previa um “ajuste natural do mercado”, com os preços voltando ao patamar de R$ 19 a R$ 20. Algumas lojas de material, entretanto, ainda vendem o produto por até R$ 24 a bolsa de 50 quilos.

    Desde setembro do ano passado, o Estado vem tendo problemas para atender à demanda por cimento, item considerado básico na construção civil.

    O presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção de Mato Grosso (Acomac), José Venceslau Júnior, diz que o mercado “melhorou bastante” e que a normalização do abastecimento seria apenas uma questão de tempo.

    “Quando o mercado fica desabastecido, leva algum tempo para ele se auto-ajustar. Acreditamos que dentro de duas ou três semanas a situação estará normalizada e ninguém mais vai ter problema com cimento em Mato Grosso”.

    No mês passado, a Votorantim Cimentos anunciou a construção da segunda fábrica de cimento do grupo no município de Nobres (146 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), que deverá entrar em operação dentro de dois anos. Com investimentos de R$ 300 milhões, a nova planta duplicará a capacidade de produção da Votorantim (Cimentos Itaú) em Mato Grosso, que passará de 1 milhão de toneladas/ano para 2 milhões de toneladas.

    Antes da conclusão da nova fábrica, a empresa colocará em funcionamento um novo forno junto à atual planta, com capacidade para produzir 320 mil toneladas de cimento e outros insumos. O forno deve entrar em operação em janeiro de 2009 e significará um acréscimo de 32% sobre a oferta global da fábrica, elevando a produção para 1,32 milhão de toneladas.

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    04-07-2008 | 10:07
    A Camex (Câmara de Comércio Exterior) anunciou a redução do imposto de importação para 328 máquinas e equipamentos e de quatro bens de informática e telecomunicações dentro da regra de ex-tarifários.

    O ex-tarifário é uma norma que permite a redução de custos para compra de alguns produtos que não são produzidos no Brasil.

    No caso das máquinas, a redução média da TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) é de 14% para 2%. Para os outros bens, é de 20% para 2%.

    Segundo a Camex, a Política Industrial e outras iniciativas para aumentar os investimentos produtivos no país provocaram um aumento das reivindicações do setor privado para aumentar esse benefício. Antes, era divulgada uma lista por semestre. Em 2008, o ritmo é de uma lista por mês.

    A isenção de imposto vale até dezembro deste ano, quando vence o acordo do Mercosul para utilização desse mecanismo. A expectativa do governo brasileiro é que a regra seja renovada. Com isso, os produtos ganharão o benefício por mais dois anos.

    Compensações

    A Camex também divulgou a aplicação de medidas antidumping e de compensação na importação de produtos PET (utilizado, por exemplo, em embalagens de alimentos) da Índia e Tailândia.

    As medidas correspondem a um valor cobrado sobre o produto exportado por algumas empresas desses países por práticas anti-concorrenciais durante um período de cinco anos. Também foi aplicada uma tarifa compensatória sobre um insumo para fabricação de tintas (acrilato de butila) importado de três empresas dos EUA.

    Fonte: Folha on-line
    04-07-2008 | 10:07

    Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, apesar de a produção nas fábricas continuar crescendo, o ritmo de expansão da atividade começa a perder intensidade. "Os números de maio mostram arrefecimento do crescimento da indústria.Não chega a ser uma reversão, mas uma desaceleração após o crescimento forte dos últimos meses", comentou o economista da CNI Renato da Fonseca. Um dos vilões dessa queda de ritmo é a inflação, que reduz o poder de compra de parte da população.

    Fonseca destacou que essa quebra do compasso é notada com mais clareza em algumas variáveis ligadas diretamente à produção. Por exemplo, o volume de horas trabalhadas está estável há três meses. Em maio, houve redução, descontados os efeitos sazonais, de 0,1% nas horas trabalhadas em relação a abril. Mesmo porcentual de queda foi verificado em abril ante março. Já em março, aumentou 0,1% sobre fevereiro.

    Mesmo o dado do faturamento real das indústrias, que cresceu 1,1% em maio ante abril, não conseguiu recuperar as quedas de abril, de 0,1% sobre março, e de março, de 1,4% ante fevereiro. "O faturamento das empresas cresceu em maio, mas não foi suficiente para recuperar o pico de fevereiro", disse o economista Paulo Mol, da CNI.

    Segundo Mol, o faturamento das empresas exportadoras é limitado pela valorização do real. Na opinião dos economistas, um dos causadores desse "ponto de inflexão", como definiu Mol, é a escalada da inflação. Mol destaca que a alta nos alimentos, principalmente, afeta com mais vigor o poder de compra dos consumidores de menor renda, impulsionadores da demanda desde o ano passado.

    Para Fonseca, o crescimento da inflação no Brasil não está sendo causado pela demanda interna, e sim pelo aumento de custos internacionais, como petróleo e alimentos. Ele diz que não está havendo pressão na relação entre oferta e demanda interna, já que a produção industrial está crescendo, mas a utilização da capacidade instalada está estável desde setembro de 2007. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8% em maio. Em abril, estava em 82,9% e, em maio de 2007, em 82,3.

    O emprego na indústria também mostrou relativa estabilidade, com alta de 0,2% em maio em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, cresceu 3,8%. No acumulado de janeiro a maio, 4,5%.

    NÚMEROS
    foi a queda nas horas trabalhadas em maio, em relação a abril (sem os efeitos sazonais), mesmo porcentual de abril ante março

    1,1%
    foi a alta do faturamento da indústria em maio em relação a abril, insuficiente para recuperar as quedas de abril (0,1% sobre março) e de março (1,4% sobre fevereiro)

     

    Fonte: NTC e Logística
    04-07-2008 | 10:07
    O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou hoje (3) que o país está passando por um momento de teste diante da inflação mundial. Ele disse que o Brasil dispõe dos “fundamentos econômicos” para atravessar essa fase.

    Coutinho citou a expansão dos financiamentos e a capacidade das empresas de tomar crédito e do sistema financeiro de aumentar a oferta. Outro fator é a expansão do emprego formal e da massa salarial que, segundo ele, crescem juntamente com a produtividade.

    Coutinho explicou que isso evita pressão de custos para as empresas. O presidente do BNDES também destacou que “o setor privado nunca esteve tão bem” e tem investido o lucro na produção.

    Na avaliação de Luciano Coutinho, a política fiscal e monetária “está sendo acionada”. Quanto à política monetária, neste ano o Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual para conter a inflação.

    Com relação à questão fiscal, o Ministério da Fazenda anunciou o aumento do superávit primário (economia que o governo faz para pagar dívidas) em 0,5 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

    Segundo o presidente do BNDES, o Brasil pode passar por esse momento de alta de preços “sem sacrificar” a economia, mas apenas reduzindo “um pouquinho” o crescimento.

    Coutinho explicou que a inflação mundial é conseqüência da alta dos preços do alimentos, do petróleo e outras commodities (bens primários com cotação internacional), além de movimentos especulativos.

    Ele também citou o Plano Safra 2208/2009, Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, lançado ontem pelo governo (2). Para essa safra, está previsto um volume de crédito de R$ 78 bilhões, o que representa um incremento de R$ 8 bilhões em relação à safra 2007/2008.

    Para Coutinho, o plano vai assegurar a oferta de produtos no país e também no mundo, “uma vez que o Brasil é um grande exportador”. “O Brasil pode transformar esse estresse em uma grande oportunidade”.

     

    Fonte: Olhar Direto
    04-07-2008 | 10:07

    Mesmo que o governo repita à exaustão que a inflação não preocupa, e que ninguém deve "perder nem meia hora de sono" por causa dela, como declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, o aumento dos preços está provocando a desaceleração no ritmo de crescimento dos principais indicadores industriais, argumentaram ontem os economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    Em maio, o faturamento real da indústria brasileira cresceu 1,1% em relação a abril descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve crescimento de 5,3%. Em cinco meses, as vendas cresceram 7,9% em relação a igual período de 2007.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8% em junho, na série com ajuste sazonal. Em abril, o Nuci estava em 82,9% e, em maio de 2007, 82,3%, o que mostra relativa estabilidade. O emprego na indústria também mostrou relativa estabilidade, com crescimento de 0,2% em maio em relação a abril. Na comparação com maio do ano passado, o emprego cresceu 3,8%. No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 4,5%. Já a massa salarial real registrou expansão de 4% em relação a maio de 2007 e de 5,6% no acumulado deste ano até maio. Mesmo assim, com dados positivos, o desempenho é preocupante. "Os números mostram um arrefecimento do crescimento da indústria. Não chega a ser uma reversão, mas é uma desaceleração após o crescimento forte dos últimos meses", afirmou o economista da CNI Renato da Fonseca, que citou a inflação como um dos principais vilões do crescimento ao reduzir o poder de compra de parte da população. Ele destacou que esta quebra do compasso deve ser notada com mais clareza em variáveis ligadas diretamente à produção.

    Por exemplo: o volume de horas trabalhadas está praticamente estável há três meses, nas comparações com meses anteriores. Em maio, houve uma redução, descontados os efeitos sazonais, de 0,1% nas horas trabalhadas em relação a abril, mesmo percentual de queda verificado em abril em relação a março. Já em março houve aumento de 0,1% sobre fevereiro.

    Mesmo o dado do faturamento real em maio não foi suficiente para recuperar as quedas ocorridas em abril, de 0,1% sobre março, e de março, de 1,4% ante fevereiro. "O faturamento das empresas cresceu em maio mas não foi suficiente para recuperar o pico de fevereiro", disse o economista Paulo Mol, também da CNI. Segundo Mol, o faturamento das empresas exportadoras acaba sendo limitado pela valorização do real.

     

    Fonte: Gazeta Digital
    04-07-2008 | 10:07
    O alerta do Banco de Compensações Internacionais (BIS), uma espécie de Banco Central dos bancos centrais, de que a economia mundial vive um "ponto crítico" e a percepção a cada dia maior da população brasileira de que a inflação voltou a se constituir num problema confirmam que o país não está imune à crise, como poderia parecer. Exatos 14 anos depois do lançamento de seu programa de estabilização mais eficaz - o Plano Real -, o Brasil exibe hoje fundamentos muito mais sólidos na economia do que em crises anteriores. Mais uma vez, porém, o impacto das dificuldades financeiras internacionais, vistas como sem precedentes, promete ser maior em países em desenvolvimento, como o Brasil. O que parecia inicialmente se restringir a uma alta dos preços dos alimentos se difundiu velozmente por diferentes áreas e prejudica hoje tanto assalariados, especialmente as pessoas de baixa renda, quanto investidores, exigindo uma ação firme e eficaz dos responsáveis pela política econômica.

    A constatação de que 65% dos brasileiros entrevistados na mais recente pesquisa CNI/Ibope têm a expectativa de aumento da inflação confirma que o sentimento de perda de poder aquisitivo já está disseminado entre a população. Em junho, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) superou todas as aplicações financeiras, demonstrando que as perdas já não se limitam aos assalariados. Quando até mesmo os países desenvolvidos sentem o impacto da alta dos preços e da recessão, o Brasil não tem razões para imaginar que será poupado. Infelizmente, a sociedade tem consciência de que, mais uma vez, as medidas para tentar fazer a inflação voltar aos níveis com os quais o país se comprometeu - no máximo dois pontos percentuais acima de 4,5% neste ano - terão um custo alto para a população. E, ao que tudo indica, o processo para conter os efeitos da instabilidade será demorado e dispendioso.

    Lamentavelmente, os efeitos da turbulência internacional atingem o Brasil num momento em que euforia e preocupação se misturam em relação aos rumos da economia. O país vive uma rara fase de expansão continuada do Produto Interno Bruto (PIB), os níveis de emprego no mercado formal são recordes, a desigualdade social diminui em conseqüência da recuperação do valor do salário mínimo e de programas sociais como o Bolsa Família. Ao mesmo tempo, o real supervalorizado afeta o desempenho da balança comercial, enquanto a situação das contas públicas exige um rigor fiscal maior do que o governo federal parece disposto a pôr em prática, mesmo diante da necessidade crescente de austeridade, o que acaba agravando os riscos.

    O país está melhor preparado para enfrentar uma nova onda de instabilidade global. Precisa agora tratar de dividir os ônus de forma mais equânime, exigindo mais do próprio setor público e menos dos sempre sacrificados contribuintes.

    “O país vive uma rara fase de expansão continuada do Produto Interno Bruto (PIB)”

     

    Fonte: Diário de Cuiabá
    03-07-2008 | 16:07
    A Escola Senai da Construção entregou nesta quarta-feira (02), mil certificados de conclusão de curso especializado aos trabalhadores da construção civil, pesada e elétrica. Segundo o diretor do Senai, Gilberto Gomes Figueiredo a meta inicial era de que a escola qualificasse três mil pessoas até o fim deste ano, mas, ele garante que esse número pode chegar até cinco mil. “Ficamos extremamente satisfeitos, porque o setor da construção necessita de mão-de-obra qualificada para atender a crescente demanda”, destacou.Participaram da solenidade, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes, o presidente – licenciado – da Federação das Indústrias no Mato Grosso (FIEMT), Mauro Mendes e em exercício, Jandir Milan, o presidente do Sindicato da Indústria da Contrução Pesada do Estado de Mato Grosso (Sincop), José Alexandre Schutze e o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC), Adilson Valera Ruiz.
    03-07-2008 | 15:07
    O presidente do Sindicato da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter Fernandes participou nesta terça-feira (01) de uma reunião com o secretário do Ministério Minas e Energia, Alexandre Albano e representantes sindicalistas de diversos segmentos para discutir a falta da mão-de-obra especializada, de acordo com as funções de cada setor. O encontro constituiu em informar aos participantes como inscrever projetos para captação de recursos para atender a demanda de cada área. O debate foi realizado na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT).

     

    03-07-2008 | 11:07

    Quando se fala em alta dos custos da construção civil logo se pensa no preço do cimento, no caso de Mato Grosso. Contudo, pior que ele, é a situação do aço, que subiu 9,5% no mês passado, fechando 54% de aumento no ano. Esse tem sido o grande vilão da construção de forma geral. Segundo o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção, Wenceslau de Souza Júnior, a questão do aço é mais grave porque junto com ele sobe toda uma cadeia, como linha de ferramentas, fechadura, parafuso, dobradiça, ou seja, todos insumos da construção civil. Ele frisa ainda que os reflexos não se limitam à construção civil. "O preço do aço também vai fazer diferença no talher que você usa em casa e no carro que você for comprar".

    O presidente do Sindicato da Indústria da Construção em Mato Grosso (Sinduscon), Luiz Carlos Richter, também aponta o aço como um dos principais responsáveis pela alta no custo da construção civil. Ele frisa, no entanto, que o peso dessa alta no setor reflete mais nacionalmente. Isso porque em cada Estado há diferentes tipos de problemas. Richter destaca, por exemplo, que Rondônia e Acre também sofrem com falta de cimento, como acontece em Mato Grosso. Lá, segundo ele, é questão é um pouco pior. Mas os dois estados já estariam sendo beneficiados com a importação de cimento da Votorantim em Sergipe.

    A mão-de-obra também contribui para aumentar o custo da construção civil. Como o mercado está aquecido e não há pessoas qualificadas sobrando, consequentemente os valores pagos aos profissionais vão se valorizando. Em Mato Grosso, na convenção coletiva deste ano, o reajuste ficou estabelecido em 7% a 10%, dependendo da categoria. "Mas isso é no papel. Não se consegue regular o mercado por aí. Na prática, o valor pago acaba sendo maior, por conta da grande demanda". O presidente do Sinduscon ficou sabendo de um caso ocorrido recentemente em São Paulo, onde o dono de uma obra perdeu todos os funcionários para uma obra vizinha, que ofereceu salários maiores. Conforme ele, os investimentos continuam crescendo em Mato Grosso e a demanda por mão-de-obra deve continuar aquecida.

    Fonte: gazeta Digital
    03-07-2008 | 11:07
    A alta do custo da construção civil não é suficiente para retrair a atividade, mas acaba fazendo com que ela mude um pouco. Em alguns casos, por exemplo, as construções destinadas à venda podem ser feitas em terrenos menos valorizados, como dimensões menores e mais simples. É o que diz o mestre de obras Adair Pintor. Ele frisa que quando o custo começa a subir muito é preciso tomar medidas para o valor final do imóvel não seja tão alto para não encarecer os financiamentos (principal forma utilizada para compra).

    Pintor é responsável pela construção de quatro casas no bairro Costa Verde, em Várzea Grande. Ele diz que este ano já foram construídas seis casas, com valor médio para venda de R$ 120 mil. Dessas três já foram vendidas. Algumas são negociadas mesmo antes do término da obra, o que mostra o aquecimento no setor. As casas são de laje e têm um tipo de telha que é um pouco mais caro, mas rende mais e tem maior durabilidade.

    Segundo o mestre de obra, com a alta no custo da construção está ficando difícil fazer as casas de mais qualidade. De acordo com ele, a solução, em alguns casos é fazer casas com custo final menor, substituindo a laje por forro e usando telhas comuns. As residências também começam a diminuir de tamanho. Conforme ele, tudo subiu no setor, como cimento, aço e mão-de-obra. Para ele, isso é questão de economia mesmo, com a alta do petróleo que puxou junto uma série de setores.

    Além disso, Pintor destaca ainda que os terrenos aumentaram de preço. No caso do Costa Verde, onde estão sendo construídas as casas, ele diz que há um ano comprava-se bons lotes por R$ 10 mil. Hoje, esses mesmos lotes saem por R$ 20 mil. O Costa Verde é um dos melhores bairros de VG. Outra saída, para reduzir custos, é procurar bairros menos valorizados. (VC)

    Fonte: Gazeta Digital
    03-07-2008 | 11:07
    O Ministério do Ambiente aprovou novos modelos de guias de acompanhamento do transporte de resíduos de construção e demolição (RCD).

    A Portaria nº 417/2008, publicada no passado dia 11 de Junho, define dois modelos, devendo o modelo constante do anexo I acompanhar o transporte de RCD provenientes de um único produtor ou detentor, podendo constar de uma mesma guia o registo do transporte de mais do que um movimento de resíduos, e o modelo constante do anexo II acompanhar o transporte de RCD provenientes de mais do que um produtor ou detentor.
    Chama-se a atenção para o facto de o produtor ou detentor dever preencher os campos II, III, e IV do modelo constante do anexo I ou os campos II e III do modelo constante do anexo II.
    Esta Portaria, refira-se, foi publicada para dar cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de Março, que aprovou o regime das operações de gestão de resíduos resultantes de obras ou demolições de edifícios ou de derrocadas, compreendendo a prevenção e reutilização e as operações de recolha, transporte, armazenagem, triagem, tratamento, valorização e eliminação deste tipo de resíduos.
    No contexto deste último diploma, que entrou em vigor no passado dia 10 de Julho, saliente-se que é da incumbência do empreiteiro ou do concessionário a execução do plano de prevenção e gestão de RCD, assegurando: a promoção da reutilização de materiais e a incorporação de reciclados de RCD na obra; a existência na obra de um sistema de acondicionamento adequado que permita a gestão selectiva dos RCD; a existência na obra de metodologias de triagem de RCD ou, nos casos em que tal não seja possível, o seu encaminhamento para operador de gestão licenciado; a manutenção em obra dos RCD pelo mínimo tempo possível que, no caso de resíduos perigosos, não pode ser superior a três meses.
    Os modelos das novas guias de acompanhamento de resíduos são disponibilizados no sítio da Agência Portuguesa do Ambiente na internet, em www.apambiente.pt.

     

    Fonte: AECOPS
    03-07-2008 | 11:07
    As sociedades comerciais que pretendam revalidar os seus alvarás para 2009 devem apresentar no InCI-Instituto da Construção e do Imobiliário as seis primeiras páginas da IES-Informação Empresarial Simplificada/Declaração Anual do IRC, correspondentes à folha de rosto da Declaração Anual e ao Anexo A, que inclui a demonstração de resultados e balanço, contrariamente ao estabelecido até à data, em que não se exigia a entrega das duas primeiras páginas relativas à folha de rosto.

    Esta determinação, note-se, configura uma importante alteração das exigências efectuadas pelo Instituto relativamente aos documentos, com dados relativos a 2007, que as empresas que pretendam continuar a exercer a actividade da construção no próximo ano devem satisfazer, e consta do sítio da internet do organismo regulador, em www.inci.pt.
    Relativamente aos empresários em nome individual com contabilidade organizada, também se alteraram as exigências para efeitos de revalidação dos seus títulos habilitantes, devendo estes entregar no InCI as quatro primeiras páginas da IES/Declaração Anual do IRS, compreendendo a folha de rosto da Declaração Anual e do Anexo I, demonstração de resultados e balanço.
    Quanto aos empresários em nome individual no regime simplificado, só aplicável para alvarás de classe 1, mantém-se a exigência de entrega, apenas, do Anexo B do Modelo 3 de IRS e Modelo 10 de IRS-IRC.

    Dispensas

    Ainda de acordo com informação constante do site do Instituto, "as empresas que tenham obtido alvará, pela primeira vez, a partir de Outubro de 2007 - alvará com número igual ou maior que 57.548 - ficam dispensadas da actualização anual da documentação, devendo no entanto serem detentoras de quadro técnico exigido e proceder ao pagamento da guia referente à taxa de revalidação que lhes será enviada."
    Recorde-se que a entrega dos documentos para revalidação do alvará deve ter lugar até ao próximo dia 31 de Julho, podendo ainda decorrer após tal data, até 31 de Dezembro, mas sujeita ao pagamento de uma taxa agravada, e que a falta de entrega da documentação dá lugar ao cancelamento do alvará.

     

    Fonte: AECOPS
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